Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Obra de parque em zona de proteção ambiental deixa lixo e desmatamento

    Obra de parque em zona de proteção ambiental deixa lixo e desmatamento

    Leonardo Amaro/Metrópoles
    Embalagens de materiais de construção são descartados em obra no Parque dos Búfalos - Metrópoles

    Antiga reivindicação da comunidade de Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista, o Parque dos Búfalos vive a expectativa da conclusão das obras realizadas pela Prefeitura de São Paulo, iniciadas há oito anos, entre pausas e retomadas. A inauguração é prometida para o primeiro trimestre deste ano, mas moradores reclamam do rastro de desmatamento e sujeira que a construção deixou no local, além do projeto original incompleto.

    Originalmente, o território tinha quase o dobro de tamanho, mas parte dele foi destinada pela Prefeitura para a construção de um condomínio com 193 prédios — o Residencial Espanha.

    Ao longo dos oito anos desde o início das obras, moradores apontaram diversas irregularidades ocorridas no local, como remoção de árvores, descarte irregular de materiais de construção, soterramento das nascentes e falta de segurança — há relatos de que o parque seja usado como ponto de “desova” de cargas roubadas e até de cadáver. Tais queixas foram apresentadas ao Ministério Público de São Paulo, ainda em 2021, que instaurou um inquérito civil e depois passou a monitorar a obra por meio de um Procedimento Administrativo de Acompanhamento.

    O Metrópoles visitou o local e percorreu o trecho que corresponde ao Núcleo Sede, que será inaugurado até março deste ano, de acordo com a Prefeitura. Apesar de estar oficialmente em obras, o parque é frequentado normalmente por moradores e ainda possui uma entrada lateral sem qualquer bloqueio ou vigilância (veja galeria abaixo).

     

    Ao longo da trilha — que foi construída pelos próprios moradores, antes mesmo de o parque ser anunciado, foi possível observar buracos cavados embaixo de árvores para receber luminárias, árvores de pequeno e médio porte derrubadas, montes de concreto acumulados, embalagens de materiais de construção descartados e sinais de erosão no solo onde passou o maquinário pesado utilizado nas obras. Alguns entulhos foram jogados em áreas de difícil acesso e visão.

    “A prefeitura vai entregar 20% do que foi prometido. Prometeram que iam pavimentar todo o parque, fazer vários playgrounds, várias entradas, várias guaritas, segurança, limpeza, e nada disso tem acontecido”, afirma o líder comunitário Wesley Silvestre, fundador da Oëkobr, organização dedicada à conscientização ambiental e ao desenvolvimento sociocultural do bairro. “Além disso, resíduos de obra, o impacto sobre as nascentes, assoreamento da represa, com esse pouco de obra que aconteceu, é muito grande”, completa.

    Segundo Wesley, o projeto de reforma não considerou as características do parque. “Estão cortando árvores para colocar postes de luz. Daria para colocar um metro para cá, um metro para lá, e evitar mais cortes. Árvores velhas, centenárias, a Prefeitura colocou no chão”, diz.

    Para o líder comunitário, o playground construído no local pode oferecer riscos para as crianças. “Nos outros parques, a gente não vê brinquedos tão inferiores de qualidade. Alguma criança vai se acidentar ali, é um labirinto de concreto”, afirma.

    O que diz a prefeitura

    Procurada, a Prefeitura de São Paulo afirmou que as alegações apresentadas na denúncia não procedem. “Todas as ações realizadas no Parque Apurá Búfalos seguiram rigorosamente critérios técnicos e legais, assegurando a integridade e a preservação da área verde. Além disso, a pasta já prestou todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público”, disse.

    Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, o Núcleo Sede está “em fase final de implantação” e faz parte da primeira etapa do projeto. “A inauguração está prevista para ocorrer ainda no primeiro trimestre deste ano. A segunda etapa do projeto inclui a implantação de praças, mirantes e a pavimentação dos caminhos”, afirmou. A próxima fase das obras ainda será submetida a processo licitatório, de acordo com a gestão municipal.

    A Emccamp Residencial, construtora responsável pelo Residencial Espanha, teve que realizar plantio compensatório dentro da área do parque, devido à remoção da vegetação realizada para a construção do condomínio. Em nota, a empresa afirmou que o empreendimento foi entregue em 2017 e que não realiza mais obras no local.

    “Durante a implantação, todos os programas ambientais exigidos foram executados, com monitoramento contínuo e adoção de medidas de controle de resíduos, erosão, recursos hídricos, fauna, flora, qualidade do ar e ruídos”, afirmou a construtora.

    O Metrópoles entrou em contato com a Engecon, empresa responsável pelas obras dentro do Parque dos Búfalos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Secretário defende consórcio do DF e GO: "Não tem outra solução"

    Secretário defende consórcio do DF e GO: "Não tem outra solução"

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Ônibus em terminal no Entorno do DF

    O secretário do Entorno do Distrito Federal, Cristian Viana, afirmou ao Metrópoles que considera “importante” que o consórcio com Goiás para a gestão do transporte público do DF e Entorno “saia do papel ainda esse ano”.

    O protocolo de intenções do consórcio está sob análise do governo goiano. Segundo Viana, houve atraso no encaminhamento da minuta por diversos motivos, entre eles, a intenção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de fazer com que DF e GO se responsabilizassem por todo o passivo [ou obrigações ] dos contratos de concessão.

    “O consórcio cuidaria do momento de estabelecimento dele para frente”, frisou o secretário. Procurada, a ANTT ainda não se manifestou sobre a intenção.

    Segundo o gestor, apesar dos governadores das duas unidades da Federação já terem expressado que, em abril, irão deixar os cargos para disputarem as eleições de 2026, a criação do consórcio também faz parte da “agenda” dos vices.

    Não tem outra solução. Tem que ter uma entidade que seja composta pelos dois entes para que eles possam delegar esses contratos [ de transporte]. E não pode só um estado subsidiar, porque o interesse é recíproco”, completou.

    Viana ainda disse que, atualmente, “quem sustenta a operação (do Entorno) é a tarifa do usuário”. “Isso faz com que a passagem seja cara e o transporte deficitário”, afirmou.

    Após análise de GO, o protocolo de intenções deve ser aprovado pelo Poder Legislativo de cada unidade da Federação para que o consórcio possa ser criado.

    “É importante que saia [do papel ainda esse ano]. Se a gente não estabelecer esse consórcio, vai ficar mais do mesmo. A população sofrendo, os prefeitos recebem a pressão, não têm competência para resolver, tão pouco os dois governadores sozinhos”, completou.

    Fundo de Desenvolvimento

    O secretário afirmou que aguarda a aprovação pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) do projeto de criação do Fundo de Desenvolvimento Integrado do Entorno.

    Segundo ele, esse fundo “será um instrumento jurídico e orçamentário para organizar e concatenar os recursos que já existem (emendas parlamentares) com o planejamento do DF”.

    O projeto já passou pelas comissões da Casa e aguarda inclusão na pauta para ser discutido pelo plenário.

    Entorno

    Conhecida como Entorno, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) foi criada em 1998. A área é composta por 29 municípios de Goiás e quatro de Minas Gerais, totalizando 33 cidades.

    Consideram-se de interesse da Ride os serviços públicos comuns ao Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e aos municípios que a integram, relacionados com  áreas como infraestrutura; geração de empregos e capacitação profissional; saneamento básico; uso, parcelamento e ocupação do solo; transportes e sistema viário; saúde e assistência social, entre outros.

     

  • Como a crise na vacinação em outros países impacta o Brasil?

    Como a crise na vacinação em outros países impacta o Brasil?

    d3sign/Getty Images
    Imagem colorida mostra vacinação contra dengue. Metrópoles

    Mudanças recentes em diretrizes de vacinação nos Estados Unidos e a queda nas coberturas em diversos países têm reacendido o alerta sobre o retorno de doenças preveníveis.

    O sarampo, por exemplo, voltou a causar surtos em diferentes regiões do mundo e, na última segunda-feira (26/1), levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar que países como Espanha e o Reino Unido perderam o status de livres da doença.

    Especialistas ouvidos pelo Metrópoles explicam que esse cenário também pode trazer impactos para o Brasil. O infectologista Alberto Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, destaca que o risco aumenta em um planeta com fronteiras cada vez mais conectadas.

    “Quando países retiram vacinas essenciais do calendário oficial ou não estimulam a vacinação, passam a mensagem de que imunização é opcional, e não uma iniciativa de saúde pública”, afirma.

    Segundo o médico, essa postura também alimenta a desinformação e fortalece movimentos antivacina em escala global, enfraquecendo um esforço coletivo que levou décadas para ser construído.

    Cenário brasileiro

    No Brasil, o risco se agrava porque a vacinação não avança de forma uniforme em todo o território. A médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirma que a proteção contra o sarampo depende de uma cobertura de pelo menos 95%, mas ainda há bolsões de baixa adesão.

    “Mesmo que o país tenha uma cobertura razoavelmente boa no geral, o maior problema é que ela não é homogênea. Você tem municípios com taxas altas e outros com coberturas muito baixas, e isso cria áreas mais vulneráveis”, esclarece.

    Essas regiões, segundo a especialista, acabam funcionando como porta de entrada para surtos, já que uma pessoa não vacinada pode ser infectada por um caso importado e transmitir o vírus rapidamente.

    “Um estrangeiro que vem de um país com circulação de sarampo pode infectar alguém suscetível, e essa pessoa transmite para pelo menos outras 18”, alerta.

    Além do sarampo, a baixa cobertura pode reabrir espaço para outras doenças que já estavam controladas ou eliminadas.

    “Qualquer doença evitável por vacina pode voltar. Já vimos países como a Inglaterra registrarem casos de poliomielite, algo que parecia impensável. Coberturas abaixo de 95% podem trazer essas infecções de volta”, diz Isabella.

    Possível volta de doenças já controladas

    O infectologista André Bon, coordenador da infectologia do Hospital Brasília e Head de infectologia da Rede Américas, explica que a queda na vacinação em outros países aumenta a circulação de vírus que já estavam controlados.

    “Isso eleva a chance de pessoas viajarem para o Brasil já infectadas ou de brasileiros se contaminarem no exterior e retornarem trazendo a doença”, afirma.

    A pesquisadora Lúcia Abel Awad, do departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, chama atenção para o fato de que a transmissão pode ocorrer antes mesmo de qualquer sintoma aparecer.

    “Mesmo pessoas assintomáticas, na fase inicial da infecção, são capazes de transmitir e disseminar vírus em locais de grande circulação, como aeroportos, rodoviárias e estações”, aponta.

    Por isso, ela destaca que o desafio não se resume a evitar a entrada de casos importados, mas a identificá-los rapidamente para impedir que se espalhem em regiões onde a vacinação não está completa.

    Vacinação é fundamental

    Lúcia avalia que o risco de reintrodução de vírus é inevitável em um contexto de globalização, mas que surtos maiores podem ser evitados com a manutenção de altas taxas de imunização no país.

    “Se mantivermos a população vacinada e protegida, mesmo que ocorram casos importados, a chance de disseminação diminui muito”, afirma.

    Ela também aponta que campanhas de comunicação feitas por fontes confiáveis são essenciais para conter o avanço da desinformação.

    Para André Bon, a principal estratégia para evitar que crises externas enfraqueçam o cenário brasileiro é manter as metas de cobertura vacinal.

    “Mais de 90% da população precisa estar com a vacinação em dia. No caso do sarampo, isso significa garantir as duas doses da tríplice viral”, diz.

    Ele ressalta que, além da imunização, sistemas de vigilância e a rápida notificação de casos suspeitos são decisivos para conter surtos antes que se espalhem.

  • Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Arquivo cedido ao Metrópoles
    Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Uma conversa obtida pela coluna e anexada ao inquérito policial passou a ser uma das principais peças usadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para sustentar a suspeita de combinação de depoimentos no caso que envolve Pedro Arthur Turra Basso, preso preventivamente nessa sexta-feira (30/1) após agressões que deixaram um adolescente em coma profundo.

    Nas mensagens, trocadas após o espancamento ocorrido na madrugada de 23 de janeiro, um interlocutor orienta Pedro a sustentar a versão de que a vítima teria ameaçado “quebrar” o agressor e sacado um canivete, narrativa que não aparece de forma consistente nos registros iniciais da ocorrência nem nas imagens do ataque.

    “Foi legítima defesa”

    No diálogo, o contato afirma que “conseguiu tirar da cabeça dos caras que foi ele”, sugere tranquilidade ao investigado e reforça a tese de que “vai dar nada não”.

    Em seguida, orienta: “Tu foi na legítima defesa” e conclui com a afirmação de que a vítima teria sacado um canivete.

    Para o Ministério Público, o teor da conversa indica orientação direta sobre o que deveria ser dito, com o objetivo de moldar a narrativa dos fatos e afastar a responsabilidade criminal do investigado.

    Contexto da conversa

    A troca de mensagens ocorre depois da agressão e da prisão em flagrante, em um momento em que o caso já havia ganhado repercussão e antes da consolidação dos depoimentos formais.

    Segundo o MP, isso reforça a tese de que houve uma tentativa deliberada de alinhamento prévio de versões, sobretudo entre pessoas do círculo próximo de Pedro.

    O MP destaca ainda que parte das testemunhas é composta por menores de idade, o que aumenta o risco de influência indevida, intimidação ou direcionamento de falas.

    Contradições com as provas

    De acordo com os autos, vídeos já analisados pela polícia mostram a vítima sendo cercada e agredida, sem evidências claras de que estivesse armada ou representasse ameaça capaz de justificar reação violenta nos termos da legítima defesa.

    Além disso, o Ministério Público aponta que a narrativa do “canivete” surge apenas em versões posteriores, coincidentemente repetida por pessoas ligadas ao investigado.

    Peso na decisão judicial

    A conversa foi citada tanto no pedido de busca e apreensão quanto no requerimento de prisão preventiva, sob o argumento de que o investigado e seus aliados estariam interferindo na produção de provas, o que compromete a instrução criminal.

    Na decisão que decretou a prisão, o juiz destacou que há indícios de que Pedro acredita na impunidade, desafia a ordem pública e atua para dificultar a reconstrução da verdade, especialmente ao tentar transferir à vítima a responsabilidade pela violência.

    A Polícia Civil e o MPDFT continuam analisando celulares e outros dispositivos apreendidos para verificar se há novas conversas semelhantes, inclusive envolvendo outros episódios de agressão atribuídos ao investigado.

  • Molha CLT: por que chove forte no fim da tarde? Especialistas explicam. Veja vídeo

    Molha CLT: por que chove forte no fim da tarde? Especialistas explicam. Veja vídeo

    Cesar Sacheto / METRÓPOLES
    CHUVA SAO PAULO

    Você já parou para pensar por que a chuva forte sempre chega no período da tarde nesse início de ano, complicando a volta para casa dos trabalhadores de São Paulo? As tempestades têm causado estragos na capital, região metropolitana, litoral paulista e em cidades do interior do estado, como registrado na quarta-feira (28/1).

    A meteorologista Nadja Marinho, do TempoOK, explicou ao Metrópoles que essa chuva é típica do verão e está associada diretamente às altas temperaturas e à alta umidade, gerando áreas de instabilidade.

    O ar quente e úmido sobe em fortes movimentos e, ao atingir camadas superiores da atmosfera, que são mais frias, gera o condensamento do vapor de água, formando as nuvens conhecidas como “Cumulunimbus”.

    “Essa nuvem é a única que consegue atingir a estratosfera e gerar descargas elétricas, criando o atrito necessário entre partículas de gelo e água para gerar raios, trovões e tempestades severas”, explica a meteorologista.

    O fato dessas chuvas serem rápidas e localizadas, segundo Nadja, é o que faz delas convectivas. O meteorologista Vítor Takao, da ClimaTempo, explica. “É aquela pancada que acontece em algum ponto da cidade, um bairro, mas não acontece em outro.”

    A precipitação resfria o ar mais próximo da superfície e reduz o calor que sustentava o ar quente ascendente. Com menor força, as nuvens perdem sua intensidade rapidamente e, por isso, a chuva acaba em pouco tempo.

    Vítor explica que essa precipitação costuma chegar por volta das 15h e pode se estender até o período da noite. “E é isso que a gente chama de pancada de chuva CLT, pois pega o trabalhador desprevenido”.

    Foi esse o cenário sentido pelos moradores de São Paulo nessa quarta-feira (28/1) e em outras tardes de janeiro. A tempestade atingiu todo o estado, causando pontos de alagamento, vendaval, granizo e até desabamento de parte de um imóvel.

  • Homem é atropelado ao tentar atravessar avenida em Rio Branco; motorista fugiu

    Homem é atropelado ao tentar atravessar avenida em Rio Branco; motorista fugiu

    O morador em situação de rua Adecarlos Lima da Silva, de 34 anos, foi atropelado por um carro na noite desta sexta-feira (30), na Avenida Getúlio Vargas, na ladeira do bairro Raimundo Melo, em Rio Branco. Segundo testemunhas, Adecarlos estava embriagado e, ao tentar atravessar a avenida, foi atingido por um veículo com uma carroça […]

  • Babá é denunciada por agressão contra criança autista em Alagoas

    Babá é denunciada por agressão contra criança autista em Alagoas

    Arquivo pessoal
    Foto colorida de menino autista em Arapiraca que teria sofrido agressões da babá - Metrópoles

    Uma A suspeita é a babá da criança, que começou no trabalho em junho de 2025. Um Boletim de Ocorrência foi registrado, o que resultou na abertura de um inquérito policial.

    A mãe da criança relatou que a babá era responsável por pegar o menino, que tem autismo de grau 3, na escola e levá-lo para a casa dela, no bairro Brasília. Na residência, ele ficava por cerca de quatro horas.

    Leia a reportagem completa no Gazeta Web, parceiro do Metrópoles.

  • Dupla é presa após assalto a farmácia na Avenida Sobral, em Rio Branco

    Dupla é presa após assalto a farmácia na Avenida Sobral, em Rio Branco

    Paulo Victor Rodrigues Moreira e Lucas Vinicio Oliveira Souza, ambos de 19 anos, foram presos na noite desta sexta-feira (30) após assaltarem a Farmácia do Consumidor localizada na Avenida Sobral, no bairro da Pista, em Rio Branco. Segundo a Polícia Militar, a dupla entrou no estabelecimento no momento do fechamento do caixa, anunciou o assalto […]

  • MP questiona na Justiça lei que proíbe cotas em universidades de SC

    MP questiona na Justiça lei que proíbe cotas em universidades de SC

    MPSC/ Divulgação
    Foto colorida de fachada de prédio do MPSC - Metrópoles

    O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou, nesta sexta-feira (30/1), com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades públicas do Estado ou que recebam recursos estaduais. A ação aponta que a lei é inconstitucional e viola diretamente a autonomia universitária.

    A ação foi proposta pela Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, e foi embasada, segundo o órgão, por um estudo jurídico do Centro de Apoio Operacional de Controle da Constitucionalidade, com a assinatura do procurador de Justiça Isaac Sabá Guimarães. No documento, o Ministério Público afirma que a lei está em desconformidade com a Constituição.

    Leia a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.

  • Filhos de Mansur eram beneficiários dos fundos da Reag utilizados pelo Master

    Filhos de Mansur eram beneficiários dos fundos da Reag utilizados pelo Master

    Reprodução/LinkeDIn
    Foto colorida de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos - Metrópoles

    Os filhos do fundador da Reag, João Carlos Mansur, aparecem como beneficiários de fundos que movimentaram R$ 1,45 bilhão. O dinheiro, segundo os investigadores, seria do Banco Master, que atuaria de forma “conjunta” com a Reag para desviar valores em meio ao emaranhado de fundos geridos pela Reag.

    As informações constam em manifestação do Ministério Público Federal (MPF) ao corroborar o pedido da Polícia Federal (PF) para incluir Mansur na lista de alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14 de janeiro.

    De acordo com o trecho, citado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), “representação do Banco Central demonstra a utilização da Reag para o desvio de valores do Banco Master”. Além disso, “pessoas relacionadas a João Mansur — seus filhos — foram utilizados para a prática dos crimes”.

    Os investigadores citam os fundos Astralo 95 e Reag Growth 95 que, de acordo com eles, “integram uma extensa cadeia de controle, cujos beneficiários finais declarados são Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur”.

    A extensão e a complexidade destas cadeias de transações apresentam indícios de que as operações foram estruturadas mediante a participação coordenada do Banco Master e da Reag DTVM, possuindo o objetivo comum de desviar recursos do conglomerado Master para outros veículos com destinação alheia aos interesses da instituição”, complementou o Ministério Público Federal.

    Como mostrou a coluna, até o início das operações envolvendo o PCC e a Faria Lima, a Reag Investimentos era considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país. E não sem motivo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.

    A Reag foi liquidada pelo BC um dia após a operação que teve Mansur como um dos alvos. Ao justificar a liquidação, a autarquia afirmou que a decisão foi motivada por graves violações às normas que “regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)“. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada como liquidante do processo, tendo como responsável técnico Antônio Pereira de Souza.

    A coluna tentou contato com Mansur e com a Reag, mas nenhuma das assessorias respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.