Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Resistência a cotados para ministro vira dor de cabeça para Lula

    Resistência a cotados para ministro vira dor de cabeça para Lula

    Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
    Presidente Lula se reúne com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino e Ex-Ministro do STF, Ricardo Lewandowski

    A escolha dos dois novos ministros — um para o Ministério da Justiça e outro para o futuro Ministério da Segurança Pública — virou a mais nova dor de cabeça para o presidente Lula.

    Isso porque a maioria dos nomes indicados, ao mesmo tempo em que possui padrinhos fortes, desperta resistência em outras alas do governo e até mesmo do próprio Lula.

    Interlocutores do presidente da República explicam que é o caso, por exemplo, do ex-ministro da Justiça Tarso Genro, cujo nome chegou às mãos de Lula, mas não agradou ao mandatário petista.

    Já a indicação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, até agrada Lula. Andrei é um dos homens de confiança do presidente. Entretanto, seu nome enfrenta resistência na Casa Civil, comandada por Rui Costa.

    Vinícius Marques de Carvalho, atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e que está cotado como substituto de Ricardo Lewandowski na Justiça, não agrada à ala jurídica do governo Lula.

    Novo ministério

    Como mostrou a coluna, há uma forte concorrência para a indicação de um ministro para a Segurança Pública. O Conselho de Secretários Estaduais da área, por exemplo, tenta emplacar o nome de Chico Lucas, atual secretário no Piauí.

    Outro nome que está na disputa é o de Wellington César, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência e defendido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

  • Diretor do Dnit que usa tornozeleira pede exoneração após reportagem

    Diretor do Dnit que usa tornozeleira pede exoneração após reportagem

    Reprodução
    diretor do DNIT

    O diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior, pediu demissão do cargo ao Ministério dos Transportes nesta sexta-feira (9/1).

    A medida, que ainda não foi oficializada, ocorre após a Coluna revelar que ele permanecia no cargo usando tornozeleira. Ele foi um dos alvos da Polícia Federal (PF) durante a última fase da Operação Sem Desconto, do dia 18 de dezembro de 2025.

    Marcos é acusado de integrar um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS e, há 22 dias, cumpre suas atividades usando tornozeleira eletrônica. Ele teria sido um dos servidores responsáveis por auxiliar Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, durante sua gestão como superintendente do INSS no Nordeste.

    A exoneração foi confirmado por servidores do Ministério dos Transportes. Segundo apurado pela Coluna, Marcos tem afirmado que pretende deixar a diretoria do Dnit para se dedicar integralmente à sua defesa. Com a exoneração, ele deverá abrir mão do salário de R$ 23 mil.

    Segundo a Polícia Federal, o diretor financeiro do Dnit estaria entre “os agentes centrais da engrenagem criminosa”, atuando para viabilizar o fluxo de descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de aposentados.

    A investigação aponta que passagens aéreas emitidas em nome de Marcos foram custeadas por uma empresa de fachada ligada a Careca. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam que ele teria recebido R$ 20 mil como pagamento pelos serviços prestados.

    De acordo com a Polícia Federal, “o recebimento de valores por parte de Marcos Brito, sob determinação de Antonio Camilo, o insere entre os agentes centrais da engrenagem criminosa, sendo indispensável à obtenção, circulação e aproveitamento dos proveitos ilícitos”.

    A PF chegou a pedir a prisão preventiva do servidor, mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

    Na decisão, o ministro avaliou que Marcos deixou de manter relação direta com os demais envolvidos na Farra do INSS a partir de 2023, quando assumiu a diretoria do Dnit. Diante disso, optou por substituir a prisão pela proibição de contato com outros investigados e pelo monitoramento eletrônico.

    A coluna buscou contato com Marcos por meio de seu gabinete, mas foi informada de que o servidor está de férias e retornará a Brasília no dia 20 de janeiro. O Dnit também foi procurado pelo menos três vezes. A coluna aguarda manifestação.

    O que é o Dnit

    O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes é a autarquia responsável por implementar a política de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários do país, e tem orçamento de R$ 11 bilhões para este ano.

    O órgão atua como gestor e executor, sob a jurisdição do Ministério dos Transportes, das vias navegáveis, ferrovias e rodovias federais, além de instalações de transbordo e portos fluviais e lacustres.

    Historicamente, o Dnit é controlado pelo Centrão e já foi alvo de inúmeras investigações envolvendo esquemas de corrupção.

  • Região administrativa do DF ficará sem energia neste sábado. Veja qual

    Região administrativa do DF ficará sem energia neste sábado. Veja qual

    Divulgação/Neoenergia
    Pessoa mexendo em um poste - Metrópoles

    Neste sábado (10/1), o fornecimento de energia elétrica será temporariamente interrompido em algumas áreas do Plano Piloto.

    A suspensão ocorrerá das 9h às 13h e vai afetar as residências das quadras 1 e 3 do Setor de Autarquias Sul (SAS).

    De acordo com a Neoenergia, a interrupção do serviço é para que sejam realizados serviços de manutenção na rede e serve para garantir a segurança dos profissionais que realizarão o trabalho.

    Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em outras regiões do DF, sem comunicação prévia.

    Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

  • Em 2 anos, 3 mil motoristas foram flagrados bêbados ao volante no DF

    Em 2 anos, 3 mil motoristas foram flagrados bêbados ao volante no DF

    Otavio Brito/Arte Metrópoles
    capa10

    Investigadores e delegados plantonistas do Distrito Federal costumam trabalhar sob a “liturgia do caos”, que se trata das autuações corriqueiras da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O procedimento se inicia da mesma forma: ao som das sirenes na chegada à DP. Entretanto, muita das vezes, a sonora não significa somente um resultado de mais uma prisão, ela pode resultar também no fim de uma aposta perigosa, a embriaguez ao volante.

    O artigo “A roleta russa no asfalto: onde a lei seca falha e a tragédia se repete” é um estudo do delegado da PCDF Marco Antônio Farah de Mesquita, que demonstra a situação alarmante dos casos de embriaguez ao volante na capital. De acordo com o delegado, esse flagrante é considerado uma violência que, embora ocorra em via pública, destrói famílias com a mesma precisão cirúrgica de um crime pessoal.

    Os dados do estudo, por exemplo, revelam que nos anos de 2024 e 2025, o Distrito Federal registrou aproximadamente 3 mil autos de prisão em flagrante por embriaguez no volante – 1.546 casos no primeiro ano e 1.524 no segundo ano. Os números apresentados revelam uma média de quatro prisões por dia por embriaguez ao volante.

    Veja dados do estudo:

    Para o delegado, diferentemente dos crimes de gênero, que carregam uma carga de repulsa social imediata, a embriaguez ainda é tratada por muitos como uma “fatalidade”, o que, para Marco não se justifica, visto que a pessoa escolheu ingerir álcool e “assumiu o controle de uma tonelada de metal”.

    “Precisamos encarar esse flagrante não como uma ocorrência administrativa de plantão, mas como a prevenção de um homicídio. O asfalto não pode continuar sendo o cenário onde o ‘elo da vida’ se quebra por um copo a mais”, ressaltou.

    Marco, que também é mestre em gestão pública e doutorando em economia pública, conta que a motivação do artigo surgiu com a realidade vivenciada por sete anos durante os plantões nas delegacias centrais de flagrantes da capital.

    “A cada plantão que eu faço, eu asseguro que já vou sabendo que vai ter um flagrante de embriaguez. Eu digo por mim que estou na ponta. A gente observa os números que são absolutamente alarmantes. Eles demonstram que o problema é estrutural e atinge todas as regiões administrativas”, conta.

    “Os dados mostram picos alarmantes aos finais de semana e madrugadas, especialmente entre quinta-feira e domingo. É o momento em que a fiscalização e a consciência individual entram em colisão”, destacou Marco.

    Rigidez na conversão de penas

    Apesar da identificação do problema sendo algo estrutural, o estudo ainda revela que não existe um “padrão” nos perfis do flagrante. Há casos em que as pessoas geram problemas na delegacia ao serem autuadas, enquanto outras admitem culpa. Porém, apesar da diferença das situações, a “frouxidão na lei” permite que, “em 100% dos casos”, o envolvido tenha direito do arbitramento da fiança, segundo o delegado.

    “Mesmo os casos graves, hoje, em no máximo em 48 horas, o autor estará presente em uma audiência de custódia perante o juiz promotor ou advogado constituído, tendo a oportunidade eventual de ser solto com o arbitramento de sanções e medidas cautelares”, diz.

    De acordo com o Marco, o problema está na forma em como o sistema analisa o crime de embriaguez ao volante, previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O artigo prevê uma pena inferior a quatro anos, o que permite que a fiança seja arbitrada ainda na delegacia, se limitando apenas à pena base do crime, sem considerar a gravidade concreta do ocorrido.

    O delegado afirma que o necessário é “endurecer os critérios para o arbitramento da fiança”. Dessa forma, poderia ser feita uma análise concreta do caso, como danos causados ou riscos à vida das vítimas, que levaria a decisão da possibilidade do arbitramento da finança.

    “A gente verifica claramente que a repressão não está adiantando. Então a gente precisa enriquecer esse debate com outros critérios que não sejam somente a análise da pena em abstrato. É preciso parar e pensar na lei”, destacou.

    A “mudança drástica”, como é definida por Marco, representaria um “futuro prospecto” para evitar a ocorrência dos casos. Como resultado, a pessoa passaria a pensar mais se ela vai ou não “prosseguir com a conduta de beber”.

    “A maioria da população brasileira dirige e bebe. Isso já está no imaginário popular. Ou seja, dependendo das condições, ela ingere a bebida alcoólica e pensa: ‘Eu pago uma fiança e durmo em casa’. Por isso precisamos começar a trabalhar em outros critérios de fixação e não de fiança”, completou.

    Outras soluções

    No artigo, além da rigidez na conversão de penas, o delegado acrescenta mais dois fatores que podem colaborar com o combate ao flagrante de embriaguez ao volante: educação punitiva e ressocialização; e tecnologia e fiscalização inteligente.

    No que diz respeito à solução de educação, Marco acredita que deveria torna-se obrigatório que, uma vez autuado por embriaguez no volante, o autor teria de ser redirecionado a locais de centro de reabilitação e vivenciar na prática os malefícios que causam aquele crime.

    Quanto a solução envolvendo tecnologia, serviria para a promoção de uma fiscalização inteligente que permite a prevenção do crime de prender em flagrante o autor antes que algo mais grave aconteça.

    “A gente precisa trazer o uso da Inteligência Artificial para esse campo. O Distrito Federal é uma bolha em que a gente consegue ter um número absurdo de câmeras de segurança e de câmeras de tráfico. Isso iria ao encontro pra gente tentar prevenir. Com isso, a gente não ataca só a repressão, mas também a prevenção”, acrescentou.

  • Conselho de Segurança da ONU marca reunião de emergência sobre Ucrânia

    Conselho de Segurança da ONU marca reunião de emergência sobre Ucrânia

    Serviço Estatal de Emergências da região de Zhytomyr
    ataque ucrânia (2)

    O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou uma reunião de emergência, na segunda-feira (12/1), para discutir o aumento dos ataques da Rússia contra cidades na Ucrânia.

    O estopim para o encontro foi o lançamento de um míssil com capacidade nuclear contra Lviv, na Ucrânia. Na noite de quinta-feira (8/1), o exército russo lançou um míssil Oreshnik, um dos mais avançados do mundo, contra o país vizinho.

    O lançamento ocorreu a partir de uma região em que a Rússia realiza testes nucleares. A Ucrânia identificou que o míssil foi carregado com ogivas convencionais, e não nucleares, mas o país interpretou que o ataque serviu como ameaça sobre o poder nuclear do Kremlin. 

    Com isso, o embaixador ucraniano Andriy Melnyk enviou uma carta para a ONU e solicitou uma providência.

    “A Federação Russa atingiu um novo e assustador nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade com o terror perpetrado contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia”, diz trecho do documento.


    Impasses para um acordo de paz


    Esse não foi o primeiro ataque do tipo lançado contra a Ucrânia. Em 2024, a Rússia usou um míssil Oreshnik contra o país vizinho, com disparado feito a partir do mesmo local usado para testes nucleares.

    Na madrugada de sexta-feira (9/1) , a Rússia ainda lançou um novo ataque de larga escala contra Kiev. De acordo com o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, o ataque foi feito por drones e deixou ao menos quatro mortos e 19 feridos.

  • "União Brasil vai apoiar Tarcísio", diz presidente do partido em SP

    "União Brasil vai apoiar Tarcísio", diz presidente do partido em SP

    Lucas Bassi/Rede Câmara
    Foto colorida do vereador Milton Leite, presidente da Câmara de São Paulo - Metrópoles

    Em meio a ameaça do Progressistas (PP) de lançar um candidato ao governo de São Paulo mesmo se Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorrer à reeleição, o presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, afirmou que o partido vai apoiar o governador.

    “O União Brasil vai apoiar o governador Tarcísio de Freitas, em São Paulo”, disse Leite ao Metrópoles.

    Segundo o presidente da sigla, a decisão do PP de externar insatisfação contra o governador de São Paulo e a ameaça de lançar uma candidatura concorrente não foi conversada com a cúpula paulista do União Brasil – os dois partidos negociam formar uma federação.

    O aumento da tensão do PP contra Tarcísio ocorreu durante o período de férias do governador, que está nos Estados Unidos até o próximo dia 11. Milton Leite e Tarcísio chegaram a trocar mensagens durante as férias sobre a crise entre as siglas.

    Nessa semana, Leite se reuniu com o chefe da Casa Civil, Arthur Lima (sem partido). A reunião ocorreu para acertar emendas e repasses ao União Brasil. De acordo com interlocutores, o apoio do cacique a Tarcísio foi reafirmado.

    PP articula candidatura

    Também nos últimos dias, parlamentares do Progressistas (PP) se reuniram com o ex-integrante do governo Tarcísio, Filipe Sabará, em São Sebastião, no litoral paulista. Ele foi convidado para entrar no partido e há expectativa que a filiação ocorra em fevereiro. Na conversa, foi ventilada a possibilidade de uma candidatura dele ao governo estadual.

    O presidente do diretório paulistano do PP, Rafael Rodas, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), Filipe Sabará e o deputado e presidente do PP em SP, Maurício Neves.

    Sabará articulou a campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo e, agora, tem sido o elo de Flávio Bolsonaro com o empresariado paulistano e diz que está 100% focado na pré-candidatura do filho 01 de Bolsonaro.

    Outros nomes sondados pelo PP são do deputado Ricardo Salles (Novo), que não deve se filiar ao partido, e o ex-governador Rodrigo Garcia, que está sem partido.

  • Menina é espancada pela mãe por olhar celular enquanto lavava louça

    Menina é espancada pela mãe por olhar celular enquanto lavava louça

    Getty Images
    Menina com celular - Metrópoles

    Policiais civis prenderam uma mulher em flagrante por maus-tratos contra filha de 11 anos, em Ceilândia, na quinta-feira (8/1). Segundo a denúncia, a investigada teria mandado a criança lavar a louça, mas durante a tarefa doméstica, a garota parou para olhar o celular. A mulher ficou furiosa com a pausa e espancou a menina.

    Segundo o delegado-chefe da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), Fernando Fernandes, responsável pelo caso, policiais estavam de prontidão e conseguiram prender a suspeita em flagrante. “Ela estava bastante alterada. Disse que bateu e que bateria de novo”, contou.

    A menina tinha vários sinais de pancadas pelo corpo, especialmente nas costas e pernas. A mãe teria espancado a criança com uma sandália. A vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML). E os exames comprovaram as agressões e os maus-tratos.

    Histórico de agressões

    A 19ª DP começou a investiga-la após a denúncia de vizinhos.

    “As agressões vinham acontecendo há algum tempo. Os gritos das crianças incomodaram os vizinhos. As crianças gritavam: Socorro, socorro. E pediram para a ela não bater mais”, contou.

    Apesar da prisão em flagrante, o caso está em aberto. Segundo a denúncia, ainda em investigação, a suspeita teria quebrado uma vassoura nas costas da filha de 11 anos. Os policiais também apuram se a suspeita teria praticado maus-tratos contra o bebê e o menino.

    “Uma vizinha, inclusive, chegou a ser ameaçada pela autora”, completou.

    A suspeita não tem passagens criminais. Responderá pelo crime de maus-tratos, com pena de seis anos de prisão. O pai das crianças trabalhava nos momentos das supostas agressões. Ele lamentou os episódios e ficou responsável pelas crianças.

    Segundo o delegado, a suspeita está à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. Caso seja liberada, provalmente será submetida a medidas de ressocialização para poder voltar a conviver com as crianças sem agressões e maus-tratos.

    “Infelizmente, casos como esse são comuns. É lamentável, mas é comum. Muitas pessoas tem o pensamento antiquado, por ser pai, mãe ou responsável, de que pode corrigir os filhos com excesso de violência. E acabam infringindo a Lei”, comentou.

    O Conselho Tutelar do Sol Nascente foi acionado. O órgão ficará responsável pelo acompanhamento do caso e pelas medidas de proteção necessárias para as três crianças, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Henry Borel.

    Fernandes destacou a importância das denúncias para proteção das crianças e adolescentes. Testemunhas podem alertar a PCDF pelo telefone 197. O sigilo e o anonimato são garantidos.

  • Os 3 atritos de Ciro Nogueira e Tarcísio que elevaram pressão do PP

    Os 3 atritos de Ciro Nogueira e Tarcísio que elevaram pressão do PP

    Reprodução/ redes Ciro Nogueira
    Valdemar elogiou chapa com Tarcísio e Ciro Nogueira

    A insatisfação crescente do Progressistas (PP) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está em férias até o próximo dia 11, remonta a episódios acumulados pelo principal líder do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

    Na semana passada, o PP escreveu uma nota externando a insatisfação do partido com o governador de São Paulo. O comunicado fala em queixas de prefeitos, descontentamento de parlamentares e “distanciamento entre membros do atual governo estadual e a direção partidária do Progressistas, tanto em nível nacional quanto estadual”.

    No governo de Jair Bolsonaro, Nogueira era ministro da Casa Civil e Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura. Depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022, os ex-ministros se tornaram expoentes da oposição na arena política. O primeiro, como presidente de um dos principais partidos do Centrão, e o segundo como governador do estado mais rico do país.

    Fator Flávio

    Como mostrou o Metrópoles, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) influenciou o PP a externar o descontentamento com Tarcísio. Neste momento, com Tarcísio mais distante das eleições presidenciais, o PP quer ajudar a montar palanques para Flávio.

    Já que as provas de lealdade de Nogueira ao governador não teriam sido correspondidas, caberia ao partido mandar um recado malcriado ao Bandeirantes.

    Segundo aliados, embora não admitam publicamente, a relação entre o filho 01 do ex-presidente e Tarcísio ficou estremecida após o senador anunciar que será candidato à Presidência em 2026. O governador era tido como candidato favorito do mercado financeiro para disputar as eleições contra Lula e, agora, demonstra apoio tímido a Flávio.

    Além da influência de Flávio, parlamentares e dirigentes partidários do Centrão lembraram episódios que tensionaram a relação entre PP e Tarcísio, inspirando a nota do partido de Nogueira, contrária ao governador de São Paulo.


    Os 3 atritos de Ciro e Tarcísio

    1 – Disputa pela vice

    2 – Perda de espaço no governo

    3 – Vaga na Casa Civil


    PP articula candidatura

    Nesse turbilhão, o PP abriu a possibilidade de lançar uma candidatura própria nas eleições paulistas, mesmo no caso de Tarcísio tentar reeleição.

    Nesta semana, parlamentares do Progressistas se reuniram com o ex-integrante do governo Tarcísio, Filipe Sabará. Ele foi convidado para entrar no partido e há expectativa de que a filiação ocorra em fevereiro. Na conversa, foi ventilada a possibilidade de uma candidatura ao governo estadual. Sabará tem dito que só levará adiante a ideia, a de tentar ser governador de São Paulo, se Tarcísio fizer corpo mole no apoio a Flávio.

    O presidente do diretório paulistano do PP, Rafael Rodas, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), Filipe Sabará e o deputado e presidente do PP em SP, Maurício Neves.

    Sabará articulou a campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo e agora tem sido o elo de Flávio com o empresariado paulistano, e diz que está 100% focado na pré-candidatura do filho 01 de Bolsonaro.

    Outros nomes sondados pelo PP são do deputado Ricardo Salles (Novo), que não deve se filiar ao partido, e o ex-governador Rodrigo Garcia, que está sem partido.

  • SP: impasse marca acolhida de imigrantes em meio à crise venezuelana

    SP: impasse marca acolhida de imigrantes em meio à crise venezuelana

    Acervo Pessoal
    Imagem colorida mostra reunião de imigrantes acolhidos no Caef Ebenezer

    Enquanto o mundo observa a situação política e econômica da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o acolhimento a imigrantes, incluindo venezuelanos, em São Paulo vive um capítulo de impasse. Desde dezembro, o Centro de Acolhida Especial para Famílias (Caef) Ebenezer, da Prefeitura de São Paulo, na zona leste, o atendimento a novas famílias está interrompido por decisão administrativa.

    A gestão municipal havia até recuado após determinação provisória do Tribunal de Justiça (TJSP), mas representantes da instituição alegam que a indefinição continua, não há continuidade dos serviços.

    A situação preocupa a Defesonria do Estado, o Caef e a organização social que executa o trabalho no local.

    Coordenado pelo Centro de Apoio Pastoral do Migrante (CAMI), o Caef Ebenezer é uma das poucas instituições que abrigam núcleos familiares completos no mesmo cômodo.

    Em outros locais, os integrantes são acomodados em galpões separados para homens ou mulheres e crianças. Essa política pública municipal de acolhimento a imigrantes já recebeu prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Localizado no bairro da Penha, o centro atendia 40 famílias de diferentes origens até dezembro, quando a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) iniciou um processo de reformulação da rede de acolhimento com previsão de fechamento do Caef Ebenezer. Durante esse processo, 20 famílias aceitaram a transferência para uma unidade do programa Vila Reencontro — que atende moradores em situação de rua — na zona norte da capital.


    Tribunal de Justiça proíbe fechamento do Caef Ebenezer


    Ao Metrópoles, o coordenador do Cami, Roque Patussi, afirmou que a instituição atravessa um momento de incerteza após a transferência das famílias — que pode ser interpretada como um movimento inicial de restringir os trabalhos do Caef — e a reformulação programada pela prefeitura.

    Representantes do centro se reuniram com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) para discutir o impasse e foram informados que um novo oficío estabeleceria novas orientações. Segundo Patussi, no entanto, o texto não chegou.

    “Nessa reunião, a secretaria nos garantiu que aquele documento (sobre mundaças de atendimentos) que nos foi enviado seria anulado, porque foi um documento utilizado para todas as instituições, mas nós fazemos um trabalho diferenciado e com uma população diferenciada. Falaram que faríam um novo ofício confirmando a continuidade da parceria com a prefeitura. Esse ofício até hoje não veio. Então, a gente não sabe em que pé ficamos, uma vez que não temos uma orientação de como proceder. Temos um contrato com a prefeitura até 2029, mas não temos clareza do que o município quer que a gente faça como serviço.”

    Em meio à indefinição, o atendimento fica prejudicado. A gerente de serviço do Caef Ebenezer, Bruna Lima, confirma que o recebimento de novas família está suspenso pela prefeitura, apesar da capacidade para acolher mais imigrantes.

    “A gente sabe dos traumas deles, não só dos venezuelanos. E aqui a gente tinha uma proteção muito grande. Acompanhávamos eles nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimentos médicos, nas escolas para a matrícula dos filhos e em todos outros lugares”, afirmou Bruna.

    Atualmente, 20 famílias são atendidas no Caef Ebenezer, uma delas de imigrantes venezuelanos. A expectativa é de que elas também sejam transferidas até o final de janeiro.

    Imigrantes com moradores de rua

    A transferência de imigrantes do Caef Ebenezer é motivo de preocupação para a gerente do centro.

    “As mulheres grávidas, quando tinham bebê, a gente ficava todo o período com elas no hospital. Para as crianças e adolescentes, temos educadores sociais que promovem atividades durante todo o dia. Também ajudamos com a documentação. Os brasileiros também dependem de políticas públicas, mas estão em seu país natal, já sabem como funciona. Os impactos são diferentes para os imigrantes, principalmente por causa de barreiras de idioma”, acrescentou a gerente do Caef Ebenezer, que já acolheu famílias do Afeganistão.

    Coordenador do Cami, Roque Patussi lembra que, em 2018, venezuelanos acabaram alvos de ameaças e violência em um abrigo. Foi um encontro infeliz, mas a segregação tampouco ajuda no processo todo.

    “Muitos deles não falam nada de português ainda porque são recém-chegados. Aí você coloca junto com pessoas da comunidade brasileira que não vão se entender e, de repente, por qualquer motivo, pode se transformar num pico de violência com rivalidade entre grupos de brasileiros e estrangeiros. Segregá-los, colocar só imigrantes num único local, também não é bom. O procedimento ideal seria integrar as populações aos poucos. Primeiro levar para Vila Reencontro as famílias que já falam português, têm estabilidade e conhecimento do Brasil. Assim elas vão começando a criar vínculos com a população local.”

    O prefeito Ricardo Nunes já afirmou que a cidade recebe de braços abertos venezuelanos que buscaram refúgio “ao fugirem de um governo ditador”.

    “Hoje nós temos 27 mil vagas, estamos com 21 mil locais ocupados nos nossos abrigos. Espero que [os venezuelanos] não venham, até porque agora eles não têm necessidade, tendo em vista estar preso e respondendo lá na justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro, amigo do Lula”, afirmou.

    Ele espera que o fluxo migratório seja menor. “A gente espera agora que eles não necessitem vir para cá. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez”, acrescentou.

    O que diz a prefeitura

    Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social afirmou que o Caef Ebenezer segue em funcionamento, atendendo atualmente 157 pessoas.

    “A entrada de novos usuários está sendo realizada de forma planejada como parte do processo de aprimoramento da rede socioassistencial, visando melhorar o atendimento à população.”

    “A medida tem como objetivo adequar a oferta de vagas aos novos modelos de acolhimento adotados pelo município, como as Vilas Reencontro, que priorizam a autonomia das famílias”, diz a nota.

    A pasta afirmou ao Cami que continuará o serviço no Caef Ebenezer “até que seja possível a conclusão do reordenamento das famílias remanescentes, com os devidos encaminhamentos para as Vilas ou para os Centros de Acolhimento, conforme pactuação, normativas vigentes e avaliação técnica da rede socioassistencial.”

    Sobre o recebimento de imigrantes em São Paulo, a prefeitura afirmou que 1.009 venezuelanos são acolhidos na rede municipal em centros exclusivos para estrangeiros, Vilas Reencontro e outros equipamentos da administração municipal.

    “Além do acolhimento, a Prefeitura oferece orientação para a regularização migratória, acesso a direitos sociais e inclusão social, entre outros serviços, no Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) Oriana Jara, na região central. Em 2025 foram atendidos 1.538 cidadãos vindos da Venezuela nesta unidade.”

  • Justiça manda Bradesco recontratar funcionária demitida com câncer

    Justiça manda Bradesco recontratar funcionária demitida com câncer

    Pramote Polyamate via Getty Images
    Mão de paciente em tratamento contra câncer, no hospital. Bradesco demitiu paciente - Metrópoles

    A Justiçade São Paulo determinou que o banco Bradesco recontratasse uma funcionária que havia sido demitida sem justa causa em meio a um tratamento de câncer no colo do útero. A mulher, com 20 anos de casa, foi desligada em julho do ano passado e recontratada na terça-feira (6/1).

    A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, proferida em 5 de dezembro do ano passado, estabeleceu também a manutenção do plano de saúde.

    Na sentença, em caráter provisório de urgência, a desembargadora Ana Maria Moraes Barbosa Macedo afirmou que “não há dúvida de que a perda do emprego e do plano de saúde durante o tratamento de grave enfermidade acarreta perigo grave irreversível ao trabalhador que necessita do emprego para sustento e do plano de saúde para o tratamento”.

    Anteriormente, a 3ª Vara do Trabalho de Osasco, na região metropolitana, havia indeferido o pedido de antecipação de tutela feito pela trabalhadora.

    Readmitida pelo Bradesco

    A funcionária, que segue em quimioterapia e deu início a um tipo de radioterapia, disse que “jamais conseguiria seguir o tratamento sem a decisão judicial”. Nesse período em que ela ficou fora da empresa, o plano de saúde foi mantido em parte do tempo.

    Em nota, os advogados Kiyomori Mori, Carlos Toni e Hamilton Oguma elogiaram a Justiça do trabalho.

    “É um acinte demitir uma trabalhadora após quase duas décadas de dedicação ao banco, em um momento de tamanha fragilidade. A Justiça do trabalhador segue acolhedora às questões sociais relevantes, cumprindo seu papel constitucional”, apontou o texto.

    Procurado pelo Metrópoles, via assessoria de imprensa, o Bradesco disse que não comentará o caso.