Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • DJ brasileiro Maycon Douglas é encontrado morto em praia de Portugal

    DJ brasileiro Maycon Douglas é encontrado morto em praia de Portugal

    Reprodução/Instagram
    DJ brasileiro Maycon Douglas

    O corpo do DJ brasileiro Maycon Douglas, de 26 anos, foi encontrado na Praia da Luz, em Nazaré, Portugal, nessa quarta-feira (7/1). O artista estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro, após sair de um bar com uma mulher ainda não identificada.

    As autoridades portuguesas encontraram o carro do brasileiro submerso, a seis metros de profundidade, ainda no dia 1º de janeiro.

    O corpo, encontrado sete dias depois na mesma região onde o carro estava, apresentava estado avançado de decomposição. O cadáver vai passar por exame de necropsia para confirmar a identidade, mas familiares reconheceram as tatuagens do DJ e confirmaram se tratar dele.

    Na última publicação feita nas redes sociais, no dia 30 de dezembro, o DJ falou sobre as expectativas para 2026. “2025 foi intenso. Aprendeu-se muito, viveu-se mais ainda. Uma das datas com mais significado para mim é o Ano Novo… porquê ? Não sei. Talvez aquela sensação de recomeço, mesmo sabendo que, no fundo, está tudo igual”, escreveu.

    Ainda não há informações sobre a causa da morte. As autoridades policiais investigam o caso.

  • Vem mais água por aí: Inmet alerta para risco de chuvas intensas no DF

    Vem mais água por aí: Inmet alerta para risco de chuvas intensas no DF

    Inmet emitiu alerta amarelo para esta quinta-feira (8/1), com risco de chuvas intensas; a previsão para os dias seguintes é de estabilidade

  • Grupos de esquerda fazem ato em SP para relembrar 8/1

    Grupos de esquerda fazem ato em SP para relembrar 8/1

    William Cardoso/Metrópoles
    Manifestação da esquerda na Paulista - Metrópoles

    Organizações de esquerda convocaram um ato em São Paulo, nesta quinta-feira (8/1), para relembrar os três anos do atos antidemocráticos na capital federal. Na mesma data em 2023, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

    Marcado para as 18h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o ato tem como bandeiras a defesa da democracia e o posicionamento contra a anistia dos condenados no 8/1. A manifestação foi convocada por grupos como a Frente Brasil Popular e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), além do Partido dos Trabalhadores (PT).

    “Neste 08 de janeiro, a democracia chama e a gente responde! É dia de lembrar, defender a democracia e dizer em alto e bom som: anistia não”, diz postagem do diretório estadual do PT nas redes sociais.

     

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    Um post compartilhado por PT Paulista (@ptpaulista)


    Atos do 8/1 em Brasília


    Já a convocação da Frente Brasil Popular fala em sinalizar que anistia ou redução de responsabilidades não serão aceitas. “O dia 8 de janeiro marca a memória de um ataque direto à democracia brasileira. Em 2023, assistimos a uma tentativa de golpe que buscou romper a ordem democrática, deslegitimar o resultado das eleições e instaurar o caos institucional no país. Não foi um episódio isolado, nem um “excesso”: foi um projeto político articulado contra a democracia”, diz a publicação. “Seguimos mobilizados, com unidade, memória e compromisso democrático”.

  • Mega da Virada: ganhador de R$ 181 milhões ainda não retirou o prêmio

    Mega da Virada: ganhador de R$ 181 milhões ainda não retirou o prêmio

    Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
    Mega-Sena da Virada

    O dono de uma das seis apostas vencedoras da Mega da Virada, sorteada em 1º de janeiro, ainda não foi resgatar o prêmio. O sortudo, que fez o jogo em uma casa lotérica do bairro de Mangabeira, em João Pessoa (PB), tem um prêmio de R$ 181 milhões esperando por ele.

    De acordo com a Caixa Econômica Federal, até a noite dessa quarta-feira (7/1), o sortudo não havia ido buscar o prêmio. Ele é o único entre os vencedores que ainda não fez a retirada.

    O apostador tem um prazo de 90 dias para resgatar a bolada — ou seja, até o dia 1º de abril deste ano.

    Caso o sortudo não resgate os R$ 181 milhões, a fortuna é repassada para o Tesouro e será aplicada no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

    O sortudo de João Pessoa fez um jogo simples no valor de R$ 6, e cravou as seis dezenas da Mega da Virada: 59 – 21 – 32 – 13 – 33 – 09.

    A última edição do sorteio especial registrou o maior prêmio da história das loterias no Brasil: R$ 1,09 bilhão. Seis apostas acertaram as seis dezenas e dividiram o prêmio.

    Sorteio adiado

    O sorteio da Mega da Virada foi realizado na manhã do dia 1º de janeiro, após ser adiado depois de uma hora de atraso. O sorteio do concurso estava previsto para 22h de quarta-feira (31/12), mantendo a tradição de o prêmio ser anunciado no último dia do ano.

    No entanto, o valor do prêmio gerou um movimento inédito nos canais de aposta: foram 120 mil transações por segundo no canal digital e quase 4,8 mil transações por segundo nas unidades lotéricas.

  • Governo diz que canetas emagrecedoras no SUS custariam R$ 8 bilhões

    Governo diz que canetas emagrecedoras no SUS custariam R$ 8 bilhões

    SES-DF/Reprodução
    Apreensão Mounjaro

    A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o GDF estuda incluir medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, no protocolo de atendimento para perda de peso da rede pública. A medida, porém, esbarra no alto custo: as chamadas canetas emagrecedoras ainda não fazem parte do SUS e podem gerar um impacto orçamentário de até R$ 8 bilhões, segundo o Ministério da Saúde.

    As canetas injetáveis surgiram como opções de medicamentos para tratar a diabetes tipo 2. A perda de peso passou a ser estudada como uso terapêutico principal em pessoas com obesidade ou sobrepeso.

    De acordo com o governo federal, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) não recebeu nenhum pedido para incorporação do medicamento ao programa.

    Em agosto do ano passado, a Conitec havia dado parecer desfavorável à incorporação dos princípios ativos semaglutida (Ozempic) e liraglutida (Saxenda), considerando – entre outras razões – o impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões anuais ao SUS.

    O valor representaria quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025, conforme informações repassadas pela pasta.

    O Mounjaro é um medicamento de alto custo vendido em caixas com quatro canetas para um mês de uso. Os preços variam conforme a dose e o local da compra. O valor cheio da caixa é de R$ 1.907,29 (2,5 mg) e R$ 2.384,34 (5 mg).

    Com o objetivo de estimular a concorrência no setor e diminuir os preços de mercado, o Ministério da Saúde solicitou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) priorize o registro de novos medicamentos compostos pelos princípios ativos semaglutida e liraglutida.

    “Os municípios, estados e o Distrito Federal podem adotar relações específicas e complementares de medicamentos para fornecimento no SUS. Nesses casos, a aquisição é de responsabilidade exclusiva do ente federativo”, afirmou o ministério.


    Tratamento para obesidade no SUS


    Mounjaro no SUS de Rondônia

    A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que autoriza a oferta do medicamento Mounjaro (tirzepatida) pelo SUS no estado.

    A proposta também inclui o Saxenda (liraglutida) e passa a integrar o Programa Estadual de Assistência Integral à Obesidade e ao Diabetes Mellitus Tipo 2.

    O texto é de autoria do deputado Luís do Hospital (MDB) e já havia tramitado pelas comissões temáticas da Casa antes de seguir para votação em plenário. A aprovação ocorreu no último dia 10 dezembro, durante sessão ordinária, sem votos contrários.

    Com a aprovação no Legislativo, o projeto segue agora para análise e eventual promulgação pelo governo estadual.

    Estudo do GDF

    De acordo com Celina, a intenção do GDF é oferecer o tratamento com tirzepatida para pacientes com obesidade mórbida.

    “Porque isso é política de pública de saúde sim”, afirmou Celina. Segundo a governadora, muitos pessoas com 200 quilos, com 150 quilos precisam do tratamento mas não tem condições de acesso.

    “A tecnologia de ponta tem que estar a disposição do SUS para as pessoas que mais precisam. Você imagina o número de cirurgias que vamos economizar, o número de pessoas que não vão sofrer infartos pelo excesso de peso. Nós vamos investir sim em saúde, em esporte, muito em educação”, assinalou Celina.

    A governadora solicitou o começo dos estudos para a adoção do protocolo de tratamento para perda de peso à Secretaria de Saúde do DF. “Vários estados já adotaram protocolos locais”, comentou. Para Celina, é inegável que o tratamento tem mostrado resultados para pessoas com condições de pagar pelo medicamento.

    O Metrópoles procurou a Secretaria de Saúde do DF para detalhar o estudo mencionado por Celina Leão, mas não retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

     

  • Com Oscar Niemeyer, DF chega a 6 assentamentos criados no governo Lula

    Com Oscar Niemeyer, DF chega a 6 assentamentos criados no governo Lula

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Lula - Metrópoles

    O governo federal autorizou a criação de seis assentamentos para acolher 295 famílias do campo pela reforma agrária no Distrito Federal (DF), entre 1º de janeiro 2023 e 6 de janeiro de 2026, já durante o 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A comunidade criada mais recentemente é o Assentamento Oscar Niemeyer, em Brazlândia (DF).

    Segundo a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no DF e Entorno, além deste, foram criados outros cinco assentamentos com áreas que variam entre 2 e 15 hectares por família.

    A portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para criança do assentamento Oscar Niemeyer foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa terça-feira (6/1) e já está em vigor.

    “Depois de mais de uma década de espera, o Assentamento Oscar Niemeyer se torna realidade. É uma vitória das famílias agricultoras, que resistiram, produziram e nunca deixaram de acreditar na Reforma Agrária”, afirmou Cláudia Farinha, superintendente do Incra no DF e Entorno.

    Com área superior a 33 hectares, o local será destinada a seis famílias. O assentamento será criado em terras rurais localizadas na Reserva F, Gleba 2, Parcela 534, do loteamento integrante do Projeto de Integração e Colonização Alexandre Gusmão (Picag).

    Assentamentos criados no DF entre 2023 e janeiro de 2026:

    As terras do assentamento Niemeyer fazem limite com as cidades de Padre Bernardo, Cristalina, Formosa, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Cabeceira Grande, Planaltina, Cidade Ocidental, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto, todas no Entorno do DF.

    Os próximos passos envolvem o reconhecimento da área como Projeto de Assentamento, a regularização fundiária e a realização do processo de seleção das famílias, conforme as normas vigentes do Incra e da Política Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

    Oscar Niemeyer

    Atualmente, a área destinada ao assentamento Oscar Niemeyer é ocupada por cinco famílias agricultoras que desenvolvem atividades produtivas com base em princípios agroecológicos e sistemas agroflorestais. Por isso, demonstram vínculo social e produtivo com o território.

    A seleção das famílias ou candidatos à PNRA será realizada conforme a disponibilidade de áreas ou lotes, obedecendo aos critérios estabelecidos nas Instruções Normativas vigentes. As famílias atualmente ocupantes participarão da seleção, não havendo garantia automática de permanência sem o cumprimento dos critérios legais.

    O processo de seleção e permanência das famílias nos projetos de assentamento criados pelo Incra, na forma tradicional, seguirá as etapas e regras previstas em Instruções Normativas, incluindo o cumprimento das obrigações legais, produtivas e ambientais estabelecidas pelo PNRA.

    Segundo o Incra-DF, após a criação do projeto de assentamento e a seleção das famílias, elas poderão acessar os Créditos de Instalação, conforme as modalidades previstas pelo Incra e de acordo com a legislação vigente. Ou seja, terão acesso a financiamento público para produzi no campo.

  • Suspeito de jogar mulher do 10º andar admite ter "dado uns tapas"

    Suspeito de jogar mulher do 10º andar admite ter "dado uns tapas"

    Imagem cedida ao Metrópoles
    Após ser espancada, mulher abraçou marido em elevador e depois, morreu ao cair do 10º andar

    Alex Leandro Bispo dos Santos, suspeito de atirar a companheira do décimo andar do prédio em que o casal morava, na zona sul de São Paulo, admitiu — em novo interrogatório — ter “dado uns tapas” na mulher. Segundo o suspeito, o objetivo seria fazer com que a ela voltasse para o apartamento.

    Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, foi achada morta em 29 de novembro do ano passado, no estacionamento do prédio, logo após a queda, durante a madrugada. Alex Leandro foi preso em fragrante pelo crime.

    Gravações feitas pelas câmeras de segurança do elevador do prédio mostram o suspeito dando pelo menos um soco em Maria Katiane. No elevador, ele aparece agarrando o pescoço da vítima e a arrastando para fora. Cerca de um minuto depois, o homem retorna sozinho ao elevador, coloca as mãos na cabeça e se senta, em um gesto de aparente desespero. Após a queda, ele vai até o estacionamento, se debruça sobre o corpo da companheira e parece tentar reanimá-la.

    No interrogatório, prestado no último dia 5 de janeiro, Alex Leandro disse que o casal mantinha uma relação “saudável e tranquila”, “apesar de Maria Katiane apresentar um quadro depressivo”. Segundo ele, no dia da tragédia, o casal passou a noite no camarote da balada Le Club, onde beberam champagne, tequila e cerveja.

    O suspeito afirma que ao chegarem em casa, por volta das 4h, a mulher teria “surtado” durante uma discussão em que ele teria dito que pretendia visitar o filho. Sobre as agressões registradas no vídeo, o homem afirmou que, durante a discussão, a mulher teria descido duas vezes para a garagem e que, em uma das oportunidades, ele teria “perdido a cabeça”.

    Sobre a porta do banheiro do apartamento, encontrada destruída, Alex Leandro alegou que a mulher havia ficado presa, por isso precisou arrombá-la.

    Assista ao vídeo:

     

    Veja fotos de como ficou o apartamento:

    Imagens do apartamento do casal mostram a porta do banheiro arrombada. Um taça de vidro com líquido semelhante a vinho foi encontrado dentro de uma pia.

    Em um documento direcionado à polícia, a defesa de Alex Leandro definiu o ocorrido como uma fatalidade isolada e ressaltou a importância da análise do cartão de memória original dos aparelhos que gravaram o ocorrido.

    A polícia já está na posse de imagens de segurança do apartamento, entregues pelo próprio suspeito.

     

  • Venezuela: moradores de Santa Elena de Uairén relatam escalada de tensão

    Venezuela: moradores de Santa Elena de Uairén relatam escalada de tensão

    Foto: Natália Fuhrmann, especial para o Metrópoles
    imagem colorida de santa helena de uáiren, venezuela

    Santa Elena de Uairén (Venezuela) – A poucos quilômetros da fronteira com o Brasil, moradores de Santa Elena de Uairén, na Venezuela, relatam uma escalada de tensão nos últimos dias, com aumento do policiamento, abordagens consideradas fora do padrão e um clima generalizado de medo. O Metrópoles atravessou a fronteira e ouviu relatos de censura, vigilância e temor de um possível toque de recolher.

    Logo na entrada do município, é possível observar rotas clandestinas. O ponto é conhecido por moradores como o local onde grupos armados e milícias cobram propinas para permitir a passagem de pessoas sem documentação regular ou de mercadorias que precisam de nota fiscal.

    Chama atenção, também, um grande outdoor com a frase “Maduro es Pueblo” (Maduro é o povo, em português). Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a prefeitura de Santa Elena é pró-Maduro.

    Medo de falar sobre política

    O centro comercial de Santa Elena fica a 16 quilômetros do posto de controle brasileiro. Tanto comerciantes quanto clientes, ao serem questionados sobre política ou sobre a prisão de Nicolás Maduro, respondem: “Está tudo bem”. Eles repetem a afirmação quase sempre, encerrando a conversa.

    Em frente a um mercado da cidade, uma senhora se limitou a dizer: “Não falo [sobre política e polícia]”, antes de se afastar. Na praça Simón Bolívar, conversas entre amigos são interrompidas assim que alguém se aproxima. Comerciantes que aceitam comentar a situação do país relatam sensação constante de vigilância:

    “Não sabemos em quem confiar”, disse uma mulher que pediu anonimato, explicando que há medo de delação tanto para o governo quanto para milícias armadas.

    Tensão entre jornalistas

    A tensão atinge também jornalistas. Com o aumento do fluxo de profissionais de imprensa na região, guardas da Força Bolivariana informaram, no fim da tarde dessa terça-feira (6/1), que os jornalistas que entrassem na cidade poderiam ser detidos.

    Enquanto a reportagem conversava com um mototaxista em frente a uma distribuidora, dois policiais passavam pela calçada. Segundo o trabalhador, o patrulhamento militar foi intensificado com o objetivo de “coibir e intimidar” a população.

    A circulação nas ruas segue aparentemente regular, mas há sinais de apreensão. “As pessoas estão preferindo ficar em casa. Já compraram muitas coisas e estão em casa”, contou o mototaxista, depois de informar que antes ganhava, por dia, cerca de R$ 160 e, até essa terça, no máximo R$ 60.

    Moradores relataram, ainda, a compra e o armazenamento de alimentos após a prisão de Maduro, diante do temor de um possível toque de recolher. “É para garantir”, disse uma senhora ao sair de um atacadão.

  • Após telefonema, Trump e Petro confirmam encontro na Casa Branca

    Após telefonema, Trump e Petro confirmam encontro na Casa Branca

    Chip Somodevilla/Getty Images – Colombia Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images
    Donald Trump e Gustavo Petro

    Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Gustavo Petro, da Colômbia, concordaram em ter um encontro presencial, na Casa Branca, em Washington. Após uma série de ataques nos últimos meses, o republicano e o colombiano conversaram por telefone, nessa quarta-feira (7/1), para tentar esfriar as tensões diplomáticas.

    O encontro, ainda sem data marcada, está sendo organizado pela diplomacia dos dois países. Após o telefonema, Petro usou as redes sociais para comemorar o avanço na relação com os EUA. “Histórico. O diálogo é sempre necessário para a paz”, escreveu.

    O colombiano também adiantou alguns dos temas que serão tratados na reunião na Casa Branca. “Falaremos com o presidente Trump sobre a paz e a democracia globais, a paz na América Latina e sua soberania, a paz na Colômbia e a estratégia antidrogas”, afirmou.

     

    Pela rede social Truth Social, Donald Trump destacou os temas tratados no telefone. “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que me telefonou para explicar a situação das drogas e de outros desacordos que tivemos. Agradeci sua chamada e seu tom, e espero me reunir com ele em um futuro próximo”, escreveu.

    O republicano também confirmou o encontro presencial em Washington. “Estão sendo feitos acertos entre o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler da Colômbia. A reunião vai acontecer na Casa Branca“, afirmou Trump.

    Logo após capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado (3/1), o líder norte-americano não descartou uma possível operação militar dos EUA na Colômbia, sob a mesma justificativa da utilizada no ataque contra Caracas: combater o narcotráfico.

    Desde o fim do último ano, o presidente colombiano passou a ser apontado por Trump como “traficante de drogas ilegais”.

    As ameaças contra Petro surgiram após o líder da Colômbia se posicionar, de forma dura, contra a presença militar dos EUA na América Latina e no Caribe, além de críticas sobre os bombardeios norte-americanos contra embarcações que navegam por águas da região.

    Petro celebra diálogo com Trump

    Logo após o telefonema com Trump, Gustavo Petro fez um discurso durante uma manifestação em Bogotá. Segundo ele, o telefonema durou cerca de uma hora e tratou de dois temas principais: Venezuela e narcotráfico.

    “Obviamente, eu estava apreensivo. Na conversa, toquei em dois temas para não prolongar demais e fiz um pedido: que sejam restabelecidas as comunicações diretas entre as chancelarias e os presidentes. Se não houver diálogo, há guerra. Se não houver conversa, estamos perdidos”, afirmou durante discurso.

    Petro disse ainda que apresentou dados sobre o combate às drogas durante a ligação. “Então, tratei de dois temas: Venezuela e narcotráfico. Tive de apresentar alguns números, porque sou questionado por estar há 20 anos arriscando minha vida no combate a traficantes poderosos”, declarou

    Tensão entre EUA e Colômbia

    A conversa ocorreu após dias de tensão. Depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas, Trump não descartou a possibilidade de uma operação semelhante na Colômbia, sob o argumento de combate ao narcotráfico. Ele disse que o país “está muito doente, governado por um homem doente que gosta de produzir cocaína”.

    Petro reagiu às declarações e defendeu os resultados de sua política antidrogas. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou ter obtido números históricos de apreensão de cocaína e rebateu acusações de conivência com o tráfico. “Esses são fatos, não retórica”, escreveu, ao dizer que os resultados representam bilhões de doses que não chegaram aos Estados Unidos.

    Três dias após as ameaças, milhares de colombianos atenderam à convocação do presidente e foram às ruas em defesa da soberania nacional. A principal manifestação ocorreu na Praça de Bolívar, em Bogotá, onde Petro discursou. Ele classificou as mobilizações como resposta às falas de Trump e defendeu que o país não aceite ameaças externas.

  • Decepcionado com Milei, paulista foragido do 8/1 busca exílio no Chile

    Decepcionado com Milei, paulista foragido do 8/1 busca exílio no Chile

    Arquivo Pessoal
    Symon Filipe Albino nos atos de 8 de janeiro de 2023

    Condenado a 14 anos de prisão e multado em R$ 32 milhões pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o foragido paulista Symon Filipe Albino vive na Argentina e está em nova rota de fuga para o Chile.

    O participante da invasão às sedes dos Três Poderes em 2023, que se define como um “patriota pelo mundo”, conversou com o Metrópoles na quarta-feira (7/1) em um ônibus a caminho da capital chilena, Santiago, onde entrararia com novo pedido de exílio.

    Ele não quis revelar a rota de fuga para o Chile, mas disse que estaria de saída da Argentina porque se decepcionou com o governo de Javier Milei. Albino achou que seria mais bem acolhido no país vizinho, conforme contou, pelo alinhamento político entre o presidente argentino e seu maior ídolo, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Quando Milei disse ‘viva la libertad, carajo’, ele falou sobre liberdade econômica. Não a liberdade que eu esperava”, disse o foragido.

    Com medo de ser preso, como outros brasileiros, Albino desistiu de buscar asilo político na Argentina. Agora, aposta no Chile como próximo destino devido à eleição de José Kast, a quem o patriota chama de “Trump da América Latina”.

    Entre esperança e receio

    A decisão de Albino de imigrar ao Chile o coloca em um dilema contraditório. Ao mesmo tempo em que o foragido deposita sua esperança em conseguir exílio político no governo Kast devido à identificação ideológica, ele quer chegar ao país antes do novo presidente chileno assumir o poder, em 11 de março, porque sabe da promessa do ultraconservador de fechar as fronteiras.

    “Tenho receio de me decepcionar, mas vou tentar. E quem sabe ele me dando exílio, abre portas para outros saírem a tempo. Terei de ser o primeiro”, aspirou.

    Natural de Americana (SP), o patriota morava com a família em Campinas até sair para “lutar por liberdade”. No interior paulista, vivem sua ex-mulher e seus quatro filhos. Albino sabe que não irá reatar a relação com a ex-esposa e há três anos só consegue falar com os filhos eventualmente por telefone.

    Militância bolsonarista

    Albino se tornou uma voz relevante nas redes sociais bolsonaristas. No fim de 2024, ele tinha 600 mil seguidores, mas teve a conta derrubada, o que já havia ocorrido outras vezes por causa do discurso considerado radical pela plataforma – hoje, ele tem 61,2 mil adeptos na conta “Symon Patriota”.

    Depois que Bolsonaro perdeu as eleições de 2022, o patriota não aceitou o resultado e se mudou para a frente do quartel-general de Campinas, onde ficou acampado por 65 dias. Do acampamento na porta do Exército, ele foi para Brasília, onde viveu o que ele chama de “o dia que mudou minha vida”.

    Desde o 8 de janeiro de 2023, Albino viveu beirando a clandestinidade, e é evasivo sobre os passos que já deu. Ele contou, porém, que cruzou a fronteira entre Brasil e a Argentina pelo Paraná em 23 de maio de 2024.

    “Muitos estão na miséria”

    Na Argentina, o foragido organizou atos de brasileiros no 7 de Setembro, em locais emblemáticos como a Casa Rosada, sede do governo argentino, e o Obelisco, monumento na avenida 9 de julho, em Buenos Aires.

    Em novembro, Albino protestou contra o ministro Gilmar Mendes, do STF, que organizou uma semana jurídica em uma universidade de Buenos Aires. No meio de uma palestra, se levantou e expôs as demandas dos bolsonaristas autoexilados. Acabou sendo retirado do evento pelos seguranças.

    Para se manter, Albino trabalhou em restaurantes, mesmo ramo que ocupava no Brasil. Ele chegou a abrir um estabelecimento do tipo em San Javier, cidade da província de Misiones, onde viveu por mais de um ano.

    “As condições econômicas aqui também não são fáceis. Milei cortou tudo e não gerou emprego. Fez uma limpa na sujeira da esquerda, porém não produziu nada para ninguém. Muitos estão na miséria”, constata.

    Albino não conseguiu manter o empreendimento aberto e arranjou emprego num açougue, onde diz ter visto “muita gente comprando restos de ossos”.