Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Por que diagnosticar e tratar a endometriose é um desafio da medicina

    Por que diagnosticar e tratar a endometriose é um desafio da medicina

    Kinga Krzeminska/ Getty Images
    Mulher com pijama branco com cólica deitada em sofá - Metrópoles

    A endometriose se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio, o revestimento interno do útero, fora da cavidade uterina. Essas células podem se implantar nos ovários, nas tubas uterinas, no intestino ou no peritônio (membrana abdominal) e reagem aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio intrauterino: crescem, se rompem e sangram. Fora do útero, porém, esse sangramento não tem como ser expelido, o que provoca inflamação, aderências e dor.

    Por esse comportamento, a doença é considerada benigna, mas crônica e recidivante. Até hoje, não há tratamento capaz de eliminar completamente as lesões e impedir que elas retornem. “É uma doença que depende de mecanismos genéticos que a fazem persistir no corpo da mulher”, explica o ginecologista Rubens Paulo Gonçalves Filho, especialista em endometriose do Einstein Hospital Israelita.

    Isso não significa que todas as pacientes convivam com sintomas ao longo da vida. Com acompanhamento e tratamento adequados, muitas conseguem controlar a dor e preservar a fertilidade. “Se ela não tem dor e vive bem, por que não dizer que poderia estar ‘curada’?”, questiona o ginecologista Ricardo De Almeida Quintairos, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

    A ausência de cura, no entanto, não resume o principal desafio da endometriose: a doença ainda é pouco compreendida, frequentemente subdiagnosticada e tem seus impactos subestimados pelos sistemas de saúde.

    Condição multifatorial

    Descrita há mais de um século, a endometriose passou a ser compreendida com mais profundidade pela medicina apenas nas últimas décadas, à medida que os avanços nas pesquisas sobre inflamação, dor crônica e infertilidade revelaram a complexidade de seus mecanismos. Hoje, está bem estabelecido que se trata de uma doença multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais e imunológicos.

    Essa combinação explica a variedade de manifestações clínicas. Os sintomas mais frequentes incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias cíclicas e dificuldade para engravidar. Segundo a Febrasgo, a infertilidade está presente em 30% a 50% dos casos. “A dor pode vir acompanhada da dificuldade de engravidar, que pode coexistir com outros sintomas. As manifestações mais comuns são dor pélvica e infertilidade, mas isso não exclui que a mulher apresente todo o conjunto”, relata o médico do Einstein.

    Do ponto de vista biológico, a predisposição genética parece criar um terreno favorável, enquanto alterações hormonais — especialmente relacionadas ao estrogênio — e falhas no sistema imunológico contribuem para a instalação e a progressão da doença. A resposta inflamatória exacerbada na pelve desempenha papel central tanto no crescimento das lesões quanto nos quadros de dor persistente.

    A ciência também identifica grupos de maior risco, como mulheres com menarca precoce, ciclos menstruais curtos, fluxo intenso e ausência de gestações. “A medicina já sabe muita coisa: que é uma doença genética, imunológica, como cuidar, tratar e diagnosticar”, afirma Quintairos.

    “O que ainda não sabemos é por que, em algumas mulheres, a endometriose é leve, e em outras, tão grave.” Essa mesma lógica multifatorial ajuda a entender a resposta desigual aos tratamentos. Enquanto algumas pacientes evoluem bem com terapias hormonais simples, outras precisam de múltiplas cirurgias e continuam convivendo com sintomas, reforçando que não há um único caminho ou explicação para a doença.

    Outra questão em aberto diz respeito à origem do tecido endometrial fora do útero. A hipótese mais aceita é a da menstruação retrógrada, em que parte do fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas para a cavidade abdominal, permitindo que células endometriais se implantem em locais inadequados. A teoria, porém, não explica todos os casos: esse fenômeno ocorre na maioria das mulheres, mas apenas entre 6% e 10% desenvolvem endometriose, segundo estudo publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences.

    Alívio dos sintomas

    Enquanto ainda não há um tratamento capaz de erradicar completamente a endometriose, o manejo da doença se concentra no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida das pacientes. As estratégias disponíveis combinam medicamentos e procedimentos cirúrgicos, definidos caso a caso, conforme a gravidade do quadro, a idade da mulher, o desejo de engravidar e a resposta a tratamentos anteriores.

    Entre as opções medicamentosas, os anti-inflamatórios não hormonais são usados para o controle da dor, enquanto os tratamentos hormonais buscam suprimir a menstruação e reduzir o estímulo ao tecido endometriótico. Pílulas anticoncepcionais combinadas, progestagênios isolados, dispositivos intrauterinos com levonorgestrel e análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) fazem parte do arsenal terapêutico. Esses métodos, porém, não eliminam as lesões existentes e, com frequência, os sintomas retornam após a interrupção do tratamento. “Uma mulher pode fazer tratamentos muito bem-feitos e a endometriose, infelizmente, voltar”, lamenta Gonçalves Filho.

    Estudos recentes têm investigado o papel de terapias complementares no alívio dos sintomas. Uma pesquisa publicada em 2021 na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia apontou que a acupuntura pode contribuir para a redução da dor em pacientes com endometriose. Evidências semelhantes aparecem em análises sobre atividade física: uma revisão sistemática publicada em 2025 na PLOS ONE associou a prática regular de exercícios a melhora da regulação hormonal, redução da inflamação sistêmica e ganhos na qualidade de vida.

    A alimentação e a suplementação também vêm sendo exploradas como estratégias adjuvantes. Uma revisão publicada em 2023 na Frontiers in Nutrition indica que a vitamina D pode ajudar a reduzir a dor endometrial por meio do aumento da capacidade antioxidante, enquanto a suplementação de vitaminas C e E mostrou redução significativa dos sintomas em comparação com placebo. Os autores ressaltam, no entanto, que ainda são necessárias mais evidências para a definição de protocolos terapêuticos consistentes.

    Quando o manejo clínico não é suficiente — especialmente em casos de dor refratária, comprometimento de órgãos ou infertilidade associada —, a cirurgia pode ser indicada. O procedimento mais comum é a videolaparoscopia, que permite identificar e remover os focos de endometriose. Técnicas mais recentes, como a cirurgia robótica, têm sido empregadas para aumentar a precisão e preservar estruturas anatômicas.

    Ainda assim, mesmo após a retirada das lesões, a recorrência da doença é possível. “Não existe um tratamento melhor, existe um tratamento melhor para determinadas condições clínicas que a mulher tem”, aponta Quintairos. “Ela pode ser mínima, leve, moderada ou grave. Consequentemente, em cima de cada estágio de gravidade da doença se impõe um tratamento adequado”.

    Diagnóstico precoce

    O principal desafio para médicos e pacientes continua sendo o diagnóstico da endometriose. O exame padrão-ouro é a videolaparoscopia com biópsia, mas o procedimento é invasivo e não indicado como primeira abordagem. Nos últimos anos, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica ganharam espaço por apresentarem boa acurácia na identificação das lesões, especialmente nos casos de endometriose profunda.

    Mesmo com essas ferramentas, porém, o avanço mais urgente da ciência está na identificação precoce da doença — uma dificuldade que não se restringe a países com menos recursos. “No mundo todo, há uma grande dificuldade para fazer o diagnóstico precoce. É uma barreira que ao longo do tempo não melhorou”, pontua o especialista da Febrasgo.

    No Brasil, detectar a doença leva, em média, sete anos, segundo o Ministério da Saúde. E isso após a paciente passar por diversos médicos. “Na verdade, o diagnóstico é extremamente fácil de ser feito. O problema é que, muitas vezes, essas mulheres vão em médicos generalistas que não conhecem a doença”, observa Quintairos. Esse atraso tem consequências diretas na evolução da endometriose e na vida das pacientes. Quanto mais tempo a doença permanece sem tratamento adequado, maior o risco de comprometimento de órgãos, agravamento da dor e desenvolvimento de infertilidade.

    Os impactos não se limitam ao aspecto físico. Uma revisão sistemática publicada em 2021 identificou associação entre endometriose e maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão. E um estudo brasileiro de 2025 ampliou esse elo ao apontar a ocorrência frequente de distúrbios do sono e estresse crônico, além de indicar que abordagens multidisciplinares, incluindo acompanhamento psicológico e terapias complementares, contribuem para a melhora da qualidade de vida.

    O peso da doença também se reflete em custos econômicos elevados. Uma revisão sistemática publicada em 2017 na Annals of Reproductive Medicine and Treatment estimou que a endometriose gera custos anuais entre US$ 2,2 mil e US$ 8,5 mil por mulher recém-diagnosticada e entre US$ 11,7 mil e US$ 12,9 mil por paciente com diagnóstico prévio, considerando dólares internacionais ajustados por paridade do poder de compra. Segundo o estudo, os custos indiretos, especialmente a perda de produtividade, representam a maior parcela desse impacto.

    “O que falta é um pouco de trabalho do ponto de vista governamental e político com campanhas públicas que massifiquem a mensagem para que as mulheres entendam que aquela cólica forte não é normal. A partir do momento que elas têm cólica menstrual intensa, devem procurar o sistema de saúde”, frisa Ricardo Quintairos.

    Novas abordagens

    As limitações no diagnóstico precoce e no tratamento ajudam a explicar por que a pesquisa em endometriose tem se concentrado, nos últimos anos, no desenvolvimento de abordagens mais eficazes e menos invasivas. O objetivo é duplo: melhorar o controle dos sintomas e reduzir os impactos da doença ao longo do tempo.

    Entre as frentes mais exploradas estão as terapias antifibróticas, voltadas a inibir a formação de tecido cicatricial associada à progressão da endometriose. Uma das dificuldades no controle da doença é justamente a capacidade das lesões de se tornarem fibrosadas, promovendo aderências e dor crônica.

    Um estudo experimental de 2023 mostrou que a neferina, composto derivado do embrião da planta lótus, reduziu a fibrose endometriótica ao inibir a expressão de proteínas ligadas à formação de tecido cicatricial e à progressão das lesões em modelos celulares e animais.

    Outra linha de pesquisa envolve medicamentos que atuam de forma mais seletiva no eixo hormonal. Fármacos moduladores dos receptores de progesterona e antagonistas de GnRH de segunda geração, como elagolix e relugolix, vêm sendo testados com resultados encorajadores, inclusive por permitirem maior controle de efeitos colaterais, como a perda de massa óssea. Uma revisão publicada em 2021 no International Journal of Molecular Sciences indica que essas drogas oferecem controle dos sintomas com menor risco de eventos adversos prolongados.

    A busca por tratamentos mais personalizados também tem impulsionado o avanço da medicina de precisão na endometriose. Pesquisadores investigam marcadores genéticos e moleculares capazes de indicar a presença da doença, sua progressão e a resposta individual às terapias. Um estudo publicado em 2022 no Journal of Clinical Medicine mostrou que a análise de microRNAs na saliva foi capaz de distinguir mulheres com endometriose daquelas sem a condição. Se confirmada em estudos maiores, a abordagem pode contribuir para diagnósticos mais precoces e menos dependentes de procedimentos cirúrgicos.

    Nesse esforço, a inteligência artificial (IA) começa a ser incorporada sobretudo como ferramenta diagnóstica. Modelos de aprendizado de máquina vêm sendo treinados para identificar padrões em exames de imagem e prontuários eletrônicos que escapam à análise humana, embora uma revisão de 2025 indique que essas aplicações ainda estão em estágios iniciais.

    Além da análise de exames, há iniciativas baseadas em IA voltadas ao desenvolvimento de assistentes digitais que orientam pacientes sobre sintomas, opções terapêuticas e encaminhamento adequado, com potencial para reduzir o tempo até o diagnóstico e ampliar o acesso à informação. “Acho que nos próximos quatro ou cinco anos sairão medicamentos interessantes”, especula Quintairos.

    “O problema é que o preço muitas vezes é incompatível com a realidade que vivemos aqui. Mas espero que, com o tempo, a gente consiga usar e resolver alguns casos de maneira mais tranquila”.

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    Amigo de Zé Felipe curte post que confirma volta com Ana Castela

    Instagram/Reprodução
    Zé Felipe e Ana Castela - Metrópoles

    Os rumores de uma possível reconciliação entre Zé Felipe e Ana Castela ganharam ainda mais força nas redes sociais após João Victor, melhor amigo do cantor, curtir uma publicação no Instagram que falava sobre a volta do casal, gesto que não passou despercebido pelos fãs e ajudou a alimentar as especulações.

    O reencontro de Zé Felipe e Ana Castela, poucos dias após o término, aconteceu durante o cruzeiro da Boiadeira e rendeu cenas que rapidamente viralizaram na internet.

    Segundo o apresentador Matheus Baldi, durante o programa Fofocalizando dessa terça-feira (6/1), os cantores teriam ficado após se apresentarem juntos na noite anterior.

    Ainda de acordo com fontes próximas aos artistas, ouvidas pelo jornalista, Zé Felipe e Ana Castela teriam decidido dar mais uma chance ao relacionamento. Desta vez, no entanto, a ideia seria manter tudo de forma mais discreta, evitando a superexposição na mídia e nas redes sociais.

  • Após dias "frios" no verão, veja a previsão do tempo em SP para esta 4ª

    Após dias "frios" no verão, veja a previsão do tempo em SP para esta 4ª

    Norte e litoral sul de SP têm chance de chuva já na manhã. Previsão se amplia para outras regiões, incluindo a capital, no período da tarde

  • Avanço de frente fria, chuva e muito calor: veja previsão para esta 4ª

    Avanço de frente fria, chuva e muito calor: veja previsão para esta 4ª

    Ekaterina Goncharova/Getty Images
    Imagem colorida de sol e chuva

    O Brasil deve ter diversos cenários climáticos nesta quarta-feira (7/1), de acordo com a Climatempo. Enquanto uma frente fria avança pelo Sul, trazendo chuva forte, ventos intensos e risco de temporais, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) segue ativa e mantém instabilidades importantes no Sudeste e no Centro-Oeste, podendo gerar grandes acúmulos de chuva.

    De acordo com o órgão, no Nordeste e no Norte a combinação de calor, umidade e sistemas atmosféricos mantém áreas de instabilidade, mas com distribuição irregular das chuvas.

    A grande predominância em todo o país são as altas temperaturas e o calor.

    Veja a previsão do tempo por região

    Região Sul

    Na tarde desta quarta, uma nova frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, associada a um cavado em níveis médios da atmosfera, provocando pancadas de chuva moderadas a fortes com trovoadas, principalmente na metade sul do estado. Há risco de temporais com eventual queda de granizo no sul e na Campanha Gaúcha.

    Apesar disso, as temperaturas seguem elevadas em boa parte da região. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste do Paraná e Santa Catarina, e podem chegar a 70 km/h em áreas do Rio Grande do Sul.

    Região Sudeste

    A ZCAS segue ativa e provoca pancadas de chuva moderadas a fortes em Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, com risco de temporais no oeste e noroeste mineiro. Ao longo do dia, o sistema começa a se desconfigurar.

    Em São Paulo, a manhã tem tempo mais firme, com chuva apenas no norte e no litoral sul. Entre o fim da manhã e o início da tarde, a circulação de umidade favorece novas pancadas de chuva em grande parte do estado, com intensidade  moderada a forte.

    As temperaturas permanecem mais agradáveis em boa parte da região, mas ficam mais elevadas em São Paulo, no norte do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h ocorrem no extremo oeste paulista, na Região dos Lagos e no litoral norte do Rio de Janeiro.

    A região está sob alerta de perigo potencial para acumulado de chuva, de acordo com aviso meteorológico emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Região Centro-Oeste

    Toda a região Centro-Oeste está sob alerta para acumulado de chuva. As instabilidades atuam desde a madrugada em Mato Grosso e Goiás, ganhando força ao longo do dia devido à influência da ZCAS, que deve perde intensidade até o fim do dia.

    As pancadas de chuva ocorrem de forma moderada a forte, com risco de temporais no norte, noroeste, oeste, interior e sudeste de Mato Grosso, além do norte e leste de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a circulação de umidade associada aos ventos em baixos níveis favorece pancadas de chuva moderadas a fortes.

    As temperaturas seguem elevadas, com exceção de algumas áreas de Goiás, onde ficam mais agradáveis devido à nebulosidade. A umidade relativa do ar permanece baixa no oeste de Mato Grosso do Sul, podendo ficar abaixo dos 30%.

    Região Nordeste

    A chuva deve atingir a região de forma fraca no oeste e litoral da Bahia, além do interior do Maranhão e do Piauí. Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam, com chuva mais forte no Maranhão, extremo oeste do Piauí e da Bahia, além do litoral sul baiano, com risco de temporais no extremo oeste maranhense. Na faixa litorânea do Ceará e entre Alagoas e o Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma fraca.

    No restante da região, o tempo segue mais firme. As temperaturas continuam elevadas e o calor predomina. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no litoral norte e no interior da região.

    Região Norte

    O tempo permanece instável no Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e em grande parte do Pará, com chuva forte e risco de temporais, especialmente no leste de Rondônia, sudeste do Amazonas e no sudoeste e leste do Pará.

    No Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém as instabilidades no norte do estado. Em Roraima, chove de forma mais intensa em boa parte do estado, enquanto nas demais áreas o tempo fica mais aberto. As rajadas de vento chegam a 40–50 km/h no nordeste do Pará.

  • Advogado pede à PGR arquivamento de ação de Erika Hilton contra Grok

    Advogado pede à PGR arquivamento de ação de Erika Hilton contra Grok

    @Igo Estrela / Metrópoles
    Erika Hilton

    Uma contraposição protocolada no Ministério Público Federal (MPF) contesta a representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSol) que pedia o banimento imediato da ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada à plataforma X, por suposta facilitação na criação de deepfakes pornográficas envolvendo crianças e adolescentes.

    O advogado Ricardo Ribeiro Feltrin, que se apresenta como “cidadão potencialmente prejudicado”, sustenta que o pedido formulado pela parlamentar “excede o necessário” e viola o princípio da proporcionalidade. Segundo o texto, a alegação de falhas de moderação é “séria e merece atenção séria”, mas não justificaria a suspensão total da funcionalidade.

    De acordo com contraposição, há uma diferença entre reconhecer problemas técnicos e impor uma medida extrema.

    “Entre a constatação de um problema técnico e a imposição de uma solução que desabilita a ferramenta para milhões de usuários legítimos existe uma lacuna de proporcionalidade que a jurisprudência democrática contemporânea não tolera”, escreveu Feltrin.

    O advogado argumenta ainda que democracias consolidadas não adotam banimentos imediatos em casos de falhas de moderação.

    “Democracias verdadeiras e avançadas não suspendem plataformas por falhas de moderação. Elas exigem remediação, aplicam multas e, em casos de descumprimento persistente, recorrem a suspensão temporária.”

    A peça cita experiências regulatórias da União Europeia, Reino Unido, França, Índia, Dinamarca e Estados Unidos para indicar que a responsabilização recai sobre condutas ilícitas, e não sobre a tecnologia em si. Em relação ao regime jurídico brasileiro, o documento registra que existem mecanismos para lidar com abusos.

    Ao final, o advogado solicita o arquivamento da representação apresentada pela deputada, especialmente no que se refere à instauração de investigação para suspensão do Grok e à desativação da ferramenta em todo o território nacional.

    O documento conclui que a suspensão total seria “precedente juridicamente indefensável” e que a regulação proporcional seria o caminho adotado por democracias consolidadas.

  • Áreas de Planaltina ficam sem energia nesta quarta (7/1). Saiba quais

    Áreas de Planaltina ficam sem energia nesta quarta (7/1). Saiba quais

    Divulgação/Neoenergia
    Pessoa mexendo em um poste - Metrópoles

    Endereços da região administrativa de Planaltina terão o fornecimento de energia elétrica temporariamente interrompido nesta quarta-feira (7/1).

    A suspensão, que ocorre das 10h às 16h, afetará a Fazenda Mestre Darmas, Etapa III, e a DF-130, Rua 1, Quadra 1, Lote 19.

    Segundo a Neoenergia, o desligamento é para que sejam realizados serviços de manutenção da rede elétrica e serve para garantir a segurança dos profissionais.

    Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em outras regiões do DF.

    Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.