Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil

    Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil

    0

    O Distrito Federal tem sete foragidos incluídos na lista nacional dos criminosos mais perigosos do país, que respondem por homicídio, tentativa de homicídio, roubo e extorsão — processos dos quais o Metrópoles teve acesso por meio de documentos públicos.

    Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil - destaque galeria7 imagensReinaldo Tavares Farias, 51 anos Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.Marciel Alves da Silva, 42 anos Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.Luciano Nascimento da Rocha, 35 anos Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas. Josemir de Andrade Nascimento, 46 anos Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.Francisco Moura Costa de Freitas, 44 anos Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.Fechar modal.MetrópolesRômulo da Costa Mattos Neto, 69 anos Possui sete mandados de prisão por roubo e extorsão, todos com condenações definitivas. Mas com o processo em sigilo.1 de 7

    Rômulo da Costa Mattos Neto, 69 anos

    Possui sete mandados de prisão por roubo e extorsão, todos com condenações definitivas. Mas com o processo em sigilo.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaReinaldo Tavares Farias, 51 anos Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.2 de 7

    Reinaldo Tavares Farias, 51 anos

    Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaMarciel Alves da Silva, 42 anos Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.3 de 7

    Marciel Alves da Silva, 42 anos

    Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaLuciano Nascimento da Rocha, 35 anos Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas. 4 de 7

    Luciano Nascimento da Rocha, 35 anos

    Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaJosemir de Andrade Nascimento, 46 anos Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.5 de 7

    Josemir de Andrade Nascimento, 46 anos

    Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaFrancisco Moura Costa de Freitas, 44 anos Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.6 de 7

    Francisco Moura Costa de Freitas, 44 anos

    Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaEduardo Alberto Moura, 25 anos Acusado de tentativa de homicídio e agressão com arma branca, em 2023 atirou contra dois jovens em Santa Maria e ameaçou uma testemunha usando o nome de uma organização criminosa. No mesmo ano, esfaqueou um homem no Gama que tentava impedir agressões contra uma mulher.7 de 7

    Eduardo Alberto Moura, 25 anos

    Acusado de tentativa de homicídio e agressão com arma branca, em 2023 atirou contra dois jovens em Santa Maria e ameaçou uma testemunha usando o nome de uma organização criminosa. No mesmo ano, esfaqueou um homem no Gama que tentava impedir agressões contra uma mulher.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública

    A divulgação dos nomes, realizada em dezembro do ano passado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), tem o objetivo de incentivar a população a colaborar de forma anônima com informações que ajudem a localizar os procurados.

    Como denunciar

    • Acesse o site do MJSP e consulte a lista completa;
    • Selecione o estado onde o criminoso está;
    • Veja nome, foto e CPF;
    • Informe sobre o paradeiro à PM (190), PC (197) ou Disque Denúncia (181);
    • Informe que o nome consta na lista de procurados do site do Ministério.

    Leia também

    Ao todo, a lista tem 216 criminosos considerados prioritários para captura em todo o país.

  • Brasiliense vence amaxofobia após 14 anos de sofrimento; saiba o que é

    Brasiliense vence amaxofobia após 14 anos de sofrimento; saiba o que é

    0

    Você sabe o que é amaxofobia? O nome, que para muitos pode soar como um palavrão, certamente não é comum nas rodas de conversa mesas de bares, mas o que ela significa é rotina na vida de centenas de pessoas no Distrito Federal. Este é o termo técnico para quem tem pânico de dirigir. A origem do medo em si pode ter origens emocionais, experiências traumáticas ou simples falta de prática.

    Ano novo é época de enfrentar os fantasmas antigos. Mas a autônoma Sebastiana Fonseca, 46 anos, não esperou 2026 para superar os traumas. Após 14 anos longe do volante, por medo, ela reassumiu o volante e voltou a conduzir um carro após participar de um curso oferecido pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

    Sebastiana relata que um trauma vivido logo depois de tirar a CNH a afastou do trânsito por mais de uma década, e que voltou a dirigir após o curso. “Eu ficava nervosa, suava, tremia. Não conseguia dirigir de jeito nenhum”, conta.

    O gatilho para a amaxofobia pode ter origens emocionais, experiências traumáticas ou falta de prática. O curso é voltado justamente para condutores já habilitados que enfrentem esses bloqueios. E, diferentemente do que muitos imaginam, o foco não está na prática do volante, mas no trabalho psicológico.

    A expectativa inicial de Sebastiana era de que ela precisasse de aulas práticas, mas o processo foi totalmente diferente do que imaginava. “É um trabalho psicológico. Quando voltei a dirigir, parecia que eu nunca tinha parado”, relata.

    Para o psicólogo Elias Balthazar, grupos de apoio e cursos como o oferecido pelo Detran-DF são fundamentais para que o condutor entenda a origem do bloqueio. “Dirigir é uma atividade neuropsicológica complexa e não pode ser minimizada”, afirma.

    As aulas são ministradas por examinadores do Detran, com forte atuação de psicólogos. Segundo o gerente da Escola Pública de Trânsito, Marcelo Granja, a proposta é ajudar o condutor a compreender o trânsito de forma mais ampla, e assim reduzir a ansiedade e o medo associado à direção.

    “O curso não é prático. O trabalho é psicológico. A partir do entendimento da via, do veículo e da convivência com outros motoristas, o controle emocional fica mais fácil”, explica Granja.

    Como a carga horária é distribuída?

    O curso tem carga horária de 32 horas, é totalmente teórico, e a metodologia intercala conteúdos como legislação, mobilidade segura e psicologia aplicada à segurança no trânsito, que é o foco de abordagem do curso.

    Após cerca de 30 horas de aula, os participantes passam por um período de 15 dias fora da sala de aula, e fazer exercícios personalizados indicados pelo psicólogo, e sempre acompanhados por uma pessoa de confiança de motorista.

    As duas horas finais de aula são destinadas ao retorno da turma para último encontro, no qual compartilham experiências e avanços, que segundo Granja, são majoritariamente positivos.

    Sobre o curso

    Desde a criação do curso, em 2017, 718 condutores já passaram pela formação, distribuídos em 35 turmas. Após uma pausa em 2018, a iniciativa foi retomada em agosto de 2023. Somente em 2025, foram abertas 10 turmas, com a participação de 195 cursistas.

    Cada turma reúne, em média, 20 alunos, e novas edições podem ser abertas conforme a demanda. Até o momento, segundo o Detran-DF, não há informação de outros estados que ofereçam um curso com o mesmo formato.

    As inscrições são feitas presencialmente na Escola Pública de Trânsito (EPT), com agendamento prévio pelo Portal de Serviços ou pelo aplicativo Detran-DF Digital.

    Segundo o órgão, não há registros de iniciativas semelhantes em outros Departamentos no Brasil.

  • Mega do Bilhão: saiba o resultado do megabolão de 600 taxistas do DF

    Mega do Bilhão: saiba o resultado do megabolão de 600 taxistas do DF

    0

    O megabolão feito por mais de 600 taxistas do Distrito Federal (DF) na corrida pela Mega-Sena bilionária da Virada apostou três jogos de 14, 9 e 8 números. O grupo investiu mais de R$ 18 mil. Mas acertou somente uma dezena. Mas se por um lado, faltou sorte para categoria no sorteio, por outro sobrou união, irreverência, disposição e esperança.

    “Nós acertamos apenas o número 59, no bilhete de 14 números, ao custo de R$ 18.018,00. Nos jogos de 9 e 8 dezenas, não acertamos nada”, contou o presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetaxi), Suéd Sílvio.

    Segundo Suéd, o grupo com centenas de taxistas fez os jogos com números mais sorteados na história da Mega-Sena da Virada. “Mas as dezenas sorteadas não foram as mais comuns no histórico do sorteio. E pela primeira vez sortearam 9 e 13”, comentou o líder sindical.

    Leia também

    A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou, nesta quinta-feira (1°/1), o maior prêmio da loteria no Brasil, de R$ 1,09 bilhão. Ao todo, seis apostas acertaram as seis dezenas e cada um desembolsou uma bolada de R$ 181,8 milhões. Os números sorteados foram: 59 – 21 – 32 – 13 – 33 – 09.

    Na quarta-feira (31/12), os taxistas ficaram esperando o sorteio para ir à festa de Ano Novo. “Cadê, estou estou doido para rico”, comentou um membro no grupo de Whatsapp, criado para o bolão . “Na minha vez de ficar milionário demora para sortear”, completou outro. “Posso continuar gastando ou paro?”, brincou um terceiro.

    Tristeza e esperança

    O clima era de apreensão, ansiedade, descontração e brincadeira. Mas o sorteio atrasou e acabou adiado para quinta-feira (1º/1). Ao final do sorteio, sem chegar nem mesmo na quadra, os taxistas ficaram triste. Mas os profissionais ficaram mobilizados. Apenas cinco saíram do grupo. O logo a tristeza ficou para trás. E categoria começou a fazer planos.

    “Estamos pensando em continuar a fazer apostas. Ainda estamos amadurecendo a ideia. Algums pessoas sugeriram fazer apostas em jogos mais simples. Outras pensaram em cada um de nós guardar R$ 40 por mês para jogar um bilhete de 20 números na próxima Mega-Sena da Virada”, comentou Suéd.

    União

    “O que mais gostei dessa história foi a união da categoria. O que começou como uma brincadeira com 50 pessoas dispostas a fazer um jogo, ganhou força, cooperação. Espero que a categoria fique unida. A União é necessária para enfrentarmos todos os desafios”, ponderou.

    Segundo Suéd, por muitos anos, os taxistas foi a única a atuar no transporte privado individual e não preparou para a concorrência com aplicatos (apps). “Ficamos desorganizados, desuniddos e desorientados. Mas esse ato descontraído mostrou que podemos nos unir, que temos força. Em três dias juntamos mais de R$ 18 mil”, argumentou.

    “Podemos unir para contruir um aplicativo do táxi, eletrificar nossa frota e encarar outros desafios. Com a união a gente pode passar a sair na frente e não correndo atrás. O taxista é um amigo da sociedade. Sabemos que temos muito a apreender. Mas o taxista está disposto a inovar e melhor para levar sustento a nossas famílias”, concluiu.

    Números e chances

    Atualmente, o DF tem 3.400 autorizatários, detentores de autorização de táxi, e 1.600 motoristas auxiliares, que pagam aluguel em algum táxi. Ou seja, o megabolão representa mais de 10% de toda categoria. O mega-bolão foi o maior da história da categoria na capital brasileira.

    Chances

    A probabilidade de uma aposta simples acertar os seis números da Mega-Sena é de uma em 50 milhões. As chances de um jogo com 7 números, no qual é preciso investir R$ 42, aumentam para uma em 7 milhões.

    No caso de uma aposta com 15 números, a probabilidade é de uma em 16.671. Agora, apostadores dispostos a aplicar R$ 245 mil em um jogo com 20 dezenas têm uma chance em 1.292 de faturar o prêmio.

     

     

  • Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase

    Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase

    0

    Desenvolvida ao longo de cinco anos, uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode revolucionar o tratamento para candidíase vulvovaginal. O objetivo foi desenvolver uma solução capaz de contornar a resistência fúngica observada nos tratamentos convencionais da infecção.

    Desenvolvida em dupla titulação, em conjunto com a Universidade de Groningen, na Holanda, o estudo foi a tese de doutorado de Gabriela Carvalho. A cientista conquistou o Prêmio Unesp de Teses 2025.

    Inicialmente, a pesquisadora quis investigar o tema pela possibilidade de unir duas áreas com as quais ela se identifica: microbiologia e nanotecnologia. “A escolha da doença foi principalmente pela questão de ser mundialmente prevalente, mas subnotificada no Brasil”, destaca Carvalho. “Quanto mais pesquisas forem feitas, melhor, mais atenção a gente vai conseguir voltar a elas, e com isso uma esperança de maior quantidade de políticas públicas nesse sentido”, completa a idealizadora.

    Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase - destaque galeria3 imagensNanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíaseGabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exteriorFechar modal.MetrópolesA tese de Gabriela Corrêa Carvalho venceu o Prêmio Unesp de Teses 20251 de 3

    A tese de Gabriela Corrêa Carvalho venceu o Prêmio Unesp de Teses 2025

    Material cedido ao MetrópolesNanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíase2 de 3

    Nanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíase

    Material cedido ao MetrópolesGabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exterior3 de 3

    Gabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exterior

    Material cedido ao Metrópoles

    O resultado

    Sob orientação do professor Marlus Chorilli, o trabalho criou um sistema inovador de liberação controlada de medicamentos para o tratamento da candidíase vulvovaginal. O diferencial é a combinação, em uma única formulação tópica, de um antifúngico natural (curcumina) e um anti-inflamatório (cloridrato de benzidamina).

    A iniciativa foi possível devido a um sistema chamado “nano em nano”, que consiste em colocar uma nanopartícula dentro de outra. O resultado chegou a um hidrogel termoresponsivo.

    “A termoresponsividade desse hidrogel faz com que, em contato com a mucosa, ele se torne gel. Isso possibilita que ele fique aderido na mucosa, porque também tem propriedade mucoadesiva, ficando ali por mais tempo, não escorrendo. Então, não causa desconforto, e também propicia que ele fique aderido aí para uma ação por um tempo maior”, explica Gabriela Carvalho.

    Para disponibilizar o medicamento a pacientes, as etapas de estudo clínico ainda devem ser realizadas. “A formulação apresentou uma atividade promissora. A gente conseguiu atestar que ele não seria tóxico, então a gente teve uma aplicação consciente, mesmo em camundongos, mas, até chegar no humano, mais testes devem ser realizados”, esclarece a cientista.

    Segundo Silvana Chedid, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, a pesquisa da tecnologia nanoscópica pode potencialmente reduzir a quantidade de medicamento necessária e aumentar a ação local, com menos efeitos colaterais.

    “Esse tipo de abordagem pode ser uma alternativa promissora, especialmente para infecções resistentes ou recorrentes, algo ainda pouco resolvido pelos tratamentos tradicionais”, aponta a médica.

    Sobre a candidíase

    A candidíase é uma infecção fúngica causada pelo crescimento excessivo de fungos do gênero Candida, especialmente Candida albicans, que normalmente fazem parte da microbiota vaginal sem causar problemas, mas que podem se multiplicar em excesso e causar sintomas desconfortáveis.

    De acordo com a ginecologista, as causas e fatores de risco incluem: uso de antibióticos, que alteram a flora vaginal protetora; alterações hormonais, como na gravidez ou com pílulas anticoncepcionais; sistema imunológico enfraquecido ou doenças como diabetes; calor, umidade e roupas apertadas que favorecem proliferação fúngica. No entanto, conforme a especialista, às vezes pode ocorrer sem uma causa óbvia.

    Leia também

    A candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, embora atividade sexual possa estar associada. “Medidas simples podem reduzir o risco de infecção, como evitar roupas íntimas muito justas ou que retenham umidade; não usar produtos perfumados na região íntima; limpeza adequada da região, de frente para trás, e trocar absorventes com frequência; evitar banhos muito quentes e manter estilo de vida saudável para fortalecer o sistema imunológico; e controlar o açúcar no sangue em pessoas com diabetes”, explica Chedid.

    O tratamento clássico envolve o uso de antifúngicos, que podem ser tópicos, como cremes, ou orais. “Esses medicamentos são eficazes na maioria dos casos, mas o uso inadequado, sem diagnóstico médico preciso ou por automedicação repetida, pode aumentar a resistência dos fungos aos medicamentos”, detalha a médica.

    A infecção

    • A candidíase é muito comum, segundo a especialista. Estima-se que até 75% das mulheres terão pelo menos um episódio ao longo da vida.
    • ⁠O diagnóstico médico é fundamental, já que sintomas como corrimento branco espesso, coceira intensa, ardência ao urinar ou incômodo durante relações sexuais podem se parecer com outras infecções.
    • O tratamento deve ser adequado ao agente específico.
    • Automedicação pode piorar o problema. O uso repetido de antifúngicos sem orientação pode promover resistência, o que intensifica episódios futuros.
    • ⁠Em casos de infecção recorrente (três ou mais vezes por ano), uma avaliação mais detalhada por um ginecologista é recomendada.

     

  • PT vai lançar pré-candidatura de Lula em casa de eventos de Salvador

    PT vai lançar pré-candidatura de Lula em casa de eventos de Salvador

    O megaevento que o PT planeja para comemorar os 46 anos do partido e para lançar a pré-candidatura de Lula à reeleição deve acontecer em uma famosa casa de eventos de Salvador (BA).

    Conforme a coluna revelou no início de dezembro, a ideia da cúpula do PT é celeberar o aniversário da sigla e lançar a pré-campanha de Lula durante um evento de três dias no início de fevereiro.

    Segundo apurou a coluna, o megaevento, previsto para ocorrer de 5 a 7 de fevereiro, deve ser realizado pelos petistas no “Trapiche Barnabé”, um dos edifícios mais antigos do bairro do Comércio.

    Leia também

    A previsão é de que Lula participe do último dia. Nos demais dias, a programação do megaevento inclui palestras de ministros e shows que ainda estão sendo definidos pela direção do partido.

  • Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil

    Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil

    O Distrito Federal tem sete foragidos incluídos na lista nacional dos criminosos mais perigosos do país, que respondem por homicídio, tentativa de homicídio, roubo e extorsão — processos dos quais o Metrópoles teve acesso por meio de documentos públicos.

    Conheça os crimes dos foragidos do DF mais procurados do Brasil - destaque galeria7 imagensReinaldo Tavares Farias, 51 anos

Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.Marciel Alves da Silva, 42 anos

Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.Luciano Nascimento da Rocha, 35 anos

Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas.
Josemir de Andrade Nascimento, 46 anos

Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.Francisco Moura Costa de Freitas, 44 anos

Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.Fechar modal.MetrópolesRômulo da Costa Mattos Neto, 69 anos

Possui sete mandados de prisão por roubo e extorsão, todos com condenações definitivas. Mas com o processo em sigilo.1 de 7

    Rômulo da Costa Mattos Neto, 69 anos

    Possui sete mandados de prisão por roubo e extorsão, todos com condenações definitivas. Mas com o processo em sigilo.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaReinaldo Tavares Farias, 51 anos

Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.2 de 7

    Reinaldo Tavares Farias, 51 anos

    Acusado de homicídio consumado e tentativa de homicídio, Reinaldo participou de uma guerra de gangues em Ceilândia, em 1997. Ele matou uma pessoa e tentou matar outra, que sobreviveu devido a um erro de pontaria.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaMarciel Alves da Silva, 42 anos

Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.3 de 7

    Marciel Alves da Silva, 42 anos

    Investigado por tentativa de homicídio qualificado, golpeou um homem com um objeto perfurocortante em Ceilândia, em 2008.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaLuciano Nascimento da Rocha, 35 anos

Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas.
4 de 7

    Luciano Nascimento da Rocha, 35 anos

    Réu em dois processos, Luciano é acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Em 2015, atirou contra uma vítima em Samambaia, acompanhado de um adolescente. Em 2019, em Ceilândia, emboscou duas pessoas e disparou contra elas, em um crime ligado a dívidas de drogas e a uma briga anterior em uma distribuidora de bebidas.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaJosemir de Andrade Nascimento, 46 anos

Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.5 de 7

    Josemir de Andrade Nascimento, 46 anos

    Em 2007, ele foi acusado de roubo duplamente circunstanciado e extorsão qualificada, com grave ameaça, restrição da liberdade da vítima e uso de arma branca, ao roubar um veículo e obrigar a vítima a fazer saques em caixas eletrônicos.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaFrancisco Moura Costa de Freitas, 44 anos

Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.6 de 7

    Francisco Moura Costa de Freitas, 44 anos

    Ele responde por tentativa de homicídio qualificado, acusado de atacar uma vítima com golpes de faca dentro da casa dela em Ceilândia, em 2006.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança PúblicaEduardo Alberto Moura, 25 anos

Acusado de tentativa de homicídio e agressão com arma branca, em 2023 atirou contra dois jovens em Santa Maria e ameaçou uma testemunha usando o nome de uma organização criminosa. No mesmo ano, esfaqueou um homem no Gama que tentava impedir agressões contra uma mulher.7 de 7

    Eduardo Alberto Moura, 25 anos

    Acusado de tentativa de homicídio e agressão com arma branca, em 2023 atirou contra dois jovens em Santa Maria e ameaçou uma testemunha usando o nome de uma organização criminosa. No mesmo ano, esfaqueou um homem no Gama que tentava impedir agressões contra uma mulher.

    Reprodução/Ministério da Justiça e Segurança Pública

    A divulgação dos nomes, realizada em dezembro do ano passado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), tem o objetivo de incentivar a população a colaborar de forma anônima com informações que ajudem a localizar os procurados.

    Como denunciar

    • Acesse o site do MJSP e consulte a lista completa;
    • Selecione o estado onde o criminoso está;
    • Veja nome, foto e CPF;
    • Informe sobre o paradeiro à PM (190), PC (197) ou Disque Denúncia (181);
    • Informe que o nome consta na lista de procurados do site do Ministério.

    Leia também

    Ao todo, a lista tem 216 criminosos considerados prioritários para captura em todo o país.

  • Brasiliense vence amaxofobia após 14 anos de sofrimento; saiba o que é

    Brasiliense vence amaxofobia após 14 anos de sofrimento; saiba o que é

    Você sabe o que é amaxofobia? O nome, que para muitos pode soar como um palavrão, certamente não é comum nas rodas de conversa mesas de bares, mas o que ela significa é rotina na vida de centenas de pessoas no Distrito Federal. Este é o termo técnico para quem tem pânico de dirigir. A origem do medo em si pode ter origens emocionais, experiências traumáticas ou simples falta de prática.

    Ano novo é época de enfrentar os fantasmas antigos. Mas a autônoma Sebastiana Fonseca, 46 anos, não esperou 2026 para superar os traumas. Após 14 anos longe do volante, por medo, ela reassumiu o volante e voltou a conduzir um carro após participar de um curso oferecido pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

    Sebastiana relata que um trauma vivido logo depois de tirar a CNH a afastou do trânsito por mais de uma década, e que voltou a dirigir após o curso. “Eu ficava nervosa, suava, tremia. Não conseguia dirigir de jeito nenhum”, conta.

    O gatilho para a amaxofobia pode ter origens emocionais, experiências traumáticas ou falta de prática. O curso é voltado justamente para condutores já habilitados que enfrentem esses bloqueios. E, diferentemente do que muitos imaginam, o foco não está na prática do volante, mas no trabalho psicológico.

    A expectativa inicial de Sebastiana era de que ela precisasse de aulas práticas, mas o processo foi totalmente diferente do que imaginava. “É um trabalho psicológico. Quando voltei a dirigir, parecia que eu nunca tinha parado”, relata.

    Para o psicólogo Elias Balthazar, grupos de apoio e cursos como o oferecido pelo Detran-DF são fundamentais para que o condutor entenda a origem do bloqueio. “Dirigir é uma atividade neuropsicológica complexa e não pode ser minimizada”, afirma.

    As aulas são ministradas por examinadores do Detran, com forte atuação de psicólogos. Segundo o gerente da Escola Pública de Trânsito, Marcelo Granja, a proposta é ajudar o condutor a compreender o trânsito de forma mais ampla, e assim reduzir a ansiedade e o medo associado à direção.

    “O curso não é prático. O trabalho é psicológico. A partir do entendimento da via, do veículo e da convivência com outros motoristas, o controle emocional fica mais fácil”, explica Granja.

    Como a carga horária é distribuída?

    O curso tem carga horária de 32 horas, é totalmente teórico, e a metodologia intercala conteúdos como legislação, mobilidade segura e psicologia aplicada à segurança no trânsito, que é o foco de abordagem do curso.

    Após cerca de 30 horas de aula, os participantes passam por um período de 15 dias fora da sala de aula, e fazer exercícios personalizados indicados pelo psicólogo, e sempre acompanhados por uma pessoa de confiança de motorista.

    As duas horas finais de aula são destinadas ao retorno da turma para último encontro, no qual compartilham experiências e avanços, que segundo Granja, são majoritariamente positivos.

    Sobre o curso

    Desde a criação do curso, em 2017, 718 condutores já passaram pela formação, distribuídos em 35 turmas. Após uma pausa em 2018, a iniciativa foi retomada em agosto de 2023. Somente em 2025, foram abertas 10 turmas, com a participação de 195 cursistas.

    Cada turma reúne, em média, 20 alunos, e novas edições podem ser abertas conforme a demanda. Até o momento, segundo o Detran-DF, não há informação de outros estados que ofereçam um curso com o mesmo formato.

    As inscrições são feitas presencialmente na Escola Pública de Trânsito (EPT), com agendamento prévio pelo Portal de Serviços ou pelo aplicativo Detran-DF Digital.

    Segundo o órgão, não há registros de iniciativas semelhantes em outros Departamentos no Brasil.

  • Mega do Bilhão: saiba o resultado do megabolão de 600 taxistas do DF

    Mega do Bilhão: saiba o resultado do megabolão de 600 taxistas do DF

    O megabolão feito por mais de 600 taxistas do Distrito Federal (DF) na corrida pela Mega-Sena bilionária da Virada apostou três jogos de 14, 9 e 8 números. O grupo investiu mais de R$ 18 mil. Mas acertou somente uma dezena. Mas se por um lado, faltou sorte para categoria no sorteio, por outro sobrou união, irreverência, disposição e esperança.

    “Nós acertamos apenas o número 59, no bilhete de 14 números, ao custo de R$ 18.018,00. Nos jogos de 9 e 8 dezenas, não acertamos nada”, contou o presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetaxi), Suéd Sílvio.

    Segundo Suéd, o grupo com centenas de taxistas fez os jogos com números mais sorteados na história da Mega-Sena da Virada. “Mas as dezenas sorteadas não foram as mais comuns no histórico do sorteio. E pela primeira vez sortearam 9 e 13”, comentou o líder sindical.

    Leia também

    A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou, nesta quinta-feira (1°/1), o maior prêmio da loteria no Brasil, de R$ 1,09 bilhão. Ao todo, seis apostas acertaram as seis dezenas e cada um desembolsou uma bolada de R$ 181,8 milhões. Os números sorteados foram: 59 – 21 – 32 – 13 – 33 – 09.

    Na quarta-feira (31/12), os taxistas ficaram esperando o sorteio para ir à festa de Ano Novo. “Cadê, estou estou doido para rico”, comentou um membro no grupo de Whatsapp, criado para o bolão . “Na minha vez de ficar milionário demora para sortear”, completou outro. “Posso continuar gastando ou paro?”, brincou um terceiro.

    Tristeza e esperança

    O clima era de apreensão, ansiedade, descontração e brincadeira. Mas o sorteio atrasou e acabou adiado para quinta-feira (1º/1). Ao final do sorteio, sem chegar nem mesmo na quadra, os taxistas ficaram triste. Mas os profissionais ficaram mobilizados. Apenas cinco saíram do grupo. O logo a tristeza ficou para trás. E categoria começou a fazer planos.

    “Estamos pensando em continuar a fazer apostas. Ainda estamos amadurecendo a ideia. Algums pessoas sugeriram fazer apostas em jogos mais simples. Outras pensaram em cada um de nós guardar R$ 40 por mês para jogar um bilhete de 20 números na próxima Mega-Sena da Virada”, comentou Suéd.

    União

    “O que mais gostei dessa história foi a união da categoria. O que começou como uma brincadeira com 50 pessoas dispostas a fazer um jogo, ganhou força, cooperação. Espero que a categoria fique unida. A União é necessária para enfrentarmos todos os desafios”, ponderou.

    Segundo Suéd, por muitos anos, os taxistas foi a única a atuar no transporte privado individual e não preparou para a concorrência com aplicatos (apps). “Ficamos desorganizados, desuniddos e desorientados. Mas esse ato descontraído mostrou que podemos nos unir, que temos força. Em três dias juntamos mais de R$ 18 mil”, argumentou.

    “Podemos unir para contruir um aplicativo do táxi, eletrificar nossa frota e encarar outros desafios. Com a união a gente pode passar a sair na frente e não correndo atrás. O taxista é um amigo da sociedade. Sabemos que temos muito a apreender. Mas o taxista está disposto a inovar e melhor para levar sustento a nossas famílias”, concluiu.

    Números e chances

    Atualmente, o DF tem 3.400 autorizatários, detentores de autorização de táxi, e 1.600 motoristas auxiliares, que pagam aluguel em algum táxi. Ou seja, o megabolão representa mais de 10% de toda categoria. O mega-bolão foi o maior da história da categoria na capital brasileira.

    Chances

    A probabilidade de uma aposta simples acertar os seis números da Mega-Sena é de uma em 50 milhões. As chances de um jogo com 7 números, no qual é preciso investir R$ 42, aumentam para uma em 7 milhões.

    No caso de uma aposta com 15 números, a probabilidade é de uma em 16.671. Agora, apostadores dispostos a aplicar R$ 245 mil em um jogo com 20 dezenas têm uma chance em 1.292 de faturar o prêmio.

     

     

  • Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase

    Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase

    Desenvolvida ao longo de cinco anos, uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode revolucionar o tratamento para candidíase vulvovaginal. O objetivo foi desenvolver uma solução capaz de contornar a resistência fúngica observada nos tratamentos convencionais da infecção.

    Desenvolvida em dupla titulação, em conjunto com a Universidade de Groningen, na Holanda, o estudo foi a tese de doutorado de Gabriela Carvalho. A cientista conquistou o Prêmio Unesp de Teses 2025.

    Inicialmente, a pesquisadora quis investigar o tema pela possibilidade de unir duas áreas com as quais ela se identifica: microbiologia e nanotecnologia. “A escolha da doença foi principalmente pela questão de ser mundialmente prevalente, mas subnotificada no Brasil”, destaca Carvalho. “Quanto mais pesquisas forem feitas, melhor, mais atenção a gente vai conseguir voltar a elas, e com isso uma esperança de maior quantidade de políticas públicas nesse sentido”, completa a idealizadora.

    Pesquisa da Unesp usa nanotecnologia para tratamento contra candidíase - destaque galeria3 imagensNanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíaseGabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exteriorFechar modal.MetrópolesA tese de Gabriela Corrêa Carvalho venceu o Prêmio Unesp de Teses 20251 de 3

    A tese de Gabriela Corrêa Carvalho venceu o Prêmio Unesp de Teses 2025

    Material cedido ao MetrópolesNanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíase2 de 3

    Nanopartícula desenvolvida para o tratamento de candidíase

    Material cedido ao MetrópolesGabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exterior3 de 3

    Gabriela ao lado dos paraninfos de sua defesa: o colega de doutorado Jiachen Li, e Gésinda, técnica da University of Groningen, que a apoiaram ao longo da pesquisa conduzida no exterior

    Material cedido ao Metrópoles

    O resultado

    Sob orientação do professor Marlus Chorilli, o trabalho criou um sistema inovador de liberação controlada de medicamentos para o tratamento da candidíase vulvovaginal. O diferencial é a combinação, em uma única formulação tópica, de um antifúngico natural (curcumina) e um anti-inflamatório (cloridrato de benzidamina).

    A iniciativa foi possível devido a um sistema chamado “nano em nano”, que consiste em colocar uma nanopartícula dentro de outra. O resultado chegou a um hidrogel termoresponsivo.

    “A termoresponsividade desse hidrogel faz com que, em contato com a mucosa, ele se torne gel. Isso possibilita que ele fique aderido na mucosa, porque também tem propriedade mucoadesiva, ficando ali por mais tempo, não escorrendo. Então, não causa desconforto, e também propicia que ele fique aderido aí para uma ação por um tempo maior”, explica Gabriela Carvalho.

    Para disponibilizar o medicamento a pacientes, as etapas de estudo clínico ainda devem ser realizadas. “A formulação apresentou uma atividade promissora. A gente conseguiu atestar que ele não seria tóxico, então a gente teve uma aplicação consciente, mesmo em camundongos, mas, até chegar no humano, mais testes devem ser realizados”, esclarece a cientista.

    Segundo Silvana Chedid, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, a pesquisa da tecnologia nanoscópica pode potencialmente reduzir a quantidade de medicamento necessária e aumentar a ação local, com menos efeitos colaterais.

    “Esse tipo de abordagem pode ser uma alternativa promissora, especialmente para infecções resistentes ou recorrentes, algo ainda pouco resolvido pelos tratamentos tradicionais”, aponta a médica.

    Sobre a candidíase

    A candidíase é uma infecção fúngica causada pelo crescimento excessivo de fungos do gênero Candida, especialmente Candida albicans, que normalmente fazem parte da microbiota vaginal sem causar problemas, mas que podem se multiplicar em excesso e causar sintomas desconfortáveis.

    De acordo com a ginecologista, as causas e fatores de risco incluem: uso de antibióticos, que alteram a flora vaginal protetora; alterações hormonais, como na gravidez ou com pílulas anticoncepcionais; sistema imunológico enfraquecido ou doenças como diabetes; calor, umidade e roupas apertadas que favorecem proliferação fúngica. No entanto, conforme a especialista, às vezes pode ocorrer sem uma causa óbvia.

    Leia também

    A candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, embora atividade sexual possa estar associada. “Medidas simples podem reduzir o risco de infecção, como evitar roupas íntimas muito justas ou que retenham umidade; não usar produtos perfumados na região íntima; limpeza adequada da região, de frente para trás, e trocar absorventes com frequência; evitar banhos muito quentes e manter estilo de vida saudável para fortalecer o sistema imunológico; e controlar o açúcar no sangue em pessoas com diabetes”, explica Chedid.

    O tratamento clássico envolve o uso de antifúngicos, que podem ser tópicos, como cremes, ou orais. “Esses medicamentos são eficazes na maioria dos casos, mas o uso inadequado, sem diagnóstico médico preciso ou por automedicação repetida, pode aumentar a resistência dos fungos aos medicamentos”, detalha a médica.

    A infecção

    • A candidíase é muito comum, segundo a especialista. Estima-se que até 75% das mulheres terão pelo menos um episódio ao longo da vida.
    • ⁠O diagnóstico médico é fundamental, já que sintomas como corrimento branco espesso, coceira intensa, ardência ao urinar ou incômodo durante relações sexuais podem se parecer com outras infecções.
    • O tratamento deve ser adequado ao agente específico.
    • Automedicação pode piorar o problema. O uso repetido de antifúngicos sem orientação pode promover resistência, o que intensifica episódios futuros.
    • ⁠Em casos de infecção recorrente (três ou mais vezes por ano), uma avaliação mais detalhada por um ginecologista é recomendada.

     

  • Sem operações violentas, mortes por PMs no litoral despencam em 2025

    Sem operações violentas, mortes por PMs no litoral despencam em 2025

    Após a explosão da letalidade policial na Baixada Santista, impulsionada pela Operação Verão de 2024, o número de mortes provocadas por policiais militares (PMs) nas principais cidades do litoral paulista despencou em 2025. No ano passado, Santos, São Vicente e Guarujá registraram juntas 25 mortes decorrentes de intervenção policial.

    No ano anterior, o número era de 111. A queda foi de quase 78%. Os dados são do painel do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

    Em números absolutos, Santos teve a maior queda, com 30 mortes a menos. Na sequência vem São Vicente, com uma diferença de 29 homicídios. Em Guarujá, foram 28.

    Mortes decorrentes de intervenção policial

    Santos

    • 2022 – 8
    • 2023 – 17
    • 2024 – 43
    • 2025 – 13

    São Vicente

    • 2022 – 9
    • 2023 – 13
    • 2024 – 36
    • 2025 – 7

    Guarujá

    • 2022 – 13
    • 2023 – 32
    • 2024 – 32
    • 2025 – 5

    A queda na letalidade não acompanhou a tendência registrada em todo o estado. Em 2025, o número de mortes cometidas por policiais militares foi o maior dos últimos cinco anos, superando a marca de 2024.  Segundo dados do Gaesp, foram 663 no ano passado, contra 653 no ano retrasado.

    Operação Verão no litoral

    Em 2024, a tradicional Operação Verão, realizada anualmente para reforçar o policiamento na Baixada Santista durante a alta temporada, ganhou contornos violentos após o policial militar Samuel Cosmo, da Rota, ser morto a tiros na comunidade do Mangue Seco, em Santos. Na semana anterior, o PM Marcelo Augusto, de folga, também havia sido morto.

    Leia também

    Após os homicídios, o governo de São Paulo determinou o envio de dezenas de viaturas de batalhões de elite da PM para a Baixada Santista, com a realização de incursões diárias em comunidades. O saldo foi de 66 mortes, com denúncias de tortura e execuções sumárias.

    No ano anterior, entre julho e setembro de 2023, uma operação nos mesmos moldes foi realizada. A Operação Escudo, como ficou conhecida, deixou 28 vítimas.

    Operação após crise

    No fim de 2024, após uma sequência de casos de violência envolvendo policiais militares, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegou a reconhecer uma crise na segurança pública e afirmou que seria necessário redesenhar a corporação.

    No mês seguinte, teve início a Operação Verão de 2025. Dessa vez, a postura dos policiais foi diferente, com drástica redução do número de incursões nas comunidades. Entre o início de janeiro e o fim de março do ano passado, foram registradas seis mortes considerando as cidades de Santos, São Vicente e Guarujá.

    PMs de folga

    Ao contrário do que ocorreu com o número de mortes cometidas por policiais militares em serviço no estado, a parcial de 2025 indica que os homicídios envolvendo PMs de folga não deve alcançar o patamar registrado em 2024. No ano passado, foram 127, maior quantidade desde 2022. Até 19 de dezembro, o painel do Gaesp indicava 104 homicídios.

    Questionada pelo Metrópoles ao longo do ano sobre episódios de violência policial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem afirmado reiteradamente que “não tolera desvios de conduta,” e que todas as mortes cometidas por policiais são investigadas com acompanhamento da Corregedoria e do Ministério Público. Além disso, diz a pasta, em todos os casos são instauradas comissões para identificar “não conformidades”.