Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Prisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista

    Prisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista

    Com a conclusão do julgamento dos quatro núcleos centrais da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), 23 dos 29 condenados cumprem alguma medida restritiva de liberdade, embora nem todas as ações penais tenham transitado em julgado. O número foi atualizado após a prisão preventiva do ex-assessor Filipe Martins.

    Ao todo, sete condenados cumprem pena, nove estão presos preventivamente, nove em prisão domiciliar, três estão soltos e dois são considerados foragidos. Apenas os réus do núcleo 1, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já cumprem pena em estabelecimentos prisionais em regime fechado — com exceção de Augusto Heleno, que cumpre pena em regime domiciliar; de Mauro Cid, em regime aberto; e de Alexandre Ramagem, foragido nos Estados Unidos.

    Entenda

    • Filipe Martins foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
    • Ao todo, apenas dois condenados na trama golpista são considerados foragidos.
    • Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos e é considerado foragido porque o julgamento do núcleo 1 transitou em julgado.
    • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, dono do Instituto Voto Legal, é considerado foragido após não ter sido localizado pela Polícia Federal para o cumprimento de prisão domiciliar.

    Entre os réus do núcleo 2, quase todos estão em prisão preventiva. A ex-secretária do Ministério da Justiça Marília de Ferreira Alencar cumpre prisão domiciliar, enquanto os demais permanecem presos preventivamente em penitenciárias (veja lista abaixo), como o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, detido na semana do Natal após fugir do país.

    Já entre os condenados do núcleo 3, conhecido como “kids pretos”, quatro estão em prisão preventiva, enquanto outros três cumprem prisão domiciliar. As únicas exceções nesse núcleo são os militares Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior, condenados a regime aberto e que podem negociar acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Além do núcleo 1, cujo trânsito em julgado já foi decretado pelo STF, o núcleo mais próximo de ter a execução das penas efetivada é o núcleo 3, cujo acórdão já foi publicado — embora os prazos ainda não tenham sido iniciados em razão do recesso do Judiciário. Os demais núcleos ainda não tiveram seus acórdãos publicados.

     

    Condenação

    A última condenação analisada pela Primeira Turma do STF foi a do núcleo 2, julgamento no qual Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi condenado, assim como outros quatro réus. O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Fernando de Sousa Oliveira foi absolvido.

    Martins foi condenado, em 16 de dezembro, a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, além de outros crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Apesar da condenação, ele cumpria apenas medidas restritivas, como prisão domiciliar — adotada após a fuga de Silvinei Vasques, quando Moraes considerou haver risco de evasão por parte dos demais réus.

    Prisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - destaque galeria9 imagensPrisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 2Prisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 3Prisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 4Jair BolsonaroPrisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 6Fechar modal.MetrópolesJair Bolsonaro (PL)1 de 9

    Jair Bolsonaro (PL)

    Rafaela Felicciano/MetrópolesPrisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 22 de 9

    Fábio Vieira/MetrópolesPrisão de Filipe Martins: como estão os condenados por trama golpista - imagem 33 de 9

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    Jair Bolsonaro

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    Agência SenadoFilipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro8 de 9

    Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

    Breno Ezaqui/MetrópolesA Primeira Turma do STF julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, entre eles Filipe Martins9 de 9

    A Primeira Turma do STF julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, entre eles Filipe Martins

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

  • Sergio Camargo: mostra é acessível e atrativa a todos os públicos

    Sergio Camargo: mostra é acessível e atrativa a todos os públicos

    A exposição É Pau, É Pedra…, dedicada à arte e à trajetória de Sergio Camargo, ocupa o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, reunindo trabalhos de diferentes fases do artista. Realizada pelo Metrópoles e em cartaz até 6 de março de 2026, a mostra gratuita apresenta um dos maiores conjuntos de obras do consagrado escultor já exibidos no país.

    Leia também

    A mostra é um convite a pessoas de todas as idades, dos pequenos aos idosos, uma vez que conta com acessibilidade. Para artistas, escultores e criativos do quadradinho do Distrito Federal e arredores, é uma oportunidade rara de observar de perto obras que influenciaram a escultura global — peças que inspiram, provocam e expandem repertórios.

    Camargo é um artista cuja trajetória ultrapassa fronteiras. Suas esculturas conquistaram espaço em instituições de vários países, consolidando seu nome como uma referência da arte brasileira no cenário internacional.

    A mostra permanece em cartaz até 6 de março, convidando os visitantes a vivenciar a arte em um espaço que recentemente foi tomado pela energia e pelo ineditismo do Metrópoles Catwalk — evento que transformou o Distrito Federal no epicentro da moda brasileira, reunindo talentos locais e nomes de São Paulo e do Rio de Janeiro, bem como supermodelos e designers que moldam a indústria nacional.

    O atelier do artista foi reproduzido na exposição

    Serviço

    Exposição “É Pau, é Pedra…”, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
    Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

  • Bolsonaro teve um 2025 marcado por condenação, prisão e cirurgias

    Bolsonaro teve um 2025 marcado por condenação, prisão e cirurgias

    O 2025 do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) foi marcado por revezes. Peça central nas investigações da trama golpista para impedir Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de subir ao poder, Bolsonaro foi indiciado em 2024 e, no ano seguinte, virou réu e se tornou condenado. Ele também foi preso (primeiro em domiciliar e depois e regime fechado). Além disso, o líder da direita brasileira também enfrentou vários problemas de saúde, tanto que passou a virada de ano internado após passar por procedimentos médicos.

    Condenação

    • Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a organização criminosa que planejou a tentativa de golpe de Estado.
    • Inquérito da tentativa de golpe foi instaurado quatro dias antes de Bolsonaro ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    • Já no início do cumprimento da pena, Bolsonaro foi submetido a quatro procedimentos cirúrgicos em apenas uma semana, no hospital DF Star.

    Ao longo de um ano e meio, a Polícia Federal (PF) investigou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da tentativa de golpe. O inquérito foi instaurado quatro dias antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornando o ex-chefe do Palácio do Planalto inelegível por oito anos.

    O processo se desenrolou até o ponto em que Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão e preso para cumprir a pena em regime fechado.

    Após o início do cumprimento da pena, o ex-presidente passou por quatro procedimentos cirúrgicos em uma semana, no hospital DF Star, às vésperas da virada do ano. Apesar disso, retornou posteriormente à Superintendência da PF para cumprir a condenação.

    Leia também

    Evidências

    As investigações tiveram início por evidências de uma narrativa fraudulenta de Bolsonaro e aliados para descredibilizar as urnas eletrônicas, especialmente em dois episódios: a live de julho de 2021 e a reunião entre o ex-presidente e seus ministros, na qual discutiram estratégias golpistas — seis desses ministros presentes foram condenados.

    O relatório da PF, apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, mostra que as investigações começaram porque evidências encontradas em apreensões e diligências indicavam que assessores próximos a Bolsonaro, como Mauro Cid e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), atuavam na produção de desinformação, além de alimentarem ataques ao sistema eleitoral e orientarem manifestações golpistas.

    Materiais apreendidos mostraram que, após o segundo turno, houve manutenção incentivada de atos em quartéis; uso indevido do relatório do Ministério da Defesa para sustentar fraude inexistente; e tentativa de retardar a divulgação do relatório real para manter a narrativa golpista. Os indícios, segundo a PF, configuram movimento articulado, justificando a abertura do inquérito em 26 de junho de 2023.

    As investigações avançaram até a PF firmar acordo de delação premiada com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, que colaborou com provas e contextualização de materiais existentes no inquérito. Todo o conteúdo relevante — provas, áudios e mensagens — foi anexado ao inquérito remetido ao STF, no qual a PF dividiu as apurações em seis núcleos e, inicialmente, em novembro do ano passado, indiciou 37 pessoas.

    O inquérito foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que, após cinco meses, finalizou a peça acusatória e denunciou Bolsonaro e aliados em quatro núcleos, em material com quase 900 páginas. Para Gonet, as investigações evidenciaram que Bolsonaro era o líder da organização criminosa que atuou para planejar um golpe de Estado que o manteria no poder, mesmo após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

    Em seu parecer — posteriormente acatado integralmente contra Bolsonaro —, a PGR afirmou que Bolsonaro e seu candidato a vice-presidente, general Braga Netto, atuaram para consumar um golpe de Estado no Brasil.

    Para o PGR, corroborando a PF, o plano teve início em 2021, com ataques sistemáticos ao sistema eletrônico de votação. Gonet também afirmou que aliados de Bolsonaro mobilizaram aparatos para impedir eleitores de votar em Lula, além de facilitarem os atos de violência e depredação em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

    As apurações da PGR corroboram apontamentos da PF sobre a existência de uma minuta do golpe que teria sido redigida, ajustada e “enxugada” por Bolsonaro, visando a interdição do Poder Judiciário, impedindo a posse de Lula e convocando novas eleições. Gonet também mencionou, na denúncia, o plano da organização criminosa para a execução de Lula, Alckmin e do relator das ações contra Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes.

    Bolsonaro teve um 2025 marcado por condenação, prisão e cirurgias - destaque galeria4 imagensBolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no BrasilBolsonaro teve um 2025 marcado por condenação, prisão e cirurgias - imagem 3O interrogatório do ex-presidente Jair BolsonaroFechar modal.MetrópolesO interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro1 de 4

    O interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro

    Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil2 de 4

    Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil

    Antonio Augusto/STFBolsonaro teve um 2025 marcado por condenação, prisão e cirurgias - imagem 33 de 4

    Antonio Augusto/STFO interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro4 de 4

    O interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro

    Antonio Augusto/STF

    Réu e interrogatório

    Com a denúncia apresentada ao STF, após a PGR se debruçar na análise do inquérito da PF — que tinha mais de 30 volumes e milhares de páginas —, a Primeira Turma pautou, em várias sessões em março, e tornou Bolsonaro e aliados réus, divididos em quatro núcleos. O recebimento da denúncia ocorreu de maneira unânime por todos os ministros.

    Os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o voto de Moraes, que afirmou que não havia a menor dúvida de que Bolsonaro discutiu e manuseou a minuta do golpe e que, desde 2021, o ex-chefe do Palácio do Planalto partiu para a estratégia de difundir notícias falsas para atacar as urnas eletrônicas.

    Com a denúncia aceita, o relator deu início à fase de instrução, ouvindo testemunhas de defesa e acusação, além dos próprios réus, que tiveram a oportunidade de se defender perante o STF em junho. Na ocasião, Bolsonaro, em interrogatório, admitiu que “hipóteses” foram debatidas, inclusive com comandantes das Forças Armadas, mas que “dentro das quatro linhas da Constituição”.

    “Não tinha clima, não tinha oportunidade, não tínhamos uma base minimamente sólida para se fazer qualquer coisa”, destacou Bolsonaro, em frente a Moraes.

    Num dos trechos mais emblemáticos do depoimento, Bolsonaro classificou a ideia de golpe como “abominável”, ressaltando que nunca cogitou tal ação. Ele ainda rebateu a declaração do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que alegou que Bolsonaro teria “enxugado” uma minuta golpista para permanecer no poder.

    “Da minha parte e dos militares, nunca se falou em golpe. Golpe é uma coisa abominável. O golpe até seria fácil de começar; o after day [dia seguinte, em tradução livre] é simplesmente imprevisível. O Brasil não poderia passar com uma experiência dessa, não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu momento”, explicou.

    Ele negou relação com os ataques de 8 de Janeiro de 2023, que definiu como “baderna”.

    Condenação

    Ao longo do período de instrução, com o cumprimento de diligências complementares, além da apresentação das alegações finais dos réus e da PGR, Moraes pediu, em agosto, que o então presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, marcasse o julgamento de Bolsonaro e dos demais réus do núcleo 1. As datas foram reservadas para setembro.

    Antes, entretanto, Bolsonaro já cumpria algumas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a prisão domiciliar, em decorrência de outro processo ao qual foi indiciado pela PF junto a um dos seus filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no inquérito sobre coação no curso da trama golpista.

    Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão em julho, quando teve de colocar a tornozeleira eletrônica. O episódio ocorreu em meio às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, especialmente sobre a articulação, segundo a PF, de Eduardo no país norte-americano — caso que também atingiu Moraes, então sancionado na Lei Magnitsky. Sobre esse caso, entretanto, Bolsonaro, por ora, não foi denunciado pela PGR.

    Em meio a esses desdobramentos, Bolsonaro foi julgado em setembro. Em seu voto, Moraes concordou com o parecer da PGR e votou pela condenação de Bolsonaro e dos demais aliados. O ministro chegou a fazer uso de organogramas para sustentar que o ex-presidente era o líder da organização criminosa.

    “Esse julgamento não discute se houve ou não tentativa de golpe, se houve ou não tentativa de abolição ao Estado de Direito. O que se discute é a autoria. Não há nenhuma dúvida nessas todas condenações (anteriores) de que houve tentativa de abolição, que houve tentativa de golpe, que houve organização criminosa”, ressaltou Moraes.

    Condenações

    O julgamento foi concluído em 11 de setembro, quando os ministros encerraram seus votos e chegaram ao placar de 4 a 1 — com um longo voto vencido de Luiz Fux. Logo em seguida, os magistrados deram início à dosimetria e concluíram a pena de Bolsonaro: 27 anos e 3 meses de prisão — a mais alta entre todos os réus envolvidos. O ex-presidente, naquele momento, cumpria prisão domiciliar.

    Com o entendimento, Bolsonaro e aliados foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada; golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União (exceto Alexandre Ramagem); e deterioração de patrimônio tombado (exceto Ramagem). Já Mauro Cid, delator do esquema, foi condenado a 2 anos de prisão em regime aberto.

    Apesar da condenação, todos os réus seguiram soltos. Conforme determina o regimento interno do STF e a Constituição, os prazos para que as defesas pudessem recorrer correriam após a publicação do acórdão, que ocorreu somente no fim de outubro. A partir daquele momento, abriu-se prazo para que as defesas e o Ministério Público apresentassem seus embargos contra a decisão da Turma.

    Posteriormente, foram expedidas ordens de prisão para os condenados ao regime fechado. O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, no entanto, fugiu para os Estados Unidos.

    Hoje, Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Os demais réus também cumprem suas respectivas penas: os generais Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno no Comando Militar do Planalto (CMP); Braga Netto na Vila Militar, no Rio de Janeiro; Almir Garnier nas instalações da Estação Rádio da Marinha; e Anderson Torres, na Papudinha. Ramagem é considerado foragido; e Cid cumpre pena de 2 anos em regime aberto.

  • Deputada e influencer Sarah Poncio deve R$ 1,7 bilhão à União

    Deputada e influencer Sarah Poncio deve R$ 1,7 bilhão à União

    A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) acumula mais de R$ 1,7 bilhão em dívidas com o governo federal, apontam dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Tratam-se de 65 débitos tributários, como impostos, taxas e previdenciários, atualizados até a última segunda-feira (29/12).

    A cifra bilionária contrasta com o patrimônio de R$ 2 milhões – incluindo R$ 300 mil em dinheiro vivo – que Sarah Poncio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022. O montante, todavia, não contém as participações dela nas seis empresas às quais é vinculada na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja).

    À coluna, a equipe de Sarah Poncio negou a existência das dívidas – ainda que estejam oficialmente registradas na PGFN. A justificativa é de que o montante bilionário se refere a uma empresa da qual o pai dela, o pastor evangélico Márcio Poncio, foi sócio enquanto a deputada estadual era menor de idade, “o que torna completamente inadequada qualquer tentativa de lhe atribuir responsabilidade por esses valores” (leia mais abaixo).

    A influenciadora digital, sob os holofotes da família Poncio, voltou à cena após um vídeo nas redes sociais mostrá-la caminhando ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB-RJ), que é casado, no shopping Village Mall, na Barra da Tijuca. Assista:

    Conforme noticiou a coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, mensagens divulgadas pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) sugerem ter havido uma confusão no local depois que a esposa do parlamentar, supostamente, flagrou os dois juntos. Leia:

    “A esposa do deputado RODRIGO AMORIM andava desconfiada e foi tirar dúvidas. Acertou em cheio. Não fosse pela confusão criada em ambiente público, eu nem daria a informação, por se tratar de pessoas de alta exposição. Mas infelizmente havia muita gente presente e o caso já é de domínio público. Antes de publicar, após receber a informação, conversei com pessoas que confirmaram o acontecimento”, escreveu.

    Deputada e influencer Sarah Poncio deve R$ 1,7 bilhão à União - destaque galeria6 imagensSarah PoncioSarah Poncio.Sarah Poncio.Rodrigo Amorim.Garotinho.Fechar modal.MetrópolesPost publicado por Garotinho no Instagram.1 de 6

    Post publicado por Garotinho no Instagram.

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    Sarah Poncio

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    Sarah Poncio.

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    Sarah Poncio.

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    Rodrigo Amorim.

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    Garotinho.

    Reprodução/Internet.

    Sarah Poncio se candidatou pela primeira vez em 2022, mas nem mesmo o sobrenome e a fama a ajudaram a se eleger. Os 26.626 votos obtidos nas urnas lhe deixaram como suplente até assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em janeiro de 2025.

    Na biografia como deputada estadual, Sarah Poncio elenca a saúde, a transparência e a inclusão digital, a segurança e qualidade de vida, além do fortalecimento da família, como prioridades do mandato. Essa última bandeira se alia à religião – o pai dela é pastor.

    A família Poncio ganhou projeção nas redes sociais, nas quais a vida como subcelebridades era retratada quase como em um reality show. Todos viviam na mesma casa: o pai e a mãe, a empresária Simone Poncio; Sarah e o então marido, o empresário Jonathan Couto; e o irmão dela, o cantor Saulo Poncio, e a então namorada, a atriz Letícia Almeida.

    Num relacionamento marcado por supostas traições, Letícia Almeida engravidou de uma menina, que nasceu em fevereiro de 2018. Saulo Poncio assumiu a paternidade, a qual negou meses depois. Em julho de 2018, a atriz revelou que o cunhado, Jonathan Couto, era o pai. O fato abalou o casamento dele com Sarah Poncio, que o perdoou posteriormente.

    Letícia Almeida, Jonathan Couto e Saulo Poncio se envolveram em uma confusão no passadoLetícia Almeida, Jonathan Couto e Saulo Poncio se envolveram em uma confusão no passado

    A união lhes rendeu dois filhos biológicos e um adotivo, que acabou devolvido à mãe, e chegou ao fim em setembro de 2021. Rumores de reconciliação surgiram em novembro passado, mas o ex-casal negou.

    O que diz Sarah Poncio

    “Sarah Poncio não é a devedora desses valores. Os débitos dizem respeito a uma empresa da qual seu pai foi sócio, sem que Sarah Poncio tenha integrado o quadro societário, mantido qualquer vínculo, desempenhado qualquer função ou obtido qualquer tipo de benefício relacionado a essa empresa.

    Além disso, a maior parte desses débitos foi registrada em período no qual nem mesmo seu pai exercia a administração da empresa, o que demonstra que nem ele poderia ser responsabilizado por tais dívidas.

    Outro ponto essencial é que, à época da constituição dos débitos, Sarah Poncio era menor de idade, o que torna completamente inadequada qualquer tentativa de lhe atribuir responsabilidade por esses valores.

    Essa forma de atuação, adotada em diversos casos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, tem sido amplamente criticada por violar princípios básicos do direito, como a legalidade, o devido processo legal e a responsabilidade pessoal, tendo sido afastada pelo Poder Judiciário em diversos precedentes.

    No caso específico de Sarah Poncio, existem decisões judiciais que reconhecem sua ilegitimidade, estando a discussão atualmente suspensa até pronunciamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça.

    Por fim, é importante deixar absolutamente claro que Sarah Poncio não possui qualquer débito de imposto próprio, sempre manteve suas obrigações fiscais pessoais em dia e não responde por qualquer dívida tributária relacionada a outra empresa, sendo incorreta qualquer tentativa de associar seu nome a inadimplência fiscal.”

  • Sem paz em Gaza: Israel seguiu com ataques após cessar-fogo em 2025

    Sem paz em Gaza: Israel seguiu com ataques após cessar-fogo em 2025

    Entre negociações, incertezas e riscos, o cessar-fogo entre Israel e Hamas enfrentou diversos altos e baixos ao longo de 2025. Com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, tratativas avançaram, também mediadas pelo Catar, Egito e Turquia. Ainda assim, a paz não se consolidou na região mais afetada pela guerra: a Faixa de Gaza.

    Em outubro de 2025, o governo israelense anunciou que havia aprovado um acordo de cessar-fogo em Gaza. Desde o segundo semestre de 2024, o plano de paz vinha sendo negociado com a mediação do Catar, dos Estados Unidos e do Egito, mas encontrava entraves.

    Em 2025, o aumento da ofensiva israelense em Gaza gerou revolta em diversos países, especialmente entre os principais mediadores do cessar-fogo, como o Egito, que condenou os ataques e rejeitou a “agressão de Israel ”.

    Estima-se que ao menos 70 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza por conta dos ataques israelenses desde o outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde do território palestino.

    Israel x Hamas

    • Um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas foi finalmente alcançado após dois anos de conflitos intensos na Faixa de Gaza, no dia 9 de outubro.
    • O anúncio foi dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o qual informou que ambos assinaram a primeira fase do cessar-fogo.
    • A primeira fase se destaca pelo cessar-fogo imediato e a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos após o reféns retornarem a Israel.
    • Ao fim do cumprimento dos termos acordados na primeira etapa, outros pontos do plano de paz começam a ser abordados.
    • As ofensivas tiveram início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando dezenas.

    Com a volta de Trump ao poder, ele se colocou como o principal mediador do cessar-fogo entre Israel e Hamas e anunciou, no dia 9 de outubro, o fim da guerra em Gaza — dias depois de divulgar um plano de paz com 20 pontos, que inclui a desmilitarização do Hamas, a criação de uma comissão de paz e a troca de reféns israelenses e palestinos.

    A dinâmica do acordo é dividida em três fases, que previam uma pausa total nos ataques e a troca de reféns israelenses e de palestinos detidos, vivos ou mortos.

    Até o momento, o pacto permanece na primeira fase, mas, segundo Trump, a segunda fase já está em andamento.

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    Para João Miragaya, mestre em história pela Universidade de Tel-Aviv, assessor do Instituto Brasil-Israel e membro do podcast Do Lado Esquerdo do Muro, o primeiro cessar-fogo na Faixa de Gaza “cumpriu exatamente aquilo que ele se comprometeu a fazer, que era uma pausa para que o Hamas soltasse as sequestradas mulheres e crianças”.

     

    Sem paz em Gaza: Israel seguiu com ataques após cessar-fogo em 2025 - destaque galeria6 imagensFumaça sobe sobre a Cidade de Gaza após um ataque israelense, visto de NuseiratMilhares de pessoas retornam para a cidade de Gaza após cessar-fogoItamaraty expressa preocupação com flotilha vai para Faixa de GazaCriança em GazaUma organização de caridade distribuiu alimentos para palestinos que enfrentam sérias dificuldades no acesso a necessidades básicas devido ao bloqueio e às operações militares contínuas de Israel na Faixa de Gaza, em 24 de julho de 2025Fechar modal.MetrópolesFAIXA DE GAZA – 10 DE OUTUBRO: Palestinos carregando seus pertences retornam às suas casas após o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza em 10 de outubro de 20251 de 6

    FAIXA DE GAZA – 10 DE OUTUBRO: Palestinos carregando seus pertences retornam às suas casas após o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza em 10 de outubro de 2025

    Hassan Jedi/Anadolu via Getty ImagesFumaça sobe sobre a Cidade de Gaza após um ataque israelense, visto de Nuseirat2 de 6

    Fumaça sobe sobre a Cidade de Gaza após um ataque israelense, visto de Nuseirat

    Khames Alrefi / Anadol / Getty ImagesMilhares de pessoas retornam para a cidade de Gaza após cessar-fogo3 de 6

    Milhares de pessoas retornam para a cidade de Gaza após cessar-fogo

    Hassan Jedi/Anadolu via Getty ImagesItamaraty expressa preocupação com flotilha vai para Faixa de Gaza4 de 6

    Itamaraty expressa preocupação com flotilha vai para Faixa de Gaza

    Reprodução/Redes SociaisCriança em Gaza5 de 6

    Criança em Gaza

    UNDP PAPP/Abed ZagoutUma organização de caridade distribuiu alimentos para palestinos que enfrentam sérias dificuldades no acesso a necessidades básicas devido ao bloqueio e às operações militares contínuas de Israel na Faixa de Gaza, em 24 de julho de 20256 de 6

    Uma organização de caridade distribuiu alimentos para palestinos que enfrentam sérias dificuldades no acesso a necessidades básicas devido ao bloqueio e às operações militares contínuas de Israel na Faixa de Gaza, em 24 de julho de 2025

    Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images

    Miragaya acrescentou ainda que, mesmo as violações, não dá para dizer que é o acordo de paz seja frágil, porque ele “está durando, ainda que não tenha acordo sobre a parte dois”.

    “O interesse pelo cessar-fogo em si é maior do que o interesse pelas condições para que ele possa ser concretizado, ou seja, quem quer manter o cessar-fogo acontecendo tem a pausa da guerra como prioridade”, pontuou Miragaya.

    Gaza sem paz

    Após o anúncio do fim da guerra, inúmeros palestinos começaram a retornar à região. O recuo das tropas israelenses facilitou o retorno das pessoas que passaram dois anos sob cerco de bombardeios, fome e destruição.

    Apesar do acordo, Gaza, de fato, não saiu do alvo do exército israelense, que afirma continuar com ofensivas em lugares específicos para atingir membros do grupo Hamas.

    O Ministério da Saúde Palestino em Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que cerca de 356 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde o cessar-fogo.

    As forças israelesens, por sua vez, afirmaram que as tropas “permanecem deslocadas de acordo com o cessar-fogo e continuarão atuando para eliminar qualquer ameaça imediata”.

    A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês) denunciou a fome no território, que, segundo eles “ressalta a fragilidade dos avanços desde o início do cessar-fogo em outubro”.

    “Embora a província de Gaza não esteja mais classificada como em situação de fome, 1,6 milhão de pessoas ainda enfrentam altos níveis de insegurança alimentar aguda”, afirmou a agência.

    Eles pontuaram que, para acabar com a situação, “é preciso que os suprimentos cheguem em grande escala e que os trabalhadores humanitários possam fazer seu trabalho”. As agências da ONU denunciam que Israel não está permitindo a liberação de suprimentos essenciais para Gaza.

    “A UNRWA possui cestas de alimentos para 1,1 milhão de pessoas e farinha para toda a população que aguarda entrar na Faixa de Gaza”, pontuou a agência.

    Desmilitarização do Hamas

    Em um dos 20 pontos apresentados por Trump para estabelecer a paz em Gaza, está a desmilitarização do grupo radical Hamas, que afirma que não realizará tal ato, alegando ter o direito de se proteger contra Israel.

    Miragaya diz  não acreditar na desmilitarização do grupo, pois não há concordância da parte deles. “Pode acontecer do Hamas fazer uma desmilitarização de fachada, pressionado pelos países árabes que bancam acordo com o Catar e a Turquia, mas não até o fim porque isso vai contra os princípios ideológicos do Hamas”, contou o especialista.

    O especialista completa que o cenário mais provável para os próximos anos é que as fases dois e três do cessar-fogo não saiam do papel. Os dois lados permaneceriam na primeira fase, mantendo-se no meio termo “durante meses ou até anos”.

  • O que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas

    O que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas

    Após perder o mandato na Câmara dos Deputados, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pode perder o cargo de escrivão na Polícia Federal (PF) no âmbito de um processo administrativo que deve ser aberto entre o meio de março e o início de abril, avaliam investigadores consultados pelo Metrópoles.

    A avaliação dos investigadores ouvidos pela reportagem é de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não retornará ao Brasil, especialmente por ser réu em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo, inclusive, já indicou publicamente que a PF pode fazer “o que bem entender com meu concurso”.

    Entenda

    • Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo aos trabalhos na corporação em Angra dos Reis.
    • Ocupante do cargo de escrivão, Eduardo integra uma carreira cujo salário inicial é de R$ 14.164,81, podendo chegar a R$ 21.987,38 ao final da progressão funcional.
    • A determinação para que ele volte ao posto ocorre após a cassação do mandato como deputado federal.

    Conforme consta no Diário Oficial da União (DOU), Eduardo deveria retornar de maneira imediata ao cargo de escrivão após o encerramento do mandato. Ele foi escalado para desempenhar funções da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, mas não compareceu em nenhum dos dias.

    A PF contabiliza cada ausência desde 19 de dezembro de 2025 e lança as faltas no sistema como “injustificadas” — o ato publicado no DOU tem natureza declaratória.

    Com a iminência de 60 faltas ao posto de trabalho, investigadores acreditam que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) deve ser instaurado entre meados de março ou, no mais tardar, no início de abril.

    A avaliação é de que o procedimento deve ser aberto com enquadramento em abandono de cargo. Os investigadores não descartam a instauração do PAD antes do acúmulo das 60 faltas, especialmente diante de manifestações públicas de Eduardo sobre o caso, mas avaliam que aguardar esse período reduz o risco de questionamentos judiciais e evita a construção de narrativas de perseguição.

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    PADs

    Eduardo é alvo de outro PAD na Polícia Federal. Conforme o Metrópoles mostrou em outubro do ano passado, o ex-deputado é enquadrado internamente em um PAD pela atuação nos Estados Unidos contra o Brasil.

    O que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas - destaque galeria5 imagensEduardo BolsonaroEduardo Bolsonaro Eduardo BolsonaroO que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas - imagem 5Fechar modal.MetrópolesO que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas - imagem 11 de 5

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    Eduardo Bolsonaro

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    Eduardo Bolsonaro

    Reprodução / Redes sociaisO que a PF pensa sobre a possível demissão de Eduardo por faltas - imagem 55 de 5

    Reprodução/Redes sociais

     

    Nesse caso, ele responde por condutas administrativas enquadradas como improbidade, insubordinação grave em serviço e transgressões graves que atentam contra o decoro da função, com base no artigo 132 da Lei nº 8.112/90 — o exercício do mandato de deputado não o isenta de responder a processos administrativos disciplinares.

    A reportagem apurou que esse caso já têm andamento avançado e conclusão já prevista. Com isso, o PAD que apura as faltas registradas contra Eduardo pode ser arquivado por perda superveniente do objeto, caso a demissão seja aplicada no outro processo da atuação no país norte-americano. Os procedimentos são conduzidos pela Corregedoria.

  • Mega de R$ 1 bilhão: lotérica pé-quente de SP tem histórico de prêmios

    Mega de R$ 1 bilhão: lotérica pé-quente de SP tem histórico de prêmios

    Uma das seis apostas vencedoras do prêmio bilionário da Mega da Virada saiu de uma lotérica localizada no centro de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. O dono contou ao Metrópoles que não é a primeira vez que o local faz um apostador feliz.

    

    Segundo Valdeir da Silva Pereira, proprietário da lotérica, esta é a segunda vez que o lugar paga a premiação máxima. Na frente, o comércio expõe uma faixa de um prêmio de quase R$ 200 mil na modalidade Lotofácil, sorteada há dois anos.

    Além disso, na Mega da Virada anterior, a lotérica já tinha sido responsável por uma aposta premiada de valor alto, uma quina — quando o apostador acerta cinco dos seis números sorteados. À época, o prêmio pagou R$ 65.895,79 a cada vencedor.

    Mega de R$ 1 bilhão: lotérica pé-quente de SP tem histórico de prêmios - destaque galeria7 imagensLotérica em Franco da RochaDono de lotérica onde foi feita uma das apostas vencedoras da Mega da Virada Lotérica de Franco da Rocha (SP), onde foi sorteada a Mega da ViradaFranco da Rocha, cidade em São Paulo A cidade está em alvoroçoFechar modal.MetrópolesBilhete que levou prêmio de R$ 181,8 milhões1 de 7

    Bilhete que levou prêmio de R$ 181,8 milhões

    Enzo Marcus/ MetrópolesLotérica em Franco da Rocha2 de 7

    Lotérica em Franco da Rocha

    Enzo Marcus/ MetrópolesDono de lotérica onde foi feita uma das apostas vencedoras da Mega da Virada 3 de 7

    Dono de lotérica onde foi feita uma das apostas vencedoras da Mega da Virada

    Enzo Marcus/ MetrópolesLotérica de Franco da Rocha (SP), onde foi sorteada a Mega da Virada4 de 7

    Lotérica de Franco da Rocha (SP), onde foi sorteada a Mega da Virada

    Enzo Marcus/MetrópolesFranco da Rocha, cidade em São Paulo 5 de 7

    Franco da Rocha, cidade em São Paulo

    Enzo Marcus/MetrópolesA cidade está em alvoroço6 de 7

    A cidade está em alvoroço

    Enzo Marcus/MetrópolesMoradores especulam sobre os vencedores da Mega7 de 7

    Moradores especulam sobre os vencedores da Mega

    Enzo Marcus/Metrópoles

    Alvoroço na cidade

    A comerciante Cleusa, conhecida em Franco da Rocha por comandar uma loja de roupas sociais, onde trabalha há 15 anos, comentou que o assunto está dominando as fofocas da cidade.

    “Não se fala em outro assunto”, afirmou. Ela ficou sabendo sobre a premiação logo ao descer do trem, nessa sexta-feira (2/1), quando ouviu os burburinhos, e acredita que os vencedores estão esperando o “momento certo” para retirar o prêmio.

    A enfermeira Evelyn Peixeira está curiosa sobre os vencedores. “O que eu consegui de notícia foi que é alguém que jogou aqui perto, na lotérica, quase aqui do lado da rua”, conta. “O pessoal está comentando ‘ai, foi fulano, foi sicrano’, teve assim uns conflitos, mas até agora ninguém sabe, é um mistério que precisamos resolver”, acrescenta.

    Mega em São Paulo

    Outra das seis apostas vencedoras da Mega da Virada foi feita de forma on-line, na cidade de São Paulo. A pessoa ganhadora fez um jogo simples, com nove dezenas e custo aproximado de R$ 504. Com o prêmio de R$ 181,8 milhões, ela multiplicou o dinheiro em cerca de 360 mil vezes.

    Os números sorteados foram 59 – 21 – 32 – 13 – 33 – 9.

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    Além dos novos milionários paulistas, as demais apostas vencedoras foram de um bolão em Ponta Porã (MS), um ganhador em João Pessoa (PB) e jogos foram feitos pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa.

    Do total, 3.921 jogos acertaram a quina (cinco números), a segunda faixa de premiação. Nesse caso, cada um leva R$ 11.931,42. A quadra ou terceira faixa, que premia quem acerta quatro números, vai pagar R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores.

  • Copinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1)

    Copinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1)

    A Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, a maior competição de base do Brasil, segue a todo vapor neste sábado (3/1) com diversas partidas pela primeira rodada da fase de grupos. Após a abertura na sexta-feira (2/1), o dia conta com estreias de grandes clubes como Corinthians, Vasco, Athletico-PR, Bahia e Cruzeiro, além de outros confrontos espalhados pelo estado de São Paulo.

    Os principais destaques do dia começam com o Bahia encontra o Inter de Limeira às 11h. O Tricolor baiano abre sua campanha em São José do Rio Preto. O Corinthians, maior campeão da história da Copinha com 11 títulos. O Timão enfrenta o Trindade-GO às 14h45, na cidade de Jaú.

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    Também haverá Vasco e Velo Clube, às 19h30. O Gigante da Colina entra em campo em Cravinhos, com aposta no atacante Luiz Lócio como destaque. Mais tarde, Athletico-PR e Oeste se enfrentam às 21h30. O Furacão, um dos favoritos ao título, estreia contra o tradicional Oeste em Araçatuba. No mesmo horário, o Cruzeiro encara o Barra-SC, às 21h30.

    Copinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - destaque galeria4 imagensCopinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 2Copinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 3Copinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 4Fechar modal.MetrópolesCopinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 11 de 4

    Angelo Pieretti/Grêmio FBPACopinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 22 de 4

    Luã Tomasson / @Tomasson.creatorCopinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 33 de 4

    Reprodução/FPFCopinha 2026: confira os principais jogos deste sábado (3/1) - imagem 44 de 4

    Reprodução/FPF

    Veja todos os jogos deste sábado

    08:45 – São José do Rio Preto | América-SP × CSA
    11:00 – São José do Rio Preto |  Bahia × Inter de Limeira
    13:00 – Santa Fé do Sul | Atlético-BA × Santa Fé-SP
    13:00 – Tanabi | Tanabi × Sobradinho
    13:00 – Brodowski CA | Bandeirante × Tuna Luso
    14:45 – Jaú | Corinthians × Trindade-GO
    15:15 – Santa Fé do Sul | Chapecoense × Volta Redonda
    15:15 – Tanabi | Goiás × América-RN
    15:15 – Brodowski | Santa Cruz × Botafogo-SP
    17:00 – Jaú XV de Jaú × Luverdense
    17:15 – Cravinhos I9 × Guanabara City
    17:15 – Prudentão (Presidente Prudente) Grêmio Prudente × Carajás
    18:00 – Ribeirão Preto Comercial-SP × Atlético-PI
    18:45 – Assis | Assisense × Naviraiense
    19:15 – Araçatuba | Araçatuba FC × Maricá
    19:15 – Franca |Francana × Esporte de Patos
    19:30 – Cravinhos | Vasco × Velo Clube
    19:30 – Prudentão (Presidente Prudente) Ceará × Olímpico-SE
    20:15 – Ribeirão Preto | América-MG × Noroeste
    21:00 – Assis | Athletic Club × Guarani
    21:30 – Araçatuba | Athletico-PR × Oeste
    21:30 – Franca | Cruzeiro × Barra-SC

  • O que esperar do cinema nacional em 2026, entre prêmios e desafios

    O que esperar do cinema nacional em 2026, entre prêmios e desafios

    O cinema brasileiro chega a 2026 cercado de expectativas, mas também de desafios concretos. Apesar da forte visibilidade internacional conquistada por produções nacionais em 2025, os números de público e arrecadação nas salas de exibição do país revelam um cenário de retração, evidenciando o descompasso entre reconhecimento externo e desempenho interno do setor.

    Levantamento preliminar do Filme B, especializado no mercado cinematográfico, aponta que 11.938.022 espectadores foram aos cinemas para assistir a filmes brasileiros em 2025 — o que representa uma queda de 11,6% em relação aos 13.508.206 ingressos contabilizados em 2024. A bilheteria acompanhou o movimento: a arrecadação somou R$ 228.504.879, valor 13,8% inferior aos R$ 265.176.652 registrados no ano anterior.

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    Ainda assim, a participação do cinema nacional no total de público permaneceu praticamente estável em 2025, alcançando 10,3% do volume geral de espectadores. No mesmo período, os cinemas brasileiros receberam 115.670.619 pessoas, número abaixo do obtido em 2024 (128.143.333 ingressos vendidos), o que representa uma queda de 9,7%, indicando que a retração não se limitou às produções nacionais.

    O que esperar do cinema nacional em 2026, entre prêmios e desafios - destaque galeria6 imagensWagner Moura e Kleber Mendonça nos bastidores de O Agente SecretoKleber Mendonça Filho e Wagner Moura em gravação de O Agente SecretoWagner Moura em O Agente Secreto Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça FilhoSebastiana, de O Agente SecretoFechar modal.MetrópolesWagner Moura e Tânia Maria em O Agente Secreto1 de 6

    Wagner Moura e Tânia Maria em O Agente Secreto

    ReproduçãoWagner Moura e Kleber Mendonça nos bastidores de O Agente Secreto2 de 6

    Wagner Moura e Kleber Mendonça nos bastidores de O Agente Secreto

    Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura em gravação de O Agente Secreto3 de 6

    Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura em gravação de O Agente Secreto

    DivulgaçãoWagner Moura em O Agente Secreto 4 de 6

    Wagner Moura em O Agente Secreto

    DivulgaçãoWagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho5 de 6

    Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

    DivulgaçãoSebastiana, de O Agente Secreto6 de 6

    Sebastiana, de O Agente Secreto

    Foto: Reprodução/O Agente Secreto

    Esse cenário ajuda a contextualizar o momento vivido pelo setor. Enquanto o público nas salas diminui, o cinema brasileiro voltou a ocupar espaço de destaque em festivais e premiações internacionais, reposicionando o país no mercado global e alimentando a expectativa por continuidade em 2026.

    O desempenho de títulos como Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto, Manas e O Último Azul ajudou a ampliar a presença brasileira no exterior e a reforçar o debate sobre sustentabilidade da produção no longo prazo.

    Para o cineasta Iberê Carvalho, o bom desempenho recente de produções brasileiras no circuito internacional não representa casos isolados, mas reflete a retomada do setor após anos de incertezas, marcados pela extinção do Ministério da Cultura durante o governo Bolsonaro e pelo impacto da pandemia de Covid-19.

    “A indústria cinematográfica não vive de lampejos. Esses casos não são por acaso ou simplesmente uma onda. Isso é fruto de política pública”, destacou.

    O que esperar do cinema brasileiro em 2026

    Iberê destaca ainda que um dos principais desafios para 2026 será transformar o reconhecimento internacional em fortalecimento do mercado interno, especialmente no que diz respeito ao espaço de exibição para filmes nacionais no Brasil.

    “Nosso cinema vai se fortalecer na medida em que a gente tiver realmente espaço para exibi-lo dentro do Brasil, primeiramente. Assim, eles vão ser uma vitrine lá fora. Eles querem nos conhecer, querem nos ver por saber que a gente tem um cinema potente, porque senão vão ser sempre esses pontos fora da curva, esses pequenos exemplos como Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto e O Último Azul”, frisou.

    Para Cyntia Gomes Calhado, crítica e professora do curso de Cinema e Audiovisual da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o reconhecimento internacional de vários títulos brasileiros reforçou a posição do país no cenário global, mas não eliminou os desafios estruturais do setor.

    “As premiações são janelas de visibilidade e de debate. Por meio delas, os filmes circulam mais e a cultura brasileira chega a outros lugares”, afirma.

    Na mesma linha, Isabella Faria, crítica de cinema que integra o corpo de votantes do Globo de Ouro, aponta um momento favorável para o surgimento de novos projetos.

    “Esse é um momento muito propício para a criatividade dos diretores e diretoras do país, porque o cinema brasileiro está em alta e isso facilita a busca por financiamento, inclusive internacional”, avalia.

    Na esteira dos sucessos de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, outros projetos nacionais surgem com potencial de trilhar caminhos semelhantes nos próximos anos.

    Para Isabella, os possíveis “carros-chefes” do cinema brasileiro em 2026 incluem o novo filme de Carolina Markowicz, que começa a ser rodado no próximo ano; Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte, produção de ação e true crime com tom cômico; e Geni e o Zepelim, de Anna Muylaert, que contará com a participação de Seu Jorge.

    Regulação do streaming pode mudar tudo?

    A consolidação desse momento positivo passa por um debate considerado decisivo pelo setor: a regulação do VOD (video on demand), modelo de distribuição adotado pelas plataformas de streaming. Em tramitação desde 2022, o Projeto de Lei do Streaming (PL 2.331/2022) tornou-se um dos temas mais controversos do audiovisual brasileiro.

    Entre os pontos centrais das propostas está a definição de regras para a atuação das plataformas no país, com valorização e priorização da produção independente brasileira. O texto mais recente, aprovado na Câmara em novembro, aguarda votação no Senado, mas a análise ficou para 2026 em razão do recesso parlamentar.

    Cyntia Gomes Calhado avalia o debate como central para o futuro do cinema nacional. “A regulação dos serviços de streaming é hoje um dos principais desafios para que esse momento positivo se consolide. A gente precisa garantir equilíbrio no mercado audiovisual e ampliar as oportunidades para a produção nacional independente”, diz.

    O formato de regulmentação também gera preocupação. “Essa lei do streaming é muito injusta e pode prejudicar profundamente o audiovisual brasileiro. Ela limita a arrecadação do Fundo Setorial do Audiovisual e pode tirar recursos justamente das produtoras independentes e dos cineastas menores”, afirma Isabella Faria.

    Outro ponto de atenção, de acordo com Iberê Carvalho, é o impacto que a regulação pode ter no futuro do cinema brasileiro. “Se a gente conseguir fazer uma boa regulação do streaming, não há limite para o cinema brasileiro. Mas, se ela for mal feita, pode prejudicar o nosso cinema em vez de alavancar”, alerta.

  • O detalhe na volta de Rogério à mansão que vai roubar a cena em Três Graças

    O detalhe na volta de Rogério à mansão que vai roubar a cena em Três Graças

    O capítulo deste sábado (3) será marcado por um dos momentos mais impactantes de Três Graças: Rogério (Eduardo Moscovis) finalmente voltará à mansão de Arminda (Grazi Massafera). Ele causará um choque devastador na vilã, principalmente porque não escolherá qualquer traje para seu retorno triunfal. O empresário estará vestindo o mesmo terno que usava no dia […]