Manter a pressão arterial sob controle vai além de evitar excessos: passa por escolhas inteligentes que favorecem o equilíbrio do organismo. Segundo a nutricionista Cibele Santos, a alimentação exerce papel direto na saúde do coração ao influenciar o equilíbrio dos eletrólitos e o funcionamento dos vasos sanguíneos.
Entre os destaques do cardápio indicado pela especialista estão os alimentos ricos em magnésio, mineral essencial para o relaxamento vascular. “Sementes de abóbora e castanhas ajudam a melhorar a elasticidade das artérias, o que favorece uma circulação mais eficiente”, explica Cibele. Essa ação contribui para reduzir a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.
Outro ponto importante é o estímulo à produção natural de óxido nítrico, substância que promove a vasodilatação. De acordo com a nutricionista, alimentos como beterraba e suco de melancia auxiliam nesse processo, ajudando os vasos a se manterem mais dilatados e colaborando para a saúde do coração.
A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, além do excesso de álcool e estresse.
Cibele Santos também alerta para um fator muitas vezes negligenciado: o sódio oculto. Conservantes presentes em embutidos e refrigerantes podem elevar a pressão arterial sem que a pessoa perceba. “Esse consumo frequente prejudica o controle da pressão e impacta diretamente o coração”, ressalta.
Para a nutricionista, um cardápio equilibrado, com atenção aos nutrientes certos e aos excessos escondidos, funciona como uma verdadeira blindagem para o sistema cardiovascular, promovendo mais saúde e qualidade de vida.
As recorrentes e cada vez mais intensas cheias do Rio Acre deixaram de ser um evento excepcional para se tornar um problema estrutural. A cada novo inverno amazônico, cresce a apreensão da população, especialmente em Rio Branco, diante da possibilidade de transbordamentos que atingem bairros inteiros, desabrigam famílias, interrompem serviços públicos e impõem elevados custos sociais e financeiros. As previsões de chuvas intensas para 2026 reforçam um alerta inadiável: se nada for feito de forma estruturante, as enchentes tendem a se tornar mais frequentes, mais rápidas e mais destrutivas.
Rio Acre/Foto: Reprodução
É preciso reconhecer que o atendimento emergencial às populações atingidas é fundamental e indispensável. Ações como abrigamento, assistência social, atendimento em saúde e garantia de alimentação salvam vidas e reduzem o sofrimento imediato. No entanto, por mais necessárias que sejam, essas medidas não podem continuar sendo a única resposta do Estado. Tratar enchentes apenas como emergências recorrentes é aceitar a repetição da tragédia e institucionalizar o improviso.
O cenário atual não é fruto apenas das chuvas intensas. Ele é consequência direta de décadas de descaso com o Rio Acre. Ao longo do processo de ocupação do território, o rio foi transformado em receptor de esgoto sanitário, resíduos industriais e múltiplas agressões ambientais. Soma-se a isso a destruição das matas ciliares, vegetação essencial que protege as margens de rios, igarapés e mananciais, garantindo estabilidade ao solo e equilíbrio ao curso d’água.
A degradação das matas ciliares acelerou um dos principais fatores de agravamento das enchentes: o assoreamento do leito do rio. Sem a proteção vegetal, o solo das margens é facilmente erodido e depositado no fundo do rio, tornando-o cada vez mais raso e reduzindo sua capacidade de vazão. Assim, volumes de água que antes seriam absorvidos pelo próprio curso passam a transbordar com rapidez, causando alagamentos severos e sucessivos.
Diante dessa realidade, a revitalização do Rio Acre precisa ser assumida como uma política de Estado, permanente e contínua, que vá além de gestões e calendários eleitorais. Revitalizar o rio significa recuperar as matas ciliares, despoluir suas águas, ampliar e modernizar o tratamento de esgoto, controlar rigorosamente o lançamento de resíduos e ordenar de forma responsável o uso do solo em toda a bacia hidrográfica.
Uma política consistente de revitalização não elimina as cheias, mas reduz drasticamente seus impactos. Permite uma convivência mais segura com as elevações do nível do rio, diminui prejuízos materiais, protege vidas e fortalece a resiliência urbana frente às mudanças climáticas. Também promove ganhos ambientais, sociais e econômicos, beneficiando populações ribeirinhas, a cidade e o estado como um todo.
O Rio Acre não pode continuar sendo tratado apenas como um problema, seja na seca ou nas enchentes. Ele precisa ser visto como um patrimônio ambiental e social estratégico. Socorrer é necessário. Prevenir é urgente. E revitalizar o rio é o único caminho capaz de romper o ciclo de perdas, sofrimento e reconstrução que se repete ano após ano. Transformar essa agenda em compromisso permanente é uma escolha política que definirá o futuro do Acre.
*Zé Américo Silva é jornalista e consultor de Marketing Político
A Universidade de Brasília (UnB) abriu mais de mil vagas remanescentes na graduação para estudantes de outras Instituições de Ensino Superior (IES) e graduados, nesta sexta-feira (2/1).
O edital da seleção para o processo seletivo para Transferência Facultativa (TF) e Portador de Diploma de Curso Superior (DCS) está no ar neste link.
A seleção oferece as vagas remanescentes dos cursos de graduação da UnB, a serem preenchidas por quem é aluno de outra IES ou para quem já é graduado e deseja uma nova formação, para ingresso no 1º semestre letivo de 2026.
Os critérios de seleção são a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 a 2024 e a análise da documentação exigida no edital.
A taxa de inscrição é de R$ 100,00 e pode ser paga até 20 de janeiro de 2026.
Entenda a seleção:
TF – A modalidade de ingresso por Transferência Facultativa visa o preenchimento de 752 vagas nos campi Darcy Ribeiro, Ceilândia, Gama e Planaltina, por alunos regulares de outras Instituições de Ensino Superior (IES) nacionais ou estrangeiras, matriculados em cursos presenciais, para prosseguimento de estudos no mesmo curso ou em curso equivalente.
DCS – Já a admissão por meio da modalidade Portador de Diploma de Curso Superior visa preencher vagas por candidatos que cursaram a graduação em IES nacional ou estrangeira. A UnB oferta 261 vagas nos quatro campi.
Serviço
Seleção: Admissão por Transferência Facultativa (TF) e Portador de Diploma de Curso Superior (DCS).
Vagas: 1.013.
Inscrições: 2 A 16 de janeiro de 2026.
Taxa: R$ 100,00.
Resultado final: 9 de fevereiro de 2026.
Contato
Outras informações podem ser consultadas na Central de Atendimento ao Candidato do Cebraspe, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30 – Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) Quadra 01, Lotes 1115 a 1145, Sede do Cebraspe – pelo telefone (61) 3448-0100.
Ana Castela voltou a ser assunto nas redes sociais após reagir a um comentário polêmico de um fã-clube de Virginia Fonseca na última quinta-feira (1º/1). A cantora estava namorando Zé Felipe, ex-marido da influenciadora, mas acabaram terminando a relação nesta semana.
“Ainda bem que posso gostar dela de novo, não aguentava fingir que não gostava”, dizia o comentário feito pelo fã-clube. Castela deixou uma curtida na publicação.
O comentário gerou repercussão por reforçar as especulações de que o fim do relacionamento de Ana Castela e Zé Felipe teria sido motivado, em parte, pela onda de ataques que a cantora vinha recebendo. Ao anunciar o término, Zé Felipe chegou a pedir aos fãs que não criticassem a Boiadeira.
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Ana Castela
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Ana Castela
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Ana Castela sem aliança no show de segunda-feira (29/12)
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Zé Felipe passou o Ano-Novo solteiro pela 1ª vez após cinco anos
Instagram/Reprodução
O fim do namoro
O término entre os cantores foi anunciado na noite de segunda-feira (29/12) e surpreendeu os fãs. A informação foi divulgada por Zé Felipe por meio de um comunicado publicado nos stories de seu perfil no Instagram.
No texto, o cantor afirmou que a separação não aconteceu por brigas e destacou que a decisão foi tomada em comum acordo, motivada pelo desejo de ambos de seguir “caminhos individuais”.
“Nosso término não foi por briga, nada disso. Conversamos e vimos que o melhor era cada um seguir o seu caminho”, escreveu. Zé Felipe também declarou que continua amando a cantora e acredita que o sentimento é recíproco, apesar da decisão de seguirem trajetórias diferentes.
Nessa quinta-feira (1°/1), o ex-atacante do GrêmioAlysson foi anunciado pelo Aston Villa, da Inglaterra. Por meio das redes sociais, o clube divulgou uma fala do jogador sobre a sua chegada à equipe.
“Sempre foi um sonho jogar a Premier League. A oportunidade de realmente vir (sic), chegou a proposta e o Grêmio acabou aceitando”, disse o atleta.
Alysson estreou profissionalmente em 2024 e se firmou no clube em 2025. No último ano, ele entrou em campo em 39 oportunidades, marcou dois gols e deu três assistências.
No Aston Villa, o atacante usará a camisa 47, mesmo número que usava no Grêmio. Em entrevista à TV do time, o brasileiro de 19 anos contou que estava feliz com o acerto e que espera ganhar muitos títulos com os Villains.
“Espero poder ganhar muitos títulos com esta camisa, ser muito feliz aqui, me tornar, de certa forma, um exemplo para o clube. Gostaria de aproveitar este momento para agradecer a confiança que vocês depositaram em mim. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para te deixar feliz com minhas atuações e meu esforço.”
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Reprodução/ Instagram @avfcofficial
Na temporada 2025/26, o novo time de Alysson está na terceira posição da Premier League, com 39 pontos, seis a menos do que o líder da competição, Arsenal. Além disso, está na terceira colocação da Liga Europa com cinco vitórias e uma derrota.
David Brazil comentou o fim da polêmica com a escolha de Virginia Fonseca para substituir a posição de rainha de bateria da Grande Rio no Lugar de Paolla Oliveira. Em entrevista ao gshow, o promoter da escola afirmou que a comunidade já aceitou a influenciadora e garantiu que a mesma “conquistou o espaço” na agremiação de Duque de Caxias.
“Graças a Deus, ela tá assim [diz, juntando os dedos, mostrando proximidade] com a comunidade, com a bateria. Tem muita gente que torce contra, tem muitos haters que ficam tentando, mas só quem vai à escola, só quem vai aos ensaios é que vê que a conexão da Virgínia, tanto com a bateria, como com comunidade. Nos ensaios de rua já deu para ver que ela está conquistando o seu espaço”, falou David.
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Virginia assumiu o posto de rainha de bateria da Grande Rio, que Paolla Oliveira ocupou até 2024Portal LeoDias
Virginia Fonseca foi coroada como nova rainha de bateria da Grande RioCrédito: Reprodução YouTube G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio
Virginia Fonseca foi coroada como nova rainha de bateria da Grande RioCrédito: Reprodução YouTube G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio
Virginia Fonseca foi coroada oficialmente rainha de bateria da Grande RioReprodução: Instagram/@virginia
O influenciador ressaltou ainda que a decisão de deixar a escola foi de Paolla Oliveira, que por motivos pessoais entregou a posição na qual desfilou por 7 anos, e que foi a Grande Rio que foi atrás de Virgia para convida-la a ser rainha de bateria.
“Não sei qual a dificuldade das pessoas entenderem que a Paolla, foi a Paolla! Maravilhosa. Paolla que pediu para sair. E ela tinha uns babados para resolver. Se ela quisesse, ficava lá até os 100 anos. Ela é soberana em Caxias. A escola foi atrás da Virgínia, não foi a Virgínia que foi atrás da Grande Rio. Fui a pomba da paz, a pomba branca que foi atrás da Virgínia, a pomba correio para fazer o convite. Graças a Deus, ela aceitou. Foi guerreira. Ela está entregando mais do que esperávamos e está conquistando seu espaço”, explicou.
O cantor britânico Sam Smith surpreendeu ao mostrar o lugar que escolheu para começar 2026. O artista revelou nesta quinta-feira (1°/01) que passou a virada de ano direto da Floresta Amazônica.
“Feliz ano novo mundo. Com amor, direto da Amazônia”, escreveu o artista internacional, que adicionou ainda um emoji de besouro. No carrossel publicado nas redes sociais, Sam mostrou registros da viagem, com fotos do Rio Amazonas, casas ribeirinhas e de um mini sapo típico da região.
Discreto, o britânico se manteve fora dos holofotes e agitação das cidades e escolheu uma peça única verde cintilante para a ocasião.
O cantor tem passagens e parcerias com o Brasil, além de já ter se apresentado no Lollapalooza em 2024, Smith já realizou uma parceria musical com Iza. Também em 2024, ele autorizou a artista brasileira a fazer uma regravação de sua canção “Lay Me Down”, um de seus grandes hits.
“Eu preciso dizer que quando eu ouvi você cantando Lay Me Down, eu estava no carro a caminho de um show e você me deixou sem ar!”, disse o músico na ocasião, enquanto a estrela do pop nacional ficou encantada ouvindo tudo.
Para quem acompanha televisão com atenção, a última temporada de “Que História É Essa, Porchat?” deixou claro que o programa encontrou um caminho inteligente para se reinventar sem perder sua essência. A ideia central continua a mesma, simples e eficiente: pessoas famosas contando histórias pessoais que o público gosta de ouvir. O mérito está em como Fábio Porchat resolveu dar um passo além.
Nesta temporada, o programa apostou em especiais fora do estúdio, o que trouxe um frescor imediato ao formato. Em Tocantins, Porchat mergulhou no universo de Paulo Vieira, dividindo a cena com sua família e explorando memórias que ganharam ainda mais força justamente por estarem no ambiente de origem do humorista. Foi um episódio que misturou afeto, identidade regional e boas histórias, tudo com naturalidade.
Em Campinas, o clima foi outro, mas igualmente eficaz. O especial com Chitãozinho & Xororó apostou na nostalgia e na força da trajetória da dupla, com a participação de Sandy, que acrescentou uma camada emocional importante ao encontro. Não foi apenas um programa de entrevistas, mas um registro afetivo de uma história que atravessa gerações.
Já no especial com Tiaguinho, o tom foi mais descontraído e contemporâneo, com participações que fugiram do óbvio, como o jogador de vôlei Bruninho e o ator Douglas Silva. A mistura funcionou porque manteve o foco no que o programa faz de melhor: boas histórias, bem contadas, com ritmo e espontaneidade.
Muito disso passa pela condução de Porchat. Ele é rápido, ágil e sabe dividir a cena. Consegue emendar histórias próprias sem roubar o protagonismo dos convidados, mantendo o programa leve e divertido. É aquele tipo de atração gostosa de assistir, que funciona para toda a família e não exige esforço do espectador.
Por tudo isso, fica a sensação de que a TV Globo tem em mãos um produto que merece ainda mais investimento. “Que História É Essa, Porchat?” mostrou que, mesmo com uma proposta simples, é possível inovar, surpreender e seguir relevante. Basta apostar em boas ideias e confiar no poder de uma boa história bem contada.
O caso do rapaz portador de deficiência intelectual humilhado por três usuárias no TikTok foi para a esfera jurídica. Thiago Soares virou alvo de piadas e ofensas quando participava de uma “batalha ao vivo” na rede social. Agora, a Justiça do Paraná determinou que a plataforma identifique as responsáveis pelo episódio constrangedor. A medida tem caráter liminar, segundo informações do jornal O Globo.
Na ocasião, as usuárias do TikTok não conheciam o influenciador, mas debocharam da aparência dele e até do fato de ele não se comunicar falando. Na live, elas chegaram a fazer gestos capacitistas. O pedido feito pela Defensoria Pública, acatado pela juíza Márcia Mosko, é para que a rede social forneça dados dos perfis envolvidos no caso. O objetivo é que as três sejam responsabilizados nas esferas penal e cível.
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Justiça do Paraná solicitou que TikTok identifique perfis que ofenderam o influenciador Thiago SoaresCrédito: Pexels
Justiça do Paraná solicitou que TikTok identifique perfis que ofenderam o influenciador Thiago SoaresCrédito: Pexels
Justiça do Paraná solicitou que TikTok identifique perfis que ofenderam o influenciador Thiago SoaresCrédito: Pexels
Justiça do Paraná solicitou que TikTok identifique perfis que ofenderam o influenciador Thiago SoaresCrédito: Pexels
A plataforma, ao ser notificada, precisa apresentar dados como a porta lógica de acesso e o endereço de IP para identificar os perfis já excluídos. A multa diária é de R$ 500, limitada a 30 dias, se a determinação não for cumprida.
De acordo com o processo, a imagem de Thiago Soares também teria sido usada para que as usuárias do TikTok angariassem doações em tom de zombaria. Além disso, uma das suspeitas chamou o influenciador de “nojento” e insinuou que ele seria explorado pelos próprios pais.
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (2/1), a ordem de prisão preventiva contra Filipe Martins, ex-integrante da equipe da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi executada na residência de Martins, localizada em Ponta Grossa, no Paraná. Até então, ele se encontrava em prisão domiciliar desde o último fim de semana.
Segundo Moraes, a medida foi tomada após o ex-assessor violar determinações impostas pela Justiça, especificamente ao acessar uma plataforma digital. A utilização de redes sociais é expressamente proibida nas cautelares estabelecidas contra ele.
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O ex-assessor da Presidência Filipe Martins durante palestra no Instituto Rio BrancoFoto: Arthur Max/MRE/09-05-2019
Filipe Martins, ex-assessor de BolsonaroAgência Senado
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Filipe MartinsReprodução: Redes Sociais
Filipe Martins e Jair BolsonaroReprodução: Redes Sociais
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Martins foi sentenciado a 21 anos de prisão no processo em que é acusado de envolvimento na tentativa de ruptura institucional, além de outros quatro delitos. Para os ministros do STF, ele teve papel central na elaboração de um documento que previa ações para contestar o resultado das eleições presidenciais de 2022. A minuta teria sido apresentada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) aos chefes das Forças Armadas.
Apesar da condenação, a defesa ainda tenta reverter a decisão por meio de recursos. Por esse motivo, a prisão determinada agora não corresponde ao início do cumprimento da pena, mas sim a uma medida cautelar, motivada pelo descumprimento das regras impostas anteriormente.
Na decisão que fundamenta a nova prisão, Moraes destacou que houve movimentação na conta de LinkedIn vinculada a Martins. Para o ministro, a conduta demonstra afronta às determinações judiciais. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”, escreveu Moraes.
Dias antes, o ministro já havia intimado os advogados do ex-assessor a se manifestarem em até 24 horas sobre a suspeita de que Martins teria “utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”, alertando para a possibilidade de decretação da prisão preventiva.
Em resposta encaminhada ao STF, a defesa afirmou que assumiu o controle das contas em redes sociais de Martins desde sua prisão, ocorrida em fevereiro de 2024. Os advogados confirmaram que acessaram o LinkedIn, mas negaram qualquer tipo de publicação. Conforme as medidas impostas, o ex-assessor está impedido de usar plataformas digitais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.
Os representantes legais explicaram que o uso das contas tem finalidade exclusivamente técnica, voltada à coleta de informações para o processo.
“O réu não fez postagem alguma no LinkedIn e a defesa apenas o utiliza para justamente verificar questões relacionadas à trajetória profissional do réu (que tem sido discutida no âmbito dos fatos investigados), contatos de eventuais testemunhas e no interesse da ampla defesa”, relataram.
Entre as restrições determinadas pela Justiça está a “proibição de utilização de redes sociais próprias ou por terceira pessoa”. Ainda assim, os advogados sustentam que a medida deveria impedir apenas a publicação de conteúdos, não o simples acesso para fins de consulta.
“A cautelar deve ser compreendida (e aplicada) como vedação de publicação ou manifestação em redes sociais próprias ou terceira pessoa fazendo isso, não como vedação de acesso diligente para busca, preservação e organização de elementos informativos em favor da defesa”, argumentaram.
O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Martins, afirmou que a prisão é injustificada e que seu cliente sempre respeitou as determinações judiciais.
— Há dois anos, ele foi preso por uma viagem que não fez. Após provar que não viajou, ficou preso mais seis meses. Agora, sofre uma prisão domiciliar por culpa de terceiro, e hoje é preso sem que tenha descumprido nenhuma medida cautelar. Filipe Martins estava cumprindo de maneira exemplar as cautelares. Estava há mais de 600 dias cumprindo todas as determinações judiciais. Nunca recebeu nenhuma advertência e hoje foi punido sem que tenha feito nada de errado — disse em vídeo,
A prisão domiciliar havia sido imposta no sábado, também por decisão de Moraes, que apontou risco de fuga após a condenação no STF. A mesma providência foi aplicada a outras nove pessoas consideradas envolvidas na articulação golpista.
As novas determinações foram adotadas após o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, deixar o país rumo ao Paraguai e tentar embarcar para El Salvador na véspera do Natal.