Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • INSS: CPMI pede indiciamento de donos de igreja por desvio milionário

    INSS: CPMI pede indiciamento de donos de igreja por desvio milionário

    Igreja fundada pos socios de ong envolvida em fraude do inss

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS pediu, nesta sexta-feira (27/3), o indiciamento de dois fundadores de igrejas evangélicas localizadas em Brasília por envolvimento no caso que ficou conhecido como a Farra do INSS.

    Um deles é Dogival José dos Santos, criador da Crusada Nacional de Evangelismo — registrada com S no lugar do Z –, em 1996, sob o nome fantasia “Primeira Igreja Pentecostal Cristo a Esperança”. Antes de o esquema de fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social ser revelado, Dogival figurava como presidente da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) – uma das ONGs envolvidas nos descontos ilegais.

    Uma segunda pessoa vinculada à Associação dos Aposentados do Brasil é Lucineide dos Santos Oliveira, presidente da Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus (foto em destaque), localizada no Recanto das Emas, a cerca de 32 km da capital do país. A mulher também teve pedido de indiciamento solicitado pela CPMPI.

    No relatório da Comissão Mista, o casal Dogival e Lucineide é acusado de desviar milhões do INSS por meio de uma rede criminosa “familiar e religiosa”.

    Dogival José dos Santos

    Conforme consta no documento ao qual a reportagem teve acesso, Dogival ocupava posição de liderança estratégica e operacional no núcleo da organização criminosa mantida por seu círculo familiar.

    O investigado é identificado como um dos líderes do núcleo familiar e operacional do grupo “Santos”, atuando na presidência de entidades de fachada e na circularização de recursos ilícitos provenientes de descontos não autorizados em benefícios previdenciários.

    Segundo a CPMI, Dogival utilizou o controle de entidades como a Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) e o Instituto Terra e Saúde (ITS) para ter acesso a dados de segurados e desviar ativos previdenciários.

    “Sua atuação foi determinante para converter associações civis em instrumentos de arrecadação ilícita e lavagem de capitais em larga escala”, consta no relatório.

    Conforme as investigações, o homem assumiu a presidência da AAB no período exato em que a entidade, originalmente voltada à habitação, foi transformada em uma associação de defesa de aposentados, em outubro de 2022.

    Essa manobra, de acordo com a CPMI, ]’permitiu à organização criminosa herdar uma estrutura jurídica para celebrar Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS e iniciar a implementação de descontos em massa sem autorização legítima”

    Relatórios de inteligência financeira revelaram que Dogival atuou como um dos principais emissores e receptores de recursos dentro da rede de branqueamento do grupo. Entre 2019 e 2025, o homem realizou 353 depósitos em favor de Lucineide dos Santos Oliveira, totalizando R$ 741.370,58. Tais transações fracionadas e repetitivas configuram a técnica de smurfing – utilizada para ocultar o rastro do dinheiro e dificultar a fiscalização bancária.

    Além disso, Dogival é acusado de articular a gestão de recursos com o filho – Dogival José dos Santos Júnior, e com  Samuel Chrisóstomo, contador da Conafer, utilizando o ITS e empresas de faixada para lavar o proveito dos crimes.

    A quebra de sigilo bancário detectou que o ITS movimentou R$ 71.466,91 em 2023 em operações “sem justificativa econômica plausível”. Por isso, a CPMI pediu o indiciamento de Dorgival por:

    “Ao comandar a transição da AAB para o setor previdenciário e operar o duto financeiro que escoava milhões de reais para o seu núcleo familiar, o indiciado usurpou a ética associativa e concorreu diretamente para a lesão patrimonial de milhões de brasileiros vulneráveis”, declarou a CPMI.

    Lucineide dos Santos Oliveira

    No relatório, a CPMI disse que Lucineide dos Santos Oliveira atuava como tesoureira da AAB. Além disso, a comissão acusou a mulher de atuar no núcleo financeiro e administrativo da organização criminosa que operava as fraudes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer).

    Conforme as investigações, Lucineide atuou na gestão de empresas de fachada, na operacionalização de descontos indevidos e na dissimulação do proveito dos crimes através de uma rede familiar e religiosa.

    Ela também é apontada como uma operadora estratégica na lavagem de dinheiro e na pulverização de recursos desviados de aposentados.

    “A indiciada controlava a Expresso Serviços de Publicidade e Marketing, a Impacto Serviços de Apoio Adm e a Solution Serviços de Locação e Apoio. Tais empresas, sediadas em endereços no Recanto das Emas (DF) e sem funcionários registrados, receberam o total de R$ 141.870.598,82, sendo R$ 138,9 milhões da Conafer e R$ 2,9 milhões da AAB”, disse a CPMI.

    Como pessoa física, Lucineide recebeu R$ 160,9 milhões entre 2019 e 2025, dos quais R$ 113 milhões vieram diretamente da Conafer. “Essa movimentação é flagrantemente incompatível com sua realidade econômica, visto que em 2022 ela possuía renda formal de apenas R$ 2 mil e histórico de inscrição no CadÚnico”, consta no relatório.

    A investigação financeira comprovou que Lucineide transferiu R$ 40 mil, em 2024, para o servidor Pedro Alves Corrêa Neto, apontado como o principal técnico que facilitava os processos das associações na DIRBEN/INSS.

    “Por meio de sua empresa Expresso Marketing, Lucineide enviou R$ 9,5 milhões para a BSF Gestão em Saúde – controlada por Danilo Trento – e repassou R$ 5,94 milhões para o BK Bank – instituição investigada por lavar dinheiro para organizações criminosas.

    Além disso, efetuou uma transferência única de R$ 600 mil, em 2024, para o Auto Posto Topa Tudo –estabelecimento localizado em Minas Gerais e utilizado para branqueamento de capitais.

    Ainda segundo o relatório, Lucineide transferiu cerca de R$ 700 mil para o escritório de Milena Câmara, filha do Deputado Federal Silas Câmara. Esses pagamentos ocorreram entre 2023 e 2024, coincidindo temporalmente com reuniões de articulação entre o parlamentar e o presidente da Conafer.

    Após o início dos repasses milionários, Lucineide adquiriu uma frota incompatível com seus rendimentos: um Porsche Boxster 2023, uma Mitsubishi Triton 2024 e um VW T-Cross 2025. A Polícia Federal aponta que ela também registrava veículos de terceiros em seu nome para blindar o patrimônio dos líderes da organização.

    Com isso, Lucineide teve pedido de indiciamento feito pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica – pela constituição de empresas sem atividade operacional real e uso de nomes quase homônimos para dificultar a fiscalização e  justificar fluxos financeiros inidôneos.

    “A participação de Lucineide foi indissociável da engenharia financeira que permitiu o desvio de centenas de milhões de reais do sistema previdenciário. Sua conduta de converter recursos extraídos de idosos em bens de luxo e circularizar ativos através de empresas de fachada justifica o encaminhamento de sua responsabilização penal por esta CPMI. Com isso, indicia-se Lucineide dos Santos Oliveira por ter sido peça fundamental na engrenagem financeira da Conafer e da AAB”, finalizou a CPMI.

    Igreja retira fachada após escândalo

    A placa de identificação da Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus (foto em destaque) foi retirada dias após o Metrópoles revelar que a instituição pertence a uma sócia da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB).

    Estranhamente, no mesmo endereço onde está a igreja evangélica, fundada por Lucineide dos Santos Oliveira, sócia da AAB, supostamente funciona uma companhia pertencente a Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, contador da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer) – outra instituição envolvida nas fraudes.

    Antes da modificação na fachada, a reportagem esteve no endereço e encontrou apenas a instituição religiosa, erguida entre um centro catequético e um terreno baldio. Apesar disso, segundo dados da Receita Federal, a loja de Samuel está ativa no espaço, configurando a suspeita de ser uma empresa fantasma.

    Dias após a matéria de denúncia do Metrópoles ser veiculada, a placa com a identificação da igreja evangélica foi retirada e o terreno baldio foi cercado por um alambrado.

    Tanto a AAB quanto a Conafer têm como sede o mesmo prédio empresarial, localizado no Setor Comercial Sul de Brasília. Ambas organizações aparecem na lista de Processos Administrativos de Responsabilização (PAR), instaurados pela CGU, por suspeitas de terem aplicado descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    O outro lado

    A reportagem tentou contatar o casal Dogival José dos Santos e Lucineide dos Santos, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. O espaço segue aberto para futuras manifestações

  • Ibaneis revela arrependimento que teve à frente do GDF. Veja vídeo

    Ibaneis revela arrependimento que teve à frente do GDF. Veja vídeo

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES
    ibaneis-entrevista-273-1

    Em entrevista ao Metrópoles, o governador Ibaneis Rocha (MDB) revelou arrependimento que teve nos sete anos em que esteve à frente do Governo do Distrito Federal (GDF).

    Ibaneis afirmou que se arrepende de “não ter conseguido resolver definitivamente o problema da saúde no Distrito Federal“. Ele comentou que, devido à pandemia de Covid-19, muitos projetos foram atrasados. “É um arrependimento meio que tem a sua temperança“, completou.

    “Nós tínhamos projetos para construção de novos hospitais para melhorar o atendimento na rede, mas ninguém pode esquecer o sofrimento que nós passamos no mundo todo com a pandemia. Foram dois anos que todo o investimento que era para ter sido feito na saúde se direcionou para cuidar das vítimas da pandemia. Quando se fala em perder dois anos, não foram só os dois anos da pandemia. Você acumula série de cirurgias eletivas, reformas”, explicou.

    Segundo o governador, 35 mil cirurgias eletivas ficaram “acumuladas” após a pandemia. “Arrependo? Sim. Poderia ter feito mais? Sim. Mas o que nós avançamos nessa área da saúde? Nós tínhamos seis Unidades de Pronto Atendimento no Distrito Federal. Durante o nosso mandato, entregamos mais sete que estão em funcionamento e estou deixando mais seis para a Celina [vice-governadora Celina Leão] inaugurar”.

    A previsão, de acordo com ele, é que até junho, em torno de 15 mil cirurgias que estavam na fila sejam realizadas. “Só na área oftalmológica, serão 6,6 mil cirurgias para poder devolver a visão às pessoas, em especial aquelas que têm catarata”, disse.

  • BRB teve pelo menos R$ 250 milhões de prejuízo com ações da Oncoclínicas repassadas pelo Master

    BRB teve pelo menos R$ 250 milhões de prejuízo com ações da Oncoclínicas repassadas pelo Master

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    BRB - Metrópoles

    O Banco Master repassou ao BRB 90 milhões de ações da Oncoclínicas. Os papéis, que estavam em um fundo de Daniel Vorcaro, valiam, à época, R$ 400 milhões. Atualmente, no entanto, os mesmos papéis valem R$ 150 milhões — resultado da desvalorização dos títulos da Oncoclínicas no mercado financeiro.

    O prejuízo, no entanto, pode ser ainda maior e chegar a R$ 400 milhões, já que o BRB foi informado de que, na verdade, as ações não pertenciam ao Master e não poderiam ter sido repassadas. Decisão judicial liminar proibiu o banco de dispor das ações.

    O motivo é um acordo celebrado entre o Master e a Oncoclínicas. Antes do colapso do banco de Daniel Vorcaro, a companhia procurou a instituição financeira por ter milhões investidos em CDBs do Master. Foi, então, firmado o acordo que determinava que a Oncoclínicas teria direito de retomar as ações de Vorcaro caso o Master não honrasse com os pagamentos.

    Assim, com a liquidação do Master pelo Banco Central (BC) e o consequente inadimplemento dos pagamentos à Oncoclínicas, a companhia teria se tornado dona das ações, o que coloca o BRB em uma situação complexa.

  • Em festa, policial posa ao lado de operador de laranjas ligado ao CV

    Em festa, policial posa ao lado de operador de laranjas ligado ao CV

    Valdir Carvalho, da Dise de Americana, aparece em festa com Thiago Ralado, apontado como dono de rede de laranjas usada por CV e Fictor

  • CPMI do INSS: veja como votaram parlamentares em sessão que rejeitou relatório

    CPMI do INSS: veja como votaram parlamentares em sessão que rejeitou relatório

    O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi rejeitado na madrugada deste sábado (28/3) por 18 votos a 12.Com isso, o colegiado termina sem um parecer oficial, depois de sete meses de trabalho.

    A intenção dos governistas, que têm maioria na comissão, era emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, o texto não foi colocado em votação pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana.

    As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

  • Emocionante! Instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores. Video

    Emocionante! Instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores. Video

    Imagem cedida ao Metrópoles
    Além do "tadinho": instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores

    Quando um animal de estimação perde a mobilidade, a visão ou a audição, o diagnóstico costuma vir acompanhado de desespero. Por falta de informação e preconceito, a eutanásia é muitas vezes vista como a única saída — inclusive por profissionais da área. Para mudar essa realidade e provar que pets com deficiência podem, sim, ter uma vida feliz e leve, o Instituto Cão de Rodinhas atua em todo o Brasil desde 2018, oferecendo informação gratuita, acolhimento e desmistificando o uso de equipamentos como as cadeiras de rodas.

    Assista ao vídeo

    Entenda

    Da dor ao propósito: o nascimento da ONG

    A história do Cão de Rodinhas se confunde com a da sua fundadora e presidente, a professora Larissa Tanaka Onuki. Tudo começou com Argos, um Border Collie adotado por ela que, com 1 ano e meio de diade, escapou por um buraco na cerca do sítio onde moravam e foi atropelado. O motorista não prestou socorro.

    O animal sobreviveu a dez dias de UTI, traumatismo craniano e pulmão perfurado. A única sequela permanente foi a paraplegia.

    “Quando recebemos a alta, ao invés de ficar feliz, me senti muito ansiosa e angustiada. Eu e meu marido trabalhávamos fora e não sabíamos como adaptar a rotina, as fraldas, o arrasto. Mudou tudo”, relembra Larissa.

    Além do "tadinho": instituto acolhe pets deficientes e auxilia tutores
    Capa do livro “Argos, o cão de rodinhas”

    Para registrar a nova rotina, ela criou um perfil no Instagram. Ali, encontrou uma rede de apoio que a ensinou a não “reinventar a roda”. Em gratidão a esse acolhimento, Larissa decidiu transformar sua experiência pessoal em um projeto de conscientização nacional. Hoje, o Argos tem 9 anos e é o mascote que estampa o livro infantil escrito por Larissa para ensinar o respeito às diferenças nas escolas.

    Desmistificando o dia a dia e a cadeira de rodas

    Uma das grandes missões do instituto é corrigir distorções técnicas. Um dos maiores mitos envolve o uso da cadeira de rodas. Ao contrário do que ocorre com humanos, os pets não devem passar o dia inteiro no equipamento.

    A cartilha digital e impressa aborda ainda:

    A versão digital pode ser baixada no site cãoderodinhas.com.br, e a física pode ser solicitada pelas redes sociais da ONG. O envio é gratuito para tutores, clínicas e universidades.

    Clube e ações em todo o Brasil

    O Clube do Cão de Rodinhas já conecta tutores em mais de 13 estados e capitais brasileiras — com a meta de alcançar as 27 capitais nos próximos dois anos. Além de trocarem dicas de veterinários e produtos, os membros participam, duas vezes ao ano, de um Encontro Simultâneo Nacional em praças públicas. O objetivo é ocupar as ruas e mostrar à sociedade que esses animais brincam, correm e confraternizam normalmente.

    A participação no clube é totalmente gratuita e o tutor ganha certificado e carteirinha de membro ao se cadastrar no site oficial.

    Como ajudar: voluntariado e doações

    Prestes a comemorar 8 anos em abril, o Instituto Cão de Rodinhas é uma Organização Não Governamental (ONG) gerida por diretores 100% voluntários, sem remuneração. Todas as ações — como a impressão e envio de cartilhas — dependem exclusivamente da solidariedade de pessoas físicas e empresas.

    Além do material educativo, a ONG ajuda cerca de 60 pets deficientes sem família, amparados por protetores independentes em vários estados. O instituto capta doações de insumos (fraldas, tapetes higiênicos, produtos veterinários) com grandes marcas e repassa a esses animais vítimas de abandono e maus-tratos.

    Outro pilar financeiro e de conscientização é o famoso Calendário de Pets com Deficiência, que está indo para a sua 9ª edição nacional. O projeto fotografa gratuitamente entre 60 e 70 pets e as inscrições, abertas anualmente em julho, costumam esgotar em apenas 10 minutos.

    Quer apoiar a causa?

    As doações financeiras para custear materiais pedagógicos e envios podem ser feitas por:

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    Animações feitas de IA misturam estética infantil e temas adultos e levantam alerta sobre acesso de crianças

  • Viana chama de "blindagem" a rejeição do relatório final da CPMI do INSS

    Viana chama de "blindagem" a rejeição do relatório final da CPMI do INSS

    Relatório foi rejeitado por 18 votos a 12 após mais de 16 horas de sessão e CPMI termina sem um documento oficial

  • Governistas vão levar relatório paralelo à PF mesmo sem aprovação na CPMI

    Governistas vão levar relatório paralelo à PF mesmo sem aprovação na CPMI

    Reprodução/TV Câmara
    Paulo Pimenta apresenta relatório alternativo da CPMI do INSS

    O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chamou de “afronta à democracia” a decisão do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS,  Carlos Viana (Podemos-MG), de não colocar em votação o relatório paralelo da comissão na madrugada deste sábado (28/3).

    “Se essa comissão concluiu seus trabalhos sem ter um relatório final, foi uma decisão política. Isso é uma afronta à democracia”, disse logo após o fim da votação do relatório oficial. O texto foi rejeitado por 18 votos a 12 e a CPMI termina sem ter um documento oficial.

    Mesmo assim, os governistas afirmaram que vão entregar o relatório paralelo para a Polícia Federal, para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O relatório dos governistas culpa a gestão de Jair Bolsonaro e cita 129 envolvidos na fraude do INSS, incluindo o próprio ex-presidente.

    Manobra do governo

    O parecer oficial da CPMI foi barrado após articulações dos governistas.

    Uma das manobras envolveu a exoneração do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), para que ele reassumisse o mandato no Senado e participasse da votação do relatório. Fávaro é senador por Mato Grosso, mas estava licenciado para ocupar o cargo na Esplanada dos Ministérios.

     

     

  • CPMI do INSS rejeita relatório final de Alfredo Gaspar por 19 a 12

    CPMI do INSS rejeita relatório final de Alfredo Gaspar por 19 a 12

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Foto colorida de presidente e relator da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) e Alfredo Gaspar (União-A), em entrevista coletiva após reunião com o ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) - Metrópoles

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)rejeitou, na madrugada deste sábado (28/3), o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Diante disso, o colegiado termina sem um parecer oficial depois de sete meses de trabalho.

    O placar da votação foi de 19 votos contra e 12 favoráveis, após 16 horas de reunião.

    Os governistas, que têm maioria no colegiado, tentaram emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) não aceitou.

    A parte do relatório de Gaspar que mais mobilizou a base foi o pedido de indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

    O parecer atribui a Lulinha uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Ele é um dos 218 nomes na lista de pedidos de indiciamento.

    Manobra do governo

    O parecer oficial da CPMI foi barrado após articulações dos governistas.

    Uma das manobras envolveu a exoneração do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), para que ele reassumisse o mandato no Senado e participasse da votação do relatório. Fávaro é senador por Mato Grosso, mas estava licenciado para ocupar o cargo na Esplanada dos Ministérios.

    A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

    O ato do Executivo, no entanto, não foi comunicado previamente à suplente de Fávaro, a senadora Margareth Buzetti (PP-MT). Em coletiva de imprensa no Congresso, nesta sexta-feira, ela afirmou a jornalistas que soube da decisão por meio da publicação no DOU. Buzetti lamentou a mudança, já que vinha participando das sessões do colegiado desde o início do dia.


    Pedidos de indiciamentos elevam tensão


    CPMI derrotada

    O colegiado acumulou uma série de derrotas durante as atividades. Além de inúmeros depoimentos cancelados por habeas corpus concedidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a CPMI não conseguiu obter declarações importantes em audiências, como a do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, nem ouvir figuras midiáticas como o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    Além disso, a comissão foi uma das únicas do Congresso a não conseguir a prorrogação dos trabalhos, mesmo com o apoio da maioria dos integrantes.

    Viana conseguiu as assinaturas necessárias para estender as atividades, mas o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), evitou se reunir com ele.

    Na última quinta-feira (26/3), o Supremo decidiu, por 8 votos a 2, rejeitar a extensão dos trabalhos e manteve o prazo original de funcionamento do colegiado, que se encerra neste sábado.

    Antes disso, o ministro André Mendonça havia concedido decisão que autorizava a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, após pedido de parlamentares da oposição que defendiam a continuidade das investigações. O ato, no entanto, foi derrubado na votação do plenário.