Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Governistas vão levar relatório paralelo à PF mesmo sem aprovação na CPMI

    Governistas vão levar relatório paralelo à PF mesmo sem aprovação na CPMI

    Reprodução/TV Câmara
    Paulo Pimenta apresenta relatório alternativo da CPMI do INSS

    O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chamou de “afronta à democracia” a decisão do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS,  Carlos Viana (Podemos-MG), de não colocar em votação o relatório paralelo da comissão na madrugada deste sábado (28/3).

    “Se essa comissão concluiu seus trabalhos sem ter um relatório final, foi uma decisão política. Isso é uma afronta à democracia”, disse logo após o fim da votação do relatório oficial. O texto foi rejeitado por 18 votos a 12 e a CPMI termina sem ter um documento oficial.

    Mesmo assim, os governistas afirmaram que vão entregar o relatório paralelo para a Polícia Federal, para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O relatório dos governistas culpa a gestão de Jair Bolsonaro e cita 129 envolvidos na fraude do INSS, incluindo o próprio ex-presidente.

    Manobra do governo

    O parecer oficial da CPMI foi barrado após articulações dos governistas.

    Uma das manobras envolveu a exoneração do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), para que ele reassumisse o mandato no Senado e participasse da votação do relatório. Fávaro é senador por Mato Grosso, mas estava licenciado para ocupar o cargo na Esplanada dos Ministérios.

     

     

  • CPMI do INSS rejeita relatório final de Alfredo Gaspar por 19 a 12

    CPMI do INSS rejeita relatório final de Alfredo Gaspar por 19 a 12

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Foto colorida de presidente e relator da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) e Alfredo Gaspar (União-A), em entrevista coletiva após reunião com o ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) - Metrópoles

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)rejeitou, na madrugada deste sábado (28/3), o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Diante disso, o colegiado termina sem um parecer oficial depois de sete meses de trabalho.

    O placar da votação foi de 19 votos contra e 12 favoráveis, após 16 horas de reunião.

    Os governistas, que têm maioria no colegiado, tentaram emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) não aceitou.

    A parte do relatório de Gaspar que mais mobilizou a base foi o pedido de indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

    O parecer atribui a Lulinha uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Ele é um dos 218 nomes na lista de pedidos de indiciamento.

    Manobra do governo

    O parecer oficial da CPMI foi barrado após articulações dos governistas.

    Uma das manobras envolveu a exoneração do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), para que ele reassumisse o mandato no Senado e participasse da votação do relatório. Fávaro é senador por Mato Grosso, mas estava licenciado para ocupar o cargo na Esplanada dos Ministérios.

    A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

    O ato do Executivo, no entanto, não foi comunicado previamente à suplente de Fávaro, a senadora Margareth Buzetti (PP-MT). Em coletiva de imprensa no Congresso, nesta sexta-feira, ela afirmou a jornalistas que soube da decisão por meio da publicação no DOU. Buzetti lamentou a mudança, já que vinha participando das sessões do colegiado desde o início do dia.


    Pedidos de indiciamentos elevam tensão


    CPMI derrotada

    O colegiado acumulou uma série de derrotas durante as atividades. Além de inúmeros depoimentos cancelados por habeas corpus concedidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a CPMI não conseguiu obter declarações importantes em audiências, como a do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, nem ouvir figuras midiáticas como o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    Além disso, a comissão foi uma das únicas do Congresso a não conseguir a prorrogação dos trabalhos, mesmo com o apoio da maioria dos integrantes.

    Viana conseguiu as assinaturas necessárias para estender as atividades, mas o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), evitou se reunir com ele.

    Na última quinta-feira (26/3), o Supremo decidiu, por 8 votos a 2, rejeitar a extensão dos trabalhos e manteve o prazo original de funcionamento do colegiado, que se encerra neste sábado.

    Antes disso, o ministro André Mendonça havia concedido decisão que autorizava a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, após pedido de parlamentares da oposição que defendiam a continuidade das investigações. O ato, no entanto, foi derrubado na votação do plenário.

  • Após 8h de leitura do relatório, votação na CPMI deve ser na madrugada

    Após 8h de leitura do relatório, votação na CPMI deve ser na madrugada

    A votação do relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS deve ocorrer madrugada adentro. Por volta das 19h30 desta sexta-feira (27), o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), terminou a leitura de seu texto final após cerca de oito horas. O documento possui quase 4.000 páginas.

    A leitura do relatório começou por volta das 9h44 desta sexta-feira, conduzindo a última sessão da CPMI. Na quinta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a queda da liminar concedida pelo ministro André Mendonça, portanto, rejeitando a possibilidade de prorrogação da CPMI.

    “Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    Estão escritos 32 parlamentares para falar no período de discussão do relatório final, com ao menos dez minutos de tempo de fala para cada.

    Outro fator que deve atrasar a votação do relatório final da CPMI do INSS é o relatório alternativo proposto pela ala governista no colegiado.

    Com tamanho semelhante ao de Gaspar, o documento suprime pontos originalmente levantados, como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e adiciona novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição.

    A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), afirmou que a jogada foi uma “estratégia de um governo que tem medo”.

  • Tebet lança candidatura ao Senado e critica governo de SP: "Ingrato"

    Tebet lança candidatura ao Senado e critica governo de SP: "Ingrato"

    Rebeca Ligabue/Metrópoles
    Simone Tebet na Alesp durante evento de filiação ao PSB - Metrópoles

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, formalizou nesta sexta-feira (27/3) a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Durante o discurso no evento, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a pré-candidata ao Senado por São Paulo criticou a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado, reforçando falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o governador.

    “Meu nome está à disposição para ser a candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB, mas uma candidata que vem pra falar a verdade, que vem para ter coragem, para dizer que São Paulo não está no rumo certo e que São Paulo, lamentavelmente, tem um governo absolutamente ingrato. Se hoje tem caixa no estado de São Paulo, se hoje consegue economizar quase R$ 1 bi por ano, é porque tem um presidente da República que não olha coloração partidária”, disparou Tebet.

    Tebet destacou o papel da União como garantidora de financiamento externo obtido pelo governo paulista.

    “Eu mostrei para o presidente Lula, e todo ano eu faço isso, o balanço desses três anos, quanto de recurso nós conseguimos financiar [em organismos internacionais] com aval, porque senão os estados não conseguem. Disparadamente, eu estou falando de mais de US$ 4 bilhões e meio, quase 5 bilhões de dólares [que] estão sendo destinados em financiamento externo, subsidiado e garantido pela União para o município de São Paulo e para o estado de São Paulo”.

    A “ingratidão” registrada por Tebet reforça a crítica feita por Lula a Tarcísio no início da semana em evento de anúncio da nova fábrica ferroviária chinesa em Araraquara. Na ocasião, o petista lamentou: “Lamento profundamente que o governador não esteja aqui. Ele podia falar o que quisesse, agradecer ou não agradecer, mas que tivesse aqui porque é um investimento de quase R$ 7 bilhões para São Paulo. Não é pouca coisa, não. É investimento de 7 bilhões para gerar emprego, para trazer tecnologia, para trazer modernidade, inclusive para atender os trens que vão ser feitos em São Paulo”.

    O ato de filiação de Tebet ao PSB reuniu diversas personalidades do partido, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), além do presidente do PSB-SP, Caio França, e a presidente do PSB na capital paulista, Tabata Amaral. O ex-ministro José Dirceu (PT) ocupou a primeira fileira dos convidados na cerimônia.

    Tebet na disputa ao Senado

    De Mato Grosso do Sul, Tebet saiu do MDB, partido no qual esteve por quase 30 anos, para concorrer ao Senado por São Paulo. A decisão, que já vinha sendo articulada havia meses, foi anunciada no último sábado (21/3).

    No pronunciamento desta sexta, a ministra destacou a desigualdade de gênero na política. “Nada é fácil pras mulheres que ousam sair dos seus lares, trabalhar fora, querer prestar serviço público, com ou sem mandato”, avaliou.

    A ministra também apontou a importância de proteger a democracia e evitar retrocessos, com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O pior presidente do Brasil”, reafirmou.

    Tebet ainda sinalizou apoio à permanência de Alckmin como vice-presidente em 2026 e defendeu a manutenção da atual composição da chapa presidencial. “Estou falando do meu orgulho de caminhar em 2026 com um homem da retidão, da experiência, da competência e da fé inabalável”, elogiou o novo companheiro de partido.

  • Morre na Argentina foragido do 8/1 condenado a 14 anos de prisão

    Morre na Argentina foragido do 8/1 condenado a 14 anos de prisão

    Redes sociais/ reprodução
    José Éder Lisboa

    José Éder tinha sido condenado a 14 anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

    De acordo com a associação, Éder adoeceu e chegou a ficar internado por vários dias antes de morrer.

    8 de janeiro

    O STF já condenou mais de 800 pessoas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As penas variam de 2 a 27 anos de prisão.

    A maioria dos condenados, 225, teve suas ações classificadas como graves. Os crimes pelos quais foram condenados são cinco: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público.

    Ao todo, 122 pessoas são consideradas foragidas, de acordo com balanço do STF de janeiro. Segundo a Corte, em relação à metade deles já foram adotadas medidas cabíveis para o pedido de extradição junto a autoridades estrangeiras. Elas estavam sendo monitoradas por tornozeleira eletrônica e saíram do país após romperem o equipamento. Uma vez extraditadas, deverão passar a cumprir suas penas em regime fechado.

     

     

     

  • Alberto Cowboy, Jordana e Boneco estão no 11º Paredão do BBB 26

    Alberto Cowboy, Jordana e Boneco estão no 11º Paredão do BBB 26

    Alberto Cowboy, Jordana e Boneco estão no 11º Paredão do BBB 26 (Globo). Como o Paredão foi formado Nesta semana, o Anjo era autoimune. Com isso, Solange não poderia ser indicado para a berlinda. Ana Paula indicou Alberto Cowboy para a 11ª berlinda. “O Alberto, que é meu embate que eu me lembre desde sempre. […]

  • De atriz hollywoodiana a miss: as famosas com transtorno de borderline

    De atriz hollywoodiana a miss: as famosas com transtorno de borderline

    Reprodução/Redes sociais
    borderline

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é uma condição que afeta apenas os anônimos. Muitos famosos, do Brasil e do mundo, já foram diagnosticados com o problema, marcado principalmente pela instabilidade emocional, relacionamentos conturbados, impulsividade e medo crônico do abandono.

    Famosas

    A condição se manifesta, geralmente, no início da idade adulta e pode causar muita dor de cabeça se não for tratado. Em todo o mundo, muitas celebridades já afirmaram sofrer com o transtorno ou com sintomas semelhantes, como a atriz Angelina Jolie e a cantora Britney Spears.

    No Brasil, o problema também atinge famosas. A apresentadora e ex-modelo Monique Evans, por exemplo, já falou sobre o transtorno. Além dela, a atriz e influenciadora Joana Cabral, eleita Miss Bela São Paulo, abriu o coração e falou abertamente sobre o diagnóstico de borderline.

    Ela contou que através do autoconhecimento conseguiu controlar o transtorno. “Muitas pessoas com borderline passam anos se sentindo ‘erradas’, sem saber porquê. Quando eu finalmente entendi o que estava acontecendo, comecei a substituir a culpa por consciência. Isso abriu espaço para me auto cuidar”, explicou.

    Desabafo

    Joana afirmou, ainda, começou a se entender e se tratar com mais gentileza quando resolveu procurar ajuda. “Isso não significa que tudo ficou fácil, o border ainda traz desafios, mas o autoconhecimento mudou completamente a forma de lidar com eles. Entendi que não somos difíceis de amar. Só aprendemos a nos abandonar primeiro”.

    A influenciadora refletiu que muitas mulheres crescem acreditando que precisam ser escolhidas para se sentirem valiosas. “Acabamos achando que é um padrão normal. Mas aqui está a verdade que talvez ninguém diga com clareza: rejeição não define o nosso valor. Ausência não define quem somos.  E quem vai embora… não mede a nossa importância”, disse.

    O que dizem os especialistas

    Taty Ades, psicanalista especialista em Transtorno Borderline e Amor Patológico, concordou com as posições da influencer e vai além: segundo ela, suportar frustrações sem colapsar é sinal de amadurecimento emocional.

    De acordo com ela, quem sofre de Transtorno de Personalidade Borderline vive em intensa instabilidade. “Há uma dificuldade importante em sustentar uma imagem estável de si e do outro. Isso faz com que pequenas situações sejam vividas com grande intensidade emocional, como se reativassem dores mais antigas, muitas vezes ligadas a experiências precoces de abandono, negligência ou invalidação emocional”.

    A psicanalista listou os sinais mais comuns, que podem incluir medo intenso de abandono, relacionamentos instáveis, oscilações emocionais rápidas e profundas, sensação crônica de vazio, impulsividade, raiva intensa e episódios de dissociação ou sensação de não pertencimento ao próprio corpo.

  • BBB 26: enquete revela quem sai entre Cowboy, Jordana e Leandro. Vote!

    BBB 26: enquete revela quem sai entre Cowboy, Jordana e Leandro. Vote!

    Reprodução/BBB
    Alberto Cowboy, Jordana e Leandro, o Boneco, disputam o Paredão no BBB 26

    De forma inédita, mais um Paredão foi formado nesta sexta-feira (27/3) no BBB 26. Alberto Cowboy, Jordana e Leandro, o Boneco, disputam a berlinda que define qual será o top 10 da edição. O resultado será anunciado na tarde deste domingo (29/3).Vote a seguir em quem você acredita que deva sair do reality show!

    Quem que você quer que seja eliminado do BBB 26

    Alberto Cowboy

    Jordana

    Leandro

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    Fotos: Divulgação/BBB

    Voto feito com sucesso!

    Quem que você quer que seja eliminado do BBB 26

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    Leandro
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  • Tebet rebate crítica de Nunes: "Ofensa, foi absolutamente deselegante". Veja vídeo

    Tebet rebate crítica de Nunes: "Ofensa, foi absolutamente deselegante". Veja vídeo

    Rebeca Ligabue/Metrópoles
    Simone Tebet na Alesp durante evento de filiação ao PSB - Metrópoles

    A ministra Simone Tebet (PSB) rebateu nesta sexta-feira (27/3) as críticas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) à sua decisão de concorrer ao Senado por São Paulo. O gestor municipal chamou a pré-candidata de “marionete de Lula”.  “Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui”, disse Nunes, neste mês.

    Em resposta, durante evento de filiação que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a ministra reafirmou que veio a São Paulo devido a um pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ela classificou a fala de Nunes como uma “ofensa” machista.

    “Está para nascer o homem que vai me direcionar e me fazer de mim uma marionete”, declarou Tebet ao ser questionada por jornalistas.

    A pré-candidata emendou com um recado direto ao prefeito: “Ricardo Nunes, você foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras e você sabe do carinho que eu tenho por você.”

    “Não é forma de se fazer política, é uma forma agressiva de dar exemplo, inclusive, para as mulheres. É como quem diz, não venha a mulher fazer política, porque aí nós vamos ter o direito de falar para vocês, mulheres, o que nós não falamos para homens. Eu só pergunto se ele falaria isso se eu fosse homem, se ele teria coragem de dizer isso”, acrescentou Tebet.

    Chapa para disputa ao Senado

    Na ocasião, Tebet também falou sobre a segunda vaga para o pleito ao Senado na chapa. Além da ministra, Lula tem outras duas opções para o time encabeçado pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que disputará o governo de São Paulo: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), ou o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

    “A gente vem pra somar, a gente não vai dividir. Seja quem for que estiver ao meu lado como pré-candidato ou pré-candidata, cada voto que eu pedir, eu vou pedir pro meu companheiro ou minha companheira de chapa”, avaliou.

    Contudo, Tebet opinou que sempre irá preferir uma mulher “em todos os lugares, nos espaços de poder”, mas ponderou. “Mas a gente sabe que entre o ideal e o possível, a gente tem que ficar com o possível. A chapa forte significa uma frente ampla, que eu acho que é o que eu represento, que o PSB representa, ao lado do pré-candidato que nós temos que é Fernando Haddad”, disse. “Se houver uma questão interna também a ser decidida em relação a Márcio França, esse será o encaminhamento.”

    Durante o evento do PSB, Márcio França (PSB) falou ao Metrópoles que está aguardando uma conversa com o presidente Lula que deve ocorrer na terça-feira (31/3). Em meio à incerteza em relação ao Senado, ele reafirmou que gostaria mesmo era de concorrer ao governo de São Paulo, mas que tem “bom senso”.

    “Eu gostaria de disputar o governo, mas eu tenho bom senso. Acho que dá para a gente tentar encontrar alguma fórmula aí. Eu tive com a Haddad, foi muito boa a conversa, mas vamos esperar o presidente Lula, que é quem no fundo apita o jogo”, afirmou. “Sugiro fazer igual o Ancelotti [técnico da Seleção Brasileira]: leva todo mundo e deixa de sobreaviso. Na hora que precisar, coloca um, coloca outro. Se fosse o presidente Lula, deixava essa equipe dos nomes principais de São Paulo em stand-by para poder eventualmente ocupar alguma dessas funções”, acrescentou.

    Também no evento, o ex-ministro José Dirceu (PT), pré-candidato a deputado federal, vaticinou que Lula já decidiu manter o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato a seu vice na eleição. “Já está decidido”.

  • Apesar de guerra, dólar cai 1,27%, e bolsa sobe 3% na semana

    Apesar de guerra, dólar cai 1,27%, e bolsa sobe 3% na semana

    Mesmo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o dólar recuou e a Bolsa avançou numa semana marcada pela volatilidade no mercado financeiro. O petróleo voltou a subir com força diante das incertezas geopolíticas.

    Nesta sexta-feira (27), a moeda estadunidense perdeu força no Brasil, enquanto o mercado acionário conseguiu sustentar ganhos no acumulado da semana, apesar de duas quedas consecutivas.

    O dólar fechou esta sexta em leve baixa, cotado a R$ 5,241, com recuo de R$ 0,014 (-0,28%). A divisa caiu no Brasil, mesmo com o fortalecimento da moeda no exterior.

    Nesta sexta, a moeda estadunidense oscilou entre R$ 5,21 e R$ 5,27, refletindo ajustes técnicos e entrada de recursos no país.

    Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,27%, embora ainda registre valorização de 2,10% diante do real no mês. O desempenho da moeda brasileira foi melhor do que o de outras divisas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

    O alívio parcial veio após sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de adiar ações militares contra o Irã, embora sem confirmação de cessar-fogo.

    O dólar recuou mesmo sem a atuação do Banco Central (BC) nesta sexta. Na terça (24) e na quinta-feira (26), a autoridade monetária injetou US$ 2 bilhões no mercado de câmbio por meio de leilões de linha, quando o BC vende dólares das reservas internacionais com o compromisso de recomprar o dinheiro meses depois.

    O Ibovespa caiu 0,64% nesta sexta-feira, aos 181.557 mil pontos, acompanhando o desempenho negativo das bolsas em Nova York. Ainda assim, encerrou a semana com alta de 3,03%, interrompendo uma sequência de perdas.

    O desempenho foi influenciado pela piora do humor externo, com quedas nos principais índices econômicos dos Estados Unidos e aumento das incertezas sobre os impactos da guerra na economia global.

    A valorização do petróleo beneficiou ações do setor de energia, principalmente de petroleiras, enquanto bancos e empresas ligadas ao consumo registraram perdas.

    Os preços do petróleo avançaram mais de 3% no dia, impulsionados pela falta de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

    O barril do tipo Brent, referência global, fechou em US$ 105,32, com alta de 3,37%. O movimento reflete temores de restrição na oferta, especialmente diante das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

    Apesar da alta no dia, o Brent acumula perda de 0,58% na semana, em meio à volatilidade provocada por declarações contraditórias sobre um possível cessar-fogo.