Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Os desafios da esquerda progressista na eleição de 2026

    Os desafios da esquerda progressista na eleição de 2026

    Os desafios da esquerda progressista na eleição de 2026

    Por Irailton Lima27 de março de 2026 – 18h16 7 min de leitura

    A eleição que se aproxima apresenta desafios para todas as forças políticas do Acre. A direita, a extrema-direita, o centro, a esquerda, enfim, todos precisam responder a desafios que são da natureza do jogo em curso. Quem está ocupando a posição principal irá jogar parado ou se mexerá numa direção, radicalizando o discurso ideológico, por exemplo? Ou irá apostar em mais gestão e respostas concretas aos problemas do povo e menos moralismo conservador? Quem está no governo vai disputar ideologia e, portanto, tentar avançar no campo do adversário eleitoral, ou apostará na apresentação de soluções em políticas públicas e na construção do futuro? E quem entra espremido entre dois grandes blocos com os quais guarda similaridades, como Bocalom, o que fazer para não se tornar irrelevante no processo?

    Mas, aqui, quero explorar especialmente os desafios que se apresentam ao campo progressista, aquele formado pelos partidos à esquerda na escala ideológica (a escala ideológica, como você sabe, mede o nível de distância da pessoa em relação aos interesses em disputa. Quanto mais próxima a pessoa estiver dos interesses das classes ricas e proprietárias, mais à direita. Quanto mais próxima dos interesses do povo e das classes populares, mais à esquerda).

    Os progressistas no Acre – e, por favor, não confundir com o Partido Progressista, que na verdade, é conservador -, atravessam um momento que exige mais do que ajustes táticos ou rearranjos eleitorais. O que está em jogo não é apenas desempenho eleitoral, mas sua capacidade de voltar a ser relevante na organização do debate público e na formulação de alternativas econômicas e sociais para o Estado.

    Em um passado relativamente recente, o campo progressista não apenas disputava o poder. Ele estruturava a própria governança pública no Acre. Foi quando o Estado reencontrou um mínimo de racionalidade administrativa, depois de um longo período de desorganização, improviso e baixa capacidade de governo.

    Mas a política é dinâmica e não garante posições conquistadas. O jogo mudou e o ciclo se fechou. O que se vê hoje é um campo que, em grande medida, mais reage aos acontecimentos do que propõe, acompanha mais do que conduz. E isso não é um problema apenas eleitoral. É um problema para a própria qualidade da democracia no Acre. O campo progressista não é apenas mais um ator no sistema político. Ele tem a função e a capacidade de organizar alternativas, tensionar o debate e qualificar as escolhas políticas no interior da sociedade, apontando horizontes estratégicos alternativos ao velho jogo de poder das elites. No Acre de hoje, essa ausência é evidente.

    O empobrecimento do debate político, muitas vezes reduzido a disputas superficiais e pouco conectadas com os problemas estruturais da região e da vida do povo, revela exatamente isso. Falta uma oposição que seja estrutural e programática, capaz de apresentar caminhos, de organizar ideias e de disputar o futuro.

    Mas, para o campo progressista, essa reconstrução passa, necessariamente, por uma reconexão com a sociedade real.

    Durante muito tempo, a esquerda foi o espaço de articulação de pautas fundamentais das camadas populares: terra, trabalho, salário, moradia e direitos. Hoje, esse vínculo se encontra fragilizado. Os movimentos sociais perderam capacidade de incidência, e os partidos, em grande medida, perderam a capacidade de escuta e de tradução dessas demandas em agenda política consistente.

    Mas é na economia que o desafio é especialmente importante. Sem uma agenda econômica consistente, não há projeto político que se sustente. E aqui reside um dos pontos mais sensíveis do debate atual. Consolidou-se, nos últimos anos, a ideia de que o agronegócio de larga escala, especialmente pecuária, soja e milho, seria o principal vetor de desenvolvimento do Acre. O problema é que, na prática, esse modelo não vem entregando aquilo que promete.

    Gera poucos empregos, agrega pouco valor, tem impacto limitado na arrecadação e concentra renda. Em outras palavras, é um modelo que, baseado na grande propriedade fundiária, ocupa território, mas não organiza a economia e nem dinamiza a sociedade.

    Nesse campo surge uma oportunidade estratégica que ainda não foi plenamente compreendida pela sociedade acreana. Ao mesmo tempo em que o agronegócio mostra suas limitações, experiências concretas, iniciadas lá atrás, começam a apontar uma outra possibilidade, um outro caminho. O café no Juruá é, hoje, o exemplo mais evidente. Agora, o cacau começa a ganhar espaço na mesma lógica. Em ambos os casos, o que se observa é a força de um modelo baseado na produção familiar, no cooperativismo e na agregação de valor.

    Não por acaso, experiências bem-sucedidas no Brasil seguem essa mesma direção. Santa Catarina – o lugar para onde tanto de nós estão se mudando – construiu uma economia fortemente apoiada na produção familiar, no cooperativismo, na pequena e média empresa, combinando conhecimento, tecnologia e agregação de valor. O resultado é um tecido econômico diversificado, com maior distribuição de renda e forte dinamismo regional. Esse é um caminho que, guardadas as devidas proporções em termos de escala econômica e comportamento político, oferece referências interessantes para o Acre.

    Porque não se trata apenas de produzir mais. Trata-se de produzir com inclusão, gerar renda distribuída, criar redes econômicas locais e ampliar a circulação de riqueza no próprio Estado. Trata-se de incorporar no processo produtivo atividades que demandam tecnologia, inovação e trabalho de inteligência, mais que trabalho braçal. Trata-se de elevar o grau de complexidade das cadeias de valor.

    E isso não é novidade absoluta. O Acre já vive experiências nessa direção. Empreendimentos como a Dom Porquito e a Acreaves, no Alto Acre, demonstraram, ainda no ciclo anterior, que é possível estruturar cadeias produtivas com maior complexidade, maior agregação de valor e maior capacidade de geração de empregos, impactando positivamente a vida das pessoas e de suas comunidades.

    O desafio, portanto, não é a falta de caminhos. Eles existem e estão, inclusive, em curso. O desafio é transformá-los em eixo estruturante de uma estratégia de desenvolvimento para o Estado. E é exatamente nesse ponto que o campo progressista pode reencontrar sua relevância.

    Não como defensor de uma identidade abstrata, nem como expressão de um discurso que fala para si mesmo, mas como articulador de um projeto concreto, capaz de responder às demandas reais da sociedade acreana.

    Um projeto que combine produção e inclusão, e que fortaleça o tecido social, preparando o Acre para os desafios que estão vindo – os prováveis impactos da implantação da ferrovia de capital chinês que ligará as regiões centrais do Brasil ao Porto de Chancay, no Peru, são um bom exemplo.

    Isso exige mudança de postura. Exige sair da reação e voltar à formulação. Exige menos ênfase na identidade e mais foco na capacidade de oferecer respostas.

    Ou seja, a questão é simples: o campo progressista só voltará a ser relevante no Acre quando voltar a ser necessário. E ser necessário, na política, significa interpretar o tempo, compreender os problemas reais e oferecer soluções que façam sentido para a vida concreta das pessoas.

    O Acre está diante de desafios grandes e conhecidos. Quem conseguir organizá-los em um projeto claro, mobilizador e viável econômica, social e ambientalmente ocupará o centro do debate e, muito provavelmente, o centro do poder.

  • RBPrev tem mais de R$ 1,2 bilhão e garante futuro dos servidores, diz Bocalom

    RBPrev tem mais de R$ 1,2 bilhão e garante futuro dos servidores, diz Bocalom

    Durante a inauguração do novo prédio do Instituto de Previdência de Rio Branco (RBPrev), o prefeito Tião Bocalom concedeu entrevista ao repórter Kennedy Santos e ressaltou a importância da obra como símbolo de segurança financeira para os servidores municipais.

    Ao comentar a estrutura do prédio, o gestor enfatizou os números e o controle de gastos da obra. “Sessenta salas, é um prédio com 5.800 metros quadrados. É um prédio muito bonito, que teve o valor aproximado de 18 milhões de reais. Para dividir por 5.800 metros quadrados, dá mais ou menos 3.100 reais por metro quadrado. Uma coisa que me deixa feliz é que o custo da obra não foi aquelas coisas loucas que muitas vezes acontecem. Isso é muito importante para mim, como gestor”, pontuou.

    Bocalom também destacou que o investimento foi realizado com recursos próprios do instituto, reforçando a solidez financeira do sistema previdenciário municipal. “Feito com recurso próprio do RBPrev, então eu acho que mostra que o nosso fundo de previdência tem sustentabilidade. É um fundo que tem hoje mais de um bilhão e duzentos mil reais na conta, então os nossos servidores estão com o futuro assegurado. Um dia, o pagamento dos aposentados dos funcionários estará garantido. A Prefeitura tem feito tudo o que pode para manter o fundo cada dia mais sustentável”, ressaltou,

    Ao ser questionado sobre o significado do novo prédio para os servidores, o prefeito reforçou o caráter coletivo do investimento. “Volto a insistir: isso aqui é um bem deles. É segurança financeira, inclusive para o futuro deles. O dinheiro que foi gasto aqui deverá ser recuperado com aluguéis, que renderão todos os meses. Tenho certeza de que cada servidor do município, sejam eles aposentados, pensionistas ou não, se sentirá orgulhoso do seu prédio da Previdência”, observou.

    Ele também destacou a confiança para os servidores que ainda irão se aposentar. “Quem ainda não for aposentado, mas se aposentará no futuro, terá certeza da segurança que terá”, acrescentou.

    Em tom mais amplo, Bocalom aproveitou a entrevista para fazer um balanço da gestão e das obras em andamento na capital. “Com certeza, isso é a prova maior de uma gestão séria, com tantas obras que estamos inaugurando agora. Estou muito feliz que, nesses cinco anos de mandato, conseguimos mostrar que, quando se cuida bem do dinheiro, os resultados aparecem”, destacou.

    O prefeito citou ainda intervenções recentes como o Viaduto Mamédio Bittar e o Elevado Beth Bocalom e o volume de projetos em execução. “A 500 metros daqui, está outro viaduto, que também enche de orgulho o povo de Rio Branco e o povo acreano. Nossa cidade está cada dia mais bonita, com cara de capital, como sempre falei desde que cheguei à prefeitura. Nossa capital precisa ter cara de capital. Chega de parecer uma cidadezinha do interior. Estamos na Amazônia, mas somos uma capital”, reforçou.

    Ao final, o gestor que renuncia ao cargo até dia 4 de abril para disputar o Governo do Acre afirmou que deixará um conjunto expressivo de obras encaminhadas. “Saio da prefeitura agora, mas deixo aproximadamente 70 obras em andamento, algumas já com ordem de serviço, outras licitadas ou em processo de licitação. Estou muito feliz porque, mesmo deixando a prefeitura, a continuidade está garantida na mão de uma pessoa em quem tenho total confiança, meu querido amigo Alysson, que dará sequência a este modelo de gestão pública implantado nos últimos cinco anos. Tenho certeza absoluta de que quem vai ganhar é a população de Rio Branco.”, finalizou.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • INSS: relatório de governistas pede investigação contra Campos Neto

    INSS: relatório de governistas pede investigação contra Campos Neto

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Campos Neto

    O relatório alternativo apresentado pela base governista na CPMI do INSS, em contraponto ao parecer do relator Alfredo Gaspar (União Brasil), solicita o aprofundamento das investigações contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro ao cargo.

    O documento associa o mandato de Campos Neto a uma “tolerância institucional” com o Banco Master, destacando que a transferência de controle da instituição foi aprovada pela autarquia em outubro de 2019, meses após o economista assumir o cargo.

    “A verdade é que o Banco Master sempre contou com a atípica simpatia do Banco Central. Essa tolerância institucional acabou na saída de Roberto Campos Neto. O saldo para a sociedade brasileira e para a credibilidade do Banco Central, contudo, foi negativo”, registraram os parlamentares.

    O texto governista aponta que, sob a gestão de Campos Neto, o número de contratos de cartão de crédito consignado do Banco Master cresceu de apenas nove em 2021 para mais de 3,1 milhões em 2024.

    O relatório também aponta que ex-diretores do Banco Central nomeados por Campos Neto, como Paulo Sérgio Neves de Sousa e Belline Santana, são investigados pela CGU (Controladoria-Geral da União) por suspeita de atuarem como consultores de Vorcaro.

    Diante desses indícios, o grupo governista encaminhou o nome de Roberto Campos Neto à Polícia Federal para apuração de responsabilidades.

    Na composição do colegiado, a base governista contou com os senadores Randolfe Rodrigues (PT), Jaques Wagner (PT) e Humberto Costa (PT), além dos deputados Paulo Pimenta (PT), Alencar Santana (PT) e Rogério Correia (PT).

  • Bruno Mafra fala pela 1ª após ser condenado por abusar das filhas

    Bruno Mafra fala pela 1ª após ser condenado por abusar das filhas

    Reprodução/Facebook
    Foto do cantor Bruno Mafra

    A Justiça do Pará condenou o cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por abuso sexual contra as duas filhas. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Nesta sexta-feira (27/3), o artista se manifestou nas redes sociais e afirmou ser inocente.

    Segundo o processo, as denúncias vieram à tona em 2019, quando as vítimas, já adultas, relataram abusos sofridos na infância. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, em Belém, quando elas tinham menos de 14 anos.

    “Diante das informações que vêm sendo divulgadas, venho a público afirmar, com total serenidade, que sou inocente das acusações que me estão sendo atribuídas”, publicou Bruno.

    As investigações indicam que os episódios aconteceram em diferentes locais, como a casa da família e um veículo. Para a Justiça, há elementos que comprovam autoria e materialidade, incluindo depoimentos detalhados das vítimas.

    O vocalista afirmou ainda que irá colaborar para o esclarecimento dos fatos e e demonstrou confiança no desfecho do caso: “Tenho consciência da seriedade do momento, mas também tenho a tranquilidade de quem sabe da própria conduta e da verdade que será devidamente reconhecida”.

    Procurada pelo Metrópoles, a defesa informou que o processo ainda não foi concluído e que vai recorrer da decisão. “O processo judicial ainda se encontra em curso, inexistindo, até o presente momento, decisão definitiva. Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal”, diz a equipe jurídica.

    Leia a nota de Bruno na íntegra:

    Diante das informações que vêm sendo divulgadas, venho a público afirmar, com total serenidade, que sou inocente das acusações que me estão sendo atribuídas.

    Confio plenamente na Justiça e no devido processo legal, que já me assegura o direito de responder em liberdade. É nesse caminho, com responsabilidade e respeito, que seguirei colaborando integralmente para o completo esclarecimento dos fatos.

    Tenho consciência da seriedade do momento, mas também tenho a tranquilidade de quem sabe da própria conduta e da verdade que será devidamente reconhecida.

    Não entrarei em debates ou julgamentos antecipados fora do âmbito judicial. O tempo e a Justiça se encarregarão de restabelecer a verdade.

    Aos que me acompanham, deixo uma mensagem de calma e confiança. Sigo firme, com dignidade, respeito e fé.

  • CPMI do INSS: relatório governista pede 130 indiciamentos. Veja nomes

    CPMI do INSS: relatório governista pede 130 indiciamentos. Veja nomes

    Kebec Nogueira/Metrópoles
    Foto colorida mostra deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) - Metrópoles

    A base governista divulgou, nesta sexta-feira (27/3), um relatório alternativo ao parecer final da CPMI do INSS, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). O documento, elaborado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 129 pessoas por um esquema de fraudes bilionárias que teria atingido cerca de 5 milhões de aposentados e pensionistas.

    Entre os citados está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O relatório também inclui o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.

    Veja a lista abaixo:

    1. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz — presidente da CBPA

    2. Adelino Rodrigues Júnior

    3. Ademir Fratic Bacic

    4. Adilson Rodrigues dos Santos

    5. Ahmed Mohamad Oliveira (José Carlos Oliveira)

    6. Alessandro Silva Ramos

    7. Alexandre Caetano dos Reis

    8. Alexandre Eduardo Ferreira Lopes

    9. Alexandre Guimarães

    10. Alexsandro Prado Santos (“Lequinho”)

    11. Altair dos Santos Lima

    12. Américo Monte

    13. Américo Monte Júnior

    14. Anderson Cordeiro de Vasconcelos

    15. André Paulo Felix Fidelis — ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS

    16. Antônio Carlos Camilo Antunes — Careca do INSS, apontado como operador do esquema

    17. Antônio Fratic Bacic Junior

    18. Antônio Lúcio Caetano Margarido

    19. Arlinda de Queiroz Ferreira

    20. Bruna Barbosa Lima

    21. Bruna Braz de Souza Santos Lopes

    22. Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Conafer

    23. Cecília Rodrigues Mota

    24. Charles Ariel de Araujo Lemos

    25. Charles Goes Freitas

    26. Cícero Cordeiro de Vasconcelos

    27. Cícero Marcelino de Souza Santos

    28. Cícero Martins da Silva

    29. Cláudia Maria Hora

    30. Daniel Bueno Vorcaro — dono do Banco Master

    31. Daniel Dirani

    32. Danilo Berndt Trento

    33. Domingos Sávio de Castro

    34. Edmar Policarpo Júnior

    35. Edmundo Vasconcelos da Costa Júnior

    36. Edson Cunha de Araújo

    37. Edson Cunha de Araújo Júnior

    38. Edson Akio Yamada

    39. Eduardo Freire Delmont

    40. Edvalda da Silva Lisboa

    41. Elio Zemuner

    42. Eric Douglas Martins Fidelis

    43. Fabiano Campos Zettel

    44. Felipe Macedo Gomes

    45. Flavio Correia dos Santos

    46. Flávio Nantes Bolsonaro — senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à presidência da República

    47. Francisca da Silva de Souza

    48. Geovani Batista Spiecker

    49. Gilcinea dos Santos

    50. Gilson Cunha de Araújo

    51. Giovanni Cardoso

    52. Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano

    53. Gutemberg Tito de Souza

    54. Hélio Marcelino Loreno

    55. Helioenay Rodrigues de Sousa

    56. Hermes Silva Assunção Neto

    57. Igor Dias Delecrode

    58. Igor Oliveira Freitas

    59. Ingrid Ambrozio Camilo

    60. Ingrid Pikinskeni Morais Santos

    61. Ivaldo Carvalho Silveira

    62. Janete Pereira Lima

    63. Jair Messias Bolsonaro — ex-presidente

    64. Jerônimo Miranda Netto

    65. Jeverton Jesus Franca

    66. João Carlos Camargo Júnior

    67. Jobson de Paiva Silveira Sales

    68. José Branco Garcia

    69. José Hermicesar Brilhante Palmeira

    70. José Lins de Alencar Neto

    71. José Luís Santos Jesus

    72. Jucimar Fonseca da Silva

    73. Júlio Silva Filho

    74. Leonardo José Rolim Guimarães — ex‑presidente do INSS

    75. Lucineide dos Santos Oliveira

    76. Luiz Carlos Soares

    77. Luiza Helena de Moura Castro

    78. Marcos Antônio Rodrigues Silveira

    79. Mardonio Uchoa Freitas

    80. Maria Aparecida Vieira

    81. Maria das Graças Ferraz

    82. Maria Eudenes dos Santos

    83. Maria Ferreira da Silva

    84. Maria Liduina Pereira de Oliveira

    85. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira

    86. Maria Ribeiro Barreto

    87. Marlene Pereira da Silva

    88. Maurício Camisotti

    89. Mauro Palombo

    90. Milton Salvador de Almeida Júnior

    91. Natjo de Lima Pinheiro

    92. Nivaldo de Farias

    93. Onyx Lorenzoni

    94. Paulo Gabriel Negreiros de Almeida

    95. Paulo Otávio Montalvão Camisotti

    96. Pedro Queiroz

    97. Philipe Roters Coutinho — ex‑agente da Polícia Federal

    98. Philippe André Lemos Szymanowski

    99.  Raimunda Cunha

    100. Rayama Belmonte Riella

    101. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida

    102. Roberto Marinho Luiz da Rocha

    103. Rogério Soares de Souza

    104. Romeu Carvalho Antunes

    105. Ronaldo Pereira Hellú

    106. Ronaldo Ribeiro Santos

    107. Rubens Oliveira Costa

    108. Samuel Chrisóstomo do Bomfim Junior

    109. Sandra Mara Toccoli Camacho

    110. Sandro Temer de Oliveira

    111. Sarah Jeslany de Andrade Santos

    112. Selma de Azevedo Araújo

    113. Silas Vaz

    114. Sislaine dos Reis Cunha Sousa

    115. Solange Aparecida Nogueira Macedo

    116. Sônia Regina Zaccanini

    117. Thaisa Hoffman Jonasson

    118. Thayse Daniela Silva Carvalho do Nascimento

    119. Tiago Abraão Ferreira Lopes

    120. Tiago Alves de Araújo

    121. Tiago Schettini Batista

    122. Valdira Prado Santana Santos

    123. Vanderlei Barbosa dos Santos

    124. Venilton de Lima Diniz

    125. Vicentina Conceição Alves

    126. Vinícius Pikinskeni Morais

    127. Vinicius Ramos da Cruz

    128. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho

    129. Wolmer de Azevedo Araújo

    130. Zacarias Canuto Sobrinho


    Farra do INSS

    O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

    As reportagens levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


    Governistas apontam elo com Bolsonaro

    Na apresentação do relatório, Pimenta afirmou existir uma “conexão direta” entre as fraudes no INSS, o caso do Banco Master e o governo Bolsonaro, apelidando o episódio de “BolsoMaster”.

    Segundo o deputado, o ex-presidente seria o “chefe da organização criminosa”. “Uma organização como essa é impossível de existir sem operar dentro da estrutura do Estado brasileiro, com mudanças de decretos, leis e medidas provisórias, e sem a participação de pessoas em funções de comando”, disse.

    O relatório propõe o indiciamento de Bolsonaro por organização criminosa, improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos.

    Relatório final da CPMI

    O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27/3), pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo dois ex-ministros da Previdência, um senador, três deputados federais e um estadual pelo envolvimento nos esquemas de descontos indevidos em aposentadorias da Previdência Social.

    Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma liminar para prorrogar o prazo da comissão por até 120 dias, o parecer precisa ser aprovado pelo colegiado até este sábado (28/3).

    A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende rejeitar o parecer oficial de Gaspar e votar o relatório alternativo.

  • Após 42 anos de serviço público, aposentado celebra nova sede do RBPrev

    Após 42 anos de serviço público, aposentado celebra nova sede do RBPrev

    Com 42 anos de serviços prestados à Prefeitura de Rio Branco, o servidor aposentado José Maria foi uma das vozes mais simbólicas na noite desta sexta-feira, 27, durante a inauguração do novo prédio do Instituto de Previdência do Município (RBPrev).

    Em entrevista ao repórter do ac24horas, Kennedy Santos, o servidor destacou a importância da obra para os servidores ativos e inativos, classificando o momento como uma conquista aguardada há anos.

    “É muito importante para os aposentados da Prefeitura hoje, com esse prédio maravilhoso que o Bocalom autorizou a construção. Nós, servidores municipais, a gente vem economizando desde 2013 para que a gente tivesse, que a gente tivesse que realizar essa obra, e, graças a Deus, hoje nós estamos aqui inaugurando esse prédio. Estamos felizes todos os servidores aposentados, como também os que ainda estão trabalhando.”

    O aposentado também destacou o caráter inédito da estrutura, afirmando que o prédio se destaca na região Norte. “Aqui na região Norte, não existe um prédio igual a esse”, pontuou.

    Reconhecido entre colegas pelo tempo de dedicação ao serviço público, José Maria também enfatizou o respeito conquistado ao longo da carreira e a união entre servidores ativos e aposentados.

    “Hoje eu agradeço muito, porque, onde eu chego, tanto os ativos como os inativos, o maior respeito, o maior carinho pelo Zé Maria. Por isso que hoje nós estamos aqui juntos”, pontuou.

    Ao final da entrevista, ele fez questão de reconhecer o papel dos conselhos na construção do projeto e reforçou o trabalho coletivo na gestão previdenciária do município.

    “Quero só a participação dos conselhos fiscais da Prefeitura, que a gente vem trabalhando nessa ideia há muitos anos. E os conselhos fiscais, tanto Confis como de administração, nós estamos juntos, estamos cuidando dos maiores institutos hoje. Hoje é o nosso instituto, é o segundo do Brasil, e nós temos todo o respeito e carinho de todos os aposentados, e também dos que estão trabalhando, porque nós estamos cuidando muito bem desse instituto”, finalizou.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Imagens aéreas mostram dimensão da nova sede do RBPrev

    Imagens aéreas mostram dimensão da nova sede do RBPrev

    Durante transmissão ao vivo, o ac24horas capturou imagens exclusivas de drone sobre a nova sede do Instituto de Previdência do Município de Rio Branco (RBPrev), que será entregue oficialmente nesta sexta-feira, 27, na capital acreana.

    Localizado na Avenida Ceará, no bairro Doca Furtado, o prédio conta com cinco pavimentos e foi projetado para oferecer mais conforto e eficiência no atendimento aos segurados do instituto.

    A estrutura é composta por subsolo com 1.484 metros quadrados, térreo com 1.450 metros quadrados e primeiro, segundo e terceiro pavimentos com 650 metros quadrados cada.

    De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, o investimento inicial previsto para a obra era de R$ 14 milhões. No entanto, após reajustes contratuais e acréscimos ao projeto original, o valor final chegou a R$ 17 milhões.

  • Barista com autismo tem gorjeta roubada e recebe apoio de clientes

    Barista com autismo tem gorjeta roubada e recebe apoio de clientes

    Reprodução/Facebook
    Barista que foi roubado

    Uma história de injustiça acabou se transformando em uma poderosa corrente de empatia. Um barista com autismo, que dependia das gorjetas para complementar sua renda, viu tudo desaparecer após um furto inesperado. Mas o desfecho dessa história foi completamente diferente do que se imaginava — e está comovendo a internet.

    Revolta inicial deu lugar a uma onda de solidariedade

    O caso aconteceu nos Estados Unidos, em uma cafeteria local onde o barista trabalhava e era bastante querido pelos clientes. Conhecido pelo atendimento gentil e pela dedicação, ele acabou sendo vítima de um roubo dentro do próprio ambiente de trabalho.

    O valor levado — cerca de US$ 700 em gorjetas, aproximadamente R$ 3,5 mil — havia sido acumulado ao longo de dias de trabalho. A quantia, que fazia diferença real na rotina do funcionário, desapareceu de forma repentina.

    Clientes frequentes, ao descobrirem o ocorrido, reagiram com indignação. Mas, em vez de apenas lamentar, decidiram agir.

    Clientes se unem e surpreendem o barista

    Frequentadores da cafeteria passaram a contribuir espontaneamente para ajudar o funcionário. Muitos deixaram valores muito acima do habitual, enquanto outros fizeram doações diretas e compartilharam a história nas redes sociais.

    O que ninguém esperava era a proporção que isso tomaria. A corrente de solidariedade cresceu rapidamente e ultrapassou o círculo de clientes locais. Em pouco tempo, a arrecadação superou com folga o valor roubado, chegando a mais de US$ 2 mil, cerca de R$ 10 mil, segundo relatos.

    A mobilização virou um verdadeiro exemplo de empatia coletiva.

    “Me sinto amado”: a reação que comoveu

    Ao perceber o apoio recebido, o barista não escondeu a emoção. Em meio à repercussão, ele afirmou que se sentia amado e valorizado — uma declaração simples, mas que tocou profundamente quem acompanhava a história.

    A frase rapidamente se espalhou, transformando o episódio em algo maior do que um simples caso de furto.

    Muito além do dinheiro: um gesto de reconhecimento

    Mais do que recuperar o valor perdido, o episódio evidenciou algo ainda mais importante: o reconhecimento. A atitude dos clientes deixou claro que o trabalho do barista fazia diferença no dia a dia das pessoas. Para muitos, contribuir foi uma forma de retribuir o carinho recebido ao longo do tempo.

    Além disso, o caso trouxe à tona discussões sobre inclusão no mercado de trabalho e a importância de ambientes mais humanos e respeitosos.

  • Faeac explica processo eleitoral que reelegeu Assuero Veronez

    Faeac explica processo eleitoral que reelegeu Assuero Veronez

    Nota de Esclarecimento descarta desinformações sobre pleito e detalha aspectos do estatuto, todos cumpridos, de acordo com Comissão Eleitoral

    A Comissão Eleitoral da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre – FAEAC, responsável por organizar e coordenar às eleições para o novo período de mandato da Diretoria e Conselho Fiscal da instituição, relativo ao quadriênio 2026/2030, vem a público esclarecer à Imprensa e a toda sociedade, em especial, aos produtores rurais e pecuaristas, que o processo eleitoral desta Federação transcorreu com a máxima lisura e transparência, obedecendo as normas estatutárias e aos princípios constitucionais que norteiam os procedimentos eleitorais, conforme ficou claramente demonstrado nas diversas decisões judiciais tomadas nos autos de processos judiciais movidos no transcurso desta eleição, marcada pela judicialização do pleito, mas que serviram para atestar os procedimentos adotados por esta Comissão Eleitoral.

    Neste sentido, em relação a questão envolvendo os votos realizados pelos vice-presidentes de dois Sindicatos filiados a FAEAC, em breve síntese, esclarecemos que a Seção II do Estatuto Social estabelece os direitos e deveres das entidades filiadas a FAEAC, entre eles o de participarem das reuniões, notadamente na aquelas que exigem votação, como é o caso das Eleições em comento.

    De forma complementar, o parágrafo único do art. 16 estabelece que na AUSÊNCIA do Presidente do Sindicato na reunião do Conselho de Representantes, o seu substituto estatutário participará representando o Sindicato.

    Parágrafo Único — Nas ausências eventuais o Presidente dos Sindicatos serão representados por seus substitutos estatutários.

    No caso, o vice-presidente é o primeiro na ordem de sucessão de qualquer entidade sindical, conforme prescrevem os seus respectivos estatutos, cabendo-lhe o dever de representar o Sindicato nas reuniões do Conselho de Representantes, caso ele (vice-presidente) se faça presente no ato e o Presidente não compareça.

    Desta forma, não há, portanto, a menor necessidade de uma autorização do Presidente do Sindicato para que o Vice-presidente represente o Sindicato nas votações, bastando a sua ausência na reunião de votação, como foi verificado nestes dois casos mencionados.

    Ademais, vale registrar que durante o curso do horário de votação e por ocasião da apuração dos votos não ocorreram protestos, em que pese o advogado da chapa rejeitada ter acompanhado a apuração, tirando fotos e filmado, inclusive a lista de votantes.

    De mais a mais, reafirmamos o nosso compromisso com a lisura do processo, com vistas a garantir que o resultado das urnas representasse a vontade da maioria, cientes de que a ocorrência de qualquer irregularidade poderia ser submetida à apreciação do Poder Judiciário, como de fato aconteceu, e os nossos atos seriam prescrutados, razão pela qual primamos a todo momento pela regularidade, eficiência e transparência dos procedimentos.

  • Onça Maya volta à visitação no Zoo de BH após recuperação de fratura

    Onça Maya volta à visitação no Zoo de BH após recuperação de fratura

    Divulgação Imprensa PBH
    Onça-pintada Maya do Zoo de BH MG

    Belo Horizonte – A partir deste fim de semana, os moradores de Belo Horizonte poderão visitar a onça-pintada Maya que voltou à área de visitação do Zoológico de Belo Horizonte nesta sexta-feira (27/3), após meses de recuperação.

    Maya apresentou um comportamento incomum em outubro do ano passado, quando passou a mancar de uma das patas. Após exames realizados pela equipe do zoológico, foi diagnosticada uma fratura na tíbia e na fíbula do membro posterior direito, causada por uma queda.

    A felina foi submetida a uma cirurgia ortopédica no Hospital Veterinário da Escola de Veterinária da UFMG e, desde então, permaneceu em uma área restrita próxima ao hospital veterinário do Zoo de BH.

    Etapas da recuperação

    Durante a recuperação, Maya passou por diferentes etapas. Inicialmente, ficou em um recinto com espaço reduzido, para facilitar e acelerar a recuperação óssea. Em seguida, foi transferida para um ambiente mais amplo, para favorecer o fortalecimento muscular.

    Segundo o zoológico, o animal foi acompanhado por uma equipe multidisciplinar ao longo de todo o processo, com realização de exames clínicos e de imagem, “além de atividades de enriquecimento ambiental e nutricional”, que estimulam comportamentos naturais e a movimentação.

    Atualmente com 1 ano e 9 meses, Maya foi levada para um novo recinto na área dos felinos, que passou por adaptações para aumentar a segurança. De acordo com a equipe técnica, ela já circula normalmente pelo espaço, com boas condições físicas.

    Sobre a onça-pintada Maya

    Maya nasceu em 3 de junho de 2024 no Animália Park, em Cotia (SP), e chegou a Belo Horizonte em abril de 2025.  A transferência do animal para Belo Horizonte ocorreu dentro de um acordo entre o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), do qual o Zoo de BH faz parte.

    Após cumprir o período de quarentena, a onça foi levada ao recinto de visitação em junho do mesmo ano.

    A equipe de bem-estar animal do zoológico descreve Maya como “uma jovem tranquila, com comportamento esperado para a espécie, boa alimentação e interação frequente com os estímulos oferecidos no ambiente”.

    A onça-pintada está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção.

    Segundo a administração do zoológico, a participação em programas de conservação é fundamental para a preservação de espécies ameaçadas, especialmente diante dos impactos sofridos pela fauna em ambientes naturais.