Justiça concedeu ao menos 8 pedidos de bloqueio de bens contra servidores investigados pelo MPSP por contratos suspeitos da Agricultura
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
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PM Gisele: coronel combinou sessão de tiros com desembargador antes de morte
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Classificado como melhor amigo pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan aceitou um convite para atirar com fuzil calibre 762, o mais poderoso usado pela Polícia Militar paulista, um dia antes de a soldado Gisele Alves Santana ser assassinada, em 18 de fevereiro.
Geraldo Neto foi indiciado pelo feminicídio da soldado, concretizado com a arma de serviço do oficial, além de fraude processual — desde o último dia 18 — após a Polícia Civil levantar provas e testemunhos que indicam que o oficial teria matado a esposa, com um tiro na cabeça. Desde então, o oficial sustenta que ela se suicidou e segue trancafiado no Presídio Militar Romão Gomes.
Na véspera do crime, como mostram trocas de mensagens pelo WhatsApp, obtidas pelo Metrópoles, Marco Cogan aceitou um convite, feito pelo comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 5 (CPAM-5) — responsável pelo policiamento na zona oeste de São Paulo — para atirar com a arma de guerra.
“Falei com o coronel [Allan Marques] Bueno, comandante do [CPA]M-5, ele falou que o dia 06/03 será uma honra receber Vossa Excelência e estende o convite para quem Vossa Excelência levar. Sugeriu estender o convite a Vosso irmão”, escreveu Geraldo Neto.
O magistrado aceitou, questionando em qual horário deveria comparecer no batalhão. “Agradeça por mim a ele”, acrescentou, referindo-se ao comandante do CPAM-5, superior hierárquico de Geraldo Neto.
No dia seguinte, já pela manhã, Marco Cogan foi novamente procurado pelo tenente-coronel, que solicitou a presença do magistrado na cena do crime que, até aquele momento, era ainda tratado como suicídio.
O desembargador, como mostrado pelo Metrópoles, ingressou no apartamento onde a soldado foi baleada, antes de o local ser periciado, para acompanhar o tenente-coronel — o qual tomou banho, desrespeitando orientações dos colegas de farda que tentavam preservar o local.
A presença do magistrado, que afirmou em depoimento ter ido ao local na condição de amigo do oficial, é apurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A reportagem não localizou o desembargador. O espaço segue aberto para manifestações.
Troca de mensagens
A permanência de um dia todo no batalhão, a convite do comandante, para atirar, começou a ser combinada pelos amigos em 6 de fevereiro.
Às 21h42, Geraldo Neto afirmou que o coronel Bueno, comandante do CPAM-5, havia oferecido o estande do batalhão para “atirar com fuzil […] o dia que Vossa Excelência quiser”. O tenente-coronel salienta para que a data seja algum dia de semana, porque Bueno também queria participar da sessão de tiros.
O desembargador responde mencionando que também iria falar com Wagner Néspoli — ex PM militante do uso de armas de fogo — para manter para dia 27 “no outro” estande de tiros, neste caso do CPAM-4, que policia regiões da zona sul paulistana. “Ele levará [fuzil calibre] 762”, escreveu o desembargador.
Na sequência, Geraldo Neto informa que, no CPAM-5, há opções de fuzis calibre 556 e 762, este o mais poderoso em uso pela PM de São Paulo.
A conversa é encerrada com o desembargador ressaltando para marcarem datas diferentes para as sessões de tiro, “para não ficar chato com o coronel Cruz” – – referindo-se a Clodoaldo Donizetti da Cruz, comandante do CPAM-4.
“Desculpe a demora”
Em 7 de fevereiro, o desembargador envia ao coronel, pela manhã, um link no qual uma pessoa não binária fala sobre sua condição de gênero.
O link foi comentado por Geraldo Leite somente às 23h11, que pede “desculpa pela demora” sob a justificativa de que havia trabalhado o dia todo na “atividade delegada” — o bico oficial da PM — durante o pré-carnaval.
Ele reforça que marcará no começo de março para irem atirar no CPAM-5, acrescentando que, o pré-carnaval, “estava lotado de pessoas não binárias, nos blocos de pré carnaval kkkkkkk”, ao que o magistrado responder ser “o final dos tempos mesmo”.
Nos dias seguintes, os amigos trocam mensagens, links, e comentam os conteúdos até 17 de fevereiro, véspera do feminicídio de Gisele.
Neste dia, Geraldo Leite começa o papo desejando bom dia, às 12h37, comentando um dos links enviados pelo desembargador. “Essa é a realidade desse nosso Brasil. O Lula e a esquerda pode [sic] tudo”.
Marco Cogan responde ao amigo somente às 16h47, enviando link com imagens de uma submetralhadora. Geraldo Neto responde falando ter sido marcado para 6 de março o dia de tiros com fuzil no batalhão da zona oeste. A ideia, como consta nas mensagens, era permanecer no local das 9h às 17h.
Em postagens na internet, feitas por perfis de batalhões da PM, o desembargador aparece em solenidades, nas quais é homenageado, além de também figurar como palestrante a platéias exclusivamente compostas por policiais militares.
“Distância dessas coisas”
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Rafael Alcadipani, a PM costuma convidar pessoas em batalhões como forma de “relações púlblicas”, uma cortesia aos considerados VIPs.
“Acho que tem o questionamento a ser feito que é do preço da munição e o erário público que tem que pagar a munição, que não é para um treinamento policial”, destacou.
O especialista, também membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), acrescentou lhe chamar a tenção a proximidade do desembargador com policiais. “Um membro do Judiciário precisa de independêndica para poder julgar com insenção. Acho que essa independência deveria ser mais resguardada. Um juiz, ainda mais um desembarador, teria que manter distância dessas coisas”, ponderou.
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Metrópoles Endurance: entrega de kits continua nesta sexta-feira (27)
Atletas de aquathlon e natação têm até esta sexta-feira (27/3) para buscar itens no Pontão; o triathlon tem prazo até o sábado (28/3)
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Bolsonaro deve ter alta nesta sexta. Saiba regras da prisão domiciliar
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O ex-presidente Jair Bolsonaro tem alta hospitalar programada para esta sexta (27/3). Em casa, ele deverá cumprir uma série de regras determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por um período inicial de 90 dias. Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas.
Moraes vedou a presença de outras pessoas na residência do ex-chefe do Planalto sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Atualmente, moram com Bolsonaro a mulher, Michelle Bolsonaro (PL), a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.
Veja as medidas cautelares de Bolsonaro
Além delas, os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro têm autorização permanente para visitar o pai, desde que aconteça “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, ou seja, às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h”.
Prisão domiciliar temporária
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro por um prazo inicial de 90 dias. O ex-presidente está internado desde 13 de março para tratamento de uma broncopneumoniae voltaria para a Papudinha, em Brasília, após a alta.
O magistrado ressaltou que, para qualquer visita a Bolsonaro, deverá ser realizada vistoria prévia. Celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança do local.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista para se manter no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022.
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Latido excessivo? Entenda quando o comportamento ultrapassa limites
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Quem nunca se sentiu incomodado com o latido persistente do cão do vizinho — ou até do seu próprio? Embora latir seja a forma de comunicação dos cães, a intensidade e os horários podem gerar desconfortos. No entanto, por ser uma reação natural, quase sempre é algo que foge do controle humano. Pensando nisso, a partir de que ponto a vocalização ultrapassa limites?
Primeiro passo é entender as causas
Em entrevista ao Metrópoles, Valeska Rodrigues, docente de medicina veterinária, explica que a motivação depende de fatores externos, como o meio em que o animal vive, e até a raça. As causas podem ser diversas, tanto positivas quanto indicativas de problemas.
“Latidos excessivos podem, de fato, indicar que algo está errado, como fome, sede, medo, dor ou um ambiente desfavorável”, alerta. Segundo ela, para entender os limites do tolerável, é importante identificar as possíveis causas para o comportamento.
A professora ainda revela algumas circunstâncias motivadoras: mudança frequente de ambientes e tutores, envelhecimento e degeneração cognitiva. Outros fatores incluem tempo ocioso, perda de companheiro, falta de passeios e atenção, adaptação errada com animais, ausência de local seguro e ambiente inadequado para o porte.

É necessário investigar as causas do excesso de latidos “Eles podem desenvolver um comportamento de insegurança, o que pode gerar latidos excessivos por motivos mínimos, como chuva, trovoadas e buzinas”, afirma a profissional da Universidade de Franca (Unifran).
Qual o nível “normal” e como resolver?
De acordo com a especialista, é preciso observar o pet quando os latidos perduram por mais de alguns minutos. Além disso, o uivo também pode ser um indicativo de que algo está anormal. “É importante considerar o exagero como algo alterado, mas, antes de concluir como agressividade ou insegurança, o ideal é analisar bem.”
Valeska reforça que, ao notar algo errado, a atitude correta é consultar um veterinário. Por outro lado, em casos de desvio de comportamento, a conduta deve ser outra. “Adestradores podem identificar a causa e aplicar técnicas para melhorar a condição do pet, como treinamentos para traumas.”

O uivo também é um sinal ponto de atenção “Latidos excessivos sempre indicam que há algo errado, mesmo que seja um comportamento repetitivo”, pontua.
Por último, a docente acrescenta que, antes de adquirir um cão, é fundamental que o tutor avalie sua disponibilidade para dedicar tempo ao animal. “Suprir necessidades básicas, oferecer segurança e manter acompanhamento em dia são passos mínimos a serem tomados nesses casos”, conclui.
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Memphis Depay é processado após foto constrangedora de mulher em praia
Divulação / Agência Corinthians
O jogador do Corinthians Memphis Depay e o clube foram processados por uma publicação feita nas redes sociais durante a passagem do atleta por Salvador, em outubro do ano passado. O CORREIO revelou que ambas as partes foram notificadas extrajudicialmente após o episódio, mas não responderam aos advogados.
O atleta publicou diversas fotos de uma praia e, em uma delas, com zoom em uma banhista que utilizava biquíni e estava de costas, sem saber que estava sendo fotografada. A mulher é engenheira mecânica, mora em Salvador e não tem qualquer relação com o jogador holandês.
Leia a reportagem completa em Correio 24h, parceiro do Metrópoles.
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Justiça mantém prisão de ex-diretor de presídio suspeito de matar namorada
Reprodução
A Justiça de Sergipe decidiu manter preso o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia. Ele é o principal suspeito de matar a namorada em um quarto de hotel em Aracaju, no último domingo (22). Tiago foi encaminhado para o Presídio Militar de Sergipe (Presmil).
As informações foram divulgadas pelo g1 de Sergipe e confirmadas pelo CORREIO. Tiago Sóstenes recebeu alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), na quarta-feira (25). Ele tentou tirar a própria vida após a morte de Flávia Barros e foi internado.
Após o episódio, Tiago Sóstenes foi exonerado do cargo de diretor da unidade prisional. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), ele não respondia a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e “vinha desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional”.
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Suspeito de matar idosa por dívida de fogão é preso em Santa Catarina
PCSC/ reprodução
A principal linha de investigação seguida pela Polícia Civil é de que o crime tenha sido cometido por causa de uma dívida de um fogão que havia sido vendido ao homem, mas que não foi pago, segundo familiares, e que provocava brigas entre a idosa e o homem.
Noemia foi encontrada morta ao lado de fragmentos de uma lâmina de estilete quebrada, arma que pode ter sido utilizada no crime, em uma casa na Rua Henrique Boiteux, no bairro Praça. Depois do crime, que aconteceu no dia 15 de março, o homem havia fugido, sendo encontrado em diligências em Tijucas na manhã desta quinta.
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EUA estuda enviar 10 mil soldados para o Oriente Médio, diz jornal
Karl-Josef Hildenbrand/picture aliança via Getty Images
O Pentágono estuda enviar até 10 mil soldados adicionais para o Oriente Médio, afirma o The Wall Street Journal. De acordo com a reportagem, publicada nessa quinta-feira (26/3), o objetivo é oferecer ao presidente norte-americano, Donald Trump, mais opções militares, apesar das negociações com Teerã.
Mais cedo, Trump anunciou a prorrogação por 10 dias da trégua nos ataques a instalações de energia do Irã, numa tentativa de manter aberta a via diplomática. O novo prazo vai até 6 de abril.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que a extensão havia sido solicitada pelo governo iraniano. Mediadores das negociações ouvidos pelo The Wall Street Journal, no entanto, contestam a versão e dizem que Teerã não pediu a ampliação.
Guerra
A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Desde então, o Irã retalia com ataques a alvos militares norte-americanos em países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início do conflito. A Casa Branca contabiliza ao menos 13 mortes de militares norte-americanos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, após o Hezbollah, aliado de Teerã, atacar Israel em resposta à morte de Khamenei.
Em reação, Israel intensificou bombardeios contra alvos do grupo no território libanês. De acordo com a Médicos Sem Fronteiras, autoridades locais registraram 1.039 mortes entre 2 e 23 de março, sendo 12% de crianças.
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Perícia busca saber se corretora gaúcha morta em SC foi dopada
Reprodução/Redes sociais
A perícia da Polícia Científica quer entender se havia substâncias como drogas ou medicamentos no corpo da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet, morta em Florianópolis no início de março. Foram coletadas amostras que seguem em análise nos setores de Genética e Toxicologia.
O objetivo da perícia é apontar se a corretora foi dopada com alguma substância. O resultado pode levar entre 20 e 40 dias para ser concluído.
O corpo de Luciani foi encontrado no dia 11 de março, em Major Gercino, com outras possíveis partes do corpo sendo localizadas no mesmo local, nas margens do Rio Tijucas, no dia 17 de março. Por isso, o prazo, se contabilizados em dias corridos, finalizaria no dia 26 de abril. Se contabilizado apenas os dias úteis, esse prazo pode chegar até o dia 14 de maio.
Leia a reportagem completa em NSC Total, parceiro do Metrópoles
