
, em Caldas Novas (GO). Ainda não está claro onde ocorreu o disparo, já que, no condomínio, ninguém ouviu tiros no dia do desaparecimento, em 17 de dezembro. As informações são da Rede Globo.
A Polícia Civil realizou uma reconstituição no condomínio Golden Thermas Residence, onde Daiane morava e mantinha conflitos com o síndico. O procedimento teve como objetivo esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar possíveis vestígios no local.
A perícia fez buscas por vestígios de sangue no chão do prédio e no carro do síndico, mas não há informações se o material foi identificado. A arma usada no crime ainda não foi apresentada às autoridades.
O celular de Daiane foi encontrado na tubulação de esgoto da garagem do condomínio. Desde o desaparecimento, não houve mais sinal do telefone. Familiares informaram ainda que não foram identificadas movimentações bancárias em nome de Daiane após 17 de dezembro.
O corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado na última quarta-feira (28/1), em uma área de mata em Caldas Novas, 43 dias após o desaparecimento. Foi Cléber quem indicou o local às autoridades. O cadáver estava em avançado estado de decomposição.
Histórico de conflitos entre corretora e síndico
Daiane atuava como corretora de imóveis e administrava seis apartamentos da família no condomínio onde residia havia cerca de dois anos. Desde 2024, ela e o síndico acumulavam registros de conflitos e denúncias.
Ao longo desse período, a corretora moveu 12 processos judiciais contra Cleber. O síndico também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição.
Entre fevereiro e outubro de 2025, novos episódios de desentendimento foram registrados. Segundo as investigações, nesse intervalo ocorreram interrupções frequentes de serviços essenciais no apartamento da corretora, como água, energia elétrica, gás e internet.
Em um dos casos, Daiane teria ido ao escritório administrativo do prédio para questionar a situação, o que gerou confronto.
O dia do desaparecimento
O desaparecimento ocorreu em 17 de dezembro, quando Daiane desceu ao subsolo do prédio para verificar a causa da queda de energia em seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o recepcionista.
Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo. Não há registros de imagens dela deixando o prédio ou retornando ao imóvel.
Antes de desaparecer, Daiane gravou um vídeo e enviou a uma amiga, mostrando o apartamento sem energia elétrica e o trajeto até o elevador.
A família relatou que a porta do imóvel havia sido deixada aberta, o que indicaria que ela pretendia voltar rapidamente. No entanto, quando os parentes chegaram ao local no dia seguinte, a porta estava trancada.
Prisão do síndico
Cleber Rosa de Oliveira foi preso na madrugada de 28 de janeiro, investigado por homicídio. Ele confessou o crime. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no assassinato.
Em depoimento, o síndico afirmou que matou a corretora após uma discussão no subsolo do prédio e que agiu sozinho, colocando o corpo na carroceria de sua picape antes de deixar o condomínio.
A versão apresentada contradiz o primeiro depoimento do investigado. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite.
No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo a picape.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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