Brasil tem déficit de US$ 8,4 bilhões nas contas externas de janeiro

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Fachada do edifício sede do Banco Central, em Brasília

O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 8,4 bilhões em janeiro, conforme dados do Banco Central (BC). Em janeiro de 2025, o indicador tinha registrado déficit maior, de US$ 9,8 bilhões.

As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado nesta terça-feira (24/2) pelo Banco Central. O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês.


Entenda as contas externas


Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e a movimentação de renda para outros países.

No acumulado de 12 meses até janeiro, as transações correntes somam déficit de US$ 67,6 bilhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, de US$  72,4 bilhões. Os valores indicam que o Brasil gasta mais do que recebe do exterior.

A balança comercial foi superavitária em US$ 3,5 bilhões em janeiro. Em janeiro de 2025, houve superávit de US$ 1,4 bilhão. Em janeiro, as exportações totalizaram US$ 25,3 bilhões (-1,2%), enquanto as importações somaram US$ 21,8 bilhões (-10%).

Investimentos e reserva internacional

A entrada de investimentos estrangeiros foi superior ao valor registrado em janeiro do ano passado. Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8,2 bilhões no mês, acima dos US$ 6,7 bilhões computados no mesmo período de 2025.

Nos últimos 12 meses até janeiro, o IDP acumula US$ 79,1 bilhões em investimentos (3,42% do PIB), contra US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB) em dezembro de 2025 e US$ 72,8 bilhões (3,37% do PIB) em janeiro do ano passado.

O Banco Central também informou que o saldo das reservas internacionais do país aumentou US$ 6,1 bilhões na passagem de dezembro de 2025 para janeiro deste ano. Dessa forma, o Brasil tem estoque de US$ 364,4 bilhões para se proteger contra crises externas.

A expansão das reservas decorreu de contribuições positivas de variações por paridades (US$ 5,1 bilhões); receitas de juros (US$ 789 milhões).

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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