Categoria: Teste

  • De 18 padres, só 4 passaram no TAF do concurso para capelão na PMDF

    De 18 padres, só 4 passaram no TAF do concurso para capelão na PMDF

    Divulgação/PMDF
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    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) divulgou nessa terça-feira (10/2) os resultados da prova objetiva e do Teste de Aptidão Física (TAF) referentes ao concurso para admissão no Curso de Habilitação de Oficiais de Saúde e Capelães para o cargo de Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana.

    A publicação disponível no Diário Oficial do DF apresenta uma lista com a pontuação final dos 18 candidatos que realizaram a prova objetiva do certame após a análise de recursos. Todos foram aprovados para a segunda etapa.

    A divulgação dos resultados chamou a atenção porque, do total de candidatos aprovados na primeira etapa, apenas quatro foram considerados aptos no resultado preliminar do TAF. Além disso, três convocados não compareceram ao teste. Ou seja, 14 sacerdotes foram reprovados na segunda etapa do certame.

    Conforme consta no edital do concurso, o TAF consistia em submeter o candidato a três testes físicos, sendo eles:

    Seria considerado apto no TAF o candidato que alcançasse o desempenho mínimo exigido nos três testes previstos.

    Por outro lado, o candidato seria considerado inapto e, consequentemente, eliminado do concurso público caso não apresentasse o atestado médico específico; deixasse de realizar qualquer um dos testes físicos; não comparecesse para a realização do TAF; infringisse qualquer proibição estabelecida no edital; ou não atingisse o desempenho mínimo exigido em qualquer um dos três testes.

    O prazo para interposição de recursos contra o resultado preliminar do TAF ficará aberto da 0h desta quarta-feira (11/2) até as 23h59 de 20 de fevereiro.

    Salário de R$ 11 mil

    Organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), o concurso PMDF oferta uma vaga imediata para o cargo de Oficial Capelão.

    A carreira exige dos candidatos o curso superior de graduação em Teologia, idade máxima de 35 anos e ser sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana há pelo menos dois anos.

    Durante o Curso de Habilitação de Oficiais de Saúde e Capelães (CHOSC), o aprovado receberá R$ 9.623,97. Após o Curso e promoção ao posto de 2º TEN QOPMC, a remuneração será alterada para R$ 11.435,59.

    O certame é realizado em cinco etapas: prova objetiva, teste de aptidão física, avaliação médica e biométrica, avaliação psicológica e investigação social.

     

     

     

     

     

  • Neoenergia culpa as árvores por apagões no DF; MP fala em calamidade

    Neoenergia culpa as árvores por apagões no DF; MP fala em calamidade

    Divulgação/Neoenergia
    neoenergia

    Em resposta ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Neoenergia atribuiu grande parte das falhas no fornecimento de energia elétrica no DF à interferência de vegetação na rede, alegando que galhos e árvores atingem cabos e equipamentos, provocando desligamentos frequentes, sobretudo em períodos de chuva.

    A explicação, porém, não convenceu o MP. Para a Promotoria de Defesa do Consumidor, o argumento reforça, na verdade, um problema estrutural de planejamento, manutenção e expansão da rede, e não um fator imprevisível.

    Com base nisso, o órgão pede que a concessionária seja condenada ao pagamento de R$ 86 milhões por danos morais coletivos, além de ser obrigada a executar um pacote de obras estruturais.

    Segundo o MP, eventos climáticos e crescimento de vegetação são previsíveis e fazem parte do risco da atividade econômica da distribuidora.

    “Não se trata de força maior, mas de falha na gestão do serviço”, aponta o órgão, ao sustentar que a empresa deveria manter cronograma permanente de poda, substituição de redes vulneráveis e reforço da infraestrutura.

    A investigação analisou dados de 2022 a 2025 e identificou regiões do DF submetidas a um padrão de interrupções tão elevado que foram classificadas como “zonas de sacrifício”, expressão usada para descrever áreas onde a população convive com apagões constantes e prolongados.

    Para o MP, o cenário revela um modelo de atuação reativo, em que a concessionária age apenas após panes, sem atacar as causas. A Promotoria afirma que faltam novas subestações, linhas dedicadas, modernização da rede e substituição de trechos antigos por cabos compactos.

    O órgão também critica o sistema de compensações financeiras na conta de luz, dizendo que os valores são irrisórios diante dos prejuízos enfrentados por moradores, produtores rurais, comerciantes e serviços essenciais.

    Com base na teoria do desestímulo, o MP calculou a indenização pedida em 2% do lucro líquido da empresa, chegando a R$ 86 milhões, valor que seria destinado a fundo de defesa de direitos difusos.

    Outro lado

    Em nota, a Neoenergia informou que não foi oficialmente notificada sobre o despacho. “Mas é importante destacar que, desde 2021, quando assumiu a distribuição de energia no Distrito Federal, a empresa destinou mais de R$ 1,2 bilhão à ampliação e modernização da rede, acompanhando o crescimento do DF e aprimorando a confiabilidade do sistema. Nas três regiões mencionadas pelo MPDFT, por exemplo, os aportes superam R$ 125 milhões.”

    Ainda segundo o texto, “todas elas já têm apresentado evolução nos indicadores de qualidade, tendo a redução média do tempo sem energia em 42%. A frequência das interrupções também diminuiu, em média, 34% nessas três regiões. Os números demonstram que o conjunto de ações adotadas vem aumentando a estabilidade do fornecimento e ampliando a segurança da população. A companhia mantém um plano estruturado de investimentos, que prevê mais R$ 1,2 bilhão para os próximos cinco anos, com foco na expansão da infraestrutura, inclusão social e fortalecimento da resiliência do DF”.

  • Deputado vai a evento no Japão com diárias custeadas pela CLDF

    Deputado vai a evento no Japão com diárias custeadas pela CLDF

    Andressa Anholete/Agência CLDF
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    O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) terá parte de uma. Considerando o custo fixado de diárias para viagens internacionais, o Legislativo teria um custo de US$ 4.275, referente a nove diárias e meia, conforme ato da Mesa Diretora n° 30/2026, de 9 de fevereiro.

    Após o Metrópoles entrar em contato com as assessorias da Câmara e do deputado, o ato (veja mais abaixo) — que estava disponível e já contava com as assinaturas de dois deputados da Mesa Diretora — foi retirado do sistema e, segundo a CLDF e o político, apenas 4,5 diárias seriam cobertas com dinheiro público.

    O parlamentar embarca nesta sexta-feira (13/2) e deve ficar fora até 22 de fevereiro. Neste período, Manzoni ficará de licença das atividades para participar do evento “Programa Juntos!! – Intercâmbio Japão-América Latina e Caribe”.

    O documento ainda aguarda assinaturas dos deputados que competem à Mesa Diretora e, caso fosse publicado, Manzoni poderia receber cerca de R$ 22 mil, que corresponde à cotação atual. Agora, ele receberá US$ 2.025  — aproximadamente R$ 10,5 mil pelas 4,5 diárias.

     

    Relacionamento institucional

    Em nota enviada pela assessoria, Thiago Manzoni disse que, desde o início do seu mandato, tem desenvolvido um relacionamento institucional com a comunidade japonesa no Distrito Federal e com o governo do Japão.

    Sobre a viagem, o distrital afirmou que inclui agendas relacionadas às políticas públicas implementadas no Japão e que podem ser objeto de implementação no Brasil, com reflexo na atuação parlamentar.

    “Ressalta-se visitas ao Prefeito de Oizumi, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão e à Princesa do Japão, Kako, na Casa Imperial, além de fábricas, empresas e escolas”, detalhou.

    De acordo com a nota, as passagens aéreas e despesas relacionadas à acomodação serão pagas pelo governo japonês. “Razão pela qual, apesar de a viagem ter a duração de nove dias, serão custeadas apenas 4,5 diárias pela CLDF, para os demais custos da viagem”, explicou. A assessoria da CLDF confirmou que será custeado somente quatro diárias e meia.

    Leia a nota na íntegra:

    “A Câmara Legislativa registra que o deputado Thiago Manzoni viajará em missão oficial a convite do governo japonês. A jornada inclui compromissos com autoridades do Japão e visitas técnicas relacionadas a políticas públicas vigentes naquele país.

    Passagens aéreas e acomodação do parlamentar serão pagas pelo governo japonês. A Câmara Legislativa arcará somente com quatro diárias e meia para despesas relacionadas a outros custos da viagem.

    Por fim, informamos que o Ato da Mesa Diretora nº 73/2024 regulamenta regras para custeio de viagens oficiais de parlamentares e servidores.”

  • Fazendeiros perdem 5 toneladas de peixes após avião lançar produto em represa. Veja vídeo

    Fazendeiros perdem 5 toneladas de peixes após avião lançar produto em represa. Veja vídeo

    Material cedido ao Metrópoles
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    Os donos de uma fazenda localizada em Padre Bernardo (GO), no Entorno do Distrito Federal, perderam cinco toneladas de peixes após um fazendeiro vizinho supostamente despejar um produto tóxico no território. Os vídeos abaixo mostram um avião de pulverização sobrevoando o local e trazem também os milhares de animais mortos.

    O caso teria ocorrido em 16 de janeiro deste ano e foi registrado na Polícia Civil de Goiás (PCGO). De acordo com a denúncia, os fazendeiros vizinhos estavam utilizando o helicóptero para pulverizar uma plantação de milho, quando o produto usado teria atingido uma represa e quatro tanques criatórios de peixes da fazenda das vítimas.

    No dia seguinte, pela manhã, os funcionários da fazenda dos denunciantes encontraram toneladas de peixes mortos. Além disso, vários funcionários, incluindo gestantes, teriam passado mal com o forte cheiro do produto utilizado.

    Um dos proprietários ligados à fazenda onde os peixes morreram conversou com o Metrópoles sob condição de anonimato. O empresário evita fazer afirmações ao ser perguntado se a pulverização teria sido proposital para matar os peixes. Na denúncia feita à PCGO, no entanto, houve o interesse de representação criminal contra os responsáveis pela fazenda ao lado. O denunciante suspeita do uso de algum herbicida proibido.

    “Perda irreparável”

    O denunciante afirma que cria peixes na propriedade em Padre Bernardo há 20 anos. São várias espécies: piau, lambari, traíra, matrinxã… todos teriam falecido por conta da pulverização da fazenda vizinha.

    “Tínhamos peixes de 15 anos de idade, que pesavam 35 quilos e mediam mais de 1,40 cm. O sentimento é de perda irreparável”, conta um dos proprietários.

    Os peixes eram criados não só para lazer, mas também para repovoar um rio que passa pelas fazendas. “Todos da família têm como hobby a pesca esportiva. Netos, avós, pais, filhos… ficamos todos muito tristes”, relata.

    Para o proprietário, trata-se de um crime ambiental, proposital ou não. “Precisa haver um plano de trabalho com observação geral para evitar qualquer tipo de dano a humanos e animais. Foram mais de cinco toneladas de peixes mortos, sem falar nos danos à saúde humana dos funcionários”, pontua.

    O caso segue em investigação pela PCGO.

  • Flávio quer ministro da Fazenda que dê subsídio a dois setores

    Flávio quer ministro da Fazenda que dê subsídio a dois setores

    Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
    Flávio Bolsonaro

    Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirma que pretende escolher para o Ministério da Fazenda um nome comprometido com o ajuste das contas públicas e com uma agenda de incentivo a dois setores, infraestrutura e energia, por meio de subsídios e parcerias estratégicas.

    Em conversa com a coluna, Flávio Bolsonaro disse que o perfil desejado é de alguém que combine visão liberal com responsabilidade fiscal e capacidade de indução do desenvolvimento econômico. “Alguém que compreenda a importância de enxugar despesas, equilibrar a dívida pública que o Brasil tem, que está em nível estratosférico. A partir de 2027, não teremos nem dinheiro para despesas básicas. Vou buscar alguém que tenha visão de mercado competitivo, mais concorrência, mas que compreenda que o Estado precisa impulsionar alguns setores que estão deficitários, como infraestrutura e energia”.

    O senador afirmou defender o mercado aberto e a ampliação da concorrência, mas ponderou que o poder público deve atuar de forma ativa em áreas consideradas estratégicas. “O Brasil precisa de alguém que compreenda que há setores defasados e que são possíveis parcerias público-privadas, não apenas o setor privado, algo parecido com o que fez J.D. Vance [vice-presidente dos Estados Unidos]. Ele fez dessa forma. O Estado não são só recursos privados para alavancar; há setores em que o recurso privado vem depois de o Estado fazer algum aporte e assumir riscos antes do setor privado”, declarou.

    Flávio Bolsonaro disse que, até o momento, ainda não sondou nenhum nome para anunciar como seu potencial ministro da Fazenda. “Não estou preocupado com nomes agora. A prioridade é uma plataforma de reequilíbrio das contas, alguém que estabeleça um teto para a dívida pública, com gatilhos acionados automaticamente para que haja corte imediato de despesas”, afirmou.

    O candidato criticou o atual patamar da dívida pública e seus impactos sobre o ambiente de negócios. “Estamos com uma dívida pública de 84% ao final do governo Lula, e isso inviabiliza investimentos. Hoje em dia, ninguém quer colocar dinheiro no Brasil; colocam dinheiro só para especular. Temos que valorizar e criar um ambiente saudável para quem queira empreender no Brasil. Hoje está inviável, não há infraestrutura para exportar a produção”, disse.

  • Piloto preso por pedofilia abriu contas digitais para vítimas de abuso

    Piloto preso por pedofilia abriu contas digitais para vítimas de abuso

    Arte/Metrópoles
    Arte gráfica de homem de cabelos brancos, sem barba, com trajes de piloto de avião sobre um fubdo azul com cédulas de real - Metrópoles

    A Polícia Civil de São Paulo identificou que o piloto preso da Latam, Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, abriu contas bancárias digitais em nome de vítimas como parte central da rede de abusos sexuais de crianças e adolescentes. Segundo investigação da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, que as movimentações se prolongaram por anos.

    As contas abertas em uma plataforma digital eram usadas para transferências recorrentes de dinheiro e funcionavam, de acordo com a investigação, como instrumento de controle, dependência e silenciamento.

    Sérgio foi preso no Aeroporto de Congonhas (assista abaixo), zona sul paulistana, na manhã de segunda-feira (09/02), quando já estava na cabine de um avião da Latam, com destino ao Rio de Janeiro (RJ). Apesar da prisão, a aeronave chegou ao seu destino dentro do horário previsto.

    O Metrópoles apurou que o piloto conduzia pessoalmente a abertura das contas, orientando as vítimas sobre o uso do aplicativo e mantendo acesso indireto às movimentações.

    A iniciativa, de acordo com as investigações, tinha finalidade de viabilizar pagamentos ligados aos abusos e criar uma relação de subordinação econômica, além de uma forma de aliciamento como mecanismo de manutenção do silêncio.

    “Ele usava o laço de confiança com as vitimas, crianças sem discernimento, seduzidas com presentes, passeio, dinheiro. Elas acabavam não vendo maldade e não tinham noção do abuso que vinham sofrendo”, disse a delegada Luciana Peixoto, responsável pelas investigações, em entrevista exclusiva ao Metrópoles, na manhã desta terça-feira (10/02).

    Em todos os casos, como apurou a reportagem, as contas eram utilizadas para o recebimento de valores transferidos pelo piloto em montantes fracionados e periódicos, o que, ainda segundo apurado, buscava evitar alertas automáticos e pulverizar rastros. As transferências ocorriam logo após encontros ou em períodos nos quais o investigado exigia novos contatos.

    Recompensa e ameaça

    Além dos depósitos, foi levantado que o piloto orientava como o dinheiro deveria ser utilizado e, em alguns momentos, cobrava satisfação sobre gastos.

    Para a polícia, o objetivo não era apenas pagar, mas exercer controle contínuo sobre a rotina das vítimas. O acesso ao dinheiro, ainda segundo a investigação, também era usado como recompensa quando as exigências eram cumpridas e como ameaça implícita quando havia resistência.

    As movimentações bancárias feitas por Sérgio não eram esporádicas. A polícia identificou um padrão de repasses que, somados, alcançavam quantias relevantes ao longo do tempo, sempre vinculadas a períodos de maior contato entre o piloto e as vítimas.

    Veja a prisão do piloto

    “Tio Sérgio”

    A delegada Luciana Peixoto acrescenta que o piloto explorava a condição financeira precária de algumas vítimas como forma de convencê-las a aceitarem o dinheiro do “tio Sérgio”.

    “As vitimas se sentiam até culpadas, porque diziam que precisavam ajudar em casa, comprar comida, porque estavam passando por necessidade. Era isso que ele falava para elas, para introduzir o ‘tio Sérgio‘, o salvador, que ia ajudar na situação financeira da família. É triste ouvir isso de crianças. É uma narrativa montada para exploração sexual e as vítimas nem tinham noção do abuso que estavam sofrendo”, ressaltou a titular da Delegacia de Combate à Pedofilia.

    Segundo o Banco Central (BC), menores de 18 anos não emancipados precisam ser representados pelo pai, mãe ou responsável legal para abertura de uma conta bancária para que o adulto — identificado e qualificado pela instituição financeira — assista e represente o jovem.

    Contas abertas por menores

    O Metrópoles encontrou uma plataforma digital, o NG Cash, que permite a abertura de contas bancárias por menores de 18 anos. Em nota encaminhada à reportagem, a empresa afirmou seguir “rigorosamente” as regras determinadas pelo Banco Central para a abertura desse tipo de conta.

    Sobre crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 17 anos, a plataforma digital disse que elas podem abrir contas “normalmente e usar o app”.

    “A validação do responsável é feita posteriormente para liberar todas as funções e aumentar limites mensais; o responsável também deve enviar dados e selfie quando solicitado”, acrescentou.

  • Senador é condenado por contratação de empresa do filho em condomínio

    Senador é condenado por contratação de empresa do filho em condomínio

    Metrópoles
    Montagem do senador Giordano no Residencial Fazenda São Silvano.

    O senador por São Paulo Alexandre Giordano (MDB)foi condenado na Justiça por suposto favorecimento na contratação de uma empresa da sua família por uma associação de moradores quando estava à frente de um condomínio residencial no interior de São Paulo.

    Como o Metrópoles revelou, Giordano se envolveu em uma briga com vizinhos que virou caso de polícia após relatos de ameaças, acusações de falsidade ideológica e suspeita de favorecimento ao filho dele em um contrato para abastecimento de água, em um condomínio de alto padrão em Morungaba (SP).

    Loteado em 2006, o residencial é uma parte da Fazenda São Silvano e conta com 63 lotes, com metragens entre 1 mil e 3 mil m². Na área comum, há restaurante, vila hípica e chalés para visitantes.

    Entre os proprietários dos lotes estão dirigentes de bancos, executivos de multinacionais, políticos, promotor de Justiça e até o ex-jogador Amoroso, que se destacou no São Paulo e atuou pela Seleção Brasileira.

    O condomínio fica no mesmo local de um hotel de propriedade do senador, que fica em uma estrada para onde o político destinou emenda de R$ 3 milhões para o paisagismo da via, caso revelado pelo Metrópoles.

    Tensão com vizinhos

    Giordano era presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Fazenda São Silvano, em uma gestão marcada por tensão com vizinhos sobre gastos no condomínio. Um dos pontos centrais é a contratação da empresa do filho para o serviço de caminhão-pipa por R$ 15 mil ao mês.

    Segundo testemunha no processo, o contrato com a empresa Enermade, de Lucca Giordano, foi firmado 15 dias antes de Giordano deixar formalmente o cargo, com uma cláusula que previa que, se o serviço fosse rompido, o condomínio deveria pagar quatro meses em valores indenizatórios.

    Os vizinhos contrataram uma auditoria em 2022, que está anexada aos processos na Justiça de 2023. Nenhuma conta da gestão foi aprovada. Entre os questionamentos, também estão a obra de um centro hípico e gastos administrativos –incluindo combustível.

    Um dos questionamentos é sobre os desembolsos com um posto de gasolina, em que o senador já usou R$ 212 mil da verba parlamentar. Uma auditoria de 2022 diz que Giordano gastou R$ 56 mil naquele ano com o estabelecimento — em alguns dias, há compras de centenas de litros.

    A frota abastecida seria um gol e uma moto, que faziam rondas de segurança no condomínio. O senador contraria a auditoria e diz que eram seis motos, além de vários equipamentos de jardinagem que são movidos a combustível.

    Além disso, há uma guerra de versões sobre uma suposta renúncia de Giordano –o senador nega ter renunciado.

    “Má gestão e favorecimento”

    A juíza Mariane Cristina Maske de Faria Cabral, da comarca de Itatiba, deu razão à associação nas reclamações contra o senador, condenando Giordano e uma empresa administradora, a Roof Serviços, ao pagamento de R$ 75 mil a título de danos materiais como restituição aos valores pagos.

    “Conforme demonstrado, a ação da Autora foi pautada em fatos provados (renúncia) e em indícios documentais sólidos de má gestão e favorecimento particular (contratação com o filho), que justificaram a intervenção judicial. A Autora agiu no exercício regular de seu direito de ação e em defesa dos interesses da coletividade, o que afasta a ilicitude da conduta”, afirma a decisão.

    Além disso, os réus foram condenados a pagar R$ 20 mil por danos morais. “No caso, a conduta dos Réus de se recusar à transição de gestão, impedir o acesso a documentos essenciais e praticar atos de gestão controversos após a renúncia, maculou a imagem da associação perante seus associados e terceiros”, acrescenta a decisão.

    A sentença também condenou o senador a entregar documentações da associação, sob multa diária de R$ 1 mil, e declarou válida a renúncia dele do cargo de presidente da entidade em 12 de agosto de 2023. Cabe recurso da decisão, que foi em primeira instância.

    O que diz Giordano

    O senador afirmou ao Metrópoles, em nota, que se trata de “litígio de natureza estritamente privada, envolvendo aspectos associativos, sem qualquer relação com a atividade parlamentar”.

    O parlamentar afirmou que é uma decisão de primeira instância, já objeto de recurso, que se encontra sob análise da Justiça. “Por esse motivo, não há comentários adicionais no momento.”

    Anteriormente, Giordano havia explicado a contratação do carro-pipa. “A empresa do meu filho fez [o serviço] por 15 mil porque eu pedi pra ele fazer um valor barato, porque o condomínio não tinha condições de pagar. Fui eu que fiz, fui eu que pedi pro meu filho”, disse o senador ao Metrópoles.

  • Nestlé: após análise, Saúde do DF diz que bebês não foram contaminados

    Nestlé: após análise, Saúde do DF diz que bebês não foram contaminados

    Em janeiro, dois bebê foram internados no DF por suspeita de intoxicação após consumo de fórmula infantil. Agora, pasta descartou suspeita

  • "Leilão" e juros menores: o que muda com o novo consignado do INSS

    "Leilão" e juros menores: o que muda com o novo consignado do INSS

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    CGU Previdência Social - INSS

    O governo federal prepara mudanças na forma como aposentados e pensionistas contratam empréstimo consignado junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de oferecer juros menores, mais segurança e menos assédio por parte de bancos e financeiras.

    O novo modelo de contratação, apelidado de “leilão do consignado”, permitirá ao beneficiário escolher, entre ofertas de diferentes instituições financeiras, a proposta que mais lhe agrada. A proposta é semelhante ao Crédito do Trabalhador, voltado a funcionários celetistas.

    A expectativa é que a nova funcionalidade seja lançada ainda no primeiro semestre deste ano.

    Como vai funcionar

    Pelo aplicativo Meu INSS, o interessado em contratar o crédito deve informar o valor que deseja e, a partir disso, selecionar quais instituições financeiras poderão ofertar lances — configurando um “leilão” em que as instituições apresentam propostas em até 48 horas.

    Em entrevista ao Metrópoles nessa terça-feira (10/2), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, deu detalhes sobre o novo sistema.

    “A partir do momento que ele informa isso, vem também: qual é a taxa máxima de juros permitida e qual o valor máximo da parcela. Para que ele [beneficiário] possa saber que aquele [banco] que ofertar uma parcela maior não está dentro do mercado do consignado do INSS”, explicou Waller.

    Atualmente, 61 instituições estão habilitadas a participar do processo. As propostas serão apresentadas em ordem crescente de custo e, após a escolha do beneficiário, a instituição financeira selecionada fará a formalização do contrato.

    O presidente do INSS alertou que, ao formalizar o contrato, a instituição financeira deverá manter exatamente as mesmas condições apresentadas na oferta, já que o sistema não permite a inclusão de informações adicionais e bloqueia a contratação em caso de divergência.

    Waller explicou ainda que, após a formalização, o contrato será disponibilizado no Meu INSS para ciência e nova autorização do segurado, em um mecanismo de dupla checagem: primeiro ocorre a liberação e a assinatura, e, em seguida, o beneficiário confirma que deseja contratar nas condições apresentadas.

    A chamada “dupla checagem”, que exigirá validação por biometria, tem como finalidade prevenir fraudes e aumentar a transparência do processo. Segundo Gilberto Waller, o novo modelo de contratação também deve reduzir o assédio enfrentado por aposentados e pensionistas, especialmente por meio de ligações insistentes de instituições financeiras.


    O que muda na prática


    Setor vê com bons olhos

    A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) avalia como positiva a iniciativa que vem sendo desenvolvida pelo INSS.

    Em nota, a entidade afirmou que a proposta segue a lógica de outras soluções digitais do governo, ao permitir que o beneficiário manifeste interesse na contratação do crédito consignado e tenha acesso, em ambiente seguro, a diferentes ofertas de instituições financeiras habilitadas, podendo comparar condições e escolher a mais adequada às suas necessidades.

    De acordo com a instituição, o modelo amplia a transparência ao possibilitar a visualização de informações essenciais, como valor ofertado, taxas de juros, prazos, encargos e demais condições da operação, favorecendo uma decisão mais consciente por parte do segurado.

  • Estampa de bolinhas: crie looks com poá sem parecer infantil

    Estampa de bolinhas: crie looks com poá sem parecer infantil

    O ano de 2026 traz o retorno de peças maximalistas e estéticas cheias de acessórios. Seguindo nessa ótica, as estampas de poá prometem se destacar cada vez mais. Alguns consideram elas difíceis de combinar, e até mesmo infantis, mas com os truques certos, é possível ter uma produção criativa, madura e cheia de personalidade.

    Para quem quer começar a usar o poá, mas não se sente confortável com algo chamativo, a dica é começar com os acessórios. Bolsas com estampas de bolinhas, lenços e até mesmo sapatos são uma boa escolha. Além de elevar os looks, dão personalidade e um toque de criatividade às produções.

    Seguindo numa linha ainda discreta, mas com um pouco mais de “tecido”. Além dos acessórios, é possível usar o poá em uma peça só, deixando o resto do look mais básico. Camisas e saias de poá com a estampa pequena ajudam a dar personalidade, sem ousar demais. Se combinadas com cores como preto, branco e marrom, a produção consegue fluir com muita facilidade.

    Para quem gosta de uma produção maximalista e para chamar a atenção, nada melhor do que transformar as bolinhas no personagem principal. Peças volumosas e conjuntos de poá são ótimas opções para quem não tem medo do maximalismo.

    Todas as indicações reunidas nesta publicação foram selecionadas por uma equipe de colaboradores da coluna em parceria com o Vitrine M. O time é responsável por uma curadoria especial, que inclui ampla pesquisa de itens alinhados com tendências atuais e preços considerados acessíveis.

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