Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (3), antes da solenidade de reabertura dos trabalhos legislativos de 2026, na Assembleia Legislativa do Acre, a vice-governadora Mailza Assis (PP), reconheceu publicamente que a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), reivindicada por diversas categorias do funcionalismo público, será um das demandas herdados […]
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“Quando houver condições, o governo fará”, diz Mailza sobre revisões de PCCR
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Caso do cachorro Orelha e o Brasil que cria intocáveis
Reprodução/ Redes Sociais
O caso do Orelha rasga o véu da cordialidade e mostra que a violência não brota do acaso. Ela nasce do privilégio que se mistura com permissão, do ambiente onde desrespeito é autorizado antes mesmo de ser percebido como escolha. O Brasil apenas reencontrou o que nunca deixou de ser e ter, uma verdade que se arrasta há mais de 525 anos. É na infância que se planta a primeira semente. Eu vi, certa vez, em um parque da Disney, um pai, brasileiro, pedir para o filho levantar os pés para parecer mais alto, para entrar em um brinquedo. A regra virou obstáculo que precisava ser enganado. E ali já estava desenhada a filosofia silenciosa que estrutura parte das relações no país. Uma educação que se curva diante do privilégio e que transforma pequenos truques em carteiradas futuras.
Esse mesmo padrão reaparece no episódio do adolescente que surgiu numa formatura no Rio Grande do Norte com símbolos nazistas. Ele tratou um gesto carregado de violência histórica como se fosse fantasia trivial. A família e seus amigos apoiaram. É quase inevitável perguntar de onde nasce essa banalidade. Não é invenção isolada. Ela emerge de famílias que se acreditam acima do bem e do mal, famílias que usam sua influência para proteger os seus, mesmo quando os seus ultrapassam limites que deveriam ser inegociáveis em qualquer sociedade comprometida com a memória e a ética. A permissividade se torna método. A ausência de consequência se transforma em formação afetiva. E a arrogância vira herança.
O país segue prisioneiro de uma lógica hierárquica, colonial e hereditária. A violência contra o Orelha se inscreve na mesma paisagem que normaliza agressões contra pessoas. Não há salto entre uma coisa e outra. Há continuidade. Autoritarismo doméstico, privilégio econômico e branquitude operam como blindagem. Quando alguém aprende desde cedo que sua vontade vale mais que a regra coletiva, que seus erros serão protegidos e reembalados como mal-entendidos, que sua posição no mundo garante absolvição antecipada, nasce um tipo de sujeito que não reconhece fronteiras éticas. A perversidade não é fruto de crueldade espontânea. Ela é ensinada. Ela é legitimada pela família. Ela é encorajada pelo silêncio público.
Isso significa que o Brasil produz violência quando transforma privilégios em licença moral. E essa licença opera na ponta mais invisível. Ela autoriza a humilhação na escola, a carteirada no trânsito, a agressão escondida na festa, a fantasia nazista tratada como brincadeira, e o ataque contra um cachorro que se torna símbolo daquilo que muita gente nunca quis admitir. O país convive com dois regimes. Um que pune. Outro que perdoa com antecedência.
A pergunta que deveria nos atravessar é simples. Como um país pode se sustentar quando educa parte dos seus jovens para acreditar que responsabilidade é sempre para o outro. Como equilibrar um projeto democrático se muitos crescem confiantes de que nada que façam alcançará seu nome. A justiça se proclama cega, mas escolhe quem vai enxergar. Parte do Brasil sabe disso há décadas. A diferença é que agora as imagens circulam rápido demais e já não é possível fingir que são exceções.
Esses episódios expõem algo mais profundo que crimes individuais. Eles revelam a estrutura que molda quem ocupa o centro das decisões no futuro. Esses jovens, protegidos por famílias influentes, amanhã estarão em empresas, tribunais, parlamentos e meios de comunicação. Se nada mudar, levarão consigo a mesma soberba que aprenderam em casa. A violência que hoje recai sobre um cachorro pode amanhã recair sobre qualquer pessoa que ocupe o lugar social que eles desprezam. A herança da desigualdade não é apenas econômica. Ela é afetiva, moral e política.
O Brasil não está vendo nada novo. Apenas viu, de forma explícita, a repetição de uma engrenagem antiga. O país sabe que alguns são responsabilizados e outros não. A questão urgente é entender se vamos continuar aceitando que a justiça tenha dono. O futuro vai depender de quanta coragem teremos para encarar o que somos. E de quanta disposição teremos para desmontar a cultura que transforma privilégio em salvo-conduto. Se nada mudar, o país seguirá produzindo uma elite que aprende desde cedo que pode tudo. E quando alguém cresce acreditando que pode tudo, sempre termina ferindo alguém.
Para quem leva educação a sério, a escolha é simples. Em vez de transformar o erro violento dos filhos em viagem para a Disney, talvez seja hora de encarar o desconforto e abrir O Pacto da Branquitude”, obra da Doutora em Psicologia Cida Bento que desnuda a fantasia da inocência racial. Entre fuga e reflexão, a decisão revela quem deseja formar pessoas e quem prefere sustentar a impunidade.
Todo mundo deveria ler. O Brasil e o mundo agradecem.
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Médico vascular diz se dá para reverter quadro de gordura nas artérias
CHRISTOPH BURGSTEDT/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
Cuidar da saúde das artérias é pensar no funcionamento do organismo em geral, afinal esses vasos levam o sangue oxigenado para irrigar e fornecer suprimentos a todos os tecidos e órgãos do corpo. Entretanto, algo pode atrapalhar esse fluxo sanguíneo: a gordura na parede desses tubos. Essa condição crônica é chamada de aterosclerose, conforme detalha o cirurgião vascular Herik Oliveira.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o médico esclarece se é possível reverter o quadro de gordura nas artérias. Segundo o especialista, a aterosclerose “pode ser melhorada, reduzida e, em alguns casos, revertida por meio de mudanças no estilo de vida associadas ao uso de determinados medicamentos.”
Herik enfatiza que um paciente com aterosclerose, ou seja, gordura nas artérias deve ser orientado por uma equipe médica, o que engloba cardiologista, neurologista e cirurgião vascular. “Isso proporcionará um acompanhamento nas mudanças do estilo de vida e medicações para evitar complicações, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica nos membros”, cita.
De acordo com o especialista, a aterosclerose é caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias no interior da parede das artérias. “Essas placas podem evoluir e causar algumas complicações, por exemplo, trombose e entupimento das artérias, comprometendo o fluxo sanguíneo e desencadeando doenças mais graves”, reforça.
O médico vascular destaca que as principais causas de gordura nas artérias são idade avançada, colesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes e sedentarismo. Atendendo em Brasília, Herik Oliveira é especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

O médico vascular esclarece se dá para reverter o quadro de gordura nas artérias Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
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Suspeito de espancar ex-companheira até a morte é preso em SP
Divulgação/SSP-SP
André de Lima Torres Pereira foi preso, na noite dessa segunda-feira (3/2), acusado de matar a ex-companheira de 34 anos espancada, na zona sul de São Paulo. Ele também é suspeito de ter abusado sexualmente da bebê de 2 anos da vítima, encontrada nua em um berço ao lado da mãe morta.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem foi preso temporariamente pela 2ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) Sul, que está à frente da investigação do caso.
O homem já tinha duas passagens por violência doméstica contra outras duas mulheres, tendo ficado preso até o dia 19 de abril de 2024, quando foi solto após um alvará. A vítima deste fim de semana já havia o denunciado por agressões físicas e ameaça e obteve uma medida protetiva em outubro do ano passado.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, a mulher contou que no dia 22 de outubro de 2025, André Pereira invadiu sua residência pela janela, cometeu os crimes e fugiu pelo mesmo local.
Após matar a ex-companheira na noite desse sábado (31/1), ele teria fugido do local usando a motocicleta da mulher. Segundo o pai da vítima, o homem costumava usar a moto dela. O pai ainda contou que o casal tinha um relacionamento amoroso conturbado, e que André costumava ameaçar e agredir fisicamente a mulher. Na noite anterior ao crime, o casal teria tido uma briga.
O veículo usado pelo suspeito na fuga foi encontrado posteriormente na casa da mãe dele. As chaves e o capacete estavam na residência. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, é possível que André tenha fugido do endereço após perceber a presença da polícia.
Mulher encontrada morta ao lado da filha
O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio e está sendo investigado pela 2ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM).
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Calixto critica Bocalom, garante Mailza na disputa e põe Jéssica no lugar de Bittar ao Senado
O secretário de Governo, Luiz Calixto, afirmou em entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, nesta terça-feira (03), que a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao Palácio Rio Branco está consolidada e não retroage. Segundo ele, outros candidatos ao governo, como o prefeito Tião Bocalom e o senador Alan Rick, representam disputas de partidos […] -

Bocalom se reúne a portas fechadas com vereadores para debater emendas
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), participa de uma reunião a portas fechadas com vereadores na Câmara Municipal nesta terça-feira (3) para debater a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) contra a Emenda à Lei Orgânica nº 39/2025. A emenda, aprovada pelo Legislativo em julho de […] -

Itamaraty se pronuncia após prisão da esposa de Henrique nos EUA
Reprodução/Instagram
O Itamaraty comentou sobre a prisão de Amanda Vasconcelos, esposa do cantor Henrique, dupla de Juliano. Ela foi presa nessa segunda-feira (2/2) no Condado de Orange County, na Flórida, por desobedecer ordem de parada da polícia local.
Em nota enviada ao Metrópoles, o Itamaraty diz: “O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Orlando, está disponível para prestar assistência consular à nacional”.
Leia a nota completa:
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Orlando, está disponível para prestar assistência consular à nacional.
O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta à seguinte seção do Portal Consular do Itamaraty.
Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.
Prisão de Amanda Vasconcelos
Amanda Vasconcelos foi algemada e presa pela polícia de Orange County na frente de sua casa. No relato da polícia, que o Metrópoles teve acesso, agentes afirmam que Amanda não parou o carro mesmo com as sirenes e luzes da viatura ligadas.
Ela alegou que “não achou que estava sendo parada”, mas agentes dizem que a mulher olhou “para trás durante a tentativa de abordagem”.
“Enquanto trafegava no sentido sul pela International Drive, observei uma caminhonete Dodge Ram cinza. O veículo estava na faixa mais à esquerda. Em seguida, moveu-se para a direita e passou a trafegar sobre a linha pontilhada que delimita as faixas esquerda e central, dirigindo no meio da via (violação da FSS 316.085 – mudança de faixa inadequada)”, diz o relatório.
“Um policial de apoio perguntou à mulher, em espanhol, se ela estava dirigindo a caminhonete. Ela respondeu que sim, e que não parou porque ‘não achou que estivesse sendo parada’. Essa declaração foi feita antes de qualquer menção à abordagem de trânsito. A mulher foi detida e algemada”, completa o agente.
Os policiais identificaram que ela não tinha habilitação válida, mesmo com visto até 2032. “O visto, juntamente com o fato de Amanda possuir uma residência na Flórida, indica que ela mantém residência na Flórida e, portanto, deveria receber uma carteira de habilitação da Flórida”, afirmou a polícia.
A esposa de Henrique passará por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (3/2), por volta das 15h (horário de Brasília). A fiança foi firmada em US$ 500, cerca de R$ 2.630.
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Ibaneis inaugura a primeira unidade do Na Hora Empresarial do DF
Renato Alves/Agência Brasília
O governador do Distrito Federal (GDF) Ibaneis Rocha (MDB) inaugurou a primeira unidade do Na Hora Empresarial da capital brasileira, nesta terça-feira (3/2), no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul (SCS), em Brasília (DF).
Segundo o GDF, o novo Na Hora, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), é um marco na modernização e desburocratização dos serviços públicos destinados ao setor produtivo. Para Ibaneis, o equipamento público é um exemplo da política de simplificação na prestação dos serviços públicos.
“Desde o início do nosso governo, nós passamos a trazer uma desburocratização muito grande para o setor produtivo aqui do DF. Tinha um pedido dos empresários para que tivéssemos um ambiente adequado que proporcionasse agilidade na retirada de certidões e na resolução de problemas, e aqui nós reunimos todos os órgãos do DF em parceria também com a Polícia Federal (PF)”, afirmou Ibaneis Rocha.
Segundo o governo, o serviço será levado para outras cidades do DF.
“A nossa ideia é trabalhar a criação do Na Hora Empresarial também em Taguatinga, para atender toda a região Oeste, que é a maior do DF em número de habitantes e de empresas. Isso já está sendo programado e nós vamos dar todo o apoio para que aconteça o mais rápido possível”, explicou o governador.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a nova unidade otimiza o tempo dos empreendedores e facilita a resolução de pendências.
“Esse é um espaço exclusivo para o empresariado do DF, onde concentramos os principais serviços necessários para aprovação e licenciamento de projetos e outras demandas do empresário em um só local, funcionando a semana toda, sem necessidade de agendamento”, explicou.
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Rússia diz estar preparada para fim de acordo nuclear com os EUA
Contributor/Getty Images
O governo da Rússia afirmou nesta terça-feira (3/2) que o país está “preparado” para a nova realidade sem acordo de limite para armas nucleares. O tratado entre Washington e Moscou chamado New START, que limita os arsenais nucleares das potências, expira nesta quinta-feira (5/2) e não deve ser renovado.
New START
Já os Estados Unidos expressaram a vontade de incluir no acordo a China, rival geopolítico. Porém, o país asiático alega que seu arsenal nuclear “não é comparável” ao dos norte-amercanos ou ao dos russos e, por isso, a recusa em participar do acordo.

Presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump, em agosto de 2025 O porta-voz do Kremlin também disse nesta terça que o fim do tratado poderá deixar o mundo “em uma situação mais perigosa, em poucos dias”. Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, trata o fim do acordo como iminente: “Atualmente, não existem pré-condições para retomar um diálogo significativo com os EUA sobre estabilidade estratégica”, declarou.
O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, que assinou o acordo com os EUA em 2010, alertou que o fim do tratado pode vir a ser uma “nova corrida armamentista”. Caso o acordo de fato não seja renovado, esta será a primeira vez desde 1972 que não haverá limites legais para o arsenal nuclear das duas maiores potências do mundo.

