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  • A aposta do Planalto para Motta embarcar no fim da escala 6X1

    A aposta do Planalto para Motta embarcar no fim da escala 6X1

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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    O Palácio do Planalto aposta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pode abraçar a PEC que prevê o fim da escala 6×1 de olho em uma marca positiva para seu mandato como chefe da Casa.

    A avaliação é de que o fim da escala 6×1 pode ser uma alterativa à reforma administrativa, proposta que Motta queria votar, mas que acabou empacando na Câmara diante do forte lobby funcionalismo público.

     

    Motta terminou 2025 com a imagem enfraquecida após o motim bolsonarista que ocupou a Mesa Diretora e a apresentação de propostas ideológicas, como a dosimetria para os condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro.

    A PEC do fim da escala 6×1 foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em fevereiro de 2025 e endossada pelo governo Lula publicamente como uma das prioridades para o ano de 2026.

    O texto protocolado, que ainda deve passar por alterações no Congresso, propõe a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais, com duração de oito horas diárias, totalizando 36 horas por semana.

    O PT aposta no tema como marca para campanha Pa reeleição de Lula. Para conseguir uma aprovação mais rápida no Congresso, o Planalto estuda enviar um projeto de lei, que exige apenas 257 votos, menos que os 308 da PEC.

    Um líder do Centrão próximo a Motta afirmou à coluna, sob reserva, que o fim da escala 6×1 seria “bom” para o presidente da Câmara, que disputará a reeleição para deputado em outubro e, depois, para o comando da Casa.

  • Kassab deseja boa sorte a Flávio e tenta reinventar a direita

    Kassab deseja boa sorte a Flávio e tenta reinventar a direita

    Daniel Ferreira/Metrópoles
    Gilberto Kassab

    O presidiário Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta da democracia e outros três crimes, foi o sujeito oculto dos principais discursos que marcaram ontem a retomada dos trabalhos no Supremo Tribunal Federal depois do recesso do fim de ano.

    Lula disse que “a condenação dos golpistas deixou uma mensagem clara: os responsáveis por qualquer futura tentativa de ruptura democrática serão punidos outra vez com o rigor da lei”. Edson Fachin, presidente do tribunal, disse que “o Brasil tem lições de democracia a oferecer porque respeitou a Constituição”.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, acrescentou que o Supremo teve “papel decisivo ao refrear pulsões iliberais e insurgências antidemocráticas”. E aproveitou para criticar a “gestão caótica” da pandemia do Coronavírus pelo governo passado que custou a vida de mais de 700 mil pessoas.

    Embora convidados, os líderes da oposição não compareceram à solenidade. Além de Lula, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e cerca de dez ministros de Estado. A dobradinha entre governo federal e Supremo segue firme, enquanto a oposição tenta não se esfacelar de todo a oito meses das próximas eleições.

    O PP do senador Ciro Nogueira e o União Brasil de Antônio Rueda, os maiores partidos do Centrão, parecem decididos a não lançar candidato a presidente e  a concentrar seus esforços na eleição de bancadas robustas no Congresso. O PSD de Gilberto Kassab terá candidato a presidente para continuar crescendo em toda parte.

    O jogo que parecia jogado (Lula x Flávio Bolsonaro) foi embaralhado por Kassab ao juntar sob o seu comando três governadores aspirantes à vaga de Lula: Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). Zema, governador de Minas Gerais, insiste em ser candidato.

    Há no mercado teorias para todos os gostos. A direita não bolsonarista seria capaz de conquistar a vaga reservada a Flávio no segundo turno, e se tal acontecesse, ela venceria Lula. Outra teoria: quantos mais candidatos da direita disputar o primeiro turno, mais votos ela reunirá para derrotar Lula depois.

    Kassab já desejou boa sorte a Flávio, o que significa: não o apoiará num eventual segundo turno, liberando os quadros do seu partido para que marchem com quem preferir. Ratinho Júnior será o candidato do PSD a presidente. Flávio sonha em atrair Zema para ser seu vice. E Lula admira Kassab, mas torce por Flávio.

    Vida que segue. Ou melhor: jogo que segue.

     

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  • A operação do cunhado de Vorcaro com um investigado da Carbono Oculto

    A operação do cunhado de Vorcaro com um investigado da Carbono Oculto

    Reprodução/ Linkedin
    Imagem colorida de Fabiano Zettel sentado. Metrópoles

    Um fundo de investimentos de R$ 690 milhões liga o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a um dos principais investigados da operação Carbono Oculto, Ramon Pessoa Dantas.

    O fundo em questão é o FIP Leal (FIP é a sigla para Fundo de Investimento em Participações). Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o FIP Leal, de propriedade de Fabiano Zettel, investia em outros três fundos: o FIP Arleen, o FIP B10 e o FIP Duke.

    Este último, o Duke, tinha Ramon Pessoa Dantas como representante legal. Dantas era o diretor-executivo da principal empresa do grupo Reag, a Reag DTVM.

    Deflagrada pela Polícia Federal (PF) em agosto de 2025, a operação Carbono Oculto mirou a lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da indústria de combustíveis.

    Ramon Dantas tinha papel central nessa trama. Ele assina, em nome da Reag, a venda da Usina Itajobi, em Catanduva (SP), para Mohamed Mourad, o “Primo”.

    Suspeito de lavar dinheiro para o PCC, Mourad adquiriu a Usina Itajobi quando a empresa se encontrava prestes a pedir recuperação judicial. A Itajobi produz etanol a partir de cana-de-açúcar. Foi a primeira usina comprada por Mohamed, usando um fundo chamado Mabruk II, também gerido pela Reag. Os papéis da compra da Itajobi estão na representação da Carbono Oculto.

    Segundo os dados da CVM, a posição do FIP Leal, de Zettel, no fundo Duke tinha valor de mercado de R$ 6,5 milhões em junho de 2024.

    Fabiano Zettel é pastor da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). Ele é formado em direito e CEO da Moriah Asset, um fundo de investimento focado em participações em empresas do setor fitness. Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro.

    A coluna procurou Zettel para comentários, mas ainda não houve resposta. A coluna não conseguiu contato com Ramon Pessoa Dantas. Em ambos os casos, o espaço segue aberto.

  • CPMI do INSS decide se blinda ou quebra sigilos de Lulinha nesta 5ª

    CPMI do INSS decide se blinda ou quebra sigilos de Lulinha nesta 5ª

    Reprodução
    Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

    A CPMI do INSS no Congresso Nacional pode votar nesta quinta-feira, 5/2, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Há também requerimentos de quebra de sigilo de Danielle Fonteles, publicitária que fez várias campanhas do PT, e da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

    O colegiado investiga possíveis ligações do trio com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

    Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário do Careca, Edson Claro, contou que o empresário pagaria uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha — o objetivo seria que o filho do presidente abrisse portas no governo para a Cannabis World, a empresa de maconha medicinal do Careca.

    Como mostrou a coluna, Danielle Fonteles recebeu um pagamento de R$ 200 mil de uma empresa de consultoria com indícios de ser de fachada, a Spyder. Questionada sobre o assunto, Fonteles disse que o pagamento era, na verdade, do Careca do INSS.

    Mensagens de WhatsApp reveladas pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, mostram ainda que Danielle coordenava a operação de maconha medicinal de Antônio Carlos Camilo Antunes em Portugal.

    Já Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e trabalhou junto com o “Careca”. Ela e Antônio Carlos participaram de reuniões no Ministério da Saúde para tratar dos interesses de uma empresa de telemedicina.

    Como mostrou a coluna, Lulinha costuma se hospedar em Brasília em uma casa no Lago Sul que está alugada para Roberta. É o mesmo imóvel que antes era usado pelo presidente do União Brasil, Antônio de Rueda.

    “A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’”, diz um trecho de um dos requerimentos de quebra de sigilo de Lulinha, apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

    Além dele, outros integrantes do colegiado, como Kim Kataguiri (União-SP), também pediram a quebra de sigilo de Lulinha.

    A CPMI também tem pronto para votação um requerimento de quebra dos sigilos de Adroaldo Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência. No último dia 18 de dezembro, Portal foi alvo da PF em uma das fases da operação Sem Desconto, que investiga a “Farra do INSS”. Na ocasião, ele foi afastado do cargo e preso.

  • Duas cidades do DF ficam sem luz nesta terça-feira; veja quais

    Duas cidades do DF ficam sem luz nesta terça-feira; veja quais

    Divulgação/Neoenergia
    Homem trabalhando em um poste - Metrópoles

    O fornecimento de energia elétrica será temporariamente interrompido, nesta terça (3/2), em alguns pontos do Guará e do Plano Piloto.

    A suspensão programada afetará moradores do Guará entre 10h e 16h. Os trabalhos serão executados na QE 01. No Plano Piloto, a interrupção está prevista das 8h30 às 14h30 nas áreas da SQN 314, CLN 314 e SEPN 314.

    Segundo a Neoenergia, serão realizados serviços de manutenção da rede elétrica nos endereços afetados e as interrupções são necessárias para garantir a segurança das equipes.

    Todos os clientes impactados recebem aviso prévio, e a energia pode ser restabelecida antes do horário previsto, conforme o andamento dos trabalhos.

    O horário informado indica o período previsto para a manutenção. Em muitos casos o serviço é concluído antes, de acordo com a companhia. Ocorrências ou situações de risco devem ser comunicadas pelo telefone 116.

  • Policiais civis que abandonaram criança em abordagem viram réus no DF

    Policiais civis que abandonaram criança em abordagem viram réus no DF

    Kebec Nogueira/Metrópoles e Material cedido ao Metrópoles
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    A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra os policiais civis Gustavo Gonçalves Suppa (de camiseta branca na foto em destaque) e Victor Baracho Alves (de camiseta preta). A decisão da 8ª Vara Criminal de Brasília ocorreu meses após a ampla repercussão de vídeos gravados em julho de 2025, que mostram os agentes agredindo um publicitário e abandonando o filho dele, de apenas 5 anos, no comércio da quadra 112 Norte.

    Vídeo:

    O documento foi assinado pelo juiz de direito Osvaldo Tovani no dia 18 de dezembro de 2025. O magistrado considerou que os requisitos legais para a abertura da ação penal foram preenchidos e que há “justa causa” para o prosseguimento do processo criminal. 

    Ao fundamentar o recebimento da denúncia, o magistrado destacou a presença de elementos informativos robustos nos autos. Entre as provas citadas estão um laudo pericial, o relato da vítima e de testemunhas, além de vídeos que registraram a suposta ação delituosa.

    “Vale consignar que, segundo a jurisprudência, a propositura da ação penal exige tão somente a presença de indícios mínimos e suficientes de materialidade e autoria, eis que a certeza será comprovada ou afastada durante a instrução, prevalecendo, nesta fase, o princípio ‘in dubio pro societate’”, ressaltou Tovani.

    A decisão também esclareceu a situação do publicitário agredido pelos policias, Diego Torres Machado de Campos. O juiz mencionou que as condutas atribuídas a ele foram objeto de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) que tramitou na 1ª Vara Criminal de Brasília e já se encontra arquivado.

    Relembre o caso

    Os agentes lotados na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) foram flagrados por populares agredindo Diego na 112 Norte, após um acidente de trânsito sem gravidade. . Os policiais levaram o publicitário e deixaram a criança com estranhos na rua.

    Nos vídeos, um dos agentes envolvidos dá socos em Diego, que está de costas, rendido e sem oferecer qualquer resistência.

    A ação policial teria ocorrido porque o publicitário atingiu, sem maiores danos, uma viatura descaracterizada da DCA. Os dois servidores à paisana desceram enfurecidos e começaram a protagonizar cenas de violência em público.

    No vídeo, é possível ver o policial dando socos no punho de Diego. Momentos depois, o filho da vítima aparece dentro do carro e vê o pai sendo algemado. A criança começa a chorar e é ignorada pelos agentes.

    Diego foi imobilizado, como mostram imagens gravadas por testemunhas. Depois de alguns minutos, mais viaturas chegaram. O publicitário foi liberado da delegacia horas depois do ocorrido.

    Um dia após ocorrido, a Polícia Civil do DF (PCDF) divulgou um nota informando que, após tomar conhecimento do caso, “foram adotadas de forma imediata todas as providências legais e administrativas cabíveis”.

    “A Corregedoria-Geral da instituição instaurou inquérito policial e procedimento administrativo disciplinar para apurar, de forma rigorosa, os fatos sob os aspectos criminal e funcional. Os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais e realocados em funções administrativas”, declarou a corporação à época do ocorrido.

    Procurada novamente pela reportagem nessa segunda-feira (2/2), a corporação disse que não comenda decisões judiciais. “Foi instaurado procedimento na Corregedoria-Geral da PCDF que corre sob sigilo”, pontuou.

  • Advogado de piloto que mandou jovem à UTI: "Foi preso por ser branco e de classe média"

    Advogado de piloto que mandou jovem à UTI: "Foi preso por ser branco e de classe média"

    Pedro Turra

    Advogado do ex-piloto da Fórmula Delta acusado de lesão corporal grave, Eder Fior disse em entrevista ao Metrópoles que Pedro Turra, 19 anos, foi preso por “ser branco e de classe média”.

    Veja vídeo da entrevista com o advogado:

    O advogado disse que tem clientes acusados de crimes mais graves que respondem em liberdade e os comparou com o caso de Pedro, que ele alega estar sendo perseguido por sua classe social. “Então, Pedro está preso por ser um jovem, branco, posicionado na sociedade como de classe média, piloto de carro esportivo. Entendemos que a prisão é a medida mais extrema e que só deve ser adotado em casos extremos“, argumentou.

    A defesa pede imparcialidade por parte da Justiça do Distrito Federal e lisura no processo. “Os fundamentos adotados para prendê-lo são absurdos. Nós discordamos, já entramos com pedido de revogação da prisão, já pedimos agendamento com o juiz que é o juiz natural da causa e, sim, ingressamos com um habeas corpus. Acreditamos que há de se fazer justiça, há de se estabelecer a isonomia e aquilo que o Tribunal da Internet tem feito com o Pedro se possa cessar”, pontuou o advogado.

    “Nós estamos falando de uma pessoa com 19 anos de idade, que poderia estar com tornozeleira eletrônica, que poderia estar com prisão domiciliar, que poderia ter uma série de medidas cautelares ali estabelecidas, não se apresentar após determinado horário, não se aproximar de testemunhas, de família da vítima, de uma série de situações que não fossem essa medida extrema. O que acontece com essa prisão é que uma resposta social”, alegou Eder Fior.

    “Espetacularização”

    O advogado critica a condução do caso pela Polícia Civil do DF (PCDF). Segundo o defensor, a corporação está fazendo uma “espetacularização do caso”.

    “Nós realmente sentimos muito em torno dessa espetacularização que está sendo feita. Observe que o juiz que determinou a prisão do Pedro foi enfático ao final da decisão em determinar que a polícia não fizesse espetacularização do caso, não expusesse a imagem do Pedro e se certificasse para que aquilo se desse dentro de um ambiente de proteção. Não foi o que aconteceu. Nós vimos autoridade chorando”, criticou.

    A defesa também criticou o fato do delegado da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Pablo Aguiar, ter chorado na sexta-feira (30/1), durante coletiva de imprensa ao detalhar o caso. “Nós vimos autoridades que não têm qualificação profissional na área médica para chamar o meu cliente de sociopata. Nós vimos uma condenação antecipada com o inflamar da sociedade, da opinião pública. E é só por isso que o meu cliente está preso. E com isso nós não podemos concordar”, concluiu.

    Eder Fior argumentou que por se tratar de uma investigação e que em caso de condenação por lesão corporal, não culminaria em prisão. “Se o caso seguir da forma como está, nós estamos falando de um caso de lesão corporal de natureza grave, que sequer daria prisão no caso de uma condenação. Então, essa pena antecipada é absurda sob qualquer ótica. E eu falo do ponto de vista do direito”, alegou.


    Entenda o caso:


    Outras acusações

    Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal envolvendo Pedro Turra:

    Sobre as outras acusações contra Pedro, o advogado disse que os casos teriam sido utilizados para manter Pedro preso.  O advogado reforçou a demora nas denúncias das outras acusações contra Pedro.

     Veja o momento em que Pedro Turra agride adolescente que está na UTI:

     

    “Se nós formos julgar quem quer que seja por fatos pretéritos, eu acho que nós vamos prender todo mundo. Porque passado é complicado. Agora nós estamos falando de coisas relativamente distantes, 6 meses, 7 meses, 8 meses, que não houve um boletim de ocorrência no momento em que aconteceram, só surgem agora desse modo que a gente tá assistindo e que está sendo utilizado como fundamento para a manutenção do Pedro”, disse o advogado.

  • Veja ranking das 10 principais causas de mortes entre adultos de 30 a 69 anos no DF

    Veja ranking das 10 principais causas de mortes entre adultos de 30 a 69 anos no DF

    Michael Melo/Metrópoles
    Cemitério - Metrópoles

    Infarto agudo do miocárdio, câncer de mama e câncer de brônquios e de pulmões são as principais causas de mortes de pessoas entre entre 30 e 69 anos no Distrito Federal (DF). O diagnóstico é um dos alertas do novo boletim epidemiológico de mortes prematuras, divulgado pela Secretaria de Saúde, nessa segunda-feira (2/2).

    Veja o ranking das 10 principais causas de morte de adultos em 2024:

    1º – Infarto agudo do miocárdio

    2º – Câncer de mama

    3º – Câncer de brônquios e de pulmões

    4º –  Doença isquêmica crônica do coração

    5º – Pneumonia bacteriana

    6º – Doença Alcoólica do Fígado

    7º – Causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade

    8º – Diabetes mellitus

    9º – Dengue

    10º – Câncer do cólon (intestino)

    Segundo a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF, Mélquia Lima, é preciso avaliar os casos em que as doenças causaram mais óbitos.

    “O aumento no ranking de algumas doenças é um alerta para sensibilizar as pessoas a buscar os serviços de saúde e para a necessidade de qualificar a rede na detecção precoce e no tratamento em tempo oportuno, como é o caso dos cânceres de mama, de brônquios e pulmões e cólon (intestino), bem como da doença isquêmica crônica do coração”, explica Lima.

    1º – Infarto agudo do miocárdio

    2º – Agressões por arma de fogo

    3º – Diabetes mellitus

    4º – Câncer de mama

    5º – Doença Alcoólica do Fígado

    6º – Câncer de brônquios e de pulmões

    7º – Complicações de cardiopatias e doenças cardíacas mal definidas ou não especificadas

    8º – Insuficiência cardíaca

    9º – Acidente Vascular Cerebral (AVC)

    10º – Pneumonia por microrganismo não especificada

    Em 2014, o câncer de mama estava na quarta colocação do ranking no ranking de causas de óbito e, em 2024, apareceu na segunda posição.

    Já o câncer dos brônquios e dos pulmões subiu da sexta para a terceira colocação. Em 2024, o câncer de intestino (cólon) entrou para as 10 doenças com maiores causas de óbito, saindo da 19ª posição para a décima.

    No entanto, o maior crescimento ficou com a dengue: saltou da 146ª posição, em 2014, para a 9ª em 2024.

    Reduções

    A pasta destacou a redução de mortes causadas por agressão com disparo de arma de fogo. De 2014 e 2024, o número caiu de 211 para 62 ocorrências, o suficiente para fazer essa causa de morte ir do segundo lugar para a 29ª posição.

    Também chama a atenção os óbitos decorrentes de diabetes mellitus: em 2014, foram 166 casos, ocupando o terceiro lugar. Dez anos depois, 129 ocorrências fizeram a doença cair para a oitava posição.

    Para Mélquia Lima, o cuidado em saúde oferecido pelos serviços da rede pública pode ter contribuído para a redução dos casos de óbitos por diabetes.

    Reação

    O DF enfrentou uma epidemia de dengue entre 2023 e 2024. Segundo a pasta, uma série de medidas foi adotada. E por isso, houve uma queda de 96% nos casos.

    A pasta ainda afirmou ter adotado ações consistentes para combater o câncer, a exemplo do programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não”.

    No âmbito do programa, segundo a secretaria, é possível mensurar as reduções: de março de 2025 a janeiro de 2026, a lista para consulta de oncologia caiu 52,3%, de 889 para 424 pessoas, considerando a inserção de mais de 300 novos casos por mês.

    Mortes prematuras

    Segundo Mélquia Lima, o recorte da população de 30 a 69 anos é realizado em vários países a fim de compreender melhor os óbitos de pessoas em faixas etárias abaixo da expectativa de vida da população. Por esse motivo, tratam-se de mortes chamadas de “prematuras”.

    Vale ressaltar que o DF possui a maior expectativa de vida do Brasil, com média de 79,7 anos, superando a média nacional (76,6 anos). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm expectativa de 82,9 anos e os homens 76,3 anos no DF.

  • Exclusivo: Careca do INSS citava Lulinha ao tratar com parceiros comerciais, diz testemunha

    Exclusivo: Careca do INSS citava Lulinha ao tratar com parceiros comerciais, diz testemunha

    Arte Metrópoles/Reproduçãp
    Careca do INSS e Lulinha

    Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou à coluna que o empresário costumava esbanjar uma suposta relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais.

    “Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’, e sinalizava mostrando a mão com 4 dedos… falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria”, detalhou o ex-funcionário, hoje considerado uma testemunha-chave da Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura a chamada Farra do INSS, cujo esquema foi revelado pelo Metrópoles.

    Essa é a primeira entrevista dada pelo ex-funcionário do Careca do INSS à imprensa. A coluna esteve com a testemunha na última semana. Optou-se por preservar o nome dele em razão de supostas ameaças que o lobista teria feito em meados de junho de 2025.

    Para além da conversa, o ex-funcionário enviou todas as respostas por escrito. O documento está reproduzido na íntegra ao fim desta reportagem.

    Ainda em relação a Lulinha, a testemunha confirmou o depoimento que deu à Polícia Federal sobre uma suposta mesada que o Careca do INSS dava para o filho do presidente. “Antonio me disse que ele pagava uma mesada de 300 mil e que antecipou 25 milhões (não foi falado em que moeda) em função do Projeto Amazônia e Projeto Teste de Dengue. Antônio comentou que algumas vezes o encontrava em SP e DF”, escreveu o ex-funcionário.

    Lulinha é citado como possível sócio oculto do Careca do INSS em negócios na área da saúde que seriam realizados junto ao governo federal. Uma dessas parcerias previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

    Diálogos obtidos pela Polícia Federal entre o lobista e um outro funcionário revelam que o empresário mandou R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e alvo da última fase da Operação Sem Desconto. Em uma dessas transferências, o Careca do INSS explicou, por mensagem de texto, que o dinheiro era para “o filho do rapaz”, possivelmente se referindo a Lulinha.

    Lulinha e Roberta Luchsinger
    Lulinha e Roberta Luchsinger

    A amiga do filho do presidente Lula é apontada como o núcleo político do Careca do INSS. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em abril de 2025, ela manteve relações com o lobista, segundo a Polícia Federal.

    A corporação também identificou, a partir de trocas de mensagens entre Roberta e o Careca do INSS, que ela avisou o empresário que a PF apreendeu um envelope “com nome do nosso amigo” e manifestou preocupação com a divulgação desse vínculo.

    Conforme revelou a coluna, novas mensagens em posse da PF, revelam que o Careca do INSS mandou entregar, em dezembro de 2024, um “medicamento” para o apartamento que Lulinha morava em São Paulo. A encomenda foi endereçada a Renata Moreira, esposa de Lulinha. Procurado à época, Fábio Luís declarou desconhecer o assunto e negou qualquer relação de proximidade Antonio.

    A coluna Andreza Matais, do Metrópoles, também mostrou que Lulinha e o Careca do INSS viajaram juntos de 1ª classe de Guarulhos (GRU) para Lisboa (LIS), no dia 8 de novembro de 2024.

    Amiga de Lulinha fez lobby na Saúde ao lado do Careca do INSS

    Conforme revelou a coluna, Roberta Luchsinger fez lobby no Ministério da Saúde com o Careca do INSS. Essa parceria também foi citada pela Polícia Federal ao solicitar ação contra a empresária.

    Os dois estiveram juntos na pasta no mesmo dia e representando a mesma empresa. Registros obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que o lobista esteve cinco vezes no ministério. Em 2024, ele se apresentou três vezes como diretor de uma empresa de telemedicina. Em uma dessas idas, estava acompanhado de Roberta Luchsinger. Já em 2025, o Careca do INSS entrou no prédio do Ministério da Saúde duas vezes como presidente da World Cannabis, a sua empresa de maconha.

    Em nota anterior, a defesa de Luchsinger alegou que ela foi procurada por Antunes para atuar no mercado de canabidiol e que as atividades “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. Ela também assegurou que não tem envolvimento na fraude do INSS.

    Veja o depoimento feito à coluna pelo ex-funcionário do Careca do INSS:

    Leia aqui o documento escrito pelo ex-funcionário do Careca do INSS e enviado com exclusividade à coluna. O texto foi mantido na íntegra, sem alterações.