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  • Defesa Civil de SP alerta para risco de chuvas fortes e tempestades

    Defesa Civil de SP alerta para risco de chuvas fortes e tempestades

    Divulgação/Governo de SP
    chuva-sp

    A Defesa Civil do Estado de São Paulo alerta que entre esta segunda-feira (2/2) e terça-feira (3/2) a passagem de um sistema meteorológico próximo ao território paulista criará condições para chuvas mais persistentes, acompanhadas por descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo em pontos isolados, atingindo diversas regiões do estado.

    As chuvas mais fortes ocorrerão na terça-feira e estarão concentradas no oeste do estado, próximo à divisa com o estado do Paraná.


    Os atuais modelos meteorológicos indicam acumulados significativos de chuva, que variam conforme a região:


    O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), manterá plantão 24 horas durante estes dias e o Gabinete de Crise funcionará no formato remoto, com todas as concessionárias mobilizadas. Em caso de agravamento das chuvas, o Gabinete será transferido para a modalidade presencial.

    Recomendações da Defesa Civil

    A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas sujeitas a alagamentos e enxurradas, não atravessar vias inundadas e buscar abrigo em local seguro durante temporais, mantendo distância de árvores, postes e estruturas metálicas.

    Em áreas de encosta, é importante observar sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, nas paredes dos imóveis e inclinação de árvores ou postes.

    Em caso de emergência, as pessoas devem acionar o a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

  • A noiva a ser disputada no segundo turno por Lula e Flávio

    A noiva a ser disputada no segundo turno por Lula e Flávio

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Kassab defendeu Tarcísio

    Tudo o que é sólido ou parece sólido desmancha no ar. E foi o que aconteceu com a candidatura a presidente da República de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Ela não resistiu às más traçadas linhas da carta do presidiário Jair Bolsonaro de apoio a Flávio para sucedê-lo como dono dos seus votos.

    Estava escrito nas estrelas que seria assim, mas não na imprensa porta-voz da direita de fraque e cartola. Essa torceu por Tarcísio até o último minuto da prorrogação. Vez em quando ainda se lê ou se escuta alguém dizer que Bolsonaro, mais adiante, poderá mudar de opinião. Tantas vezes já não o fez, não é verdade?

    Quem sabe não o fará se remetido em breve à prisão domiciliar? Ou se Flávio, o menos carismático dos Zeros, e o mais vulnerável a denúncias de corrupção, empacar nas pesquisas de intenção de voto? Por ora, ele vai bem, obrigado.  Se a eleição fosse hoje, Flávio enfrentaria Lula no segundo turno.

    Segundo a Quaest, em agosto do ano passado, Lula tinha 48% de intenção de voto, caiu para 46% em dezembro e oscilou para 45% em janeiro. No mesmo período, Flávio passou de 32% para 36% e 38%. A manter-se tal progressão, a próxima, como a de 2022, será outra vez uma eleição duramente disputada. A não ser…

    A não ser que prevaleça o desejo por mudança entre os eleitores que não gostariam de votar em Lula nem em um bolsonarista raiz. A não ser que decole um dos três aspirantes a candidato a presidente pelo PSD de Gilberto Kassab, o mago do momento. Os três se resumem a um: Ratinho Júnior, governador do Paraná.

    Ao fundar o PSD, Kassab disse que seu partido não seria de direita, nem de esquerda, nem de centro; seria, simplesmente, “a favor do Brasil”. Virou uma espécie de franquia. E cresceu a galope, juntando-se à direita, à esquerda e ao centro de acordo com as conveniências locais dos seus franqueados a cada nova eleição.

    Mais uma vez será assim. O PSD detém três ministérios no governo Lula, mas Kassab apoiará a reeleição de Tarcísio. Ratinho Júnior promete indultar a pena de Bolsonaro caso se eleja, mas sobre isso Kassab se cala. Em uma dezena de Estados, o PSD poderá marchar com Lula, ignorando Ratinho. Fazer o quê?

    O PSD nada tem a perder ao se oferecer como opção a Lula e a Flávio. Se não ultrapassar a barreira do primeiro turno, será a noiva mais disputada no segundo. E cobrará caro por isso, muito caro. De resto, 2030 é logo ali.

     

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  • CGU estipula prazo para INSS corrigir falhas

    CGU estipula prazo para INSS corrigir falhas

    Fiscalização da CGU aponta fragilidades e longa espera entre agendamento e atendimento para perícias médicas a avaliações sociais no INSS

  • Senado ignora CPMI e dados do WhatsApp de Vorcaro ficam com Alcolumbre

    Senado ignora CPMI e dados do WhatsApp de Vorcaro ficam com Alcolumbre

    Vinicius Schmidt/Metropoles
    Davi Alcolumbre: ele tem os dados de Vorcaro pedidos pela CPMI do INSS

    A Advocacia do Senado Federal ignorou um pedido da CPMI do INSS para que o colegiado tivesse acesso aos dados sigilosos do empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Até agora, esses dados seguem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

    Na prática, Alcolumbre tem nas mãos a quebra dos sigilos telemáticos de Vorcaro enviados pela Meta — ou seja, a lista de seus contatos e grupos no WhatsApp — e as informações sobre a movimentação financeira do banqueiro. Como mostrou a coluna, esses dados mostram gastos exorbitantes da parte de Vorcaro, com faturas de cartão de crédito de até R$ 2,4 milhões por mês.

    No último dia 12 de dezembro, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os dados sigilosos de Daniel Vorcaro que haviam sido enviados à CPMI do INSS fossem encaminhados ao gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Com isso, o colegiado ficou sem acesso às informações.

    Ainda em dezembro, a CPMI pediu à Advocacia do Senado que peticionasse junto a Toffoli pela liberação dos dados. Nesta semana, quase dois meses depois, integrantes da CPMI questionaram a Advocacia do Senado sobre o andamento do caso. Foram surpreendidos com a informação de que o órgão não fez qualquer petição a Toffoli sobre o assunto.

    No fim do ano passado, a CPMI havia aprovado a quebra dos sigilos telemático, bancário e fiscal de Vorcaro. O motivo é que o Banco Master, de Vorcaro, mantinha um acordo de cooperação técnica com o INSS para oferecer crédito consignado a aposentados.

    “A instituição financeira é uma das que registra os maiores números de reclamações na Plataforma Consumidor.gov.br no que se refere aos empréstimos consignados”, registra o requerimento de convocação de Vorcaro, elaborado pela senadora Damares Alves.

    Nesta sexta-feira, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que solicitou “uma audiência com o ministro Dias Toffoli para tratar da devolução do material retirado da CPMI do INSS”.

    Ao todo, a CPMI aprovou sete requerimentos relacionados a Vorcaro. Além da convocação dele, foram solicitados também relatórios de inteligência financeira dele e de suas empresas, além da quebra do sigilo telemático. A CPMI também foram aprovados requerimentos de convocação para outros dirigentes do Banco Master, como o ex-diretor de compliance, Luiz Antônio Bull.

    A coluna procurou a assessoria de imprensa do Senado e a Advocacia do Senado para comentários, mas ainda não há resposta. O espaço segue aberto.

  • Brasília em trilhos: veja novo projeto do VLT entre a W3 e o aeroporto

    Brasília em trilhos: veja novo projeto do VLT entre a W3 e o aeroporto

    Material cedido ao Metrópoles
    VLT - Metrópoles

    O Governo do Distrito Federal (GDF) refez o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de ligação entre a Avenida W3 do Plano Piloto e o Aeroporto Internacional de Brasília. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou a versão original, porque o traçado previa uma rede de fiação de energia aérea e, por isso, iria ferir o tombamento da capital brasileira. O Palácio do Buriti reformulou a proposta com os fios sob o solo.

    Veja o projeto:

    O novo projeto da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) está em análise no Tribunal de Contas (TCDF). Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o projeto prevê duas fases de implantação. A primeira liga o Terminal da Asa Norte, ainda em fase de licitação sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ao Terminal da Asa Sul. A segunda ligará o Terminal da Asa Sul ao aeoroporto.

    “O projeto prevê 39 trens: trinta e três operando na W3 e seis entre o Terminal da Asa Sul e o aeroporto. Cada veículo terá 45 metros de cumprimento, dividido em sete módulos, com capacidade de 400 a 560 passageiros. O valor poderá ser atualizado após a análise do Tribunal de Contas, mas previsão inicial do custo total é de R$ 3,9 bilhões. É um valor de referência. É obvio que esse valor será diferente”, disse Zeno.

    Segundo Gonçalves, o projeto foi reestruturado para atender as normas do tombamento do Plano Piloto. “O Iphan foi contra a opção de catenária. As catenárias são aquelas hastes que ficam por cima para alimentar os trens. Justamente por ser uma área tombada, o Iphan vetou. Reestruturamos o projeto e apresentamos um modelo de Alimentação pelo Solo, chamamos de APS”, explicou.

    Caso o projeto seguisse com a fiação aérea, toda vegetação teria de ser eliminada e a obrigaria a reconfiguração completa do trecho. O sistema de Alimentação pelo Solo (APS) é menos invasivo.

    O VLT percorrerá 16 quilômetro (km) pela W3 com 24 estações. O veículo será construído no canteiro central da avenida. E seguirá por 6 km entre o Terminal da Asa Sul e o aeroporto com 4 estações.

    O projeto prevê a concessão da administração do VLT por 30 anos. De acordo com Gonçalves, o GDF não desembolsou recursos públicos. “A projetista só vai receber o pagamento quando a concessão for concretizada, a concessionária pagará pelo projeto. O governo não teve que desembolsar nada”, explicou. De acordo com o secretário, após a aprovação do TCDF, o governo vai atualizar os valores do projeto e lançará o edital de licitação.

    VLT de Ceilândia e Taguatinga

    A vice-governadora do DF Celina Leão (PP), enquanto governadora em exercício, assinou a ordem de serviço para a contratação do estudo técnico para a construção do VLT de ligação entre Ceilândia e Taguatinga, passando pela Avenida Hélio Prates e com conexão direta com o Metrô, em 15 de janeiro de 2026. “Ceilândia e Taguatinga são o coração do DF”, afirmou Celina.

    O governo também planeja construir um Mercadão Municipal no centro de Ceilândia, ligado ao novo transporte coletivo público. “A ideia requalificar Ceilândia e Taguatinga. São as nossas maiores cidades. Elas precisam ter esse olhar”, completou. Os trens de superfície estarão ligados ao Metrô.

    Segundo o secretário de Obras, Valter Casimiro, inicialmente, havia previsão de transporte público apenas com ônibus na Hélio Prates, mas a revisão do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) indicou a necessidade e possibilidade de implantação do VLT. “A Hélio Prates precisa de um veículo de maior capacidade”, afirmou.

    De acordo com o secretário, a linha do VLT deverá ligar a região do Sol Nascente e do Pôr do Sol até o final do Pistão Sul, com integração ao Metrô. Para Casimiro, o VLT trará mais velocidade e conforto para os usuários. O estudo definirá os parâmetros do novo transporte, a exemplo do número de passageiros por vagão.

  • Com construção do VLT em Brasília, ônibus serão "eliminados" da W3

    Com construção do VLT em Brasília, ônibus serão "eliminados" da W3

    Material cedido ao Metrópoles
    VLT - Metrópoles

    Após a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Plano Piloto e o Aeroporto Internacional de Brasília, o Governo do Distrito Federal (GDF) planeja retirar os ônibus convencionais do sistema de transporte público da Avenida W3. Apenas coletivos fazendo a ligações tranversais com Eixo Monumental, por exemplo zebrinhas, transporte da vizinhança, que faz a ligação entre quadras, continuarão na via.

    Veja o projeto:

    O governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou o projeto do VLT em 2019, como uma proposta para melhorar o trânsito e diminuir os congestionamentos no centro de Brasília (DF).

    “O eixo W3 não vai ser mais cortado por ônibus. Vai ser pelo VLT”, afirmou o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves.

    Hoje, aproximadamente, 400 ônibus transportam passageiros pela W3.

    “Todos esses ônibus que hoje operam na W3 serão eliminados. Serão desviados para reforçar outras linhas em outras regiões, tornando o sistema muito mais eficiente”, pontuou. Segundo o secretário, a revisão do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) reforçou a necessidade do VLT para o transporte público do DF.

    Do ponto de vista do secretário, a mudança contribuirá para a redução da poluição, do número de veículos na W3 e prevê mais conforto para os passageiros do transporte público. “Com isso, na W3, que é um eixo importante do transporte no DF, nós teremos um trânsito muito melhor”, disse.

    De acordo com Gonçalves, com a chegada do VLT, aproximadamente 250 ônibus irão levar passageiros apenas até os terminais das asas Sul e Norte, sendo que este último ainda está em fase de licitação pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Os demais 150 serão remanejados para reforçar a operação em outras áreas. “Esse 400 ônibus que hoje entopem as paradas da W3 deixarão de circular, porque nós vamos ter as estações do VLT”, destacou.

    TCDF

    O GDF refez o projeto do VLT de ligação entre a W3 e o Aeroporto Internacional de Brasília. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou a versão original, porque o traçado previa uma rede de fiação de energia aérea e isso feriria o tombamento da capital brasileira. O Palácio do Buriti reformulou a proposta com os fios sob o solo.

    VLT de Ceilândia e Taguatinga

    A vice-governadora do DF Celina Leão (PP), enquanto governadora em exercício, assinou a ordem de serviço para a contratação do estudo técnico para a construção do VLT de ligação entre Ceilândia e Taguatinga, passando pela Avenida Hélio Prates e com conexão direta com o Metrô, em 15 de janeiro de 2026. “Ceilândia e Taguatinga são o coração do DF”, afirmou Celina.

    O governo também planeja construir um Mercadão Municipal no centro de Ceilândia, ligado ao novo transporte coletivo público. “A ideia requalificar Ceilândia e Taguatinga. São as nossas maiores cidades. Elas precisam ter esse olhar”, completou. Os trens de superfície estarão ligados ao Metrô.

     

     

     

  • CLDF retoma atividades para último ano do atual mandato

    CLDF retoma atividades para último ano do atual mandato

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Plenário da CLDF - Metrópoles

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retoma as atividades nesta terça-feira (3/2) para o último ano do atual mandato, que teve início em 1º de janeiro de 2023. A última reunião da Casa havia ocorrido em 11 de dezembro de 2025, antes de o recesso parlamentar ter início.

    A primeira sessão ordinária está prevista para ocorrer às 15h, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital – nos canais 9.3 da tevê aberta, 11 da Claro, e 9 da Vivo – e pelo YouTube da CLDF.

    Como de praxe, a cada novo período legislativo, a sessão inaugural tem caráter solene e deve contar com a presença de um representante do governo do DF.

    Como a última reunião do Colégio de Líderes ocorreu ainda antes do recesso, há de se aguardar quais serão as prioridades dos deputados distritais nessa volta.

    Ao Metrópoles, Wellington Luiz (MDB), presidente da Câmara Legislativa, informou que os deputados se reunirão ao longo desta semana para definir as prioridades a serem votadas antes das eleições.

    “Os principais projetos serão discutidos agora no início do exercício. [..] Outros serão discutidos entre os poderes Executivo e Legislativo para que a gente defina quais são os projetos que visam atender a população em suas maiores necessidades e que devemos dar prioridade”, declarou.

    “Volto a dizer que a segurança merece uma atenção especial. Existe aí algumas ideias, algumas iniciativas que estão sendo tratada com nosso secretário de Segurança [Sandro Avelar] e com o chefe da Casa Civil [Gustavo Rocha] para garantir uma melhor segurança pública para nossa capital. Eu acho que tudo aquilo que for na área de segurança ou na área de saúde merecem, sim, um tratamento especial”, pontuou.

    Imagem colorida do presidente da CLDF Wellington Luiz (MDB). Ele tem pele parda, usa terno preto e camiseta branca - Metrópoles
    O presidente da CLDF Wellington Luiz (MDB)

    Wellington afirmou, ainda, que apesar de 2026 ser um ano eleitoral – e deputados terem de dar atenção também à campanha eleitoral, a população do DF poderá procurar a Casa sempre que necessitar. “A população pode esperar da câmara muito compromisso e comprometimento com as causas da sociedade”, declarou.

    “É um ano difícil, menor, um ano eleitoral– em que os políticos se dedicam às suas campanha, mas sem perder de vista aquilo que é mais importante pra população. Então, comprometimento e o respeito aos direitos da população com certeza serão preservados. Fizemos isso nos três primeiros anos e tenho certeza que no quarto não será diferente”, finalizou o presidente da CLDF.

    Projetos que podem ser analisados

    Segundo deliberação que consta na última Ordem do Dia, de 23 de dezembro, poderão ser apreciados durante a sessão ordinária, entre outros, os seguintes projetos de lei:

    Títulos polêmicos

    Além desses, também serão discutidos e poderão ser votados projetos de decretos legislativos – retirados de pauta em 2025 – que concedem títulos de cidadãos honorários de Brasília a personalidades como:

  • Barbie PM e viatura-motel: sexualizar policiais nas redes é crime?

    Barbie PM e viatura-motel: sexualizar policiais nas redes é crime?

    Lara Abreu / Arte Metrópoles
    Policiais sexualizadas: perfis falsos e conteúdo proibido são banidos

    O uso deInteligência Artificial (IA) nas redes sociais para criar imagens sexualizadas de policiais femininas tem chamado atenção das autoridades de Segurança Pública. Na última semana, diversas páginas compartilharam a foto de uma mulher loira, com aparência atraente, vestindo uma blusa idêntica à da Polícia Civil — sem indicação de estado — fazendo uma selfie. Ao lado dela, apareceria um agente, supostamente dirigindo uma viatura.

    Embaixo da foto gerada por IA, tinha um vídeo de uma mulher transando dentro de um carro, com a legenda: “Delegada é flagrada dentro de um carro com parceiro de farda em rua escura”.

    Outras contas replicaram a mesma imagem, alterando apenas os títulos, mas mantendo a narrativa de que uma suposta delegada estaria envolvida em relações sexuais com um colega durante o expediente.

    Na mesma rede social, outros perfis exibem a chamada “Barbie da PM e uma policial acompanhada da legenda: “Ninguém sabe, mas hoje eu raspei a minha ‘ppk’ antes do serviço”. As fotos foram borradas, pois ainda não há confirmação de que se trate de pessoas reais; algumas podem ter sido geradas ou modificadas por IA.

    Imagens: 

    Investigações

    Embora a imagem aparente ser fictícia e, portanto, não configure crime penal diretamente, a situação gera constrangimento às corporações e caracteriza sexualização indevida de mulheres, afetando a imagem institucional. O episódio tem motivado investigações, e algumas contas já foram suspensas com base no Marco Civil da Internet, que prevê a responsabilização de provedores e usuários por conteúdos que violem direitos civis, incluindo a criação de perfis falsos ou difamatórios.

    Além do direito civil de solicitar a exclusão de perfis fraudulentos, plataformas como a Meta possuem diretrizes que proíbem a criação de contas com informações falsas ou que objetivem constranger terceiros.

    Criação de perfis falsos

    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) diz que atua de forma permanente no enfrentamento a crimes digitais, inclusive envolvendo o uso indevido de tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial. A corporação possui a Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e divisão pericial no Instituto de Criminalística, capacitada para atuar com tecnologia de IA.

    Todas as delegacias da PCDF estão aptas a apurar crimes digitais conforme a natureza do fato, e os policiais civis recebem capacitação contínua por meio da Escola Superior de Polícia, especialmente em temas relacionados a crimes cibernéticos e novas tecnologias.

    A PCDF orienta que qualquer pessoa que se sinta lesada ou tenha conhecimento de situações envolvendo uso indevido de imagem, criação de perfis falsos ou manipulação de conteúdo digital procure a corporação para registro da ocorrência, incluindo a possibilidade de denúncia anônima, garantindo a adequada apuração dos fatos.

  • Fundos ligados a políticos do MT receberam milhões após acordo da Oi

    Fundos ligados a políticos do MT receberam milhões após acordo da Oi

    Reprodução/Redes Sociais
    Mauro Mendes e o filho_capa

    Uma ação popular ajuizada no Mato Grosso (MT) aponta que empresas ligadas a parentes do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do deputado federal licenciado e chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), teriam se beneficiado de um acordo para o pagamento de uma dívida tributária da empresa Oi, no valor de R$ 308 milhões. A movimentação, segundo a denúncia, também teria favorecido o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça do MT (TJMT).

    A ação foi movida pelo ex-governador mato-grossense Pedro Taques (2015 e 2019), que também é ex-procurador da República. Taques é adversário político de Mauro Mendes na disputa por uma das duas vagas do estado para o Senado nas eleições deste ano.

    Taques, que atualmente chefia um escritório de advocacia no MT, apresentou outras cinco representações com pedidos de investigação sobre o suposto episódio. Elas foram protocoladas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Procuradoria-Geral da República (PGR), no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na Assembleia Legislativa de MT.

    Dívida tributária

    De acordo com a ação popular, o governo do MT executou, em 2009, uma dívida fiscal de ICMS contra a empresa de telefonia Oi, que está em processo de recuperação judicial, depois da suspensão de um decreto de falência no final de 2025. Nove anos depois, em 2018, o processo contra a companhia foi concluído a favor do estado do Mato Grosso.

    Em 7 de novembro de 2020, porém, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma guinada no caso. Ela determinou que a lei que dava sustentação à cobrança do ICMS era inconstitucional. Com isso, surgiu um fato novo e a Oi passou a ter o direito de entrar na Justiça com ação rescisória do débito.

    Para isso, contudo, havia um limite de tempo. Segundo a ação popular, ele teria vencido em 7 de novembro de 2022 e a Oi só protocolou a rescisória no dia 9 de novembro. Ou seja, com o atraso, a empresa teria perdido o direito de recorrer da medida. A atual denúncia afirma que a Procuradoria-Geral do MT (PGE), órgão que advoga pelos interesses do estado, não contestou a suposta perda do prazo processual.

    Em outubro de 2023, acrescenta a ação popular, a Oi vendeu os direitos creditórios ao escritório Ricardo Almeida Advogados Associados por R$ 80 milhões. Dois meses depois, em dezembro de 2023, o mesmo escritório propôs um acordo ao estado do MT para encerrar o litígio. O valor da dívida, nessa ocasião, foi estimado em R$ 583,4 milhões. Depois, com a negociação, foi reduzido para R$ 308 milhões.

    Com aval da PGE, o acordo foi firmado em 25 minutos, no dia 10 de abril de 2024. Nessa data, diz o processo, a papelada saiu às 16h57 da PGE com o parecer favorável, foi homologada pelo procurador-geral às 17h16 e chegou ao gabinete do governador às 17h19. O documento recebeu a assinatura final às 17h22. A ação afirma que, a partir daí, houve o pagamento dos R$ 308 milhões para o escritório de advocacia.

    Rede de fundos

    Segundo a ação, o repasse dos R$ 308 milhões foi para uma rede de sete fundos de investimento. Na ponta dessa estrutura financeira estariam o Royal Capital FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios) e o Lotte Word (outro FDIC), ambos administrados pelo Banco Master. A seguir, viriam o Golden Bird FIDC, o Coliseu FDIC, o Venture Finance, o GS Heritage FIM e o 5M Capital FIP (Fundo de Investimento em Participações).

    Empresas

    O ponto central da ação popular afirma que, na outra ponta do suposto esquema, estavam nove empresas que foram beneficiadas, com investimentos dos fundos. O Lotte Word teria usado recursos para adquirir direitos creditórios de companhias como a Universal Comercializadora e Mega Comercializadora de Energia. Ambas, cita a ação, pertencem ao pai de Fábio Garcia, o chefe da Casa Civil do MT.

    O Royal Capital, acrescenta a ação, teria cedido direitos creditórios para o escritório de advocacia Ricardo Almeida. Posteriormente, recursos do Lotte e do Royal teriam irrigado os demais fundos (Golden Bird, Coliseu, Venture Finance, GS Heritage e 5M Capital).

    O Coliseu teria aportado R$ 34 milhões para adquirir cotas do Lotte Word e do Venture FIDC. Este, por sua vez, adquiriu R$ 100 milhões em debêntures da Sollo Energia e R$ 19 milhões em notas promissórias da Minerbras Mineração. As duas empresas têm como sócio-administrador o filho do governador, Luis Antônio Taveira Mendes, conhecido como Luisinho (na foto em destaque, ao lado do pai).

    O ex-governador Pedro Taques, procurado pelo Metrópoles, afirmou que a ação popular é resultado de uma investigação conduzida desde maio de 2025. “Nesse período, estando em risco de serem identificadas essas relações societárias e de controle de fundos e empresas, Luis Taveira Mendes passou a figurar como ex-sócio das empresas implicadas na rede, como no caso da Minerbras Mineração e do seu fundo 5M Capital”, diz. Taques acrescentou que o “enredo descrito aponta para o protagonismo do advogado Ricardo Almeida”, nomeado desembargador do TJMT, em 2025, pelo governador Mauro Mendes.

    Desembargador contesta

    Procurado pelo Metrópoles, o desembargador Ricardo Almeida contestou as acusações feitas pelo ex-governador mato-grossense. “Os fatos mencionados referem-se a período anterior à minha atuação como desembargador, quando ainda exercia a advocacia. À época, meu escritório foi regularmente contratado para intermediar a aquisição de créditos da Oi S/A em favor de fundos de investimento legalmente constituídos”, afirmou.

    Almeida afirma que a aquisição dos créditos e as tratativas de composição com o estado de Mato Grosso “foram conduzidas de forma regular e resultaram na celebração de termo de composição devidamente homologado pelo Poder Judiciário, com significativo desconto em favor do Estado”.

    De acordo com Almeida, a legalidade da aquisição do crédito foi reconhecida pelo juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, após manifestação do administrador judicial. “Da mesma forma, o juízo do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0 da Comarca de Cuiabá, após ouvir o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, reconheceu a regularidade dos pagamentos efetuados, nos termos do acordo homologado”.

    Por fim, o desembargador diz que “todas as decisões judiciais mencionadas encontram-se transitadas em julgado” e que “os valores restituídos pelo estado de Mato Grosso decorrem de decisão do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a inconstitucionalidade da cobrança realizada em desfavor da Oi S/A”.

    Resposta do governo

    Por meio de nota, o governo do Mato Grosso, respondeu às acusações em cinco tópicos. Veja a íntegra:

    1- “O acordo conduzido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) ocorreu no processo da Oi de forma correta, legal e com vantagem para o estado, evitando o bloqueio das contas. Em 2010, o estado bloqueou dinheiro da Oi e o tributo objeto do bloqueio foi considerado inconstitucional pelo STF, ou seja, o estado tinha a obrigação legal de devolver o valor corrigido

    2- “Esse crédito que a Oi tinha para receber foi cedido pela empresa a terceiros, de forma legal, fato atestado pelo administrador judicial e pela Vara da Recuperação Judicial.

    3- “A PGE formalizou um acordo para evitar mais prejuízo ao estado e parcelou o pagamento, conseguindo mais de R$ 300 milhões de economia aos cofres públicos. Portanto, todo o trâmite deste processo seguiu os princípíos da legalidade e vantajosidade.

    4 – “Eventuais fatos ocorridos após o pagamento estão exclusivamente na área privada e não tem qualquer vínculo com o estado.

    5 – “Pedro Taques se coloca como candidato ao Senado e, ao que tudo indica, está tentando criar narrativas falsas ou desvirtuando a legalidade e a verdade. Ele já está sendo devidamente processado por isso”.