O barulho do ar-condicionado onde se encontrava cumprindo pena era o que mais lhe incomodava. Dos 800.000 brasileiros que estão aprisionados, até o presente momento, nenhum deles chegou a reclamar do barulho do ar-condicionado. E por que não? Por que o referido aparelho não é ofertado aos aprisionados, sim e tão somente, a uns poucos […]
Categoria: Teste
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Só falta esta
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Despencou
A Assembleia de Rondônia aprovou a LDO prevendo redução na alíquota de ICMS que incide sobre a saída de gado vivo. Despencou de 12% para 4%. Para renunciar à receita, o volume de recursos terá que ser reposto. Como isso se dará, não foi divulgado. Impacto Aqui no Acre, os produtores que trabalham com pecuária […] -

Vivi Noronha toma atitude inusitada após ataque nas redes sociais
Reprodução/Instagram/@noronhavivii
Vivi Noronha usou as redes sociais nessa quinta-feira (29/1) para relatar ofensas recebidas no Instagram. A influenciadora afirmou que decidiu reagir após ser xingada por um seguidor e enviou o print das mensagens para a namorada do rapaz.
A ex-mulher de MC Poze do Rodo disse que os ataques se intensificaram em meio às recentes polêmicas envolvendo o funkeiro. “Teve esse acontecido todo, de ontem para hoje. Está 99% da galera da internet, gente que tem consciência, que está vendo os fatos, de um lado. Mas tem gente que tem coragem de vir na minha direct me xingar”, afirmou.
Segundo Vivi, o internauta a chamou de “vagabunda” e “puta”. Após receber as mensagens, ela acessou o perfil do autor, identificou a conta da namorada dele e encaminhou os prints com os comentários.
“Fui no perfil dele, achei o perfil da namorada dele e mandei o print para ela. Falei: ‘Cuidado com seu namorado, ele tá vindo aqui na minha direct me xingar’. Mandei o print para a diva maior”, relatou em vídeo.
Apesar das ofensas, a influenciadora disse estar focada na reconstrução da própria vida após o fim do relacionamento: “O que eu mais tenho é coisa para fazer, o que eu mais tenho que fazer é trabalhar, é se importar com os meus sonhos, com a minha casa que está em obra. Obra gasta mais do que eu pensei, do que eu cogitei”.
“Mandei para a diva e deixei ela se resolver com o namorado dela, que não deveria estar se metendo aonde não deve”, completou.
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Justiça do DF nega pedido de prisão de piloto que agrediu adolescente. Vídeo
Material cedido ao Metrópoles
O Tribunal da Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de prisão de Pedro Arthur Turra Basso, 19, anos, que agrediu um adolescente de 16 anos, na última sexta-feira (23/1). No processo, a 2ª Vara Criminal de Taguatinga julgou que, nesse momento, a vítima e seu representante não tem legitimidade para pedir a prisão e, por esse motivo, o pedido foi indeferido.
Veja o momento em que Pedro Turra agride adolescente que está na UTI:
O juiz explica que a decisão se dá porque o caso ainda está em fase de inquérito policial e não houve denúncia formal.
Na decisão, o juiz negou também o pedido da defesa do piloto de tornar o processo sigiloso. O adolescente permanece internado na UTI.
Segundo o advogado Albert Halex, que defende a família do adolescente de 16 anos agredido pelo piloto, o pedido de prisão havia sido encaminhado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nessa quinta-feira (29/1), devido ao “perigo de fuga”.
Nas redes sociais, o tio da vítima havia manifestado que a família temia a possibilidade de fuga do piloto do país, ao referenciar os gastos de alto luxo noticiados pelo Metrópoles.
“O cara tem Ferrari, Porsche, gasta para alugar Lamborghini, [faz] viagem, [tem] relógio de R$ 100 mil… O que o impede de sair do país? Se ele gasta para ostentar, por que não vai gastar com a liberdade dele? Isso é muito fácil de acontecer, estou preocupado”, disse o tio.
Histórico de crimes do piloto
O soco que derrubou um adolescente de 16 anos, levando-o à UTI, foi o episódio de violência mais recente envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.
Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal:
A primeira ocorrência foi registrada em 28 de junho de 2025, na 21ª Delegacia de Polícia (Águas Claras). Pedro teria agredido um jovem em uma praça após desentendimento antigo envolvendo sua então namorada.
Na ocasião, o piloto acertou um soco na costela da vítima, aplicou-lhe um mata-leão e ainda continuou o agredindo por aproximadamente 5 minutos, até a intervenção de amigos. O caso segue sob investigação.
A segunda ocorrência envolve uma adolescente de 17 anos, que afirmou ter sido coagida a ingerir bebida alcoólica durante uma festa no Jockey Club, em junho de 2025. Segundo relato, a jovem era amiga de infância da namorada de Pedro e teria sido pressionada a beber vodca, mesmo se recusando.
Ele teria mandado que outras pessoas segurassem seu braço e a encurralado para forçar a ingestão da bebida. O episódio foi registrado em vídeo anexado à investigação e pode se enquadrar no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza a venda e a oferta de bebidas ou drogas para menores de idade. A pena é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.
A última ocorrência envolve uma briga de trânsito em 19 de julho de 2025, em Águas Claras. Segundo o boletim registrado na 21ª DP (Taguatinga Sul), a confusão envolveu três veículos: um Chevrolet Prisma prata, dirigido pela vítima, um Porsche branco e um Fiat Fastback, ocupados por Pedro, a namorada e outros dois homens.
Veja o vídeo da agressão da briga de trânsito:
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Sócio de Lulinha se mudou para a Europa quando Farra do INSS explodiu
Reprodução
Assim como o filho do presidente Lula se mudou para Madri, seu sócio também fixou residência na Europa. Em comum, Lulinha e Kalil Bittar deixaram o Brasil quando as investigações sobre o desvio de recursos de aposentados do INSS começaram a avançar.
Há pelo menos um ano, Bittar vive na região metropolitana de Lisboa.
Bittar teria se aliado à lobista Roberta Luchsinger e ao conhecido “Careca do INSS” para intermediar a venda de canabidiol ao SUS, utilizando a influência de Lulinha. O Careca teria pago bilhetes na classe executiva para Lulinha viajar a Portugal. Segundo depoimento de um colaborador à PF, ele recebeu R$ 30 milhões e uma mesada de R$ 300 mil do operador da Farra do INSS.
A coluna apurou que Bittar e Roberta seriam representantes do filho mais velho do presidente captando clientes. Lulinha entraria com o sobrenome do pai.
A ida de Kalil Bittar para Portugal coincide com o período em que Lulinha decidiu se estabelecer em Madri, na Espanha, como revelado pela coluna. Embora não sejam mais sócios formais no Brasil desde 2023, os dois estariam atuando em conjunto, concentrando suas transações no exterior. Kalil teria se mudado para a Europa antes do amigo, para ficar em uma casa dentro do Hotel Shereton, em Cascais.
Os negócios dos dois também envolveriam a RL Consultoria e Intermediações Ltda., empresa de Roberta Luchsinger, que atua na “intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras”. Alvo da Polícia Federal, a empresária admite ter prestado serviços ao Careca do INSS na área de regulação do setor de canabidiol, mas nega envolvimento com a chamada Farra do INSS.
Segundo apuração da coluna, Roberta Luchsinger costuma ficar na casa, em Brasília,alugada inicialmente por uma pessoa para uso de Lulinha. O imóvel funciona como o escritório do grupo. Assim como Kalil, ela é amiga íntima do filho do presidente, a ponto de manter uma tatuagem em conjunto com a esposa dele.
Ao Metrópoles, a defesa de Kalil Bittar confirmou que ele foi procurado pelo Careca do INSS e por Roberta Luchsinger, mas afirmou que o negócio não avançou porque “o empresário decidiu não se envolver”.
No fim de 2025, Bittar foi alvo de outra operação da Polícia Federal, a Coffee Break. Ele é acusado de integrar uma suposta rede de tráfico de influência para favorecer empresas do setor de educação e de ter recebido R$ 210 mil em mesadas, o que a sua defesa nega.
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Em visita, Tarcísio e Bolsonaro discutiram vice de Flávio e Senado
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas dedicaram boa parte da visita do governador de São Paulo ao ex-presidente na Papudinha, na quinta-feira (29/1), a discutir cenários eleitorais para a disputa de 2026.
Segundo apurou a coluna, Bolsonaro e Tarcísio debateram desde nomes para a vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto até possíveis candidatos ao Senado em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na conversa, Bolsonaro e Tarcísio mencionaram os nomes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e até de ACM Neto (União) como possíveis vices de Flávio.
No caso de Zema, a avaliação foi de que o governador seria uma bom vice, caso tope abrir mão de ser cabeça de chapa e mostre nas pesquisas boa capacidade de conexão com o eleitorado mineiro.
Senado em SP
Sobre a disputa ao Senado em São Paulo, Tarcísio ponderou a Bolsonaro a necessidade de escolher um nome competitivo para a segunda vaga, a fim de evitar que a esquerda eleja um representante.
A primeira vaga ao Senado na chapa de Tarcísio em São Paulo já está acertada para o deputado federal e ex-secretário estadual da Segurança Pública Guilherme Derrite, atualmente filiado ao PP.
A segunda vaga seria destinada a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas o filho “03” de Jair Bolsonaro provavelmente não disputará a eleição por estar morando nos Estados Unidos.
Para o lugar de Eduardo, Tarcísio e Bolsonaro discutiram diversos nomes. Entre eles, o dos deputados Gil Diniz (PL), Rosana Valle (PL), Ricardo Salles (Novo), Marco Feliciano (PL) e Mário Frias (PL).
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Moraes rejeita HC para soltar Bolsonaro: "Vício insanável"
Igo Estrela/Metrópoles
O ministro Alexandre de Moraes (STF) negou um habeas corpus protocolado na Corte em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista. O pedido foi apresentado ao Supremo por Francisco Ricardo Alves Machado, que se identificou como estoquista e morador de Japeri, no Rio de Janeiro.
Na petição, o cidadão solicitou a concessão de liminar para a soltura de Bolsonaro e, no mérito, a anulação do processo, sob o argumento de suspeição de magistrado. O texto também mencionou condições de saúde do ex-presidente, como problemas digestivos, câncer de pele, apneia do sono severa, hipertensão arterial, crises de soluço, hérnia e histórico de traumatismo craniano.
O impetrante ainda sustentou suposta inexistência de crime punível, ao invocar o artigo 17 do Código Penal, que trata do crime impossível, além de fundamentar o habeas corpus em dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Penal e em tratados internacionais de direitos humanos.
Segundo a petição, esses elementos justificariam o reconhecimento de “constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do paciente [Jair Bolsonaro]”.
Moraes extinguiu o processo nessa quarta-feira (28/1), sem exame do mérito, ao concluir que o pedido não atendia aos requisitos legais para a concessão do habeas corpus. Disse o ministro:
“Da narrativa apresentada extraem-se vícios insanáveis, que inviabilizam, inclusive, eventual emenda, considerada a natureza da pretensão deduzida pelo impetrante, fundada em causa de pedir exposta de forma absolutamente genérica, sem qualquer individualização dos atos supostamente coatores”.
“Não se pode desconsiderar, nos termos da legislação de regência (CPP, art. 654), que a petição inicial do Habeas Corpus deve conter, além da indicação de quem sofre ou se encontra ameaçado de sofrer violência ou coação, bem como de quem exerce tal violência, coação ou ameaça, a declaração precisa da espécie de constrangimento ilegal ao direito de locomoção ou, em caso de simples ameaça, das razões que fundamentam o temor alegado.”
“No presente caso, a pretensão deduzida mostra-se fundada em razões genéricas, desacompanhadas de descrição concreta do suposto constrangimento ilegal a que o paciente estaria submetido. Não há, na petição inicial, individualização mínima de fatos aptos a embasar o pedido formulado”, apontou Moraes.
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INSS: publicitária do PT liga Careca à consultoria fake de R$ 371 milhões
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A publicitária Danielle Miranda Fonteles ligou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a uma firma de consultoria com movimentação milionária e indícios de ser de fachada.
Mesmo sem site próprio ou páginas nas redes sociais e tendo como dono um auxiliar de serviços gerais de 25 anos, a Spyder Consultoria movimentou R$ 371 milhões nos primeiros seis meses do ano passado. A movimentação é uma das maiores já encontradas pela CPMI do INSS no Congresso, que requisitou a quebra do sigilo da Spyder.
No relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à CPMI do INSS, há um pagamento de R$ 200 mil da Spyder a Danielle Fonteles.
À coluna, Fonteles disse, em nota, que não conhecia a Spyder e que o pagamento foi ordenado pelo Careca do INSS. Segundo ela, o pagamento fazia parte da negociação da venda de uma casa no distrito de Trancoso, em Porto Seguro (BA). Leia a íntegra da nota de Danielle abaixo.
A coluna também procurou a advogada Danyelle Galvão, responsável pela defesa técnica do Careca, mas ela disse que ele não irá comentar.
Responsável por várias campanhas eleitorais do PT — inclusive a de Dilma Rousseff em 2010 —, Danielle Fonteles é apontada pela Polícia Federal como sócia do Careca do INSS na Cannabis World, a empresa de maconha medicinal dele, em Portugal.
Mensagens reveladas pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, mostram que Danielle coordenava a operação de cannabis do Careca no país ibérico. “Pessoal, criei esse grupo para acompanharmos passo a passo o trabalho de avaliação do Projeto Cannabis em Aveiro (Sync Nature)”, diz uma mensagem dela no WhatsApp, enviada em 17 de outubro de 2024.
Como a CPMI do INSS chegou à Consultoria Spyder
A Spyder começou a ser investigada pela CPMI do INSS por ter recebido recursos de outra empresa, a Dinar S/A Participações, que era usada pelo Careca do INSS.
A Dinar S/A, por sua vez, recebeu milhões de reais da Arpar — pertencente ao Careca — e também da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA), outra entidade investigada na Farra do INSS. A Dinar S/A é apenas uma dentre várias empresas usadas pelo Careca.
Nos seis primeiros meses de 2025, a Spyder Consultoria recebeu R$ 185,5 milhões em créditos e pagou R$ 185,8 milhões em débitos. De acordo com os critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), essa movimentação seria suficiente para caracterizá-la como uma grande empresa (receita bruta acima de R$ 300 milhões por ano).
Segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, a Spyder Consultoria foi registrada em 13 de dezembro de 2024. Duas semanas depois, em janeiro de 2025, a empresa já havia movimentado pouco mais de R$ 16 milhões, segundo dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPMI do INSS.
Na Receita, a empresa aparece registrada em um prédio comercial no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo (SP). O capital social é de apenas R$ 120 mil — ou 0,032% dos R$ 371 milhões movimentados pela Spyder no primeiro semestre do ano passado.
Íntegra da nota da defesa de Danielle Fonteles
Leia abaixo a nota enviada pela defesa de Danielle Fonteles à coluna, na íntegra. O texto é assinado pelos advogados Maria Luiza Diniz e Michelangelo Corsetti.
“O valor de R$ 200 mil transferidos pela empresa Spyder é referente ao pagamento parcial de uma das 13 parcelas previstas para a aquisição de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. Ao contrário das parcelas anteriores, quando as transferências (todas documentadas e com os respectivos impostos recolhidos) foram feitas de contas de Antônio Antunes, esse valor, bastante inferior ao valor de R$ 1 milhão previsto em contrato, partiu de uma conta da Spyder. Até o depósito bancário, Danielle Fonteles não tinha conhecimento da existência dessa empresa.
Em razão de o pagamento não corresponder ao valor integral da parcela e por Antunes ter perdido a capacidade de honrar o compromisso financeiro, a venda do imóvel foi desfeita por meio da assinatura de um distrato de compra e venda. Documentos que comprovam a negociação da casa foram apresentados à CPMI do INSS e ao Supremo Tribunal Federal (STF).”
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Sucessão de falhas: veja o que deixou servidora em estado vegetativo

Um documento apresentado pela defesa da família da servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Camila Nogueira (foto em destaque), de 38 anos, aponta uma série de supostas falhas médicas que, segundo os advogados, teriam ocorrido durante um procedimento cirúrgico e resultado no estado vegetativo da paciente.
Com base nessa versão, a defesa pede o afastamento imediato e a cassação do registro profissional das três médicas que integraram a equipe responsável pela cirurgia.
A peça, montada com base nos relatos da família e em documentos aos quais a defesa afirma ter tido acesso, foi enviada ao Cremepe e reúne supostas irregularidades registradas no centro cirúrgico no dia 27 de agosto de 2025.
Naquele dia, a servidora foi ao hospital para fazer uma cirurgia de retirada da vesícula e correção de hérnia, procedimento considerado de “baixo risco”. Apesar disso, Camila entrou em sofrimento respiratório e foi acometida por sequelas permanentes.
Para a família, a anestesista Mariana Parahyba e as cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti desconsideraram sinais significativos de que a paciente não estava bem.
Na representação encaminhada ao Cremepe, os advogados sustentam que a paciente apresentava episódios de apneia, caracterizados por interrupções repetidas da respiração.
Apesar disso, segundo o documento, os alarmes dos equipamentos teriam sido desconsiderados tanto pela cirurgiã quanto pela anestesista por mais de um minuto e 42 segundos.
O relato aponta ainda que Camila permaneceu em quadro de sofrimento respiratório por aproximadamente 15 minutos. Às 11h16, ela teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória, que, conforme a representação, só foi clinicamente identificada pela equipe por volta das 11h18 — quase dois minutos após o registro eletrônico do evento.
Ainda segundo a representação, Camila foi reanimada apenas às 11h33, já com sequelas neurológicas permanentes. O documento afirma que a sucessão de falhas resultou no desenvolvimento de uma lesão cerebral causada pela falta prolongada de oxigenação.
Desde então, Camila segue internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela está em estado vegetativo, precisando de ajuda para realizar até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.
O hospital também foi procurado, mas não havia se pronunciado até a mais recente atualização desta matéria.
A coluna tenta localizar as defesas das profissionais citadas. O espaço permanece aberto para manifestações.
Procurado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) informou que “todas as denúncias recebidas e sindicâncias instauradas pela autarquia correm em sigilo processual para não comprometer a investigação e que os expedientes são regidos pelo Código de Processo Ético – Profissional (CPEP), estabelecido pela Resolução CFM nº 2.306/2022.”
“Família despedaçada”
O pai de Camila, Roberto Wanderley Nogueira, desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, diz estar despedaçado com tudo o que aconteceu com a filha.
“Episódios como esse, que vitimou a minha filha, não podem se repetir. Um paciente em estado de apneia não pode sofrer intervenção cirúrgica eletiva. Foi o que minha filha sofreu, e tudo isso está documentalmente provado. A família não quer segredo, porque não deseja que fatos semelhantes se repitam com terceiros”, disse à coluna.
“Saiu de uma pessoa altamente desenrolada para alguém que hoje ‘patina’ entre o estado neurovegetativo e o estado minimamente consciente”, relatou Paulo Nogueira, marido de Camila, com quem ela tem dois filhos, de seis e dois anos.
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Pesquisa: 6% de quem recebe benefício social no DF fazem aposta on-line
Divulgação / IPEDF
No Distrito Federal (DF), 5,8% dos apostadores de bets, “tigrinho”, loterias e semelhantes dependem de benefícios sociais, como o Bolsa Família e o Cartão Parto Cheio, para viver. Este é um dos achados do estudo “Apostadores no Distrito Federal Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”, produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF).
O estudo entrevistou 1.827 homens e mulheres, entre 8 a 25 de setembro de 2025. Segundo a pesquisa, o número de pessoas que fizeram algum tipo de aposta nos últimos 12 meses é de mais de um terço (35%), valor superior ao verificado no Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool e Outras Drogas (Lenad) de 2024 para o Centro-Oeste (18,7%).
Entre os entrevistados que apostam, foi expressivo o percentual de pessoas que recebem benefícios sociais, com maior concentração entre usuários de cassinos on-line, o famoso “Tigrinho”. Esses elementos indicam que grupos com menor renda, menor segurança financeira e escolaridade incompleta estão mais expostos a modalidades de jogo de acesso rápido e prático, o que amplia o potencial agravamento de vulnerabilidades preexistentes.
Segundo Marcela Machado, diretora de estudos e políticas sociais do IPEDF, 5,8% dos apostadores declaram receber algum benefício social. “Parece um número baixo, mas não é. A gente não analisa só o percentual cru. Olhando para essa informação junto às demais, a exemplo de renda, em que a maior parte dos apostadores está na renda média-baixa e baixa, chama a atenção”, explicou.
De acordo com Marcela, parte deste grupo provavelmente usa o benefício, direta ou indiretamente, para apostar.
“Em vez de investir na compra de alimentos para a família, saúde, um percentual dessa renda está sendo destinada para apostas. Não são 0,1%. São 5,8%. Esse percentual chama a atenção. E as pessoas não tiveram pudor em falar. Disseram: eu recebo benefício social e estou apostando”, alertou.
A maior incidência está no Bolsa Família. Do total, 64,9% dos entrevistados são beneficiários do programa social. Em seguida, aparece o Cartão Prato Cheio, somando 21,6%. Aposentadoria ou auxílio-doença e o BPC/LOAS surgem com 8,1% cada. Auxílio gás registra 5,4%, enquanto DF Social e pensão por morte aparecem como benefícios residuais, ambos com 2,7%.
De acordo com o estudo, a prática da aposta é mais frequente entre homens, jovens adultos e pessoas com renda entre um e três salários mínimo. O perfil socioeconômico dos apostadores revela a presença de vulnerabilidades sociais: a maior parte pertence a camadas de renda média-baixa, com concentração nas faixas de até um salário mínimo e entre pessoas com ensino médio completo ou ensino superior incompleto.
Os apostadores estão principalmente entre os empregados do setor privado (38,3%) e os autônomos (22,5%), embora essa distribuição acompanhe o que é observado para o DF como um todo. Entre categorias menores, a presença é de 0,3% são aprendizes; 0,5% militares e de 1,1%, pessoas do lar. Desempregados somam 3,9%, enquanto empresários representam 4,8%.
No setor público, a participação chega a 8,4%, e no grupo “outros” a 8,6%. Aposentados formam 11,6% dos apostadores.
A aposta pela aposta
A motivação mais relatada pelos apostadores entrevista foi ganho financeiro (85,5%). Seguida por prazer ou diversão (11,1%) e socializar com familiares e amigos (7,3%).
“Quando você vê 85,5% de pessoas dizendo que jogam modalidades legais ou até ilegais, não regulamentadas, e apenas 11,1% por prazer ou diversão, percebe um comportamento preocupante. São homens de baixa renda. A pessoa não têm renda para cobrir os gastos cotidiano, mas gasta com apostas, na esperança que terá ganhos mais fáceis. Ele está gastando, com a esperança de um ganho que não tem com o trabalho, com jogo”, pontuou.
O estudo também indica um forte indicativo de vício. “A pessoa nunca ganhou e continua investindo dinheiro na esperança de ganhar. Ficam retroalimentando esse ciclo”, completou. A pesquisa também revelou que uma parte ínfima dos apostadores utilizou o dinheiro ganho com as apostas para gastos essenciais, como pagamento de contas ou dívidas.
Escolaridade
É possível observar que os apostadores se concentram no ensino médio completo e no superior incompleto, enquanto os não apostadores têm maior presença no superior completo.
Migração digital
De acordo com IPEDF, as loterias seguem como a modalidade mais popular, com uso mais ocasional e mais presente entre o público mais velho. Já as modalidades digitais, como cassinos on-line (jogo do tigrinho) e apostas esportivas (bets), concentram usuários mais jovens, apresentam maior frequência de uso diário, maior comprometimento financeiro e maior volume de gastos.
A aposta, que antes era uma prática esporádica e mais restrita, tornou-se um entretenimento cotidiano, amplamente impulsionado por plataformas digitais, campanhas publicitárias e pela alta disponibilidade dos aplicativos. Em síntese, quanto mais digital e disponível é a modalidade, maior é a possibilidade de intensificação do uso e o risco de perda de controle sobre os gastos.
População dividida
Em relação à regulamentação de cassinos virtuais e apostas esportivas, as opiniões se dividem entre favoráveis e contrárias, o que evidencia a ausência de consenso quanto à legitimação e à aceitação social dessas modalidades. Praticamente metade dos entrevistados está a favor enquanto a outra metade é contrária. O quadro que se apresenta combina alta disseminação da prática, crescente normalização social das apostas digitais e conhecimento, por parte da população, sobre os riscos e danos oferecidos pelos jogos de azar.
“Tem uma divisão muito clara. Isso mostra que a sociedade não está entendo o tema. Ela sabe que é delicado, prejudicial para o equilíbrio financeiro das pessoas, principalmente de baixa renda, o Congresso está discutindo, mas quando a gente pergunta para a população, a gente vê que as pessoas estão bem divididas. As pessoas entendem que é um problema, um risco para saúde financeira, mental, comportamental e social, mas ainda não têm uma opinião formada sobre o que a regulamentação traria para esse cenário”, comentou a especialista.
Para Marcela, uma regulamentação responsável traria uma política de prevenção, informações mais claras para o consumidor, proteção para os grupos vulneráveis e pessoas que recebem benefícios sociais.