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  • Lula volta do Panamá com acordos e visitas de direitistas acertadas

    Lula volta do Panamá com acordos e visitas de direitistas acertadas

    Ricardo Stuckert/PR
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    Cidade do Panamá — O presidente Lula voltou ao Brasil da viagem ao Panamá trazendo na bagagem acordos bilaterais e a previsão de ao menos dois novos encontros com líderes de direita.

    Lula fechou quatro acordos com o governo panamenho. O mais importante deles foi um acordo de cooperação em investimentos entre Brasil e Panamá, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

    Brasil e Panamá também assinaram um termo de referência para a negociação de um acordo comercial de alcance parcial, além de memorando de entendimento para cooperação turística.

    Visitas acertadas

    Já em relação às visitas, Lula indicou que irá a Santiago em março para a posse do direitista José Antonio Kast como novo presidente do Chile. O convite foi feito por Kast durante reunião com Lula na terça-feira (27/1).

    Ainda no Panamá, Lula convidou o também direitista Rodrigo Paz, novo presidente da Bolívia, para uma visita oficial ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2026, antes do período eleitoral brasileiro.

    Fórum econômico

    Lula viajou ao Panamá na terça-feira para participar do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, que ficou conhecida como a “Davos latino-americana”. O presidente discursou no evento na quarta-feira (28/1).

    O mandatário aproveitou sua fala no evento para mandar alguns recados, especialmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pela decisão de intervir na Venezuela e prender o ditador Nicolás Maduro.

    Em sua fala no evento, Lula não citou diretamente nem Trump nem a situação da Venezuela, mas falou sobre a complexidade da região, considerando a proximidade com a “maior potência militar do mundo”, e defendeu uma integração maior entre os países.

    Lula apontou problemas na Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que está paralisada. Segundo ele, diante dos conflitos “ideológicos”, o bloco não teria conseguido sequer emitir uma nota contra intervenções ilegais na região.

    “A única organização que engloba a totalidade dos países da América Latina e Caribe, a Celac, está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente Petro. A Celac não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região”, afirmou Lula.

    O presidente brasileiro ainda defendeu a “neutralidade” do Canal do Panamá, uma das ambições de Trump. O americano só retirou a passagem marítima de seu radar por causa de um acordo com o presidente panamenho, José Mulino.

    “A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas”, afirmou o mandatário brasileiro.

  • O que o partido de Lula pensa sobre novo comando da CCJ

    O que o partido de Lula pensa sobre novo comando da CCJ

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, após o voto da ministra Cármen Lúcia no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados Metropoles

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), falou sobre a troca do comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    Como a coluna mostrou, o deputado Leur Lomanto Junior (BA) é o nome do União Brasil para assumir o comando do colegiado mais importante da Câmara.

    “A gente falou muito na CCJ que vai ser do União Brasil. Prometeram à gente que o nome seria moderado, alguém que dialogasse com todos os lados”, declarou ao final da reunião de líderes realizada na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta.

    Questionado sobre a indicação de Leur para assumir o cargo, Lindbergh o avaliou como um nome equilibrado.

    “Se for o Leur Lomanto eu acho um nome bem equilibrado, é do União, mas dialoga”, considerou o líder.

    A troca no comando da CCJ  deve ser feita na próxima semana, quando o Congresso Nacional retomar suas atividades após o atual recesso.

  • Médicos dizem que uso de melatonina pode ser arriscado a longo prazo

    Médicos dizem que uso de melatonina pode ser arriscado a longo prazo

    PrudencioAlvarez/Getty Images
    Close da mão de uma senhora idosa segurando remédios e um copo d'água. Metrópoles

    Disponível em comprimido, gota e até bala de goma, a melatonina tem ganhado cada vez mais espaço nas gôndolas das farmácias, graças à alta procura por soluções rápidas para noites mal dormidas. O problema é que, apesar de parecer inofensivo, o suplemento não é recomendado para qualquer pessoa, e seu uso sem indicação e acompanhamento pode trazer consequências à saúde.

    Um estudo apresentado em novembro de 2025 nas Sessões Científicas da Associação Americana do Coração (AHA), nos Estados Unidos, sugere que o uso prolongado da melatonina pode estar relacionado a um maior risco de adultos com insônia crônica desenvolverem doenças cardiovasculares. O trabalho analisou mais de 130 mil prontuários, comparando indivíduos que utilizaram a substância por pelo menos um ano com um grupo que nunca aderiu ao tratamento.

    Os usuários de melatonina tinham uma probabilidade cerca de 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo dos cinco anos estudados, além de apresentarem um risco 250% maior de serem hospitalizados pela condição. A probabilidade de morte por qualquer causa também foi aproximadamente duas vezes mais elevada entre quem usava o suplemento comparado ao grupo controle.

    Apesar do alerta, esses resultados são preliminares e ainda não foram revisados por pares. “Isso significa que não podemos falar com certeza que a melatonina foi a causa das complicações identificadas, mas os dados sugerem uma forte associação entre elas, o que já basta para que médicos e a população com um todo prestem mais atenção ao tema”, avalia a neurologista Giuliana Macedo Mendes, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

    Suplemento alimentar?

    No rótulo, a melatonina consta como sendo um suplemento alimentar. Essa classificação foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2021 e permite que a substância seja comercializada sem a necessidade de uma receita médica.

    Em nota enviada à Agência Einstein, a Anvisa afirma que tomou essa decisão “considerando que se trata de uma substância bioativa naturalmente presente em alimentos e segura ao consumo nos limites estabelecidos, ou seja, que cumpre os requisitos legais dispostos na legislação”.

    Contudo, tal categoria não corresponde exatamente à natureza bioquímica da melatonina. Na verdade, a substância é um neuro-hormônio, que desempenha funções antioxidantes, anti-inflamatórias, imunomediadoras e cronobióticas. Ela atua para regular o ritmo circadiano, também conhecido como ciclo sono/vigília ou “relógio biológico”.

    “A popularização da melatonina é um grande problema em termos de saúde, porque ela não complementa uma deficiência nutricional, como fazem os suplementos alimentares”, pontua o médico José Cipolla-Neto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP) e especialista em neurofisiologia.

    “Os hormônios interferem diretamente na fisiologia humana e seu uso indiscriminado pode trazer uma série de problemas ao usuário”.

    Definir a melatonina como uma “medicação do sono” descreve apenas uma pequena fração das ações que ela realiza no corpo. Produzida pela glândula pineal, localizada dentro do cérebro, a substância começa a ser produzida com a percepção da chegada da escuridão noturna e só cessa horas depois, com a claridade do amanhecer.

    Nesse intervalo, ela é responsável por ordenar que os mecanismos adaptativos típicos do dia, utilizados para alimentação, interação com o meio ambiente, convivência social e o trabalho, por exemplo, sejam desligados. Ao mesmo tempo, ativa aqueles processos necessários para o repouso, o que inclui a redução da temperatura corporal, a diminuição da pressão arterial e o aumento da sensação de sono.

    Além disso, a produção de melatonina também funciona como uma espécie de “cronômetro” da noite. Produzida ao anoitecer e interrompida ao amanhecer, ela informa ao organismo quanto tempo a noite dura em cada época do ano e, com base nesse sinal, o corpo faz ajustes importantes para manter seu equilíbrio.

    Indicações e riscos

    A melatonina sintética disponível nas farmácias tem as mesmas características que o hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano. Daí por que seu uso requer atenção e monitoramento próximo — o que, muitas vezes, não acontece. “Além de tomar a substância por meses ou anos sem qualquer indicação ou acompanhamento profissional, muitas pessoas ainda afirmam ter aumentado as doses diárias, superando o limite de segurança de 0,21 mg da Anvisa”, relata a neurologista do Einstein Goiânia.

    Qualquer quantia maior do que isso representa um excesso, que permanece no organismo mesmo após a pessoa acordar. Os efeitos colaterais imediatos incluem sonolência diurna, tontura, dor de cabeça e desorientação. As complicações a longo prazo, como a insuficiência cardíaca apontada na pesquisa recente, ainda não estão esclarecidas.

    “A dosagem ingerida precisa ser adaptada para complementar a quantidade do hormônio que já é produzida naturalmente pelo corpo. Para fazer isso, é necessário verificar a quantidade de melatonina circulante presente na urina ou no sangue do paciente de maneira regular”, explica Cipolla-Neto. No entanto, em muitos casos, esse acompanhamento não acontece.

    São poucos os quadros que realmente têm indicação de suplementar a substância como parte do tratamento. “Não é qualquer episódio de dificuldade para dormir que justifica o uso do hormônio. Por isso, é tão preocupante o fato de qualquer pessoa poder comprar a melatonina na farmácia”, reforça o professor da USP.

    Entre as condições que podem se beneficiar dessa reposição estão lesões nas regiões pré-quiasmáticas, que deixam a pessoa cega e sem percepção de luminosidade ambiental. Sem que o organismo consiga distinguir o dia da noite, ele tende a apresentar uma produção deficitária de melatonina.

    Outros exemplos são os distúrbios de ritmo circadiano de atraso ou avanço de fase de sono. Nesses casos, a produção do hormônio tende a ser mais demorada ou mais acelerada do que o normal e, por isso, a pessoa pode ter dificuldade para dormir em horários típicos, sentindo sono apenas madrugada adentro ou bem antes de ir para cama. A substância pode ser prescrita para ajudar a induzir a sensação de sono em horários mais próximos dos indivíduos sem os distúrbios, facilitando sua rotina.

    Na nota, a Anvisa reforça que atribuir a melhora em quadros de insônia ao consumo de suplementos alimentares contendo a melatonina não é permitido pela regulação vigente. “Se as empresas têm a intenção de comercializar o suplemento com a alegação desse efeito específico, elas precisam apresentar os estudos que comprovem essa relação benéfica entre o consumo e o efeito”, aponta a agência.

    Dormir sem medicação

    O sono está diretamente relacionado a mecanismos essenciais a uma boa saúde. Além disso, dormir bem ajuda a regular o humor, a capacidade de concentração e a disposição para realizar as atividades cotidianas. A privação e a má qualidade do sono, por sua vez, favorecem a fadiga, a irritabilidade e a queda de desempenho cognitivo. Daí a importância de solucionar os quadros de insônia o quanto antes.

    Mas a melatonina não é uma “bala de prata” contra esse problema. “É muito comum que doenças como ansiedade, depressão e dor crônica estejam associadas à insônia, e tratamento com medicamentos específicos pode ajudar a melhorar essas comorbidades, aumentando o tempo e a qualidade do sono”, observa Giuliana Macedo.

    “É importante ressaltar que devemos evitar o uso de medicamentos indutores do sono além de quatro semanas, pois não queremos causar um sono químico, mas resgatar o sono natural. Para tanto, é imprescindível contar com um tratamento de abordagem comportamental”.

    A terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) ajuda a lidar com o quadro crônico ao atuar diretamente em pensamentos, comportamentos e hábitos que mantêm o problema, sendo considerada o tratamento padrão-ouro. Ela auxilia o paciente a identificar e modificar crenças disfuncionais sobre o sono, como o medo de não conseguir dormir ou a ideia de que ir mais cedo para a cama garante mais descanso.

    Paralelamente, a insônia também pode ser superada por meio de mudanças no estilo de vida. “Em alguns casos, a chamada higiene do sono pode ser até melhor do que as medicações”, conta a médica. Isso inclui evitar luzes muito intensas durante a noite, o que vale para aquela emitida pela televisão e o celular.

    O sedentarismo também compromete a qualidade do sono: a prática regular de atividade física estimula a liberação de endorfina, que atua como precursora da melatonina. O ideal é que os exercícios sejam realizados pela manhã ou à tarde, já que, no período noturno, podem aumentar o estado de alerta e a cognição, dificultando o relaxamento corporal.

    Também vale cuidar da alimentação. A última refeição do dia deve ser mais leve e, de preferência, ocorrer até duas horas antes do horário de se deitar. Dormir com o estômago cheio tende a deixar o sono mais fragmentado e pode agravar quadros de refluxo gastroesofágico.

    Outro ponto importante é manter o controle do estresse e da ansiedade. Isso pode ser feito por meio de técnicas de relaxamento e respiração. Por fim, vale sempre contar com ajuda profissional. “Ao enfrentar dificuldades recorrentes na hora de dormir, não se deve hesitar em procurar um médico do sono para começar a investigar o caso e achar uma solução para o problema”, conclui José Cipolla-Neto.

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    Polêmica

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  • Botafogo x Cruzeiro: saiba onde assistir ao duelo pelo Brasileirão

    Botafogo x Cruzeiro: saiba onde assistir ao duelo pelo Brasileirão

    Gustavo Aleixo/Cruzeiro
    Cruzeiro x Botafogo

    Pela estreia das equipes no Brasileirão, Botafogo e Cruzeiro se enfrentam nesta quinta-feira (29/1), às 21h30. O duelo será realizado no Estádio Nilton Santos, casa do Glorioso.

    Em momento conturbado fora das quatro linhas, em meio a um transfer ban e uma crise no comando de John Textor, o Botafogo aposta no bom momento de Martín Anselmi, que emplacou duas vitórias seguidas no Carioca, para vencer no Brasileirão.

    Já o Cruzeiro chega em momento oposto. Com reforços importantes, como a chegada de Gerson, e um momento tranquilo fora das quatro linhas, foi o campo que pesou nas últimas rodadas. A equipe vem de derrota no clássico mineiro, e chega ao jogo com três perdas nas últimas cinco partidas.

    Prováveis escalações

    Botafogo: Neto; Ponte, Newton (Marçal) e Barboza; Vitinho, Allan, Danilo e Alex Telles; Santi Rodríguez (Artur), Montoro e Arthur Cabral.

    Cruzeiro: Cássio; William (Fagner), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva (Gerson), Matheus Pereira e Christian; Wanderson e Kaio Jorge.

    Onde assistir

    O duelo entre Botafogo x Cruzeiro, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, terá transmissão exclusiva em streaming (Amazon Prime).

  • Quatro regiões do DF ficam sem energia nesta quinta-feira. Confira

    Quatro regiões do DF ficam sem energia nesta quinta-feira. Confira

    Divulgação/Neoenergia
    Homem trabalhando em um poste - Metrópoles

    Moradores de diferentes regiões do Distrito Federal devem ficar atentos ao fornecimento de energia elétrica nesta quinta-feira (29/1). A Neoenergia realizará desligamentos programados para serviços de manutenção na rede.

    Em Planaltina, a interrupção está prevista das 10h às 16h e vai atingir o Núcleo Rural Santos Dumont, incluindo a Chácara 23 e a DF-110.

    Já no Plano Piloto, o fornecimento será suspenso das 9h às 12h, no SIA Trecho 2.

    No Recanto das Emas, o desligamento ocorrerá das 9h às 15h, afetando endereços do Caub I, como a Chácara 62 (lote 2), Catetinho (Chácara 62, casa 2), além dos lotes 84 (casa 75) e lote 2 (casa 2).

    Em Sobradinho, a interrupção também está prevista das 9h às 15h, na DF-150 (km 2), no Núcleo Rural Sobradinho (DF-150, km 2 e Chácara P), no Condomínio Jardim Europa (Quadra 1, Conjunto A, Lote 9) e na DF-205 (km 10).

    A Neoenergia informou que, caso o serviço seja concluído antes do horário previsto, a rede poderá voltar a ser energizada sem aviso prévio.

    Além dos desligamentos programados, outras regiões do Distrito Federal podem registrar falta de energia. Nesses casos, os moradores devem comunicar a ocorrência pelo telefone 116.

    Clientes com deficiência auditiva ou de fala podem utilizar o atendimento exclusivo pelo 0800 701 01 55, desde que tenham aparelho adaptado.

  • Oruam critica onda de assaltos no Rio e manda recado a criminosos

    Oruam critica onda de assaltos no Rio e manda recado a criminosos

    Reprodução/Instagram
    oruam

    O cantor Oruam usou as redes sociais para criticar a escalada de assaltos no Rio de Janeiro (RJ), que têm resultado em episódios de violência e mortes de trabalhadores na capital fluminense. Em um desabafo, o artista direcionou a fala a jovens envolvidos em roubos e cobrou responsabilidade, além de afirmar que esse tipo de crime prejudica vidas e também a imagem de quem canta a realidade das favelas.

    Oruam posta vídeo pedindo para que bandidos do Rio de Janeiro parem de roubar:

    “Vocês tão fazendo feião, roubando e mat*ndo vários trabalhadores, por causa de moto.”

    “Vocês tão manchando a favela.”

    “Até nós não tá longe disso. Roubaram o Chefin, o PZ.” pic.twitter.com/CdDabgFMWT

    — OUVE MUITO! (@ouve_muito) January 28, 2026

    “O papo vai para os ‘menor’ do roubo, que estão roubando o Rio de Janeiro todo aí. Pega a visão, vocês estão fazendo feião”, começou Oruam.

    O cantor ressaltou que os crimes têm vitimado pessoas comuns no dia a dia: “Estão roubando e matando vários trabalhadores na rua. Matando pai de família por causa de uma moto”.

    Mauro, que é filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, também revelou que o peso desse cenário acaba recaindo sobre músicos e artistas que retratam a vivência das periferias em suas obras, assim como ele.

    “O bagulho, a responsabilidade, está caindo para mim, para nós que somos artistas e cantamos a realidade da favela”, afirmou.

  • Estado vegetativo: família denuncia erro médico em caso de servidora

    Estado vegetativo: família denuncia erro médico em caso de servidora

    Material cedido ao Metrópoles
    Camila Nogueira

    A família da consultora de moda e servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Camila Nogueira, de 38 anos, afirma que um grave episódio de negligência médica foi responsável por deixá-la em estado vegetativo após um procedimento cirúrgico realizado em um hospital do Recife (PE).

    Camila foi submetida, em 27 de agosto de 2025, a uma cirurgia para retirada da vesícula e correção de hérnia. Desde então, passou a depender de terceiros para realizar as necessidades mais básicas do dia a dia. Segundo os familiares, falhas sucessivas da equipe médica durante o procedimento resultaram em sofrimento respiratório prolongado, parada cardiorrespiratória e, posteriormente, em uma lesão cerebral causada pela falta de oxigenação.

    De acordo com o advogado da família, Maia, a cirurgia estava prevista para o início da manhã, mas sofreu atraso. Em razão disso, a anestesista inicialmente escalada foi substituída por Mariana Parahyba. Ainda segundo a defesa, a profissional não teria realizado a anamnese da paciente, e o preenchimento da ficha pré-anestésica só teria ocorrido com a cirurgia já em andamento. “Desde os primeiros momentos do procedimento, os parâmetros exibidos no monitor indicavam que Camila apresentava dificuldade respiratória”, afirmou o advogado.

    Na representação encaminhada ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), os advogados sustentam que Camila apresentou episódios de apneia, caracterizados por interrupções repetidas da respiração. Apesar disso, segundo o documento, os alarmes dos equipamentos teriam sido desconsiderados pela cirurgiã e pela anestesista por 1 minuto e 42 segundos. O relato aponta ainda que a paciente permaneceu em quadro de sofrimento respiratório por aproximadamente 15 minutos.

    Às 11h16, Camila teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória, mas o evento só teria sido clinicamente identificado pela equipe por volta das 11h18, quase dois minutos após o registro eletrônico. No prontuário, consta que a primeira pessoa a perceber a parada foi a cirurgiã Clarissa Guedes, que relatou ter alertado a anestesista. Ao constatar a gravidade da situação, a profissional teria ficado paralisada, sem saber como agir, conforme relatado pelo advogado.

    Segundo a representação, Camila foi reanimada apenas às 11h33, já com sequelas neurológicas permanentes. A defesa sustenta que a sucessão de falhas resultou no desenvolvimento de uma lesão cerebral causada pela falta prolongada de oxigenação.

    Diante do ocorrido, a família ingressou, em dezembro do ano passado, com uma representação no Cremepe pedindo o afastamento e a cassação do registro profissional das três médicas que integraram a equipe responsável pelo procedimento: a anestesista Mariana Parahyba e as cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti.

    De acordo com os advogados, a cirurgiã-chefe Clarissa Guedes, na condição de garantidora da segurança global da paciente, deve responder por condutas omissivas e comissivas na liderança da equipe. Já a anestesista Mariana Parahyba é acusada de erro grosseiro, caracterizado por negligência, imprudência e imperícia, cujo resultado danoso era absolutamente previsível. A defesa afirma que a profissional teria registrado valores incorretos na ficha anestésica, divergentes dos dados apresentados pelo monitor multiparamétrico.

    Ainda segundo a representação, a anestesista teria informado à família que administrou atropina, medicamento indicado para o tratamento de bradicardia grave. No entanto, o prontuário médico não conteria qualquer registro que comprove a administração da medicação. “Ela sabe que, se a atropina tivesse sido aplicada, possivelmente o quadro clínico de Camila teria sido outro”, afirmou Maia.

    Por sua vez, a cirurgiã auxiliar Danielle Teti é apontada como responsável por omissão cúmplice. Para os advogados da paciente, a médica teria sido negligente ao permanecer passiva diante de sucessivos alarmes críticos e da clara instalação de um cenário de emergência.

    O esposo de Camila afirmou que a família teve a vida destruída após o episódio. Ele disse que a esposa vive uma situação “sofrível” e que não desejaria a condição nem ao seu pior inimigo. Segundo ele, os filhos ficaram sem a mãe e a rotina familiar foi completamente transformada. “No réveillon, meu filho chorou quando tocou a música ‘Anunciação’, que foi a música que tocou quando ele nasceu. Minha filha ainda é muito pequena, tem dois anos, e não entende o que aconteceu. Já eu me tornei pai e mãe ao mesmo tempo”, lamentou.

    A coluna tenta contato com as defesas das profissionais citadas. O espaço permanece aberto para manifestações.

    Procurado, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.