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  • Irã diz que ataques com mísseis seguirão o "tempo que for necessário"

    Irã diz que ataques com mísseis seguirão o "tempo que for necessário"

    Getty Images
    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta segunda-feira (9/3) que o país continuará a atacar com mísseis Israel e os Estados Unidos pelo “tempo que for necessário”.

    “Estamos preparados para continuar os ataques com mísseis contra eles pelo tempo que for necessário e sempre que for necessário”, afirmou Araghchi à PBS News.

    Araghchi também afirmou que não acredita em uma solução diplomática para o conflito. “Não creio que a questão de conversar ou negociar com os americanos volte a ser discutida, porque temos uma experiência muito amarga com eles”, disse. 

    Segundo o iraniano, os Estados Unidos acreditavam que conseguiriam derrubar o regime em três dias, mas falharam, e agora estão sem saber o que fazer. “Eles falharam em alcançar seus objetivos no início e agora, depois de 10 dias, acho que estão sem rumo.”

    Trump ameaça ataque “20 vezes mais forte”

    Ainda ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com um ataque “20 vezes mais forte”, caso o país feche o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo.

    “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos da América o atingirão VINTE VEZES MAIS FORTEMENTE do que já o atingiram até agora. Além disso, eliminaremos alvos facilmente destrutíveis que tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação — morte, fogo e fúria reinarão sobre eles — mas espero e rezo para que isso não aconteça”, disse Trump.

     

     

  • Chegada de professor que matou ex a tiros cria tensão em escola do DF

    Chegada de professor que matou ex a tiros cria tensão em escola do DF

    Reprodução/Google Street View
    CEF 03 da Estrutural

    Professores de um colégio da rede pública de ensino do Distrito Federal têm vivido, nas últimas semanas, um misto de insegurança e indignação no ambiente de trabalho. No início deste ano letivo, um profissional condenado por ter executado a então ex-namorada passou a dar aulas na instituição.

    A escola em questão é o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03 da Cidade Estrutural, e o professor é Igor Azevedo Bomfim, 46 anos. Ele se inscreveu no processo seletivo mais recente para professor substituto temporário da Secretaria de Educação do DF, foi aprovado e convocado no início deste ano.

    Igor é acusado de matar a ex-namorada em 2010. Ele chegou a ser preso pelo crime, em novembro de 2024, mas foi solto em seguida. À época da prisão, ele já atuava como professor temporário da rede pública do DF e, em 2026, voltou ao cargo após ser aprovado em novo concurso.


    Entenda o crime envolvendo o docente


    Pavor e pânico

    Uma professora do CEF 03 da Estrutural relata ao Metrópoles que está com “muito medo” de conviver com o assassino confesso na instituição. De acordo com a profissional, o sentimento que impera nos corredores é de pavor e pânico.

    “Tenho medo de ter que ficar com ele aqui o ano todo e tratar de assuntos sensíveis com ele”, confessa a professora, que, apavorada, pede para não ter o nome revelado. A sensação de desamparo é disseminada entre as professoras que trabalham na escola. “Somos muitas mulheres. Somente no período da tarde, são 12 professoras”, comenta.

    A docente explica que Igor chegou à escola normalmente, sem qualquer aviso por parte da Secretaria de Educação. “Ninguém sabia de nada, até que uma colega o reconheceu. A partir daí, a história começou a se espalhar, as reportagens foram sendo compartilhadas entre nós”, relembra. “Estou apavorada com a história.”

    “Eu só não quero ter que conviver com ele. Passo os dias tremendo, eu travo em todas as vezes em que tenho que falar com ele.”

    Ainda neste mês de março, o CEF 03 promoverá um evento intitulado Semana Escolar de Combate ao Machismo e Violência Contra a Mulher. A professora admite que não sabe o que esperar em relação a Igor quando a programação for realizada, uma vez que o tema contrasta com o crime por ele cometido.

    “Como vamos fazer um evento desta temática com um feminicida confesso junto?! No dia a dia, ele finge que nada aconteceu, mas não sabemos qual será a reação dele caso perceba que todos nós sabemos do caso”, explica. “E se ele surtar e achar que [o evento] é por conta da presença dele?!”, prossegue.

    A mulher reclama ainda da falta de seleções mais criteriosas no momento da escolha de profissionais para atuar na rede pública. “Causa indignação o fato de não haver um cuidado da Secretaria de Educação com contratações. É preocupante o risco que crianças, adolescentes, pais e professores estão correndo”, afirma.

    O que diz a Educação

    Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal afirma que tem conduzido o caso com discrição. “A Corregedoria da SEEDF está adotando as providências pertinentes, por meio de processo sigiloso”, informa.

    A pasta não citou se tinha conhecimento do processo judicial no qual Igor é réu no momento da admissão do profissional.

    O que diz o acusado

    Em nota, a defesa de Igor Azevedo Bomfim informou que aguarda decisão do STJ a respeito da acusação contra o réu no caso da morte da ex-namorada.

    “A defesa de Igor se limita à atuação nos autos do processo. E, a respeito disso, [a defesa] tem a informar que, nos termos do que preceitua a Constituição Federal, qualquer pessoa é presumidamente inocente até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, encerra.

  • PMs limparam apartamento onde esposa de coronel morreu, diz testemunha

    PMs limparam apartamento onde esposa de coronel morreu, diz testemunha

    Instagram/Reprodução
    Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana, morta - Metrópoles

    Três policiais militares femininas foram ao apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana foi encontrada baleada na cabeça para limpar o local poucas horas após a ocorrência. A informação consta no depoimento da inspetora de condomínio Fabiana, de 48 anos, prestado à Polícia Civil no inquérito que apura a morte da PM.

    Segundo a testemunha, às 17h48 do mesmo dia do disparo, as três PMs foram ao imóvel, localizado na região do Brás, centro da capital paulista. Elas teriam entrado no apartamento para realizar a limpeza do local onde a soldado havia sido encontrada ensanguentada horas antes.

    De acordo com o relato da inspetora, obtido pelo Metrópoles, as policiais foram identificadas como duas soldados e uma cabo. Fabiana acrescentou que acompanhou a entrada do trio no apartamento.

    A testemunha disse que, naquele momento, o local ainda era o mesmo onde equipes de socorro haviam atendido a vítima pela manhã. Imagens da sala, onde a soldado foi encontada, mostram o chão repleto de sangue, espalhado após equipes de socorristas arrastarem Gisele, para realizar manobras de ressucitação.

    Entrada de outras pessoas no imóvel

    O depoimento da inspetora também relata que outras pessoas tiveram acesso ao apartamento após a ocorrência.

    Segundo Fabiana, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, retornou ao imóvel ainda no mesmo dia. De acordo com a testemunha, ele entrou no apartamento para pegar alguns pertences antes de seguir para São José dos Campos, no interior de São Paulo.

    A mesma testemunha relatou ainda que, logo após o atendimento inicial à vítima, o coronel havia permanecido no corredor do prédio enquanto falava ao telefone, além de também conver com policiais que atendiam a ocorrência.

    Durante esse período, segundo a inspetora, o oficial entrou novamente no apartamento para tomar banho, mesmo após o disparo. Relatos de PMs que conduziam a ocorrência indicam que o oficial desrespeitou a orientação para irem imediatamente à delegacia.

    As informações prestadas por Fabiana passaram a integrar o inquérito que analisa a dinâmica dos fatos dentro do imóvel.

    Caso é investigado

    A soldado Gisele Alves Santana foi baleada, no início da manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. A ocorrência foi irradiada por volta das 7h57, após a informação de que uma policial militar havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.

    Equipes de resgate foram enviadas ao local e iniciaram manobras de reanimação ainda no apartamento. A vítima foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, onde morreu, às 12h04, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado pelo tiro.

    O marido da vítima, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, afirmou à polícia que estava no banheiro tomando banho quando ouviu um barulho e, ao sair do cômodo, encontrou a esposa caída no chão da sala, com a arma nas mãos.

    A pistola utilizada no disparo foi identificada como uma Glock calibre .40, pertencente ao acervo da Polícia Militar e registrada em nome do oficial.

    Morte suspeita

    Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. A Corregedoria da Polícia Militar também instaurou procedimento próprio para apurar eventuais responsabilidades administrativas e disciplinares.

    Perícias, imagens de câmeras do prédio e depoimentos de testemunhas integram o conjunto de provas que tenta reconstruir o que aconteceu dentro do apartamento na manhã em que a policial foi baleada.

    O Metrópoles procurou a Polícia Militar. Em nota, a corporação disse que todas as circunstâncias relacionadas à morte da Sd. PM Gisele Alves Santana são apuradas por meio de inquéritos instaurados pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar. “A Instituição não compactua com irregularidades ou desvios de conduta e ressalta que, caso seja constatada qualquer ilegalidade, as medidas cabíveis serão adotadas”, finaliza o texto.

  • "Tenho certeza que a Justiça será feita", diz pai de bebê morto pela mãe no DF

    "Tenho certeza que a Justiça será feita", diz pai de bebê morto pela mãe no DF

    Material cedido ao Metrópoles
    foto-henry-bebe-1-ano2-1

    “Desde o acontecido não consiga dormir direito orando todas os dias para que a justiça seja feita”, disse Gerson Darlan de Oliveira, 34 anos, pai de Henry Sousa de Oliveira, bebê de 1 ano e 9 meses morto pela mãe após sofrer lesões na cabeça.

    Apontada como autora da morte do próprio filho, Lucimaria de Souza Barbosa será julgada pelo homicídio no Tribunal do Júri de Planaltina no próximo 18 de março, às 13h.

    A criança de 1 ano e 9 meses morreu às 5h40 de 19 de janeiro 2024, na casa do namorado da mãe do menino, em Planaltina.

    Segundo a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT), Lucimaria bateu a cabeça de Henry diversas vezes contra uma parede, causando a morte da criança.

    O pai do pequeno Henry estará presente como testemunha no Tribunal do Júri e afirma que confia na justiça para punir a sua ex-companheira.

    “Tenho certeza que a justiça vai ser feita, desde o acontecido minha vida mudou muito. Espero a pena máxima contra ela”, disse Gerson.

    Com a perda do filho, Gerson teve que recomeçar e tenta seguir a vida enquanto ainda sente a ausência de Henry.

    “Está sendo muito difícil seguir em frente, eu tive até que mudar de emprego pois não consegui trabalhar mais no mesmo lugar. A vida pessoal é mais difícil ainda me afastei de muita gente e não consigo mais confiar em muitas pessoas”, ressaltou.

    Apesar da criança não estar mais presente em vida, Gerson segue carregando a memória do filho. “Sinto muito a falta do Henry e sempre vou honrar a vida dele por tudo que ele passou”, destacou.


    Relembre o caso


    Dia da morte

    Às 6 horas do dia da morte, Gerson recebeu apenas uma mensagem da ex-namorada informando da morte do filho. “Era só a frase ‘Henry morreu’. Fui correndo para o hospital para ver, mas ele já tinha morrido antes mesmo do socorro dos bombeiros”, contou.

    Gerson e Lucimaria namoraram por um ano e já estavam separados quando a mãe descobriu que estava grávida. “Eu nem sabia que ela estava com namorado, mas depois me falaram que ele sempre chorava quando o atual estava perto”, relatou.

    Segundo o relato da mãe, a criança foi dormir na noite anterior sem apresentar nenhuma anormalidade. Por volta das 5h40, ela foi trocar a fralda do menino, mas ele já apresentava pele fria, boca e extremidades arroxeadas e sem batimentos cardíacos.

    A mulher ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi orientada a fazer massagem cardíaca na criança, mas não teve sucesso. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também foi acionado, mas a criança já se encontrava morta.

    Em seu depoimento, o namorado da mãe de Henry, Wildemar disse que Lucimaria costumava bater no seu filho Henry para ele dormir e que foi acordado por ela no dia da morte e teve a sua participação descartada.

    O pai de Henry discordou da decisão de retirar a acusação contra Wildemar e ainda pede o julgamento do homem. “Ela confessa que fez sozinha, mas eu discordo totalmente ele teve vários hematomas de quem era espancado constantemente antes de morrer lá identificado no IML ,com certeza ele tem participação no crime”, afirmou.

    Presa preventivamente há dois anos, Lucimaria de Souza Barbosa será julgada pelo homicídio de Henry com as qualificadoras de motivo torpe, cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, podendo pegar de 12 a 30 anos de prisão.

     

  • Bolsonarismo explora decisões de Mendonça para fustigar Lula e Moraes

    Bolsonarismo explora decisões de Mendonça para fustigar Lula e Moraes

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    André Mendonça

    O bolsonarismo tem explorado a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), à frente dos dois casos mais sensíveis do país na atualidade para desgastar a imagem de seus principais adversários, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O magistrado indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) virou peça central na disputa de narrativas entre petistas e bolsonaristas ao assumir a relatoria do caso envolvendo as fraudes do Banco Master, que colocou a atuação de Moraes na berlinda, e da Farra do INSS, que tem o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entre os investigados.

    Embora ambos os casos tenham potencial explosivo para afetar toda a classe política — incluindo importantes bolsonaristas — e estejam sendo investigados pela Polícia Federal (PF) durante o governo Lula, a direita tem explorado nas redes a imagem de Mendonça como protagonista nos casos para fustigar seus principais inimigos: Moraes e o PT.

    Como os escândalos estão longe de perder força, a estratégia de bombar a imagem do ministro associado ao bolsonarismo como um juiz linha-dura no combate à corrupção tende a seguir ano eleitoral adentro. Recentes decisões de Mendonça, como a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, serviram de munição para o bolsonarismo.

    Inteligência artificial

    Um vídeo feito por inteligência artificial e compartilhado por Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, por exemplo, mostra Moraes e Vorcaro caminhando lado a lado até que o relator do caso Master entra em cena com uma algema nas mãos, em frente a uma viatura da Polícia Federal.

    A imagem de André Mendonça também tem sido turbinada por perfis bolsonaristas de alto alcance. A página de Instagram Tarcísio Governador, por exemplo, que tem 1,8 milhão de seguidores, compartilhou notícia de que a segurança do ministro seria reforçada em meio ao caso Master, com a seguinte mensagem: “Que Deus proteja o Mendonça e sua família! #jairbolsonaro”.

    Moraes, que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, agora virou vidraça devido à suposta proximidade com Daniel Vorcaro, exposta pelas mensagens que ambos teriam trocado já durante o período de investigação, e ao contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci Moraes, com o Banco Master.

    Se atinge o principal algoz do bolsonarismo, o caso Master também desgasta os aliados do ex-presidente. Para ficar no caso mais simbólico, o ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi chamado nas mensagens obtidas pela PF de “grande amigo” por Vorcaro, que também comemorou emenda de autoria do senador que poderia beneficiar o Master.

    Petistas têm argumentado que o caso foi descoberto no governo Lula e que o Banco Central liquidou o Master na gestão de Gabriel Galípolo, indicado pelo petista. Daí a importância para a oposição do ministro “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro como protagonista no caso, permitindo que o inquérito sobre a fruade bilionário avance depois que o ministro Dias Toffoli se viu pressionado a deixar a relatoria.

    INSS

    No caso do INSS, cujas fraudes aconteceram nos governos Bolsonaro e Lula, a gestão petista está em uma situação mais delicada. Filho mais velho do atual presidente, Lulinha é alvo da CPMI que apura o escândalo revelado pelo Metrópoles e que mira a relação dele com Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS.

    Lulinha e Careca viajaram juntos para Portugal para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal. A interlocutores, Lulinha tem dito que não fechou negócio, embora tenha viajado com o lobista.

    A Polícia Federal investiga anotações do Careca do INSS para pagar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário do lobista disse à PF que o valor era pago a Lulinha, por meio de uma empresa de cannabis sediada em Portugal. A defesa do Lulinha nega relação do filho do presidente com os fatos investigados na comissão.

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A decisão atende a uma solicitação da PF no… pic.twitter.com/nXoY0si2qy

    — Bibo Nunes (@bibonunes1) February 26, 2026

    Como relator do caso, Mendonça autorizou o pedido de quebra de sigilo de Lulinha feito pela PF. Um dos que usou a figura do ministro foi o deputado bolsonarista Bibo Nunes (PL-RS), que divulgou uma imagem de Mendonça e Lulinha lado a lado, sob a legenda “pegaram ‘o filho do rapaz’”.

    Perfis apoiadores do PT, por sua vez, têm acusado André Mendonça de liderar o embrião de uma segunda Operação Lava Jato, que ficou marcada por acusações de perseguição política contra petistas e seus aliado, levou à prisão de Lula e acabou praticamente anulada por decisões do STF.

  • Mesmo preso, policial penal que atirou em tatuador recebeu R$ 222 mil

    Mesmo preso, policial penal que atirou em tatuador recebeu R$ 222 mil

    Imagem obtida pelo Metrópoles
    policial-penal-go-juri

    O policial penal Luiz Fernando Felix Carmona, preso preventivamente após atirar contra um tatuador no Distrito Federal, continuou recebendo salário líquido entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mesmo encarcerado. A informação consta no Portal da Transparência do estado de Goiás.

    Carmona está preso preventivamente desde 25 maio de 2023. Desde então, recebeu, ao todo, R$ 222.109,08 de remuneração líquida pela função.

    Entre junho de 2023 e fevereiro de 2026, o réu, com status de efetivo, alterou de órgão e unidade, ao menos uma vez, além de cumprir, de alguma forma, a carga horária obrigatória de 200 horas em todos os meses, desde que foi preso.

    As mudanças afetaram o salário líquido de Carmona e o garantiram um aumento considerável.

    Antes de ser preso, o salário do policial era de R$ 5.742,43. Após a prisão, a remuneração chegou a atingir o valor de R$ 7.059, 85 no passado. Em 2026, o salário sofreu uma queda mínima de R$ 13,27 – passando a valer R$ 7.046,58.

    Segundo a Transparência, o policial penal recebia, inclusive, benefícios como o pagamento de 13° e férias, o que resultava a Carmona uma remuneração de mais de R$ 10 mil líquido uma vez ao ano.

    Júri marcado

    A Justiça do Distrito Federal marcou para 16 de março a realização do Tribunal do Júri do policial penal do estado de Goiás.

    O réu é acusado por tentativa de homicídio contra Sylvio dos Santos de Lima Júnior em 21 de maio de 2023. Na ocasião, o policial penal disparou duas vezes contra o abdômen do tatuador.


    Relembre o caso


    Desde a prisão, o homem teve três pedidos de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    No último pedido indeferido, o ministro Messod Azulav Neto destacou que a prisão preventiva está fundamentada na “garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal”.

    Segundo os autos, a vítima afirmou que não se sentiria segura caso o acusado fosse colocado em liberdade e relatou que precisou mudar de endereço duas vezes após o crime.

    O magistrado também apontou que há indícios de que testemunhas poderiam se sentir intimidadas caso o réu fosse solto, o que justificaria a manutenção da prisão até o julgamento do júri.

  • Após crise, Kassab sinaliza trégua e apoio "incondicional" a Tarcísio

    Após crise, Kassab sinaliza trégua e apoio "incondicional" a Tarcísio

    Reprodução/Twitter
    Gilberto Kassab e Tarcísio de Freitas

    Após viver uma crise com Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem sinalizado a aliados que a relação com o governador de São Paulo está boa e que o apoio do seu partido à reeleição do chefe do Palácio dos Bandeirantes é “incondicional”.

    O PSD está no centro de um impasse envolvendo a escolha da vice da chapa de Tarcísio, já que o governador pretende manter o atual Felício Ramuth (PSD), ao mesmo tempo em que Kassab trabalhava para ocupar a vaga, visando concorrer ao governo paulista em 2030.

    Nos bastidores, Tarcísio rechaça a ideia de colocar o cacique como seu vice e aliados passaram a aventar uma possível troca de partido por parte de Ramuth, como forma de tentar se manter na chapa. Isso passou a alimentar especulações de um possível racha entre o PSD e a coalização em torno do governador, movimento negado pelas duas partes.

    O PL também pleiteia a vice, tendo o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, como postulante. Tarcísio, no entanto, avisou a Flávio Bolsonaro (PL) que a escolha será pessoal. Tarcísio e os partidos aliados pretendem oficializar os nomes da chapa, tanto para a vice como para o Senado, em um evento no final do mês.

    A interlocutores, Kassab reforça que não pretende romper com Tarcísio e que estará no projeto do governador mesmo que não consiga ser o vice.

    Aliados do ex-prefeito também ressaltam que o PSD conta com três secretarias no governo paulista – incluindo o próprio Kassab, que ocupa a secretaria de Governo – e que, portanto, não faria sentido para o partido deixar de fazer parte da aliança, uma vez que as pesquisas indicam favoritismo de Tarcísio para a reeleição.

    Rusgas entre Tarcísio e Kassab

    Além da questão da vice, uma declaração feita por Kassab na qual afirma que não se poderia confundir lealdade com submissão, em referência à relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro, teria irritado o governador, que respondeu dizendo que “quem fala de submissão não entende nada de lealdade”.

    Outro foco de desgaste entre o PSD e partidos da base de Tarcísio é a postura agressiva de Kassab em filiar quadros das outras legendas, principalmente do PSDB. A crítica é de que o presidente do PSD tenha se aproveitado do cargo no governo para fortalecer o próprio partido.

    No final de fevereiro, após a troca de farpas públicas, Kassab foi às redes sociais para desmentir a crise na relação com o governador. “Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas. Vamos continuar juntos num projeto de São Paulo e Brasil”, escreveu.

    Apesar dos afagos, o entorno de Tarcísio entende que a tendência é que Kassab deixe o cargo nas próximas semanas, para se dedicar à montagem dos palanques e chapas do PSD em São Paulo e nos demais estados.

  • Mulher torturada na ditadura militar receberá indenização de R$ 100 mil

    Mulher torturada na ditadura militar receberá indenização de R$ 100 mil

    Reprodução/Orlando Brito
    Imagem em preto e branco de policial fardado, de costas, segurando um cassetete. Ao fundo, manifestantes contra a ditadura militar -- Metrópoles

    A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou a União a pagar uma indenização de R$ 100 mil para uma mulher por ela ter sido detida e banida do país durante a ditadura militar.

    No processo, a mulher relata que foi militante da organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Por esse motivo, foi presa em 1970 e conduzida ao Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS-RS), onde foi interrogada e torturada. Ela ficou presa até 1971.

    Após isso, ela foi incluída na troca de presos políticos pelo então embaixador suíço e banida do território nacional. Fora do país, ela se exilou no Chile, Cuba e Bulgária. A mulher só voltou ao Brasil em 1979 após a publicação da Lei da Anistia.

    A decisão da juíza Thaís Helena Della Giustina destaca que ela tem direito à indenização pelo tratamento cruel e desumano que recebeu.

    “Tendo a autora sido vítima de irrefutável perseguição política, com prejuízo à sua vida familiar, profissional e social, o que, por certo, redundou em indiscutíveis sequelas à respectiva integridade emocional, tem-se por caracterizados a conduta antijurídica do Estado e o dano extrapatrimonial”, afirmou.

    Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

    Didatura militar

    Segundo a Comissão de Anistia do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MHDC), 50 mil brasileiros foram perseguidos pela ditadura militar no país.

    A Comissão Nacional da Verdade, que atuou entre 2012 e 2014, constatou 434 mortes e desaparecimentos políticos. Uma análise do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgada neste ano indicou que 82,5% das vítimas eram ligadas a alguma organização política – 45,3% foram associadas formalmente a algum partido político.

    A maioria dos desaparecidos e mortos tinha entre 18 e 44 anos, e quase metade, 49,3%, estava na faixa etária de 18 a 29 anos.

     

     

     

  • Câmara desconta pensão de Roberto Jefferson por dívida com Moraes

    Câmara desconta pensão de Roberto Jefferson por dívida com Moraes

    Fábio Vieira/Metrópoles
    roberto Jefferson ex deputado preso STF ameaça

    A Câmara dos Deputados desconta um valor da pensão do ex-deputado federal Roberto Jefferson desde agosto de 2023 para pagar dívida judicial de cerca de R$ 79 mil do ex-parlamentar com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a esposa dele, a advogada Viviane Barci de Moraes.

    Roberto Jefferson foi condenado em fevereiro de 2021 por dizer que Moraes advogaria para o Primeiro Comando da Capital (PCC) em duas entrevistas concedidas à imprensa. Além de Moraes, ele também atribuiu esse tipo de atuação à esposa do ministro.

    O ex-parlamentar, entretanto, alegou em um documento obtido pela coluna que, ao analisar o contracheque, constatou que já foram descontados cerca de R$ 139 mil — valor superior ao da sentença atual, mesmo com correção.

    Com base nessa constatação, Jefferson sustenta que a dívida teria sido quitada e pediu à Justiça o fim da cobrança ao casal.

    Jefferson tem direito a uma pensão paga pela Câmara mesmo tendo sido cassado em 2005 porque o benefício é vinculado às contribuições feitas ao plano previdenciário dos congressistas durante mais de duas décadas de mandato.

    Apesar das alegações do ex-parlamentar, o juiz Rodrigo Ramos, da 1ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo, ao analisar o cumprimento da sentença, registrou que apenas R$ 17,6 mil aparecem depositados na conta judicial do processo. A cobrança foi retomada após o escritório de Moraes pedir a execução da dívida, que se arrasta há cinco anos.

    Comprovação

    Diante da divergência entre os valores alegados pelo ex-deputado e os registros do processo, a Câmara foi oficiada pela Justiça para informar e comprovar todos os descontos feitos nos proventos de Jefferson e os depósitos correspondentes.

    Até agora, aparecem na conta judicial três depósitos que somam R$ 17,6 mil, realizados em outubro de 2023 e em janeiro e setembro de 2024.

    A coluna procurou a Câmara, que confirmou os descontos “nos valores determinados e que os deposita em conta judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) desde agosto de 2023, com o envio de todos os comprovantes para aquela Corte”.

    A coluna perguntou novamente se a Câmara faz os descontos mensais ou se em datas específicas. A resposta não tinha sido enviada à reportagem até a publicação desta matéria.

    Condenação

    Jefferson cumpre prisão domiciliar por decisão do próprio ministro, após ser condenado a 9 anos de prisão por incitar a prática de crimes, atentar contra o exercício dos Poderes e cometer calúnia e homofobia.

    Moraes, na terça-feira (3/3), determinou que Roberto Jefferson pague a multa de R$ 200 mil imposta na condenação ocorrida na Primeira Turma. Ele está em prisão domiciliar desde maio do ano passado, por problemas de saúde.

     

  • Sobe para 140 o número de casos confirmados de Mpox em 2026 no Brasil

    Sobe para 140 o número de casos confirmados de Mpox em 2026 no Brasil

    Marina Demidiuk/ Getty Images
    Foto de braços de homens com feridas de mpox - Metrópoles

    O Brasil tem 140 casos confirmados de Mpox neste ano, segundo dados atualizados nesta segunda-feira (9/3) pelo Ministério da Saúde. Outros 539 estão em análise.

    Dos casos, 77% são em homens e 69% têm entre 30 e 39 anos. O estado com mais registros é São Paulo, com 398 casos, seguido por Minas Gerais, com 131, e Rio de Janeiro, com 124. Somente Piauí, Acre, Roraima, Tocantins não registraram nenhum caso.

    A mpox é uma doença viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada, materiais contaminados e animais silvestres infectados.

    O período de incubação do vírus, tempo entre a infecção e o aparecimento de sintomas, é de três a 16 dias. Os sintomas incluem erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio e fraqueza. 

    Após as erupções na pele desaparecerem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.  As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus.