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  • O "método Vorcaro": sicário, hackeamento e dentes quebrados

    O "método Vorcaro": sicário, hackeamento e dentes quebrados

    Arte Metrópoles
    Arte Daniel Vorcaro

    O que a Polícia Federal extraiu do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, transborda as páginas de economia e mergulha no Código Penal. As mensagens trocadas com o seu operador financeiro — um sicário que coordenava uma “turma” paga com um milhão de reais mensais — revelam que o banco operava como uma milícia privada.

    Um dos alvos expostos foi o jornalista Lauro Jardim. Incomodado com a fiscalização da imprensa, Vorcaro planejou um assalto simulado para “quebrar todos os dentes” do colunista. É o método das máfias: silenciar a verdade através do medo, disfarçando o atentado de crime comum.

    Mas o sadismo da organização não tinha limites de classe. O banqueiro também ordenou que se “puxasse tudo” sobre a vida de uma empregada, identificada como Monique, após sentir-se ameaçado por ela. Para não passar batido, fica a pergunta: onde está Monique?

    Com o apoio de um ex-policial federal para invadir sistemas do FBI e da Interpol, a rede de Vorcaro sentia-se acima de qualquer lei. Enquanto diretores do Banco Central caem por suspeita de conivência, fica claro que o Master não geria apenas dinheiro; geria o terror.

  • Entenda próximos passos da tramitação da PEC da Segurança

    Entenda próximos passos da tramitação da PEC da Segurança

    Com a aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública segue para a análise do Senado Federal. O texto, a fim de garantir consenso e evitar resistência no Senado, deixou de fora a redução da maioridade penal.

    No plenário da Câmara, a PEC contou com 487 a 15 votos no primeiro turno. Já na segunda rodada, a matéria foi aprovada por 461 votos a 14. O texto agora segue para a análise do plenário do Senado, onde precisa ser novamente aprovado em dois turnos.

    Caso sofra alterações significativas na Casa Alta, a PEC retorna à Câmara dos Deputados. Se não, o texto vai direto à promulgação, o que é feito pelo comando do Congresso Nacional.

    A matéria foi enviada pelo governo Lula (PT) ao Congresso Nacional em abril do ano passado. A tramitação, entretanto, foi marcada por forte resistência da oposição e críticas de governadores, que temiam uma perda de autonomia.

    Após impasse e a fim de contornar as resistências ao texto, o relator Mendonça Filho (União-PE) retirou trecho que previa a redução da maioridade penal. A proposta, conforme anunciado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), será discutida no âmbito de outra PEC.

    A ideia inicial do relator era de uma redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes violentos. A previsão era de que o tema dependeria de referendo em 2028 e o cumprimento da pena em estabelecimentos penais separados dos maiores de 18 anos.

    A base do governo Lula (PT) no Congresso Nacional cogitou obstruir a votação diante da previsão de reduzir a maioridade penal. O recuo de Mendonça Filho, formalizado nesta quarta-feira (4) após reunião com Hugo Motta, agradou os governistas e destravou a análise da proposta no plenário.

    A proposta, que dá status constitucional ao SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), entre outras mudanças, constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário. Os recursos serão incrementados com 30% dos recursos taxados das “bets”.

    O texto também protege o financiamento obrigatório de contingenciamentos e bloqueios, semelhante ao que ocorre com Saúde e Educação.

    “Impede-se, assim, que ajustes fiscais anuais interrompam projetos estruturantes em inteligência, tecnologia, perícia de natureza criminal, qualificação profissional e infraestrutura penitenciária”, justificou o relator.

    O substitutivo aprovado apresentou restrição à progressão de regime para líderes de organização criminosa.

    O relator defendeu que “não se trata de supressão de garantias fundamentais, mas de adequação proporcional da resposta estatal diante de condutas que produzem dano ampliado e instabilidade sistêmica para a maior parte da população”.

  • Ciro Nogueira e Rueda voaram em helicóptero ligado a Vorcaro

    Ciro Nogueira e Rueda voaram em helicóptero ligado a Vorcaro

    PROXIMIDADE POLÍTICA

    Ciro Nogueira e Rueda voaram em helicóptero ligado a Vorcaro

    Por Metropoles5 de março de 2026 – 06h09 3 min de leitura
    Foto: Arte/ Metrópoles

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    Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voaram em um mesmo helicóptero ligado ao ex-banqueiro. Os voos ocorreram em um mesmo dia, em intervalo de uma hora e meia.

    A mensagem com detalhes dos voos foi enviada pela Prime You ao e-mail pessoal de Vorcaro. O ex-banqueiro era sócio da empresa de táxi aéreo até setembro de 2025. A coluna teve acesso ao documento.

    A empresa descreve três voos realizados no dia 3 de novembro de 2024, dentro de um intervalo de 1 hora e 17 minutos. Todos tinham o mesmo trecho: embarque no HELPN Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo, com destino ao Aeroporto de Congonhas.

    O primeiro voo tinha como passageiros “Antônio Rueda e 07 convidados”. O segundo, “Daniel Vorcaro e 07 convidados”. O terceiro levava apenas Ciro Nogueira, segundo o registro. O helicóptero utilizado tem prefixo PS-MAS e foi adquirido pela empresa de táxi aéreo por R$ 16,4 milhões.

    Trecho do e-mail enviado pela Prime You a Daniel Vorcaro
    Trecho do e-mail enviado pela Prime You a Daniel Vorcaro

    Mensagens interceptadas pela PF mostram também que Vorcaro mantinha ótima relação com Ciro Nogueira, a ponto de chamá-lo de “um dos grandes amigos de vida”.

    Ciro Nogueira é um dos grandes amigos de vida, diz Vorcaro

    Em conversa privada com a ex-noiva Martha Graeff, Vorcaro explica para a mulher quem é Ciro Nogueira e fala da relação de proximidade entre os dois. “É um senador. Muito amigo meu”, escreveu o ex-banqueiro. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida.”

    No dia 13 agosto de 2024, Vorcaro conta para a ex-companheira um feito do senador no Congresso Nacional. Naquele dia, Ciro Nogueira apresentou emenda relacionada à autonomia do Banco Central e à atuação de bancos, incluindo movimentos que visavam aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

    “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atomica mercado financeiro! Ajuda os bancos medios e diminui poder dos grandes! Esta todo mundo louco”, escreveu de uma só vez. Na sequência, escreve: “Se fosse filme nao teria tantos desdobramentos loucos”, escreveu Vorcaro às 19h44 para Graeff.

    A ex-noiva então celebra: “Whaaaaaat. Wow isso é incrível 🙌. Esse filme seria o ganhador do Oscar”. Na sequência, Vorcaro responde mostrando contentamento. “Kkk todo mundo me ligando. Sentiram o golpe”, escreveu às 19h58.

    A emenda de Ciro Nogueira propunha elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. O texto, no entanto, não foi incluído na redação final aprovada pelo Congresso Nacional.

  • Caso Banco Master: veja 10 revelações após nova prisão de Vorcaro

    Caso Banco Master: veja 10 revelações após nova prisão de Vorcaro

    A nova prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decretada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), revelou novos detalhes da investigação conduzida pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero.

    A decisão desta quarta-feira (4) aponta indícios de que o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para cometer crimes financeiros, corromper agentes públicos e monitorar críticos, incluindo jornalistas. O empresário teria feito uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas ligadas ao caso.

    Veja abaixo os 10 principais pontos revelados pela investigação após a nova prisão do banqueiro.

    Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, mas foi solto na sequência. Na época, foi determinado que o empresário fizesse o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a Polícia Federal, novos elementos indicam que as atividades ilícitas teriam continuado mesmo após a primeira operação.

    “Mesmo após ser posto em liberdade, o que ocorreu no dia 28/11/2025, a organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros […] As atividades criminosas, tal como demonstrado pela Polícia Federal em sua representação, continuaram a ocorrer mesmo após o início do inquérito e as operações dele decorrentes”, diz trecho da decisão de Mendonça.

    A decisão afirma que os investigados atuavam de forma coordenada, com divisão de tarefas. Segundo Mendonça, os elementos reunidos apontam para “uma complexa estrutura para a prática de crimes com profunda repercussão negativa na sociedade”.

    “As investigações apontam que o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (i) núcleo financeiro; (ii) núcleo de corrupção institucional; (iii) núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro; (iv) núcleo de intimidação e obstrução de justiça”, diz.

    Segundo a investigação da PF, os quatro investigados teriam funções diferentes dentro do esquema criminoso. Vorcaro é apontado como líder do grupo; Fabiano Zettel teria atuado como operador financeiro, responsável por pagamentos e transferências; Luiz Phillipi Mourão, identificado como “Felipe Mourão”, coordenaria ações de monitoramento e intimidação de adversários; e Marilson Roseno, policial federal aposentado, integraria o núcleo responsável pela coleta de informações e vigilância.

    Os dois ex-servidores do BC (Banco Central) afastados do órgão por decisão do STF prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro, segundo a PF.

    De acordo com a corporação, os dois participavam de um grupo de Whatsapp com o banqueiro, criado para facilitar a comunicação direta entre os envolvidos e permitir a discussão de estratégias de temas de interesse do Master.

    Segundo as investigações, eles teriam recebido dinheiro para passar informações ao banqueiro e ajudar na elaboração de pedidos ao órgão.

    “Descrevemos o relacionamento ilícito entre o banqueiro Daniel Vorcaro e os servidores do Banco Central Paulo Sérgio e Belline Santana, bem como os graves indícios de recebimento mensal de vantagens indevidas”, diz a decisão de Mendonça.

    Segundo a PF, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da área de supervisão bancária, Bellini Santana, mantinham contato recorrente com Vorcaro e forneciam orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes do BC.

    As investigações apontaram a existência de um grupo chamado “A Turma”, que seria destinado à obtenção ilegal de informações sigilosas e para praticar atos de coação e intimidação de pessoas consideradas prejudiciais para a suposta organização criminosa.

    Felipe Mourão, era responsável pela “execução de atividades de obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.

    O grupo contratado por Vorcaro para influenciar a investigação, acessava dados da PF, do MPF (Ministério Público Federal) e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

    De acordo com a Polícia Federal, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o coordenador operacional do grupo “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
    O acesso, segundo a investigação, era feito por Mourão por meio da utilização de credenciais funcionais de outras pessoas, o que permitia obter informações protegidas por sigilo institucional.

    “A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, cita trecho da decisão.

    Jornalistas também teriam sido atingidos pelo que a PF chama de “dinâmica violenta” entre Vorcaro e Mourão após um profissional ter divulgado na imprensa uma informação “contrária aos interesses” do dono do Master.

    Apesar do nome do jornalista em questão estar tampado com uma tarja preta no relatório da PF, o profissional em questão se trata de Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, que emitiu uma nota sobre o caso.

  • BOPE fecha “boca de fumo”, prende mulher e apreende drogas em Rio Branco

    BOPE fecha “boca de fumo”, prende mulher e apreende drogas em Rio Branco

    Policiais Militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), por meio da companhia ROTAM, prenderam Nargila Souza da Costa, de 22 anos, suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na tarde desta quarta-feira (4), em uma residência situada na Rua da Tripa, no bairro São Francisco, em Rio Branco.

    De acordo com informações da Polícia Militar, a guarnição recebeu denúncia indicando que o imóvel estaria sendo utilizado como ponto de comercialização de entorpecentes. Diante das informações, os militares se deslocaram até o endereço para verificar a situação.

    Ao chegarem ao local, os policiais perceberam que a suspeita, ao notar a presença da viatura, tentou se desfazer de parte do material e entrou rapidamente na casa. A equipe acompanhou a movimentação e realizou a abordagem no interior do imóvel.

    Durante as buscas, os militares encontraram porções de entorpecentes já fracionadas e prontas para a venda. No decorrer da vistoria dentro da residência, também foi localizada uma quantidade maior de droga, reforçando a suspeita de tráfico.

    Diante da situação de flagrante, Nargila Souza da Costa recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Flagrantes (Defla), junto com todo o material apreendido, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

  • Irã diz que Estreito de Ormuz está fechado para os EUA, Israel e Europa

    Irã diz que Estreito de Ormuz está fechado para os EUA, Israel e Europa

    A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, cujo tráfego praticamente desapareceu desde o início da guerra — está fechado apenas para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais.

    “Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), segundo a emissora estatal IRIB.

    Se embarcações pertencentes aos Estados Unidos, a Israel, à Europa “e a seus apoiadores (…) forem observadas, certamente serão atingidas”, advertiu o IRGC.

    O estreito está, na prática, fechado desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã no sábado, o que fez os preços do petróleo dispararem e ameaça desestabilizar a economia global.

    A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.

    O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.

    Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

    O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

    No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

    Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

    Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

    Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

  • Lula nomeia advogado Nauê Bernardo como ministro substituto do TSE

    Lula nomeia advogado Nauê Bernardo como ministro substituto do TSE

    Alex Bandeira/OAB-DF
    naue-bernardo

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nomeou o advogado de Brasília Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo como ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (5/3).

    Nauê Bernardo é advogado, cientista político e doutorando em direito na Universidade de Brasília (UnB). Atua como diretor de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF).

    Ele assume o cargo que era ocupado por Edilene Lobo. O mandato tem dois anos.

    Lula escolheu Nauê Bernardo na lista tríplice formada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados Eduardo Silva Toledo e Engels Muniz também concorreram.

  • Morre o escritor António Lobo Antunes, famoso romancista português

    Morre o escritor António Lobo Antunes, famoso romancista português

    Reprodução/ YouTube
    Imagem colorida de António Lobo Antunes - Metrópoles

    O escritor português António Lobo Antunes (foto em destaque) morreu aos 83 anos. Ele era um dos romancistas lusófonos mais lidos e traduzidos do mundo, apontado uma série de vezes como favorito ao Prêmio Nobel de Literatura.

    “Sua morte está confirmada. Divulgaremos uma nota de condolências”, disse um porta-voz da editora Leya, responsável por publicar o último romance de Antunes, à AFP. A causa do falecimento não foi revelada.

    António Lobo é responsável por publicar 29 romances, incluindo sucessos como Os Cus de Judas (1979), Memória de Elefante (1979), Conhecimento do Inferno (1980) e Auto dos Danados (1985).

    Seu último lançamento foi o livro As Outras Crónicas, em 2024.

    O romancista recebeu uma série de premiações pelos seus livros durante a longa carreira, incluindo um Prêmio Camões, importante premiação portuguesa.

  • Embates com STF e Vorcaro preso: CPMI do INSS se reúne nesta 5ª

    Embates com STF e Vorcaro preso: CPMI do INSS se reúne nesta 5ª

    Reprodução/ TV Senado
    CPMI do INSS, no Senado Federal

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) volta nesta quinta-feira (5/3) com votações de requerimentos e dois depoimentos, do presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), Rodrigo Ortiz D´Avila Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão. Acompanhe a partir das 9h:

    A sessão retoma os trabalhos cercada de polêmica e tensão. Além da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigação da CPMI, o colegiado encara uma queda de braço com o Supremo Tribunal Federal (STF) pela manutenção de quebras de sigilos bancário e fiscal aprovadas pelos parlamentares.

    Nesse caso, a cúpula da CPMI do INSS avalia, junto à advocacia do Senado, quais recursos podem ser apresentados após a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (PT), o “Lulinha”, na manhã de ontem.

    O requerimento faz parte dos documentos votados em bloco na quinta-feira (26/2) junto à quebra de sigilo do filho do presidente Lula — nesse dia, houve briga entre os parlamantes após a aprovação do requerimento.

    Para Dino, a modalidade de votação não permite a profundidade de discussão de cada requerimento e disse, na decisão, que o poder atribuído às comissões parlamentares de inquérito “não admite a devassa indiscriminada à vida privada dos cidadãos”.

    O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o colegiado “exerceu o seu papel constitucional” e disse que Dino, que já foi senador, tem um “claro desconhecimento” sobre o “funcionamento do processo legislativo em CPIs”.

    “A comissão apenas exerceu o dever constitucional de autorizar medidas investigativas como fazem CPIs do Congresso Nacional há décadas. Investigar não é condenar e investigar é buscar a verdade. Também causa estranheza a alegação de que não teria havido um debate ou fundamentação adequada nos requerimentos aprovados pela comissão. Isso simplesmente não corresponde à realidade dos fatos”, disse.

    Calendário de depoimentos

    Carlos Vianadefiniu, nessa terça-feira (3/3), o calendário de depoimentos da comissão em março. Entre as audiências previstas estão a da presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, e a de um ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Audiências da CPMI do INSS:

    O prazo de funcionamento da CPMI termina em 28 de março, um sábado. A previsão é de que, sem prorrogação, os trabalhos encerrem em 26 de março.

    Viana tentava um encontro com Davi Alcolumbre (União-AP), desde o fim de 2025, mas o presidente do Congresso não o respondia. O senador chegou a ameaçar recorrer ao STF para pedir a extensão dos trabalhos.

    “Conversei com ele rapidamente [hoje], e ele me disse que ainda não tomou uma decisão. ⁠[Davi] ouviu meus argumentos, quantidade de documentos, habeas corpus e me disse que em breve dará um posicionamento. Vou aguardar mais uns dias para entrar com um mandado de segurança no STF. Fiquei muito esperançoso com a fala do presidente Davi”, declarou Viana.

  • João Fonseca estreia com vitória no Master 1000 de Indian Wells

    João Fonseca estreia com vitória no Master 1000 de Indian Wells

    Shi Tang/Getty Images
    Foto colorida de João Fonseca - Metrópoles

    Nessa quinta-feira (4/5), João Fonseca estreou com vitória no Masters 1000 de Indian Wells. O brasileiro, 35 do ranking, venceu Raphael Collignon, belga número 77º do ranking da ATP, por 2 sets a 0. A partida teve parciais de 7/6 (2) e 6/4.

    Classificado para a segunda rodada, Fonseca pegará russo Karen Khachanov, 16 do mundo. Caso ganhe, será a primeira vez que o jovem de 19 avança para a terceira fase do torneio.

    Em 2026, João Fonseca foi campeão do MGM Slam, torneio de exibição em Las Vegas. O brasileiro venceu o estadunidense Reilly Opelka, número 69 do ranking, por 10/6, 7/10 e 10/5.