Categoria: Teste

  • Vagas de emprego: DF tem 501 oportunidades, e salário de até R$ 3 mil

    Vagas de emprego: DF tem 501 oportunidades, e salário de até R$ 3 mil

    Luh Fiuza/Metrópoles @luhfiuzafotografia
    foto colorida de uma pessoa assinando carteira de trabalho - Metrópoles

    Nesta quarta-feira (4/3), as agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 501 vagas para quem está em busca de uma colocação no mercado profissional. Os salários chegam a R$ 3 mil.

    O posto que oferta a maior remuneração é o de padeiro, em Planaltina. Há uma vaga disponível para candidatos com ensino fundamental completo, com exigência de experiência prévia na função.

    Também há cargos que se destacam pelo número de oportunidades oferecidas. Entre eles, está o de repositor de mercadorias (40), na Zona Industrial do Guará. É preciso ter fundamental completo, mas não é cobrada experiência. O salário oferecido é de R$ 1.621.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • VAR no Senado: A regra é clara, mas o apetite é maior

    VAR no Senado: A regra é clara, mas o apetite é maior

    viana-alcolumbre-cpmi

    Davi Alcolumbre operou como um juiz de vídeo que olha o monitor, enxerga a irregularidade, mas decide que o jogo deve seguir. Ao validar a “matemática criativa” do senador Carlos Viana na CPMI do INSS, o presidente do Senado abriu um perigoso precedente no Congresso: o interesse político e eleitoral está de fato acima do regimento e regras da Casa.

    O argumento de Alcolumbre é de um pragmatismo gélido: mesmo que o presidente da comissão tenha “se equivocado” na contagem visual, o quórum de presença no painel daria a vitória à oposição de qualquer jeito.

    Ora, para que serve então uma votação presencial, se o que vale é o quadro? Das próximas, valerá um plenário vazio. Basta apertar o botão e sair para o almoço, ou para coisas “mais sérias” (contém ironia).

    Não obstante, a pressa da oposição em quebrar o sigilo ignora um fato incômodo: Lulinha já havia colocado todos os seus dados bancários e fiscais à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público muito antes deste “teatro” parlamentar. Se as autoridades técnicas já têm acesso ao que pedem, a manobra da CPMI desenha um claro desvio de finalidade.

    O objetivo ali não é a investigação, mas a exposição seletiva de dados sob o brilho dos refletores.

    Lulinha deve sim se explicar, pelo lobby que, por si só, já é um desastre ético. A própria defesa admite que o filho do presidente recebeu dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes – o enrolado “careca do INSS” – para tentar abrir portas no Ministério da Saúde para um projeto de cannabis medicinal. O projeto não vingou, o Ministério não quis conversa, mas o pecado original está cometido.

    Isso, porém, é outra coisa. Não faz parte desta CPMI. Mas o desgaste é um inquilino que não pede licença para entrar no Palácio do Alvorada.

    Parente de presidente não faz lobby, quiçá dentro do governo do próprio parente. É regra básica de higiene política. Ao aceitar a missão de ser “ponte” para um empresário que hoje é delator, Lulinha ofereceu no altar da oposição o pescoço do próprio pai. Lula, calejado, já deu o recado público: se o filho errou, que responda sozinho.

    Resta saber se a polêmica da vez tem o poder de asfixiar o favoritismo de Lula. A história ensina que o bolso do eleitor costuma ser mais decisivo que o escândalo ético do dia. No entanto, no xadrez de 2026, com a oposição sedenta por revanche e o “golpe do painel” devidamente chancelado, o caso é uma baita munição.

    Alcolumbre lavou as mãos. Agora, quem terá que limpar a sujeira é o Planalto.

  • Israel ameaça matar sucessor de Khamenei: "Não importa seu nome"

    Israel ameaça matar sucessor de Khamenei: "Não importa seu nome"

    Thierry Monasse/Getty Images
    Israel Katz

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta quarta-feira (4/3) matar o sucessor do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

    “Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, disse pelas redes sociais.

    A sucessão de Khamenei ainda não foi decidida. A escolha do novo líder deve ser feita pela Assembleia de Peritos, formada por 88 líderes religiosos do islamismo xiita – conhecidos como aiatolás.

    Na terça-feira (3/3), Israel atacou o local onde a Assembleia de Peritos se reúne, na cidade de Qom. A parte israelense afirmou à mídia local que todos os 88 aiatolás estavam presentes no local. Por outro lado, a mídia estatal iraniana disse que o prédio foi evacuado e nenhum líder religioso foi atingido. Até o momento, não há informações sobre aiatolás mortos ou feridos.

    Por enquanto, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado para comandar o país interinamente, enquanto o sucessor não é escolhido. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei também fazem parte do conselho que comanda o país temporariamente.

    Despedida Ali Khamenei

    A cerimônia de despedida do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vai começar nesta quarta-feira (4/3) e vai durar três dias, anunciou o Irã pela mídia estatal.

    A previsão é que a cerimônia comece às 15h30 (no horário de Brasília), no local de oração Imam Khomeini, em Teerã. Ele será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, cidade onde ele nasceu.

  • Cerimônia de despedida de Ali Khamenei começa nesta quarta

    Cerimônia de despedida de Ali Khamenei começa nesta quarta

    Anadolu Agency/Getty Images
    Imagem colorida de Ali Khamenei, lider supremo do Irã - Metrópoles

    A cerimônia de despedida do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vai começar nesta quarta-feira (4/3) e vai durar três dias, anunciou o Irã pela mídia estatal.

    A previsão é que a cerimônia comece às 15h30 (no horário de Brasília), no local de oração Imam Khomeini, em Teerã. Ele  será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, cidade onde ele nasceu.

    Khamenei foi morto no sábado (28/2) durante os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. A mídia estatal confirmou a morte dele por meio de uma publicação nas redes sociais.

    “Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O líder supremo da revolução foi martirizado”, diz a publicação.

    Quem era Ali Khamenei

    Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad, no leste do Irã. Sua formação religiosa e política teve início na década de 1960, por meio de movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi.

    Participou ativamente da Revolução Iraniana. Em 1980, foi escolhido para ser o imã, responsável pela tradicional oração de sexta-feira em Teerã, e foi escolhido como líder supremo do país em 1989.

    Ao longo dos anos, influenciou a formulação e execução de políticas no país e fomentou o culto à sua personalidade. Em mais de 35 anos no poder, Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos, todos reprimidos com violência, enquanto manteve uma política de linha dura em relação a costumes. Seu governo foi acusado de matar opositores exilados e reprimiu jornalistas e intelectuais não alinhados ao regime.

    Israel ameaça matar sucessor de Khamenei

    Nesta quarta-feira (4/3), o  ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou assassinar qualquer líder iraniano escolhido para suceder Ali Khamenei.

    “Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda.”

     

  • Congresso tem até maio para aprovar reajuste das Forças de Segurança do DF

    Congresso tem até maio para aprovar reajuste das Forças de Segurança do DF

    Ramiro Lucena/Camâra dos Deputados/Reprodução
    Prédio da Câmara dos Deputados - Metrópoles

    A Medida Provisória (MP) 1.326/2025, que garantiu a recomposição salarial das Forças de Segurança do Distrito Federal, voltou a entrar em pauta no Congresso Nacional.

    Nessa terça-feira (3/3), foi instalada uma Comissão Mista, que será responsável por analisar o ato. A MP entrou em vigor em dezembro de 2025, mas precisa ser aprovada, nas duas Casas, até maio para não perder a validade.

    A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), eleita presidente da comissão, e o deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF), relator da matéria na Câmara dos Deputados, indicaram que o texto deverá ser votado até 20 de março.

    “Esse é um compromisso que começou lá atrás, com diálogo e muita responsabilidade. Vamos conduzir os trabalhos para garantir segurança jurídica definitiva às categorias”, afirmou Leila.

    De acordo com Prudente, a intenção é apresentar o relatório em, no máximo, 15 dias.“Isso para que seja possível levarmos à votação na Câmara dos Deputados ainda em março, dando tranquilidade para o Senado Federal apreciar a matéria em abril e o presidente Lula sancionar a legislação em maio”, avaliou.

    Relembre

    A MP 1.326/2025 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a aprovação do PLN 31/2025, que ajustou o Orçamento da União para viabilizar a recomposição salarial e a convocação de novos profissionais para as Forças de Segurança do DF.

    Pelo acordo construído nas mesas de negociação, Polícia Militar (PMDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF) receberam reajustes entre 19,60% e 28,40%. Já a Polícia Civil (PCDF), tiveram recomposição de 27,27%. As parcelas foram pagas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

    As alterações orçamentárias também permitem a convocação de 2.073 novos profissionais, sendo: 1.284 policiais militares; 700 policiais civis; e 89 bombeiros.

  • Sucessão no Irã pode fortalecer ainda mais ala radical e anti-Ocidente

    Sucessão no Irã pode fortalecer ainda mais ala radical e anti-Ocidente

    IRANIAN LEADER PRESS OFFICE/Anadolu via Getty Images
    Imagem colorida mostra o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei - Metrópoles

    Com a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei — atingido por ataques dos EUA e de Israel no sábado (28/2), pairam dúvidas sobre a sucessão do aiatolá, que comandava o regime teocrático islâmico no Irã desde 1989.

    Após a morte de Khamenei, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado para comandar o país interinamente, enquanto o sucessor não é escolhido. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei também fazem parte do conselho que comanda o país temporariamente.


    Assembleia de Peritos


    Regime islâmico xiita deve seguir

    A votação não tem uma data publicamente definida. O mais provável é que o sucessor de Ali Khamenei como líder supremo do regime iraniano seja também um defensor radical do islamismo xiita, já que todo o processo é feito para que o líder supremo tenha influência sobre quem escolherá seu sucessor.

    O historiador e chefe do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Rodrigo Medina, analisa que a possibilidade de um sucessor mais progressista é pequena.

    “A Assembleia de Peritos muito dificilmente dará lugar a uma ala mais progressista e próxima ao ocidente“, explica Medina.  

    Nesta terça-feira (3/3), Israel atacou o local onde a Assembleia de Peritos se reúne, na cidade de Qom. A parte israelense afirmou à mídia local que todos os 88 aiatolás estavam presentes no local. Por outro lado, a mídia estatal iraniana disse que o prédio foi evacuado e nenhum líder religioso foi atingido. Até o momento, não há informações sobre aiatolás mortos ou feridos.

    Papel da Guarda Revolucionária do Irã

    Outro ator importante para os rumos futuros do Irã é a Guarda Revolucionária — uma organização paramilitar, subordinada às Forças Armadas do país e leal ao regime islâmico dos xiitas.

    O professor Rodrigo Medina avalia que a chance da Guarda Revolucionária abandonar o regime dos aiatolás também é muito pequena, pois o grupo é identificado com o mesmo nacionalismo religioso do regime atual.

    “Depende de uma variável pouquíssimo plausível, que seria a oposição interna ao regime dos aiatolás e de Ali Khamenei, simpática a algumas pautas dos movimentos insurgentes que tomaram as ruas do Irã em protestos no final do ano passado e início deste – acabar prevalecendo no processo de sucessão”, destacou o chefe do Departamento de Relações Internacionais da Unifesp.

    Desde a Revolução Islâmica de 1979, a Guarda faz a defesa dos princípios religiosos do islamismo, adepta, principalmente, ao que Medina categoriza como uma “expressão radical do islamismo xiita”.

  • Mais de 1 mil civis foram mortos no Irã, diz grupo de direitos humanos

    Mais de 1 mil civis foram mortos no Irã, diz grupo de direitos humanos

    Reprodução/ Redes sociais
    Foto colorida de explosão após Israel bombardear sede da TV estatal do Irã em nova onda de ataques - Metrópoles

    Mais de 1 mil civis foram mortos no Irã desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, no sábado (28/2), calcula a ONG de direitos humanos Hrana.

    De acordo com o último relatório da ONG, o número total de mortes de civis relatadas chegou a 1.097, incluindo 181 crianças menores de dez anos. Outras 880 mortes relatadas estão atualmente sob revisão para verificação e classificação.

    O número de feridos civis chegou a 5.402, incluindo 100 crianças. 

    Para chegar aos números, a ONG se baseia na comparação de relatórios de campo, fontes locais, contatos médicos e de emergência e material disponível em fontes abertas.

    Entenda o conflito

    No sábado (28/2), Israel e Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar coordenada contra o Irã. O objetivo declarado foi destruir instalações de enriquecimento de urânio que, segundo Washington e Tel Aviv, estavam prestes a produzir material para bombas atômicas.

    O Irã reagiu com ataques de mísseis balísticos e drones, não apenas contra Israel, mas contra bases militares americanas na região.

     

     

  • Marceneiro é acusado de dar golpe em 27 moradores do DF

    Marceneiro é acusado de dar golpe em 27 moradores do DF

    Arte/Metrópoles
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    O que era para ser a realização do sonho do móvel planejado terminou em frustração e prejuízo para, ao menos, 27 moradores do Distrito Federal. Um marceneiro foi denunciado por anunciar serviços nas redes sociais, receber pagamento antecipado via Pix e não entregar os produtos. Os casos foram registrados em boletins de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    O primeiro contato ocorria pelas redes sociais, principalmente pelo Facebook; em seguida, vinham as promessas de entrega em poucas semanas e o pedido de sinal para a compra do material, geralmente acompanhado da justificativa de que o fornecedor estaria com promoção e que era necessário fechar o negócio rapidamente. Depois que o prazo expirava, começavam os adiamentos sucessivos, sempre acompanhados de novas explicações.

    “As promessas eram grandes. Ele dizia que a oficina era dentro de casa mesmo e não parava muitos dias na mesma coisa, já prometendo outros móveis. As mensagens davam a impressão de estrutura consolidada.”, afirmou.

    Com a aproximação da data combinada, no entanto, as respostas passaram a se tornar vagas e os prazos foram adiados. Diante da falta de entrega e da ausência de comprovação de que o beliche estivesse pronto, ela decidiu cancelar o serviço, mas o valor pago não foi restituído.

    Em setembro do mesmo ano, outra moradora do DF havia fechado acordo para a confecção de um rack com painel ripado sob medida, orçado em R$ 4,6 mil. Ela transferiu R$ 2,8 mil como sinal, com previsão de entrega para 15 de outubro de 2025. O prazo também não foi cumprido.

    “Ele sempre alega imprevisto, sempre diz que alguma coisa aconteceu, depois outra coisa acontece”, relatou.

    Contas em nome de familiares

    Outro ponto que chamou a atenção das vítimas foi o fato de os pagamentos não serem feitos diretamente em conta no nome do marceneiro. Em um dos casos, o valor foi transferido para a conta de uma mulher indicada como esposa do investigado. Em outros dois registros, os pagamentos foram direcionados a uma chave Pix vinculada à filha dele, menor de idade.

    Em um dos boletins de ocorrência, a vítima afirma que o profissional utilizaria familiares como “laranjas” para receber os valores das encomendas, estratégia que, segundo o relato, seria parte do modus operandi descrito pelos clientes.

    Para elas, a utilização de contas de terceiros também pode dificultar a identificação imediata do real destinatário dos recursos e tornar mais complexas eventuais medidas judiciais de bloqueio.

    Até o momento, não há decisão judicial que aponte participação direta dos familiares nos fatos. A eventual responsabilidade de terceiros depende de apuração individualizada.

    Defesa

    Procurado, o marceneiro afirmou que não agiu de má-fé e atribuiu os problemas ao acúmulo de serviços. Ele declarou que os atrasos ocorreram após perder o controle da demanda e que tenta ressarcir parte dos clientes.

    “Acabei me atrapalhando e não consegui entregar, deixando acumular serviço e virou uma bola de neve. Alguns consegui devolver o dinheiro e outros não. Mas estou tentando me provar e devolver aos poucos o de cada um”, afirmou.

    Os casos seguem sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. O espaço permanece aberto para novas manifestações da defesa.

     

     

     

  • Facção ameaçou jovem confundido com suspeito de estupro coletivo no RJ. Veja vídeo

    Facção ameaçou jovem confundido com suspeito de estupro coletivo no RJ. Veja vídeo

    Reprodução/Metrópoles
    João Gabriel Bertho

    Após ser confundido com um dos suspeitos investigados por um estupro coletivo ocorrido em 31 de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, João Gabriel Bertho (foto em destaque), de 21 anos, relatou à coluna o impacto devastador das acusações falsas que circularam nas redes sociais. Segundo ele, além das ofensas e da exposição pública, passou a receber ameaças diretas, inclusive de integrantes de facções criminosas.

    “Disseram que eu não podia mais pisar em determinadas áreas do Rio, que iam me procurar”, contou. Desde então, o jovem afirma viver com medo e diz que sua rotina foi completamente alterada após ter o nome associado a um crime que, segundo ele, nunca cometeu.

    O jovem teve o perfil no Instagram invadido por “justiceiros” virtuais após a divulgação dos nomes dos suspeitos do crime sexual. A confusão ocorreu por causa da semelhança entre as identidades: João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, é o investigado, enquanto João Gabriel Bertho, de 21, não tem qualquer relação com o caso.

    Com nome semelhante ao do suspeito, ele passou a receber ameaças, xingamentos e até tentativas de golpe contra familiares.

    Segundo relato, tudo começou no último domingo (1º/3), quando ele estava na academia com a namorada e recebeu de um amigo uma reportagem sobre o caso. O colega teria brincado com a coincidência de nomes. “Na hora eu não me preocupei, porque dava para ver pela foto que não era eu”, contou. Ele chegou a avisar a mãe para evitar qualquer mal-entendido.

    No entanto, cerca de 30 minutos depois, a situação saiu do controle. O perfil de João Gabriel no Instagram passou a ser compartilhado em grupos de WhatsApp, com mensagens sinalizando que ele seria o responsável pelo crime.

    “Começaram a mandar meu Instagram como se fosse o do outro. Vieram muitas mensagens de ódio, me chamando de animal, perguntando como eu pude fazer isso”, relatou.

    A situação se agravou ainda mais quando o CPF, número de telefone e endereço antigo de João passaram a circular. Em posse dos dados, criminosos teriam tentado aplicar golpes contra familiares, pedindo dinheiro em troca de “limpar o nome” dele nas áreas em que supostamente ele estaria proibido de frequentar.

    Desespero

    A família do jovem se assustou com a situação e resolveu acionar as autoridades. No mesmo dia, João procurou a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) para denunciar o linchamento. Apesar disso, por não ter ligação com o crime, ele teria sido informado que não seria possível registrar boletim de ocorrência naquele momento, mas apenas formalizar o esclarecimento sobre o erro de identificação.

    “No dia do vazamento do meu Instagram, eu fiquei preocupado, tentei não sair de casa, fiquei na casa da minha namorada para a gente tentar amenizar a situação. No dia seguinte já fiquei um pouco mais tranquilo porque postei o vídeo esclarecendo e teve uma repercussão que eu não esperava”, contou.

    Responsável por administrar as redes sociais do filho, a mãe de João foi quem recebeu e leu todas as mensagens. De acordo com ele, ela ficou muito preocupada com as ameaças e passou a ter, inclusive, dificuldade para dormir.

    “Minha mãe vai ficar um pouco afastada da rede social hoje. Eu sempre fui mais afastado, mas é para ela se acalmar. Ela está muito nervosa, não está conseguindo dormir direito.”

    Medidas judiciais

    Davi Vinícius, do Nicolau & Chagas de Souza Advogados, que representa a defesa do jovem, afirmou que já está notificando páginas e perfis que divulgaram o nome incorreto, solicitando retratação e correção das informações.

    Segundo ele, a vinculação indevida pode gerar responsabilização cível por danos morais, além de eventual enquadramento criminal por calúnia, difamação e ameaça.

    O defensor destacou ainda que “a internet não é terra sem lei” e que a liberdade de expressão não autoriza a divulgação irresponsável de informações que prejudiquem terceiros. “Estamos diante de um erro de identificação. Ele também é vítima”, afirmou.

    Apesar do medo inicial, o jovem diz que se sente mais tranquilo após a repercussão dos vídeos em que esclarece a confusão.

    João Gabriel ainda fez questão de destacar que repudia o crime investigado e manifestou solidariedade às vítimas de violência sexual. “É um dos piores crimes possíveis. Muitas mulheres têm medo de denunciar. É importante buscar ajuda e deixar a Justiça agir”, declarou.