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  • "Fiscal do bode de IA" já mastigou cheque para esconder propina

    "Fiscal do bode de IA" já mastigou cheque para esconder propina

    Lara Abreu/Arte Metrópoles
    Arte colorida de um bode mastigando um cheque feita por fiscal para multar empresa - Metrópoles

    O auditor-fiscal José Urubatan Carvalho Vieira, que teria usado inteligência artificial (IA) para criar a foto de um bode com cinto de segurança e usá-la na falsa comprovação de uma multa contra uma empresa de transporte público em janeiro, já havia sido condenado pela Justiça Federal por um episódio em que mastigou um cheque fruto de extorsão a um comerciante de Sorocaba, interior de São Paulo, em 1992. À época, o flagrante foi feito por um investigador e uma delegada, que investigavam denúncia de corrupção por parte de um servidor público federal.

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) condenou Vieira a 2 anos e seis meses de reclusão, além do pagamento de multa. A sentença é 2004. A decisão, a qual condenou o auditor-fiscal, foi analisada por dois desembargadores, que concordaram na tese de corrupção, mas afastando o caso da Polícia Civil de São Paulo para análise de órgãos federais, em virtude de o servidor ser agente público federal.

    O caso de corrupção remonta a 12 anos ante à condenação. Na época, Vieira foi à uma mecânica, em meados de fevereiro daquele ano, para fiscalizar o espaço, que tinha quatro funcionários sem registro na carteira. Segundo a decisão judicial, e o registro de queixa da Polícia Civil da época, o dono se apresentou e disse que não tinha condição de registrá-los devido ao cenário econômico do país da época.

    Vieira, então, colocou o empresário para conversar com um supervisor. Disse também que posteriormente retornaria para conferir a situação da loja. De fato, o retornou ocorreu, mas a situação da mecânica era diferente à da primeira visita. Dos quatro funcionários, dois foram dispensados e outros dois registrados, assim regularizando a situação da empresa.

    Apesar da regularização, o fiscal disse, segundo decisão do TRF-3, que “eu poderia fazer uma autuação que ficaria muito cara, mas não vou fazê-la”, e completou: “você poderia pagar a gasolina, já que é a segunda vez que eu venho aqui”. O empresário ofertou o montante de 20 mil cruzeiros, que foram rejeitados. Documento do TRF-3 diz que Vieira “achou pouca tal quantia, pedindo então 30 mil cruzeiros”.

    Com a indisponibilidade de dinheiro naquele momento, Vieira foi embora e disse que retornaria pela terceira vez, em data futura. Desta vez, porém, o empresário comunicou o fato à Polícia Civil de Sorocaba, e disse a data ao qual o fiscal retornaria. Em 13 de março de 1992, Vieira voltou à mecânica e o empresário entregou um cheque no valor de trinta mil cruzeiros.

    Com a entrega, um investigador “deu o bote” formalizando o flagrante. Foi então que Vieira tirou o cheque de um dos bolsos do paletó e o mastigou como se fosse chiclete.

    “Ato contínuo os policiais dirigiram-se ao escritório e após se identificarem , passaram a efetuar busca pessoal no denunciando, oportunidade em que este, apavorado, colocando as mãos nos bolsos retirou objetos, papéis e algumas notas de dinheiro atirando-os ao chão e com a mão esquerda amassou um objeto e o colocou na boca, passando a mastigá-lo e a fazer menção de engoli-lo, pelo que foi imobilizado pelos policiais até cuspir o objeto, que ainda tentou destruir com os pés, chegando mesmo a entrar em luta corporal com um dos policiais e tentar se evadir, o que, obviamente , não conseguiu já que foi preso em flagrante delito. O referido objeto foi então apreendido ainda úmido e parcialmente destruído”, mostra declaração feita pelos policiais da época.

    A reportagem não conseguiu contato com o auditor-fiscal. O espaço segue aberto para manifestação.


    Entenda o caso


     

  • Homem morre atropelado em mesma via do acidente fatal de filha do PM. Veja vídeo

    Homem morre atropelado em mesma via do acidente fatal de filha do PM. Veja vídeo

    Divulgação/CBMDF
    acidente-atropelamento-epia

    Um homem morreu atropelado na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) após ser atingido por um carro. Esse foi o segundo acidente com óbito na via, na manhã desta terça-feira (3/3).

    O acidente aconteceu por volta das 11h, na altura do Setor de Mansões Park Way, na quadra 26, próximo ao ponto do BRT.

    Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a vítima estava caída no chão quando as equipes chegaram.

    Ao realizarem o atendimento, o homem já se encontrava sem vida e teve o óbito constatado no local.

    O condutor do veículo foi avaliado pelos socorristas e relatou forte dores na altura do pescoço.

    Ele foi imobilizado e precisou ser transportado para uma unidade hospitalar.

    Duas faixas da via foram interditadas. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficou responsável pelo local.

    O acidente será investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    Tragédia mais cedo

    Uma motociclista de 25 anos morreu atropelada na Epia, próximo ao viaduto Ayrton Senna, por volta das 7h40. A mulher, identificada como Karla Thaynnara de Lacerda Nogueira, teria sido atropelada por um caminhão, após perder o controle da motocicleta ao colidir com um veículo.

    Ao ver o acidente fatal, o pai da vítima, o policial militar José Carlos Andrade Nogueira, tirou a própria vida. O PM era soldado reformado da PMDF.

    De acordo com a PMDF, as equipes que atendiam à ocorrência tentaram intervir para impedir a ação, mas não obtiveram êxito.

    A ocorrência foi registrada na delegacia para as providências cabíveis.

  • Refrigerante vintage? Lanchonete de 1925 vira febre ao manter tradição

    Refrigerante vintage? Lanchonete de 1925 vira febre ao manter tradição

    montagem com fachada de lanchonete e um copo de coca-cola

    Em tempos de máquinas ultramodernas e refis infinitos, uma lanchonete em Nova York está viralizando justamente por fazer tudo ao contrário. A Lexington Candy Shop serve refrigerante do mesmo jeitinho que fazia em 1925 — e o ritual é praticamente uma viagem no tempo.

    Aberta há mais de um século no Upper East Side, a casa mantém balcão de madeira, bancos giratórios e aquele clima clássico de filme americano. Mas o que realmente chama atenção, e rende vídeos hipnotizantes no TikTok e no Instagram, é a forma como o refrigerante é preparado: nada de latinha ou garrafa PET.

    Ali, o pedido é feito direto no balcão, e o preparo acontece na tradicional soda fountain, uma espécie de torneira de refrigerante à moda antiga. Primeiro, o atendente coloca o xarope concentrado no copo. Em seguida, adiciona água gaseificada fresca, liberada por uma válvula metálica ligada a um sistema pressurizado.

     

     

    A mistura é feita na hora, manualmente, com colher longa de inox. O resultado? Uma bebida mais encorpada, com gás intenso e sabor que muita gente descreve como “mais puro” e menos doce do que o industrializado.

    Sim, estamos falando da clássica Coca-Cola — mas servida no método original, como era comum nas farmácias norte-americanas do início do século 20, quando o refrigerante era preparadosob medida para cada cliente.

    Fundada por imigrantes gregos, a lanchonete atravessou a Grande Depressão, guerras, crises econômicas e a explosão das redes de fast-food sem perder a identidade. Hoje, é comandada pela terceira geração da mesma família, que faz questão de preservar equipamentos originais e o modo artesanal de servir.

    Por lá tudo segue a filosofia “if it ain’t broke, don’t fix it” — em bom português: se funciona, não mexe.

    Em plena Nova York acelerada, onde tendências nascem e morrem em questão de semanas, o sucesso da Lexington Candy Shop prova que o verdadeiro luxo pode ser a tradição. Turistas formam fila para experimentar o refrigerante preparado à moda antiga.

    Em um mundo dominado por embalagens descartáveis, a volta ao método clássico virou diferencial. Porque às vezes, para inovar, basta manter exatamente como era em 1925.

  • Petecão e Alan Rick garantem ampliação da Área de Livre Comércio no Acre

    Petecão e Alan Rick garantem ampliação da Área de Livre Comércio no Acre

    Os municípios de Assis Brasil, Capixaba e Plácido de Castro passarão a integrar a Área de Livre Comércio de Brasiléia (ALCB), que já contempla Brasiléia e Epitaciolândia, após aprovação de emenda apresentada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC). A medida foi acatada pelo relator, senador Alan Rick (Republicanos-AC), no substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 2.697/2023, aprovado nesta terça-feira (3), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

    A Proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), já estabelece a equiparação à exportação das operações de compra e venda realizadas por empresas instaladas nas Áreas de Livre Comércio da Região Norte, garantindo isenção de contribuições como PIS, Cofins e CSLL. A proposta contempla diversas ALCs já existentes, incluindo Brasiléia e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de municípios do Amazonas, Amapá e Rondônia, assegurando tratamento tributário mais competitivo para essas regiões.

    A emenda apresentada por Petecão não altera as áreas já indicadas no texto original. O que ela faz é ampliar o alcance da Área de Livre Comércio de Brasiléia — que já possui extensão para Epitaciolândia — incluindo também Assis Brasil, Capixaba e Plácido de Castro. A mudança corrige uma limitação territorial que deixava de fora municípios com a mesma realidade econômica, social e geográfica de fronteira, garantindo tratamento isonômico e fortalecendo a integração regional.

    Para o senador, a ampliação representa um passo estratégico para impulsionar o comércio local e fortalecer a economia acreana, especialmente nas cidades que dependem diretamente das relações comerciais com a Bolívia e o Peru.

    “O projeto já era importante para as Áreas de Livre Comércio que estavam previstas. O que fizemos foi garantir que municípios vizinhos, que vivem a mesma realidade, também fossem contemplados. Não fazia sentido deixar essas cidades de fora”, explicou Petecão.

    O parlamentar também agradeceu ao relator pela sensibilidade e pelo diálogo durante a construção do parecer.

    “Quero agradecer ao senador Alan Rick por ter acatado nossa emenda. Isso demonstra compromisso com o desenvolvimento do Acre. Quando a gente amplia uma Área de Livre Comércio, estamos falando de mais competitividade para as empresas, mais circulação de mercadorias, mais geração de emprego e renda para a população”, afirmou.

    Segundo Petecão, a medida fortalece o ambiente de negócios, reduz custos tributários e cria condições mais favoráveis para o crescimento econômico nas cidades de fronteira, contribuindo para equilibrar as oportunidades entre os municípios e estimular novos investimentos na região.

  • Governo divulga resultado preliminar de artesãos selecionados para salão em Brasília

    Governo divulga resultado preliminar de artesãos selecionados para salão em Brasília

    O governo do Acre publicou nesta terça-feira, 03, o resultado preliminar dos artesãos pré-selecionados para representar o estado no 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que será realizado de 1º a 5 de abril, em Brasília (DF).

    A lista provisória foi retificada e divulgada no Diário Oficial do Estado pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com a Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

    O evento é considerado uma das principais vitrines do setor no país e reúne artesãos de diversas unidades da federação para exposição e comercialização de produtos, além de promover intercâmbio cultural e geração de renda.

    Com a divulgação do resultado preliminar, os candidatos que desejarem contestar a decisão poderão apresentar recurso entre os dias 2 e 4 de março. A análise dos pedidos será realizada no dia 5, e o resultado definitivo, com a convocação dos selecionados, está previsto para ser publicado em 6 de março, também no Diário Oficial do Estado.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

    Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a instalação de um setor de farmácias no interior de supermercados – desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

    Para o relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a medida facilita o acesso da população a drogarias, sobretudo em cidades de pequeno porte.

    “Existem dificuldades de acesso enfrentadas pelos consumidores que residem em pequenos municípios, nas regiões mais remotas do Brasil, devido à ausência de farmácias nesses locais”, argumentou o parlamentar.

    Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a medida, além de representar um risco e um incentivo à automedicação, cede aos interesses da indústria farmacêutica.

    “A pessoa que pega o medicamento vai pegar também pão”, disse. “É um absurdo. É ceder ao interesse e lobby dos segmentos vinculados aos grandes laboratórios”, completou.

    De acordo com o texto, embora a farmácia em questão possa operar sob a mesma identidade fiscal do supermercado ou por meio de contrato com drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, ela terá que seguir as mesmas exigências sanitárias e técnicas vigentes, incluindo:

    presença obrigatória de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia;
    dimensionamento físico e estrutura de consultórios farmacêuticos;
    recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade adequados;
    rastreabilidade, assistência e cuidados farmacêuticos.
    O projeto de lei restringe a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

    Em casos de compra de medicamentos de controle especial, quando há retenção da receita médica, o texto determina que a entrega do remédio só aconteça após o pagamento.

    Tais medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento da drogaria até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável.

    Comércio eletrônico
    O projeto permite às farmácias licenciadas e registradas pelos órgãos competentes contratarem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

    Em nota, o Conselho Federal de Farmácia avaliou que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado, além de atender a pontos classificados como centrais e defendidos pela entidade.

    “O parecer aprovado reafirma que a instalação de farmácias em supermercados somente poderá ocorrer se forem farmácias completas, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico responsável técnico, cumprimento integral das normas sanitárias e fiscalização sanitária.”

    O comunicado reforça que, conforme o texto, não há autorização para venda de medicamentos em gôndolas ou caixas comuns de supermercado.

    “Além disso, foram rejeitadas emendas que previam assistência farmacêutica remota em pequenos municípios, preservando a exigência de presença física do farmacêutico”.

    “O debate em Plenário concentrou-se na necessidade de equilibrar acesso, concorrência e proteção à saúde pública. Com a manutenção das exigências estruturais e da presença obrigatória do farmacêutico, o texto aprovado mantém o modelo sanitário defendido pelo conselho”, concluiu a entidade.

    Dias antes da aprovação, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomendou a rejeição de qualquer proposta legislativa que disponha sobre a venda de medicamentos em supermercados.

    “O projeto autoriza supermercados e estabelecimentos similares a dispensarem medicamentos isentos de prescrição, o que, pela avaliação do plenário do CNS, pode desencadear interesses comerciais acima do cuidado à saúde das pessoas, do acesso racional e seguro dos medicamentos e à segurança e o bem-estar da população”, avaliou a entidade em nota.

    Em dezembro, o Ministério da Saúde também se posicionou contrário ao texto. Para a pasta, a medida compromete o alcance do eixo estratégico 13 da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que prevê a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que orientem a prescrição, a dispensação e o consumo.

    “Medicamentos, mesmo aqueles isentos de prescrição, possuem riscos. Seu uso sem orientação adequada pode levar a diversos problemas como a automedicação inadequada, resultando em interações medicamentosas, intoxicações, agravamento de doenças não diagnosticadas e mascaramento de sintomas importantes. Essa prática dificulta o tratamento adequado podendo colocar em risco a saúde do cidadão, comprometendo a saúde pública”.

  • Rodoviária do Samba celebra mulheres em roda gratuita em Ceilândia

    Rodoviária do Samba celebra mulheres em roda gratuita em Ceilândia

    Divulgação
    Rodoviária do Samba em apresentação na Rodoviária do Plano Piloto

    O projeto Rodoviária do Samba desembarca no Terminal Rodoviário do Setor O, na Ceilândia, nesta quinta-feira (5/3), a partir das 17h. A roda especial irá homenagear as mulheres sambistas.

    A roda será composta apenas por mulheres. Entre os nomes confirmados estão Kris Maciel, Yara Alvarenga, Negona, Ane Êoketu, Bruna Tassy e Fê Monteiro.

    “As mulheres têm um papel fundamental tanto na história quanto no futuro do samba. Elas criam, sustentam e reinventam esse gênero musical. A roda será um momento de celebrá-las”, destaca a cantora Cris Pereira, uma das realizadoras do projeto ao lado da gestora cultural Tâmara Jacinto e do percussionista Guto Martins.

    Criado há 19 anos, o projeto tradicionalmente ocupa a Rodoviária do Plano Piloto no dia 2 de dezembro, quando se comemora o Dia Nacional do Samba.

    “É uma enorme alegria levar esse projeto para Ceilândia, que também pulsa e realiza rodas de samba muito especiais, sobretudo nessa homenagem às sambistas. Pedimos licença e esperamos o público para celebrar as mulheres pelo que elas fazem nos 365 dias do ano“, convida Tâmara Jacinto.

    Serviço

    Rodoviária do Samba – A roda é delas

    Data: quinta-feira (5/3)

    Horário: a partir das 17h

    Local: Terminal Rodoviário do Setor O (Ceilândia)

    Entrada gratuita

    Classificação indicativa: livre

  • Prefeitura envia à Câmara nova Lei Orgânica da Administração Tributária em regime de urgência

    Prefeitura envia à Câmara nova Lei Orgânica da Administração Tributária em regime de urgência

    A Prefeitura de Rio Branco voltou a encaminhar à Câmara Municipal de Rio Branco o Projeto de Lei Complementar que institui a nova Lei Orgânica da Administração Tributária do Município e disciplina a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal. A proposta foi enviada em caráter de urgência urgentíssima, com base no artigo 39 da […]

  • A perpetuação histórica da violência sexual como ferramenta de poder

    A perpetuação histórica da violência sexual como ferramenta de poder

    Reprodução/Divulgação
    Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles

    O cenário é um apartamento na Rua Viveiros de Castro, coração de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A data, 31 de janeiro de 2026. O que deveria ser um encontro entre dois adolescentes se transforma em uma sessão de tortura que durou cerca de uma hora e culminou no estupro coletivo de uma jovem de 17 anos. O caso, por si só, já seria mais um número trágico nas estatísticas da violência contra a mulher no Brasil. Contudo, os detalhes que emergem da investigação policial e das reações sociais pintam um quadro muito mais sombrio e complexo, que transcende o crime em si e expõe as feridas abertas de uma sociedade doente.

    Os acusados não são figuras marginais, espectros anônimos da criminalidade urbana. Pelo contrário. São jovens da elite carioca: um estudante de universidade federal (UniRio), dois alunos de um dos mais tradicionais colégios do país (Pedro II) e um atleta de futebol com passagem por clubes conhecidos. Homens em formação, com acesso à educação e a privilégios que a maioria da população brasileira jamais terá. Este crime nos força a encarar a “banalidade do mal”, conceito cunhado pela filósofa Hannah Arendt ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto. Arendt argumentou que o mal não é necessariamente praticado por monstros sádicos, mas por pessoas comuns, burocratas que cumprem ordens sem refletir sobre a moralidade de seus atos. No caso de Copacabana, vemos jovens que, em vez de ordens, seguem um roteiro de masculinidade criminosa, uma cartilha de poder e dominação que transforma o corpo feminino em território a ser conquistado e violado.

    imagem colorida procurados estupro coletivo
    Adolescentes são procurados por estupro coletivo no Rio

    A “comemoração” de um dos agressores, o menor de idade que articulou a emboscada, captada pelas câmeras de segurança, é o símbolo máximo dessa banalidade. O sorriso, os gestos de triunfo após a vítima deixar o apartamento, não são apenas um ato de deboche; são a expressão de uma cultura que dessensibilizou a violência, que a transformou em espetáculo, em troféu. É a celebração da própria desumanidade, a prova de que, para eles, a vítima não era uma pessoa, mas um objeto. Uma pergunta do menor à vítima, preocupado se a mãe dela a veria nua por causa das marcas e do sangramento, revela não um pingo de remorso, mas o receio da consequência, a preocupação com a própria imagem, não com o sofrimento infligido.

    Historicamente, a violência sexual sempre foi uma ferramenta de poder e controle. Da Antiguidade, com o “direito” de posse sobre as mulheres dos inimigos derrotados, à Inquisição, que usava a violência sexual como forma de punição e humilhação, o estupro nunca foi apenas sobre sexo. É sobre poder. E o que vemos em Copacabana é a perpetuação dessa lógica em pleno século XXI, em um apartamento com vista para o mar. Os agressores, ao atuarem em bando, não apenas somam forças físicas, mas criam uma entidade coletiva que dilui a responsabilidade individual e potencializa a crueldade. É o efeito manada, a mesma dinâmica que explica linchamentos e massacres. O grupo se torna um monstro de muitas cabeças, onde cada um se sente menos culpado, pois a culpa é de todos e, ao mesmo tempo, de ninguém.

    As redes sociais, como um espelho distorcido da nossa sociedade, revelam o que a narrativa oficial muitas vezes esconde. Enquanto a maioria das reações é de justa indignação, surgem vozes que tentam relativizar o crime. A defesa de um dos acusados, por exemplo, alega que a vítima “sabia da presença prévia dos outros rapazes” e que teria havido “consentimento inicial”. É a velha e covarde tática de culpar a vítima, de transferir para ela a responsabilidade pela violência que sofreu. Essa narrativa, que encontra eco em comentários e posts, ignora o fato de que consentimento não é um cheque em branco. Ele pode ser retirado a qualquer momento. E, mais importante, não existe consentimento sob coação, violência e cárcere privado. A tentativa de transformar um estupro coletivo em uma “festa que deu errado” é um insulto não apenas à vítima, mas à inteligência e à decência humana.

    Outro ponto que as redes e a apuração jornalística trouxeram à tona é que o comportamento predatório dos agressores não era um segredo. Colegas de escola relataram que eles “não respeitavam quando uma menina dizia não”. O silêncio que permitiu que esse padrão de comportamento continuasse impune é cúmplice. É o silêncio de uma sociedade que ensina os meninos a serem “pegadores” e as meninas a “se darem ao respeito”. É o silêncio de instituições que, muitas vezes, preferem abafar casos de assédio para proteger sua reputação. O Colégio Pedro II e a UniRio, ao afastarem os alunos, tomaram a atitude correta, mas a pergunta que fica é: quantas outras vítimas silenciosas podem ter cruzado o caminho desses jovens?

    A operação policial, batizada de “Não é Não”, é um lembrete óbvio, mas necessário, em uma sociedade que ainda precisa aprender o significado da palavra. O caso de Copacabana não é um ponto fora da curva. É o sintoma de uma doença social profunda, que mistura privilégio de classe, misoginia estrutural e uma crise de valores que nos impede de enxergar a humanidade no outro. A “comemoração” do estupro é o nosso reflexo no espelho, quanto sociedade. E a imagem é insuportável.

  • Saiba quem é o policial investigado por agredir servidor do INSS

    Saiba quem é o policial investigado por agredir servidor do INSS

    Reprodução/TV Anhanguera
    imagem colorida servidor do inss agredido por policial civil goias

    A coluna apurou que o policial investigado por agredir um servidor de 73 anos dentro de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Goiânia, é Hudson Alves de Souza, lotado em grupo especializado da Polícia Civil de Goiás.

    O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (2/3) e mobilizou equipes da Polícia Militar após denúncia de que um homem armado estaria ameaçando funcionários e frequentadores da unidade.

    Como tudo começou

    A PM foi acionada com a informação de que um indivíduo, armado, estaria no interior da agência intimidando pessoas e alegando ser policial. Testemunhas relataram que ele apresentava comportamento agressivo.

    Hudson estava no local acompanhando o pai e buscava informações sobre atendimento para a mãe.

    Conforme os relatos colhidos no local, ele teria se exaltado durante o atendimento, passou a filmar funcionários e exigiu a presença do gerente da agência.

    No momento em que um servidor se levantou para chamar a chefia, Hudson teria avançado para o interior da unidade e iniciado as agressões.

    A agressão

    Imagens feitas por câmeras de segurança mostram o policial derrubando o servidor no chão e desferindo socos e chutes. Testemunhas relataram que o pai e uma mulher tentaram intervir para conter a situação.

    Após a sequência de agressões, o policial deixou o local. A vítima foi orientada pela equipe policial e encaminhada ao Instituto Médico Legal para realização de exame de corpo de delito. O caso também foi registrado na Polícia Federal.

    Arma e ameaça

    Segundo o relato da ocorrência, Hudson estava armado durante o episódio. Há registros de que ele chegou a portar a arma dentro da agência, o que elevou a tensão no local.

    A Polícia Militar informou que, ao chegar à unidade, já não encontrou o suspeito.

    Manifestação da Polícia Civil

    A Corregedoria da Polícia Civil foi comunicada imediatamente, assim como a Direção-Geral da instituição.

    Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que Hudson Alves de Souza está de licença por motivo de luto pelo falecimento do irmão e não estava em serviço no momento dos fatos.

    A corporação afirmou ainda que ele foi encaminhado para atendimento médico, medicado e afastado por 15 dias das funções operacionais.

    O caso segue sob apuração, tanto na esfera criminal quanto administrativa.