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  • Macarrão e fitoterápicos: como são os dias de Zambelli presa na Itália

    Macarrão e fitoterápicos: como são os dias de Zambelli presa na Itália

    Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
    Carla Zambelli

    Presa há 219 dias na Itália, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tem passado os dias fugindo do frio, alimentando-se de massas e frutas e medicando-se com remédios fitoterápicos e tratamentos naturais.

    As informações são do deputado estadual, Bruno Zambelli (PL-SP), irmão de Carla, que tentará a reeleição na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). No domingo (1º/3), ele foi à manifestação bolsonarista na Avenida Paulista acompanhado da mãe, Rita Zambelli, que também irá concorrer às eleições pelo PL, como candidata a deputada federal, com o slogan “sou a voz da minha filha”.

    Carla Zambelli está na prisão Germana Stefanini, que é a penitenciária feminina do Complexo de Rebibbia, composto por quatro presídios, em Roma.

    De acordo com Fabio Pagnozzi,  advogado da ex-parlamentar, no ano passado ela foi hostilizada por outras detentas e teve de trocar de ala.

    “Ela estava numa cela no primeiro andar, que seria a cela dos agressivos, a cela dos homicidas, e a gente fez um pedido para que ela mudasse pro terceiro andar”, informa Pagnozzi.

    No terceiro andar, Zambelli fica com a porta da cela aberta, pode circular nas dependências do presídio e tem acesso ao pátio. Quando estava no primeiro andar, ela ficava trancada e podia sair para os corredores apenas por 30 minutos diários.

    Xenofobia, problemas com a balança e saúde mental

    Pagnozzi diz que a sua cliente relatou que foi vítima de bullying e ofensas xenofóbicas. Já o senador Magno Malta (PL-ES), que visitou a deputada no ano passado, disse em um culto evangélico que Zambelli chegou a ser agredida fisicamente. A defesa da parlamentar não recebeu essa informação.

    A comunicação com o mundo exterior é feita pelo correio ou e-mail. Segundo Bruno Zambelli, o irmão de Carla, a comunicação mais eficiente é por meio de cartas escritas à mão. Ele envia a carta em um dia, e normalmente recebe uma resposta três dias depois. A ex-deputada tem se dedicado aos estudos de italiano e, por vezes, mistura os idiomas.

    O frio tem sido um inimigo de Carla Zambelli no inverno italiano. Ela pede para comer alimentos quentes e a alimentação na penitenciária italiana é baseada em massas. A dieta deixou a ex-parlamentar com problemas com a balança.

    Por outro lado, a saúde mental de Zambelli parece estar em dia. Os relatos é de que ela está lúcida e passou por uma alteração medicamentosa. No Brasil, tomava muitos remédios psiquiátricos e para fibromialgia, que foram trocados por tratamentos naturais e “gotinhas” fitoterápicas. Ela manteve apenas um remédio desenvolvido em laboratório para regular os batimentos cardíacos.

    Esperança no julgamento italiano

    No momento, os familiares de Zambelli esperam por uma decisão da Justiça italiana, que julga a extradição da ex-deputada.

    Em 10 de fevereiro, ela participou de uma audiência na chamada “Corte de Apelo”, o que poderia ser comparado à segunda instância da Justiça brasileira. A decisão na Itália tem demorado mais do que o comum. A defesa diz que já deveria ter tido um resultado há mais de uma semana.

    O julgamento não deve parar por aí. Se Zambelli conseguir uma decisão favorável, o Ministério Público italiano deve recorrer. Caso a ex-deputada tenha um resultado negativo, a defesa também irá tentar levar a última instância, que é a “Corte de Cassação”.

    No Brasil, Zambelli foi condenada por dois crimes no Supremo Tribunal Federal (STF). Em agosto, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma, no episódio em que perseguiu um eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às vésperas das eleições de 2022. Em dezembro, a ex-deputada foi condenada a 10 anos por ajudar o hacker Walter Delgatti a invadir os sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    As duas condenações são julgadas na Itália como requisitos da extradição. Para a volta de Zambelli ao Brasil ser efetivada, os crimes têm de ser compatíveis com a justiça italiana. O advogado Fabio Pagnozzi defende que não é o caso da invasão aos sistemas da Justiça brasileira, mas que o STF acelerou o trânsito em julgado do porte ilegal de arma para complicar a vida da ex-deputada.

    O irmão acredita que a justiça italiana está sensibilizada com o caso da irmã e começa a assimilar a tese de perseguição política defendida pela família.

    “Estão vendo também o que está acontecendo com o [ex-presidente] Jair Bolsonaro, estão vendo o que está acontecendo com [os ex-deputados] Eduardo [Bolsonaro], com o [Alexandre] Ramagem. Não é exclusivo, não é um negócio só com ela”, diz Bruno Zambelli.

    Zambelli agora tem três possibilidades: ser extraditada pela Justiça, cumprir pena na Itália, ou viver no país europeu. A ex-deputada diz a interlocutores que não voltará para o Brasil por livre e espontânea vontade.

  • Trump diz que tem armamento para travar guerra "para sempre"

    Trump diz que tem armamento para travar guerra "para sempre"

    Alex Wong/Getty Images
    Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu, na madrugada desta terça-feira (3/3), que os Estados Unidos têm armamentos suficientes para travar guerras “para sempre”, se for preciso, e “com muito sucesso”. Apesar disso, ele admitiu que faltam armamentos de ponta. 

    “Os estoques de munições dos Estados Unidos, em termos de armamento médio e médio-superior, nunca estiveram tão altos ou melhores. Como me foi dito hoje, temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas. Guerras podem ser travadas “para sempre” e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”, afirmou pela rede social Truth Social.

    De acordo com Trump, parte do armamento de ponto do país foi doado pelo então presidente Joe Biden à Ucrânia.

    “No quesito armamento de ponta, temos um bom suprimento, mas não estamos onde gostaríamos. Muitas outras armas de alta qualidade estão armazenadas para nós em países distantes. O sonolento Joe Biden gastou todo o seu tempo e o dinheiro do nosso país dando tudo para P.T. Barnum (Zelenskyy!) da Ucrânia — centenas de bilhões de dólares em armamento”, afirmou.

    Durante a gestão Biden, os Estados Unidos enviaram diversos armamentos para o país europeu. No meio do ano passado, Trump também anunciou um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para envio de armamentos de ponta para a Ucrânia.

    “Estamos enviando armas para a Otan, que está pagando 100% por essas armas. Portanto, o que estamos fazendo é que as armas que saem vão para a Otan que, depois, repassa à Ucrânia, que paga por elas. A organização vai reembolsar o custo total dessas armas”, disse à época.

  • Evento reúne Lula, Haddad e Alckmin em meio à definição de chapa em SP

    Evento reúne Lula, Haddad e Alckmin em meio à definição de chapa em SP

    Ricardo Stuckert / PR
    Fernando Haddad (PT), Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre nesta terça-feira (3/3) agendas em São Paulo acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ambos são cotados para compor a chapa paulista nas eleições de outubro e há expectativa que essa definição ocorra nesta semana.

    Às 15h30, o trio visita uma fábrica de biotecnologia em Valinhos, na região de Campinas, no interior do estado. Mais tarde, às 19h, o presidente estará acompanhado de Haddad e Alckmin na II Conferência Nacional do Trabalho, no Centro de Convenções do Anhembi, zona norte de São Paulo.

    Na semana passada, petistas fizeram circular a informação de que Lula havia encaminhado o acerto para que Haddad dispute o Governo de São Paulo, o que foi negado pelo ministro. Eles jantaram juntos na última quinta-feira (26/2) e uma nova conversa entre os dois ainda deve acontecer para bater o martelo.

    Na noite dessa segunda-feira (2/3), Haddad disse a jornalistas, antes de participar de uma aula magna na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), que ainda “está analisando” o pedido de Lula para se candidatar ao governo paulista.

    “Até hoje tem tido muita conversa, muito boa conversa, mas nós vamos tomar uma decisão um pouquinho mais para frente, quando houver essa reunião”, disse Haddad.

    “Estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente, tenho as minhas preocupações com o país onde eu moro. Nós estamos sempre atentos aos riscos e às possibilidades. Mas, enfim, manifestei desde o começo do ano que não tinha a intenção de participar do pleito este ano, o presidente tem me desenhado cenários de que a minha participação é necessária e eu, evidentemente, sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele”, completou o ministro petista.

    Reedição Haddad x Tarcísio

    Com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já em pré-campanha pela reeleição, aliados de Haddad têm cobrado pressa na composição dos nomes da chapa em São Paulo, palanque considerado crucial também para a eleição presidencial.

    Enquanto o entorno de Lula entende que Haddad seja o melhor candidato a disputar o Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio, o ministro tem se mostrado reticente em topar o desafio.

    Em 2022, Haddad perdeu a disputa ao governo paulista para Tarcísio no segundo turno, por 55,27% a 44,73% dos votos válidos.

    Já Alckmin, que foi governador por quatro mandatos quando era do PSDB, também é citado por aliados como possível candidato em São Paulo, principalmente ao Senado, embora uma candidatura ao governo paulista também não seja descartada. A interlocutores, no entanto, o ex-governador tem afirmado que pretende concorrer novamente como vice de Lula.

    Na última sexta-feira (27/3), Alckmin disse ao Metrópoles que está “na torcida” pela candidatura de Haddad ao governo paulista e que ainda não havia sido chamado para uma reunião sobre o tema.

    Outros nomes que podem compor a chapa da esquerda em São Paulo são as ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB), principais cotadas para a disputa ao Senado. Neste ano, cada estado elege duas vagas de senador.

  • Urbia veta ceder Marquise para manobras de skate na semana do Mundial

    Urbia veta ceder Marquise para manobras de skate na semana do Mundial

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra Marquise do Ibirapuera - Metrópoles

    A concessionária Urbia, responsável pela gestão do Parque Ibirapuera, alegou que skatistas têm “vandalizado” a Marquise José Ermírio de Moraes e vetou ceder o espaço para a prática de manobras durante a semana do Campeonato Mundial do esporte, que vai até o próximo domingo (8/3), na capital paulista.

    No dia 19 de fevereiro, a gestão Ricardo Nunes (MDB) solicitou à Urbia uma autorização para instalar duas ativações na marquise com o objetivo de promover o campeonato. Uma delas previa colocar obstáculos para manobras, enquanto a outra previa reservar um espaço para uma competição aberta de manobras entre skatistas – a chamada “Best Trick”.

    Em resposta, a Urbia negou o pedido e alegou que, desde a reabertura da marquise, skatistas têm “vandalizado” a estrutura projetada por Oscar Niemeyer ao fazer manobras no local, gerando gastos de manutenção e zeladoria.

    A concessionária afirmou ainda que as instalações sugeridas pela Prefeitura de São Paulo provocariam novos danos na marquise e incentivariam o “mau uso” do espaço. No e-mail, a Urbia diz que a gestão Nunes deveria, na verdade, reprimir essas práticas.

    Tais condutas, na verdade, não deveriam ser estimuladas pelo Poder Concedente, mas reprimidas e coibidas, especialmente quando se está ciente das irregularidades e dos danos que têm sido causados na marquise do Parque Ibirapuera – que é um bem público de elevado valor histórico, arquitetônico e cultural – há pouco menos de 1 (um) mês após a sua reinauguração e reabertura à fruição da população”, diz o e-mail.

    Em nota ao Metrópoles, a empresa disse que disponibilizou outra área do parque, o Skate Park, para a promoção do evento, e alegou que a proposta da prefeitura previa acrobacias com aproximadamente dois metros de altura no local, o que foi considerado “tecnicamente incompatível com as características arquitetônicas e patrimoniais do espaço.”

    “A decisão foi estritamente técnica e voltada à preservação do bem tombado”, disse a empresa na nota. Na resposta enviada à Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, à qual o Metrópoles teve acesso, as tais acrobacias não são citadas pela Urbia.

    A concessionária, por outro lado, anexou no e-mail fotos de marcas de desgaste nas estruturas da Marquise e também imagens de skatistas usando paredes e colunas do local para reclamar de uma suposta falta de fiscalização da prefeitura.

    “Além de serem práticas inadmissíveis, não se trata de um uso normal e regular do equipamento pelos usuários, mas de atos de vandalismo e degradação intencional do patrimônio público, que requer urgente intervenção do Poder Concedente para conter tais condutas”.


    A discussão sobre a marquise


    Na troca de e-mails com a prefeitura, a empresa diz que desde o dia da reinauguração do local, em janeiro deste ano, já foram registradas 789 ocorrências – sem explicar quais seriam – e que “apenas 405 foram saneadas e/ou paralisadas após abordagem da equipe de vigilância”. A Urbia alega que chamou a Guarda Civil Metropolitana em 36 casos, mas só foi atendida em sete desses.

    Em nota ao Metrópoles, a concessionária disse que a decisão por vetar as ativições do campeonato na marquise levaram em consideração também o fato de que é preciso “um período maior de orientação e consolidação do regramento junto ao público para garantir o adequado uso do espaço”.

    “A Urbia reforça que é favorável ao incentivo ao esporte e que o Skate Park do Ibirapuera, espaço exclusivo, recentemente requalificado e com infraestrutura adequada para a modalidade, é o local apropriado para esse tipo de ação. A continuidade do projeto no espaço sugerido está sendo avaliada pelos organizadores”, diz a empresa.

    Em nota, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) afirma que “acompanha permanentemente as condições de uso do Parque Ibirapuera, adotando todas as medidas cabíveis como Poder Concedente e fiscalizadora do contrato de concessão”.

    A pasta diz que solicitou à Urbia reforço na comunicação ao público sobre as regras de uso da Marquise, bem como maior orientação por parte dos vigilantes, além de manter tratativas com as associações do segmento.

    “Embora a gestão do Parque Ibirapuera seja privada, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) realiza ações coordenadas com a concessionária para garantir a segurança dos visitantes. O parque e o entorno são monitorados pelas câmeras do programa Smart Sampa, e o patrulhamento foi reforçado com 30 agentes, 13 viaturas e 6 motocicletas, com intensificação nos horários de maior movimento. Sobre as ativações para o Campeonato Mundial de Skate Street e Park , a Secretaria Municipal de Esportes já instalou uma das ações previstas em frente à Prefeitura de São Paulo, e outras atividades planejadas estão em fase de validação”, completa a nota.

  • Ataque danifica palácio tombado pela Unesco no Irã

    Ataque danifica palácio tombado pela Unesco no Irã

    Sorush Angabini/ Unesco
    Golestan Palace

    O Palácio Golestan, no Irã, tombado como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foi danificado durante um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel, de acordo com a agência de notícias semioficial Mehr.

    Em publicação nas redes sociais, o governo do Irã disse que o ministro do Patrimônio Cultural, Seyed Reza Salehi Amiri, visitou o local. As autoridades avaliam o impacto sobre o palácio.

    Damage to UNESCO-listed Golestan Palace has been reported following recent U.S. and Zionist regime attacks. Cultural Heritage Minister Seyed Reza Salehi Amiri visited the site, as officials assessed the impact on this historic landmark.#iranhttps://t.co/OdBZ0bXcHcpic.twitter.com/hFOdvSufxz

    — Government of the Islamic Republic of Iran (@Iran_GOV) March 2, 2026

    O Palácio Golestan é um dos conjuntos arquitetônicos mais antigos de Teerã. O local foi sede da dinastia Cajar, que ascendeu ao poder em 1779.

    Conflito no Oriente Médio

    No sábado (28/2), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva contra o Irã. Os ataques mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o balanço do Crescente Vermelho, pelo menos 555 pessoas morreram na ação.

     

  • Deputados analisam PL do BRB nesta terça-feira. Entenda o cenário

    Deputados analisam PL do BRB nesta terça-feira. Entenda o cenário

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, em reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta segunda-feira (2). O encontro trata de pautas institucionais e temas relacionados à atuação da instituição financeira no Distrito Federal.

    Deputados distritais reúnem-se, a partir das 14h30 desta segunda-feira (3/3), para discutir o projeto de lei que prevê medidas para fortalecimento das condições econômico-financeiras do Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos nos negócios com o Banco Master.

    Os parlamentares do Colégio de Líderes decidirão se o PL 2175/2026, de autoria do Governo do Distrito Federal, será votado ainda nesta terça. O GDF, acionista majoritário do banco, aponta urgência para aprovação da proposta em razão da exigência do Banco Central de provisionamento bilionário no BRB. O dia 31 de março é apontado como fim do prazo.  

    Em reunião que durou quase 12 horas com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, nessa segunda-feira (2/3), deputados cobram mais informações e documentos que possam dar maior segurança para a matéria, especialmente em relação aos imóveis públicos listados para reforçar o banco.

    O projeto de lei autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e permite uso de nove imóveis públicos para aportar recursos ao BRB, seja como garantia do empréstimo, uso em fundo imobiliário ou por meio da venda.

    O presidente do BRB foi até a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) tirar dúvidas dos parlamentares. Após a reunião, Souza disse à imprensa que o plano principal é criar um fundo de investimento imobiliário com os nove imóveis públicos listados no PL nº 2175/2026.

    O presidente do BRB ressaltou o pedido de parlamentares para que a proposta seja mais objetiva. “O que mais foi falado é [a necessidade de] definir claramente o desembaraço dos imóveis para que possam ser constituídos no fundo”, declarou.

    Souza descartou que o BRB será privatizado ou federalizado, mas afirmou aos parlamentares risco do banco “parar de funcionar, do ponto de vista regulatório”. Ele declarou, ainda, que as auditorias apontam para necessidade de provisionamento de R$ 8 bilhões para cobrir os prejuízos.

    Posicionamentos

    O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), declarou que pretende debater o projeto “exaustivamente”.”No decorrer dessas discussões, vamos apresentando proposta pra que possamos aprimorar o projeto e, dessa forma, darmos a tranquilidade que a população do Distrito Federal precisa”, declarou.

    Chico Vigilante (PT), da oposição, afirmou que “a situação é grave”. “Precisa ser encontrada uma solução. Eu continuo com a posição de que o projeto, do jeito que está estruturado, não resolve o problema do banco”, afirmou.

    Joaquim Roriz Neto (PL), que integra a base governista, protocolou requerimento solicitando à Terracap informações detalhadas sobre a avaliação dos imóveis. “O PL 2.175/2026 não trouxe a memória de cálculo do valor desses bens imóveis. Sem essa informação, nós deputados distritais, não temos a segurança necessária para sabermos o valor de mercado desses terrenos”, enfatizou.

    O deputado Fábio Felix (Psol), afirmou que a proposta “é um cardápio de opções”. “Não há confiabilidade que o projeto cumpra o que dizem que vai cumprir, que é melhorar as condições do banco perante o mercado”, reclamou o parlamentar.

    Entenda o projeto

    O texto de autoria do GDF prevê que nove imóveis sejam ofertados como garantia no processo de aporte ao BRB. O projeto também autoriza empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com outras instituições financeiras, no valor de até R$ 6,6 bilhões.

    A medida é encarada pelo governo como operação definitiva para solucionar os prejuízos causados em função das operações envolvendo o BRB e o Banco Master.

    Segundo o projeto de lei, o GDF poderá:

    Na segunda-feira, uma  emenda assinada pelo presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), e pelo deputado distrital Pepa (PP), também integrante da base governista, foi acrescentada à proposta.

    A emenda prevê que “toda medida de recomposição, reforço ou ampliação do patrimônio líquido ou do capital social do BRB com recursos ou bens públicos do Distrito Federal deverá estar acompanhada de plano formal de retorno econômico ao ente controlador”.

    Colaborou Isadora Teixeira

  • "Don Juan" indígena utilizava máquina de cartão para roubar vítima

    "Don Juan" indígena utilizava máquina de cartão para roubar vítima

    Material cedido ao Metrópoles
    jorge-murilo-indigena-1

    O “Don Juan” indígena Jorge Murilo Oliveira Siqueira (foto em destaque), 30 anos, acusado de dar um golpe amoroso em uma mulher, levando cerca de R$ 60 mil dela,passava o cartão da vítima em uma máquina emprestada para conseguir o dinheiro.

    Print de algumas das conversas do golpista com o dono do equipamento mostram a ganância e a pressa do suspeito. Em uma das imagens (confira abaixo) Jorge Murilo pede que a transação ocorra “sem demora”.

    Veja:

    Segundo a vítima, os “pagamentos” eram realizados em sua própria casa.

    “Estava fazendo tratamento para engravidar e investigando um possível câncer de mama. Ele se aproveitava dos momentos em que eu tomava remédios e ficava dopada para passar meus cartões”, comentou.

    A mulher descobriu sobre os furtos em outubro de 2025, cerca de seis meses após contratar o indígena como segurança particular. “Vi um valor (estranho) na minha fatura. Ao contestar com o banco, descobri outros pagamentos, realizados na mesma máquina, utilizando dois cartões diferentes. No total, ele pegou cerca de R$ 54 mil”, recordou.

     

    Ainda de acordo com a vítima, outro boletim de ocorrência foi registrado, na Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), após ele se utilizar da mesma estratégia enquanto ambos estavam na cidade. “Participo de palestras pelo Brasil e, naquela época, ele me acompanhava. Em uma dessas viagens, ao Rio de Janeiro, ele aproveitou para pegar R$ 3,4 mil”, detalhou.

    O suspeito é investigado pela polícia do Rio de Minas Gerais.

    Entenda

    A história entre a mulher e o indígena começou quando ela conheceu Murilo — que tinha vindo de uma aldeia em Pernambuco — em terras próximas ao Santuário Sagrado dos Pajés, no Noroeste (DF), onde ela realizava trabalhos voluntários, em abril de 2025.

    Lá, a mulher ofereceu um emprego ao homem, como motorista e segurança particular, e ele foi morar com a vítima, em Paracatu (MG). Durante a convivência, de acordo com a mulher, eles acabaram se relacionando brevemente. Foi quando as coisas começaram a mudar.

    O suspeito passou a ser agressivo e teria, até, ameaçado a vítima de morte. Ela decidiu dar um basta na situação e o colocou para fora de casa, quando ele acabou se envolvendo no furto do taxista no DF.

    Vício em apostas

    “Ainda paguei para tirar ele da cadeia, pois ainda não sabia que ele me furtava. O que tinha ocorrido, até então, eram os surtos quando ele chegava dos bicos que fazia jogando futebol. Nesse último dia (outubro de 2025), ele chegou quebrando tudo, além de ter me chamado de vagab**** e p***”, afirmou.

    A vítima ressaltou que a família do indígena é honesta. “Ele furtou R$ 50 de uma funcionária minha e a irmã queria pagar, de tanta vergonha que ficou. Ela conversou muito com ele, falando que ia tentar ir atrás desse dinheiro, pois a gente achava que ainda estava com ele”, recordou.

    De acordo com ela, a irmã de Murilo disse que ele não se arrependeu do furto de R$ 60 mil. “Ela me falou, com muita clareza, que ele não tem o menor arrependimento e acha que fez certo. Na cabeça dele, eu tenho muito, ele é o ‘gostosão’ e merecia. Inclusive, ele chegou a comentar que eu descobri com R$ 60 mil e poderia ter ‘esperado’ inteirar 100 (mil reais)”, disse.

    A irmã teria dito ainda que o indígena perdeu tudo em apostas. “Parece que ele perdeu tudo em jogo (aposta esportiva). Sei que ele é viciado nisso mesmo. Hoje, não tem R$ 10 para comer. É a mãe que sustenta”, pontuou a vítima.

    Jorge Murilo acabou voltando para aldeia de Pernambuco, onde está até então. Procurado pela reportagem, ele disse apenas não ter “nada a declarar” sobre o assunto. O espaço segue aberto caso o indígena mude de ideia e queira se manifestar.

  • PT bate martelo sobre 27 candidaturas ao Senado; veja quais

    PT bate martelo sobre 27 candidaturas ao Senado; veja quais

    Ricardo Stuckert/PR
    O presidente Lula e o governador do Pará, Helder Barbalho

    O PT, partido do presidente Lula, definiu ao menos 27 candidaturas ao Senado Federal que pretende apoiar nas eleições de outubro. As informações constam em um mapeamento sobre os palanques estaduais da legenda, ao qual a coluna teve acesso.

    A pedido do chefe do Palácio do Planalto, a sigla, comandada por Edinho Silva, busca formar uma ampla base de apoio na Casa Alta.

    Entre os nomes da própria legenda, o PT já bateu o martelo e deve apoiar pelo menos 14 candidatos. São eles:

    Já entre os partidos aliados, o PT definiu apoio a nomes de candidatos que integram partidos da base, como MDB, PSD e PDT.

  • Governo Lula pagará R$ 20 mil a kid preto condenado na trama golpista

    Governo Lula pagará R$ 20 mil a kid preto condenado na trama golpista

    Reprodução
    Foto colorida de kid preto em interrogatório no STF - Metrópoles

    O governo Lula terá de pagar R$ 20 mil ao “kid preto” coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, condenado por incitação e associação criminosa no âmbito do processo da trama golpista que pretendia manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

    A medida ocorre porque Márcio obteve decisão judicial favorável para receber o auxílio-fardamento após a promoção ao posto de coronel.

    Embora o valor inicialmente discutido girasse em torno de R$ 11,2 mil, quando a ação foi proposta em 2019, a inflação acumulada e os juros ao longo dos anos elevaram a quantia para R$ 20 mil. O Planalto manifestou a intenção de quitar o débito em planilha apresentada em novembro do ano passado.

    Márcio foi um dos “poupados” pelos ministros da Primeira Turma no julgamento da trama golpista, ao receber pena menor. O militar integrava o núcleo 3 tentativa de golpe, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), composto por militares conhecidos como “kids pretos”. Ele foi condenado à pena de 3 anos e 5 meses de prisão.

    De acordo com a denúncia, o coronel cedeu a própria residência para uma reunião em que foi discutida a chamada “carta ao comandante”, destinada ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, com o objetivo de pressionar por uma ruptura institucional.

    A reunião, mencionada em relatório da Polícia Federal (PF), contou com 50 coxinhas, 50 empadas, Coca-Cola e guaraná. Apesar disso, o coronel foi condenado por dois crimes, o que possibilitou a celebração de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), mediante confissão — o que ocorreu.

    Apesar disso, o valor que ele deverá receber será o mesmo que terá de pagar em razão do acordo.

    Acordo

    O acordo foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes. Além de Márcio, o tenente-coronel Ronaldo Ferreira de Araújo Júnior também firmou acordo com o Ministério Público e não precisará cumprir pena privativa de liberdade.

    Conforme mostrou a coluna, ambos deverão cumprir uma série de exigências previstas no ANPP, como a prestação de 340 horas de serviços à comunidade. Veja outras medidas impostas:

  • Câmara aprova projeto que veda termo 'leite' em produtos vegetais

    Câmara aprova projeto que veda termo 'leite' em produtos vegetais

    Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Vaca em Estrela do Sul/ MG

    A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2/3), um projeto de lei que proíbe o uso das palavras “leite”, “carne” e “mel” em produtos de origem vegetal. A exceção são aqueles com uso consagrado por seu uso corrente. O projeto agora será analisado pelo Senado.

    De autoria da ex-deputada e senadora Tereza Cristina (PP-MS), o projeto tenta evitar que o consumidor confunda “qualquer suco vegetal branco ou esbranquiçado” com leite. Segundo o texto, só poderá usar a palavra leite “produto da secreção mamária das fêmeas mamíferas, proveniente de uma ou mais ordenhas, sem qualquer adição ou extração”.

    Dessa forma, a embalagem precisará dizer claramente a natureza do produto. Além disso, fica proibido usar desenhos, fotos ou símbolos que enganem o olhar do consumidor, fazendo-o pensar que está levando proteína animal quando não está.

    “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar ao leite de mamíferos quando, na verdade, está ingerindo extratos, sucos e farinhas, que não possuem o mesmo caráter nutricional do leite e dos seus derivados”, diz o projeto.