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A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, esteve na sede da Direção-Geral da Polícia Civil, nesta terça-feira, 30, onde foi recebida pelo delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel Ferreira, e pelo delegado-geral adjunto, Dr. Cleylton Videira. No encontro, a vice-governadora aproveitou o momento para agradecer e reconhecer o trabalho que a instituição realizou durante o ano de 2025, em prol da segurança pública.
Mailza Assis enalteceu o trabalho dos policiais civis e dos colaboradores administrativos e, consequentemente, o resultado operacional da instituição, tais como a prisão de criminosos de alta periculosidade e a elucidação de diversos crimes em todo o Estado.
Por sua vez, o delegado-geral, Dr. Henrique Maciel, agradeceu o apoio do governo, citando o governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis como fundamentais para o avanço da instituição e das políticas de segurança pública do Estado.


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O governo Gladson Camelí segue fortalecendo a Polícia Civil do Acre com investimentos e valorização institucional. Foto: arquivo/ PCAC
O ano de 2025 foi marcado por um trabalho intenso, estratégico e contínuo da Polícia Civil do Acre (PCAC) em todo o estado. Sob o lema “Sem Cair, Sem Recuar e Sem Temer”, a instituição atuou de forma firme tanto na capital quanto no interior, fortalecendo investigações, ampliando serviços à população e consolidando políticas públicas voltadas à segurança, cidadania e valorização dos servidores.
Ao longo do ano, a PCAC esteve presente em todas as regiões do Acre, com atuação integrada entre delegacias regionais e unidades especializadas, reafirmando seu papel fundamental no enfrentamento ao crime e na promoção da justiça social.
“2025 foi um ano de muito trabalho, planejamento e resultados concretos. Atuamos com firmeza no combate à criminalidade, mas também avançamos em projetos de cidadania, mediação de conflitos e valorização humana. A Polícia Civil do Acre segue forte, preparada e comprometida com a sociedade”, destacou o delegado-geral José Henrique Maciel.
Entre os principais destaques do ano está o Programa Pacificar, uma iniciativa da Polícia Civil voltada à resolução de conflitos por meio da conciliação e mediação, evitando a judicialização desnecessária de demandas e promovendo soluções mais rápidas e humanizadas.
Implantado em várias regionais, o Pacificar se consolidou como uma importante ferramenta de pacificação social e justiça humanizada em 2025. Foto: arquivo/ PCAC
De janeiro a novembro de 2025, o Pacificar realizou 869 acordos por meio de audiências de conciliação em todo o estado. Atualmente, o programa está implantado nas regionais de Rio Branco, Senador Guiomar, Capixaba, Xapuri, Feijó e Porto Acre.
“O Pacificar representa uma mudança de paradigma na atuação policial, priorizando o diálogo, a pacificação social e a resolução consensual de conflitos. Os números mostram que é possível fazer segurança pública com empatia, responsabilidade e eficiência”, afirmou o delegado-geral.
Outro marco importante de 2025 foi o avanço na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). De janeiro até 17 de dezembro de 2025, o Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, vinculado à PCAC, imprimiu 85.446 CINs.
Instituto de Identificação da Polícia Civil do Acre avançou na emissão da Carteira de Identidade Nacional, ampliando o acesso à cidadania em todo o estado. Foto: arquivo/ PCAC
Desde a implantação do novo documento, em agosto de 2022, já foram emitidas mais de 300 mil carteiras, alcançando aproximadamente 33% da população do Estado do Acre, fortalecendo o acesso à cidadania e à identificação segura.
“A CIN é muito mais que um documento. Ela garante cidadania, acesso a políticas públicas e dignidade. A Polícia Civil tem orgulho de contribuir diretamente para esse avanço social”, ressaltou Maciel.
No enfrentamento direto à criminalidade, a Polícia Civil apresentou números expressivos em 2025. De acordo com dados do Departamento de Inteligência da PCAC, foram 230 armas de fogo apreendidas ao longo do ano, entre operações policiais e registros de Boletins de Ocorrência. No mesmo período, foram registrados mais de 20 mil Boletins de Ocorrências (BO) em todo o estado.
Atuação da Polícia Civil assegura acolhimento, investigação qualificada e responsabilização dos autores de crimes. Foto: arquivo/ PCAC
As resultaram na apreensão de 526 celulares, e em ações de repressão ao tráfico de drogas, mais de 700 quilos de entorpecentes foram apreendidos, com valor estimado superior a R$ 2,5 milhões, além da incineração de mais de uma tonelada e meia de drogas, apreendidas pelas forças de segurança.
Também foram apreendidos 240 veículos, entre carros e motocicletas, dos quais 215 foram recuperados e restituídos às vítimas, o que representa aproximadamente 89,6% de restituição, reforçando o compromisso da PCAC com a reparação dos danos causados pelo crime.
Durante o ano, a Polícia Civil também atuou de forma decisiva na proteção de vítimas, especialmente em casos de violência doméstica. Foram concedidas 1.051 medidas protetivas, instrumentos legais que visam garantir a segurança de vítimas, impondo restrições ao agressor, como afastamento do lar e proibição de contato.
Medidas protetivas concedidas em 2025 garantiram segurança e amparo a vítimas de violência, especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade. Foto: arquivo/ PCAC
Além disso, a PCAC recuperou e restituiu mais de 140 veículos às vítimas, instaurou mais de 1.300 inquéritos policiais, todos devidamente remetidos ao Poder Judiciário, e recuperou 453 celulares oriundos de furtos e roubos.
No âmbito da persecução penal, também foram registrados Autos de Investigação de Ato Infracional, procedimento equivalente ao inquérito policial quando o autor é menor de idade, 57 Boletins de Ocorrência Circunstanciados e 291 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).
“Esses números refletem o esforço diário de cada policial civil, que trabalha incansavelmente para proteger vítimas, responsabilizar criminosos e garantir que a Justiça seja alcançada”, enfatizou o delegado-geral.
O ano de 2025 também foi marcado por importantes investimentos em infraestrutura. Um dos destaques foi a entrega da delegacia de Polícia Civil de Rodrigues Alves, que passou por uma reestruturação completa, com investimento de aproximadamente R$ 550 mil.
Delegacia de Polícia Civil de Rodrigues Alves passou por ampla reforma, garantindo melhores condições de trabalho aos servidores e atendimento mais digno à população. Foto: arquivo/ Secom
A unidade recebeu novas salas, alojamentos, espaço reservado à Polícia Militar, sala do Projeto Bem-Me-Quer, além de pavimentação interna e externa, nova fiação elétrica, pintura, instalação de muros, inexistentes anteriormente, novos pisos, tetos e forros.
Outro avanço significativo foi a entrega do Núcleo Qualivida da Polícia Civil do Acre, um espaço moderno e humanizado voltado exclusivamente ao cuidado com a saúde mental e emocional dos servidores.
“Investir em estrutura é essencial, mas investir nas pessoas é indispensável. O Núcleo Qualivida simboliza nosso compromisso com o bem-estar dos servidores, porque policiais valorizados e cuidados prestam um serviço ainda melhor à sociedade”, concluiu José Henrique Maciel.
Encerrando 2025 com resultados expressivos, a Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança pública, a cidadania e a valorização humana. Com planejamento, integração e dedicação, a instituição segue firme em sua missão de proteger a sociedade acreana.
Investir nas pessoas é uma das marcas da atual gestão da Polícia Civil do Acre. Foto: arquivo/ Secom


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Do total de 13 vítimas, 10 ocorreram em municípios do interior, o que representa 76,92% dos registros. Rio Branco concentrou três casos (23,08%). Foto: arquivo
Os dados de 2025 revelam um recorte alarmante do feminicídio no Acre: mulheres entre 40 e 44 anos concentram o maior número de vítimas até novembro. Ao todo, 13 mulheres foram mortas de forma violenta no estado nos primeiros onze meses do ano, segundo o Painel de Monitoramento do Ministério Público do Acre (MPAC).
O levantamento mostra que a faixa etária de 40 a 44 anos lidera as estatísticas, com três vítimas, o equivalente a 23% do total registrado no ano. Em seguida, aparecem adolescentes de 15 a 19 anos e mulheres de 25 a 29 e 35 a 39 anos, com dois casos cada. Além disso, a maioria delas é parda (84,62%), seguida por mulheres brancas e pretas, com um caso cada.
A análise geográfica indica que o feminicídio é mais frequente fora da capital. Do total de 13 vítimas, 10 ocorreram em municípios do interior, o que representa 76,92% dos registros. Rio Branco concentrou três casos (23,08%).
Entre os municípios com maior número de ocorrências estão Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. Outros municípios como Bujari, Capixaba, Feijó, Mâncio Lima, Porto Acre e Senador Guiomard registraram um caso cada.
Outro dado que chama atenção é a proximidade com áreas de fronteira: 53,85% das mortes aconteceram na faixa de fronteira e 46,15% na linha de fronteira, regiões historicamente mais vulneráveis à violência.
O período noturno concentra a maior parte das ocorrências, com cinco feminicídios (38,46%). A manhã aparece em seguida, com quatro casos, enquanto a madrugada soma três registros. Apenas uma morte ocorreu à tarde.
Quanto aos dias da semana, quartas e sextas-feiras lideram os registros, com maior incidência proporcional. Domingos, sábados e terças também apresentam números elevados, indicando que a violência não se restringe a um padrão específico de dia.