Os vereadores de Rio Branco voltaram a debater, na sessão desta terça-feira (24), o valor das emendas parlamentares individuais, fixado atualmente em R$ 1,1 milhão por parlamentar. Pela regra em vigor, 50% dos recursos devem ser obrigatoriamente destinados à área da saúde. Durante a discussão, o vereador Neném Almeida (MDB) se posicionou contrário ao modelo. […]
Categoria: Teste
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Vereadores divergem sobre emendas parlamentares em Rio Branco
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Veja imagens da destruição causada pela chuva em Juiz de Fora e em Ubá
Ao menos 22 pessoas morreram após as fortes chuvas que atingiram os municípios da Zona da Mata mineira
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GDF lança edital para compra de uniformes de colégios cívico-militares
Chamamento prevê credenciamento de malharias após início do ano letivo e relatos de falta de peças
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CPI do Crime: líder de Lula mira Guedes e alvos da antiga CPI da Covid
Rafaela Felicciano/Metrópoles
O líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), protocolou um requerimento na CPI do Crime Organizado para convocar o ex-ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes.
O requerimento foi protocolado por Randolfe na segunda-feira (23/2). O petista argumenta que a comissão parlamentar de inquérito precisa ouvir o ex-ministro de Bolsonaro por causa de medidas implementadas por ele em sua gestão.
“Durante o período em que o Sr. Paulo Guedes esteve à frente do Ministério da Economia, foram implementadas políticas que, sob o pretexto de modernizar e aumentar a competitividade, fragilizaram os mecanismos de controle do sistema financeiro”, afirma o líder do governo Lula.
Randolfe também cita denúncias. O petista lembra que, em 2019, a Lava Jato revelou que uma das empresas do ex-ministro, a GCP, foi usada para pagamentos a uma empresa de fachada utilizada para distribuição de propinas e lavagem de dinheiro.
O líder de Lula também menciona que Guedes possuía uma offshore em paraíso fiscal enquanto ocupava o cargo de ministro e membro do Conselho Monetário Nacional (CMN) e que houve alteração de regras para remessas ao exterior.
“A oitiva do ex-ministro é, portanto, crucial para que esta CPI possa entender a extensão de seu envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, sua responsabilidade na criação de um ambiente regulatório permissivo ao crime organizado e os possíveis conflitos de interesse que marcaram sua gestão”, completa Randolfe.
Além de Guedes, Randolfe pediu a convocação de outros três ex-ministros de Jair Bolsonaro. No caso, João Roma e Ronaldo Bento, ambos ex-titulares da pasta da Cidadania, e Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro do Trabalho.
CPI da Covid: parte 2?
Randolfe também apresentou requerimentos focando em antigos alvos da CPI da Covid-19, comissão parlamentar de inquérito que funcionou no Senado e apurou possíveis desvios de recursos públicos para o combate à pandemia.
O petista também pede que o colegiado ouça Francisco Emerson Maximiano, ex-dono da BSF Gestão em Saúde e que foi apontado como um dos envolvidos no esquema de fraudes na compra da vacina contra a Covid da marca Covaxin.
Outro envolvido nas investigações de corrupção na pandemia e para cuja convocação Randolfe também apresentou requerimento é Danilo Berndt Trento, sócio de Maximiano em empresas que acabaram como alvo da CPI da Covid.
“Conectando ao escopo da CPI do Crime Organizado, dados de RIFs do COAF enviados à CPMI do INSS apontam que a BSF recebeu R$ 9,9 milhões de um fundo da Trustee DTVM, responsável pela administração de ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro”, explica o senador.
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Servidores defendem cancelamento de edital de terceirização do Hospital de Brasileia
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa foi palco nesta terça-feira, 24, do debate acerca do processo de terceirização do Hospital de Brasileia. A reunião foi presidida pelo deputado Adailton Cruz (PSB), que deixou claro ser contra a iniciativa. “O objetivo de todos é que esse processo seja suspenso e seja reavaliado de forma bem […] -

Entenda como a pressa na hora de comer pode sabotar sua saúde
Getty Images
No dia a dia acelerado, muita gente não tem tempo para comer com calma. Almoça em dez minutos, janta em frente à TV e belisca qualquer coisa entre reuniões. Esse padrão não é inofensivo. A pressa na hora de comer mexe com saciedade, digestão, hormônios e saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países mais ansiosos do mundo. Esse cenário de ansiedade aparece também na forma como nos alimentamos.
Entenda como esse jeito rápido de comer sabota o corpo. Veja, também, o papel da atenção plena nas refeições e aprende estratégias práticas para desacelerar.
Por que a pressa para comer virou rotina
Relatórios de tendências de consumo, como o Brasil Food Trends, mostram um paradoxo. Nunca se falou tanto em alimentação saudável. Ao mesmo tempo, cresce a busca por conveniência extrema.
Continue a leitura no site Saúde em Dia, parceiro do Metrópoles.
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Figueiredo diz que Malafaia quer dar “pitacos” sobre apoio a Flávio
Reprodução/YouTube Metrópoles
O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo afirmou, na manhã desta terça-feira (24/2), que o pastor Silas Malafaia “já está querendo dar pitacos” após, inicialmente, não defender o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Palácio do Planalto.
Malafaia, conforme mostrou o Metrópoles, disse que a melhor forma de o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ajudar na pré-campanha do irmão, Flávio, é “ficar calado”. A declaração ocorreu após Eduardo criticar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Figueiredo, que está nos Estados Unidos com Eduardo, criticou o pastor e afirmou que o líder religioso precisa “amadurecer um pouco as ideias”.
“Há alguns dias [o Malafaia] não queria Flávio como candidato de jeito nenhum e dizia que não tinha chances. Agora, já está querendo dar pitacos sobre como o Flávio deve ser apoiado. Não deixa de ser um avanço, não é? Vou deixar o pastor amadurecer um pouco as ideias. Acabaremos alinhados…”, escreveu Figueiredo no X.
Há alguns dias não queria Flávio como candidato de jeito nenhum e dizia que não tinha chances. Agora, já está querendo dar pitacos sobre como o Flávio deve ser apoiado. Não deixa de ser um avanço, não é? Vou deixar o pastor amadurecer um pouco as ideias. Acabaremos alinhados… pic.twitter.com/4yEsmehRp9
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) February 24, 2026
Eduardo, além de criticar Michelle, também fez críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O filho 03 de Bolsonaro afirmou que ambos “estão jogando o mesmo jogo” e com “amnésia”. “Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio”, disse Eduardo.
Malafaia, em entrevista, disse que o deputado cassado não pode “querer” determinar a “hora” que cada pessoa vai manifestar seu apoio. “Tem que respeitar a hora e o espaço de cada um”, declarou.
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Saiba quem era a agente da PCDF encontrada morta em ponto de ônibus

A agente da Polícia Civil encontrada morta em uma parada de ônibus na Vila do Sossego, às margens da BR-020 foi identificada como (foto em destaque).
Nascida em Goiânia (GO), ela foi nomeada para a PCDF em 4 de fevereiro de 2025 e estava lotada na Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema/Cepema).
O carro dela estava a cerca de 200 metros do cadáver. Dentro do veículo, policiais localizaram pertences pessoais da mulher.
Imagens:
Familiares foram ouvidos
Segundo o delegado Laércio Carvalho, da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), as investigações para elucidar a causa da morte de Fernanda Duarte, já começaram.
De acordo com o policial, pessoas próximas à vítima foram ouvidas. Já prestaram depoimento o pai, a irmã e uma mulher que morava com a agente.
Familiares relataram à polícia que Fernanda estava em tratamento contra depressão, fazia uso de medicação e havia passado recentemente por uma separação.
Sem sinais de violência
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, não havia sinais aparentes de violência no corpo. Ainda assim, o delegado ressaltou que todas as circunstâncias estão sendo rigorosamente apuradas.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passa por uma série de exames periciais. O prazo para a conclusão do laudo é de até 30 dias.
Embora não tenham sido identificadas lesões externas, a perícia irá confirmar se há indícios de possíveis ferimentos internos.
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Gás do Povo amplia botijão grátis para famílias em Rio Branco; confira locais autorizados
O programa federal Gás do Povo já opera em diversos bairros de Rio Branco e registra aumento na procura pelo benefício. A iniciativa garante recarga gratuita do botijão de 13 quilos para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), conforme critérios do governo federal. O lançamento nacional ocorreu em 26 de janeiro deste ano, com cerca […] -

A Justiça que veste toga: quando o patriarcado absolve o inabsolvível
Arte: Gabriel Lucas/Metrópoles
Uma menina de 12 anos não casa. Ela é vítima. Uma menina de 12 anos não consente. Ela é silenciada. Quando um Tribunal de Justiça, o pilar que deveria sustentar o direito e a proteção, decide que uma relação entre uma criança e um homem de 35 anos é um “casamento” baseado em “vínculo afetivo”, a toga rasga e a balança pende, pesada, para o lado da barbárie. Não se trata de um erro jurídico isolado; é o sintoma febril de uma sociedade que normaliza o absurdo e chama a violência de amor. O que acontece quando a instituição que deveria punir o abuso é, ela mesma, um reflexo da cultura que o gera? A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) é um espelho cruel que reflete a imagem de um Brasil que ainda se recusa a proteger suas meninas. Este não é um texto sobre um caso, mas sobre o sistema que o permitiu, sobre a herança venenosa de um patriarcado que não nasceu aqui, mas que foi plantado com violência nas terras que já tinham outras formas de existir.
Quando o desembargador Magid Nauef Láuar escreveu em sua sentença que havia um “vínculo afetivo consensual” entre um homem de 35 anos e uma criança de 12, ele não estava apenas absolvendo um crime. Estava reafirmando uma estrutura de pensamento que vem de longe, que atravessou oceanos em navios de escravizadores e conquistadores. O patriarcado que conhecemos no Brasil não é originário. Não é indígena. Não é africano pré-colonial. É europeu. É colonial. É a marca de um sistema que precisou ser imposto à força, porque as sociedades que aqui existiam funcionavam de forma radicalmente diferente.
Os povos indígenas que habitavam estas terras antes da invasão europeia tinham estruturas sociais complexas e variadas. Entre muitos deles, as mulheres possuíam papéis significativos na vida comunitária, na transmissão de conhecimento, na tomada de decisões. A escrita colonial legitimou hierarquias de gênero que não existiam com a mesma rigidez nas culturas orais originais. Os colonizadores não apenas conquistaram terras e corpos; conquistaram também as narrativas, reescrevendo-as para justificar o poder masculino que traziam consigo.
Nas sociedades africanas que foram trazidas à força para o Brasil, também havia estruturas muito diferentes do patriarcado europeu. Muitas culturas africanas mantinham sistemas de parentesco complexos, com mulheres exercendo papéis de liderança, comerciantes, sacerdotisas. O patriarcado que se instalou aqui foi uma imposição, uma violência adicional àquela já cometida pelo sequestro e escravização. O Brasil colonial não herdou uma tradição patriarcal universal; ele a construiu, a partir de uma ideologia europeia que precisava justificar a dominação de pessoas indígenas, africanos, femininos como naturais, como divinas, como inescapáveis.
O patriarcado não é uma lei natural ou divina; é um sistema político de organização social que elegeu o homem como detentor do poder sobre os corpos, as vontades e os destinos de mulheres e crianças. Ele funciona através da normalização da dominação masculina, transformando a violência em afeto, a propriedade em proteção, o crime em casamento. O patriarcado é uma máquina de perpetuação: ele se reproduz nas instituições, nas leis, nas togas dos juízes que absolvem estupradores, nas vozes de pais que negociam os corpos de suas filhas como mercadorias. Desmontar o patriarcado significa reconhecer que ele é uma imposição histórica, não uma verdade, e que sua continuidade depende do silêncio de quem o questiona.
E é nessa linhagem que chegamos a 2026, a um tribunal de justiça, a um desembargador que absolve um homem por estuprar uma criança, argumentando que havia “consentimento” e “vínculo afetivo”. Porque o patriarcado, uma vez plantado, não morre. Ele se perpetua através das instituições, através das leis, através dos homens que vestem togas e decidem o que é crime e o que é amor. A decisão do TJMG não é um acidente histórico; é a continuação de uma história que começou há 500 anos, quando homens europeus decidiram que seus corpos, suas vontades, sua sexualidade tinham direito de dominar todos os outros.
“Todo o relacionamento mantido entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima e vivenciado aos olhos de todos”, afirmou o desembargador Magid Nauef Láuar.
Essa frase é um resumo perfeito da lógica patriarcal. Ela ignora que uma criança de 12 anos não tem desenvolvimento cognitivo para consentir. Ignora que a anuência dos pais não transforma crime em casamento. Ignora que a “visibilidade” de um abuso não o torna menos abuso. E mais: ela romantiza a entrega de uma menina a um homem adulto como se fosse um arranjo natural, familiar, aceitável. O Estatuto da Criança e do Adolescente é cristalino: qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos é estupro de vulnerável. A vulnerabilidade é presumida e absoluta. Não há espaço para interpretações sobre afeto ou anuência familiar. Mas o desembargador escolheu ignorar a lei, porque a lei escrita é apenas uma camada superficial. Abaixo dela, está a cultura, a mentalidade, o patriarcado que ainda acredita que meninas são propriedade a ser negociada, que seu corpo é um bem disponível, que seu “sim” ou “não” importa menos que a vontade de um homem.
E aqui, a ironia se torna insuportável, o ponto que transforma este caso em um escândalo que expõe a podridão do sistema em sua essência. O próprio desembargador que absolveu um homem de estupro de vulnerável está sendo investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por denúncias de abuso sexual. Não é uma coincidência. É a manifestação mais crua de como o patriarcado protege a si mesmo. Um homem que é acusado de cometer abuso sexual absolve outro homem que comete abuso sexual. A estrutura não apenas falha em proteger; ela está potencialmente comprometida em sua essência. O lobo não está apenas à porta; ele está dentro, vestindo a toga, assinando sentenças, decidindo quem é culpado e quem é inocente. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, classificou a sentença como um “retrocesso civilizatório”, e confirmou que ao menos duas supostas vítimas do magistrado serão ouvidas. Isso não é justiça. É a continuação de um crime.
O Brasil registra números que deveriam causar horror nacional. Entre 2021 e 2023, foram mais de 164 mil casos de estupro de vulnerável envolvendo vítimas de 0 a 19 anos. Uma pesquisa do IPEA de 2014 revelou que 58,5% dos brasileiros concordavam, em algum grau, com a frase “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Estima-se que apenas 10% dos casos de estupro são registrados, o que significaria aproximadamente 527 mil tentativas ou casos consumados por ano no Brasil. 15% dos estupros são coletivos. Esses números não caem do céu. Eles são o resultado de uma cultura, de uma mentalidade, de um sistema que foi construído há séculos para permitir exatamente isso: que homens violem, que mulheres calam, que crianças sejam entregues como esposas, que a justiça absolva.
A cultura do estupro, conceito sociológico que descreve a normalização e banalização da violência sexual, não é um acidente. É a consequência lógica de uma sociedade patriarcal. Quando mulheres são objetificadas nos meios de comunicação, quando as vítimas são culpabilizadas, quando meninos são ensinados desde crianças a serem “pegadores” e meninas a aceitar serem tocadas à força porque é “bonitinho”, quando um desembargador pode chamar estupro de “vínculo afetivo”, você está vendo a cultura do estupro em ação. Você está vendo o patriarcado funcionando perfeitamente, exatamente como foi programado para funcionar há 500 anos.
Mas há algo que precisa ser dito com clareza: esse patriarcado não é nosso. As mulheres indígenas que tinham voz nas aldeias, as mulheres africanas que eram comerciantes e líderes espirituais, foram silenciadas não porque era natural, mas porque foi imposto. O Brasil que conhecemos, o Brasil que absolve estupradores e chama isso de justiça, é um Brasil colonizado, um Brasil que ainda veste a roupa que o colonizador deixou. E enquanto não descermos essa roupa, enquanto não questionarmos a raiz desse patriarcado, enquanto não reconhecermos que ele é estrangeiro, que ele foi plantado aqui com violência, vamos continuar tendo tribunais que absolvem homens por estuprar meninas, vamos continuar tendo desembargadores que são, eles mesmos, acusados de abuso sexual, vamos continuar normalizando o inaceitável.
Para a coluna do senso crítico, fica a provocação final: não basta a indignação pontual com este caso. É preciso questionar a estrutura. É preciso exigir que a Justiça se dispa da venda que a impede de ver a vulnerabilidade de uma criança e da toga que pode estar acobertando seus próprios predadores. É preciso reconhecer que o patriarcado que nos governa é uma herança colonial, e que descolonizar significa também despatriarcalizar. Significa recuperar as formas de existência que foram roubadas de nós. Significa dizer, com toda a força, que criança não é esposa, que menina não é propriedade, que o corpo de uma criança não é um bem disponível para ser negociado por pais ou legitimado por juízes. A luta contra a cultura do estupro começa por não permitir que a barbárie seja chamada de “vínculo afetivo” e por garantir que o banco dos réus seja ocupado por quem comete o crime, não pela vítima. Mas ela só será verdadeira quando reconhecermos que estamos lutando contra um inimigo que não nasceu aqui, que foi trazido, que foi plantado, e que precisa ser arrancado pela raiz.