Categoria: Teste

  • Trilhos de bonde são achados por acaso em obra sob o Minhocão. Veja

    Trilhos de bonde são achados por acaso em obra sob o Minhocão. Veja

    Achados arqueológicos pertenciam às linhas da companhia Light, implantadas no início do século XX e cobertas com a inauguração do Minhocão

  • Empina, toma e mama: fila do "bumbum guloso" ferve atrás de atacadão no DF. Veja vídeo

    Empina, toma e mama: fila do "bumbum guloso" ferve atrás de atacadão no DF. Veja vídeo

    Área sem iluminação na QS 3 de Águas Claras concentra encont

    Sob o manto da madrugada densa e silenciosa, existe um trecho de asfalto em Taguatinga Sul que ignora o sono e as convenções. Atrás de um grande mercado atacadista na QS 3, a geografia da cidade se transforma. Ali, a iluminação pública é uma lembrança distante, e o que impera é o breu, interrompido apenas pelo brilho de faróis que cortam a pista como lâminas de luz, revelando por breves segundos o que muitos preferem manter no escuro: sexo intenso, rápido e sem compromisso.

    Veja vídeo:

     

    A rua, abraçada por áreas verdes que parecem vigiar o local em silêncio, torna-se o palco de um ritual frenético. Não há nomes, apresentações e muito menos promessas de um amanhã. O que se vê é uma fila de veículos, parados no acostamento, quase encostados uns nos outros, lembrando um drive-thru distópico, onde o produto consumido é o sexo e o pagamento é o risco do prazer proibido. Carros elétricos, importados de luxo e os mais populares se misturam sem distinção.

    Mesmo quando a chuva resolveu castigar o chão, na última sexta-feira (20/2), a temperatura não caiu. Pelo contrário: a umidade externa encontrou o calor humano dentro dos veículos, resultando em vidros tão embaçados que ocultavam as identidades, mas denunciavam o vaivém rítmico e vigoroso dos corpos.

    Porta aberta e olhar voraz

    A dinâmica é de uma eficiência quase mecânica. A reportagem acompanhou o fluxo e notou que o diálogo ali é uma língua morta. O papo é direto, sem curvas ou sutilezas. O desejo é urgente e vocalizado em gemidos. No submundo da QS 3, a regra é clara: o sexo oral é prefácio quase obrigatório. Uma espécie de senha de entrada para o que vem a seguir.

    O que mais impressiona é a exposição visceral. Em muitos pontos da fila, a porta do carro permanece aberta, servindo apenas como um escudo simbólico. A cena se repete: um homem, parcialmente dentro do veículo, usa o banco do motorista como apoio, enquanto o parceiro, do lado de fora e sob a chuva fina, executa o serviço com uma fome que ignora o desconforto.

    Ao redor, o voyeurismo não é apenas aceito: é combustível. Outros frequentadores, excitados pela cena, formam um círculo de sombras, masturbando-se enquanto aguardam a vez de entrar na dança. É um ecossistema de luxúria onde a privacidade é o menor dos interesses.

    Sem julgamentos

    Em um dos momentos mais surreais da madrugada, um veículo estacionado revelava um contraste bizarro: uma mulher sentada calmamente no banco do carona, enquanto no banco de trás, a poucos centímetros de sua nuca, o sexo corria solto entre dois homens, alheios à qualquer julgamento.

    O fluxo é ininterrupto. Conforme um carro deixa a fila, satisfeito ou apressado pelo relógio, outro ocupa a vaga quase instantaneamente. Novas figuras chegam, as calças descem, e o “couro come”, literalmente. A resistência física e a busca pelo ápice parecem não ter fim, em uma coreografia de suor e anonimato que persiste durante toda a madrugada.

    A festa lasciva só conheceu o seu crepúsculo quando a natureza se impôs. Por volta das 3h da manhã, quando a chuva apertou e o frio começou a cortar a pele, os motores foram ligados um a um. Em minutos, a rua da QS 3 voltou a ser apenas um trecho deserto de asfalto escuro, guardando entre as árvores os segredos de uma noite onde o prazer não teve rosto, mas proporcionou uma intensidade avassaladora.

  • Ex-sócio de resort ligado a Toffoli é excluído de evento com Mendonça

    Ex-sócio de resort ligado a Toffoli é excluído de evento com Mendonça

    Reprodução/Instagram
    Alberto Leite

    O nome de um amigo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ex-sócio do resort Tayayá, empreendimento em Ribeirão Claro (PR) que pertenceu à família do magistrado, foi excluído da lista de palestrantes de um evento na Alemanha que terá a presença do ministro André Mendonça, novo relator do inquérito que investiga as suspeitas de fraude do Banco Master.

    Promovido pelo Instituto Diálogos Intercontinentais (DInter), o evento reunirá nomes da política e Judiciário, entre os dias 2 e 5 de março, em Frankfurt, na Alemanha. O nome de Alberto Leite (à esquerda na foto em destaque) estava entre os palestrantes confirmados, mas foi tirado da programação nesta semana.

    A amizade entre Leite e Toffoli ficou conhecida desde 2024, quando o ministro assistiu à final da Champions League no estádio de Wembley, em Londres, em um camarote do empresário. Posteriormente, foi revelado que Leite foi sócio durante cinco meses do resort Tayayá, depois que os irmãos de Toffoli venderam a participação no hotel.

    Em fevereiro de 2025, o empresário comprou o fundo Arleen, que na época possuía 16% do Tayayá. Antes disso, o Arleen pertencia ao fundo Leal, controlado por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na época da compra, as suspeitas de fraude no caso Master ainda não tinham vindo à tona.

    André Mendonça assumiu, neste mês, a relatoria do caso Master no lugar de Toffoli, que deixou o processo sob forte pressão após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao seu nome no celular de Vorcaro. Em diálogos obtidos pela PF, o banqueiro teria relatado cobranças por pagamentos pelo resort Tayayá.

    Evento com Mendonça

    No evento Intercontinental Dialogues, Alberto Leite, que é CEO da empresa FS Security, tinha participação prevista em um painel sobre segurança digital. No entanto, o nome dele foi retirado da programação, segundo os organizadores, devido à “incompatibilidade de agenda”. A reportagem procurou Leite por meio de sua empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

    Já o ministro André Mendonça tem participação prevista no painel Limites e Funções das Supremas Cortes e sua Relação com os Parlamentos.

    O evento também terá a participação do ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).

    Presidido por Ricardo Campos, o instituto organizador do evento se qualifica como “uma plataforma de diálogo estratégico e produção de conhecimento voltada à articulação de agendas internacionais de alto nível”.

  • Mensagens revelam teia de extorsão de delegado condenado com policIais

    Mensagens revelam teia de extorsão de delegado condenado com policIais

    Reprodução/TJSP
    Arte gráfica com rosto de homem brnco, de cabelos curtos, ao centro, margeado por rostos menores de homens - Metrópoles

    O delegado Eduardo Peretti Guimarães foi condenado, na sexta-feira (20/02), a nove anos de prisão, em regime fechado, por integrar uma organização criminosa formada por policiais civis e militares em São Paulo. Segundo a sentença, obtida pelo Metrópoles, ele exercia papel central no grupo, coordenando ações e se valendo da estrutura do estado para dar aparência de legalidade às abordagens que terminavam em cobrança de dinheiro.

    De acordo com a decisão, o esquema reunia agentes públicos que, em vez de combater o crime, atuavam em conjunto para obter vantagem indevida. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que o grupo funcionava de maneira organizada e estável, característica que configura o crime de organização criminosa.

    Além de Peretti, foram condenados os policiais militares Jorge Luiz Cascarelli Junior e Jocimar Canuto de Paula, além dos policiais civis Wilson Isidoro Junior, Ronaldo Batalha de Oliveira e Diego Bandeira Lima. Cada um deles recebeu oito anos e nove meses de prisão, também em regime fechado, além de multa, pelo mesmo crime. Todos negam os crimes e respondem ao caso em liberdade.

    “Chapéu” e cocaína

    Há diálogos interceptados em que comparsas discutem a divisão do dinheiro e reclamam de suposto “chapéu”, termo usado para indicar que parte do valor não teria sido repassada entre eles.

    Além das extorsões, o processo descreve a entrega de cocaína pelo delegado a outros integrantes do grupo, chamada em conversas de “negócio branco” dado pelo “doutor”.

    Condenados e absolvidos

    Na avaliação do Judiciário, o delegado tinha posição de liderança dentro da estrutura. As provas reunidas indicaram que ele participava das decisões e influenciava os demais integrantes. A pena mais alta aplicada a Peretti refletiria esse entendimento.

    A sentença também determinou a perda do cargo público para os policiais militares Cascarelli e Jocimar e para os policiais civis Ronaldo e Diego. Wilson Isidoro Junior também foi condenado, mas a decisão não aplicou a ele a mesma consequência administrativa.

    Apesar das condenações por organização criminosa, todos foram absolvidos das demais acusações que respondiam no processo, como extorsão e crimes ligados ao tráfico de drogas.

    Mesmo com a absolvição nesses pontos específicos, o conjunto de provas, como interceptações telefônicas, quebras de sigilo e depoimentos, foi considerado “farto e decisivo” para sustentar a condenação pelo envolvimento estruturado e permanente na organização.

    Conduta grave

    O caso expôs um cenário que, segundo a própria decisão judicial, compromete a confiança da população nas instituições de segurança. Para a Justiça, os condenados se valeram da função pública para atuar de forma articulada e obter ganhos ilegais, conduta considerada especialmente grave por envolver agentes do estado.

    Peretti já havia enfrentado problemas disciplinares no passado. Em 2017, foi demitido da Polícia Civil por concussão, crime que envolve exigir vantagem indevida usando o cargo. Em 2021, contudo, retornou à corporação por decisão judicial.

    Com as condenações fixadas, o caso marca um dos episódios mais sensíveis envolvendo integrantes das forças de segurança em São Paulo, pelo fato de reunir um delegado, dois PMs e outros três policiais civis na mesma estrutura criminosa, segundo a conclusão da Justiça.

    O que foi apurado

    As investigações apontaram que Peretti não apenas integrava a organização criminosa, como também participava diretamente de ações de extorsão e fornecimento de drogas.

    Em um dos episódios detalhados no processo, obtido pelo Metrópoles, o grupo teria constrangido um comerciante, sob ameaça com arma de fogo, a pagar R$ 20 mil para evitar o fechamento de sua casa noturna, sob alegação de que haveria drogas no local. O pagamento teria sido exigido “com o intuito de obter indevida vantagem econômica”. Parte do valor foi negociada em parcelas de R$ 5 mil.

    Dias depois, segundo a denúncia, houve nova cobrança de R$ 5 mil. Em outra ocasião, no Natal de 2021, um policial civil, por ordem de Peretti, teria exigido mais R$ 7.5 mil, afirmando que aquele era o valor “devido” e que a vítima deveria “ficar esperta” para “depois não reclamar”.

  • Arthur celebra titularidade no Leverkusen e sonha com a Copa do Mundo

    Arthur celebra titularidade no Leverkusen e sonha com a Copa do Mundo

    Reprodução/Instagram
    Foto colorida de Arthur Augusto - Metrópoles

    A posição de titular na lateral-direita da Seleção Brasileira ainda está aberta e conta com alguns postulantes. Um desses nomes é o de Arthur Augusto, revelado pelo América-MG. Atualmente titular do Bayer Leverkusen, ele já foi convocado para defender a Amarelinha e segue na expectativa de ser lembrado para a disputa da Copa do Mundo 2026.

    Em entrevista ao Metrópoles, o defensor relatou que não conheceu o comandante italiano, mas ressaltou a importância dele para o futebol. Arthur sabe que terá uma dura concorrência por uma vaga no Mundial, mas aproveita a sequência no clube alemão para cavar uma vaga na lista final de Ancelotti.

    “Eu me vejo preparado para a disputa na lateral da nossa Seleção. Temos jogadores muito qualificados, jogadores bem preparados para desempenhar um bom futebol. Eu vejo isso como uma oportunidade de aprendizagem, estar ali disputando com os melhores, uma vaga em uma grande Seleção como é o Brasil”, destacou.

    O lateral utiliza a titularidade no Leverkusen como uma motivação e um gás a mais para voltar a vestir a camisa amarela. “Fazer bem feito, desempenhar um bom futebol e poder também garantir, quem sabe, a minha vaga na Copa do Mundo. Eu me vejo preparado para esse momento e fico muito feliz e honrado de estar sendo lembrado e estar nessa disputa com os melhores”, comentou.

    Com a posição no clube, ele sonha em voltar a vestir a Amarelinha. “Sei que, fazendo bem a minha parte pela equipe, posso ser notado pela Seleção Brasileira. É ano de Copa do Mundo e representar o país na maior competição de futebol do planeta seria algo mágico”, completou.

    Caminho até a Europa

    Arthur passou pelas bases de Cruzeiro, Dínamo de Araxá, América-MG e Flamengo, antes de ser promovido ao profissional do Coelho. Ele ficou no clube mineiro entre 2022 e 2023 antes de ser negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha, por 7 milhões de euros (cerca de R$ 38 milhões).

    O montante fez do defensor a venda mais cara do América-MG. Depois de três anos, ele mantém carinho e é grato por tudo o que o time lhe proporcionou. “Aprendi e evoluí demais ali. Abriram as portas para o início da minha trajetória no futebol e jamais me esquecerei disso”, disse. Hoje, aos 22 anos e no início de sua carreira na Europa, ele deixou claro que não pensa em voltar ao Brasil.

    Apesar das altas cifras, Arthur nega que tenha sentido pressão. “Meu foco é jogar futebol, por isso cuido muito do corpo e da mente para estar 100% dentro de campo”, disse.

    Início com lesão no Leverkusen e a volta por cima

    Logo que chegou ao clube alemão, Arthur ficou fora de combate por 8 meses por conta de uma grave lesão. Entretanto, o lateral brasileiro não desanimou e trabalhou arduamente para voltar aos gramados e ganhar o seu espaço dentro de campo. Como um bom mineiro, mesmo sabendo do peso da camisa do Bayer Leverkusen, ele seguiu tranquilo para se destacar.

    “Atualmente, vivo minha melhor fase desde que vim para a Alemanha. Atuei em todos os jogos do time em 2026, dei assistências e marquei recentemente meu primeiro gol pela Bundesliga. Estou muito feliz com a confiança que o clube e a comissão técnica têm depositado em mim”, destacou.

    O defensor deixou claro que quer deixar sua marca na equipe. E ele tratou de iniciar essa trajetória bem cedo, logo na primeira temporada. Apesar de ter disputado apenas cinco jogos, com duas assistências, ele esteve no histórico time de Xabi Alonso que foi campeão da Bundesliga, da Copa da Alemanha e da Supercopa da Alemanha.

    Questionado sobre o momento, ele deixou claro que foi “muito especial e emocionante”. “Sem dúvidas, um dos momentos mais marcantes da minha vida. A torcida fez uma festa inexplicável. Muito linda mesmo. Os torcedores demonstraram muito carinho e gratidão em todos os lugares. Aquela temporada em si foi mágica para todo o grupo, com títulos, vitórias e boas campanhas. Para mim também serviu como uma fase de aprendizado, de evolução e de adaptação ao clube”.

    Titular do clube, ele teve a oportunidade de disputar a Champions League. Até o momento, ele tem sete partidas e soma 379 minutos, de acordo com estatísticas do portal OGol.

    “É algo espetacular. A primeira vez que entrei em campo e escutei o hino da Champions League tive uma sensação indescritível. Arrepia. Foi bastante emocionante. Jogar contra atletas que eu via apenas no videogame é muito bacana. É algo indescritível e, ao mesmo tempo, gratificante, porque é um fruto do trabalho que faço desde as categorias de base. Espero atuar aqui, no mais alto nível do futebol mundial, por muitos e muitos anos”, contou.

    Negociado aos 20 anos

    Arthur Augusto faz parte de uma lista de jovens jogadores que deixaram o Brasil ainda jovens e rumaram para o futebol europeu. Para o lateral, essa é uma decisão difícil de ser tomada, mas que faz parte da realidade do futebol, já que muitos clubes monitoram atletas desde muito cedo. “Quando surge uma oportunidade concreta, é difícil ignorar”, disse.

    O defensor explicou que o projeto esportivo pesou para que ele fosse para a Alemanha. “Eu, minha família e meus empresários entendemos que seria um desafio grande, de adaptação cultural e dentro de campo, mas também uma oportunidade de acelerar o meu desenvolvimento e competir em alto nível. Para mim, foi um passo importante de amadurecimento, tanto como atleta quanto como pessoa. E a decisão não poderia ter sido melhor. Estou muito feliz aqui”, encerrou.

  • Mulher com fungo no pé espera há mais de 400 dias por amputação no SUS

    Mulher com fungo no pé espera há mais de 400 dias por amputação no SUS

    Material cedido ao Metrópoles
    Mulher pé fungo

    Uma mulher luta há mais de 27 anos contra uma infecção grave no pé direito, o que a impossibilita de andar, trabalhar e viver uma vida digna. Ela já espera há pouco mais de 400 dias na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma consulta e uma cirurgia de amputação com urgência, pois a doença já atingiu o sistema ósseo.

    A filha de Maria, Denise Dutra, contou ao Metrópoles que, no início, a doença começou como um “caroço” pequeno, e conforme a demora para diagnosticar, foi crescendo e inchando, até tal ponto onde os remédios antifúngicos receitados pelos médicos não estavam surtindo mais efeito. A filha conta que, durante esses anos, a mãe procurou atendimento tanto no sistema de saúde de Goiás quanto no do Distrito Federal. Atualmente, ela faz o acompanhamento médico no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

    De mãos atadas, a resposta que a família recebeu da equipe médica foi de que Maria precisaria amputar o pé. A justificativa era de que a infecção já atingiu o sistema ósseo, e se cair na corrente sanguínea pode causar sepse – uma infecção generalizada que se não tratada precocemente leva ao choque e morte. O problema é que o tempo de espera para uma consulta e cirurgia no SUS, já soma o número de 405 dias e Maria está no 31º lugar. A aposentada deu entrada na fila em 13 de janeiro de 2025.

    Apelo

    Denise conta que não tem mais onde recorrer, que o problema da mãe afeta não só o físico, mas o psicológico dela também.

    “Ela fica muito agoniada, diz que sente os fungo andando pelo corpo dela e toma analgésicos todos os dias”, conta.

    A filha acredita que Maria desenvolveu hipocondria, e a cada duas semanas pede para ir ao hospital ver se está tudo bem, que não deixa de tomar os remédios pois, segundo Denise, ela [Maria] teme que o quadro piore e morra. Maria chegou ainda a se consultar com um psiquiatra que a receitou um antipsicótico.

    Além disso, a aposentada não anda mais faz três anos, a locomoção agora é feita em uma cadeira de rodas. Situações básicas do cotidiano viraram um grande desafio, como tomar banho e caminhar no quintal de casa.

    Em vídeo (veja acima) enviado ao Metrópoles, a dona de casa conta em detalhes a situação em que se encontra atualmente e pede que médicos e órgãos responsáveis possam ajudá-la de alguma forma. Denise afirmou que já enviou solicitações para a ouvidoria do SUS, que, por sua vez, respondeu que as demandas hospitalares podem alterar de acordo com novas inserções de pacientes prioritários, alterações na classificação de risco de pacientes que já aguardam pela regulação, cancelamentos de solicitações e redução do número de vagas ofertadas pelas unidades executantes.

    Por fim, os familiares contam que, durante esses 27 anos de tratamento, a situação teve vários desdobramentos, internações, inclusive remédios que não estavam disponíveis pelo SUS, e que tiveram que entrar na justiça para conseguir o valor dos medicamentos. Mesmo com tantos esforços nenhuma melhora apareceu e a única saída para Maria Aparecida é a amputação.

    O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde do DF e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela administração do Hospital Universitário de Brasília, que não haviam respondido aos questionamentos da reportagem até a última atualização deste texto. O espaço segue aberto para atualizações.

  • Ambulância aérea cai na Índia e deixa sete mortos

    Ambulância aérea cai na Índia e deixa sete mortos

    Redes sociais/ reprodução
    Avião destruído por queda

    Sete pessoas morreram após uma aeronave que operava como ambulância aérea cair em Kasaria Panchayat, em Jharkhand, na Índia, na segunda-feira (23/2).  No avião, um Beechcraft C90 VT-AJV da Redbird Airways Pvt Ltd, estavam cinco passageiros e dois tripulantes.

    De acordo com a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), o avião decolou de Ranchi às 19h11 (horário indiano) com destino a Nova Delhi. Ele solicitou desvio de rota devido às condições meteorológicas e, às 19h34 (horário indiano),  a aeronave perdeu comunicação e contato por radar. Equipes de resgate foram enviadas ao local.

    – चतरा में एयर एंबुलेंस हुआ क्रैश
    – सिमरिया के कथीयातु में क्रैश होने की सूचना
    – थोड़ी देर में #DGCA का बयान #AirAmbulance#Crash@ZeeBusinesspic.twitter.com/yKMo7qGUzC

    — Ambarish Pandey (@pandeyambarish) February 23, 2026

    A Direção Geral de Aviação Civil (DGCA) iniciou uma investigação. Uma equipe do Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) também esteve no local do acidente.

     

  • Toques e masturbação: saiba como agia bispo acusado de abuso sexual

    Toques e masturbação: saiba como agia bispo acusado de abuso sexual

    Reprodução
    Abuso sexual infantil

    O bispo evangélico acusado de abusar sexualmente de pelo menos quatro vítimas se aproveitava da fragilidade dos jovens que eram escolhidos. Os crimes ocorreram na Igreja Batista Missionária (IBM), na Cidade Ocidental, que fica no Entorno do Distrito Federal.

    Segundo os depoimentos feitos à Polícia Civil de Goiás (PCGO), todas as vítimas disseram ter conhecido o bispo dentro da igreja e que se aproximaram dele por causa da função de liderança exercida pelo acusado.

    De acordo com os relatos, algumas das vítimas sofriam pela ausência do pai e o bispo dizia que ele seria um “pai espiritual”, também denominado “pai na fé”.

    Os jovens também afirmaram que grande parte dos abusos ocorreram no carro ou na casa do bispo. Uma das vítimas disse que chegou a ser tocada pelo suspeito dentro da sala do presidente da igreja, quando estavam sozinhos no local.

    Elas também contaram, em depoimento, que o bispo pedia e enviava fotos nuas. Em seguida, ele falava para que as vítimas apagassem as conversas, pois seria algo que “ninguém entenderia”.

    Alguns dos jovens ficaram confusos com a forma como o acusado agia, chegando ao ponto de pensar que deviam esses favores sexuais, pois o bispo pagava lanches e dava presentes a eles, como camisas.

    As vítimas decidiram procurar a polícia após a situação se tornar pública dentro da igreja, momento em que o bispo teria sido afastado temporariamente e, depois, de forma definitiva.

    10 anos de abusos

    Uma das supostas vítimas do bispo disse, em depoimento à PCGO, que frequenta a igreja desde dezembro de 2014 e que conheceu o acusado em 2015.

    Segundo o jovem, em novembro daquele ano, o bispo teria chamado a vítima para ir até sua casa. De acordo com o boletim de ocorrência, na época, a vítima tinha 10 anos e, naquele momento, o suspeito teria pedido para ver seu órgão genital e para tocá-lo.

    Segundo a vítima, os abusos ocorriam na casa e no carro do suspeito. Além disso, uma das situações também teriam ocorrido dentro da igreja IBM, na sala do presidente, momento em que estavam apenas os dois no local.

    De acordo com o depoimento, os atos só se encerraram quando outros casos começaram a se tornar públicos dentro da igreja.

    Respostas

    Procurada pelo Metrópoles, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que o caso está sendo investigado, porém, os detalhes não serão divulgados, por envolver vítimas menores de idade.

    Em nota divulgada nas redes sociais, a IBM afirmou ter tomado conhecimento dos fatos e que a situação “está sendo tratada com máxima seriedade, responsabilidade e rigor institucional”.

  • TCE suspende pela 3ª vez licitação de pista de Vila Olímpica em SP

    TCE suspende pela 3ª vez licitação de pista de Vila Olímpica em SP

    Ramiro Brites/Metrópoles
    Pista de atletismo (6)

    O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu, mais uma vez, a licitação para a construção da pista de atletismo da Vila Olímpica Mário Covas, na zona oeste de São Paulo.

    Em agosto de 2022, ainda sob a gestão do ex-governador Rodrigo Garcia, a Recoma venceu a licitação da pista de atletismo, por R$ 40,3 milhões. O governo de São Paulo rescindiu o contrato com a obra já em andamento, após a empresa pedir, pela quarta vez, um aditivo ao projeto – a construção está parada desde abril.

    Depois da rescisão, o governo paulista tentou fazer três licitações para terminar a obra. Em outubro de 2025, o certame foi suspenso pelo TCE-SP após a representação de três empresas.

    No dia 30 de dezembro de 2025, o governo publicou novamente o edital, mas suspendeu o certame em 21 de janeiro deste ano, por iniciativa própria, para reavaliação interna, após constatar que os vícios do processo não haviam sido sanados.

    O governo paulista lançou um novo edital seis dias depois, logo após o Metrópoles mostrar que a obra estava parada desde abril de 2025, com acúmulo de sinais de desgaste nos materiais de construção armazenados sob o sol e a chuva. A reportagem constatou até a presença de morcegos na estrutura em que devem ficar os vestiários.

    No último dia 19 de março, o TCE suspendeu pela terceira vez o processo licitatório. Segundo a decisão, a planilha orçamentária da nova licitação está defasada pois prevê valores com base em maio de 2025. O conselheiro Carlos Cezar, que assinou a decisão cautelar, afirmou que o prazo máximo, entre a publicação do edital e a previsão orçamentária, é de seis meses.

    Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) afirmou que irá prestar os esclarecimentos solicitados pelo conselheiro relator “e, consequentemente, solicitar a liberação para continuidade do processo, com a revisão da liminar.”

    Obra ficou R$ 12 milhões mais cara

    A nova licitação da obra pode deixar a pista de atletismo R$ 11,8 milhões mais cara.

    O governo já pagou R$ 37,1 milhões à Recoma pela obra e fez um novo convênio de R$ 24,7 milhões. Assim, para finalizar a obra que custaria R$ 50 milhões, considerando o valor dos R$ 40,3 milhões iniciais mais os aditivos pedidos pela empresa, o governo gastará R$ 61,8 milhões.

    Segundo a Recoma, o contrato original ainda está sendo discutido na Justiça. A empresa disse ao Metrópoles, caso haja autorização para retomada, a conclusão poderia ocorrer com o valor remanescente do contrato, cerca de R$ 12 milhões, aproximadamente metade do previsto no novo edital.

  • Como Trump tenta driblar decisão da Suprema Corte sobre tarifas

    Como Trump tenta driblar decisão da Suprema Corte sobre tarifas

    Alex Wong/Getty Images
    Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles

    O presidente Donald Trump encontrou uma brecha na decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e, mesmo após decisão judicial, anunciou novas tarifas globais de importação. A medida, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, estabelece alíquota de 15% para todos os países.

    O dispositivo permite ao presidente impor restrições temporárias às importações para lidar com desequilíbrios na balança de pagamentos. A seção permite que o presidente aplique:

    “(A) uma sobretaxa de importação temporária, não superior a 15% ad valorem, sob a forma de direitos (além daqueles já impostos, se houver) sobre artigos importados para os Estados Unidos; (B) limitações temporárias por meio do uso de cotas na importação de artigos para os Estados Unidos; ou tanto uma sobretaxa de importação temporária descrita na alínea (A) quanto limitações temporárias descritas na alínea (B)”, diz a sessão 122 da legislação comercial dos EUA.

    Ao justificar a implementação das novas taxas, a Casa Branca alegou “existência de problemas nos pagamentos internacionais” e que relatórios indicam que esses problemas “poderiam prejudicar os interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA“.

    A medida é baseada em uma lei diferente do que o Judiciário norte-americano julgou ilegal para um presidente aplicar tarifas e não está entre as ações revogadas judicialmente, apontando para uma brecha encontrada pelo republicano.


    Tarifaço ao Brasil


    Medida burla Suprema Corte

    As novas tarifas encontram respaldo em uma lei diferente da que as que foram revogadas pela Suprema Corte. Desta vez, Trump utilizou a Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, que permite que o presidente adote medidas para equilibrar déficits e desiquilíbrio comercial, incluindo tarifas temporárias.

    De acordo com o decreto publicado pela Casa Branca, as taxas de 15% devem ser implementadas à 00h01 desta terça (24) — ou seja, no mesmo dia e horário que o tarifaço considerado ilegal pela Suprema Corte passa a perder efeito.

    As medidas revogadas pela Suprema Corte foram baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA, na sigla inglês). A lei foi criada para situações de emergência e foi o caminho usado por Trump para tarifar países em até 100% no último ano.

    Depois de alguns meses em vigor, magistrados da Corte concluíram que as tarifas recíprocas de Donald Trump deveriam ser suspensas, pois a lei na qual foram baseadas não oferece respaldo jurídico para a maior parte das tarifas impostas.

    “A falta de precedentes históricos para as tarifas da Ieepa, aliada à ampla autoridade que o presidente agora reivindica, é um forte indício de que as tarifas extrapolam o alcance legítimo do presidente”, diz a decisão ao afirmar que nenhum outro presidente norte-americano adotou tarifas como Trump.

    A decisão da Corte afirmou que Trump extrapolou o entendimento da lei e o alcance de um presidente, e determinou a revogação imediata das tarifas impostas com base na IEEPA.