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  • Acre registra 433 fiscalizações ambientais e aplica R$ 68,3 milhões em multas em 2025

    Acre registra 433 fiscalizações ambientais e aplica R$ 68,3 milhões em multas em 2025

    O Acre registrou 433 fiscalizações ambientais entre janeiro e setembro de 2025, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O número faz parte do balanço das ações federais no estado e reflete a continuidade das operações de combate a ilícitos ambientais em áreas urbanas e rurais. No mesmo […]

  • Quem é Gerardo Renault, pai de Ana Paula alvo de briga no BBB 26

    Quem é Gerardo Renault, pai de Ana Paula alvo de briga no BBB 26

    Reprodução/ Instagram
    Ana Paula Renault e o pai, Gerardo Renault - Metrópoles

    Ana Paula Renault se envolveu em uma grande confusão no BBB 26, na noite desse domingo (22/2), após Alberto Cowboy citar o pai da influenciadora durante uma discussão. A Veterana chegou a partir para cima do homem e destruiu o seu chapéu.

    O pai de Ana Paula é Gerardo Henrique Machado Renault, de 96 anos. Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, Gerardo construiu uma longa carreira política.

    Gerardo Renault tornou-se vereador de Belo Horizonte em 1951. De 1967 a 1979, foi deputado estadual de Minas Gerais. Já de 1979 até 1983 foi deputado federal. Em ambos os casos, foi eleito em um partido de apoio à ditadura militar, a Aliança Renovadora Nacional (Arena).

    Aos 96 anos, Gerardo segue trabalhando. Ele é presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo ao qual foi eleito em 1991.

    A sister é fruto do relacionamento do ex-político com Maria da Conceição Machado Renault, morta em 1998 após um acidente de carro. Na época, Ana Paula tinha 17 anos.

    Após a confusão no BBB 26, a equipe de Ana Paula se pronunciou. “Mais uma vez, ele voltou a citar o pai dela, um assunto extremamente delicado, com o intuito de desestabilizá-la dentro do jogo. É muito baixo usar uma questão tão sensível para tentar atingir alguém emocionalmente. Fica firme, Ana! Seu Gerardo está bem e orgulhoso da sua trajetória no BBB 26”, disseram.

    A sister já chegou a comentar no programa que só entrou no BBB 26 por insistência do pai, que enfrentou problemas de saúde no final do ano passado.

  • Clima: semana começa com muita chuva pelo país; confira sua região

    Clima: semana começa com muita chuva pelo país; confira sua região

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem colorida mostra chuva em São Paulo - Metrópoles

    A segunda-feira (23/2) promete ser de chuvas intensas na maior parte do território brasileiro, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão emitiu cinco alertas em diferentes regiões do país: três de nível laranja, que indicam perigo, e dois amarelos, de perigo potencial, todos relacionados as precipitações ou acumulado de chuva. No total, 21 estados estão sob aviso meteorológico. 

    Um dos avisos vale para o norte do Maranhão e parte do norte do Pará. Nessas áreas, a previsão é de chuva intensa, entre 30 e 60 milímetros por hora, com acumulado que pode chegar a 100 milímetros ao longo do dia. Conforme o órgão, na prática, o volume pode provocar alagamentos rápidos, transbordamento de rios e transtornos no trânsito.

    Também há risco de ventos com rajadas de até 100 km/h, capazes de derrubar árvores, destelhar casas e causar quedas de energia, além de descargas elétricas.

    Um segundo alerta laranja atinge uma faixa ampla que inclui áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, além de partes do Norte e do Nordeste. A previsão vale para o Distrito Federal e regiões de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Pará, Bahia e Piauí.

    Nesses locais, também são esperadas pancadas fortes de chuva e ventos intensos, com risco de alagamentos, queda de galhos e interrupções no fornecimento de energia.

    Já o terceiro aviso de perigo se concentra entre o sul fluminense, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e áreas de São Paulo, como o Vale do Paraíba e o litoral sul. A chuva pode ser volumosa ao longo do dia, elevando o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios, especialmente em cidades com áreas vulneráveis.

    Risco menor

    Os alertas amarelos indicam chuva moderada em partes do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com acumulados de até 50 milímetros por dia e rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h. O risco é considerado menor, mas ainda há possibilidade de alagamentos pontuais e pequenos deslizamentos em locais de risco.

    A recomendação é acompanhar os avisos das autoridades locais, evitar áreas alagadas e não se abrigar debaixo de árvores durante tempestades.

  • Exumação dos corpos dos 5 Mamonas Assassinas acontece nesta 2ª (23/2)

    Exumação dos corpos dos 5 Mamonas Assassinas acontece nesta 2ª (23/2)

    Reprodução/Internet.
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    Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, serão exumados 30 anos após o trágico acidente aéreo que vitimou os cinco no auge da fama.

    A exumação, marcada para esta segunda-feira (23/2), se dá, segundo o familiar de um dos artistas mortos, com um propósito maior: os restos mortais dos músicos serão cremados visando a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas.

    O jardim será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, local onde eles estão sepultados. Uma sexta vítima da tragédia aérea ocorrida em 1996, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no local. Não há informação se haverá exumação dos restos mortais do homem que atuava como segurança da banda.

    A iniciativa da criação do jardim integra um conceito que propõe uma nova forma de homenagem póstuma, onde as cerimônias utilizam as cinzas resultantes da cremação juntamente com a semente de espécies nativas. Além de um espaço de memória, silêncio e presença em homenagem a banda, o memorial amplia seu alcance para a comunidade. Os moradores do município poderão utilizar as cinzas de seus entes queridos para plantar árvores no Jardim.

    “É um lindo projeto onde temos um Memorial Mamonas Assassinas cheio de lembranças boas com fotos. Cada árvore irá representar um artista! [É] algo inovador que, depois de trinta anos, nós, os familiares, resolvemos aderir”, disse Jorge Santana, CEO da marca Mamonas e primo do Dinho. “Para a gente, Mamonas continua sendo um motivo de muito orgulho, onde a memória tem e deve ser preservada.”

    Relembre a tragédia

    Era 2 de março de 1996 quando o fotógrafo Fernando Cavalcanti foi o primeiro profissional da imprensa a chegar à cena do acidente, na Serra da Cantareira, no interior de São Paulo. Ele revelou os bastidores da cobertura em um relato publicado no El País, em 2018.

    “Minhas fotos mais famosas ainda são as dos pedaços dos corpos dos Mamonas Assassinas espalhados no mato ao redor dos destroços.”

    “Fui escondido no mato com um rolo de 36 poses”

    Na madrugada da tragédia, Cavalcanti cobria a ronda policial para o Notícias Populares. Ao ouvir no rádio que o avião que transportava a banda havia caído, correu para Guarulhos com um repórter.

    “No breu da noite, as buscas tinham sido suspensas. Tirei o colete, embrulhei a câmera numa camisa, deixei minha mochila com o repórter e me escondi no mato”.

    Sem autorização, ele seguiu a equipe de resgate barranco acima. A cada pedaço de fuselagem, fazia um clique. Até que encontrou os corpos. O fotógrafo só tinha um filme com 36 poses — e a missão de registrar tudo.

    “Veio o primeiro corpo. E um desespero profundo. Não pelos corpos, mas por perceber que tinha só aquele filme. O resto tinha ficado na mala.”

    A foto que bateu recorde de tiragem — e gerou ameaças

    As imagens, publicadas em primeira página pelo NP, causaram comoção nacional e ajudaram o jornal a bater recordes de tiragem. Mas também geraram revolta, ameaças e uma reflexão que ainda acompanha o fotógrafo.

    “Nunca me culpei por ter feito aquelas fotos. Já mudei de opinião várias vezes sobre a publicação delas. Hoje, tenho certeza de que pertencem ao lado do entretenimento — e não do jornalismo.”

    Cavalcanti também relembra o impacto tardio da tragédia. Só percebeu o tamanho da comoção horas depois, vendo seus primos chorarem diante da TV, no tradicional almoço de domingo na casa dos pais.

    “A imagem dos meninos da banda começou a casar com a dos corpos que eu tinha fotografado.”

    NP virou centro do caos: “Levaram até uma mão humana”

    O fotógrafo conta que, dias depois da tragédia, um homem apareceu na redação com uma mão em decomposição embrulhada num saco plástico. Tinha ido “caçar souvenirs” do acidente e achou a mão no mato. Ao invés de levar para a polícia, entregou ao jornal. “Coitado do Rogerinho, teve que fotografar aquilo”, escreveu.

    O jornal também montou uma exposição interna com as “melhores fotos”, que atraiu tanta gente que a segurança precisou suspender a visitação.

    “Teve até jornalista querendo fazer cópias das fotos para vender e dividir o lucro.”

    Mesmo após o sucesso da cobertura, Cavalcanti não foi contratado. Saiu do jornal, fez frilas para a Folha de S.Paulo e, em menos de um ano, se mudou para Londres.

    “Todos os dias publicávamos mortos. Quase sempre pobres”

    No relato, Fernando Cavalcanti reflete sobre as capas sensacionalistas com sangue, nudez e tragédias.

    “Publicávamos mortos todo dia. Quase sempre pobres. Às vezes havia denúncia. Outras vezes, as fotos só serviam para saciar a curiosidade mórbida dos leitores. E para vender mais jornal.”

    Décadas depois, a repercussão das fotos dos Mamonas ainda acompanha o fotógrafo. Quando alguém descobre que foi ele quem fez os registros, a reação é sempre a mesma:

    “Nossa, foi você?”

  • Correia de 19 km substitui carretas em transporte de minério

    Correia de 19 km substitui carretas em transporte de minério

    Divulgacao
    Correia Cedro

    Um dos pilares estratégicos idealizados pelo presidente do conselho da Cedro Participações para elevar a eficiência e a competitividade da operação de Mariana (MG) é a implantação de um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) — solução consagrada em projetos de grande escala nos Estados Unidos, África, Europa e Oceania.

    A iniciativa prevê uma correia de 19 km ligando a mina ao terminal, substituindo o transporte rodoviário por carretas no deslocamento do minério até a interface logística ferroviária.

    Além do ganho de produtividade e previsibilidade operacional (com menor dependência de frota e de condições de tráfego), o TCLD reforça uma agenda robusta de segurança e sustentabilidade: reduz circulação de veículos pesados, diminui exposição a riscos de acidentes, melhora o trânsito local e contribui para redução de emissões e impactos ambientais associados ao transporte.

  • Craque Neto detona Casimiro e diz que influenciador perdeu "humildade"

    Craque Neto detona Casimiro e diz que influenciador perdeu "humildade"

    Reprodução/ Redes sociais
    Imagem colorida de Craque Neto e Casimiro Miguel - Metrópoles

    Craque Neto expôs uma insatisfação com Casimiro Miguel em sua rádio e revelou que o dono da CazéTV teria se recusado a compartilhar uma entrevista com Neymar Jr. após a partida entre Santos e Novorizontino. Ele relembrou o começo da carreira de Miguel e afirmou que ele perdeu a humildade após o sucesso. 

    😬 Neto tá “pistola” com Casemiro.

    Craque Neto desabafou ao vivo após pedir imagens de uma entrevista de Neymar exibida na Cazé TV e ter a solicitação negada.

    Irritado, o apresentador lembrou que, anos atrás, no início da carreira do streamer Casimiro Miguel, conteúdos da… pic.twitter.com/mUtaKtm2Kd

    — É+Esportes (@emaisesportes) February 23, 2026

    “Lembra quando o Casimiro era um cara desconhecido? Eu não queria fazer as reações, aí o Matheus falou assim: ‘É importante para a nossa rádio, o cara é bom’. Fiz, a gente mandou camisa para ele, mandamos coisa”, iniciou.

    Aí deu a entrevista para o Neymar e os caras não mandaram a imagem para nós. Desculpa, cara, isso é falta de humildade. Isso é falta de visão daquilo que você era, quando você era o Casimiro”, disparou Craque Neto.

    Craque Neto ainda disse que “sempre esteve disposto” a ajudar a CazéTV e completou: “Eu entendo. Quando as pessoas crescem, ficam milionárias. Eu não, eu sou sempre o mesmo bost* de sempre, o Neto de sempre”.

    Pouco depois, no mesmo programa, Neto disse que recebeu uma mensagem de Casimiro para resolver a situação. “Casimiro, um beijo no coração. O Casimiro já respondeu aqui, está na paz de Deus. Está tudo bem, a gente ama você”, finalizou.

  • Semana começa com 927 vagas de emprego e salário de até R$ 2,8 mil no DF

    Semana começa com 927 vagas de emprego e salário de até R$ 2,8 mil no DF

    Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Carteira de Trabalho

    A semana começa com 927 vagas para quem procura um emprego nas Agências do Trabalhador do DF. As oportunidades atendem diversos níveis de escolaridade e têm remuneração de até R$ 2,8 mil.

    A vaga com maior remuneração é o de supervisor comercial, na Candangolândia. São quatro vagas, com exigência de ensino médio completo e experiência na função.

    Já o cargo com maior número de ofertas é o de fiscal de prevenção de perdas, em Samambaia Norte, com 30 oportunidades e salário de R$ 1,7 mil. Não é necessário ter experiência. O único requisito é ter ensino médio completo.

    Clique aqui e confira o quadro completo de vagas.

    Para participar dos processos seletivos, é preciso cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 Agências do Trabalhador do DF.

    Ainda que as vagas ofertadas nesta segunda-feira (23/2) não sejam de interesse do candidato, manter o cadastro atualizado pode garantir uma oportunidade futura.

    As agências do Trabalhador funcionam das 08h às 17h de segunda à sexta-feira.

  • O candidato de Kassab

    O candidato de Kassab

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Kassab defendeu Tarcísio

    Qual será o candidato do PSD de Gilberto Kassab a presidente da República? Respostas de 1.250 leitores:
    Eduardo Leite – 20,8%
    Ratinho Jr. – 55,2%
    Ronaldo Caiado – 24%

  • Zona Franca de Manaus financia o futuro da Amazônia

    Zona Franca de Manaus financia o futuro da Amazônia

    23/02/2026 06:00, atualizado 23/02/2026 06:00

    metropoles.com

    Na Amazônia, o tempo não se mede apenas pelo relógio. Ele se mede pela cheia e pela vazante dos rios, pelo esforço necessário para chegar onde a estrada não chega. Em um estado onde comunidades inteiras dependem da dinâmica das águas e onde o deslocamento pode levar dias, falar em desenvolvimento exige compreender essa realidade.

    É nesse cenário, onde o Brasil parece distante dos grandes centros decisórios, mas central na biodiversidade, na geopolítica e no debate climático global, que um modelo econômico transformou galpões industriais em salas de aula, incentivos fiscais em laboratórios e política tributária em formação acadêmica.

    A Zona Franca de Manaus costuma ser debatida em Brasília sob a lógica da planilha: quanto custa, quanto arrecada, quanto renuncia. Mas, no Amazonas, ela é vivida sob outra lógica: quantos médicos forma, quantos engenheiros retém, quantos professores chegam ao interior, quantas pesquisas deixam de ser sonho e viram solução.

    Modelo que vai além da fábrica

    Quando foi criada, em plena ditadura militar, a Zona Franca tinha objetivo claro: integrar a Amazônia ao restante do país. A preocupação era fixar população, garantir soberania e estruturar economia em um território vasto e historicamente negligenciado pelo poder central.

    Ao longo das décadas, o modelo evoluiu. Consolidou-se como polo industrial relevante, especialmente nos setores de eletroeletrônicos, duas rodas e bens de informática. Sobreviveu a crises econômicas, mudanças de governo e revisões constitucionais. Foi prorrogada sucessivamente até ter a vigência garantida na Constituição Federal até 2073.

    Mas, a legislação que sustenta esse modelo exige contrapartidas. Empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais devem investir em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). E, pela Lei de Informática, 5% do faturamento líquido deve ser destinado a essa finalidade.

    No Amazonas, isso não é formalidade contábil. É um motor transformador.

    “Quando alguém fala da Zona Franca apenas como renúncia fiscal, está olhando metade da equação. O Polo Industrial financia pesquisa, sustenta universidades e cria um ecossistema de inovação que impacta o estado inteiro.”

    Bosco Saraiva, superintendente da Zona Franca de Manaus

    Homem mais velho, de cabelos grisalhos, veste terno escuro e camisa clara. Está sentado atrás de uma mesa com um copo de água ao lado. Ao fundo, há um quadro colorido na parede. Ele sorri de forma confiante, transmitindo postura institucional.
    Bosco Saraiva: “O incentivo, aqui, não termina na fábrica. Ele percorre laboratórios, bibliotecas, salas de aula e centros de pesquisa”

    Universidade financiada pela indústria

    A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) é talvez o exemplo mais concreto dessa interdependência.

    Enquanto em outras unidades da federação as universidades estaduais dependem majoritariamente do orçamento estadual, no Amazonas a sustentação da UEA está conectada ao desempenho industrial.

    Presente nos 62 municípios do estado, ela é mantida com recursos vinculados às contribuições das empresas instaladas no Polo Industrial.

    Em 2025, essa conexão atingiu um patamar histórico. O financiamento destinado à Universidade do Estado do Amazonas ultrapassou R$ 929 milhões, consolidando a instituição como um dos maiores patrimônios educacionais sustentados pelo modelo da Zona Franca.

    O número não é apenas orçamentário, ele representa salas funcionando no interior, laboratórios equipados, bolsas de pesquisa mantidas e milhares de estudantes assistidos.

    Em 25 anos, a UEA formou mais de 80 mil profissionais. São médicos atuando no interior profundo, engenheiros absorvidos pela indústria e pelos institutos tecnológicos, professores indígenas fortalecendo a educação básica em territórios tradicionais, e pesquisadores desenvolvendo soluções adaptadas à realidade amazônica.

    Para o reitor André Zogahib, a universidade é hoje uma política pública estruturante.

    “A UEA não é apenas uma instituição de ensino superior. Ela é uma ferramenta de redução de desigualdade regional”, afirma.

    Segundo ele, a interiorização do ensino superior no Amazonas não pode ser analisada sob a mesma lógica de estados com malha rodoviária consolidada.

    “Educação não é gasto, é investimento. E, no Amazonas, isso é literal.”

    André Zogahib, reitor da UEA

    Homem jovem, barba aparada, usando camisa polo rosa, está em pé sorrindo diante de uma estante com prêmios e certificados. O ambiente parece ser um escritório institucional ou empresarial
    André Zogahib: “Nós levamos ensino superior onde muitas vezes o Estado só chegava de forma pontual. A presença da universidade reorganiza o município”

    Antes, concluir o Ensino Médio em muitos municípios significava enfrentar um dilema: migrar para Manaus, com custos financeiros e emocionais elevados, ou abandonar o sonho da graduação. Hoje, a universidade está presente em boa parte do território. O ensino chega por barco, por estrada, por avião quando necessário. Chega como política pública estruturada.

    Cursos como Engenharia registram empregabilidade quase imediata, impulsionada pelo Polo Industrial. Medicina, que enfrentou dificuldades nos primeiros anos, apresentou evolução em indicadores e infraestrutura. Segundo a gestão da UEA, cerca de 80% dos cursos cresceram em avaliações recentes.

    “Nós formamos profissionais conectados à realidade do Polo Industrial. Isso explica a absorção rápida de engenheiros e tecnólogos”, explica o reitor.

    Inovação aplicada

    Se a UEA representa o braço educacional do modelo, os institutos de tecnologia são a força aplicada.

    Ao todo, 183 institutos estão aptos a receber recursos de PD&I no Amazonas. Apenas em 2025, os investimentos superaram R$ 1,6 bilhão.

    Esses recursos financiam projetos de automação industrial, inteligência artificial, sistemas embarcados, certificação técnica, desenvolvimento de softwares, biotecnologia e soluções ambientais.

    “Aqui, a pesquisa nasce de uma demanda real. A indústria traz o desafio, e o instituto transforma isso em solução tecnológica.”

    Armando Ennes do Valle, diretor de Negócios da FPFtech (Fundação Paulo Feitoza)

    A FPFtech desenvolve sistemas, faz certificações, testa equipamentos, estrutura projetos de alta complexidade. Estudantes se tornam bolsistas. Bolsistas se tornam pesquisadores. Pesquisadores se tornam especialistas absorvidos pelo mercado.

    Esse movimento altera uma lógica histórica da Amazônia: a migração compulsória de talentos.

    “Antes, o jovem que queria trabalhar com tecnologia precisava sair do estado. Hoje, ele encontra aqui projetos de alta complexidade”, frisa Armando.

    Homem de cabelos grisalhos e barba curta, usando óculos e blazer claro, está sentado em uma mesa de escritório diante de um notebook. Ao fundo, há uma parede com um painel institucional. A expressão é séria e atenta, sugerindo ambiente corporativo e de tomada de decisão
    Armando Ennes do Valle: “A indústria nos apresenta um problema real. A partir disso, desenvolvemos a solução. O resultado volta para a empresa em forma de competitividade”

    O Polo Industrial é uma ferramenta

    Nilmar Pimenta, diretor educacional da FPF, destaca que o maior erro do debate nacional é tratar a Zona Franca como exceção fiscal, quando ela é, na prática, um modelo de desenvolvimento regional consolidado.

    “O Polo Industrial não é um privilégio. É uma ferramenta. Ele gera arrecadação, emprego, pesquisa e formação. Quando se enfraquece o modelo, enfraquece-se toda essa cadeia”, pondera.

    Para Nilmar, o impacto é sistêmico. A indústria não se limita a gerar postos de trabalho diretos. Ela movimenta serviços, logística, comércio e, principalmente, conhecimento.

    “Se você enfraquece a indústria, enfraquece a universidade. Se enfraquece a pesquisa, perde competitividade. É um sistema integrado.”

    Nilmar Pimenta, diretor educacional da FPF

    Ele ainda explica que o Amazonas preserva mais de 90% da cobertura florestal original; e que o Polo Industrial é apontado como um dos elementos que reduziram a pressão por atividades predatórias em larga escala.

    Homem de meia-idade, usando camisa social clara e crachá, está sentado em frente a uma parede verde com a palavra “Inovação” escrita em destaque. Ele sorri levemente. O ambiente é corporativo e moderno, remetendo a tecnologia e pesquisa
    Nilmar Pimenta: “Desenvolvimento e preservação não são opostos aqui. São complementares”

    Modelo sob pressão

    Apesar da consolidação histórica, a Zona Franca nunca foi consenso nacional.

    Debates sobre reforma tributária reacendem questionamentos sobre incentivos regionais. Estados mais industrializados questionam competitividade. Economistas discutem eficiência fiscal.

    Marcos Roberto de Paula, diretor da Fundação Matias Machline, alerta que a discussão precisa considerar desigualdades estruturais.

    “Não se pode tratar igualmente os desiguais. A Amazônia tem desafios logísticos, geográficos e históricos que não se comparam ao restante do país”, ressalta.

    Homem jovem de barba e óculos, usando camisa branca, está em área externa com jardins e prédios modernos ao fundo. Ele sorri diretamente para a câmera. O ambiente sugere campus universitário ou centro de pesquisa.
    Marcos Roberto de Paula: “Investimento em indústria e ciência não se faz no curto prazo. Precisa de previsibilidade”

    A floresta real

    A Amazônia é frequentemente retratada como lugar distante da tecnologia. Mas, nos laboratórios, a cena é outra: jovens pesquisadores discutindo inteligência artificial, sistemas embarcados e certificações técnicas em estruturas modernas instaladas no meio da maior floresta tropical do planeta.

    “Quando se fala em acabar ou reduzir incentivos, é preciso perguntar: o que acontece com a universidade? Com os institutos? Com a formação de milhares de jovens?”, questiona Bosco Saraiva, superintendente da Zona Franca de Manaus.

    A Amazônia sempre foi vista como fronteira ora a ser ocupada, ora a ser preservada. O que o modelo da Zona Franca demonstra é que ela também pode ser território de conhecimento.

  • Aliados de Alcolumbre desconfiam da intenção de Renan ao ouvir Vorcaro

    Aliados de Alcolumbre desconfiam da intenção de Renan ao ouvir Vorcaro

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Renan Calheiros durante comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles 2

    Aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) desconfiam das reais intenções de Renan Calheiros (MDB-AL) ao articular o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

    A aposta dos aliados de Alcolumbre é de que o alvo principal de Renan com a oitiva não seria a relação do banqueiro com Arthur Lira (PP-AL), adversário do emedebista em Alagoas, mas, sim, com o próprio atual presidente do Senado.

    Aliados de Alcolumbre lembram que Lira conhece Vorcaro por intermédio do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. Mas, diferentemente de Ciro e de Alcolumbre, Lira e o banqueiro não seriam tão próximos assim.

    A avaliação dos aliados de Alcolumbre é de que Renan quer usar o depoimento do dono do Master, na verdade, para atingir o atual presidente do Senado, de olho na próxima disputa pelo comando da Casa, em fevereiro de 2027.

    Para senadores próximos a Alcolumbre, Renan nunca engoliu a derrota para o senador amapaense na eleição para a presidência do Senado. O senador alagoano, avaliam, ainda sonharia em voltar a comandar a Casa.