Colesterol alto? O que comer para ajudar a controlar o quadro

Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images
Placa de colesterol em artéria. Ilustração 3D.

Receber o resultado de um exame com colesterol alto costuma gerar dúvidas imediatas: o que posso comer? O que preciso mudar na rotina? A boa notícia é que, na maioria dos casos, ajustes consistentes no dia a dia já trazem impacto real nos níveis de colesterol e na saúde do coração.

O primeiro passo está no prato. Priorizar alimentos ricos em fibras é uma das estratégias mais eficazes. Verduras, legumes, frutas, leguminosas e grãos integrais ajudam a reduzir a absorção de colesterol no intestino.Vegetais verde-escuros, como couve, espinafre e brócolis, merecem destaque por contribuírem também com compostos antioxidantes que protegem as artérias.

As gorduras boas devem substituir as gorduras ruins, e não serem eliminadas. Azeite de oliva, abacate, oleaginosas e sementes auxiliam no aumento do HDL, conhecido como “colesterol bom”. Peixes ricos em ômega 3, como sardinha e salmão, também entram como aliados importantes na redução da inflamação e na proteção cardiovascular.

Por outro lado, alguns alimentos merecem moderação.

Ultraprocessados, frituras, embutidos, fast-food e produtos ricos em gorduras trans e açúcares adicionados favorecem o aumento do LDL, o “colesterol ruim”. O excesso de bebidas alcoólicas também pode desregular o metabolismo das gorduras e sobrecarregar o fígado.

Estilo de vida ajuda a controlar o colesterol alto

Além da alimentação, o estilo de vida faz diferença. Praticar atividade física regularmente ajuda o organismo a utilizar melhor as gorduras circulantes, melhora a sensibilidade à insulina e contribui para o aumento do HDL. Dormir bem, controlar o estresse e abandonar o tabagismo são atitudes que impactam diretamente os exames de colesterol, ainda que muitas vezes sejam subestimadas.

alimentos colesterol
Controlar o colesterol de forma natural é possível, e isso pode ser feito com mudanças simples na alimentação

Outro ponto essencial é não se basear apenas em soluções rápidas. Dietas muito restritivas, modismos alimentares ou exclusões extremas tendem a falhar no médio prazo. O controle do colesterol é resultado de constância, não de medidas radicais.

Por fim, cada caso precisa ser avaliado individualmente. Em algumas situações, o uso de medicamentos é necessário, mas eles funcionam melhor quando caminham junto com mudanças reais no comportamento alimentar e na rotina.

Mais do que baixar um número no exame, o objetivo é proteger o coração e a saúde ao longo dos anos.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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