
Com construções milenares esculpidas na rocha e um charme que parece suspenso no tempo, Matera, na região da Basilicata, foi eleita pela Condé Nast Traveller como uma das 7 Maravilhas do Mundo para 2026. Considerada uma das cidades mais antigas do planeta, o destino reúne assentamentos que remontam ao Paleolítico, há mais de 10 mil anos.
Habitada até hoje, Matera preserva sua arquitetura singular em pedra, especialmente na região dos “Sassi”, onde cavernas escavadas na rocha abrigaram gerações inteiras. Esses espaços foram ocupados até a década de 1950, período em que a cidade era vista como uma das mais pobres da Itália. Sem acesso à água encanada, energia elétrica ou saneamento básico, parte da população vivia em condições extremamente precárias.
Diante desse cenário, o governo italiano promoveu a retirada dos moradores. O renascimento viria décadas depois: a partir dos anos 1980, as cavernas passaram por um amplo processo de revitalização e foram transformadas em hotéis-boutique, restaurantes e espaços culturais. Com a repaginação e arquitetura singular, o local não demorou a chamar atenção dos estúdios, sendo cenário cinematográfico para filmes como A Paixão de Cristo e Mulher-Maravilha.
Como aproveitar Matera
Se durante o dia Matera impressiona pela história e imponência, à noite ela se transforma: a iluminação amarelada e indireta cria uma atmosfera quase cenográfica, realçando ainda mais o desenho orgânico das construções de pedra. Para aproveitar com calma, viajantes recomendam ao menos duas noites na cidade. Também é possível visitá-la em um bate-volta a partir de Nápoles ou da Costa Amalfitana.
Em 2026, a cidade ganha ainda mais atrativos. Ao lado de Tetouan, no Marrocos, a cidade será a Capital Mediterrânea da Cultura e do Diálogo (MCCD). Ao longo do ano, exposições, workshops, mostras de cinema e apresentações ao vivo vão ocupar ruas e praças sob o tema “Terre Immerse” (“terras imersas”).
O convite ao visitante é simples e irresistível: perder-se pelas vielas de pedra, explorar as cavernas paleolíticas e percorrer escadarias sinuosas que revelam desfiladeiros dramáticos, ravinas rochosas e palácios barrocos que surgem como miragens douradas ao pôr do Sol. O acesso é simples e pode ser feito de trem, ônibus ou carro — a parte difícil mesmo é ir embora.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário