
Uma escola localizada na Asa Norte (DF) teve cabos de ar-condicionado furtados três vezes em um intervalo de cinco dias, de 18 de janeiro até esta quarta-feira (28/1). O nome da escola não será revelado a pedido da direção, que não quer gerar sensação de insegurança e medo para os alunos.
Veja imagens:
Por meio de câmeras de segurança da escola, os donos flagraram dois homens furtando os cabos de ar-condicionado que ficam do lado externo do estabelecimento nos dias 24 e 28 de janeiro. Os homens agiram sozinhos nas duas ocasiões, durante a parte da noite, e roubaram os cabos elétricos com facilidade.
Coordenadora administrativa do colégio, Taíssa Marinho explicou que o suspeito não se intimida ao furtar os cabos mesmo com as câmeras filmando ele. “As pessoas simplesmente não se intimidam, esse rapaz não se intimidou em nenhum momento. Esse conforto que ele tem para furtar gera uma preocupação”, relatou.
“A gente vai chamar uma pessoa para ir lá e consertar, mas a gente tem certeza que em menos de uma semana ele vai voltar lá e vai refazer o estoque dele. Ele está roubando toda a fiação, todos os fios que ficam ali. E a gente não sabe mais o que fazer. Estamos rendidos, porque não tem como eu colocar para dentro o equipamento do ar condicionado”, lamentou.
A escola pretende estudar maneiras de driblar a insegurança e pede reforço de policiamento na região. “A gente precisa de mais policiamento, de uma presença mais constante para ver se a gente consegue inibir, porque é um problema tão complexo e a gente se sente muito vulnerável. A gente vai investir, mas a gente sabe que esse dinheiro investido tem grandes chances de se perder”, contou a coordenadora.
Durante o dia, a escola tem vigilantes que fazem a segurança, mas na madrugada a área é monitorado somente por câmeras.
A gestora da escola já abriu Boletins de Ocorrência e entregou as imagens para que a Polícia Civil do DF (PCDF) possa tomar providências e identificar os autores.
Três furtos por dia
O Plano Piloto, incluindo as asas Norte e Sul, concentrou 602 ocorrências, mantendo-se como a região mais crítica.
O Metrópoles procurou a Polícia Militar do DF (PMDF), responsável pelo policiamento na região, mas a corporação não respondeu aos questionamentos da reportagem até a última atualização deste texto. A matéria será atualizada tão logo a PM emita qualquer parecer.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário