Foragido, MC Negão exaltava golpes em músicas e divulgava bets. Veja vídeo

Reprodução/ Instagram
Imagem colorida do Mc Negão Original. Metrópoles

Alvo de uma megaoperação policial por envolvimento em golpes digitais em série, João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original, teve letras de músicas e conteúdos publicados nas redes sociais incorporados às linhas de apuração que investigam a atuação de uma quadrilha responsável por lavar cerca de R$ 100 milhões obtidos com fraudes em todo o país.

A investigação aponta que o grupo montou uma engrenagem financeira baseada no uso intensivo de fintechs e plataformas de apostas on-line (bets) para ocultar e pulverizar o dinheiro de crimes como falso advogado, falsas decisões judiciais e fraudes contra beneficiários do INSS.

Após convencer vítimas a realizarem transferências, os valores eram rapidamente enviados para contas abertas em instituições digitais, muitas delas criadas com documentos de terceiros ou identidades falsas.

A facilidade de abertura de contas e a alta rotatividade eram exploradas para acelerar a circulação do dinheiro. Em poucos minutos, os recursos passavam por dezenas ou centenas de transações fracionadas, dificultando o rastreamento da origem e do destino final.

Paralelamente, empresas de fachada eram usadas para emitir notas fiscais frias e simular prestação de serviços, permitindo que valores oriundos das apostas e das fintechs fossem formalizados como receita empresarial, conferindo aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.

Dentro desse contexto, investigadores chamaram atenção para letras de músicas do cantor que fazem referência direta a práticas criminosas, como cartões clonados e transferências via Pix. Em uma das canções, MC Negão canta: “Bonde do vapo dos cartão clonado que paga seu job e te come bandida. Faz pix no seu CPF”

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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