
Manifestantes marcharam no fim da tarde desta segunda-feira (5/1) do Museu da República até a Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, em protesto contra o que classificam como “ações imperialistas na América Latina”, com foco na situação política da Venezuela. O grupo iniciou a caminhada às 18h e chegou ao destino por volta das 18h30.
Durante o ato, os participantes entoaram palavras de ordem como: “Se cuida, seu fascista. América Latina vai ser toda comunista”, “Vai tomar no c*, Trump e Israel. Aqui é Palestina” e “Estamos aqui contra as barbaridades do imperialismo”. Em discursos e faixas, os manifestantes defenderam a soberania venezuelana e pediram a libertação do presidente deposto Nicolás Maduro.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) mobilizou ao menos oito viaturas para acompanhar a manifestação. Duas delas seguiram junto com a marcha, além de duas viaturas do Corpo de Bombeiros (CBMDF). Durante o deslocamento, as vias L2 e L4 foram interditadas para garantir a segurança dos manifestantes e do trânsito.
Ofensiva americana
A manifestação foi convocada após uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos, realizada na madrugada de sábado, contra a Venezuela. A ação teria resultado na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, que estão sob custódia de autoridades norte-americanas e serão levados à Justiça em Nova York, sob acusações de narcoterrorismo.
O protesto desta segunda-feira dá continuidade às mobilizações iniciadas no fim de semana. No sábado (3/1) o mesmo grupo realizou um ato em frente à Embaixada da Venezuela, também em Brasília, em apoio ao governo venezuelano e em repúdio às ações atribuídas aos Estados Unidos.
“Eu estou revoltada. O que estão fazendo com a Venezuela é um absurdo. A gente está aqui para exigir a libertação do Maduro já e o fim dessas interferências imperialistas. A América Latina precisa ser respeitada”, declarou.
Luiz Philipe, de 21 anos, integrante da diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que o ato denuncia uma ameaça à soberania de toda a região.
“O que aconteceu na Venezuela foi um ataque geral à soberania do país, mas também cria um precedente para toda a América do Sul e a América Latina. Quando um presidente estrangeiro se sente no direito de entrar em outro país e sequestrar um chefe de Estado, isso representa uma quebra da autodeterminação dos povos”, disse.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário