
O advogado Albert Halex, que defende a família do adolescente de 16 anos agredido por Pedro Arthur Turra Basso, criticou a decisão do Tribunal da Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pelo indeferimento do pedido de prisão do piloto agressor.
“Criou-se um argumento para que o agressor permaneça solto”, ressaltou.
A manifestação foi feita em seu perfil nas redes sociais. Na publicação, o advogado rebate que a Justiça ignorou as novas diligências encaminhadas ao inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e só atendeu “ao princípio da instrumentalidade das formas”.
“Ignoraram vários princípios quais cito: a ordem pública, paz social, da derrotabilidade e obstrução a justiça“, contou.
No processo, a 2ª Vara Criminal de Taguatinga julgou que, nesse momento, a vítima e seu representante não tem legitimidade para pedir a prisão e, por esse motivo, o pedido foi indeferido.
O juiz explica que a decisão se dá porque o caso ainda está em fase de inquérito policial e não houve denúncia formal.
Na decisão, o juiz negou também o pedido da defesa do piloto de tornar o processo sigiloso. O adolescente permanece internado na UTI.
Veja o momento em que Pedro Turra agride adolescente que está na UTI:
Histórico de crimes do piloto
O soco que derrubou um adolescente de 16 anos, levando-o à UTI, foi o episódio de violência mais recente envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.
Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal:
A primeira ocorrência foi registrada em 28 de junho de 2025, na 21ª Delegacia de Polícia (Águas Claras). Pedro teria agredido um jovem em uma praça após desentendimento antigo envolvendo sua então namorada.
Na ocasião, o piloto acertou um soco na costela da vítima, aplicou-lhe um mata-leão e ainda continuou o agredindo por aproximadamente 5 minutos, até a intervenção de amigos. O caso segue sob investigação.
A segunda ocorrência envolve uma adolescente de 17 anos, que afirmou ter sido coagida a ingerir bebida alcoólica durante uma festa no Jockey Club, em junho de 2025. Segundo relato, a jovem era amiga de infância da namorada de Pedro e teria sido pressionada a beber vodca, mesmo se recusando.
Ele teria mandado que outras pessoas segurassem seu braço e a encurralado para forçar a ingestão da bebida. O episódio foi registrado em vídeo anexado à investigação e pode se enquadrar no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza a venda e a oferta de bebidas ou drogas para menores de idade. A pena é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.
A última ocorrência envolve uma briga de trânsito em 19 de julho de 2025, em Águas Claras. Segundo o boletim registrado na 21ª DP (Taguatinga Sul), a confusão envolveu três veículos: um Chevrolet Prisma prata, dirigido pela vítima, um Porsche branco e um Fiat Fastback, ocupados por Pedro, a namorada e outros dois homens.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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