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Estagiários de graduação e pós do TJAC são convocados para envio de documentos
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) publicou nesta quinta-feira, 19, uma série de editais convocando acadêmicos aprovados em processos seletivos simplificados para estágio, com atuação em diversas comarcas do estado. As convocações constam no Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (19).
Os editais nº 04/2026, 07/2026 e 12/2026 contemplam estudantes de graduação e pós-graduação, convocados para entrega de documentação obrigatória no prazo de até cinco dias úteis, sob pena de perda da vaga.
No edital nº 04/2026, referente à 45ª convocação de estagiários de graduação, foi chamado o acadêmico Jardson da Silva Prudêncio, do curso de Letras, classificado em 4º lugar, para atuação na comarca de Mâncio Lima. Já o edital nº 12/2026 trata da 14ª convocação de estudantes de graduação, incluindo candidatos do curso de Administração para Rio Branco, como Tássia Dias do Couto, Lívia Valente de Oliveira e Arão Roque da Silva Félix.
Por sua vez, o edital nº 07/2026 convoca candidatos aprovados para estágio de pós-graduação, especialmente nas áreas de Psicologia e Serviço Social, com vagas destinadas à comarca de Rio Branco. Entre os convocados estão Marcos Gomes Moreira, Lucas Oliveira do Nascimento Silva e Gabriela Xavier Maia Gepke, além de candidatas como Dilainne Vieira Silvino, Marizete Bento da Silva Cruz e Elizete Costa de Melo.
As convocações seguem orientação do Conselho Nacional de Justiça sobre a necessidade de melhor distribuição da força de trabalho no Judiciário, além de reforçar o suporte às atividades essenciais nas unidades judiciais e administrativas.
De acordo com o TJAC, a entrega da documentação é etapa fundamental para efetivar o cadastro dos candidatos e agilizar a convocação conforme surgimento de vagas. Os documentos exigidos incluem identificação pessoal, comprovantes acadêmicos, certidões negativas, declaração de vínculo e regularidade eleitoral, entre outros.
O envio deve ser feito exclusivamente por e-mail, em arquivo único no formato PDF. O Tribunal alerta que o não cumprimento dos requisitos ou a apresentação de informações inverídicas pode resultar no desligamento imediato do estagiário.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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Defensoria Pública do Acre atualiza exigências para estagiários de nível superior
O Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Acre aprovou a Resolução Administrativa nº 003/2026, que modifica critérios para contratação de estagiários de nível superior no órgão. A medida atualiza dispositivos da norma anterior, publicada em 2025, com o objetivo de adequar o programa de estágio à realidade das unidades da capital e do interior.
Assinada pela defensora pública-geral Juliana Marques Cordeiro, a resolução estabelece novas diretrizes para os requisitos mínimos exigidos nos processos seletivos, especialmente quanto ao período do curso dos candidatos.
De acordo com o texto, para estágios na área de Direito na capital, os candidatos deverão estar, no mínimo, a partir do 5º período ou no início do 3º ano da graduação. Já nas unidades do interior, os editais poderão flexibilizar essa exigência, levando em consideração as particularidades locais e a disponibilidade de instituições de ensino superior.
A norma também prevê mudanças para cursos de outras áreas. Nesses casos, tanto na capital quanto no interior, o período mínimo exigido será definido diretamente nos editais de seleção.
A alteração busca tornar o programa mais eficiente, ampliando as oportunidades para estudantes e garantindo melhor preenchimento das vagas de estágio. Segundo a Defensoria, a medida leva em conta as diferenças regionais e acadêmicas, especialmente em municípios mais afastados, onde há menor oferta de cursos ou maior dificuldade de acesso ao ensino superior.
Apesar das mudanças, a resolução mantém a obrigatoriedade de que todos os candidatos estejam regularmente matriculados em instituições de ensino superior conveniadas com a Defensoria Pública.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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Sebrae junto com parcerias lançam 1ª edição do Cultura na Praça em Rio Branco
Um projeto liderado pelo Sebrae, com apoio de instituições públicas e privadas, promete movimentar a economia criativa em Rio Branco. A iniciativa vai ocupar espaços como a Praça Povos da Floresta com música, grafite, poesia e gastronomia regional, além de promover city tour guiado pelo centro histórico. O objetivo é fortalecer artistas, valorizar a cultura […] -

PF investiga fraude de R$ 600 mil em pensão por morte do INSS
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (19/3), a Operação Copium para investigar um esquema de fraude na concessão de pensão por morte do INSS na Grande Vitória, no Espírito Santo.
Segundo a investigação, uma mesma pessoa teria usado identidades diferentes para receber indevidamente o benefício.
O caso começou a ser apurado em 2023, após desdobramentos de outra investigação conduzida em Minas Gerais, que já apontava irregularidades em benefícios previdenciários nos dois estados.
Até o momento, o prejuízo identificado passa de R$ 600 mil, mas o valor pode ser maior com o avanço das apurações e a identificação de novos envolvidos.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal.
A investigada pode responder por falsificação de documentos, uso de documento falso e estelionato previdenciário.
A Polícia Federal segue com as investigações para dimensionar o alcance do esquema.
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Polícia mira "Piratas do shopping", que lucrou R$ 26 milhões em furtos. Veja vídeo
PCES/Divulgação
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu três pessoas, em Goiás (GO) e no Distrito Federal (DF), suspeitos de integrar uma quadrilha conhecida como “Piratas dos Shoppings”, responsável pelo furto a uma joalheria em Vila Velha, na Grande Vitória, no dia 21 de fevereiro deste ano. O prejuízo foi avaliado em cerca de R$ 300 mil.
Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, Amanda Lorena Tavares Xavier, de 24, e Ingrid Naiara Moraes Araújo, de 28, foram presos na ação deflagrada por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra Estabelecimentos Comerciais (DCCEC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
A organização criminosa, que tem origem na região do DF, já teria, segundo a Polícia Civil, causado prejuízo estimado em R$ 26 milhões a comerciantes em todo o país.
Furto a joalheria
A operação está relacionada a um furto qualificado ocorrido no dia 21 de fevereiro deste ano, em uma joalheria localizada em um shopping da Grande Vitória.
De acordo com as investigações, o estabelecimento foi invadido durante a madrugada e saqueado, assim como uma loja vizinha. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 330 mil.
De acordo com a polícia, a ação criminosa foi minuciosamente planejada. Um dos suspeitos abriu um buraco na parede de gesso que separava os estabelecimentos e permaneceu escondido dentro da loja durante toda a noite.
As investigações, conduzidas de forma integrada entre a PCES e os setores de inteligência das Polícias Militares de Goiás e do Distrito Federal, llevou à identificação de um dos envolvidos, apontado como integrante de uma organização criminosa conhecida como “Piratas dos Shoppings”.
Kawê Sampaio é apontado como uma das lideranças do grupo e possui antecedentes por crimes semelhantes.
Um quarto homem, flagrado por câmeras de segurança durante a ação em um shopping de Vila Velha, ainda não foi identificado.
O flagrante
Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação dos suspeitos e a reconstituição do crime. No dia da ação, Kawê, Ingrid e um terceiro homem entraram no shopping próximo ao horário de fechamento. O grupo utilizou um dispositivo conhecido como “chapolim”, capaz de clonar o controle de acesso das lojas.
Segundo o delegado Gabriel Monteiro, os criminosos se aproximavam dos lojistas no momento de abertura ou fechamento das lojas para captar o sinal dos controles. Após a clonagem, conseguiam abrir os estabelecimentos sem levantar suspeitas.
Com o acesso liberado, o grupo aguardou o encerramento das atividades no shopping. Em seguida, uma loja de roupas foi reaberta, permitindo a entrada de Kawê, que carregava uma mochila. Os demais deixaram o local sem chamar atenção.
Já no interior do estabelecimento, o suspeito recolheu alguns produtos, mas o alvo principal era a joalheria ao lado. Durante a madrugada, ele abriu um buraco na parede de gesso que separava os dois pontos comerciais e invadiu o local.
Dentro da joalheria, foram selecionadas peças de maior valor. O suspeito permaneceu escondido até o dia seguinte e, durante a ação, danificou equipamentos de videomonitoramento para dificultar a identificação.
As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa, bem como possíveis receptadores das joias furtadas.
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Saiba o motivo da internação do ator Juca de Oliveira, aos 91 anos
TV Globo/Frederico Rozário
Juca de Oliveira está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde a última sexta-feira (13/3). A informação foi divulgada pela assessoria do ator nesta quinta (19/3).
Causa da internação de Juca de Oliveira
No texto, a equipe informou que o artista “encontra-se em estado delicado de saúde, ocasionado por uma pneumonia e condição cardiológica“. Juca de Oliveira completou 91 anos na última segunda-feira (16/3).
“O ator, autor e diretor Juca de Oliveira, membro da Academia Paulista de Letras, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês desde sexta-feira passada. Com 91 anos de idade, Juca de Oliveira celebrou seu aniversário na segunda-feira e, infelizmente, encontra-se em estado delicado de saúde, ocasionado por uma pneumonia e condição cardiologica”, diz a nota.
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Câmara instala e elege presidente da Comissão de Finanças e Tributação
Reprodução/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados instalou, nesta quinta-feira (19/3), a Comissão de Finanças e Tribução (CFT). O colegiado elegeu, ainda, o presidente, vice-presidente e segundo vice-presidente. O voto foi secreto.
O presidente será o deputado Merlong Solano (PT-PI). Terá como vice o deputado Paulo Guedes (PT-MG), e segundo vice-presidente o deputado Vermelho (PP-PR). Receberam 25 votos favoráveis.
A CFT é responsável por analisar o impacto orçamentário e financeiro das propostas em tramitação na Casa. Cabe ao colegiado avaliar se projetos de lei, medidas provisórias e outras matérias estão de acordo com as regras fiscais vigentes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, e se indicam corretamente as fontes de recursos para custear novas despesas.
Além disso, a comissão examina temas relacionados ao sistema tributário nacional, incluindo alterações em impostos, contribuições e políticas fiscais.
Também compete à CFT acompanhar a execução do orçamento público, fiscalizar a arrecadação e os gastos da União e emitir pareceres sobre matérias que envolvam receitas e despesas públicas.
Na prática, o trabalho da comissão funciona como um filtro técnico: propostas que criam gastos ou reduzem receitas só avançam no processo legislativo se demonstrarem viabilidade financeira e compatibilidade com o equilíbrio das contas públicas.
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Relator da CPI do Crime critica Gilmar e fala em "muro de proteção"
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O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), criticou nesta quinta-feira (19/3) a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular a quebra dos sigilos fiscal e bancário do fundo Arleen. A medida havia sido deliberada um dia antes, na quarta-feira (18/3), pelo colegiado.
Segundo Vieira, a decisão reafirma um “muro de proteção” em torno do também ministro Dias Toffoli. O fundo Arleen está ligado a Fabiano Zettel — cunhado e operador de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — e figura entre os antigos sócios do resort Tayayá, empreendimento que teve a família de Toffoli como participante.
O parlamentar afirmou ainda ver uma “ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos”.
Segundo o senador, o fundo Arleen era operado por uma organização criminosa, em referência ao Banco Master, para a realização de pagamentos a terceiros.
“Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça”, disse Vieira.
“Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”, acrescentou.
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Inteligência climática, pero no mucho (por Felipe Sampaio)

A inteligência é o atributo humano mais festejado nos bancos escolares e mesas de bar. Basta lembrar que nossa safra antropológica se autodenominou ‘homo sapiens’. Não era à toa que René Descartes afirmava que “o bom senso é a coisa melhor distribuída, porque todos acreditam possuí-lo em grande quantidade”. Há controvérsias. Como é que um bicho que se acha inteligente não cansa de degradar o meio ambiente que o sustenta?
Parece haver um impulso insaciável de botar a mão em recursos naturais para os propósitos mais supérfluos e em quantidades superiores às nossas necessidades fundamentais. Nietzsche dizia que o homem é o único animal capaz de atribuir valor subjetivo às coisas, além de sua utilidade real. É nessa praia que o mercado deita e rola. São inacabáveis designs, cores, modelos, marcas, dos itens mais variados, desde um cotonete até um carro de luxo, passando por todo tipo de bugiganga. O mercado fica feliz, mas não tem planeta que aguente.
O resultado é a mudança climática, uma realidade incontornável que avança desembestada. E, quando vamos tomando consciência do estrago, sempre aparece uma distração maior que nos desvia do caminho de reparação do meio ambiente (que seguimos consumindo sem limites). Como nada está tão ruim que não possa piorar, a distração geralmente tem a ver com alguma guerra mal explicada. Sejamos francos, as guerras são lucrativas por si e, de quebra, ainda proporcionam o medo e a incerteza necessários para desanimar o debate socioambiental e dar um gás na ansiedade de consumo. O risco de perder soberania – seja territorial, energética ou alimentar – coloca na geladeira qualquer tratativa de descarbonização da economia e transição para energias renováveis.
É aí que deveria entrar a inteligência do sapiens. No caso, poderíamos chamar de inteligência climática. Não confundir inteligência com informação, conhecimento ou tecnologia (tampouco com inteligência artificial). Inteligência de verdade significa a capacidade de usar todo esse pacote de saberes pata tomar decisões com lucidez de intenções. Colocar em movimento uma inteligência climática começa pela humildade de reconhecer o poder da natureza e a fragilidade da vida humana (inclusive dos homens brancos ricos).
Vale destacar que o Estado é imprescindível nessa escala de intervenção. Para isso, o Estado do sapiens também precisa ser um Estado inteligente. Quem chama a atenção para esse aspecto é a CEO do GovTec Lab, Téo Foresti Girardi. Como curadora do São Paulo Innovation Week, ela lembra aos executivos privados e públicos que “O verdadeiro diferencial competitivo dos governos, daqui em diante, estará menos na aquisição de tecnologia e mais na construção de capacidade institucional para empregá-la com propósito, coordenação e responsabilidade” (Estadão, 17/03/26).
Como pesquisadora em inovação governamental, Téo Foresti aproveita para puxar a orelha dos inquilinos da Terra da Santa Cruz: “O Brasil precisa, com urgência, de mais espaços que ajudem a formular suas escolhas com efetividade, porque o futuro dos governos não começa amanhã, ele começa agora, nas decisões que somos capazes de tomar hoje”.
Em resumo, entre um míssil e outro, o homo sapiens precisa praticar sua inteligência, tirar o aquecimento global da gaveta, aprofundar os estudos sobre a mudança climática, usar a tecnologia para simular cenários e para calcular custos e riscos. E, acima de tudo, para planejar as adaptações do modo de vida humano, dos mercados e da política à nova realidade do meio ambiente terrestre.
Felipe Sampaio:Cofundador do think tank Centro Soberania e Clima; com atuação em grandes empresas, organismos internacionais e terceiro setor; dirigiu a área de estatísticas no Ministério da Justiça; chefiou a assessoria especial do Ministro da Defesa; foi subsecretário de Segurança Urbana do Recife, é diretor de programas no Ministério do Empreendedorismo e Microempresa.
