Blog

  • Itamaraty dá novo passaporte a Erika Hilton após governo Trump registrá-la com gênero masculino

    Itamaraty dá novo passaporte a Erika Hilton após governo Trump registrá-la com gênero masculino

    O Itamaraty concedeu um novo passaporte diplomático para Erika Hilton após o governo de Donald Trump registrá-la com o gênero masculino ao emitir o visto da parlamentar.

    A revelação foi feita por Erika Hilton em entrevista à coluna nesta quinta-feira (19/3). Quando recebeu o visto dos Estados Unidos, em 2025, a deputada chegou a acionar a ONU e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    “O meu visto, o Itamaraty me deu um passaporte novo para que eu não precisasse mais andar com aquele passaporte. Eles [Estados Unidos] só mudaram o gênero no visto, eles não mudaram no passaporte. Mas eu não queria um carimbo no meu passaporte com aquela tamanha violência. Então eu pedi a emissão de um novo passaporte. Então o meu passaporte antigo está guardado, porque também há vistos de outros países”, informou Erika Hilton.

    Erika Hilton informou que não houve avanço em relação às representações enviadas à ONU e à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

    “Essa [emissão de um novo passaporte pelo Itamaraty] foi a maior medida a que nós conseguimos chegar. O mundo está em guerra. A ONU precisaria se manifestar em outras instâncias, não só na violência que eu sofri. Tem violação de direitos humanos, tem gente inocente morrendo, e a ONU me parece com uma incapacidade de conseguir dar uma resposta à sociedade. Está debaixo do guarda-chuva fascista de Donald Trump, alinhado com Israel.”

    “Não piso nos EUA”

    Erika Hilton afirmou que não pisará nos EUA enquanto Donald Trump permanecer na presidência do país.

    “Não tem como eu pisar nos Estados Unidos. Para pisar nos Estados Unidos, preciso abrir mão da minha identidade, de quem eu sou, então não tem a menor possibilidade de eu ir aos EUA.”

  • Veja próximos passos após prisão de coronel da PM pela morte de Gisele

    Veja próximos passos após prisão de coronel da PM pela morte de Gisele

    Reprodução
    Imagem colorida mostra tenente-coronel preso por suspeita de feminicídio

    Preso nessa quarta-feira (18/3) sob suspeita de feminicídio, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, 53, foi denunciado tanto na Justiça Militar quanto na Justiça comum. Ele é investigado pela morte da companheira e soldado da PM Gisele Alves Santana. Ao final do processo, o agente pode ser condenado nos dois tribunais.

    Geraldo Leite Rosa Neto foi detido em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após solicitação da Corregedoria da PM ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Posteriormente, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) também defendeu a prisão, que foi decretada pelo Tribunal de Justiça (TJSP) no final da tarde.

    Na prática, os dois processos funcionam em paralelo, o que iniciou uma discussão sobre qual tribunal é competente para o caso. A própria defesa do tenente-coronel questionou o decreto de prisão do TJM e afirmou que entrou com reclamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque Geraldo Neto está preso “por duas justiças distintas”. “Se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”, disse o advogado Eugênio Malavasi.

    Oficialmente, crimes cometidos por militares são apreciados pela Justiça Militar. Mas casos de homicídio praticados por um policial contra vítimas civis são analisados na Justiça comum.

    Ao Metrópoles, a advogada criminalista Renata Camila Alves Prado afirmou que a discussão acontece porque a vítima também era da PM, o que motivaria o julgamento na Justiça Militar. No entanto, como o crime teria sido motivado por questões particulares alheias à instituição, a competência passa à Justiça comum. Segundo a especialista, o envolvimento dos dois tribunais não prejudica o andamento do processo.

    “A Justiça comum irá processar o crime de feminicídio e fraude processual. Já a Justiça Militar irá, ao final, processá-lo pelas condutas administrativas, ou que gerem impacto, pois muitos crimes acabam sendo punidos tanto na Justiça comum como na Justiça Militar”, afirmou.

    Prisão e próximos passos

    Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São José dos Campos, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (18/3). Em seguida, ele foi levado ao 8º Distrito Policial (Belenzinho), na região central da capital paulista, para prestar depoimento. Segundo a apuração do Metrópoles, o agente sustentou a versão de que a soldado Gisele cometeu suicídio, tese questionada pelos investigadores (veja mais a seguir).

    Após o depoimento, ele passou por exame de corpo de delito no Hospital da Polícia Militar e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde foi recebido com abraços por colegas de farda e permaneceu preso. A audiência de custódia deve ser tealizada, nesta quinta-feira (19/3), por videoconferência. A prisão preventiva não tem prazo de validade e deve ser revisada por juiz a cada 90 dias.

    Segundo as autoridades, os pedidos de prisão foram motivados para garantir a ordem pública e o andamento das investigações. O magistrado do TJM destacou o risco de interferência nas investigações, inclusive pela possibilidade de influência sobre testemunhas, além da gravidade concreta dos fatos apurados.  Já o TJ destacou que o réu ocupa alto cargo na hierarquia da PM e muitas testemunhas são da corporação, o que poderia influenciar os depoimentos.

    Polícia Civil descarta suicídio

    O caso foi inicialmente tratado como suicídio. No entanto, passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio e fraude processual após o avanço das investigações do 8º DP, que analisou laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após a a morte da PM.

    Segundo a perícia, Gisele foi “abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita. Após o disparo, o corpo foi deposto ao chão, houve escoamento sanguíneo e manipulações subsequentes (inclusive posição da arma na mão)”, descreveu o documento.

    As autoridades também levaram em consideração o contexto de violência doméstica que rodeava o relacionamento entre Geraldo e Gisele. O tenente-coronel ainda usava sua posição hierárquica para potencializar a violência, apontaram as apurações.

    “Os primeiros socorristas relataram que a cena que presenciaram ao chegarem no local do ocorrido foi atípica para suicídio: Gisele estava ao solo, envolta por toalha, com a arma semiempunhada na mão direita, sem contratura muscular, tendo sido retirada com facilidade pelo socorrista, com manchas de sangue concentradas na região da cabeça e do braço direito. Além disso, o investigado estava no corredor, sem camisa, ao telefone, mantendo tranquilidade incomum ao contexto, enquanto a Sd PM Gisele ainda apresentava batimentos cardíacos e respiração profunda e agonizante no interior do apartamento”, disse o documento.

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência. Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo às 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.


    Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel


     

  • Falso advogado: DF registrou mais de 1,5 mil denúncias em 14 meses

    Falso advogado: DF registrou mais de 1,5 mil denúncias em 14 meses

    Reprodução
    Imagem colorida de falso advogado

    O Distrito Federal, entre janeiro de 2025 e março de 2026, registrou, ao todo, 1.586 denúncias relacionadas ao golpe do “falso advogado”. Os dados são da diretoria de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB-DF).

    Segundo a Ordem, as denúncias encaminhadas são: em regra acompanhadas de boletim de ocorrência; prints de conversas; números de telefones utilizados pelos golpistas; e registros de acessos de terceiros aos sistemas de processos judiciais.

    “Os boletins de ocorrência apresentados foram formalizados em 26 delegacias de polícia do Distrito Federal, o que evidencia a distribuição territorial das ocorrências no âmbito do DF”, afirmou a OAB-DF.

    O golpe do falso advogado acontece quando há a utilização indevida de dados reais de processos com o intuito de obter pagamentos sob a falsa promessa de liberação de créditos judiciais.


    Relembre alguns casos


    PL que tipifica o crime do golpe

    O volume de ocorrências no Distrito Federal coincide com o avanço, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei que visa tipificar o golpe do “falso advogado” no Código Penal e criar medidas para evitar mais denúncias.

    A aprovação do PL ocorreu na noite dessa terça-feira (17/3) e o texto segue para o Senado.

    Também passa a ser previsto o crime de utilizar credenciais com a intenção de obter dados pessoais, processuais ou sigilosos, interferir no andamento de processos, ou facilitar fraude. A pena é de 2 a 6 anos e multa.

    O exercício ilegal da advocacia também passa a ser passível de detenção de 1 a 3 anos e multa.

  • Caso de rapper espancado por 10 em bar da Asa Norte sofre reviravolta

    Caso de rapper espancado por 10 em bar da Asa Norte sofre reviravolta

    Reprodução/redes sociais
    rapper-espancado

    A Justiça do Distrito Federal mudou o rumo do caso do rapper Uryel Rhander, de 28 anos, e decidiu levar todos os réus a júri popular por tentativa de homicídio. A decisão representa uma reviravolta quase dois anos após o crime, ocorrido em julho de 2024, na Asa Norte (DF).

    O novo entendimento é da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que reformou parcialmente na última terça-feira (17/3), a sentença de primeira instância. Antes, dois dos três réus não haviam sido acusados por tentativa de homicídio e responderiam apenas por lesão corporal.


    Relembre o caso


Veja o momento em que Uryel corre e é perseguido e agredido, na Asa Norte:

 

Com o recurso apresentado pelo assistente de acusação, o colegiado entendeu que há indícios suficientes de tentativa de homicídio qualificado e determinou que todos os envolvidos sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

Segundo o acórdão, as provas indicam que a vítima foi alvo de agressões sucessivas e extremamente violentas, inclusive quando já estava caída e sem condições de se defender.

Os desembargadores também consideraram que não é possível descartar, nesta fase do processo, a intenção de matar — o chamado animus necandi — nem afastar agravantes como motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que as agressões teriam ocorrido em grupo.

A assistência de acusação, representada pelo advogado Luis Gustavo Delgado Barros — que atua no caso em nome da vítima —, se pronunciou a respeito da decisão em nota.

“A decisão permite que o caso seja tratado como um crime contra a vida e julgado por um júri popular, que vai avaliar todos os detalhes do que aconteceu”, disse o advogado.

  • Concurso da Câmara: candidata impedida de usar glicosímetro passou mal

    Concurso da Câmara: candidata impedida de usar glicosímetro passou mal

    Reprodução/Freepik
    medidor-de-glicose

    Candidatos com diabetes tipo 1 que participaram do concurso para analista legislativo da Câmara dos Deputados, aplicado em 8 de março, em Brasília, revelam que medidas adotadas durante a realização da prova dificultaram o monitoramento da glicemia. O certame foi organizado pelo Cebraspe.

    Segundo uma candidata ouvida pelo Metrópoles, que preferiu não se identificar, fiscais teriam informado que equipamentos como glicosímetro, sensores de glicose e insulina não poderiam ser utilizados dentro da sala.

    Procurado, o Cebraspe informou que o uso de aparelhos medidores de glicemia pode ser autorizado, desde que respeitados protocolos de segurança adotados nos eventos, e alegou que os editais preveem a possibilidade de concessão de tempo adicional.

    De acordo com o relato, os participantes foram orientados a deixar o local sempre que precisassem medir a glicemia ou aplicar insulina, com acompanhamento de um profissional de enfermagem.

    A candidata afirma que questionou a orientação no momento da prova.

    “Argumentamos que possuímos autorização para utilizar tais equipamentos, conforme as normas estabelecidas. A banca já havia conduzido outros processos seletivos sem impor essa restrição”, disse.

    Mesmo assim, segundo ela, o procedimento foi mantido.

    De acordo com o relato, a exigência não estava prevista no edital do concurso.A candidata afirma que a medida acabou prejudicando seu desempenho.

    “Fiquei com dor de cabeça, dificuldade de concentração, e isso impacta diretamente a prova”, afirmou.

    Ela também relata que, durante a aplicação, a glicemia subiu de forma significativa.

    “No início estava dentro do normal. Depois, passou de 300. Em outra medição, chegou a mais de 360. No horário do almoço, ultrapassava 500”, disse.

    A candidata afirma que registrou a situação em um formulário de avaliação do atendimento especializado entregue aos participantes ao final da prova.

    Resposta do Cebraspe

    Segundo a Cebraspe, por se tratar de equipamento eletrônico e não transparente, o aparelho deve ser acondicionado em envelope porta-objetos e manuseado em ambiente previamente definido, com acompanhamento de profissional de enfermagem.

    O Cebraspe afirmou ainda que a medição costuma ser realizada de forma pontual durante a prova e leva apenas alguns minutos. A banca também destacou que os editais preveem a possibilidade de concessão de tempo adicional, desde que atendidas as regras do certame.

    Candidatos contestam regra e apontam contradições

    A candidata ouvida pelo Metrópoles contesta a justificativa da banca e afirma que o procedimento não está previsto no edital do concurso.

    Segundo ela, os itens que tratam de restrições a objetos mencionam recipientes e materiais específicos, como garrafas e canetas, mas não fazem referência a equipamentos médicos como o glicosímetro.

    Ela também aponta uma possível contradição nas regras relacionadas ao tempo adicional. De acordo com o edital, o benefício está condicionado à caracterização como pessoa com deficiência (PcD). No entanto, o diabetes tipo 1 não é reconhecido como deficiência, o que, segundo a candidata, inviabiliza o pedido.

    “Se tivéssemos sido informados previamente sobre esse procedimento, poderíamos ter nos organizado de outra forma. Mas o edital não traz essa exigência”, afirmou.

    A candidata também afirma que, conforme as regras do próprio edital, candidatos que solicitam tempo adicional sem serem reconhecidos como pessoa com deficiência podem ser eliminados do concurso, o que, segundo ela, gera insegurança para quem tem a condição.

    Falta de previsão no edital

    O edital do concurso prevê a possibilidade de atendimento especializado e tempo adicional para candidatos que atendam aos critérios estabelecidos. No entanto, não há menção específica sobre a obrigatoriedade de retirada da sala para uso de glicosímetros ou sensores de glicose.

    Para a candidata, a ausência de previsão clara abre espaço para interpretações durante a aplicação da prova e pode impactar diretamente candidatos com condições de saúde que exigem monitoramento contínuo.

    “Não se trata de pedir tratamento diferenciado, mas de garantir condições mínimas para realizar a prova em igualdade”, disse.

    Debate sobre reconhecimento da condição

    A candidata também destacou que pessoas com diabetes tipo 1 ainda enfrentam dificuldades para ter suas necessidades plenamente reconhecidas em processos seletivos.

    Atualmente, a condição não é classificada como deficiência para fins de concorrência em vagas reservadas em concursos públicos. Segundo ela, isso cria um cenário em que candidatos precisam de adaptações, mas não se enquadram nos critérios exigidos para obtê-las formalmente.

    “Acabamos em um limbo: precisamos de condições específicas, mas não temos respaldo suficiente nas regras”, afirmou.

  • Caso PM Gisele: coronel fez sucessivas ligações antes de acionar 190

    Caso PM Gisele: coronel fez sucessivas ligações antes de acionar 190

    Reprodução/Câmera Monitoramento
    Homem sem camisa ao telefone - Metrópoles

    Denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), obtida pelo Metrópoles, indica que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria supostamente se orientado por telefone após o disparo que matou a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O objetivo seria construir uma versão sobre o caso. Análise do celular dele mostram que foram feitas “sucessivas” ligações por meio do aparelho.

    O oficial foi preso nessa quarta-feira (18/3) pela Corregedoria da PM, em São José dos Campos, no interior paulista. Ele é acusado de feminicídio e fraude processual. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), acolheu à denúncia do MPSP no fim da tarde dessa quarta, um dia após a Polícia Civil formaizar o pedido de prisão do oficial.

    Diante de dois pedidos de prisão, um da Justiça Militar e outro da Comum, o advogado Eugênio Malavasi entrou com um pedido de reclamação no Superior Tribunal de Justiça, ainda nessa quarta. “Ele está preso por duas Justiças distintas”, alegou. A defesa também sustenta que Gisele se suicidou.

    O Metrópoles já mostrou o histórico de ciúmes, controle e mensagens de teor machista atribuídas ao oficial da PM, constantes na denúncia do MPSP, a qual ainda aponta como elemento de acusação a conduta do coronel no intervalo entre o crime e o acionamento das autoridades.

    Meia hora sem socorro

    Segundo a Promotoria, o disparo ocorreu por volta de 7h28, dentro do apartamento do casal, no Brás. Ainda assim, o pedido de ajuda só teria sido feito cerca de 30 minutos depois, período após o qual o oficial também notificou seu superior hierárquico e amigos.

    Para os investigadores, o intervalo é incompatível com a reação esperada de alguém que presencia uma tentativa de suicídio, versão sustentada pelo oficial desde o início do caso.

    Tentativa de construir versão

    A denúncia detalha que, nesse período, o coronel teria se movimentado pelo apartamento e manipulado elementos da cena. Foi também durante esse intervalo, segundo pedido de prisão da Justiça Militar, que ele teria feito as ligações, cujos destinatários não são especificados no documento obtido pelo Metrópoles.

    Câmeras de monitoramento registraram também um comportamento considerado relevante, por colocar em xeque a versão defendida pelo oficial. “[Os equipamentos] flagram o denunciado com o cabelo seco. Em seguida ele entra no apartamento e molha seu cabelo, tudo para fazer parecer que estava tomando banho quando os fatos se deram”.

    A Promotoria sustenta que a ação não foi isolada, mas parte de uma sequência de atos voltados com o intuito de induzir a investigação a erro.

    Cena alterada para simular suicídio

    De acordo com o MPSP, após atirar na esposa, o oficial teria manipulado o corpo e o ambiente do apartamento.

    A denúncia descreve que ele colocou a arma nas mãos da vítima, escondeu o estojo da cápsula e alterou a posição do corpo, criando um cenário compatível com suicídio.

    Além disso, o coronel teria lavado as mãos no banheiro e tomado banho mesmo após orientação contrária dos policiais que atenderam a ocorrência.

    O denunciado “inovou artificiosamente o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito”, diz trecho que embasa a acusação de fraude processual, que se soma ao feminicídio.

    Comportamento pós-crime pesa no pedido de prisão

    Para o Ministério Público, não é apenas o crime em si que justifica a prisão preventiva, mas a conduta posterior do acusado.

    A denúncia afirma que o oficial demonstrou “completa insensibilidade” após o ocorrido e tentou manipular a versão dos fatos, inclusive dando declarações públicas que contradizem as provas reunidas.

    Além disso, os promotores apontam risco de interferência na investigação, citando a influência hierárquica do coronel sobre outros policiais e testemunhas.

    Versão confrontada pela cronologia

    Esse novo eixo da denúncia — o comportamento após o disparo — reforça a linha adotada pelos investigadores nas últimas semanas, que passaram a questionar a hipótese de suicídio.

    Reportagens anteriores já indicavam inconsistências na versão do banho e na dinâmica do ocorrido. Agora, a denúncia formaliza esse ponto como peça-chave da acusação.

    Crime teria sido motivado por separação

    Segundo o MPSP, o feminicídio ocorreu após a vítima decidir encerrar o relacionamento, marcado por conflitos e episódios de violência.

    A promotoria afirma que o coronel agiu movido por “sentimento de posse” e, depois, tentou construir uma narrativa para escapar da responsabilização.

    Pedido de condenação e indenização

    O Ministério Público pede que o oficial seja levado a júri popular e condenado por feminicídio qualificado e fraude processual.

    Também solicita a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima.

    O pedido foi parcialmente acolhido pelo Tribunal TJSP, no fim da tarde dessa quarta-feira (18/3).

    Um ponto que muda o foco do caso

    Se antes o caso vinha sendo narrado a partir do histórico de abusos e mensagens, a denúncia acrescenta a reconstrução do que aconteceu nos minutos seguintes ao disparo.

    Para a acusação, não se trata apenas de um crime passional, mas de um episódio em que o autor teria tentado ativamente reescrever a cena do crime e, com isso, influenciar o rumo da investigação.

  • Tarcísio cogita filiação de vice ao MDB diante de impasse com Kassab

    Tarcísio cogita filiação de vice ao MDB diante de impasse com Kassab

    Foto: Chris Cunha/Governo de SP
    O governador Tarcísio de Freitas com seu vice Felício Ramuth

    Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmam que o governador articula a possibilidade do seu atual vice, Felício Ramuth (PSD), se transferir para o MDB como forma de mantê-lo na chapa de reeleição. O movimento seria um “plano B” de Tarcísio caso Ramuth não consiga viabilizar sua permanência no PSD.

    Isso porque a relação entre Tarcísio e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, vive um impasse desde que o governador passou a sinalizar de forma mais clara que deseja manter Ramuth como o seu vice, contrariando a vontade do dirigente partidário, que gostaria de ficar com a vaga, possibilidade descartada pelo governador.

    Nesse cenário, interlocutores de Kassab dizem que ele não pretende romper com Tarcísio, mas que não deve “ceder” o PSD para Felício ficar na vice. Já Felício diz a aliados que ainda terá uma conversa com Kassab para definir se fica ou não no PSD. E só negociará com outros partidos depois disso.

    Resistência

    A eventual ida de Felício ao MDB, no entanto, encontra resistências dentro do partido. Um dos que não gostam da possibilidade, segundo aliados, é o prefeito Ricardo Nunes, que é próximo de Tarcísio.

    Nunes tem interesse na sucessão de Tarcísio e, portanto, não seria vantajoso para ele que alguém do MDB ocupe a vice, uma vez que essa figura naturalmente se colocaria como postulante ao governo paulista em 2030.

    Embora ainda longe, a corrida pelo governo paulista pós-Tarcísio é o principal pano de fundo do impasse envolvendo a escolha do vice na chapa desse ano. Existe a chance de que quem estiver o ocupando o posto esteja no comando do Palácio dos Bandeirantes na próxima disputa eleitoral, já que Tarcísio pode ser candidato à Presidência da República e, com isso, deverá deixar o governo em abril de 2030.

    “Relação sólida”

    Em meio ao impasse com o PSD, Tarcísio teve um encontro recente com o deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB. Dirigentes do partido negam que o parlamentar tenha tratado do assunto nesta reunião.

    Em audiência com o governador no inicio do mês passado, no entanto, Baleia acenou ao governador o desejo do MDB em compor a chapa. Ao Metrópoles, o presidente estadual da legenda, Rodrigo Arenas, reforçou a intenção à época.

    “O MDB-SP tem uma relação sólida com Tarcísio, construída a partir do segundo turno de 2022. Nossa base quer manter esse apoio em 2026. Entendemos que podemos colaborar na discussão sobre as vagas da chapa majoritária. Por isso, de fato, colocamos o MDB como opção para a vaga de vice-governador”, disse o dirigente na ocasião.

    Aliados ainda apontam que uma eventual entrada do partido na vice de Tarcísio poderia atrapalhar alianças de quadros importantes do MDB em outros estados, principalmente no Nordeste, onde a legenda tem inclinação lulista.

    Além disso, a ala bolsonarista do entorno de Tarcísio também não vê com bons olhos o movimento, uma vez que consideram o MDB “muito de esquerda” para compor a chapa principal, pelo fato de a legenda ter ministros no governo Lula, sendo inclusive cogitada para ocupar a vice do petista. A mesma crítica é feita ao PSD. Para esses aliados, o ideal seria que a vice de Tarcísio ficasse com o PL, o que não agrada ao governador.

  • FBI investiga ex-funcionário de Trump que criticou guerra no Irã

    FBI investiga ex-funcionário de Trump que criticou guerra no Irã

    Tom Williams/Getty Images
    Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent,

    A polícia federal dos Estados Unidos, o FBI, abriu uma investigação para apurar a suspeita de que Joe Kent, aliado de longa data de Donald Trump, tenha vazado informações confidenciais.

    Kent pediu demissão na terça-feira (17/3) por não concordar com a guerra no Irã. Ele ocupava o cargo de diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos.

    Segundo a NBC News, a investigação do FBI começou antes do pedido de demissão, mas não há mais informações sobre o que motivou a apuração.

    Após a renúncia, Kent disse em entrevista que esperava que membros do governo pudessem tentar desacreditá-lo.

    “Eu entendo que, pela forma como saí e por ter escrito a carta, algumas partes desta administração vão tentar me desacreditar”, disse Kent. “Eu entendo isso, mas acho que o presidente é alguém que ouve”, afirmou, ao dizer que quer conversar com Trump.

    Kent pediu demissão em uma carta em que afirma não concordar com a guerra em curso no Oriente Médio. “Após muita reflexão, decidi renunciar ao meu cargo de Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, com efeito imediato. Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã”, disse. 

  • Governo age para conter greve, mas caminhoneiros insistem em pressão

    Governo age para conter greve, mas caminhoneiros insistem em pressão

    Divulgação/Agência Brasil
    Caminhoneiros

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coordena uma ofensiva para conter os efeitos da alta do diesel e evitar uma possível paralisação de caminhoneiros, que pode trazer impactos econômicos e políticos em pleno ano eleitoral.

    As medidas anunciadas vão desde o endurecimento da fiscalização sobre postos e empresas até a concessão de subsídios. Apesar dos esforços, entidades que representam os trabalhadores de carga ainda ameaçam paralisar.

    Nessa quarta-feira (18/3), o Ministério dos Transportes anunciou que vai ampliar a fiscalização eletrônica e presencial sobre o pagamento dos pisos mínimos de frete. O governo também deve formular, nos próximos dias, um instrumento legal para permitir a punição a empresas que pagam abaixo do valor mínimo de forma reiterada. Segundo o titular da pasta, Renan Filho, esse tipo de prática se tornou recorrente no mercado.

    As medidas foram anunciadas um dia após crescer o movimento grevista por parte de entidades representativas dos caminhoneiros. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio do diesel subiu quase 12% na última semana e alcançou R$ 6,80 o litro.

    Segundo organizações ouvidas pelo Metrópoles, as ações são insuficientes diante das demandas da categoria. Além da alta do diesel, provocada pela guerra no Oriente Médio, trabalhadores cobram uma nova atualização da tabela do frete e melhores condições de trabalho.

    A Associação Nacional de Transporte de Cargas (ANTC), que atua na região portuária de Santa Catarina (SC), anunciou a paralisação das atividades a partir das 12h desta quinta-feira (19/3).

    Ao Metrópoles, o diretor da ANTC, Sérgio Pereira, classificou as medidas anunciadas pelo governo para conter a alta do combustível e fazer cumprir a tabela do frete como “fracas” e “insuficientes”. A associação cobra uma nova atualização da tabela do piso de frete, além de melhores condições de trabalho.

    Na quarta, representantes de diferentes entidades se reuniram em Santos (SP) para discutir a mobilização. Segundo relatos, ficou acordado que, caso a paralisação nacional seja aprovada, ela será de forma pacífica, sem bloqueios de rodovias. “Não queremos confronto. Queremos respeito”, afirmou um dos participantes.

    O encontro, no entanto, terminou sem definição formal, mas com o encaminhamento de que a categoria delibere nesta quinta-feira (19/3), durante a Assembleia Geral dos Caminhoneiros. A reunião está marcada para as 16h, na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (SINDICAM).

    A assembleia avaliará as medidas anunciadas pelo governo federal em relação às demandas da categoria. Até lá, os caminhoneiros seguem em estado de greve.


    Fiscalização de fretes


    Combate a abusos

    Além da fiscalização sobre os pisos do frete, o Executivo aumentou o monitoramento em relação ao aumento abusivo dos preços dos combustíveis.

    Na semana passada, Lula retirou impostos federais — PIS e Cofins — que incidem sobre o produto, além de assinar uma medida provisória (MP) que institui a subvenção a produtores e importadores de óleo diesel, e estabelece uma alíquota de 12% para a exportação, reduzindo o preço nas refinarias em R$ 0,64.

    Com o intuito de promover a transparência no setor, o chefe do Executivo também determinou, por meio de decreto assinado na última quinta-feira (12/3), que as ações para combater o aumento dos preços nos postos deverão “ser informadas ao consumidor, em formato de placa, de maneira clara e visível, nas revendas varejistas de combustíveis”.

    Na terça-feira (17/3), a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar possíveis crimes contra consumidores e contra a ordem econômica após relatos de oscilações nos preços em postos, em diferentes locais do país. A fiscalização percorreu, até então, 16 unidades da federação. Agora, as diligências devem se voltar às distribuidoras de combustíveis.

  • Melody participa de Dois Apaixonados com Zé Vianna e Gabriel

    Melody participa de Dois Apaixonados com Zé Vianna e Gabriel

    Reprodução/Internet.
    melody-participa-de-dois-apaixonados-com-ze-vianna-e-gabriel-2

    A dupla sertaneja Zé Vianna e Gabriellançou o single Dois Apaixonados, projeto que combina romantismo, sonoridade contemporânea e uma produção audiovisual elaborada. Disponibilizada na última sexta-feira nas plataformas digitais, a faixa passou a chamar a atenção do público e já soma números expressivos nos primeiros dias.

    A música conta com a participação da cantora Melody, que aparece ao longo do clipe ao lado da dupla. A presença da artista contribui para ampliar o alcance do projeto, especialmente entre o público jovem nas redes sociais.

    Detalhes do videoclipe

    Gravado em Brasília, o vídeo apresenta cenários variados, com uso de locações externas, veículos de alto padrão e ambientação voltada ao universo retratado na canção, que aborda relações afetivas e envolvimento entre casais.

    A produção musical leva a assinatura de Lucas Beat, que atua em projetos voltados ao mercado digital e costuma transitar por diferentes gêneros. Na faixa, o trabalho segue uma linha alinhada às tendências de consumo nas plataformas.

    O lançamento também reflete a estratégia da dupla em investir em colaborações e ampliar a visibilidade no cenário musical. Em poucos dias, o clipe ultrapassou 1,3 milhão de visualizações no YouTube.

    Com Dois Apaixonados, Zé Vianna e Gabriel mantêm a proposta de explorar o sertanejo em diálogo com referências contemporâneas, dentro de um formato voltado ao consumo digital.