
Uma vez que se recupere no hospital onde está, Bolsonaro deveria ser levado para onde? Respostas de 2.445 leitores:
Para a casa dele – 14,5%
De volta à Papudinha – 85,5%


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Lideranças do Senado Federal envolvidas na articulação da indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, para o STF afirmam que as conversas sobre sua sabatina só devem ter algum tipo de avanço a partir de abril.
Messias foi indicado pelo presidente Lula em novembro do ano passado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que pediu aposentadoria da Corte.
Antes de assumir o cargo, no entanto, o chefe da AGU precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário do Senado.
Diante das resistências em torno do nome de Messias, o governo optou por ainda não formalizar sua indicação ao Senado. Com isso, o processo permanece travado.
Segundo senadores da base governista, as conversas sobre o tema só devem ser retomadas após o fim da janela partidária, que começou em 5 de março e se encerra em 4 de abril.
De acordo com esses parlamentares, o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem dito a aliados que pretende manter a possibilidade de trabalho remoto na Casa Alta.
A ideia do chefe do Senado é dar prioridade para que os senadores façam os últimos ajustes suas possíveis candidaturas e apoios.
Embora já admitam a possibilidade de a sabatina ficar para após a eleição, aliados do presidente Lula afirmam ainda que o governo irá trabalhar para que a indicação do ministro aconteça antes do período eleitoral.
Encontro de Lula e Alcolumbre
Há expectativa de que o presidente e Alcolumbre se encontrem nos próximos dias para tratar de diferentes temas. Um deles é justamente a indicação de Jorge Messias.
Inicialmente, havia a previsão de que os dois conversassem no último fim de semana. No entanto, o presidente do Senado cumpriu agenda no Amapá, seu reduto eleitoral.
Messias no corpo a corpo
Jorge Messias segue conversando com senadores em busca de apoio para a análise de sua indicação pelo Senado. Até agora, já se reuniu com cerca de 70 parlamentares.
Na semana passada, o ministro participou de um jantar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para tratar do tema.


Um carro caiu em uma vala, na noite de domingo (15/3), na via marginal de acesso à BR-070, próximo ao Terminal do Setor O, em Ceilândia. O veículo, um VW Gol vermelho, estava transitando pela pista, quando caiu dentro de um buraco que se abriu durante as chuvas.
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e deslocou duas viaturas para o atendimento. Entretanto, ao chegar ao local, o motorista já havia deixado o veículo. O condutor conseguiu sair pela porta traseira.
De acordo com os bombeiros, ele foi avaliado pelos socorristas, mas não apresentou ferimentos e não houve necessidade de transporte para unidade de saúde.
Coube à Polícia Militar do DF (PMDF) preservar o local.


A saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda, nesta semana, provocará uma dança das cadeiras nos principais cargos da pasta.
Um dos postos que passarão por mudanças será a Secretaria Nacional do Tesouro. Atual secretário, Rogério Ceron mudará de cargo na Fazenda.
Ceron deixará o Tesouro para assumir a Secretaria Executiva do Ministério no lugar de Dário Durigan, que, por sua vez, assumirá como novo ministro da Fazenda.
Para o lugar de Ceron no Tesouro, Durigan e Haddad decidiram nomear Daniel Cardoso Leal, que ocupa o cargo de subsecretário da Dívida Pública desde 2025.
Leal é servidor de carreira do Tesouro desde 2014. Ele também tem experiência no mercado financeiro e em outras áreas de gestão da dívida pública.


Dá-se o nome de “voz da razão” à capacidade humana de pensar de forma lógica, ponderada e objetiva, agindo como um guia interior para o discernimento moral e prático. Ela busca soluções sensatas e tenta controlar emoções impulsivas ou irracionais.
Se o primeiro-ministro Winston Churchill tivesse ouvido a voz da razão, deveria ter chegado a um acordo com a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, porque opor-se a ela significava longos anos de muito “sangue, trabalho, lágrimas e suor”.
Mas ele não deu e o mundo agradece. Churchill teve a sorte de os japoneses terem atacado a marinha americana estacionada na ilha de Pearl Harbor. Os Estados Unidos entraram na guerra. A Grã-Bretanha perdeu seu império. O resto é história conhecida.
A julgar pelo desequilíbrio de forças entre o Vietnã e os Estados Unidos, os norte-vietnamitas deveriam ter se rendido. Foram alvos de mais bombas do que os nazistas e seus aliados. Por fim, derrotados, os americanos declararam vitória e foram embora.
Primo do Profeta Maomé, primeiro dos imames para todos os muçulmanos xiitas, o califa Ali ibn Abi Talib ensinou:
“Para que sua voz seja ouvida, peça o possível”.
Nada é mais apropriado do que oferecer reconciliação sem reivindicar vitória. Porque uma vitória, por mais decisiva que seja, é apenas temporária. No momento, o que os Estados Unidos e Israel oferecem ao Irã é o suicídio, e isso não será aceito por ele.
O Irã precisa apenas não perder para ter sucesso. Os Estados Unidos e Israel precisam de uma vitória maiúscula para evitar a derrota. Uma guerra, que segundo Donald Trump terminaria em poucos dias, já dura 16 e não tem data para acabar.
A esta altura, parece que a única medida de sucesso que resta depende exclusivamente de estatísticas militares: o número de missões de jatos israelenses e americanos, a tonelagem de bombas, o número de alvos destruídos e o número de mortos.
Essas estatísticas poderiam permitir que Trump declarasse vitória caso desejasse abandonar a guerra que está se alastrando, prolongando-se e custando mais do que o planejado inicialmente, mas nenhuma delas representará um sucesso estratégico.
Só há um vencedor até aqui: as grandes companhias petrolíferas. O valor de mercado combinado das seis maiores empresas ocidentais listadas na bolsa de valores aumentou em mais de US$ 130 bilhões desde o início da guerra em 28 de fevereiro.
Trump enfrenta uma escolha difícil, segundo o New York Times: ir em frente para alcançar os objetivos ambiciosos que estabeleceu ou tentar se desvencilhar de um conflito que está gerando ondas devastadoras de choque militares, diplomáticos e econômicos.
A voz da razão recomenda o segundo caminho, mas ela nem sempre é levada em conta.
Todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles – https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat


Um caminhão doado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a uma prefeitura do Maranhão transportou de forma irregular uma máquina de perfuração de poços, enviada por um deputado federal a um aliado político em Estreito (MA).
O detalhe: a máquina foi comprada por uma empresa de engenharia que tem um contrato milionário com a Codevasf. Nas redes sociais, no entanto, o político de Estreito que recebeu o maquinário diz tratar-se de um presente do deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA).
A máquina em questão é chamada de perfuratriz. Foi comprada por R$ 89.092,00 em 11 de fevereiro de 2026 de uma fabricante em Umuarama (PR), a quase 3 mil km de Miranda do Norte, segundo a nota fiscal. A compradora é uma pequena construtora da cidade de Dom Pedro (MA), próxima a Estreito, chamada JP Silva Construções e Serviços LTDA.
A JP Silva tem diversos contratos com a Codevasf. Em fevereiro deste ano, o Diário Oficial da União trouxe uma contratação de R$ 699 mil da empresa com a 8ª Superintendência do órgão, em São Luís (MA). Em dezembro passado, a mesma superintendência contratou a firma por R$ 16,6 milhões para serviços de asfaltamento.
No vídeo divulgado pela fabricante nas redes sociais, é possível ver a máquina sendo colocada em um reboque e montada em um caminhão Mercedes-Benz, modelo Accelo 817, de placa SMQ-4J98. O veículo foi adquirido pela Codevasf e doado em novembro de 2024 à prefeitura de Miranda do Norte, a 600 km de Estreito.
A máquina foi recebida em Estreito pelo pecuarista e ex-candidato a prefeito José Maria Pernambuco (PSB), aliado de Júnior Lourenço. Nas redes, ele publicou um vídeo agradecendo ao congressista pelo envio do maquinário.
Procurado pela coluna na tarde de sexta-feira (13), Zé Maria Pernambuco disse não saber que a máquina foi comprada pela empreiteira JP Silva Construções. Segundo ele, o equipamento foi adquirido de forma privada pelo deputado federal Júnior Lourenço e por outra pessoa, cuja identidade ele não revelou.
Zé Maria Pernambuco também atribuiu os questionamentos sobre a perfuratriz à “politicagem” no município e disse ter a nota fiscal da máquina, que mostraria a compra por Júnior Lourenço, mas se recusou a encaminhar o documento. Segundo ele, o equipamento ainda não foi usado para perfurar nenhum poço.
A cidade de Estreito ocupou o noticiário nacional no fim do ano passado, depois da queda da ponte Juscelino Kubitscheck, que ligava a cidade ao município vizinho de Aguiarnópolis (TO).
As informações foram encaminhadas por meio de uma representação anônima ao Ministério Público Federal (MPF), à qual a coluna também teve acesso.
A reportagem procurou o deputado federal Júnior Lourenço por e-mail e WhatsApp, mas ele não respondeu. A coluna não conseguiu contato com a empresa JP Silva Construções nem com a prefeitura de Miranda do Norte. O espaço segue aberto.

Levantamento revela que cerca de 20% dos apostadores gastam mais de R$ 1 mil por mês em bets


O Distrito Federal registrou 28 vítimas de feminicídio em 2025, o equivalente a 1,8 morte a cada 100 mil habitantes, taxa acima da média nacional (1,43) e que coloca a capital federal na oitava posição entre as unidades da Federação. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) indicam ainda que, em média, uma mulher foi assassinada por motivação de gênero a cada 13 dias no DF ao longo do ano.
Além dos feminicídios consumados e confirmados pela Secretaria de Segurança Pública, houve 131 tentativas, ou seja, uma mulher foi atacada a cada 3 dias em 2025.
Em relação a 2024 quando houve o registro de 23 feminicídios, o número de assassinatos contra mulheres na capital aumentou 21,1%. De 2015 até janeiro de 2026, foram confirmadas 227 vítimas e nove ainda estão sob análise da SSP-DF.
Com quatro casos, a região administrativa de Planaltina liderou o número de feminicídios, seguido por Samambaia, que teve três, e Ceilândia, Recanto das Emas e Sobradinho registraram dois casos cada.
Nos três primeiros meses de 2026, seis mulheres já foram vítimas de feminicídio, além de cinco tentativas do crime que acabou não sendo consumado. Em janeiro e fevereiro a SSP-DF registrou 13 tentativas.
O caso mais recente registrado foi o da manicure Luana Moreira Marques, 41 anos, morta pelo ex-companheiro em Planaltina. Um dia depois do Dia da Mulher, o motorista de aplicativo Wellington de Rezende Silva, 43 anos, armou uma emboscada para assassiná-la. A manicure foi morta a facadas, dentro do carro do ex-marido, na DF-128, região de Planaltina (DF).
UF’s com maiores taxas de feminicídio em 2025 a cada 100 mil habitantes
O último feminicídio registrado em 2025, que vitimou a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, foi um dos principais casos que marcaram aquele ano. O ex-soldado Kelvin Barros da Silva confessou o crime após esfaquear a colega e queimá-la. O ex-militar segue preso aguardando julgamento.
O corpo da militar foi encontrado no dia 6 de dezembro, pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas.
Vítimas de feminicídio no DF em 2025
Os demais casos de feminicídio seguem sob sigilo ou ainda estão em investigação, e os nomes das vítimas não foram divulgados.
A subsecretária de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Reginele Rozal, afirmou que o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher é uma das prioridades da política de segurança pública do DF. “Os dados de 2025 mostram com clareza a dimensão desse desafio. A violência doméstica ainda é um problema grave e persistente da nossa sociedade, mas também indicam que a atuação das forças de segurança tem sido mais firme na responsabilização dos agressores e na proteção das vítimas”, disse.
Ela explicou que a estratégia do governo se baseia em análise de dados, integração entre instituições e uso de tecnologia. “A Secretaria tem adotado uma atuação integrada envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Detran, além de uma rede ampliada de proteção que inclui o sistema de Justiça e diversos serviços de acolhimento às vítimas”, afirmou.
Entre as principais ferramentas estão programas de monitoramento e proteção, como o Programa Viva Flor e o acompanhamento de agressores com tornozeleira eletrônica. “Hoje temos cerca de 2 mil mulheres protegidas por esses programas no Distrito Federal. A mensagem é clara: a violência contra a mulher não é tolerada. Quem agride está sendo responsabilizado e quem precisa de proteção encontra uma rede preparada para agir rapidamente”, declarou. A subsecretária também destacou a importância das denúncias para interromper o ciclo da violência.


Uma ocorrência inicialmente registrada como desaparecimento de pessoa no Distrito Federal acabou revelando um homicídio brutal com indícios de tortura e ocultação de cadáver. Dois irmãos, de 37 e 48 anos, foram presos no último sábado (14/3) pela Polícia Civil do DF (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural).
O caso começou a ser investigado após familiares procurarem a polícia para comunicar o desaparecimento da vítima, que havia saído de casa para realizar um serviço e não retornou. A partir das primeiras diligências e da análise dos elementos reunidos ao longo da investigação, os policiais passaram a trabalhar com a hipótese de que o desaparecimento estava ligado a um crime violento.
A Polícia Civil do DF não divulgou a identidade da vítima para não atrapalhar a investigação em curso.
De acordo com as apurações, a vítima foi levada pelos irmãos até uma chácara, onde teria sido ameaçada, agredida e submetida a intensa violência enquanto era pressionada a revelar o paradeiro de bens supostamente desaparecidos.
Após o período de agressões, os investigados teriam colocado a vítima em um veículo e a levado para uma área rural, onde ocorreu a execução. Segundo a polícia, o corpo foi posteriormente lançado em um rio de forte correnteza, o que dificultou sua localização.
Mesmo após a indicação do possível local onde o cadáver teria sido descartado, equipes da Polícia Civil do Distrito Federal realizaram diversas diligências na região, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). As equipes fizeram buscas nas margens e no leito do rio, mas o corpo ainda não foi encontrado. A ausência do cadáver também impede, até o momento, a confirmação pericial da arma utilizada no crime.
Veja imagens das buscas:
A investigação continua pela 8ª DP para esclarecer completamente a dinâmica do crime e tentar localizar o corpo da vítima. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o caso demonstra como uma investigação detalhada foi capaz de transformar um registro inicial de desaparecimento em um inquérito de homicídio, identificar os suspeitos e efetuar a prisão dos dois irmãos investigados.