Blog

  • Mulher, mãe e governadora: quem é Mailza, segunda política a comandar o Acre

    Mulher, mãe e governadora: quem é Mailza, segunda política a comandar o Acre

    Mulher, mãe e governadora: quem é Mailza, segunda política a comandar o Acre

    Por Thais Farias8 de março de 2026 – 06h34 18 min de leitura
    Foto: Sérgio Vale

    Segunda mulher prestes a assumir o governo do Acre, a vice-governadora Mailza Assis, pedagoga e também secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, tem uma vida inteira inspirada em figuras do sexo feminino. O dom de servir ao outro e o apelo humanitário vêm de berço, com virtudes herdadas da mãe, Cleusa Assis, e da avó, Jandira Assis (in memoriam).

    Nascida em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, Mailza veio para o Acre na juventude, nos anos 1990. Por volta de 2009, iniciou carreira na vida pública como secretária municipal de Administração em Senador Guiomard. Desde então, nunca mais saiu.

    Mãe de Henry, Helena e Theodora, tem MBA em Políticas Públicas e construiu uma trajetória profissional marcada pela dedicação à gestão pública, inclusão social e defesa dos direitos humanos. Mailza já entrou para a história como a primeira senadora acreana a dar à luz durante o exercício do mandato.

    Na eleição de Gladson Camelí ao governo em 2018, assumiu a titularidade no Senado Federal em 2019, tornando-se a quarta mulher na história do Acre a ocupar uma cadeira no Senado, após Íris Célia Cabanellas, Laélia de Alcântara e Marina Silva.

    Agora, se prepara para tornar-se a próxima mulher a assumir o governo estadual. ”Sempre reconheci na minha mãe e na minha avó, as principais inspirações da minha caminhada. Exemplos de coragem e superação que me motivaram a romper barreiras e ocupar espaços de liderança política no Acre. Minha avó e minha mãe sempre me inspiraram através de sua fé em Deus, serenidade e sabedoria”, assegura.

    Foto: Sérgio Vale

    Mailza acredita no poder de grandes mulheres na história do mundo, do Brasil e também no Acre. “Aqui temos mulheres de fibra e exemplo como Iolanda Fleming, que foi a primeira mulher a governar um estado brasileiro. O Acre deu o exemplo e Iolanda foi uma pioneira”.

    Vice-governadora até 2 de abril, quando Gladson deve se desincompatibilizar para atender a Lei Eleitoral e ser candidato ao Senado, Mailza diz cumprir com orgulho a função. “Tem sido um período de muito trabalho, aprendizado e realizações”.

    Hoje, sente-se segura para assumir o governo e explica o porquê. “Pela qualidade da nossa equipe e do trabalho que temos entregado à população. Sinto-me preparada porque esse período como secretária estadual e vice-governadora, somado ao período em que atuei como senadora da República, me ofereceu a experiência necessária para encarar esse desafio de conduzir o estado”.

    A atividade à frente de uma secretaria de cunho social contribuiu para a formação política de Mailza, o que pode ditar sua maneira de governar o Estado. “A atuação da secretaria é a síntese do posicionamento do estado: trabalho para cuidar das pessoas”.

    A secretaria que assumiu no governo é responsável pela ligação entre os programas do poder público federal, estadual e municipal e a população que mais necessita. “Isso me coloca diretamente com as demandas da população do nosso estado, em especial, das pessoas que mais precisam. Tenho muita honra e gratidão por poder servir ao meu próximo e trabalhar em favor de todas as pessoas, independente de raça, sexo ou religião”, afirma.

    No entanto, atuar na política há quase 30 anos não a livrou de sofrer preconceito no meio pelo simples fato de ser mulher. “Todas nós mulheres temos desafios a vencer diariamente. Na minha situação, não é diferente. Mas tenho encarado tudo com foco no trabalho e na entrega de obras e serviços para a nossa população”.

    Questionada se acredita na resistência da sociedade diante da figura feminina no poder, Mailza afirma que pode haver, sim, mas por uma minoria. “Mas cada vez as mulheres têm conquistado espaços importantes. É claro que isso não ocorre sem lutas, mas é um processo de conquista que não começou agora”.

    Sobre lidar com a parte negativa da vida pública, ela afirma que logo que ingressou na política, tinha ciência de que sua escolha iria exigir dedicação quase integral e que também nem sempre oferece justiça a quem participa dela. “Então sem dúvida, o tempo que tira da família, é um problema, assim como os ataques falsos e injustiças que fazem contra você”.

    De acordo com Mailza, Gladson vem conduzindo um governo, acima de tudo, aprovado pela população. “Precisamos lembrar que ele foi um gigante quando o nosso estado mais precisou, que foi durante a defesa de vidas ameaçadas pela Covid-19. Em seguida, Gladson teve visão para melhorar o estado em todas as áreas. Então é com essa responsabilidade que pretendo avançar no trabalho e nas entregas para a população”.

    Como futura governadora do Acre, pretende fortalecer as políticas públicas voltadas para a mulher. “A ideia é consolidar as conquistas e avançar em novas áreas. Precisamos garantir mais acesso às mulheres em todos os setores e principalmente protegê-las da violência, do abandono social e preconceito. Baixar os índices de feminicídio é uma das metas”.

    Mailza espera ser lembrada como uma grande aliada da população feminina no Acre. “E como alguém que se dedicou a buscar avanços para que todas nós possamos viver num estado melhor, mais justo e participativo”.

    Foto: Sérgio Vale

    A futura nova governadora do Acre incentiva outras mulheres que tenham o sonho de colaborar com a política local. “A política precisa das mulheres. Nós somos maioria no eleitorado, muitas vezes somos nós quem sabemos das necessidades da família, da comunidade, da saúde, do emprego, estamos mais atentas à educação… Então, se nós conhecemos a realidade, precisamos também participar das soluções. Não é fácil. Mas quando ajudamos a melhorar a vida das pessoas, é gratificante”, conclui..

    Resultados

    Como parlamentar, liberou mais de R$ 570 milhões em emendas para os 22 municípios acreanos, apresentando projetos voltados à valorização feminina, à saúde, à assistência social, à bioeconomia, à regularização fundiária, entre outros. Em 2023, Mailza Assis assumiu o cargo de vice-governadora do Estado do Acre, ampliando sua atuação em políticas públicas de inclusão, gestão, assistência e desenvolvimento social.

    Em todo o estado foram alocados recursos para custeio de assistência social, fortalecimento das políticas de direitos humanos, pavimentação de ruas, construção de praças e feiras, modernização e ampliação de ginásio de esportes, cultura, segurança pública (Academia do IAPEN em Sena Madureira, piscina semiolímpica do Corpo de Bombeiros de Epitaciolândia e reforma da sede da Polícia Civil em Rio Branco), ramais, infraestrutura, embarcações e recursos para combate a Covid-19.

    Enquanto senadora da República, ela também atuou na atenção à saúde das populações ribeirinhas e áreas isoladas da Amazônia em cooperação com a Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, promoção, proteção e recuperação da saúde indígena, estruturação da Rede de Serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), desenvolvimento de políticas de segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade e funcionamento das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

    Como vice-governadora, Mailza é considerada pelo governador Gladson Camelí seu braço direito na gestão, com olhar sensível e pragmático para assuntos de estado. Entre os principais programas de governo, Mailza destaca-se pela atuação no “Mães da Ciência”, voltado para mães solo, “Mulheres Mil”, que oferece cursos profissionalizante em parceria com o IFAC para mulheres que buscam oportunidade de no mercado de trabalho, “Mentes Azuis”, voltado para mães atípicas; “Cozinha Solidária”; “Juntos Pelo Acre” e o “Guarda-Roupa Social”, em parceria com a Receita Federal.

    Gestão

    Sob sua liderança, a secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos consolidou avanços nas políticas afirmativas voltadas para o fortalecimento da gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da Vigilância Socioassistencial; cofinanciamento regular dos serviços socioassistenciais, garantindo recursos para a manutenção e ampliação dos CRAS, CREAS e demais equipamentos do SUAS. Com o tema “20 anos do SUAS: o SUAS que temos e o SUAS que queremos”, o Acre promoveu uma ampla mobilização social por meio das conferências municipais e da preparação da 14ª Conferência Estadual de Assistência Social.

    Um marco histórico desse período foi a assinatura da Ordem de Serviço para a construção das Casas dos Conselhos, investimento direto em democracia participativa, infraestrutura institucional e valorização dos conselheiros, fortalecendo a gestão compartilhada entre Estado e sociedade civil. A política estadual para a primeira infância ganhou centralidade, com forte integração entre Assistência Social, Saúde e Educação. Diante dos desafios climáticos recorrentes do Acre, a SEASDH atuou de forma integrada com a Defesa Civil e os municípios na elaboração e atualização dos Planos de Contingência Municipais e do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil.

    O Programa Luz para o Acre levou energia elétrica a comunidades rurais, indígenas e isoladas, transformando realidades. A SEASDH atuou de forma integrada, assegurando acompanhamento social, inclusão no Cadastro Único e acesso a benefícios socioassistenciais. O Acre foi reconhecido nacionalmente pela boa aplicação dos recursos da assistência social, recebendo menção honrosa no Encontro Nacional dos Fundos de Assistência Social (FNAS).

    A agenda de direitos humanos ganhou robustez com a criação e reativação de conselhos, comissões e comitês, a exemplo do Conselho Estadual de Direitos Humanos, do CONEDE, do CEAMAR/AC e da Comissão de Certificação de Vítimas da Hanseníase — marco histórico de reparação e reconhecimento.

    A interiorização das políticas, com a instalação de novos Núcleos de Direitos Humanos, ampliou o acesso à cidadania e à justiça. Incorporou à sua frota caminhonetes, 20 motocicletas off-road, fundamentais para o atendimento da rede socioassistencial em áreas urbanas e rurais, 1 van de 16 lugares, destinados ao atendimento de instituições parceiras da sociedade civil;caminhonetes para apoio às casas abrigo do Juruá e de Rio Branco; 20 barcos de alumínio (voadeiras) e20 motores de popa.

    No primeiro semestre de 2025, os municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul celebraram parcerias com instituições como a Associação Amigos do Peito, o Educandário Santa Margarida e a Fundação Betel, totalizando três termos de parceria. Já no segundo semestre, o número de parcerias foi ampliado, com destaque para Rio Branco e Cruzeiro do Sul, envolvendo instituições como a APAE, o Centro Social Missão Família Dom José Hascher, além de educandários e fundações que atuam diretamente na proteção social.

    A Política de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Acre foi fortalecida, em 2024 e 2025, pela execução das ações previstas no Plano Plurianual (PPA) da SEASDH, com foco na cooperação direta com os municípios e na consolidação do Sistema de Garantia de Direitos. Outra frente relevante foi a promoção de ações preventivas e intersetoriais, desenvolvidas em parceria com os municípios, especialmente por meio da implementação dos Programas Elos, #Tamojunto e Famílias Fortes.

    A Política de Promoção da Diversidade Religiosa e da Promoção da Igualdade Racial reafirmou sua atuação estratégica para fortalecer políticas públicas de igualdade racial e de promoção da diversidade em todo o Acre. A Política de Promoção da Diversidade Religiosa e da Promoção da Igualdade Racial reafirmou sua atuação estratégica para fortalecer políticas públicas de igualdade racial e de promoção da diversidade em todo o Acre.

    O fortalecimento da rede de proteção e garantia de direitos, e consolidação de políticas públicas em contextos urbanos, rurais e comunitários também são prioridades da gestão de Mailza na Seasdh, além da política de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O 2024 foi marcou a sanção da Lei que institui a Política Nacional de Trabalho Digno e Cidadania para a População em Situação de Rua (PNTC PopRua), um marco normativo que amplia o arcabouço de proteção, incluindo geração de renda, qualificação profissional, acesso à educação e inclusão social, com princípios orientados pelo respeito à dignidade humana e igualdade de oportunidades.

    Foto: Sérgio Vale

     

    A Política de Promoção dos Direitos da Pessoa LGBT+ no Acre foi estrutura em através de ações concretas impulsionadas pelo Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECDLGBT), ligado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

    Em 2023, o Estado também criou oficialmente o Dia de Valorização e Respeito à Diversidade LGBTQIA+ e Combate à LGBTfobia, celebrado anualmente em 17 de maio — uma data simbólica para promover conscientização, diálogo e respeito às diferenças, além de convenções e atividades educativas que ajudam a combater o preconceito e a exclusão social. Debate e Construção Participativa de Políticas Um dos marcos mais recentes dessa política é a realização da 4ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, evento que reuniu autoridades públicas, lideranças sociais, especialistas e representantes de instituições para debater e propor diretrizes que abordam temas como enfrentamento à violência, trabalho digno, geração de renda e inclusão social.

    Um dos grandes destaques da gestão de Mailza na Seasdh foi a consolidação da Cozinha Solidária Marielle Franco, que se tornou referência no Acre ao integrar alimentação, acolhimento e formação profissional. Instalada na Baixada do Habitasa, em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a iniciativa garante refeições diárias e atendimento humanizado à população em situação de rua.

    Foto: Sérgio Vale

    Alguns dos beneficiados são as comunidades indígenas, com entregas realizadas de forma articulada com lideranças locais, respeitando costumes, símbolos e tradições, em consonância com a Convenção 169 da OIT. Povos como Katukina, Nukini, Puyanawa, Ashaninka, Huni Kuin, Manchineri e Jaminawa foram contemplados em diversos municípios do estado. Além das comunidades, o Guarda-Roupa Social alcançou instituições de saúde e acolhimento, como hospitais, casas de apoio, lares de idosos, unidades de acolhimento de mulheres, crianças, migrantes e pacientes em tratamento contínuo, reforçando o princípio do cuidado humanizado.

    O Programa Juntos Pelo Acre é o maior programa social do Estado, e já alcançou mais de 150 mil famílias em vulnerabilidade. Coordenado por Mailza Assis, leva atendimentos médicos, serviços sociais, cidadania, esporte e lazer a comunidades vulneráveis e áreas de difícil acesso. O programa visa descentralizar serviços públicos, oferecendo ações integradas como emissão de documentos, vacinação, consultas especializadas e apoio à segurança alimentar.

    Reconhecimento

    Pelo trabalho dedicado ao Acre, Mailza Assis recebeu diversos títulos e condecorações em reconhecimento à sua trajetória política e social. Neste mês de março, sob a gestão de Mailza Assis, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Acre, será premiada pela Vigilância Sanitária Nacional, em Belo Horizonte, pela criação do Sistema de Cadastro Migrante (SCM), uma das experiências selecionadas na 4ªMostra de Experiência em Vigilância Socioassistencial para apresentação no XIII Encontro Nacional de Vigilância Socioassistencial.

    Em 2026, a vice-governadora foi homenageada pelo Rotary Clubs de Rio Branco-Amazônia, Distrito 4.720 do Rotary Internacional como Embaixadora do Programa Mundial de Erradicação da Poliomielite – PÓLIOPLUS, no Estado do Acre. Em 2024, recebeu o Selo Migra Cidades, concedido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM/ONU), por promover políticas de inclusão de migrantes no estado.

    Seu protagonismo se estende à infância e adolescência, liderando o fortalecimento do Selo UNICEF no Acre. Sob sua articulação, 21 dos 22 municípios participaram ativamente do ciclo 2021-2024, ampliando o atendimento às famílias e a integração entre assistência, saúde e educação.

    Projetos de Lei

    PL 6.553/2019 – CRIAÇÃO DO DIA NACIONAL DA MULHER EMPRESÁRIA;

    O Senado aprovou em 7 de março de 2023 o projeto de lei que cria o Dia Nacional da Mulher Empresária, a ser celebrado anualmente em 17 de agosto. O Projeto de Lei (PL) 6.553/2019, que cria o Dia Nacional da Mulher Empresária, a ser celebrado anualmente no dia 17 de agosto é de autoria da projeto é a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC).

    OBS: O projeto já havia sido aprovado na Comissão Especial em outubro de 2021. Apresentado pela então senadora Mailza Assis, o relatório do projeto foi lido pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN), favorável à proposição (PL 5.680, na Casa de origem).

    PROJETO QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE DOULAS;

    O Projeto de Lei 3946/2021, apresentado pela senadora MailzaAssis, regulamenta a profissão de doula no Brasil. O projeto assegura a presença da doula em maternidades e estabelecimentos de saúde da rede pública ou privada, sem custos adicionais, desde que solicitada pela grávida. A doula não substitui a assistência de profissionais de saúde, mas complementa o cuidado, oferecendo apoio físico, emocional e informativo. A regulamentação é um passo importante para a valorização e organização do trabalho das doulas, essenciais para a humanização do parto.

    PL 3946/2021 – Senado Federal

    PROJETO DE ANISTIA DE DÍVIDAS ESTUDANTIS DO FIES;

    Projeto de Lei n° 8, de 2022

    Autoria: Senadora Mailza Gomes (PP/AC)

    Assunto: Economia e Desenvolvimento > Finanças Públicas > Fundos Públicos, Política Social > Educação > Educação Superior

    Ementa: Altera a Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2020, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), para conceder anistia a dívidas de estudantes junto ao Fies nas condições que especifica.

    PL 8/2022 – Senado Federal

    PROJETO QUE FACILITA A REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA EM ASSENTAMENTOS DO INCRA;

    A senadora Mailza Assis (Progressistas/AC) apresentou em agosto de 2021 o Projeto de Lei 2.604/2021, que visa facilitar a regularização fundiária e a titulação de terras em assentamentos criados ou reconhecidos pelo Incra.

    PROPOSTA QUE COMBATE FRAUDES EM COTAS DE GÊNERO NAS ELEIÇÕES.

    Projeto de Lei (PL) 1.541/2019 – A senadora Mailza Assis (PP-AC) anunciou nesta segunda-feira (25) em Plenário a apresentação de proposta que muda a legislação eleitoral para incentivar as candidaturas femininas e combater as fraudes na cota de gênero. Pela legislação, os partidos devem dedicar ao menos 30% das candidaturas para o gênero menos representado. O projeto da senadora mantém esse percentual, mas torna mais rigorosa a punição para o descumprimento da norma.

    Fonte: Agência Senado

  • A goela entalada, as arvorezinhas e a “política”

    A goela entalada, as arvorezinhas e a “política”

    EDITORIAL

    A goela entalada, as arvorezinhas e a “política”

    Por Editorial ac24horas8 de março de 2026 – 06h39 4 min de leitura

    Siga o ac24horas no WhatsApp e receba as principais notícias do Acre em primeira mão.

    Seguir canal

    O segundo mandato de Gladson Camelí entendeu a importância da habitação popular. Não coincidentemente, esse “entendimento” veio ao mesmo tempo da versão Lula 3 em Brasília. Atendendo ao bom senso e lembrando que o primeiro mandato de Gladson foi marcado pela pandemia e as consequências para a gestão pública em um Estado empobrecido, é possível afirmar que, no setor de Habitação, as coisas começam a acontecer agora. E não é um capricho do atual governo estadual ou uma exposição de incompetência: política de habitação popular, em lugares como o Acre, só se faz com apoio do Governo Federal. A justificativa está no custo. Praticamente, é impossível de ser bancada exclusivamente pelos cofres dos governos locais.

    E há outro detalhe: em Brasília, é preciso que o maior mandatário tenha sensibilidade com as coisas que acontecem aqui. Quem não se lembra da famosa entrevista do Bar do Vaz, em outubro de 2022, quando Gladson Camelí disse que havia conversado com o então presidente Jair Bolsonaro e este lhe prometera 18 mil unidades habitacionais?

    A quem pede não se pode exigir muito pudor: o governante vai a Brasília passar o pires e o faz “de com força”, obedecendo à lógica “se colar, colou”: já que não tem projetos inovadores, que respeitem a geografia local, o jeito é se aventurar. Mas um presidente se comprometer em construir 18 mil unidades habitacionais no Acre, ou mente de forma descarada; ou fala por falar, sem compromisso nenhum de cumprir o que deve ao povo. O resultado não podia ser outro: foi necessário tempo e muita modéstia nos números.

    A Fundação João Pinheiro é uma referência clássica quando se busca dados sobre política habitacional. No Acre, por exemplo, calcula-se que o déficit atual seja de 30,8 mil moradias. Aumentou. A cena piorou nos últimos anos. O que é lógico: se não se constroem casas populares, alguém vai se acomodando nos fundos dos quintais de mães e avós.

    Mas a política (partidária/ideológica) não entende assim. A política tem uma lógica própria. Em recente entrevista à imprensa local, o governador deu a seguinte declaração: “Cidadania é dar um lar para uma família poder viver com dignidade. Esse foi um dos grandes projetos desse segundo mandato como governador que nós abraçamos, não só na Capital, como no interior também. Vai ter moradia do Casa… do Minha Casa… minha… casa própria…”.

    O governador cometeu um ato falho. Tentou ser verdadeiro, mas a verdade lhe engasgou a goela. O gesto acabou expondo a estratégia política apequenada do Gabinete Civil de não dar o devido crédito na autoria da política pública que estava sendo oferecida ao povo.

    Nem isso se pode dizer que o atual governo é inovador. Jorge Viana fazia o mesmo, mas tinha melhor desenvoltura. Dissimulava melhor: nas declarações públicas, até falava, aqui ou acolá, as expressões “Governo Federal” ou “presidente Lula”. Mas “as arvorezinhas” eram tantas e em tantos lugares que encobriam qualquer ameaça do slogan oficial do companheiro de Brasília dizer quem tinha mandado fazer esta ou aquela obra.

    Outro detalhe sobre a política habitacional do atual governo precisa ser observado. E é algo positivo: percebe-se um tratamento mais institucionalizado, menos politiqueiro. Neste aspecto, ninguém supera Flaviano Melo. Ninguém utilizou melhor as casas populares e apartamentos populares do que Flaviano para “fazer política”. Ele foi imbatível. Na gestão de Gladson, não tem sido assim. Ao contrário, há unidades habitacionais que já estão em uso e que nem foto oficial foi feita. Percebe-se uma certa falta de cuidado, até. Em habitação popular, a cena é esta por aqui.

  • O calado que comeu quieto

    O calado que comeu quieto

    O PP deverá anunciar nesta próxima segunda-feira a sua aliança com o PL, para a disputa da eleição deste ano. É uma vitória do senador Márcio Bittar (PL), que se recolheu ao silêncio durante um bom período, se articulou, e emergiu como o segundo nome na chapa de Mailza Assis (PP) para a disputa do Senado. Deixou na poeira outros pretendentes no espaço, como a médica Jéssica Sales (MDB); o senador Sérgio Petecão (PSD) e o deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade). E limpou a área do PL, impedindo o prefeito Tião Bocalom de ser candidato ao governo pelo partido. Essa aliança é como juntar a fome com a vontade de comer: Márcio Bittar (PL) sempre foi o nome da simpatia do governador Gladson Cameli (PP) para companheiro na aliança, para a disputa das duas vagas para o Senado. Sempre deixou isso bastante claro nas suas entrevistas. A chapa da aliança PP-UB-PL, está formada: Mailza para o governo, e Bittar e Gladson para o Senado.

    O ato de amanhã será, por tabela, um nocaute no MDB. E, explica-se: o partido vem há tempos sendo empurrado pela barriga numa até aqui frustrada aliança com o grupo governista. O fato deve ser interpretado da seguinte forma: quando se quer ter um aliado político, anuncia logo, como está sendo feito com o PL. Quando se quer postergar para não resolver, se faz como se está fazendo com o MDB, que se encontra numa desconfortável situação de humilhação pública e de pires na mão implorando por uma aliança.

    O ditado acima é antigo, e era usado quando algo de estranho acontecia. A live nada discreta do prefeito Tião Bocalom agradecendo o deputado Pedro Longo (PDT), por lhe ajudar a tentar conseguir o PSDB para ser candidato a governador, causou o maior furor político nos bastidores, por um motivo: Longo é um dos políticos mais leais ao governo, e não faria esse movimento sem ter conversado com quem manda no andar de cima.

    O que se sabe é que o deputado Pedro Longo (PDT) tem livre trânsito na cúpula nacional do PSDB. Não consegui contato com o Longo para esmiuçar essa história revelada pelo prefeito Bocalom. Mas, é preciso ser muito ingênuo para ignorar que o parlamentar tenha agido por conta própria. Jamais, é extremamente ético para quebrar sua lealdade palaciana.

    Fui atrás de outra fonte quente do governo para saber o detalhe que motivou essa situação, e foi isso que escutei: “Luiz Carlos, essa ação do Pedro não foi isolada. Ninguém é nenhuma criança para imaginar isso. Acontece é que mantendo o Bocalom como candidato é quase certeza de levar a eleição para o segundo turno, o que em tese favorece a Mailza. Um confronto só entre o senador Alan Rick (Republicanos) e a candidata Mailza Assis (PP), viraria um plebiscito e seria uma cartada arriscada para a nossa candidata”. E nada mais disse, e nem lhe foi perguntado.

    Pelo que me foi informado, é possível que o prefeito Tião Bocalom venha conseguir a liberação do PSDB para a sua candidatura, o que brecaria a sigla de migrar para o controle do senador Alan Rick (Republicanos). E o principal adversário do governo, é o senador Alan Rick (Republicanos), por liderar as pesquisas.

    O deputado Nicolau Júnior (PP) não tem a menor intenção de ser candidato a vice-governador na chapa da vice-governadora Mailza Assis (PP); seu foco é a bem encaminhada disputa da reeleição. Foi o que me disse ontem um de seus principais assessores políticos.

    Na próxima terça-feira é o dia em que a direção nacional do PSDB dirá se aceita o pedido do prefeito Tião Bocalom ou o do senador Alan Rick (Republicanos), para ficar no comando da sigla no Acre. Data fatal.

    A semana que vai entrar, também, trará outros fatos políticos importantes, como a comunicação oficial com quem o MDB vai fazer aliança. Um fato está decidido dentro do partido: não fará aliança com o grupo do poder se não estiverem representados na chapa majoritária da Mailza, na vaga de vice. A indefinição do governo fez crescer no MDB o grupo que é contra uma aliança com o governo. A paciência se esgotou.

    Pelo que tenho acompanhado nos bastidores do poder; o MDB que já perdeu o espaço para uma candidatura ao Senado, pode ainda perder o espaço para indicar o vice. Vou transcrever uma frase dita ontem, por um importante cabeça branca do MDB: “Estão enganados se pensam que o MDB irá pelo beiço e no 0800, apoiar a candidatura da Mailza”. Pelo visto, a semana que vai começar deverá sacudir o cenário da sucessão estadual.

    Deputados Pablo Bregense (PSD), Eduardo Ribeiro (PSD), Adailton Cruz (PSB), Chico Viga (PDT), Michelle Melo (PDT), Pedro Longo (PDT), Clodoaldo Rodrigues (Republicanos),Tadeu Hassem (Republicanos), André da Farmácia (Podemos), Calegário (Podemos), são parlamentares estaduais que deverão deixar os seus partidos, para disputar a eleição por outras siglas. Boa parte deve se abrigar na federação PP-UB.

    Caso o MDB não venha apoiar a candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo, uma defecção é certa no partido: o deputado Tanízio Sá deixará a sigla. Já deixou isso bem claro.

    Esse puxa-encolhe político com o nome da ex-deputada Jéssica Sales (MDB), que uma hora é candidata a senadora, na outra hora à vice-governadora, está desgastando a imagem de uma das mais promissoras lideranças jovens do estado. E o mais grave é brincam com seu nome e ela nunca pediu para ocupar nenhuma chapa, sempre disse que segue o partido.

    Há décadas acompanho campanhas políticas para o governo. Mas não me lembro de uma mais desorganizada do que essa da federação PP-UB para o governo. Panela que muitos mexem, a comida ou fica salgada ou insossa. Virou Casa de Noca, onde todos falam, todos gritam, e ninguém se entende.

    Estão se esquecendo que não vão enfrentar nenhum amador, mas um candidato muito bem articulado, que tem o domínio da boa oratória, sabe fazer do limão uma limonada, e que lidera folgado a corrida para o governo, o senador Alan Rick (Republicanos). Vão brincando, vão brincando de fazer política…..

    “A política é a arte de fazer com que desejos egoístas pareçam de interesse nacional”. Thomas Sowell.

    Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

  • Homem morre ao ser atropelado em rodovia no DF

    Homem morre ao ser atropelado em rodovia no DF

    Divulgação CBMDF
    Atropelamento DF001

    Um homem, que não teve a identidade divulgada, morreu após ser atropelado na DF-001 na noite deste sábado (7/3). O atropelamento ocorreu  na QN 05 conjunto 08, entre Riacho Fundo ll e Recanto das Emas na DF 001, sentido Samambaia, por volta das 22h30.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o resgate da vítima, mas ao chegar ao local, o pedestre já estava morto.

    “Imediatamente, os socorristas iniciaram as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e os procedimentos para vítimas de trauma, seguindo a regulação médica do SAMU. No entanto, não houve restauração dos sinais vitais, sendo constatado óbito no local“, detalhou o CBMDF.

    O motorista do carro que atropelou o pedestre nada sofreu.

    Polícia Militar e Polícia Civil foram acionadas para o local. As duas corporações foram acionadas pelo Metrópoles para dar mais detalhes sobre o caso.

  • Está tudo muito esquisito (por Mary Zaidan)

    Está tudo muito esquisito (por Mary Zaidan)

    Divulgação
    Vorcaro

    Maior fraude financeira da história do país, o caso Master agudizou na semana passada. Junto com a prisão preventiva do dono do banco liquidado, Daniel Vorcaro, e da suspensão do sigilo dos dados de seus celulares, ambas por ordem do novo relator do caso no STF, ministro André Mendonça, confirmou-se a extensa rede criminosa do ex-banqueiro, com gente graúda de todas as matizes políticas e em todas as esferas de poder.

    Um escândalo institucional estarrecedor que, na sexta-feira, chegou ao ápice com a revelação, pela repórter Malu Gaspar, de O Globo, de diálogos que seriam entre Alexandre de Moraes e Vorcaro, no dia de sua primeira prisão, em novembro. O ministro supremo nega e o jornal reafirma a denúncia, acrescentando mais estranhezas a um emaranhado de pontos cegos nas investigações – ou no que já veio à tona sobre elas.

    Sabe-se, até agora, que a origem da revelação dos diálogos não foi a CPI do INSS, que no dia 20 de fevereiro passou a ter acesso ao conteúdo dos celulares de Vorcaro. Nas 1.565 páginas tornadas públicas, Moraes aparece oito vezes, todas elas de forma indireta, em mensagens de Vorcaro com a então namorada, a influencer Martha Graeff, a quem ele contava absolutamente tudo o que fazia, com nomes dos interlocutores e um certo deslumbramento. Ora dizia estar na casa do presidente do Senado, ora recebia figurões em sua casa, ora ia ao Planalto. Algo que em nada combina com alguém que circulava com tanta desenvoltura nos círculos de poder. Mais: que tipo de bandido deixa tantos rastros com tantos detalhes?

    Da mesma forma, não soa factível que alguém tão cioso de suas comunicações, a ponto de mantê-las no “modo desaparecer”, ferramenta que apaga as mensagens após a leitura, escreva seus textos no bloco de notas do celular, fotografe e só aí envie a mensagem, deixando todas as pegadas não apenas no bloco, mas no arquivo de fotos, de fácil acesso no aparelho ou na nuvem. Muito menos que o experiente e safo Xandão trocasse quase uma dezena de mensagens com Vorcaro, uma bomba com explosão anunciada.

    É preciso entender também por que as conversas Vorcaro-Moraes decriptadas pela PF não foram entregues à CPI no mesmo formato obtido pelo Globo, gerando diferentes hipóteses de interpretação. Acrescenta-se ao rol de esquisitices a justificativa da PF para não solicitar que Moraes seja investigado, diferentemente do que fez com o então relator do caso, Dias Toffoli. Os próprios investigadores afirmam que não há como saber se as mensagens do bloco de notas de Vorcaro eram mesmo para o ministro.

    Há muitas outras pontas desamarradas. O suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário (cruel, sanguinário), nas dependências da PF de Minas, continua a alimentar dúvidas. Embora a PF diga que tudo foi filmado e que entregou a fita sem cortes ao STF, causa espanto imaginar que um bandido dessa importância – suspeito de ser o “justiceiro” de Vorcaro – tenha ficado sem qualquer monitoramento, nem mesmo virtual. E por tempo suficiente para se auto estrangular, com suas próprias roupas – em silêncio. A ele, Vorcaro teria pedido para golpear o jornalista Lauro Jardim (OGlobo), “dar um pau”, “quebrar os dentes num assalto”.

    A tentativa de suicídio foi citada pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, ao rebater a critica de Mendonça de que era “lamentável” ele não ter visto “urgência” para mandar prender Vorcaro.  Em nota, Gonet afirmou que a “análise da PGR não é formalidade vazia”. Destacou que os documentos somavam mais de duas mil páginas, impossíveis de serem escrutinados no exíguo prazo determinado pelo ministro – 72 horas.

    Os episódios envolvendo Vorcaro escancaram as conhecidas rivalidades entre ministros do STF, PGR e Polícia Federal. Com razão, os investigadores comemoraram quando Mendonça acabou com os limites impostos por Toffoli, que chegou a indicar os peritos para analisar os celulares do ex-banqueiro. Por outro lado, Mendonça teve uma atitude inusual ao determinar que o sigilo incluísse superiores, até o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não funcionou. Houve vazamentos em série – pela CPI do INSS ou pela própria PF.

    Outras brechas podem até beneficiar o criminoso. Embora a PF possa pedir a prisão de um investigado diretamente ao STF, a Lei nº 13.964, de 2019 – rubricada por Mendonça, então Advogado-Geral da União de Jair Bolsonaro -, e a jurisprudência conferem à PGR a atribuição de solicitar a prisão preventiva de um suspeito. Teria sido mais prudente, portanto, que Mendonça aguardasse a PGR por mais uns dias, o que não mudaria o estado das coisas. No máximo ficaria adiada a eclosão do novo episódio do escândalo. Teme-se que o caminho escolhido pelo ministro possa fundamentar a alegação de nulidade de partes do processo.

    A suspensão de sigilo e os vazamentos também causaram apreensão. Ainda que Mendonça tenha mandado investigar a origem das goteiras, só o fez a pedido da defesa de Vorcaro.

    Á despeito dos diálogos negados por Moraes, o ministro deve explicações, a começar pelo contrato milionário de sua mulher Viviane Barci com o Master, de R$ 129 milhões em três anos.  O ex-relator Toffoli continua obrigado a esclarecer suas tretas com Vorcaro na venda do resort Tayayá e na carona de jatinho. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos em mudez absoluta, também deveriam esclarecer por que estão segurando – pelo menos enquanto dá – a criação de uma CPI para investigar os podres do Master.

    O caso deve continuar sacudindo o país, podendo até evoluir para uma delação premiada de Vorcaro. E todo cuidado é pouco. Mendonça, o heroi da vez, que já cometeu pequenos deslizes, não pode errar. O país está cansado do mesmo filme. Moraes, que liderou com garra a condenação ao golpismo, encarnou a figura do todo-poderoso, ares que também subiram à cabeça do juiz Sérgio Moro, na Lava Jato, e de Joaquim Barbosa, no Mensalão. Ninguém quer ver uma reprise.

     

    Mary Zaidan é jornalista 

  • União Brasil tenta manter controle da PEC 6X1 até no plenário

    União Brasil tenta manter controle da PEC 6X1 até no plenário

    Giuliano Gazzoni/Metropoles
    Paulo Azi 1

    O União Brasil articula, nos bastidores, a manutenção do deputado federal Paulo Azi (União-BA) como relator da PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial e no plenário da Câmara.

    A sigla conseguiu emplacar Azi para relatar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agora, negocia com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para manter o deputado no posto nas demais fases de tramitação da PEC.

    A aposta do União Brasil é que Azi será mantido na relatoria. A situação seria parecida com a do deputado Mendonça Filho (União-PE), que foi relator da PEC da Segurança tanto na CCJ quanto nas outras etapas de tramitação da proposta.

    A coluna mostrou que integrantes do Palácio do Planalto avaliaram como “positiva” a indicação de Azi para relatar o fim da 6×1 na CCJ. O governo, no entanto, pretende tentar emplacar um nome mais alinhado à gestão petista nas demais fases.

    Surfar na 6×1

    Aliados de Azi disseram à coluna, sob reserva, que o relator vai tentar surfar na PEC que trata do fim da escala 6×1 durante a análise na CCJ. O colegiado analisa apenas a constitucionalidade do tema, sem alterar o mérito da proposta.

    O relator, no entanto, fará audiência públicas para debater a redução da jornada de trabalho. Na semana passada, a CCJ aprovou um requerimento para realização de debates sobre o tema com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    Azi ainda solicitou audiência com representantes de centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O colegiado também deve ouvir membros da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A primeira audiência será com o ministro do Trabalho e está prevista para a tarde da terça-feira (10/3). Em entrevista à coluna, Motta sinalizou que trata a PEC 6×1 como uma das prioridades e disse que pretende votar a proposta até maio no plenario.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    Aline Massuca/ Metrópoles
    lula durante pronunciamento em Ato público de Lula lota a Cinelândia no Rio de Janeiro

    “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime e vamos sim meter a colher”. (Lula)

  • Pesquisadora da Embrapa alerta sobre indústria do açaí em Feijó

    Pesquisadora da Embrapa alerta sobre indústria do açaí em Feijó

    Joana Leite tem autoridade para falar sobre agroindústrias. Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela prestigiada Universidade Federal de Pelotas, a pesquisadora falou ao agro24cast sobre produtos desenvolvidos pela empresa estatal que poderiam mudar a qualidade da segurança alimentar no Acre, mas não encontraram na iniciativa privada local os agentes de inovação necessários para […]

  • No Acre, ser mulher ainda é um risco: estado lidera casos de feminicídios no Brasil

    No Acre, ser mulher ainda é um risco: estado lidera casos de feminicídios no Brasil

    Enquanto o país se prepara para celebrar o Dia Internacional da Mulher, um dado coloca o Acre no centro de uma realidade dura. O estado registra a maior taxa de feminicídio do Brasil, com 3,2 mulheres assassinadas a cada 100 mil. O número revela uma verdade incômoda. No Acre, ser mulher ainda significa viver sob risco constante.

    Os dados reunidos pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que 14 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025. Todas morreram em um contexto de violência doméstica ou familiar. Nenhum caso ocorreu fora desse cenário.

    O dado desmonta um mito recorrente. O perigo raramente vem de desconhecidos. Ele costuma estar dentro de casa. Nos 14 casos registrados, o autor mantinha relação íntima com a vítima. Maridos, companheiros ou ex-parceiros aparecem como protagonistas dos crimes.

    A maioria dessas vítimas já convivia com a violência antes do desfecho fatal. Doze mulheres tinham histórico de agressões anteriores. Mesmo assim, a proteção não chegou a tempo.

    Entre as vítimas, 11 não possuíam medidas protetivas ativas no momento do crime. Apenas três estavam amparadas judicialmente. O dado expõe um dos principais gargalos no enfrentamento à violência doméstica. Muitas mulheres não conseguem acessar ou manter a proteção do Estado.

    O local dos crimes também revela um padrão. Onze feminicídios ocorreram dentro de residências. Apenas três aconteceram em via pública. A casa, espaço associado à proteção, tornou-se o principal cenário da violência letal contra mulheres.

    As armas utilizadas reforçam a brutalidade desses crimes. Facas e outros objetos cortantes aparecem em 64% dos casos, com nove registros. Armas de fogo foram usadas em quatro homicídios, o equivalente a 29%. Outros meios aparecem em menor escala.

    O comportamento dos agressores também chama atenção. No momento do crime, seis autores estavam sóbrios, quatro embriagados, um sob efeito de drogas e um sob efeito combinado de álcool e entorpecentes. Em dois casos não há informação.

    No andamento dos processos, nove suspeitos permanecem presos preventivamente. Há ainda um condenado, um foragido, um preso temporariamente, um autor morto e um que tirou a própria vida após o crime.

    Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam 39.541 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha no Acre entre 2018 e 2026. Os registros incluem ameaças, agressões físicas, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas.

    A curva segue em crescimento. Em 2018, o estado registrou 2.336 ocorrências. Em 2025, o número chegou a 7.038 casos, quase o triplo.

    A violência se concentra nas cidades mais populosas, Rio Branco lidera o ranking, com 20.847 registros, Cruzeiro do Sul aparece em seguida, com 3.636 casos, Sena Madureira soma 2.097 ocorrências.

    O perfil das vítimas também aparece nos dados. Mulheres pardas concentram a maior parte dos registros, com 20.734 ocorrências. Em seguida aparecem mulheres brancas, com 4.976, e pretas, com 3.907. Há ainda casos envolvendo mulheres indígenas, amarelas e situações sem informação registrada.

    Esses números revelam uma realidade que vai além das estatísticas. Eles mostram um padrão persistente de violência que atravessa bairros, cidades e relações familiares.

    No calendário, o 8 de março celebra conquistas, direitos e avanços das mulheres. No Acre, porém, os dados lembram outra face dessa data. A de um estado que permanece no topo de um ranking negativo e que convive com um dos cenários mais graves de violência contra mulheres no país.

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

  • Vídeo com drone revela outra perspectiva de Rio Branco e destaca pontos históricos da capital

    Vídeo com drone revela outra perspectiva de Rio Branco e destaca pontos históricos da capital

    VIRALIZOU NA REDE

    Vídeo com drone revela outra perspectiva de Rio Branco e destaca pontos históricos da capital

    Por Rebeca Martins8 de março de 2026 – 05h07 2 min de leitura

    Siga o ac24horas no WhatsApp e receba as principais notícias do Acre em primeira mão.

    Seguir canal

    Quem passa todos os dias pelas ruas de Rio Branco nem sempre percebe a cidade que existe além do nível dos olhos. Vista do alto, a capital acreana ganha outra dimensão. Um vídeo produzido com imagens aéreas mostra exatamente isso. A cidade sob um novo ângulo.

    As imagens captadas por drone pelo jornalista Walcimar Junior percorrem alguns dos principais cartões-postais da capital. O resultado aparece em um vídeo publicado nas redes sociais que reúne paisagem urbana, história e cultura em poucos minutos.

    A proposta do material parte de uma ideia simples. Mostrar Rio Branco de um jeito que muita gente da própria cidade ainda não viu.

    No vídeo, a jornalista Quésia Melo aparece em alguns dos pontos mais conhecidos da capital. As cenas foram gravadas no Palácio Rio Branco, no Museu dos Povos Acreanos, na Gameleira e no Memorial Chico Mendes, locais que fazem parte da história política, cultural e social do Acre.

    Do alto, o drone revela detalhes da arquitetura, do traçado urbano e da relação da cidade com o Rio Acre. Os espaços ganham destaque a partir de uma perspectiva que normalmente não aparece no cotidiano de quem circula pela região central.

    O vídeo também aproveita uma tendência viral das redes sociais. A estratégia amplia o alcance da produção e coloca os espaços turísticos da capital acreana em destaque.

    VEJA O VÍDEO:

    Rebeca Martins

    Rebeca Martins

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

    rebecamsmartins@gmail.com