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  • Projeto da PM transforma rotina de mulheres na Cidade do Povo

    Projeto da PM transforma rotina de mulheres na Cidade do Povo

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    Projeto da PM transforma rotina de mulheres na Cidade do Povo

    Por Rebeca Martins8 de março de 2026 – 05h08 5 min de leitura
    Fotos Marcos Araújo

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    Toda terça e quinta-feira, um grupo de mulheres ocupa um espaço aberto na Cidade do Povo, em Rio Branco. Ali não há equipamentos sofisticados nem mensalidade de academia. Há cones, barras improvisadas, equipamentos simples e uma rede de apoio que nasceu de um projeto da Polícia Militar.

    Fotos Marcos Araújo

    O projeto nasceu dentro da proposta da Polícia Comunitária, aproximar a corporação dos moradores e atuar na prevenção. No lugar de operações e sirenes, a estratégia aqui passa por algo mais simples: atividade física, convivência e escuta. “O projeto foi criado dentre tantos outros da Polícia Militar para interação com a comunidade. A gente busca trazer qualidade de vida para dentro da comunidade e trabalhar também a prevenção”, explica Hálida Prado.

    Mas o funcional que acontece na Cidade do Povo não se resume a exercícios. A rotina inclui rodas de conversa, apoio psicológico, encontros comunitários e atividades que tratam de temas como saúde mental e violência contra a mulher. A estrutura conta com apoio da Coordenadoria de Polícia Comunitária da PM.

    Fotos Marcos Araújo

    “A gente traz não só o treino em si. Também tem atividades ecumênicas, apoio psicológico e rodas de conversa. É um trabalho que busca saúde e cuidado dentro da comunidade”, afirma a sargento.

    O projeto também recebe incentivo da tenente-coronel Ana Cássia e da comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata, segundo Hálida.

    Para quem participa, o impacto vai além da atividade física. A agente de saúde Maria Valéria da Silva, de 38 anos, conheceu o projeto por indicação de amigas. Chegou curiosa e decidiu ficar.

    “Tudo que é bom se espalha rápido. Chegou aos meus ouvidos por amigas. Eu fui lá conhecer, cheguei, me apaixonei e fiquei”, conta.

    Fotos Marcos Araújo

    Hoje ela enxerga o funcional como um espaço de pausa na rotina. “Aqui a gente não se reúne só para um treino. É um lugar onde a gente sai da rotina, conhece pessoas novas, faz amizades. Cansa o corpo e relaxa a mente”, afirma.

    A mudança também chegou à saúde mental, segundo as alunas. “Quando eu cheguei eu usava medicamentos psicotrópicos. Hoje eu não faço mais uso. O funcional veio para somar no tratamento da minha saúde mental”, relata.

    A esteticista Ana Maira Nascimento, de 33 anos, acompanha o projeto desde que se mudou para o bairro. “As amizades que a gente faz aqui vão além do treino. A gente se encontra fora daqui também. Viraram amizades para a vida”, diz.

    Fotos Marcos Araújo

    “Quando a gente está prestes a parar, vem outra e fala ‘bora, tu consegue’. Uma vai incentivando a outra. Isso faz muita diferença”, afirma.

    Um recomeço após a perda

    Para Diana Aquino, de 34 anos, o projeto marcou o início de uma virada pessoal. Há três anos e meio, ela perdeu o marido e enfrentou um período de depressão. “Eu era só dona de casa e não cuidava da minha saúde. Quando meu esposo faleceu, eu me afundei na depressão”, conta.

    “Quando eu vi a professora Hálida, pensei: é isso que eu quero para a minha vida. Quero buscar qualidade de vida por meio do exercício. Eu largo tudo que tenho para fazer no dia do funcional. Toda terça e quinta eu estou aqui. Isso mudou minha história”, afirma.

    Fotos Marcos Araújo

    Embora a maioria dos participantes seja formada por mulheres, o projeto também atrai moradores de diferentes idades com o propósito de acolher. O aposentado Antônio Pinheiro da Silva, de 70 anos, participa das atividades e valoriza o convívio.

    “Eu gosto porque a gente fica com mais saúde. Eu vivo sozinho e aqui eu me distraio mais”. Moradores também afirmam que a presença da Polícia Comunitária e do funcional ajudou a alterar a forma como o bairro é visto.

    Durante anos, a Cidade do Povo ganhou destaque nas notícias por episódios de violência. Hoje, iniciativas como o projeto da PM ajudam a contar outra história.

    Fotos Marcos Araú08

    “Quando a polícia comunitária entrou no bairro, ela veio fazer a diferença. Hoje, o nosso bairro está sendo visto de outra forma”, afirma Diana Aquino.

    Em meio ao esforço físico e às conversas depois do treino, o funcional virou algo maior do que o exercício. Virou encontro, apoio. E, para muitas mulheres da Cidade do Povo, virou o primeiro passo para recomeçar.

    Rebeca Martins

    Rebeca Martins

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

    rebecamsmartins@gmail.com

  • Rio Branco sedia Campeonato de Pesca Esportiva e deve reunir competidores de todo o Acre

    Rio Branco sedia Campeonato de Pesca Esportiva e deve reunir competidores de todo o Acre

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  • Cruzeiro tenta frear hegemonia do Atlético no Mineiro; veja e aposte

    Cruzeiro tenta frear hegemonia do Atlético no Mineiro; veja e aposte

    Alamy Live News
    mineiro-APOSTAS

    Cruzeiro e Atlético-MG decidem o título do Campeonato Mineiro neste domingo (8/3), às 18h (horário de Brasília), no Mineirão. A Raposa busca encerrar um jejum de sete anos sem conquistar o estadual enquanto o Galo tenta alcançar um inédito heptacampeonato consecutivo. Veja os números da decisão e as principais odds para apostar na final.

    Quem será campeão mineiro?

    O Cruzeiro vive uma seca de títulos, incluindo o Campeonato Mineiro. A última vez que a Raposa venceu o Estadual foi em 2019, ano que terminou com o rebaixamento no Brasileirão.

    Desde então, o Cabuloso foi vice duas vezes (2022 e 2024) e viu o maior rival construir uma hegemonia no estado.

    No lado preto e branco do clássico, o Atlético vem alcançando marcas relevantes.

    Essa será a 20ª vez seguida que o Galo disputará a final do Estadual, um recorde no país.

    Além disso, o Alvinegro pode conquistar o heptacampeonato consecutivo, algo nunca antes alcançado na era profissional do Mineiro.

    O Atlético é o maior vencedor do Campeonato Mineiro, com 50 títulos conquistados.

    Apenas o Bahia, com 51 baianos, e o ABC, com 57 potiguares, venceram mais estaduais que o Galo. Já o Cruzeiro tem 38 mineiros.

    Quem vencerá o jogo?

    Com o formato de jogo único na decisão, quem vencer será o campeão do Campeonato Mineiro. Se houver empate no tempo normal, a decisão irá para os pênaltis.

    Cruzeiro e Atlético-MG já se enfrentaram na atual temporada. Na primeira fase do Campeonato Mineiro, o Galo recebeu a Raposa na Arena MRV e venceu, de virada, por 2 x 1, com gols de Bernard e Hulk. Kaio Jorge marcou para o time celeste.

    Os dois times marcarão?

    Para além do título e da vitória no tempo normal, outra opção de aposta é no mercado de ambos marcam.

    Nos 14 jogos disputados pelo Cruzeiro no ano, em oito os dois times balançaram as redes. A Raposa marcou 21 gols e sofreu 17.

    O Atlético-MG também tem feito e sofrido muitos gols no ano. Nos mesmos 14 jogos, o Galo marcou 23 e sofreu 17.

    Em 12 desses confrontos os dois times envolvidos anotaram pelo menos um gol cada.

    Nas últimas duas vezes que se enfrentaram, Cruzeiro e Atlético-MG marcaram gols. A mais recente foi no 2 x 1 pela primeira fase do Mineiro deste ano.

    Na anterior, no Brasileiro de 2025, a partida terminou empatada em 1 x 1.

    Como os times chegam

    O Cruzeiro se classificou para a final após eliminar o Pouso Alegre nas semifinais. No jogo de ida, a Raposa venceu por 2 x 1, com gols de Lucas Silva e Bruno Rodrigues.

    Na volta, o time comandado por Tite ganhou por 1 x 0, com Kaio Jorge balançando as redes.

    Já o Atlético-MG teve mais dificuldade para chegar à decisão. Depois de dois empates, por 1 x 1 e 0 x 0, contra o América-MG, o Galo precisou dos pênaltis para avançar.

    Com duas defesas e a última cobrança convertida, Everson foi o herói atleticano.

    Onde assistir Cruzeiro x Atlético-MG

    A partida entre Cruzeiro e Atlético-MG, pela final do Campeonato Mineiro, terá transmissão da Globo (TV aberta), da GE TV (YouTube), da SportyNet (TV fechada), do Sportv (TV fechada) e do Premiere (pay-per-view).

    *Odds estão sujeitas a alterações. Última atualização em 6/3/2026 às 12h.

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    Moraes na berlinda

    Hugo Barreto/ Metrópoles
    O ministro Alexandre de Moraes

    Por tudo o que você sabe até agora sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aumentou ou diminuiu sua confiança no ministro? Respostas de 2.356 leitores:
    Aumentou – 24%
    Diminuiu – 38,1%
    Permaneceu a mesma – 37,9%

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    A competição de corrida do Metrópoles Endurance acontece no dia 15 de março, em frente à Catedral, e vai movimentar Brasília

  • Do Olimpo à cela de 9 metros e a saia justa do STF

    Do Olimpo à cela de 9 metros e a saia justa do STF

    Fábio Vieira/Especial Metrópoles
    Transferência para presídio federal acontece após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)

    O caso do Banco Master deixou de ser uma investigação financeira para se tornar um teste de estresse para a cúpula do Judiciário. A transferência de Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília, onde dividirá o espaço com a cúpula do PCC, não é apenas uma medida de segurança; é um isolamento estratégico. A Polícia Federal teme que o banqueiro, com sua “vasta capacidade de articulação” possa interferir nas provas se mantido em celas comuns.

    Mas o que realmente faz Brasília ferver não é o destino de Vorcaro, e sim o que saiu do celular dele. O vazamento de supostas mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes colocou o STF em uma saia justa sem precedentes.

    Embora o tribunal negue que as mensagens de “visualização única” tivessem Moraes como destinatário real, a simples existência desses diálogos no dia da prisão do banqueiro cria uma névoa de suspeição que as notas oficiais não conseguem dissipar.

    André Mendonça, o atual relator, agora opera em um campo minado. Ao mesmo tempo em que autoriza o isolamento de Vorcaro, precisa abrir inquéritos para apurar quem vazou dados que deveriam estar sob sigilo. É o sistema tentando investigar a si mesmo sob o olhar atento de uma CPMI que não pretende largar o osso.

    Se o inquérito seguir as provas, mesmo que atinja o Olimpo do Judiciário, a República terá que lidar com o tamanho do estrago.

    A situação é de um pragmatismo cruel: enquanto o banqueiro dorme em uma cela de nove metros quadrados, o Supremo tenta acordar de um pesadelo de possíveis rastros.

    Para quem prega a transparência, o silêncio e as negativas técnicas soam como um drible mal executado.

  • Prefeito, ex-senador e loja: a rota do dinheiro para obra de hospital

    Prefeito, ex-senador e loja: a rota do dinheiro para obra de hospital

    Arte/Metrópoles
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    A investigação que apura o desvio de recursos destinados à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá identificou uma rede de pessoas e empresas que, segundo a Polícia Federal, teria participado da movimentação e distribuição do dinheiro público retirado em espécie após a assinatura do contrato da obra.

    O esquema aparece em documentos analisados no âmbito da Operação Paroxismo, que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

    Segundo a investigação, o fluxo financeiro envolvia empresários, pessoas próximas ao então prefeito Antônio Paulo de Oliveira Furlan, familiares e colaboradores diretos da administração municipal.

    O motorista que fazia depósitos

    Um dos personagens principais apontados na investigação é Jerqueson da Costa Rodrigues, motorista do prefeito.

    De acordo com a apuração, ele recebia salário de R$ 3.815 e conduzia o Fiat Cronos branco registrado em nome do chefe do Executivo municipal, veículo que foi flagrado nas imediações de bancos e locais monitorados pela Polícia Federal durante diligências realizadas em 2025.

    Durante buscas na casa de Jerqueson, no centro de Macapá, os investigadores encontraram anotações de depósitos bancários que, somados, ultrapassariam R$ 3 milhões.

    O elo logístico

    Outro personagem identificado pela investigação é Hulgo Márcio Bispo Corrêa, responsável formal pela empresa que administra a clínica associada ao prefeito.

    Ele apareceu pela primeira vez nas diligências policiais em maio de 2025, quando agentes acompanharam o transporte de uma mochila contendo dinheiro sacado em espécie por um dos empresários investigados.

    Segundo os policiais, Hulgo teria recebido a mochila em um laboratório no centro da cidade e a transferido posteriormente para outra pessoa que deixou o local em um veículo registrado no nome do prefeito.

    O laboratório usado como ponto de encontro

    As diligências da Polícia Federal também apontaram movimentações suspeitas no Laboratório Dr. Paulo Albuquerque, localizado na região central de Macapá.

    O imóvel pertence ao ex-senador Paulo José de Brito Silva Albuquerque e foi citado nos autos como um local de acesso restrito, sem ligação direta com a obra pública investigada.

    Mesmo assim, o espaço teria sido utilizado em pelo menos duas ocasiões como ponto de entrega de valores sacados da conta da empresa responsável pela obra do hospital.

    De acordo com os investigadores, a escolha de um local com circulação restrita ajudaria a reduzir a exposição das movimentações.

    Transferências para familiares

    Além da movimentação em espécie, a investigação identificou transferências bancárias consideradas suspeitas envolvendo pessoas do círculo familiar do prefeito.

    Entre maio e outubro de 2024, um dos empresários investigados transferiu R$ 100 mil para Isabella Cristina Moreira Favacho, ex-esposa do prefeito.

    Segundo a Polícia Federal, não foi encontrada justificativa contratual ou comercial que explicasse o pagamento.

    A atual companheira do prefeito também aparece na investigação por meio de movimentações financeiras associadas a uma empresa da área médica.

    Celular escondido

    Outro episódio chamou atenção dos investigadores durante o cumprimento de mandados de busca.

    Quando agentes chegaram à residência do empresário Rodrigo de Queiroz Moreira, um dos sócios da empresa contratada para construir o hospital, ele estava em uma academia nas proximidades.

    Ao ser abordado, afirmou não estar com o celular.

    Posteriormente, imagens de segurança e diligências policiais levaram os investigadores até um aparelho escondido dentro de uma caixa em um depósito da academia.

    Segundo a decisão judicial, a tentativa de ocultar o celular pode indicar existência de dados relevantes para a investigação.

    Prefeito

    Na última semana, o ministro Flávio Dino determinou o afastamento cautelar do prefeito e de outros integrantes da administração municipal.

    A decisão também incluiu a secretária municipal de Saúde e o presidente da comissão responsável pela licitação da obra do hospital. No dia seguinte ao afastamento, Furlan renunciou ao cargo.

    A investigação continua. Sigilos bancários e fiscais foram quebrados, celulares foram periciados e documentos apreendidos estão sendo analisados.

  • Dona do cofre do PT será candidata em 2026

    Dona do cofre do PT será candidata em 2026

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Bandeira do PT

    Tesoureira do PT há anos, a professora de Filosofia Gleide Andrade se prepara disputar as eleições de 2026 como candidata a deputada federal por Minas Gerais, seu estado natal.

    Outras lideranças petistas no estado já foram avisadas que Gleisi vai compor a chapa do partido que concorrerá a vagas na Câmara dos Deputados no pleito de outubro deste ano.

    Gleide integra a CNB (Construindo um Novo Brasil), maior corrente interna do PT. Ela é apontada como  aliada de primeira hora da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

  • Obra em hospital: mochila com quase R$ 10 milhões entra na mira da PF

    Obra em hospital: mochila com quase R$ 10 milhões entra na mira da PF

    Arte/Metrópoles
    abre03

    A investigação sobre a licitação de R$ 69 milhões para construir o Hospital Geral Municipal de Macapá mostrou um padrão incomum de movimentação financeira: quase R$ 10 milhões sacados em dinheiro em espécie e transportados em mochilas.

    O episódio aparece em documentos da Polícia Federal citados na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, que investiga suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos no município.

    Segundo a investigação, após a assinatura do contrato com a empresa responsável pela obra, começou uma sequência de saques que os peritos classificaram como “movimentação financeira sistemática e anômala”.

    O hospital foi prometido como uma das principais obras da gestão municipal.

    59 saques em menos de dois anos

    Entre janeiro de 2023 e setembro de 2024, os dois sócios da empresa Santa Rita Engenharia Ltda. realizaram 59 saques em espécie, totalizando R$ 9.892.800,00.

    De acordo com a análise financeira da investigação:

    A cronologia das operações chamou a atenção dos investigadores uma vez que os saques ocorriam logo após os repasses do contrato feitos pela prefeitura à empresa.

    O dinheiro público entrava na conta da construtora e, em seguida, era retirado em espécie.

    Segundo os documentos da investigação, os valores não retornavam ao sistema bancário e não havia registro de pagamentos relacionados à execução da obra.

    O saque de R$ 850 mil na véspera de Natal

    Um dos episódios destacados pela investigação ocorreu em 23 de dezembro de 2024, quando Rodrigo Moreira sacou R$ 850 mil em espécie em uma agência do Banco do Brasil. A operação foi documentada pela Polícia Federal.

    De acordo com a decisão judicial, funcionários da agência retiraram da gaveta uma grande quantidade de cédulas, principalmente notas de R$ 50 e R$ 100, que foram entregues ao empresário.

    Rodrigo deixou o banco acompanhado de outra pessoa ainda não identificada.

    Outro caso considerado relevante pelos investigadores ocorreu em 23 de maio de 2025. Naquela manhã, equipes da Polícia Federal monitoravam Rodrigo Moreira quando ele chegou a uma agência bancária no centro de Macapá.

    Após entrar no banco, saiu carregando uma mochila preta. Dados do próprio banco confirmaram que, naquele momento, havia sido realizado um saque de R$ 400 mil na conta da empresa.

    Rodrigo deixou a agência e seguiu para seu apartamento, onde permaneceu cerca de dez minutos. A PF aponta que o intervalo poderia ter sido utilizado para conferência ou redistribuição do dinheiro.

    Em seguida, ele foi até o Laboratório Dr. Paulo Albuquerque, também localizado no centro da capital.

    A troca da mochila

    Segundo o relatório policial, um homem entrou no laboratório e saiu cerca de dez minutos depois acompanhado de outro indivíduo.

    Este segundo homem carregava a mochila preta. Ele embarcou em um Fiat Cronos branco estacionado nas proximidades e deixou o local.

    Os policiais iniciaram acompanhamento do veículo, mas a perseguição foi interrompida para evitar exposição da operação.

    Uma consulta aos registros oficiais revelou que o carro estava registrado em nome de Antônio Paulo de Oliveira Furlan, então prefeito da cidade.

    O padrão se repete

    A Polícia Federal registrou novos episódios semelhantes em junho de 2025.

    Em uma das diligências, agentes observaram a presença de um homem identificado como Hulgo Márcio Bispo Corrêa, ligado a uma clínica associada ao prefeito.

    O indivíduo foi visto aguardando nas proximidades do laboratório enquanto novas movimentações bancárias ocorriam.

    Dois dias depois, outra vigilância identificou novamente o Fiat Cronos do prefeito estacionado nas imediações de uma agência bancária enquanto os empresários investigados realizavam novos saques.

    O homem visto acompanhando as movimentações funcionaria como elo logístico no transporte dos valores.

    A cadeia de evidências

    A decisão do Supremo descreve a sequência registrada pela investigação como uma cadeia probatória relevante.

    Segundo os investigadores, o padrão se repetia:

    Na interpretação da investigação, o percurso indica possível repasse dissimulado de vantagem indevida a agentes públicos.