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  • Namorada de Vorcaro citou esposa de Moraes em conversa obtida pela PF

    Namorada de Vorcaro citou esposa de Moraes em conversa obtida pela PF

    Agência Brasil
    Viviane Barci de Moraes

    Companheira de Daniel Vorcaro, a influencer e ex-repórter Martha Graeff citou a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, em conversa com o banqueiro interceptada pela Polícia Federal (PF).

    No diálogo, ocorrido em março de 2025, Martha Graeff questiona Vorcaro sobre as negociações da venda do Banco Master para o BRB. “Alguma novidade aí? As coisas estão melhorando? Piorando? Iguais?”, perguntou.

    “Amor, está uma loucura. Não consigo nem dizer. Estou apanhando e batendo dia inteiro. Foi muito pior que eu imaginava. Muito”, respondeu Vorcaro, referindo-se à reação do banco BTG Pactual e de seu fundador, André Esteves, à previsão de acordo.

    “Agora a guerra com André [Esteves] está exposta. Ao menos as pessoas do mercado entendem que as matérias ruins estão erradas e compradas por ele. Já está saindo em vários sites”, relatou o controlador do Banco Master.

    “Nossa, amor, não estava sabendo disso. Vocês pararam de se falar então?”, perguntou Martha Graeff. “Sim”, afirma Vorcaro. Em seguida, a namorada do banqueiro, que mora em Miami, diz ter lido os jornais brasileiros.

    “Agora estava lendo o negócio da Viviane Barci”, contou Graeff. “Amor, deixa eu te pedir. Não fica lendo essas coisas”, pediu o empresário. “Não vou mais ler, amor. Eu só fui ver agora porque estou perdida, sem saber o que está acontecendo”, respondeu a influencer.

    Em 2024, o Banco Master contratou o escritório Barci de Moraes, onde atuam a esposa e filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pelo valor de R$ 129 milhões.

  • Lula e Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil para Lulinha

    Lula e Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil para Lulinha

    Arte/Metrópoles
    Lula e Lulinha

    O presidente Lula (PT) transferiu R$ 721,3 mil para o seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.

    Um outro pagamento, de R$ 384 mil, foi feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).

    Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula.

    Não há qualquer indicação do motivo do pagamento.

    Dois dias depois desse pagamento de R$ 384 mil, em 25 de julho, Lulinha investiu R$ 386 mil em um fundo de investimentos do Banco do Brasil, o BB Renda Fixa Longo Prazo High. Trata-se de um fundo voltado para títulos públicos e privados, visando rentabilidade acima do CDI.

    Antes da transferência de Lula, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito do então presidenciável do PT e da aplicação no fundo, o montante ficou em R$ 10.199,12.

    A mesma coisa aconteceu com os pagamentos de dezembro de 2023. Antes dos depósitos de Lula e Okamotto, o saldo da conta era de R$ 5.196,55. Após os depósitos dos dois, que somaram R$ 489 mil, Lulinha investiu o equivalente a R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil. Além do BB Renda Fixa Longo Prazo High, também aplicou em outro fundo de renda fixa, o BB Referenciado DI Plus Estilo.

    Após esses investimentos, o Banco do Brasil debitou pouco menos de R$ 180 mil a título de “taxa de custódia”, levando o saldo da conta para R$ 2 mil negativos.

    Essas informações constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Como revelou a coluna, o filho do presidente da República movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária em quatro anos, de 2022 a 2025.

    À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, aliados de Lulinha disseram que parte do valor movimentado por ele na conta era de uma herança.

    Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou com os descontos indevidos nas aposentadorias. A defesa afirma que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.

  • Tapas, socos e enforcamento: vereador é denunciado por agredir mulher

    Tapas, socos e enforcamento: vereador é denunciado por agredir mulher

    Material cedido ao Metrópoles
    soco

    A Polícia Civil de Tocantins (PCTO) apura uma grave denúncia envolvendo um vereador de Maurilândia, município no norte do estado. Ammon Eduardo Ribeiro (União Brasil-TO), 23 anos, é acusado de agredir a própria companheira com socos durante a comemoração do seu aniversário, na madrugada do último domingo (1/3). Essa não seria a primeira vez que a mulher é vítima dos ataques do político.

    Ao Metrópoles a vítima detalhou as agressões sofridas. Segundo ela, a ocorrência não é inédita, mas o episódio nunca havia ocorrido na frente de outras pessoas, como ocorreu no domingo. Natural da região de Maurilândia, a jovem morou no Distrito Federal durante a infância.

    “A gente estava comemorando o aniversário dele, de 23 anos. Eu comprei bolo, fiz surpresa, comprei presente, fiz tudo. De noite, resolvemos ir para uma festa eu, ele, o irmão dele e um amigo dele. Aí ele começou as briguinhas”, relembra.

    De acordo com a vítima, que não terá a identidade revelada, as agressões foram mantidas em segredo por muito tempo. “Eu nunca tive coragem de expor” , detalhou a mulher.

    Segundo a vítima, em determinado momento da festa, Ammon resolveu ir embora. “A gente estava curtindo de boa, ele se zangou e quis vir embora. Eu falei ‘tá bom’. Então, ele me chamou para ir para casa dele e quando eu desci do carro, ele fechou a porta na minha cara” relatou.

    A jovem disse ter ficado muito chateada, visto que havia preparado a surpresa para o companheiro poucas horas antes e acabou sofrendo agressões. Após ter a porta fechada em sua cara, a vítima resolveu voltar para a festa com o irmão do vereador.

    “Eu voltei para a festa para comprar cerveja. Quando eu estava dentro do carro com o irmão dele, ele veio de moto e o amigo dele abriu a porta do carro. Nesse momento ele começou a me dar socos. Me deu vários, na minha cara. Não deu nem tempo de descer do carro“, relembra.

    O vereador e a vítima namoraram por dois anos e desde sempre o parlamentar teria apresentado comportamento agressivo, como excesso de ciúmes. Ele, ainda, teria desferido tapas, puxões de cabelo e enforcamento contra a mulher.

    “Ele sempre mostrou sinais de violência, de ser uma pessoa agressiva. Tudo começou com ele falando da minhas roupas, que eu não podia usar roupa curta, que eu não podia postar foto minha no Instagram, querendo me afastar de alguns amigos meus. Era extremamente ciumento, mas quem me traía era ele. Estou recebendo vários relatos de traições”, diz.

    A mulher disse que as agressões aumentaram quando ele se tornou vereador, no ano passado. “Acho que subiu para cabeça e ele se achou o dono do mundo. Eu perdoava ele. Conversava muito, pedia a Deus para mudar ele. Mas dessa vez ele que se expôs. Me agrediu em público, por isso que eu tive coragem de denunciar, porque ele mesmo se expôs”, relatou.

    Além do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de Maurilândia, a vítima solicitou medidas protetivas contra o vereador e diz ter entrado em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, mas não teve sucesso até o momento.

    O outro lado

    O vereador Ammon Ribeiro informou, por meio de nota publicada nas próprias redes sociais, que prestou depoimento à polícia e disse não estar foragido. “Diante das publicações recentes, esclareço que não estou foragido. Já me apresentei espontaneamente às autoridades, prestei esclarecimentos e sigo à disposição para colaborar com as apurações. Por orientação jurídica e respeito ao devido processo legal, não farei comentários adicionais”.

    A Câmara dos Vereadores de Maurilândia foi procurada pelo Metrópoles para falar a respeito do episódio, mas, até a última atualização deste texto, não havia se pronunciado O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

  • Vagas de emprego: DF tem 630 vagas disponíveis, com salários de até R$ 3 mil

    Vagas de emprego: DF tem 630 vagas disponíveis, com salários de até R$ 3 mil

    Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Carteira de Trabalho

    As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 630 vagas disponíveis, nesta quinta-feira (5/3), para quem procura vaga de emprego. O maior salário do dia é de R$ 3 mil.

    O cargo com a remuneração mais alta é o de padeiro, em Planaltina. Há uma vaga disponível, com exigência de experiência prévia na função.

    Também há oportunidades para montador, em Samambaia Sul. São 40 vagas, com salário de R$ 2.424,40. Também são ofertadas outras 40 para operador de caixa, na Zona Industrial do Guará, com remuneração de R$ 1.621. Na mesma região, há 40 vagas para repositor de mercadorias, com o mesmo salário.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • STF vai decidir se mantém decisão que negou domiciliar a Bolsonaro

    STF vai decidir se mantém decisão que negou domiciliar a Bolsonaro

    Igo Estrela/Metrópoles
    Bolsonaro durante cerimônia do "Brasil para Todos" no Planalto. Ele leva a mão ao queixo, olhando para frente - Metrópoles

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide, nesta quinta-feira (5/3), se mantém a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

    O julgamento será no plenário virtual, das 8h às 23h59. A primeira turma é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    O pedido de prisão domiciliar humanitária foi negado por Moraes na segunda-feira (2/3). De acordo com o ministro, o local em que Bolsonaro está preso garante a dignidade da pessoa humana, com atendimento médico, atividades físicas, sessões de fisioterapia, além de assistência religiosa.

    “Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, às necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes e aliados políticos”, disse.

    A defesa do ex-presidente tinha alegado a “existência de risco de vida e a incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas”.

    Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses. O ex-presidente foi condenado por cinco crimes: liderança de organização criminosa; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

     

  • Irã diz que os EUA se arrependerão "amargamente" de afundar fragata

    Irã diz que os EUA se arrependerão "amargamente" de afundar fragata

    Pentagon/ reprodução
    Navio do Irã afundado pelos EUA

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5/3) que os Estados Unidos se arrependerão “amargamente” do ataque à fragata Dena. O navio, com 130 marinheiros a bordo, foi atingido em águas internacionais perto do Sri Lanka.

    “Lembrem-se das minhas palavras: os Estados Unidos se arrependerão amargamente do precedente que criaram”, disse Abas Araghchi pelo X.

    Autoridades do Sri Lanka disseram que resgataram 32 pessoas com vida e que haveria ao menos 87 mortos.

    O ataque foi confirmado pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. “Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar a salvo em águas internacionais”, disse.

    Ainda segundo o secretário, este foi o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial. “Assim como naquela guerra — quando ainda éramos o Departamento de Guerra — estamos lutando para vencer”, declarou Hegseth.

    https://t.co/PiqQpVIrMupic.twitter.com/Wc1e0B0um7

    — Department of War 🇺🇸 (@DeptofWar) March 4, 2026

     

     

  • Como funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    Como funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    Divulgação
    Empresario Daniel Vorcaro

    Quando a Polícia Federal (PF) começou a seguir o rastro do dinheiro no caso do Banco Master, encontrou um mecanismo que usava empresas intermediárias, contratos simulados e pessoas registradas formalmente como prestadores de serviço, mas que, na prática, funcionavam como peças de um sistema de lavagem de dinheiro.

    Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que embasou a operação, parte dessa engrenagem operava com estruturas que davam aparência de legalidade ao dinheiro sujo.

    Empresas com CNPJ regular eram usadas para firmar contratos de consultoria ou prestação de serviços que, no papel, pareciam operações comerciais comuns.

    Na prática, porém, esses vínculos serviam para justificar transferências financeiras destinadas a servidores públicos, integrantes de um grupo de vigilância privada e outros operadores do esquema.

    No topo da estrutura estava Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como o principal articulador do sistema.

    O caminho do dinheiro

    O dinheiro partia da empresa Super Participações e Empreendimentos S.A., ligada ao grupo econômico do banco. A partir daí, seguia para companhias intermediárias, entre elas a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., controlada por Leonardo Augusto Furtado Palhares.

    Para os investigadores, a Varajo funcionava como uma “conta de passagem”. Os recursos entravam como pagamento por supostos serviços de consultoria e depois eram repassados a terceiros, novamente com justificativas contratuais.

    O objetivo era criar camadas entre a origem do dinheiro e o destinatário final, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

    A mesma estrutura teria sido usada para pagar integrantes de um grupo conhecido nas investigações como “A Turma”, coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”.

    Os valores saíam da Super Participações, passavam por empresas ligadas a Mourão, como a King Participações Imobiliárias Ltda., e chegavam aos integrantes do grupo. Segundo a investigação, Mourão recebia cerca de R$ 75 mil mensais, com bônus conforme o desempenho.

    Pagamentos

    Os pagamentos eram operacionalizados por Fabiano Campos Zettel, apontado como operador financeiro do esquema, e por Ana Claudia Queiroz de Paiva, funcionária responsável por executar transferências a mando de Vorcaro.

    A decisão judicial descreve que os repasses eram realizados “principalmente, mas não de forma exclusiva”, por meio da Super Participações.

    A engrenagem também alcançava servidores de alto escalão do Banco Central do Brasil. Segundo a decisão do STF, Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline Santana, chefe do mesmo departamento, teriam atuado como consultores informais do Banco Master.

    Para remunerá-los sem levantar suspeitas, o grupo teria estruturado contratos simulados de consultoria por meio da Varajo.

    O dinheiro era transferido como se fosse pagamento por serviços profissionais. Na prática, segundo a investigação, tratava-se de compensação por informações e orientações prestadas ao banco.

    As mensagens interceptadas pela PF ajudam a ilustrar a dinâmica dessa relação. Em uma delas, registrada nos autos, aparece a frase: “Belline cobrando. Paga?”. Para os investigadores, o diálogo evidencia a cobrança por pagamentos vinculados à suposta consultoria.

    Ocultação patrimonial

    Além dos pagamentos recorrentes, a investigação revelou uma operação de ocultação patrimonial de grande escala.

    Em janeiro de 2026, a PF identificou que R$ 2.245.235.850,24 estavam depositados em uma conta em nome de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, junto à CBSF DTVM, conhecida como Reag. Segundo a decisão judicial, a empresa é apontada como especializada em operações de lavagem de dinheiro.

    Para os investigadores, utilizar o nome de um familiar acrescentava mais uma camada de ocultação, dificultando a vinculação direta dos recursos ao controlador do banco.

    Carteiras de crédito

    Outra frente do esquema envolvia transferências bilionárias entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

    Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao grupo Master por meio da compra de carteiras de crédito que, segundo a investigação, eram insubsistentes ou superavaliadas.

    Inicialmente, essas carteiras foram atribuídas a duas associações de servidores públicos da Bahia, a ASTEBA e a ASSEBA.

    As autoridades, porém, identificaram que não havia movimentação financeira compatível com os valores declarados. Posteriormente, a titularidade dos créditos foi transferida para uma empresa chamada Tirreno, descrita nos autos como um CNPJ recém-criado sem histórico operacional.

    Para a Polícia Federal, o conjunto dessas operações revelava que contratos aparentemente legítimos eram usados como fachada para transferências ilegais.

    Organização criminosa

    A investigação descreve que empresas intermediárias e vínculos formais de prestação de serviço funcionavam como instrumentos para dar aparência legal a pagamentos que, na prática, sustentavam corrupção, lavagem de dinheiro e estruturas paralelas de vigilância.

    Ao analisar o material reunido pela PF, o ministro André Mendonça concluiu que havia indícios de uma organização criminosa com “altíssima capacidade de reorganização” e com mecanismos sofisticados para ocultar recursos e influenciar agentes públicos.

    Com base nessas conclusões, o STF decretou a prisão preventiva de Daniel Bueno Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.

    Já os servidores do Banco Central investigados foram afastados de suas funções e proibidos de acessar sistemas ou manter contato com outros investigados.

    Para o relator, permitir que os investigados permanecessem em liberdade poderia comprometer as investigações e manter em funcionamento uma estrutura que, segundo os autos, produziu prejuízos bilionários ao sistema financeiro.

  • Condomínio ocupa áreas públicas com quadra de esportes e igreja no DF

    Condomínio ocupa áreas públicas com quadra de esportes e igreja no DF

    Material cedido ao Metrópoles
    condominio-quadra-esportes-igreja-1

    O condomínio Alto da Boa Vista, localizado em Sobradinho (DF), ocupou áreas públicas, reservadas para a construção de uma escola e um posto de saúde, com uma quadra de esportes e uma igreja.

    Durante o processo de regularização, o condomínio concordou com a obrigatoriedade de destinar áreas para equipamentos públicos. No entanto, parte destes locais passou a ser ocupada pelo próprio residencial, que nega irregularidades (leia abaixo).

    O condomínio construiu uma quadra de esportes em um local reservado para uma escola pública, na Quadra 105/106. O espaço é alugado por uma escolinha de futebol, o que impede o uso público e gera renda para o residencial.

    Veja:

     

    Como não tinha licença para construção na área reservada para um colégio público, o condomínio foi multado e a Justiça determinou a demolição da quadra de esportes. Para tentar impedir a derrubada, o condomínio firmou acordo com o programa “Adote uma Praça”, do Governo do Distrito Federal (GDF). No entanto, o processo é alvo de questionado por órgãos de controle.

    Igreja

    Enquanto a quadra de esportes ainda está envolvida no embate judicial, o condomínio recentemente permitiu a construção de um galpão de uma igreja, em uma área destinada para a construção de um posto de saúde. Um cruz foi erguida em frente ao galpão, que é utilizado para cultos. O uso fere uma decisão judicial, que impede a ocupação dos espaços públicos no residencial.

    DF Legal

    A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) realizou três ações fiscais na quadra de esportes do condomínio. Na primeira oportunidade, em 2021, o condomínio foi notificado a apresentar licença para as obras realizadas na área.

    Em 2024, diante do não cumprimento da notificação, foi lavrada multa de R$ 13.751,70 e intimação demolitória para as edificações construídas em lote institucional. Em 2025, nova fiscalização aplicou multa de R$ 36.043,30 pelo descumprimento da notificação e nova intimação demolitória pela ocupação irregular do lote destinado à Secretaria de Educação.

    “Diante da notícia da continuidade do problema, irá enviar novamente equipe de fiscalização para verificar a questão”, afirmou a pasta, em nota enviada ao Metrópoles.

    Sobre o galpão da igreja, a pasta informou que ainda não tinha conhecimento do novo caso. A população pode fazer reclamações e denúncias via Ouvidoria, pelo telefone 162 ou site ParticipaDF.

    Condomínio

    O síndico do condomínio, Tony Pimentel, frisou que o residencial é regular, de acesso controlado que, no processo de sua regularização, precisou destinar áreas para Equipamentos Públicos Comunitários, conforme previsto no MDE RP 51/1999.

    “Cumpre esclarecer, entretanto, que a destinação dessas áreas não obriga o Poder Público à construção imediata de equipamentos públicos”, argumentou. Segundo o síndico, em manifestações administrativas anteriores, o GDF teria informado não haver interesse na implantação de escolas ou outros equipamentos nas áreas mencionadas.

    Diante desse cenário, e alegando promover urbanização, segurança e melhor utilização do espaço, o condomínio aderiu ao programa Adote uma Praça, por meio do Termo de Cooperação nº 01/2022.

    “Existe processo administrativo em trâmite junto ao DF Legal, no qual toda a documentação vigente foi apresentada. Em resposta, foi apontada suposta ausência de assinaturas no termo apresentado. Contudo, o documento contém assinaturas físicas e assinatura digital válida, estando regular e vigente. A questão segue sendo tratada na esfera administrativa para os esclarecimentos formais necessários”, explicou.

    De acordo com o síndico, em consulta recente ao GDF, os lotes constam como disponíveis no Núcleo de Patrimônio da Secretaria de Economia. Por isso o condomínio está em tratativas para viabilizar a destinação definitiva da área como praça pública, com finalidade comunitária.

    Escolinha de futebol

    “No que se refere à escolinha de futebol, esclarecemos que o condomínio não possui qualquer interesse arrecadatório. Ao contrário, o condomínio investe anualmente recursos próprios na manutenção, conservação e melhoria das áreas comuns. A utilização do espaço para atividades esportivas decorreu de solicitação da própria comunidade, deliberada em assembleia, resultando na edição da RAG 04/2023”, justificou.

    Segundo a gestão do condomínio, ficou definido pela assembleia a utilização do espaço em horários específicos, preservando-se a convivência e o uso coletivo. “Ressalta-se que o condomínio dispõe de duas quadras poliesportivas, sendo apenas uma destinada às atividades da escolinha”, completou.

    O síndico não apresentou explicações sobre o terreno ocupado pela igreja. O Metrópoles tentou contato com o responsáveis, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

  • Irã nega ter disparado míssil em direção à Turquia

    Irã nega ter disparado míssil em direção à Turquia

    Wisam Hashlamoun/Anadolu via Getty Images
    Imagem colorida, Rastros de luz de mísseis balísticos iranianos são vistos no céu noturno acima de Hebron, na Cisjordânia. - Metrópoles

    O Irã negou nesta quinta-feira (5/3) ter disparado um míssil em direção à Turquia. O país ainda disse respeitar a soberania do vizinho.

    “As forças armadas da República Islâmica do Irã respeitam a soberania do país vizinho amigo, a Turquia, e negam qualquer lançamento de mísseis contra seu território”, disse em comunicado.

    Ontem, o Ministério da Defesa da Turquia disse que um míssil balístico foi disparado do Irã em direção ao seu espaço aéreo. O artefato, porém, foi interceptado e destruído pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da Organização do Tratado Norte (Otan), no leste do Mar Mediterrâneo.

    Segundo o ministério, o míssil foi detectado após cruzar o espaço aéreo iraquiano e sírio. Segundo a imprensa local, os destroços caíram no distrito de Dortyol, na província de Hatay. Não foram registradas vítimas.

    A Turquia faz fronteira com o Irã e faz parte da Otan. Após o ocorrido, a organização se manifestou. “Condenamos os ataques do Irã contra a Turquia. A OTAN se solidariza firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região. Nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil”, afirmou a porta-voz Allison Hart.