Quem tem pressa, come tarifa: Lula saboreia vitória

Andrew Harnik/Getty Images
Presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne bilateralmente com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro de Convenções de Kuala Lumpur Malásia Metrópoles

Em tempos onde políticos e militantes mais torcem pela falha do adversário do que pelo bem do país, é fácil entender o alívio de Lula. O presidente saboreia uma vitória diplomática.

Lula entregou cautela. Mostrou que o diálogo compensa.

“Quem tem pressa come cru”. Eis o mantra que hoje ecoa nos corredores do Palácio.

Enquanto boa parte do mundo se curvou aos abusos de Donald Trump, como se validassem sua postura de rei do universo, o Brasil pisou no freio. Resistiu. Não foi fácil chegar até aqui, é verdade. Mas vale, sim, o grito de vitória.

E valem também as alfinetadas. Aos diplomatas americanos, o lembrete de que não se governa por rede social. Ao “imperador”, o aviso: não se interfere na Suprema Corte — nem na dele, nem na dos outros.

“Me parece que do lado de lá não tem tanta vontade de negociar porque eles acham que o presidente Trump resolve as coisas pelo Twitter”, disse Lula

A aposta segue, portanto, na relação civilizada. No ganha-ganha. O jogo só destrava quando o telefone toca. É a política do contato direto vencendo a frieza de gabinetes paralisados pelo medo.

Por enquanto, o placar de 15% é muito melhor que os 50% de antes. Os profetas do caos de julho tiveram que guardar as cornetas no armário. Mas a calmaria, como se sabe, é apenas o intervalo entre um post e outro.

Sigamos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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