"Ruim igual a mãe"; ex-conselheiro do DF agride mulher e ameaça filha

Lara Abreu / Arte Metrópoles
"Ruim igual a mãe"; ex-conselheiro do DF agride mulher e ameaça filha

O Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Santa Maria acatou pedido do Ministério Público e determinou a concessão de medidas protetivas em favor dos filhos do ex-conselheiro tutelar de Santa Maria (DF), Hessley Brito dos Santos (foto em destaque). A decisão foi divulgada nessa segunda-feira (16/2).

A nova denúncia foi registrada em 12 de fevereiro, na 33ª Delegacia de Polícia. O caso é apurado como difamação, injúria, ameaça e violência psicológica contra a mulher, no âmbito da Lei Maria da Penha.

Hessley, até dezembro do ano passado, era técnico assistente social da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal. No último mês de 2025, ele recebeu, líquido, o salário de R$ 13.610,86, conforme o descritivo do Portal da Transparência.


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Ameaças e ofensas

Segundo a denunciante, após a separação, o ex-companheiro passou a ofendê-la com frequência, bem como seus familiares, além de aparecer de forma inesperada em locais que ela frequenta, como a escola das crianças, a residência e a igreja.

“Ruim igual a mãe”

O principal motivo do registro da ocorrência, no entanto, teria sido o tratamento dispensado à filha do casal. Conforme o relato, a adolescente passou a ser alvo de xingamentos, humilhações e tratamento diferenciado em relação ao irmão.

A mãe afirma que o pai teria dito que a menina era “ruim igual à mãe” e que deveria respeitar a madrasta mesmo sem ter cometido qualquer erro. A situação, segundo a denunciante, deixou a jovem com medo.


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Violência psicológica e traição

Embora afirme que não houve agressões físicas, a ex-companheira relata histórico de violência psicológica, ciúmes excessivos e intimidações.

Ela diz que o relacionamento terminou, principalmente, após a descoberta de um caso extraconjugal. Ainda houve uma tentativa de reconciliação por uma semana — quando o filho mais novo tinha apenas três semanas de vida — período que, segundo ela, foi marcado por ofensas e humilhações constantes.

Fraude nas eleições

Em 2023, Hessley foi alvo da Operação Degola, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A investigação apurou invasões a contas de candidatos no processo de escolha de conselheiros tutelares do DF.

De acordo com as apurações, invasores teriam acessado o sistema da empresa responsável pelo certame e inserido documentos incorretos nas inscrições de concorrentes — em sua maioria candidatos à reeleição — com o objetivo de provocar a eliminação deles ainda na fase de análise documental.

A operação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Santa Maria (DF). Foram apreendidos notebooks, celulares e um simulacro de arma de fogo. O material foi encaminhado para perícia.

À época, após a deflagração da operação, Hessley foi exonerado do cargo de gerente de Políticas Sociais da Administração Regional de Santa Maria.

Os investigados podem responder por crimes como falsa identidade, invasão de dispositivo informático qualificada e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a até dez anos de prisão.

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Hessley Santos. Entramos em contato com ele pelo Instagram. O espaço segue aberto para posicionamentos.

 

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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