Terra 2.0? Cientistas acham candidato a planeta parecido com o nosso

NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
Ilustração colorida do candidato a planeta hd-137010-b

Já pensou em ir morar fora da Terra? Para quem respondeu sim, a possibilidade de acontecer pode estar mais perto. Isso porque cientistas encontraram um novo candidato a planeta com tamanho semelhante ao da Terra e com boas chances de estar em um zona habitável para nós – ou seja, um local onde água líquida pode existir na superfície planetária.

Trata-se do HD 137010 b, um possível planeta com órbita de 355 dias, quase igual aos 365 dias do nosso. Além disso, ele possui uma estrela brilhante que está a pouco mais de 146 anos-luz de nós, uma distância relativamente baixa em termos astronômicos e que facilita observações telescópicas futuras.

Por outro lado, mesmo tendo uma estrela parecida com o nosso Sol, nem tudo é exatamente igual: o corpo estelar orbitado pelo HD 137010 b é mais frio e menos brilhante, o que faz a quantidade de calor e luz ser menos de um terço da que recebemos na Terra. Estima-se que a temperatura da superfície do possível planeta é de -68ºC. 

Planeta Terra no universo ou espaço, Terra e galáxia em uma nebulosa (Elementos desta imagem renderizada em 3D fornecidos pela NASA). Metrópoles - lua
Pesquisadores estão em busca de outros planetas semelhantes à Terra

A descoberta aconteceu através da análise de dados do Telescópio Espacial Kepler, desativado em 2018 pela Nasa. Os resultados da investigação foram publicados na revista científica Astrophysical Journal Letters nessa terça-feira (27/1).

De acordo com os cientistas, a chance conservadora do HD 137010 b estar em uma zona habitável é de 40%, enquanto a otimista é de 51%.

O que falta para o HD 137010 b sair de “candidato” para planeta?

Apesar de ter atributos suficientes para corroborar com a afirmativa de que o HD 137010 b é de fato é um planeta, os pesquisadores ainda precisam de mais evidências para confirmar o status. Até agora, ele só foi observado através do Kepler e as informações ainda não conseguem cravar a sua origem planetária e se ele pode abrigar vida humana no futuro.

Novos estudos serão necessários e deverão ser realizados em um futuro próximo. Caso comprovado, investigações sobre as características do astro também devem ter mais desdobramentos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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