
Beber pode estar prestes a deixar de ser um verbo literal. Uma nova foodtech europeia vem chamando atenção ao transformar coquetéis alcoólicos em produtos comestíveis, dispensando copos, gelo e até bartenders. A proposta, que mistura inovação, conveniência e experiência sensorial, começa a ganhar força no mercado e já é apontada como uma possível tendência de consumo para os próximos anos.
A aposta chamou a atenção da empresária e investidora Monique Evelle, que decidiu aportar recursos na startup responsável pelos chamados “drinks mastigáveis”, enxergando no formato não apenas um produto diferente, mas a criação de um novo hábito social ligado ao consumo de bebidas alcoólicas.

A startup, chamada Ositos, nasceu em Bilbao, na Espanha, a partir de uma brincadeira universitária que misturava balas de goma com vodka. Após anos de pesquisa e desenvolvimento, a marca criou gummies com 15% de teor alcoólico, concebidos para serem consumidos sem copo, gelo ou preparo, um “drink portátil” em forma sólida.
Monique Evelle, que já é conhecida por acompanhar e investir em negócios inovadores, participou de uma rodada de R$ 2 milhões na empresa, apostando não apenas no produto em si, mas no comportamento de consumo que ele representa.
“Não invisto no produto, invisto no hábito que ele cria”, afirmou à Forbes. Para ela, os drinks comestíveis não competem com coquetéis tradicionais, mas criam um novo momento social de consumo, ideal para contextos como festivais, viagens ou encontros informais.

O crescimento do segmento é respaldado por projeções de mercado: o setor global de gummies deve mais que dobrar de tamanho até 2030, enquanto a indústria alcoólica tradicional continua a movimentar trilhões de dólares. Esse cenário coloca os drinks comestíveis no centro de um possível movimento de transformação do consumo alcoólico.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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