
Depois de derreter mais de 90% na véspera, fechando o pregão a R$ 25, as ações da Azul negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) se recuperavam em grande estilo no pregão desta sexta-feira (9/1), o último dia de negociações da semana.
O que aconteceu
Por que as ações da Azul caíram tanto
O derretimento das ações da Azul nos últimos dias é explicado pela reação negativa dos investidores à homologação de uma oferta de ações no valor de R$ 7,4 bilhões.
Na noite de terça-feira (6/1), a Azul, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos, homologou a oferta de R$ 7,44 bilhões – com a emissão de 723,8 bilhões de novas ações ordinárias e 723,8 bilhões de ações preferenciais.
Uma oferta pública de distribuição é o processo de colocação, junto ao público, de certo número de títulos e valores mobiliários para venda.
Ela envolve desde o levantamento das intenções do mercado em relação aos valores mobiliários ofertados até a efetiva colocação junto ao público, incluindo a divulgação de informações, o período de subscrição, entre outras etapas.
Na prática, a oferta de ações tem o objetivo de viabilizar a capitalização compulsória das dívidas da companhia por meio da conversão de títulos emitidos no exterior em ações.
A diluição de acionistas é a redução da porcentagem de participação de um acionista na empresa devido à emissão de novas ações – o que aumenta o número total de ações e, consequentemente, diminui o poder de voto e a fatia nos lucros de cada acionista antigo, mesmo que o valor total do patrimônio possa crescer.
Segundo analistas do mercado, o tombo das ações da Azul na B3 era previsível, embora talvez não dessa magnitude, e se deveu aos temores quanto à forte diluição dos acionistas – aqueles que entraram na oferta sem uma estratégia bem definida tiveram as maiores perdas.
A tendência, segundo analistas, é a de um movimento de “correção” e ajustes nos próximos pregões, salvo se houver algum fato novo envolvendo a recuperação judicial da Azul.
Azul está em recuperação judicial nos EUA
No dia 12 de dezembro, a Azul informou ao mercado que a Justiça dos Estados Unidos aprovou o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa no âmbito do Chapter 11 – mecanismo equivalente à recuperação judicial no Brasil.
Segundo a companhia, a proposta recebeu mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores habilitados a votar.
Com a confirmação do plano, a Azul avança no processo iniciado em maio deste ano, quando ingressou com o pedido na Justiça norte-americana para reorganizar suas obrigações financeiras. A empresa foi a última, entre as principais companhias aéreas brasileiras, a recorrer ao Chapter 11.
De acordo com a Azul, a reestruturação prevê uma redução superior a US$ 3 bilhões em dívidas, além de cortes em obrigações relacionadas a arrendamentos de aeronaves, despesas com juros anuais e custos recorrentes da frota.
Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que o plano aprovado inclui acordos comerciais e alterações em contratos de leasing de aeronaves, medidas que, segundo a avaliação da própria companhia, ampliam a flexibilidade financeira no longo prazo e criam condições para um crescimento considerado sustentável após a saída do processo.
Outro ponto central da reestruturação é a previsão de uma oferta pública de ações que pode alcançar até US$ 950 milhões. A operação está dividida em etapas e envolve, entre outros aspectos, a conversão de créditos de determinados credores em participação acionária na empresa.
No fim de maio, a Azul entrou com um pedido de recuperação judicial nos EUA, por meio do chamado Chapter 11 – mecanismo jurídico que permite a reorganização de dívidas de empresas em dificuldades financeiras.
A empresa optou pelos EUA por considerar a legislação do país mais flexível e também porque a maioria de seus credores é estrangeira – e grande parte dos contratos com os fornecedores têm como foro o estado de Nova York.
Segundo as estimativas da Azul, a saída da recuperação judicial deve ocorrer já no início deste ano.





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