O Acre fechou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, mas os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acendem um sinal de alerta para 2026. As informações, consultadas pelo ac24horas na última sexta-feira, 02, revelam que, após o pico de recuperação no pós-pandemia, o […]
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
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Saldo de empregos no Acre em 2025 é o pior desde a crise da Covid-19
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Especialista questiona bancos públicos na relação com produtor
Marina Belandi integra a Academia Brasileira de Direito Agrário. É uma advogada que tem se especializado na advocacia bancária com foco no setor agropecuário. Na entrevista ao ac24agro, ela faz críticas à postura dos bancos de fomento na relação com o produtor. A experiência a credencia a sugerir que há uma atuação aproximada das instituições […] -

Horóscopo 2026: confira a previsão de hoje (4/1) para seu signo
Arte/Metrópoles
04/01/2026 02:03, atualizado 04/01/2026 02:03

Áries (21/03 – 20/04)
O domingo trará reflexões sobre a sua relação com autoridade, escolhas e consequências. O chamado será para amadurecer desejos, entender o que move suas decisões e reconhecer onde você quer ter maior domínio sobre a própria vida. Crie projetos com visão de futuro e assuma protagonismo, sem se desgastar com disputas. Amor em alta! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Touro (21/04 – 20/05)
Assuntos de justiça e formalizações ganharão peso neste domingo que trará informações importantes para deixar a documentação em ordem e pedirá coerência entre o que você sente e o que constrói. Um senso de lealdade se fortalecerá e também poderá testar sua flexibilidade. Máscaras sociais poderão cair, saiba em quem confiar. Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Gêmeos (21/05 – 20/06)
Ideias, conversas e planos circularão com rapidez, enquanto assuntos íntimos pedirão mais atenção e franqueza. Não será o melhor momento para viajar, nem de se envolver em discussões acaloradas. Palavras terão poder, não apenas pelo que será dito, também por carregarem emoções ou intenções ocultas. Evite julgamentos rígidos. Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Câncer (21/06 – 22/07)
O tema central do domingo será responsabilidade emocional, o que você oferece, o que recebe e o que precisa resguardar. Memórias e desejos se misturarão ao impulso de construir algo mais estável. A forma como você se protege poderá ser revisada, assim como a forma como você se compromete. Fortaleça vínculos com escolhas maduras. Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Leão (23/07 – 22/08)
Aproveite este domingo para se organizar, cuidar da saúde, da imagem, do seu bem-estar e se preparar para uma semana agitada, com excesso de demandas. Tratamentos estéticos também ocuparão tempo. Faça escolhas práticas e evite se sobrecarregar. Com disciplina, determinação e bom planejamento, tudo dará certo! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Virgem (23/08- 22/09)
Olhe com mais atenção para os hábitos, escolhas e padrões que se repetem. Trabalho, saúde e rotina pedirão ajustes e mudança de comportamento. Se puder, tire uns dias para se divertir com os filhos ou com uma paixão e curtir as coisas boas da vida. O ambiente social também pedirá renovação e segurança, saiba em quem confiar. Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Libra (23/09 – 22/10)
Aproveite este domingo para visualizar o que quer para o futuro, organizar suas coisas e deixar a casa mais bonita e confortável. Será um bom momento para solucionar antigos conflitos com um familiar ou alguém do passado, eliminar velhas pendências, fortalecer as bases afetivas e a imagem profissional. Reestruturações darão resultado! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Escorpião (23/10 – 21/11)
A cabeça estará a mil e o coração voando alto. Cheque informações, se tiver que viajar. O domingo trará otimismo, animação e clima de romance no amor. Com a família, palavras doces surtirão mais efeito do que discutir quem tem razão. Decisões poderão ser tomadas em cima da hora, aproveite uma oportunidade para respirar novos ares! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Sagitário (22/11 – 21/12)
O domingo trará reflexões sobre autonomia e compromisso. Vida íntima e parcerias revelarão o quanto seus acordos serão viáveis e o quanto ainda dependerão de expectativas. Assuntos financeiros e valores pessoais entrarão na mesma conversa e poderão indicar que prosperidade também envolverá alinhamento emocional. Faça contas! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Capricórnio (22/12 – 20/01)
Construa algo maior e também revise o preço emocional de certas metas. Imagem, carreira e responsabilidades se cruzarão com desejos íntimos, pedindo equilíbrio entre atitude e sensibilidade. O que parecia apenas dever poderá ganhar um significado profundo e o que parecia apenas uma meta virará um caminho. Mudanças serão positivas! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Aquário (21/01 – 19/02)
Insights e mudanças profundas na forma como você se relaciona com o outro e com a própria liberdade marcarão este domingo que pedirá decisões de assuntos práticos, autocuidado e avaliação de novas propostas. Uma nova postura interna poderá nascer, mais firme, honesta e aberta ao futuro. Siga a intuição e escolha o seu bem-estar! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026

Peixes (20/02 – 20/03)
Se estiver com o coração livre, uma amizade recente poderá despertar paixão. O domingo anuncia fortes emoções, prazer, diversão e escolhas maduras. Mantenha uma margem de segurança e não se prive de embarcar em novas experiências. Será bom momento para entrar num grupo, se cercar de gente interessante e brilhar! Estes signos terão sexo ardente e amor inesperado no início de 2026
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Lula começa 2026 com saldo de vitórias e derrotas diplomáticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminou 2025 com mais vitórias do que derrotas no campo da diplomacia. Entre elas o líder brasileiro conquistou uma “química excelente” com o líder norte-americano, Donald Trump, e conteve uma recente crise com a Ucrânia de Volodymyr Zelensky.
No entanto, o ano de 2026 começou com um novo desafio diplomático para Lula, após o ataque militar dos Estados Unidos contra Venezuela, nesse sábado (3/1), que resultou na captura e prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Ano diplomático de Lula
- Em 2025, Lula enfrentou diversos desafios diplomáticos, que envolveram de forma direta, ou indireta, questões econômicas e conflitos mundiais.
- O maior deles foi a guerra tarifária contra o Brasil, imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Além disso, Lula também viveu crises com a Ucrânia e Israel, por conta de posicionamentos sobre as guerras enfrentadas pelos dois países.
Janela de oportunidades em Nova York
Setembro foi um mês de reconciliações para o presidente brasileiro, que àquela altura lidava com ofensiva econômica e retaliações dos Estados Unidos contra o Brasil e autoridades do país. Mas foi justamente no país liderado por Donald Trump que Lula manteve reuniões que colocaram panos quentes nas relações com Washington, como também com Kiev.
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Entenda os bastidores da crise diplomática entre Brasil e Israel
Durante os dias em que ficou em Nova York para a 80ª Assembleia Geral da ONU, o líder brasileiro manteve uma série de reuniões com diversos chefes de Estado. Entre eles Zelensky, com quem não se encontrava pessoalmente desde 2023.
Em meio ao encontro, a relação entre Brasil e Ucrânia vivia momentos de turbulência. Isso porque Kiev enxergou alguns movimentos de Lula, como a participação no 80º aniversário do Dia da Vitória em Moscou, como posicionamentos pró-Rússia. O caso fez com que Zelensky recusasse ao menos duas tentativas de ligações telefônicas do líder brasileiro, e também não indicasse um substituto para o ex-embaixador ucraniano no Brasil Andrii Melnyk.
Maiores detalhes da reunião não se tornaram públicos. Zelensky, porém, agradeceu a “boa conversa” com Lula, assim como o “posicionamento claro” do presidente brasileiro sobre um cessar-fogo na guerra da Ucrânia.
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Lula e Zelensky em 2024
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Lula e Zelensky
Ricardo Stuckert/PR
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Lula, Zelensky e suas equipes durante reunião em 2023
Ricardo Stuckert/PR
Recuo norte-americano
Ainda durante o evento da ONU, o presidente brasileiro também manteve um breve, e inesperado, encontro com Donald Trump. Nos bastidores da assembleia, os dois se viram por alguns segundos, de acordo com o presidente dos EUA. O suficiente para, nas palavras do republicano, sentir uma “excelente química” com Lula.
Mesmo que de forma informal, o contato abriu brechas para que uma reunião entre os dois líderes começasse a ser articulada.
O primeiro deles ocorreu 13 dias após o encontro em Nova York, quando Lula e Trump conversaram por telefone.
Uma reunião bilateral entre os dois foi agendada, então, para a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Durante cerca de 45 minutos, os dois líderes discutiram questões relacionadas à tensão entre Brasil e EUA, em especial ao tarifaço norte-americano contra produtos brasileiros.
A suspensão de sanções contra autoridades nacionais, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também entrou na pauta.
A partir do contato entre os dois presidentes, negociações passaram a acontecer por vias diplomáticas. O que incluiram contatos entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Mesmo que de forma indireta, as negociações tiveram frutos positivos em 14 de novembro. À época, a Casa Branca anunciou o recuo da tarifa recíproca de 10%, que atingia diretamente setores como café, carne bovina e frutas brasileiras. Seis dias depois, Trump também decidiu retirar a tarifa extra de 40% que ainda atingia setores importantes da economia brasileira.
Em 12 de dezembro, Washington fez uma nova sinalização positiva ao Brasil, após novo telefonema entre Lula e Trump.
Apesar do recuo na guerra econômica, autoridades brasileiras, ligadas à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda eram alvos de retaliações dos EUA. O mais afetado pela medida era o ministro Alexandre de Moraes.
Tudo mudou em 12 de dezembro, quando o Departamento do Tesouro norte-americano decidiu retirar Moraes, e a esposa, Viviane Barci, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Ação que foi tomada, segundo a chanceleria dos EUA, após a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados.
Tensão com Israel
No início do ano, um dos principais problemas nas relações diplomáticas dizia respeito a Israel, onde Lula é persona non grata desde 2024.
Desde quando assumiu a presidência do Brasil pela terceira vez, em 2022, Lula tem sido um crítico do conflito, e passou a fazer duras críticas às ações israelenses no enclave palestino após o aumento da violência em Gaza.
Com isso, os posicionamentos do líder brasileiro, que chegou a chamar a ofensiva de Israel de “genocídio”, foram classificados pelo governo de Benjamin Netanyahu como pró-Hamas — e algumas vezes antissemitas.
Em julho, por exemplo, o governo brasileiro oficializou a entrada do país na ação judicial que corre na Corte Internacional de Justiça (CIJ), acusando Israel de genocídio contra palestinos. Um apoio classificado como “falha moral” pela chancelaria israelense.
Toda a crise, que se arrastava desde o início de 2024, teve reflexos diretos na diplomacia entre Brasília e Tel Aviv. Por meses, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil deixou sem resposta o pedido de Israel para enviar um novo embaixador ao país, após a aposentadoria do diplomata Daniel Zonshine, que chefiava a missão diplomática.
Como resposta, a chancelaria israelense decidiu retirar a solicitação, e rebaixar, automaticamente, as relações com o país comandado por Lula.
No apagar das luzes
Discutido há mais de 25 anos, o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul era um dos principais da política externa do governo brasileiro neste ano — o mesmo em que assumiu a presidência rotatória da organização.
As negociações sobre o pacto comercial, que visa eliminar tarifas no comércio entre países dos dois blocos, foram encerradas no fim de 2024. Para entrar em vigor, contudo, o acordo necessitava passar por votações na União Europeia.
O governo Lula, assim como nações europeias que apoiam o pacto, esperavam que o acordo fosse assinado até o fim de 2025. A assinatura, porém, foi adiada para 2026 após resistências de alguns países como França de Emmanuel Macron, com quem o presidente brasileiro mantém relação próxima.
De acordo com governantes europeus, o recuo foi motivado por preocupações quanto aos termos do acordo entre UE e Mercosul, que poderiam colocar em risco o agronegócio de países do bloco.
O próximo desafio de Lula
O ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela pode reascender a tensão entre os governos de Lula e Trump. Em declaração nesse sábado (3/1), o presidente brasileiro condenou a intervenção no país vizinho.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
Ele acrescentou ainda que, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, destacou Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, por meio da rede Truth Social, os ataques ao território venezuelano e a captura do presidente Maduro.
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Em 2025, inelegibilidade de Bolsonaro aumentou. Até quando vai?
Um julgamento histórico na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, terminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Além disso, a Corte também impôs um novo período de oito anos de inelegibilidade.
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Com isso, Bolsonaro não pode disputar uma eleição antes da década de 2060 — quando terá 105 anos.
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Ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente após romper tornozeleira eletrônica
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão
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Bolsonaro na saída do hospital DF Star em setembro de 2025
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O ex-presidente Jair Bolsonaro
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Ex-presidente Jair Bolsonaro
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Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado
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Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelo STF
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Bolsonaro na saída do hospital DF Star em setembro
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Bolsonaro na saída do hospital DF Star no domingo (14/9)
HUGO BARRETO/METRÓPOLES
@hugobarretophotoNa prática, isso significa que Bolsonaro só poderia tentar um novo mandato a partir da eleição de 2062, quando terá completado 107 anos. A restrição se deve à Lei da Ficha Limpa, que determina a inelegibilidade de condenados em decisão colegiada por mais oito anos após o cumprimento integral da pena.
A decisão do STF pela inelegibilidade se sobrepõe àquela já imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2023, que o havia tornado inapto a concorrer a cargos públicos até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Fazendo contas
- Bolsonaro foi condenado a 27 anos.
- Com isso soma-se: 2025 + 27=2052.
- Com a lei da ficha limpa, acrescenta-se mais 8 anos de inelegibilidade.
- 2052+ 8=2060.
No dia 11 de setembro, o STF condenou Bolsonaro e outros sete aliados. O placar final da condenação do ex-presidente foi de 4 a 1, com o ministro Luiz Fux apresentando a única divergência, votando pela absolvição da maioria dos acusados.
Após a condenação e todos os recursos cabíveis, Bolsonaro começou a cumprir sua pena em definitivo no dia 25 de novembro, quando o STF publicou o trânsito em julgado da ação penal 2668.
Jair Bolsonaro cumpre a pena em definitivo na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), no Distrito Federal.
No dia 17 de dezembro, o Senado Federal aprovou um projeto de lei para reduzir as penas e o período em regime fechado dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.
Caso efetivamente vire lei, Bolsonaro pode voltar para o jogo político um pouco mais cedo. Ainda não há um consenso sobre as datas, mas estimasse que a pena em regime fechado caia para cerca de dois anos — o que não significa que ele poderia voltar a disputar cargos eletivos.
Em relação a pena total, o projeto altera a forma como são somadas as penas dos crimes de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e de tentativa de golpe de Estado — crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado. Pelo novo critério, quando os dois delitos forem praticados no mesmo contexto, o condenado não cumprirá a soma das duas penas, mas apenas a punição mais alta.
Com isso, a pena final de Bolsonaro pode ser reduzida em até 8 anos — o que anteciparia o fim da inelegibilidade para até o ano de 2054.
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Prisão de Maduro dá munição para direita rebater aproximação Lula-Trump
Caciques da direita brasileira avaliam que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela tira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um dos seus “trunfos” para a eleição de 2026: a aproximação com o presidente norte-americano, Donald Trump. Além de sequestrar o presidente Nicolás Maduro, Washington promete uma longa estadia em Caracas, o que deve prolongar a crise diplomática com governos de esquerda América do Sul.
A avaliação é compartilhada pelo entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência. Segundo aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula não poderá vender na campanha uma “boa relação” com Trump enquanto o condena pela intervenção militar na Venezuela.
Nesse sábado (3/1), logo após os primeiros ataques dos EUA, Lula repreendeu os ataques. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o petista.
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Imagens da ofensiva realizada em Caracas
Jesus Vargas/Getty Images
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Protesto destaca que ofensiva dos Estados Unidos não atinge apenas a Venezuela, mas representa uma ameaça à estabilidade da América Latina
Reprodução / Esquerda Diário
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Protesto destaca que ofensiva dos Estados Unidos não atinge apenas a Venezuela, mas representa uma ameaça à estabilidade da América Latina
Reprodução / Esquerda Diário
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Donald Trump, presidente dos EUA
Joe Raedle/Getty Images
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Reprodução/X
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Líderes da direita também acreditam que a prisão de Maduro permitirá que o governo Trump avance na investigação de ligações internacionais do ditador venezuelano e do antecessor, Hugo Chávez. Uma delação do presidente sequestrado, acreditam, poderia atingir aliados na América Latina.
De uma maneira ou de outra, o entorno da pré-campanha de Flávio entende que a Venezuela assumirá papel central na eleição. Caciques já recomendaram o levantamento de documentos, vídeos e fotos que mostrem a proximidade de Lula com Hugo Chávez, fundador do regime em vigor, e seu sucessor.
EUA x Venezuela
- Os Estados Unidos começaram a atacar embarcações venezuelanas em setembro de 2025, alegando, sem provas, combate a grupos de narcotráfico estabelecidos na Venezuela;
- Washington mobilizou uma frota de embarcações, incluindo o maior porta-aviões do mundo, para o mar do Caribe;
- O presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional;
- A escalada continuou e resultou num ataque em larga escala, realizado em paralelo a uma operação militar para captura de Maduro e da primeira-dama, Cília Flores.
Maduro e Lula, porém, romperam relações em 2024, após o petista não reconhecer o resultado da última eleição na Venezuela, feita sob forte desconfiança internacional. O presidente venezuelano não apresentou as atas do pleito após a votação, mas o Conselho Eleitoral Nacional afirmou que ele venceu a disputa com 51,21% dos votos.
Trunfo com Trump
O Planalto atrela parte da recuperação de popularidade do petista em 2025 ao estabelecimento de uma relação com Trump. Em julho, os EUA impuseram um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, como repressão ao que considerava ser uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e uma balança comercial “injusta”.
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Celac deve se reunir no domingo (4/1) para tratar de ataque à Venezuela
O governo Lula não cedeu, afirmando que tratava-se de uma tentativa de intervenção no processo da trama golpista, pelo qual Bolsonaro foi preso e condenado posteriormente. Um encontro na Assembleia Geral da ONU em setembro, com direito a elogios ao petista, e uma reunião na Malásia em outubro, porém, mudaram a situação.
Trump e Lula passaram a conversar, levando ao alívio do tarifaço, o que por sua vez inviabilizou a atuação do então deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O filho de Bolsonaro tentou instigar Washington a agir contra o governo petista em nome do pai, mas a inflação norte-americana levou o republicano a deixar o ex-presidente de lado.
A situação deu a Lula duas pautas positivas. A primeira, de um comportamento pragmatista para conduzir negócios em nome da economia brasileira. A segunda, de que Bolsonaro está isolado internacionalmente.
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Maduro passa a noite na "prisão dos famosos", em Nova York
Reprodução/Casa Branca
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a noite em um centro de detenção, em Nova York, após ser capturado por militares norte-americanos em Caracas. Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.
Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.
Captura
O líder venezuelano deve ficar detido em uma penitenciária federal, e a única disponível em Nova York é o MDC do Brooklyn, um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.
Construída na década de 1990, a instalação abrigou diversos presos famosos, como o rappers R. Kelly (preso por crimes sexuais contra menores de 18 anos) e Sean “Diddy” Combs (condenado por tráfico sexual e mais).
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA estão trabalhando em conjunto com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Maduro.
Segundo ele, o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com a presidente interina. “Ela está essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”. Em outro momento, disse que Rodríguez “não tem escolha”.
Quarenta mortos
O governo venezuelano informou que ao menos 40 pessoas morreram durante o confronto na madrugada desse sábado. A informação foi publicada pelo The New York Times.
Segundo o jornal, um alto funcionário do governo da Venezuela confirmou o número e indicou que entre as vítimas há civis e soldados.
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Adolescentes detidos por furtar condomínio monitoravam moradores
Reprodução/Polícia Militar
Dois adolescentes foram apreendidos após serem flagrados furtando apartamentos de um condomínio na Vila Romana, na zona oeste de São Paulo, na última sexta-feira (2/1).
O zelador do condomínio acionou a Polícia Militar (PM) e informou que os dois menores estavam furtando bens de um dos apartamentos. O sistema de monitoramento apontou que eles estavam tentando fugir pela garagem, mas foram detidos pelos policiais.
A equipe policial identificou portas violadas em diferentes apartamentos e indícios de tentativa de arrombamento em outras unidades. Um levantamento preliminar das vítimas aponta que o prejuízo foi de mais de R$ 100 mil em jóias e moedas estrangeiras.
Um dos adolescentes estava com um controle de acesso da garagem, que foi furtado de um dos apartamentos, além de um celular e um fone de ouvido. O infrator relatou que recebia informações de alguém de fora, para facilitar o crime.
Com o segundo envolvido foram encontrados um celular, um cartão de banco e um par de luvas. Segundo a PM, também foram encontrados indícios de que o grupo monitorava previamente a rotina dos moradores, usando informações obtidas de forma irregular para acessar o condomínio.
Ferramentas usadas no crime foram localizadas nas escadas do prédio, que foi preservado para perícia.
Os adolescentes foram levados ao 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde a ocorrência foi registradas como ato infracional de furto qualificado. Objetos, celulares e ferramentas foram apreendidos para auxiliar nas investigações, de acordo com a PM.
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Primeira massa de ar frio do ano derruba temperaturas em parte de SP
William Cardoso/ Metrópoles
Uma mudança no padrão das temperaturas de verão já começa a ser observada em parte do sudeste do Brasil. O avanço de uma frente fria abre caminho para a primeira massa de ar frio de origem polar de 2026, que deve derrubar as temperaturas.
No estado de São Paulo, os efeitos da massa de ar frio serão mais perceptíveis na região leste, incluindo a região metropolitana da capital. Com a frente fria seguida da massa de ar frio, a segunda-feira (5/1) já deve ser marcada por redução significativa das temperaturas. As informações são da Climatempo.
A tendência, no entanto, é de que o calor volte a ganhar força gradualmente ao longo da próxima semana.
Domingo já é mais ameno na capital
Na capital, o domingo (4/1) deve ser de chuvas fracas e chuviscos que diminuem no decorrer do dia. Conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), as temperaturas variam entre mínimas de 18°C e máximas que não devem superar os 23°C.
A segunda-feira ainda deve começar com muita nebulosidade e chuviscos, mas o tempo melhora e o sol retorna entre nuvens no decorrer do dia. Os termômetros devem variar entre mínimas de 17°C e máximas que podem chegar aos 24°C.
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A próxima invasão de Trump será à Groelândia? (por Vicente Nunes)
Reprodução Redes Sociais
Deposição de Nicolás Maduro na Venezuela pelos Estados Unidos acaba com qualquer pudor de Trump — se é que ele teve algum — de atacar outros países e sanciona ações de ditadores, como Putin
Por mais terrível que fosse o regime do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, nada justifica a invasão determinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país vizinho do Brasil. Além de contrariar todas as regras do direito internacional e de rasgar a carta da Organização das Nações Unidas (ONU), a ação militar norte-americana sanciona, a partir de agora, todos os abusos que venham a ser cometidos mundo afora.
Não cabe ao presidente de nenhum país definir qual será o destino de outra nação soberana, muito menos usar a sua força militar para remover um governante do poder. É ilegal e inaceitável, sobretudo, por abrir precedentes num mundo em que o autoritarismo vem destruindo democracias e reduzindo liberdades. Maduro havia passado de todos os limites, mas caberia, unicamente, aos venezuelanos destituí-lo do poder. Não ao presidente dos Estados Unidos, que está obcecado pelo petróleo da Venezuela.
Trump não economiza no seu delírio de se tornar o ditador do mundo. Diante do que se está vendo na Venezuela, qual a garantia de que o presidente norte-americano não levará adiante o desejo de invadir a Groelândia, território no Ártico que pertence à Dinamarca.
O presidente dos EUA tem repetido, sistematicamente, que a Groelândia é fundamental para a “segurança nacional” de seu país. A Groelândia fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, fundamental para o sistema de alerta de mísseis balísticos dos Estados Unidos, que também cobiçam as riquezas naturais da ilha.
Não há também como descartar, depois da invasão dos EUA à Venezuela, que Trump decida por atacar a Colômbia, governada por Gustavo Petro, que é malvisto pelo norte-americano. O presidente da maior economia do planeta, inclusive, já tem o discurso pronto, o mesmo que utilizou contra Maduro, acusado de chefiar um cartel do narcotráfico. A Colômbia é um dos maiores produtores de cocaína do mundo.
Trump, inclusive, deu a senha para que o ditador russo, Vladimir Putin, aja para sequestrar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, e retirá-lo do poder. Não seria nada diferente do que fizeram os Estados Unidos neste sábado, 3 de janeiro, ao sequestrar Nicolás Maduro e a mulher dele, Cilia Flores, e levá-los a julgamento em Nova York, outra ilegalidade, pois ali não é o tribunal adequado para decidir sobre os crimes cometidos pelo venezuelano.
Não só: Trump também abriu o caminho para que a China derrube o governo de Taiwan ou outro país mais forte ocupe regiões cobiçadas sem prestar contas a ninguém. Não há nenhum exagero nisso, uma vez que o presidente norte-americano indicou que, quando se tem um objetivo e poder, não há nada que impeça as invasões. Trump, convenhamos, nunca foi afeito à democracia. Tudo para ele é business. Ou seja, dinheiro.
É importante ressaltar ainda que todas as invasões cometidas pelos Estados Unidos foram desastrosas. Vamos ficar nas mais recentes, como as do Iraque, do Afeganistão e da Líbia. Tudo piorou naqueles países. Foram fracassos retumbantes. Nem de longe a democracia chegou naquelas nações.
Trump acredita que pode definir os rumos na Venezuela ao assumir o controle do país. Será? Enquanto a megalomania do norte-americano destrói as regras estabelecidas em 1947, após o fim da Segunda Guerra Mundial, os líderes mundiais se mostram atônitos e incapazes de reação. As portas aos abusos se escancararam de vez.
(Transcrito do PÚBLICO-Brasil)
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