Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Maduro pode ter sido entregue como “troféu” a Trump, avalia professor

    Maduro pode ter sido entregue como “troféu” a Trump, avalia professor

    Reprodução/X
    Maduro capturado EUA Metrópoles

    A captura de Nicolás Maduro após a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela levantou questionamentos sobre como se deu a queda do regime. Para o professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, o episódio não pode ser analisado apenas a partir da ação militar americana, mas também à luz da dinâmica interna do poder venezuelano e do papel das Forças Armadas no desfecho.

    Segundo ele, há a hipótese de que setores das Forças Armadas venezuelanas, sob pressão do governo Donald Trump, tenham optado por negociar a entrega do presidente como forma de preservar interesses internos. Na avaliação de Trevisan, o presidente dos Estados Unidos buscava apresentar um resultado político concreto a seus apoiadores, em um contexto de desgaste doméstico e de sinalizações à indústria petrolífera, que teve papel relevante em sua eleição.

    Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

    Traição?

    Na avaliação de Trevisan, a ofensiva ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criou um ambiente de pressão extrema sobre o regime venezuelano. Esse contexto teria acelerado decisões internas que já vinham sendo maturadas, sobretudo entre setores militares que precisavam avaliar o custo de seguir sustentando Maduro no poder.

    “Maduro pode não ter sido preso, mas entregue. Tenho uma sensação de que, pressionados pelo Trump, que precisava de algum troféu, os militares entregaram o que não deles.”

    Um presidente sem vínculo orgânico com a caserna

    O professor cita que a relação entre Maduro e os militares sempre foi distinta daquela estabelecida por Hugo Chávez. Enquanto o ex-presidente tinha origem e trânsito na caserna, Maduro, um ex-motorista de ônibus e líder sindical do metrô de Caracas, nunca foi percebido como parte desse universo, o que fragilizou sua posição.

    “Após a morte de Chávez, os militares tiveram que se adaptar a uma figura que não era do mundo deles.”

    Militares como eixo do poder econômico

    Trevisan destaca que, na Venezuela, o poder militar não se limita à esfera da segurança. A presença da caserna em áreas estratégicas da economia tornou qualquer transição dependente de sua anuência, o que ajuda a explicar por que uma ruptura violenta ou caótica foi evitada.

    “Os militares participam diretamente da vida econômica da Venezuela. Não há como removê-los  do poder. Foi por isso que Maria Corina Machado não teve sucesso: ela não se sentou com eles.”

    Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM
    Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM

    O peso do petróleo no tabuleiro geopolítico

    Segundo o professor, a centralidade do petróleo torna a Venezuela um alvo estrutural no cenário geopolítico. Para Trevisan, ignorar esse fator é perder a chave explicativa da ofensiva americana e da velocidade com que o regime ruiu. O país detém a maior reserva petrolífera do planeta, estimada em quase 300 bilhões de barris.

    “ Trump tinha dívidas eleitorais a pagar com a indústria petrolífera que ajudou a elegê-lo. Ele pagou todas elas com as big techs, mas ainda faltava com o mundo petrolífero”

    Trump, popularidade e a lógica do “troféu”

    Trevisan também insere a ofensiva no contexto doméstico americano. Para ele, Trump enfrentava queda de popularidade e precisava apresentar resultados concretos a suas bases eleitorais, especialmente a setores estratégicos da economia, como a indústria petrolífera, que ajudou a elegê-lo.

    “O petróleo se tornou uma necessidade midiática de Trump. Ele precisava de algo para acalmar a sua base. A Venezuela estava disponível. Era fácil arrumar um troféu.”

    Os limites de uma ocupação direta

    Apesar do sucesso inicial da operação, o professor avalia que os Estados Unidos enfrentariam sérios obstáculos caso optassem por administrar diretamente a Venezuela. Experiências recentes mostram que intervenções desse tipo tendem a produzir instabilidade prolongada.

    “É imprudente o Trump dizer que vai administrar a Venezuela, um país com mais de 29 milhões de habitantes. Temos experiências malsucedidas no Iraque, Líbia e Afeganistão.”

    Um cenário aberto de instabilidade regional

    Por fim, Trevisan afirma que a saída de Maduro não representa o encerramento da crise venezuelana nem a estabilização automática da região. Para ele, o episódio pode marcar apenas o início de um novo ciclo de disputas e tensões geopolíticas.

    “Temo que estejamos assistindo apenas ao início do jogo.”

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    Uma vez golpistas, sempre golpistas. Aqui e em qualquer outro lugar

    Reprodução Redes Sociais
    captura maduro

    Caso se reeleja presidente daqui a 273 dias no primeiro turno, ou daqui a 294 no segundo, Lula contrairá uma dívida impagável com Donald Trump e com seus leais devotos da direita brasileira – os bolsonaristas raiz e os que insistem em posar de civilizados.

    Lula está fazendo sua parte para obter o quarto mandato. Se bem-sucedido, passará à História como o brasileiro que por mais tempo governou o país dentro da legalidade. Getúlio Vargas governou 15 anos como ditador e menos de três como presidente eleito.

    Há um ano, mesmo tendo sobrevivido a duas tentativas de golpe de Estado, muitos davam Lula como politicamente morto. Mas aí veio o tarifaço aplicado por Trump aos produtos brasileiros comprados pelos Estados Unidos, e Lula começou a deslanchar.

    Não bastasse, veio a exigência de Trump para que o Supremo Tribunal Federal suspendesse o julgamento de Bolsonaro e dos seus companheiros de organização criminosa. Aí Lula enrolou-se na bandeira nacional e fincou as bases do Brasil soberano.

    A direita não soube ou não quis descolar-se do tarifaço por acreditar que os prejuízos causados à economia seriam definitivos e poriam a pique o governo Lula, mas não só. Também porque acreditou, ou quis acreditar, que Bolsonaro poderia se salvar.

    Deu tudo errado. Trump, que detesta a companhia de perdedores, abandonou Bolsonaro, recuou no tarifaço e aproximou-se de Lula, e Lula dele. O Supremo condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, pena que ele cumpre em regime fechado.

    Para completar o infortúnio da direita, em carta dirigida aos brasileiros, Bolsonaro apontou o filho Flávio como o único herdeiro dos seus votos. O efeito de suas mal traçadas linhas foi a desidratação imediata da candidatura de Tarcísio de Freitas.

    A verdade é que a direita não aprende e tampouco esquece o que aprendeu. Em um país cuja história foi marcada por golpes e tentativas de golpe, a direita, carente de votos, é narcodependente de aventuras que visam abolir a democracia.

    Daí seu entusiasmo com o sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela, ordenado por Trump. A pretexto de que finalmente ali a democracia será restaurada, todos os presidenciáveis da direita apoiaram o desrespeito às regras do Direito internacional. Todos.

    O mais recatado foi o governador Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, que disse:

    “O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. […] No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”.

    Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, foi o mais raso:

    “Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos. Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”

    Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, seguiu os passos de Ratinho:

    “Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país.”

    Flávio Bolsonaro (PL), senador, apelou ao comunismo, traindo a admiração jamais confessada por seu pai pelo regime de Maduro:

    “O comunismo nunca levou um povo à prosperidade; só levou nações inteiras ao medo, à fome e à fuga. Ditaduras não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade”.

    Tarcísio (Republicanos), governador de São Paulo, culpou Lula pelo que Trump fez:

    “Essa operação ocorre pela omissão dos países que não lideraram o processo. O Brasil, que é a maior economia e que responde pelo maior território da América do Sul, poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para uma democracia, mas o Brasil nunca cumpriu esse papel.”

    Sem rumo, sem projeto para o Brasil e fragmentada, a esperança da direita reside mais uma vez em Trump. Lula agradece por isso.

     

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    O desejo do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, de deixar o governo fez lideranças do PT retomarem a articulação para que o presidente Lula recrie o Ministério da Segurança Pública.

    Lideranças petistas defendem, contudo, que o presidente da República só oficialize a recriação da pasta depois que a PEC da Segurança Pública for aprovada pelo Congresso Nacional.

    A proposta, considerada uma aposta do governo na área, foi enviada pelo governo em abril, mas enfrentou resistência. A previsão é de que seja analisada pela Câmara em 2026, na volta do recesso.

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    Na avaliação de petistas, a recriação do Ministério da Segurança — que chegou a existir no governo Temer — ajudará Lula a sustentar o discurso de que adotou iniciativas concretas na área.

    O tema da segurança, inclusive, deve ser debatido pelo PT durante os eventos de aniversário do partido, que, em 2026, acontecerão entre os dias 5 e 7 de fevereiro em Salvador (BA).

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    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou reclamações ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as condições da cela na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, onde ele cumpre a pena da trama golpista.

    stf:-bolsonaro-reclama-do-barulho-de-ar-condicionado-em-prisao-na-pf

    STF: Bolsonaro reclama do barulho de ar-condicionado em prisão na PF/ Foto: Reprodução

    Segundo os advogados, problemas estruturais e sonoros no local estariam afetando a saúde física e psicológica do ex-presidente. De acordo com a manifestação, há um ruído contínuo e permanente, que ocorre 24 horas por dia. O barulho teria origem no aparelho de ar-condicionado instalado na cela onde Bolsonaro está preso.

    O ex-presidente cumpre a pena em uma Sala de Estado-Maior, uma cela especial. O local tem aproximadamente 12 metros quadrados, cama, banheiro privativo com chuveiro, televisão e ar-condicionado.