Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Taxa de embarque em ônibus fica mais cara na rodoviária do Tietê

    Taxa de embarque em ônibus fica mais cara na rodoviária do Tietê

    Evandro Monteiro/ Socicam
    Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista

    A partir da próxima terça-feira (6/1), a taxa de embarque dos ônibus intermunicipais que utilizam o Terminal Rodoviário Tietê, na zona norte de São Paulo, vai ficar mais cara. O valor passará de R$ 2,60 para R$ 2,70, conforme resolução publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. O reajuste aumenta, consequentemente, o preço das passagens.

    A medida acompanha o reajuste das tarifas das demais linhas gerenciadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Segundo o Governo de São Paulo, os novos valores variam de acordo com a extensão das linhas, o tipo de serviço oferecido (comum ou seletivo) e eventuais integrações com outros transportes, como trens, metrô e VLT, mantendo a variação tarifária já existente entre os sistemas.

    A tarifa dos ônibus municipais da capital paulista também vai subir de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir do dia 6 de janeiro, conforme anunciado pela prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    Além disso, o ano começa com passagens mais caras em ônibus intermunicipais metropolitanos nas linhas operadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), assim como nas linhas que ligam as regiões da Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba e Litoral Norte. Veja os novos valores clicando aqui.

  • Marido que chorou após agredir esposa passa por audiência de custódia. <a target="_blank" href="https://cdn.jwplayer.com/players/BtvPyDKW-65fVsHCx.html">Veja <span style="color:#CD2E2B; text-decoration:none">vídeo</span></a>

    Marido que chorou após agredir esposa passa por audiência de custódia. <a target="_blank" href="https://cdn.jwplayer.com/players/BtvPyDKW-65fVsHCx.html">Veja <span style="color:#CD2E2B; text-decoration:none">vídeo</span></a>

    Reprodução / Redes sociais
    Agressor de médica é preso

    O marido que foi preso nessa sexta-feira (2/1) após agredir brutalmente a esposa com socos vai passar por audiência de custódia neste domingo (4/1).

    Veja vídeo:

    Danny Schroedinger de Carvalho Oliveira, de 36 anos (foto em destaque) foi preso na casa de uma amiga, no bairro Conselheiro Alberto Silva, em Parnaíba (PI). De acordo com a polícia, no momento da abordagem, o investigado chorou bastante e disse: “Não fiz por mal”.

    A médica foi atacada dentro do carro do casal, na madrugada de quinta (1º/1), no município de Luís Correia, litoral do Piauí.

    Segundo a Polícia Civil, a agressão teria sido motivada por ciúmes após uma discussão por causa de mensagens no celular da mulher.

    A vítima foi socorrida por familiares e levada ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), onde recebeu atendimento médico.

    Imagens:

    Ela formalizou denúncia na Central de Flagrantes, e o delegado plantonista solicitou medidas protetivas de urgência para garantir sua segurança.

    Um inquérito policial foi instaurado, e testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, incluindo pessoas que estavam com o casal antes da agressão e quem prestou socorro à vítima. A médica passou por exame de corpo de delito para comprovar as lesões.

  • Coreia do Norte condena ação dos EUA na Venezuela: "Brutal"

    Coreia do Norte condena ação dos EUA na Venezuela: "Brutal"

    Imagem colorida do presidente da Coreia do Norte

    A Coreia do Norte condenou, neste domingo (4/1), os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. O governo norte-coreano alegou que o ato é “a forma mais grave de violação da soberania”.

    Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).


    Captura


    De acordo com a agência de notícias estatal KCNA, da Coreia do Norte, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país se pronunciou sobre o caso.

    “O incidente é mais um exemplo que confirma claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”, afirmou o ministério.

    Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da China instou os EUA a libertarem Maduro. O pedido ocorreu um dia depois de a Rússia solicitar a libertação do presidente venezuelano e da esposa, Cilia Flores.

    “A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”, divulgou o ministério.

    Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

    Ele passou a madrugada de domingo no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.

  • Suprema Corte da Venezuela ordena que Delcy Rodríguez assuma presidência

    Suprema Corte da Venezuela ordena que Delcy Rodríguez assuma presidência

    A Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela ordenou neste sábado (3) que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina do país na ausência de Nicolás Maduro, que foi detido na madrugada deste sábado em uma operação das forças americanas. A decisão judicial determinou que Rodríguez assumiria “o cargo de Presidente da […]

  • De volta ao passado (por Olimpio Cruz Neto)

    De volta ao passado (por Olimpio Cruz Neto)

    trump casa branca

    O ataque militar dos Estados Unidos em território venezuelano — que, segundo a cobertura internacional, culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua transferência para os EUA — inaugura um fato consumado que a América Latina conhece bem, mas preferia manter nos livros de história. Ao cruzar a linha entre pressão diplomática e uso direto do poder militar para interferir no comando político de um país, Washington reativa um repertório típico da segunda metade do século 20: intervenções, operações de mudança de regime e a mensagem brutal de que a soberania é negociável quando contraria interesses estratégicos.

    O risco imediato não está apenas em Caracas. Está na normalização do “precedente”. Se a remoção de um chefe de Estado virar expediente aceitável, governos da região recalculam, com frieza, seus custos de autonomia: alguns buscarão abrigo em alianças extra hemisféricas; outros reforçarão aparatos de segurança e contrainteligência; e muitos endurecerão o discurso nacionalista para sobreviver politicamente. O resultado tende a ser uma espiral de desconfiança: mais militarização, mais vigilância, mais polarização interna e menos espaço para pactos democráticos. Em sociedades já feridas por desigualdade e descrença institucional, isso funciona como gasolina.

    Há, ainda, o impacto sobre a arquitetura multilateral. A Carta da ONU sustenta a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política dos Estados, e o sistema interamericano se ergue, ao menos no papel, sobre o princípio da não intervenção. Quando o poder mais forte do hemisfério age como se essas bases fossem relativas — ou seletivas — a “contensão” oferecida por ONU e OEA perde credibilidade. A diplomacia, então, deixa de ser arena de regras e vira corredor de retaliações: sanções em cascata, medidas unilaterais, pressões assimétricas, trocas de acusações e, no limite, o estímulo a soluções de força.

    O Brasil já sinalizou a gravidade ao afirmar que uma “linha inaceitável” foi cruzada e ao pedir resposta da ONU. Não é apenas retórica: é a leitura de que o efeito dominó pode alcançar fronteiras, fluxos migratórios e segurança regional — com custos humanitários e políticos difíceis de administrar, sobretudo em estados fronteiriços e em sistemas públicos já sobrecarregados. O problema é que, nessas horas, a realidade não pede licença: ela se impõe. Nada será como antes.

    Quem acha exagero deveria lembrar o Panamá (1989): a captura de Manuel Noriega e sua condução aos EUA para julgamento virou símbolo duradouro de ingerência e provocou condenação internacional. No campo jurídico, decisões e debates históricos sobre não intervenção e não uso da força servem como aviso: a erosão das regras não desaparece; ela retorna como instabilidade e deslegitimação — e quase sempre cobrando juros altos.

    Projetando um horizonte de vinte anos, o perigo maior é a cristalização de um “novo normal” de tensão: competição aberta por influência extra-regional; guerras de informação; ciberataques e sabotagens como moeda de troca (inclusive sobre infraestrutura energética); governos frágeis apelando ao autoritarismo em nome da ordem; economias já tensionadas sofrendo com choques de risco, fuga de capitais e insegurança jurídica. Voltamos a ser o “quintal” da Casa Branca — se é que deixamos de ser, em algum momento, na imaginação de certos estrategistas.

    A América Latina não precisa de uma nova Guerra Fria tropical. Mas pode ser empurrada para ela se a lógica do fato consumado substituir a lógica das regras. A diplomacia regional enfrenta, agora, um dilema: condenar a violação de princípios sem fechar portas para uma saída negociada que evite o caos interno na Venezuela — e, por extensão, um incêndio político no entorno. O ponto central é simples: quando a força vira atalho, a instabilidade deixa de ser exceção e passa a ser método. E, quando isso acontece, nenhum país da região sai ileso. Estamos todos presos ao que vier depois.

  • Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2025 expuseram novos tentáculos do crime organizado no estado e se aprofundaram em conexões já conhecidas pelas autoridades. As investigações apontam que as organizações criminosas têm sofisticado e diversificado os negócios e estão cada vez mais presentes no mercado financeiro.

    À medida que amplia lucros com o tráfico internacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, encontrou no próprio sistema bancário mecanismos para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita e dar lastro a quantias bilionárias.

    Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e autoridades da Receita Federal têm dito que as fintechs e os fundos de investimento substituíram os antigos doleiros e criaram uma espécie de “paraíso fiscal” dentro do próprio país. Por meio de contas bolsão, que oferecem proteção contra bloqueios judiciais, e fundos exclusivos, que dificultam o rastreio do dinheiro, fica cada vez mais difícil entender a complexidade das redes fraudulentas.

    Além disso, o MPSP e a PF avançaram no ano passado sobre como o crime organizado utiliza casas de aposta on-line para lavar dinheiro, aparelha ONGs, extorque moradores de comunidades e trama planos de execução de autoridades.

    Leia também

    O PCC e a Faria Lima

    Em 28 de agosto, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal realizaram duas operações contra um sofisticado esquema de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis. A Carbono Oculto, do MPSP, e a Tank, da PF, cumpriram centenas de mandados judiciais contra suspeitos de participar do mesmo ecossistema criminoso.

    A investigação revelou que o esquema movimentou valores bilionários entre 2020 e 2024, com transações estimadas em R$ 52 bilhões em postos de combustíveis e outros elos da cadeia produtiva. Suspeitos teriam importado combustíveis e insumos no valor de mais de R$ 10 bilhões para integrar o sistema de produção e distribuição fraudulenta. O grupo criminoso teria sonegado pelo menos R$ 8,67 bilhões.

    Centenas de empresas de fachada e pelo menos 40 fundos de investimento teriam sido usados para reinserir o dinheiro na economia formal e dificultar o rastreamento. Entre os bens adquiridos, estavam terminais portuários, usinas, caminhões, imóveis e participação em fundos.

    De acordo com as investigações, os líderes do esquema Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teriam ligações com o PCC.

    Fintechs

    Ao longo do ano, outras operações também miraram esquemas do PCC envolvendo fintechs. Exemplo foi a Operação Hydra, da Polícia Federal, em fevereiro, deflagrada a partir da delação do corretor Vinícius Gritzbach, inimigo da maior facção do país e morto em novembro de 2024 no aeroporto de Guarulhos.

    O esquema envolvia os bancos digitais 2Go Bank e InvBank. O primeiro tinha como sócio fundador o policial civil Cyllas Elia. O grupo já havia sido alvo da PF no ano anterior, na Operação Tai-Pan, por delitos financeiros que movimentaram mais de R$ 6 bilhões do crime organizado.

    “Bets do PCC”

    Em outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Bet contra um esquema em que o PCC teria utilizado casas de aposta para lavar dinheiro do tráfico internacional. A apuração teve início após a Operação Narco Vela, em maio, revelar como a facção cooptava pequenas embarcações para abastecer com cocaína navios em alto mar.

    Entre os alvos da Narco Bet, está o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como “Buzeira da Roleta”, dono de duas casas de aposta. Ele teria recebido R$ 19,7 milhões de um empresário investigado por enviar 3 toneladas de cocaína para a Europa.

    Uma das suspeitas é que o PCC tenha oferecido apoio financeiro para que casas de apostas fossem regularizadas pela Receita Federal.

    ONG a serviço do crime

    Em janeiro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação contra a ONG Pacto Social Carcerário, por suspeita de atuar como um braço do PCC.  A entidade, de acordo com a promotoria, era usada para simular violações de direitos no sistema carcerário e promover manifestações ordenadas pela cúpula da facção.

    Entre os alvos, estavam os presidentes da ONG, Luciene Neves Ferreira e Geraldo Sales da Costa, além de advogados ligados à organização. De acordo com o MPSP, a própria criação da ONG foi obra do PCC, conforme informações obtidas na Operação Ethos, em 2016.

    Além disso, uma das frentes de atuação da organização era a contratação de profissionais de saúde para realizar procedimentos médicos e estéticos em algumas das principais lideranças do crime.

    Na denúncia, os promotores destacaram o fato de que a ONG PSC não tinha mecanismos de arrecadação de recursos públicos ou privados, conforme constatou a quebra de sigilo bancário realizada durante as investigações, sendo supostamente financiada pela facção.

    Favela do Moinho

    Em setembro, os promotores do Gaeco da capital deflagraram a Operação Sharpe, contra um suposto esquema do PCC para cobrar propina de moradores da Favela do Moinho que fizeram acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para se mudar da região.

    Conforme revelado pelo Metrópoles em julho, o PCC estaria cobrando uma “multa” de até R$ 100 mil dos inquilinos das casas da Favela do Moinho que abandonaram os imóveis, permitindo que eles fossem descaracterizados pelo governo do estado.

    De acordo com os promotores do Gaeco, o esquema de extorsão era comandado por Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, o Leo do Moinho, apontado como o principal responsável pelo abastecimento de drogas na Cracolândia. O dinheiro da cobrança de propinas e do tráfico de drogas, segundo o MPSP, seria lavado por meio de empresas de sucata.

    A operação também desvendou como a maior facção do país abastecia a Cracolândia com entorpecentes. Segundo as investigações, a droga saída da comunidade por meio de carroceiros, que as transportavam até os pontos de venda.

    Plano contra Gakiya

    Em outubro, o MPSP e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram uma operação que desarticulou mais um plano de execução do promotor Lincoln Gakiya, principal responsável por investigar o PCC no país, e do coordenador de presídios Roberto Medina.

    De acordo com as apurações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina de Gakiya e de Medina. As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade.

    A investigação começou em julho após a prisão em flagrante do suspeito Vitor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, por tráfico de drogas.

    O celular apreendido com ele revelou fotos, vídeos e mensagens descrevendo a rotina do coordenador de presídios Roberto Medina. O material incluía trajetos entre casa e trabalho e até filmagens de campana feitas em veículos e motos.

    A partir desses dados, os investigadores chegaram a outros suspeitos, como Wellison “Corinthinha” e Sérgio “Messi”, que também trocavam mensagens sobre os alvos. Em um dos aparelhos, havia prints do trajeto diário do promotor Lincoln Gakiya.

  • Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2025 expuseram novos tentáculos do crime organizado no estado e se aprofundaram em conexões já conhecidas pelas autoridades. As investigações apontam que as organizações criminosas têm sofisticado e diversificado os negócios e estão cada vez mais presentes no mercado financeiro.

    À medida que amplia lucros com o tráfico internacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, encontrou no próprio sistema bancário mecanismos para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita e dar lastro a quantias bilionárias.

    Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e autoridades da Receita Federal têm dito que as fintechs e os fundos de investimento substituíram os antigos doleiros e criaram uma espécie de “paraíso fiscal” dentro do próprio país. Por meio de contas bolsão, que oferecem proteção contra bloqueios judiciais, e fundos exclusivos, que dificultam o rastreio do dinheiro, fica cada vez mais difícil entender a complexidade das redes fraudulentas.

    Além disso, o MPSP e a PF avançaram no ano passado sobre como o crime organizado utiliza casas de aposta on-line para lavar dinheiro, aparelha ONGs, extorque moradores de comunidades e trama planos de execução de autoridades.

    Leia também

    O PCC e a Faria Lima

    Em 28 de agosto, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal realizaram duas operações contra um sofisticado esquema de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis. A Carbono Oculto, do MPSP, e a Tank, da PF, cumpriram centenas de mandados judiciais contra suspeitos de participar do mesmo ecossistema criminoso.

    A investigação revelou que o esquema movimentou valores bilionários entre 2020 e 2024, com transações estimadas em R$ 52 bilhões em postos de combustíveis e outros elos da cadeia produtiva. Suspeitos teriam importado combustíveis e insumos no valor de mais de R$ 10 bilhões para integrar o sistema de produção e distribuição fraudulenta. O grupo criminoso teria sonegado pelo menos R$ 8,67 bilhões.

    Centenas de empresas de fachada e pelo menos 40 fundos de investimento teriam sido usados para reinserir o dinheiro na economia formal e dificultar o rastreamento. Entre os bens adquiridos, estavam terminais portuários, usinas, caminhões, imóveis e participação em fundos.

    De acordo com as investigações, os líderes do esquema Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teriam ligações com o PCC.

    Fintechs

    Ao longo do ano, outras operações também miraram esquemas do PCC envolvendo fintechs. Exemplo foi a Operação Hydra, da Polícia Federal, em fevereiro, deflagrada a partir da delação do corretor Vinícius Gritzbach, inimigo da maior facção do país e morto em novembro de 2024 no aeroporto de Guarulhos.

    O esquema envolvia os bancos digitais 2Go Bank e InvBank. O primeiro tinha como sócio fundador o policial civil Cyllas Elia. O grupo já havia sido alvo da PF no ano anterior, na Operação Tai-Pan, por delitos financeiros que movimentaram mais de R$ 6 bilhões do crime organizado.

    “Bets do PCC”

    Em outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Bet contra um esquema em que o PCC teria utilizado casas de aposta para lavar dinheiro do tráfico internacional. A apuração teve início após a Operação Narco Vela, em maio, revelar como a facção cooptava pequenas embarcações para abastecer com cocaína navios em alto mar.

    Entre os alvos da Narco Bet, está o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como “Buzeira da Roleta”, dono de duas casas de aposta. Ele teria recebido R$ 19,7 milhões de um empresário investigado por enviar 3 toneladas de cocaína para a Europa.

    Uma das suspeitas é que o PCC tenha oferecido apoio financeiro para que casas de apostas fossem regularizadas pela Receita Federal.

    ONG a serviço do crime

    Em janeiro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação contra a ONG Pacto Social Carcerário, por suspeita de atuar como um braço do PCC.  A entidade, de acordo com a promotoria, era usada para simular violações de direitos no sistema carcerário e promover manifestações ordenadas pela cúpula da facção.

    Entre os alvos, estavam os presidentes da ONG, Luciene Neves Ferreira e Geraldo Sales da Costa, além de advogados ligados à organização. De acordo com o MPSP, a própria criação da ONG foi obra do PCC, conforme informações obtidas na Operação Ethos, em 2016.

    Além disso, uma das frentes de atuação da organização era a contratação de profissionais de saúde para realizar procedimentos médicos e estéticos em algumas das principais lideranças do crime.

    Na denúncia, os promotores destacaram o fato de que a ONG PSC não tinha mecanismos de arrecadação de recursos públicos ou privados, conforme constatou a quebra de sigilo bancário realizada durante as investigações, sendo supostamente financiada pela facção.

    Favela do Moinho

    Em setembro, os promotores do Gaeco da capital deflagraram a Operação Sharpe, contra um suposto esquema do PCC para cobrar propina de moradores da Favela do Moinho que fizeram acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para se mudar da região.

    Conforme revelado pelo Metrópoles em julho, o PCC estaria cobrando uma “multa” de até R$ 100 mil dos inquilinos das casas da Favela do Moinho que abandonaram os imóveis, permitindo que eles fossem descaracterizados pelo governo do estado.

    De acordo com os promotores do Gaeco, o esquema de extorsão era comandado por Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, o Leo do Moinho, apontado como o principal responsável pelo abastecimento de drogas na Cracolândia. O dinheiro da cobrança de propinas e do tráfico de drogas, segundo o MPSP, seria lavado por meio de empresas de sucata.

    A operação também desvendou como a maior facção do país abastecia a Cracolândia com entorpecentes. Segundo as investigações, a droga saída da comunidade por meio de carroceiros, que as transportavam até os pontos de venda.

    Plano contra Gakiya

    Em outubro, o MPSP e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram uma operação que desarticulou mais um plano de execução do promotor Lincoln Gakiya, principal responsável por investigar o PCC no país, e do coordenador de presídios Roberto Medina.

    De acordo com as apurações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina de Gakiya e de Medina. As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade.

    A investigação começou em julho após a prisão em flagrante do suspeito Vitor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, por tráfico de drogas.

    O celular apreendido com ele revelou fotos, vídeos e mensagens descrevendo a rotina do coordenador de presídios Roberto Medina. O material incluía trajetos entre casa e trabalho e até filmagens de campana feitas em veículos e motos.

    A partir desses dados, os investigadores chegaram a outros suspeitos, como Wellison “Corinthinha” e Sérgio “Messi”, que também trocavam mensagens sobre os alvos. Em um dos aparelhos, havia prints do trajeto diário do promotor Lincoln Gakiya.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    © Ricardo Stuckert / PR
    lula

    “Os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.” (Lula)

  • Após Rússia, China pede que EUA liberte Maduro e primeira-dama

    Após Rússia, China pede que EUA liberte Maduro e primeira-dama

    Andy Wong-Pool/Getty Imgaes
    Imagem colorida mostra Xi Jinping e Nicolás Maduro - Metrópoles

    O Ministério das Relações Exteriores da China instou, neste domingo (4/1), os Estados Unidos a libertarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele ter sido capturado por soldados norte-americanos em Caracas. O pedido ocorre um dia depois de a Rússia solicitar a libertação do presidente venezuelano e da esposa, Cilia Flores.

    O casal foi capturado e levado para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).

    “A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”, divulgou o ministério.


    Captura


    Ainda segundo o órgão, a “ação dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”.

    Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

    Ele passou a madrugada de domingo no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.

    O MDC é um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.

    Quarenta mortos

    De acordo com o jornal, um alto funcionário do governo da Venezuela confirmou o número e indicou que entre as vítimas há civis e soldados.

  • Bancada do Acre não destinou emendas individuais para o meio ambiente em 2026

    Bancada do Acre não destinou emendas individuais para o meio ambiente em 2026

    Parlamentares do Acre não destinaram recursos das emendas individuais ao Orçamento de 2026 para ações ligadas ao meio ambiente e ao enfrentamento das mudanças climáticas. A informação consta em levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgado pela Folha de S.Paulo, que analisou a distribuição das emendas parlamentares aprovadas pelo Congresso Nacional. De acordo com […]