Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Acre é o 4º estado do país em oferta de serviços públicos digitais, aponta ranking nacional

    Acre é o 4º estado do país em oferta de serviços públicos digitais, aponta ranking nacional

    O Acre conquistou a 4ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados no quesito oferta de serviços públicos digitais, alcançando 174 pontos no levantamento mais recente. O resultado coloca o estado entre os cinco melhores do país em modernização e digitalização da máquina pública.

    À frente do Acre aparecem Piauí, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que lideram o ranking nacional. Já nas últimas posições estão Alagoas, Roraima e Rio Grande do Norte.

    Os dados do Ranking de Competitividade dos Estados utilizam como base o Índice da Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC). O estudo avaliou 35 critérios distribuídos em três dimensões principais.

    A primeira dimensão, Capacidades para a Oferta Digital de Serviços, analisa o acesso aos serviços públicos, os mecanismos de identificação do cidadão e a simplificação de processos. A segunda, Oferta de Serviços Digitais, considera áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e garantia de direitos. Já a terceira dimensão, Normatização sobre Modernização da Oferta de Serviços Públicos, avalia legislações relacionadas à defesa do usuário, desburocratização, assinaturas eletrônicas e políticas de governo digital.

    O índice foi desenvolvido para compor o Pilar de Eficiência da Máquina Pública do Ranking de Competitividade dos Estados, coordenado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A metodologia contou com a participação de especialistas em governo digital, integrantes da diretoria e entidades afiliadas à ABEP-TIC, além de representantes da academia e pesquisadores da área de tecnologia, responsáveis pela definição dos objetivos, métricas e indicadores utilizados na pesquisa.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    Presidente Lula durante evento em Anápolis (GO)

    “Outro dia, [Flávio] disse assim: Lula é o Opala velho. Quando ele fala assim, não me ofendo. Eu tive um Opala 94 turbinado. Se ele conhecesse o meu Opala, não falava. Fala porque o Opala dele é o pai, que está no desmanche. O Opala que ele conhece é o pai dele.”. (Lula)

  • O cálculo do Planalto para o encontro entre Lula e Trump

    O cálculo do Planalto para o encontro entre Lula e Trump

    @ricardostuckert
    Lula e Trump na Malásia - Metrópoles

    O Palácio do Planalto avalia que o encontro entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até então previsto para março, deve ficar para um outro momento.

    A leitura dos auxiliares palacianos de Lula é de que a guerra entre Estados Unidos e Irã atrapalha o encontro dos dois presidentes, uma vez que Trump está com a atenção voltada para o conflito.

    Nesse cenário, o Planalto calcula que seria melhor realizar a viagem em outro contexto para que a conversa tenha mais visibilidade e facilite a elaboração de uma agenda construtiva.

    A expectativa para a viagem de Lula a Washington para encontrar Trump começou após os dois presidentes conversarem por telefone no final de janeiro de 2026 sobre a Venezuela.

    A ligação ocorreu após o presidente norte-americano capturar e prender o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por supostas ligações com o tráfico internacional.

    Após a conversa por telefone, a ida de Lula aos EUA ficou prevista para março, mas, com o conflito no Oriente Médio, as atenções do país norte-americano estão todas voltadas para o Irã.

    O atual chefe da Casa Branca, inclusive, disse que, por conta da guerra, não participaria do CPAC, conferência da extrema direita que acontece nesta semana em Dallas, no Texas.

    Pauta do Brasil

    No futuro encontro entre Lula e Trump, o governo brasileiro pretende avançar em um possível acordo com os Estados Unidos sobre terras raras e minerais críticos.

    Os recursos ainda não foram explorados, mas há um entendimento no governo Lula de que é possível ter uma atuação de exploração conjunta com países estrangeiros.

    Há também conversas com o governo americano sobre a possível classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital( e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

    A maior preocupação do Planalto com esse enquadramento, de acordo com auxiliares de Lula, é a possibilidade de aplicação de uma sanção econômica ao Brasil.

  • Doença rara, fenilcetonúria ganha tratamento inédito no Brasil

    Doença rara, fenilcetonúria ganha tratamento inédito no Brasil

    Freepik
    Close-up dos pés de um bebê recém-nascido. Metrópoles

    A fenilcetonúria é uma doença genética rara e potencialmente incapacitante. Também conhecida pela sigla PKU, do nome em inglês phenylketonuria, a condição tem como principal tratamento, recomendado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), do Ministério da Saúde, uma dieta rigorosamente controlada, que limita o consumo de laticínios, ovos, carnes e até alimentos vegetais, como feijão, lentilha, soja, castanha e trigo.

    Todos esses ingredientes têm em comum serem fontes de proteína e, especificamente, de um aminoácido chamado fenilalanina. E é ele que causa problemas em pessoas com fenilcetonúria, cujo organismo não consegue quebrar e aproveitar a substância. Quando esse processo não ocorre como deveria, surge o quadro de hiperfenilalaninemia (HFA), prejudicial à saúde de adultos e crianças.

    Daí a importância da sepiapterina, medicamento registrado em fevereiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que age reduzindo os níveis de fenilalanina no sangue. Esse efeito foi observado no estudo clínico de fase 3 APHENITY, conduzido entre 2021 e 2023 em 13 países, incluindo o Brasil, e cujos detalhes foram publicados na revista The Lancet em 2024.

    “De modo geral, o estudo indica que a sepiapterina apresenta uma boa segurança e tolerabilidade, além de potencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, já que pode permitir uma alimentação mais variada e facilitar o controle da doença ao longo da vida”, avalia o biólogo Davi Coe Torres, pesquisador no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP). “No entanto, o medicamento não substitui totalmente o tratamento dietético, e os pacientes ainda precisam manter acompanhamento médico e nutricional regular, com monitoramento dos níveis de fenilalanina no sangue.”

    Para manter níveis seguros da substância no corpo, os pacientes precisam consumir preparações nutricionais específicas, sem fenilalanina e enriquecidas com vitaminas e minerais. A quantidade desse suplemento pode variar ao longo da vida e depende da capacidade do indivíduo de metabolizar a fenilalanina.

    “Essas limitações acabam afetando a rotina, a vida social e até eventos cotidianos, como comer fora de casa. Isso torna a adesão à dieta mais difícil, especialmente na adolescência e na vida adulta”, aponta Torres, que desenvolve trabalhos focados em doenças raras e terapia gênica no Centro de Pesquisa Experimental do Einstein.

    No caso de crianças, cujo cérebro está em formação, os riscos podem ser ainda maiores. Sem tratamento adequado desde cedo, a alta concentração de fenilalanina pode levar a atrasos no desenvolvimento infantil, com dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento e, em casos mais graves, convulsões.

    Cuidado precoce

    Entre 2008 e 2021, foram registrados 7.615 casos de fenilcetonúria no Brasil, segundo estudo publicado também na revista The Lancet, que analisou dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). Isso corresponde a uma incidência anual de quatro a oito casos para cada 100 mil nascidos vivos.

    Boa parte dos diagnósticos ocorre logo no primeiro ano de vida. Isso graças à triagem neonatal, popularmente conhecida como teste do pezinho, em que algumas gotas de sangue são coletadas do calcanhar do recém-nascido e analisadas em laboratório para detectar doenças que não puderam ser identificadas durante os exames de pré-natal.

    No Brasil, as primeiras iniciativas de triagem neonatal começaram na década de 1970, e o Programa Nacional de Triagem Neonatal foi oficialmente implantado pelo SUS em 2001, incluindo a fenilcetonúria entre as doenças investigadas em todos os recém-nascidos.

    Recomenda-se que a coleta seja realizada entre o segundo e o quinto dia de vida do bebê, quando se espera que ele tenha consumido proteína suficiente para apresentar acúmulo de fenilalanina no sangue. Esse exame é importante, porque a PKU geralmente não apresenta sinais visíveis no nascimento. Ela costuma se manifestar após o terceiro ou quarto mês de vida, mas já pode causar danos graves ao cérebro se não for tratada a tempo.

    Quando identificada cedo, é possível iniciar rapidamente o acompanhamento médico e nutricional, o que favorece um desenvolvimento saudável. “Com os recém-nascidos, isso pode ser alcançado combinando o aleitamento materno com fórmulas metabólicas isentas de fenilalanina, que garantem aporte suficiente de proteína natural para assegurar o crescimento e manter a concentração sanguínea de fenilalanina dentro dos níveis normais”, exemplifica o pediatra e neonatologista Allan Chiaratti de Oliveira, do Einstein Hospital Israelita. “O diagnóstico precoce previne o surgimento dos sintomas típicos da doença.”

    Chegada do medicamento à população

    Com a aprovação da Anvisa, o Brasil se junta a outras regiões, como União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Austrália, Emirados Árabes Unidos e Japão, que também já autorizaram o uso da sepiapterina. No entanto, o medicamento ainda levará algum tempo para chegar aos pacientes.

    “O processo de precificação terá início nos próximos dias junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por regular e estabelecer o preço máximo de venda de medicamentos no país”, destaca a farmacêutica PTC Therapeutics, responsável pelo novo fármaco, em nota enviada à Agência Einstein.

    “Após a definição e publicação do preço pela CMED, o Sephience [nome comercial da sepiapterina] estará apto à comercialização no Brasil.”

    Geralmente, medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras não são vendidos em farmácias comuns, e o repasse fica a cargo dos planos de saúde e do próprio Sistema Único de Saúde (SUS). “A distribuição pelo serviço público é uma forma de garantir o acesso equânime aos medicamentos”, destaca Oliveira. Contudo, como a incorporação ao SUS depende da avaliação do Ministério da Saúde, não é possível confirmar quando ou mesmo se a sepiapterina será disponibilizada gratuitamente à população com fenilcetonúria.

  • Vamos entender a surpresa

    Vamos entender a surpresa

    Vamos entender a surpresa

    Quem pensou que Jorge Viana, PT, vem de mãos abanando de Brasília para a disputa ao senado, se engana. Ele acaba de conseguir do presidente Lula um investimento de R$ 800 milhões para serem usados na recuperação de parte da BR-364. Até segunda-feira (30), um anúncio do Ministro dos Transportes, ao lado de Jorge Viana, anunciará que o DNIT, de imediato, iniciará nas duas vias da Estrada do Aeroporto o processo de Macadame, que elava a qualidade da estrada por até 12 anos sem ser preciso fazer reparação.

    Isso rende voto

    Mas não para por aí a boa notícia. Jorge Viana informa que o trecho entre Sena Madureira e Manoel Urbano também será refeito com o uso de Macadame. “O presidente Lula sabe da precariedade da BR-364, que se encerra em Cruzeiro do Sul. Tenho deixado ele informado da necessidade de um trabalho urgente na recuperação do pavimento da nossa BR, por isso determinou ao Ministro dos Transportes que destine recursos de imediato ao DNIT para um amplo investimento ainda este mês”, explicou o ex-governador.

    Impressionado

    O pré-candidato pelo Republicanos ao Governo do Acre, Alan Rick, assegura que tem rebatido “de forma imediata” a toda sondagem que lhe é feita por pré-candidatos a deputado sobre “estrutura” para campanha. “Meu amigo, o que eu tenho a lhe oferecer é um abraço e um convite à luta! Se outro candidato lhe oferecer mais que isso, sinta-se à vontade e corra atrás dele!”. E já denuncia: “É um absurdo o que alguns já estão fazendo!”.

    Precisando de eficácia

    Pelas entrevistas que está concedendo nesse período de pré-campanha, Thor Dantas (PSB) vai elevar muito o nível do debate. Nesse sentido, qualifica o processo. Agressões serão inimagináveis, partindo dele. Isso, no entanto, não quer dizer que ele vá aliviar a língua. Em recente declaração, foi duro. “O Acre está precisando de menos simpatia e mais eficácia nas ações de governo. O povo está precisando de resultado efetivo de política pública”.

    Na luta

    Eudo Rafael, pré-candidato ao Governo do Acre pelo PCB, está na luta para regularizar o registro do partido junto à Justiça Eleitoral. Assinou documentos que precisavam passar por alguns procedimentos antes de serem protocolados no TRE. Partido pequeno, até mesmo para dizer que existe, é uma guerrilha atrás da outra. E tudo isso para mostrar ao eleitor que há outra forma de buscar soluções aos problemas postos. Há alternativa. O alvo é esse.

    Sequência

    Bocalom não dá nenhuma pista de que vai rever a ideia de ser candidato ao Governo do Acre. Está obedecendo a uma intensa sequência de inaugurações: sede da RBPrev, creche para 300 crianças, unidade de produção de leite de soja, complexo agroindustrial… é azul para todo lado.

    Desafio

    O Governo está possibilitando à pré-candidata Mailza até mesmo ela ir calejando um discurso em torno da gestão pública. Esse debate dos sindicatos em torno da Reposição Geral Anual (RGA), por exemplo, o que ela pensa sobre o assunto? Ela irá assumir o governo semana que vem. E aí? Assessores dela têm o entendimento de que o RGA é um preceito constitucional que foi manipulado quando da aprovação de recente legislação. Mas e ela, Mailza, o que pensa?

    Tambaqui

    A vice-governadora Mailza Assis ofereceu um jantar ao deputado Adailton Cruz. No cardápio, foi servido um tambaqui sem espinhas. Apesar de ter só o filé, o parlamentar tratou de queimar o secretário Pedro Pascoal. Nos bastidores, o Cruz diz que Mailza decidiu tirar Pedro, mas ele não tem coragem de falar isso no microfone. Por que será, hein?

    Remoendo o passado recente…

    Dizem nos bastidores que o clima para Jéssica Sales aceitar ser vice de Mailza Assis passa, primeiro, por uma espécie de “degola política” de alguém ainda marcada pelas feridas das eleições de 2024. A orientação oficial é preservar as boas relações, mas, na prática, teve gente preferindo debochar da situação, o que só piorou o ambiente.

    Sai de cima

    O governador Gladson Cameli tem cobrado palavra de secretários indecisos sobre candidaturas. Como se diz no acreanês, ou emprenhe ou saia de cima. Uma coisa que tem chateado o governador é o fato de secretários estarem cogitando candidaturas e ainda quererem fazer sucessor em suas pastas, como se o Gladson fosse mandar em alguma coisa a partir do dia 4 de abril. Esqueceram eles que quem vai mandar é a Mailza.

    Farpas entre aliados e senador

    No âmbito estadual, o governador Gladson Cameli voltou a criticar diretamente o senador Alan Rick. Segundo Cameli, o parlamentar tem reclamado da falta de divulgação sobre a autoria da emenda destinada ao Complexo Viário. Apesar das divergências públicas, aliados ponderam que, independentemente da disputa política, o mais importante é o benefício gerado à população com a execução da obra.

    Crise

    A atual direção do PSol do Acre, de olho no fundo eleitoral (e parece que apenas nisto) abre uma crise miúda neste período de pré-candidaturas. Depois de ajustes entre PT, PSB, PV, Rede e o próprio PSol em torno do nome de Thor Dantas ao governo, Jorge Viana e Inácio Moreira ao Senado, a direção socialista e libertária resolve apresentar Dr. Luisinho como candidato ao governo.

    Cifras

    Em um episódio desses é que o eleitor sente que ele é apenas um detalhe. Com uma ressalva: esse doutor, agora socialista e libertário, gaba-se de um canto a outro que traz uma penca de bolsonaristas junto com ele. Esse tumulto em torno de fundos deixa o eleitor de calças curtas.

    Educação

    Com R$ 6 milhões investidos, o Acre avança ao criar sua 1ª faculdade estadual, ampliando 240 vagas iniciais e reduzindo dependência de instituições externas. O investimento se soma aos R$ 27,9 milhões já aplicados no ensino técnico, indicando expansão, mas ainda com alcance limitado frente à demanda. Contudo, já é um grande passo.

    Servidores

    Auxílio-alimentação unificado em R$ 700 e auxílio-saúde de R$ 500 ampliam gastos com pessoal. Medida melhora renda, mas pressiona equilíbrio fiscal no médio prazo. É o Acre véi sempre na corda bamba…

    Reajuste no auxílio e troca de farpas

    Nos bastidores da Câmara Municipal de Rio Branco, o clima é de tensão. Vereadores articulam um reajuste no auxílio-alimentação, atualmente fixado em R$ 1,5 mil. A proposta, no entanto, tem gerado desconforto interno. A avaliação é de que, caso o benefício seja ampliado para os parlamentares, a medida também deverá ser estendida aos servidores da Casa — o que ampliaria o impacto financeiro.

    Educação técnica

    Com 595 formados e mais de 2,7 mil beneficiados, o Acre avança na qualificação profissional. Ainda assim, o Estado depende de escala para transformar formação em emprego efetivo.

    Ensino superior

    O Prouni 2026 atinge 595 mil bolsas, maior número da série, com 46% integrais. A expansão amplia acesso, mas mantém dependência do setor privado como principal porta de entrada ao ensino superior no país.

    Indústria

    A apresentação do caça Gripen coloca o Brasil entre poucos países com produção de alta complexidade, com mais de 2 mil empregos diretos. O desafio é transformar transferência tecnológica em escala industrial sustentável -e isso a Embraer mata no peito.

    Comunicação

    A ampliação do sinal de rádio para quase 1 milhão de pessoas reforça inclusão informativa na Amazônia Legal. Ainda assim, evidencia a persistência de vazios de cobertura em regiões remotas, especialmente no Acre.

    Política pública

    O crédito concedido pelo Incra de R$ 600 mil para 67 famílias extrativistas representa cerca de R$ 9 mil por unidade, valor relevante, mas limitado para mudanças estruturais. A ação mostra presença do Estado, porém com impacto ainda pontual.

    Saúde e sociedade

    Dados da PeNSE, do IBGE, revelam aumento do assédio (18,5%) e do bullying (27,2%), enquanto apontam melhora parcial na saúde mental. O avanço do cigarro eletrônico (+300%) expõe falha regulatória diante de novas ameaças.

    Uma década depois…

    A revitalização ao custo de R$ 1,3 milhão em Cruzeiro do Sul resgatou um espaço de grande importância fechado desde 2015 e reforça o turismo cultural. Apesar do simbolismo, o volume investido ainda é modesto diante do déficit histórico de equipamentos no interior.

    Eleições


  • De novo, elas

    De novo, elas

    De novo, elas

    Por Narciso Mendes27 de março de 2026 – 05h00 3 min de leitura

    As emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos já nos trouxeram os piores resultados. 

    Um: a roubalheira dos nossos recursos públicos; e outro: a imoralidade do nosso sistema politico partidário. Neste particular, as emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos (uma atribuição reservada aos nossos prefeitos, aos nossos governadores e, por último, ao presidente da nossa República) foram tomadas de assalto e de forma aparentemente legal, porém absolutamente imoral. Prova disto é que as mesmas já foram transformadas na principal moeda que alimenta o nosso mercado eleitoral.

    Quando um prefeito, um governador ou o próprio presidente se elegem dizendo em suas campanhas eleitorais que iriam priorizar a nossa saúde pública, a nossa educação pública e a nossa segurança pública, e veem se impedidos de resgatar as suas promessas porque os recursos foram desviados para dar lugar aos interesses particulares dos integrantes de seus correspondentes parlamentos (e, o mais grave, para alimentar a nossa corrupção), nada pior.

    Aos nossos parlamentares compete aprovar as propostas orçamentárias que carecem de sua aprovação, inclusive não aprovando aquelas proposições que não são do interesse público. Até aí, nada contra.

    Presentemente, apenas no nível federal, os nossos deputados federais e senadores dispõem, anualmente, de no mínimo R$ 50 milhões e, no decurso dos seus mandatos, R$ 200 milhões para comprarem as suas reeleições. Portanto, estamos a tratar de um jogo de cartas marcadas.

    Mas, como seria de se esperar, eis que surgiu do STF (Supremo Tribunal Federal), ou seja, do ministro Flávio Dino, a mais dura reação contra as tais emendas. E não seria para menos; afinal de contas, quase uma centena dos nossos congressistas encontra se atolada até o gogó na roubalheira que as tais emendas lhes proporcionaram.

    Outra coisa: não é sério o que está acontecendo com os nossos partidos políticos. Reporto me à tal janela partidária, a excrescência que legalizou a qualquer candidato, detentor ou não de um mandato eletivo, trocar de partido político no próprio ano das eleições.

    No nosso país, infelizmente, ao invés de os nossos partidos políticos se darem ao respeito e serem transformados em escolas para o bom aprendizado político, simplesmente foram transformados em legendas para acomodarem os interesses da grande maioria dos candidatos que buscam a obtenção de um mandato eletivo.

    A exemplificar: nos arranjos partidários feitos às últimas horas, Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro conseguiram chegar à Presidência da nossa República filiados, respectivamente, ao PRN e ao PSL, cujos corpos jazem em alguns dos cemitérios para onde foram levados. Os outrora tucanos já estão procurando o cemitério onde o PSDB será enterrado.

  • Alunos ficam sem estudar por causa dos ramais em Senador Guiomard

    Alunos ficam sem estudar por causa dos ramais em Senador Guiomard

    Moradores do Projeto de Assentamento Pirã de Rã já acionaram a Prefeitura de Senador Guiomard. Secretaria de Agricultura mantém duas equipes e informa que 90 famílias da região são invasoras de uma área de reserva legal O agricultor de base familiar Januário Bezerra tem 39 anos, 4 filhos e sete hectares de terra no Projeto […]

  • EUA e Irã devem se reunir em breve no Paquistão, diz ministro alemão

    EUA e Irã devem se reunir em breve no Paquistão, diz ministro alemão

    Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images
    Donald Trump e a bandeira do Irã

    O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, disse nesta sexta-feira (26/3) que os Estados Unidos e o Irã deverão se encontrar em breve no Paquistão para discutir um acordo de paz. 

    “Segundo minhas informações, houve contatos indiretos e preparativos foram feitos para um encontro direto. Aparentemente, isso ocorrerá muito em breve no Paquistão”, afirmou à rádio Deutschlandfunk.

    Segundo ele, os dois países têm conversado de forma indireta, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, deverá falar sobre o assunto hoje.

    A afirmação reforça o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma negociação com o Irã. O país persa, no entanto, tem negado oficialmente discutir o fim da guerra.

    Na quinta-feira (26/3), Trump afirmou que estenderá a suspensão de sua ameaça de atacar a infraestrutura energética do Irã por 10 dias. Na semana passada, Trump disse que iria destruir usinas de energia iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz.  O republicano acrescentou que o diálogo com o Irã “está indo muito bem”.

    No início da semana, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que poderia sediar uma negociação entre os dois países. “O Paquistão está pronto e honrado em sediar negociações significativas e conclusivas para uma solução abrangente do conflito em curso”, disse Sharif em uma publicação no X.

     

  • Após crime, coronel apagou zap de Gisele sobre divórcio: "Pode pedir"

    Após crime, coronel apagou zap de Gisele sobre divórcio: "Pode pedir"

    Reprodução/Redes Sociais
    Casal em foto de casamento, com a mulher com efeito translucido - Metrópoles

    Investigação da Polícia Civil aponta que o celular da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi desbloqueado e manuseado minutos após o disparo que a matou, dentro do apartamento em que ela morava no Brás com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, região central de São Paulo, na manhã de 18 de fevereiro. Para o 8º DP, esse intervalo é considerado crucial e é nele que teriam sido apagadas as conversas entre os dois.

    Os diálogos do casal, no entanto, como revelado pelo Metrópoles, foram recuperados por meio de perícia técnica e mostram uma ruptura já consolidada.

    Em uma das mensagens enviadas na noite anterior ao crime, Gisele reage ao comportamento do marido e desmonta a narrativa de submissão que, segundo investigadores, aparece em outros trechos do relacionamento com Geraldo, de 53 anos. “Você confundiu carinho com autoridade, amor com obediência”, escreveu a vítima, falando sobre o casamento com o oficial.

    “Tem todo o direito de pedir o divórcio […] Pode entrar com o pedido essa semana”, acrescenta, não deixando margem para dúvida sobre sua decisão.

    A frase direta e sem hesitação é um dos elementos centrais, levantados durante a investigação, para afastar a hipótese de suicídio por inconformismo com a separação — versão defendida pelo tenente-coronel, e pela defesa dele, até o momento. O oficial segue atrás das grades, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana.

    Versão do coronel contrariada

    Desde o início, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto sustenta que foi ele quem decidiu pelo fim do casamento e que Gisele não teria aceitado. A tese, agora, é frontalmente contrariada pelo teor das mensagens recuperadas.

    Para a Polícia Civil, o apagamento seletivo das conversas reforça a suspeita de tentativa de construção de narrativa. O relatório policial, obtido pela reportagem, é explícito ao apontar que a ausência dos diálogos no aparelho do oficial, somada à recuperação no celular da vítima, indica manipulação do conteúdo, após o crime, com o objetivo de sustentar a versão apresentada por ele.

    Relação marcada por tensão e desgaste

    As mensagens também explicitam um relacionamento deteriorado, com críticas diretas de Gisele ao comportamento do marido.

    Ela menciona tratamento considerado desrespeitoso, insinuações constantes e um ambiente de desgaste emocional. Em outro trecho, reage à postura do oficial dentro da relação, orientando- a “mudar esse comportamento”.

    O material também aponta que o tenente-coronel resistia à separação, desviando o assunto ou tentando reaproximação quando o tema surgia.

     

    Linha do tempo reforça suspeitas

    As últimas mensagens de Gisele foram enviadas entre 22h47 e 23h do dia 17 de fevereiro. Cerca de oito horas e meia depois, Gisele foi baleada na cabeça, no apartamento que dividia com Geraldo Neto, no Brás. Ela ainda chegou a ser socorrida com vida, mas morreu horas depois no Hospital da Clínicas.

    O caso, inicialmente registrado como suicídio, mudou de rumo com o avanço das investigações e, no mesmo dia, passou a ser investigado como morte suspeita. Um mês depois, Geraldo Neto foi indiciado por feminicídio e fraude processual.

    Interferência após o disparo

    Além do conteúdo das mensagens, outro ponto que pesa contra o oficial da PM é a conduta após o tiro.

    A investigação indica demora no acionamento do socorro e movimentações consideradas incompatíveis com a preservação da cena que, somadas ao apagamento das conversas, reforçam a linha investigativa de interferência nos vestígios.

    De suicídio a feminicídio

    Preso preventivamente, o tenente-coronel segue negando o crime e mantém a versão de que a esposa tirou a própria vida.

    A investigação, no entanto, passou a tratar o caso como feminicídio a partir de um conjunto de evidências periciais, contradições em depoimentos e, agora, o conteúdo das mensagens recuperadas.

    Entre elas, a frase “pode pedir” desmonta a narrativa inicial de Geraldo Neto sobre Gisele negar a separação.

  • Calor, umidade e chuvas intensas: confira a previsão do tempo nesta 6ª

    Calor, umidade e chuvas intensas: confira a previsão do tempo nesta 6ª

    Apesar da mudança da estação, clima ainda segue características do verão e deve manter padrão de chuvas em várias regiões do país