O motorista rebocador brasileiro Adelino Dias de Moura perdeu a vida na segunda-feira (24) em um acidente na rodovia Arequipa-Puno, no Peru. O corpo da vítima está depositado em uma morgue local e ainda não teve a identificação concluída pelas autoridades. Para avançar no caso, a Procuradoria peruana pediu colaboração ao Consulado Geral do Brasil […]
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
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Autoridades peruanas tentam localizar família de brasileiro morto em acidente na rodovia Arequipa-Puno
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Decreto oficializa três nomeações efetivas no Instituto Socioeducativo do Acre
O governo do Acre publicou nesta quinta-feira, 26, o Decreto nº 12.925-P, oficializando a nomeação de três novos servidores efetivos para o Instituto Socioeducativo do Estado do Acre. As nomeações são resultado do concurso público homologado em abril de 2023.
O ato é assinado pelo governador Gladson Cameli e considera o resultado final do certame, além de trâmites administrativos constantes em processo interno do Estado.
De acordo com o decreto, foram nomeados para os cargos iniciais das respectivas carreiras: Maria Clemilda dos Santos Borges Cunha, para o cargo de assistente social; Patrícia de Oliveira Silva, como psicóloga; e Antônio Salatiel da Graça Magalhães, para a função de técnico administrativo e operacional, na área de auxiliar administrativo.
Os candidatos convocados terão o prazo de até 30 dias para apresentar a documentação exigida e realizar a assinatura do termo de posse, conforme previsto na legislação.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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Governo do Acre publica novas exonerações, nomeações e licenças
O Governo do Acre publicou uma série de decretos no Diário Oficial desta quinta-feira, 26, com alterações no quadro de servidores públicos estaduais, incluindo exonerações, nomeações, licenças a pedido e declaração de vacância em cargos efetivos e comissionados.
Os atos são assinados pelo governador Gladson Cameli e abrangem diferentes áreas da administração pública, como segurança, educação, saúde e infraestrutura.
Entre as medidas, o Decreto nº 12.922-P declara a vacância do cargo de professora da rede estadual após o falecimento da servidora Maria Braga de Oliveira, com efeitos retroativos a janeiro deste ano. Já o Decreto nº 12.923-P trata da exoneração, a pedido, de um agente socioeducativo do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre, sem direito à recondução.
Na área da segurança pública, diversos decretos formalizam licenças a pedido de militares da Polícia Militar do Estado do Acre e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre. As saídas envolvem praças de diferentes patentes e têm efeitos retroativos em alguns casos, variando entre os anos de 2019 e 2026.
No campo administrativo, o governo também promoveu exonerações de cargos comissionados, como nos decretos nº 12.943-P e 12.944-P, além de novas nomeações para funções de chefia e assessoramento em órgãos como o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre e a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre.
Também foram registradas alterações de lotação de servidores entre secretarias, como transferências para a área da saúde e assistência social, além de novas nomeações em pastas como Agricultura e estruturas administrativas do Estado.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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Rio Branco cria programa para monitorar saúde de estudantes da rede pública
A Prefeitura de Rio Branco publicou nesta quinta-feira, 26, a Lei Municipal nº 2.652, que cria o Programa Municipal de Monitoramento da Saúde Estudantil nas escolas da rede pública. A iniciativa tem como objetivo acompanhar de forma contínua a saúde física e mental dos alunos, além de fortalecer ações preventivas no ambiente escolar.
A lei foi sancionada pelo prefeito Tião Bocalom (PSDB) após aprovação na Câmara Municipal. Entre as principais diretrizes do programa estão o combate à desnutrição e à obesidade infantil, a realização de triagens oftalmológicas e auditivas e o encaminhamento para atendimento especializado quando necessário.
O programa também prevê acompanhamento psicológico dos estudantes, com foco na prevenção de problemas como estresse e ansiedade, além da promoção de atividades educativas, como palestras, rodas de conversa e oficinas sobre hábitos saudáveis, higiene e bem-estar.
Outro ponto é o monitoramento do calendário vacinal e o incentivo à imunização, bem como a realização de avaliações odontológicas para promoção da saúde bucal dos alunos. A proposta ainda inclui a integração de informações entre escolas e unidades de saúde, buscando garantir maior eficiência no atendimento.
De acordo com a legislação, as ações serão executadas por equipes multiprofissionais, cabendo ao Poder Executivo municipal o planejamento, a implementação, o acompanhamento e a fiscalização do programa. A prefeitura também deverá elaborar relatórios técnicos anuais com indicadores de saúde estudantil, desafios e sugestões de aprimoramento.
A lei prevê ainda a possibilidade de adesão de instituições privadas ao programa, desde que sem custos para o poder público. A norma já está em vigor desde a partir da data de sua publicação.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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Última noite do 9º Cerco de Jericó será no Ginásio do Sesc Bosque nesta quinta-feira
A programação inicia, às 16h, com as confissões. Logo depois, às 17h, a praça de alimentação será aberta com pratos e doces variados. Às 18h haverá o Santo Terço e, às 19h, começa a Santa Missa seguida da Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Hoje, completa-se sete quintas-feiras do 9º Cerco de Jericó, iniciado no dia 26 de março. Diferente das outras noites em que o evento ocorreu no Santuário de São Peregrino, nesta quinta, o Cerco será sediado no Ginásio do Sesc.
Vale reforçar que o Cerco de Jericó é transmitido ao vivo pelo Youtube no canal do Frei Renan Barros, que preside a celebração. “Todas as quintas-feiras nós tivemos de 2 mil a 2.500 pessoas aqui. Nós vivemos neste Cerco de Jericó uma experiência muito nova, que foi perceber a simplicidade, os detalhes de Deus na nossa vida. O tema do nosso Cerco foi “Eu vivo milagres”. Então, a cada quinta-feira, nós fazíamos essa experiência de estar acolhendo um Deus presente, um Deus que realiza milagres todos os dias”, destaca Frei Renan.
O Cerco de Jericó é uma prática de oração católica baseada em um episódio bíblico do Antigo Testamento, no livro de Josué. Ele consiste em um período de sete dias de oração intensa e persistente, diante do Santíssimo Sacramento, com o objetivo de obter uma graça específica ou derrubar “muralhas” espirituais.
A prática se inspira na conquista da cidade de Jericó pelos israelitas. Sob a liderança de Josué, o povo recebeu a instrução de marchar ao redor das muralhas da cidade uma vez por dia, durante seis dias. No sétimo dia, eles deveriam dar sete voltas. Ao final da última volta, após o toque das trombetas e um grande clamor do povo, as muralhas ruíram milagrosamente.
“Quero convidar você a fazer essa experiência. Se você não foi em nenhuma noite, não tem problema. Você pode ir nesta última noite, participar e alcançar a sua graça. Esteja conosco”, convida Frei Renan.
16h – Confissões
17h – Abertura da praça de alimentação
18h – Santo Terço
19h – Santa Missa e Adoração -

O custo humano da Ferrogrão, pensada para ligar o Mato Grosso ao Pará
26/03/2026 10:57, atualizado 26/03/2026 10:57
metropoles.com A Ferrogrão (EF-170), ferrovia de 933 quilômetros projetada para ligar o Mato Grosso ao Pará, é apresentada como o ápice da eficiência logística para o escoamento da safra de grãos. No entanto, lideranças indígenas e especialistas alertam que o projeto carrega o risco de repetir o colapso social observado na usina de Belo Monte. O empreendimento ameaça gerar impactos lineares por toda a extensão da Amazônia, criando uma conta social que raramente aparece nos balanços financeiros do agronegócio.
O projeto abrangerá diretamente 14 municípios, incluindo Itaituba, Novo Progresso e Trairão, em uma região marcada por dinâmicas migratórias intensas. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental de 2024 projeta um investimento de R$ 9,69 bilhões.
Essa massa de pessoas colide com a infraestrutura frágil das cidades que serão cortadas pelos trilhos. Os municípios apresentam déficits históricos em saúde, saneamento e educação, o que sinaliza um colapso iminente no atendimento básico. A disparidade entre a fase de obras e o início da operação é o principal vetor de desequilíbrio para o sudoeste paraense, que não possui um parque industrial capaz de absorver a mão de obra após a conclusão do projeto.
Especialistas descrevem o cenário como a arquitetura de um desastre anunciado.
“Quando a obra for finalizada, a tendência é que milhares de desempregados sejam empurrados para economias ilícitas. O histórico de Altamira serve como exemplo, onde o fim das obras de Belo Monte resultou em um exército de pessoas vulneráveis sendo absorvidas pelo garimpo, pela grilagem e pelo crime organizado”, alerta Melillo Dinis do Nascimento, advogado do Instituto Kabu (povo Kayapó- Mebêngôkre), da Associação Iakiô (povo Panará) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil).

Dados da 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, de novembro de 2025, reforçam essa preocupação. Altamira ocupa hoje a quarta posição nacional em conflitos por terra, segundo a Comissão Pastoral da Terra. A expansão demográfica descontrolada da última década catalisou a força de facções criminosas, transformando a região em um polo estratégico para o narcotráfico e elevando drasticamente os índices de mortes violentas.
Para os povos originários, a Ferrogrão representa um cerco territorial que fragmenta a floresta e facilita a entrada de grupos ilegais. Lideranças do povo Kayapó e Panará afirmam que o desmatamento e a grilagem ignoram a existência das aldeias em nome de um desenvolvimento que não chega às bases. A ferrovia funcionaria como uma barreira física, deixando as fronteiras indígenas vulneráveis ao avanço dos conflitos agrários que acompanham as grandes obras.
O avanço desses projetos de infraestrutura também coloca em xeque a segurança alimentar das populações locais.
“A substituição da biodiversidade pela monocultura e a alteração dos cursos hídricos desestruturam o modo de vida tradicional. Ao transformar a floresta em um corredor de carga para o mercado externo, o Estado retira a capacidade das comunidades de sobreviverem do que a terra produz, priorizando o lucro em detrimento da dignidade humana”, explica Cleber Oliveira de Araújo, biólogo e indigenista da Associação Iakiô (povo Panará).
Diferente do impacto localizado de uma usina hidrelétrica, a Ferrogrão promove danos ao longo de toda a sua extensão linear. A obra ameaça sobrecarregar cidades já precárias e marcar o coração da Amazônia com um ciclo de violência e descaso estatal.
Diante das projeções de bilionários investimentos em capital, a pergunta que permanece sem resposta por parte do poder público é quem será o responsável por pagar a conta social desse empreendimento.

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Erika Hilton abre mão de votar PL da Misoginia na Comissão da Mulher
Agência Brasil
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, a deputada Erika Hilton (PSol-SP) disse à coluna que topa abrir mão de votar o PL da Misoginia no colegiado presidido por ela.
A parlamentar avalia que a proposta deveria passar pela Comissão da Mulher, mas admite abrir mão dessa análise para que o projeto tramite de forma mais rápida e seja votado diretamente no plenário.
“Provavelmente nós possamos trabalhar com requerimento de urgência para que ela vá logo, direto ao plenário, porque é um tema que pede celebridade, é um tema que pede que as instituições se posicionem e dê um basta em todo esse discurso de ódio. Não vejo razões para que eu peça para que passe pela comissão da Mulher. Eu acho que o tema tem que ir logo para apreciação no plenário, ser votado, trabalhar para que o texto não seja alterado, eu sei que vai ser um desafio, mas para que logo seja sancionado e virar lei”, afirmou Erika à coluna.
Em entrevista à coluna, a relatora da proposta no Senado, Soraya Thronicke (Podemos-MT), disse esperar que a Câmara dê andamento ao projeto. Ela prometeu articular para que o texto seja votado logo pelos deputados.
“Como esse projeto de lei foi iniciado no Senado Federal, nós acreditamos, sim, que haverá muita briga. Já estão prometendo que vai ser quente, mas eu creio que vai passar. Pode ser que ele seja modificado. Uma vez modificado, ele deve voltar para o Senado, a casa iniciadora, e aí eu volto para a relatoria e aí nós trabalhamos nele. Se houver modificações importantes, nós manteremos. Não tenho nenhum problema quanto a isso. Agora, as propostas indecentes nós não manteremos. E de repente, a Câmara pode até mesmo, entrar em um acordo conosco, até mesmo aqueles que não concordam, para votar, para que volte ao Senado, para que lá a gente consiga limpar, porque lá já está um caminho mais fácil e de número menor de parlamentares”, afirmou Soraya.
O texto inclui a misoginia Lei do Racismo e prevê penas de 2 a 5 anos, além de multa. Caso a proposta seja aprovada na Câmara sem modificações, a proposta seguirá para sanção do presidente Lula.
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Inflação: petróleo e guerra devem pressionar preços, dizem economistas
Getty Images
A chamada “prévia da inflação” no Brasil, divulgada nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio acima do esperado pelo mercado, indicando um cenário ainda desafiador para os próximos meses – que deve ser agravado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.
A avaliação é de economistas e analistas do mercado consultados nesta manhã pela reportagem do Metrópoles, pouco depois do anúncio dos resultados do IPCA-15.
Em março, o índice ficou em 0,44%, o que representou uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao índice registrado em fevereiro (0,84%). A projeção do mercado, no entanto, era bem menor, de 0,29%.
No período de 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,9%, abaixo dos 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o indicador foi de 0,64%.
Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em março, com destaque para o grupo de alimentação e bebidas, com a maior variação (0,88%), seguido por despesas pessoais (0,82%).
O que diz o mercado
Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, com a continuidade do conflito no Oriente Médio, “a tendência é que os preços dos alimentos continuem pressionados daqui para frente, refletindo tanto o aumento dos fertilizantes – que pode afetar os produtos in natura já no curto prazo – quanto a alta do diesel, com impacto nos custos de transporte”.
“Olhando à frente, acreditamos que as tensões no Oriente Médio devem gerar pelo menos algum impacto persistente nos preços do petróleo e, consequentemente, na inflação. Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre os preços no segundo semestre. Nossa projeção hoje é de um IPCA a 4,5% no fim do ano”, afirma.
Para Moreno, as últimas comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) “sugerem que o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, continuará, mas o ritmo dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio”.
André Valério, economista sênior do Banco Inter, observa que o dado do IPCA-15 em março reforça a visão de que a piora recente da inflação foi devido a fatores sazonais. “Vemos os principais indicadores retornarem à tendência observada pré-dezembro de 2025, reforçando que o processo de desinflação persiste. Entretanto, o dado de hoje ainda não reflete totalmente a piora no cenário internacional devido ao conflito no Irã”, avalia.
Além disso, segundo o economista, “a interrupção no fluxo do Estreito de Ormuz tende a pressionar a inflação de alimentos, que em março acelerou significativamente”.
“De toda forma, os itens cujos preços tendem a acelerar devido ao conflito são aqueles mais voláteis, com os quais o BC não deveria se preocupar inicialmente. Vemos o processo inflacionário caminhando em direção à meta e consistente com o início do ciclo de flexibilização da política monetária. Esperamos que o Copom continue cortando a Selic, com a magnitude dependendo da evolução do conflito.”
Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, “o dado veio bem acima das projeções do mercado, provocando, em um primeiro momento, certo desconforto em relação à perspectiva para a inflação ao longo do ano”.
“A ausência de evidências mais nítidas acerca do possível impacto da guerra sobre os preços domésticos e mesmo eventuais repasses do nível de crescimento ainda resiliente podem ser considerados argumentos fortes o suficiente para sustentar um novo corte de juros de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual)”, explica Pizzani.
Para o economista, “o ambiente de cautela e constante monitoramento da evolução dos preços, com foco cada vez maior nos custos ao longo da cadeia dos produtores, deve ser mantido até que sejam dissipadas por completo quaisquer dúvidas acerca do real comportamento da inflação no decorrer dos próximos meses”.
De acordo com Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o resultado do IPCA-15 “mostra que a inflação segue em processo de moderação, mas de forma irregular e ainda sujeita a choques relevantes”. “O principal destaque foi o grupo de alimentação e bebidas, com alta de 0,88% e impacto significativo no índice, refletindo aumentos expressivos em itens básicos do dia a dia, como feijão, ovos, leite e carnes. Esse movimento reforça a percepção de inflação mais sensível para as famílias e mantém a pressão sobre o custo de vida”, afirma.
Segundo Spyer, “o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, mantém o petróleo em patamar elevado e aumenta a incerteza sobre o comportamento futuro dos preços de energia, o que pode voltar a pressionar a inflação nos próximos meses”. “Do ponto de vista da política monetária, o dado de hoje reforça uma mensagem de cautela”, completa.
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, aponta que “a surpresa altista foi majoritariamente explicada por passagem aérea, mas o restante do índice também apresentou um desempenho qualitativo um pouco pior que o esperado, com destaque para carne bovina”. “Apesar de sinais de arrefecimento à frente na proteína, o resultado deixa um viés altista para a inflação no ano e mantém serviços pressionados”, pondera.
“O IPCA-15 contrata mais um mês de IPCA fechado elevado, devido aos repetíveis. Existem pontos positivos na leitura, como condomínio e aluguel com baixa variação, mas, em relação à nossa projeção, vemos piora na margem”, conclui Pestana.
O economista Maykon Douglas, por sua vez, entende que março “foi mais um mês de forte surpresa altista no IPCA-15, concentrada no preço das passagens aéreas, que apresenta um comportamento bastante volátil há algum tempo”. “No entanto, os núcleos, em geral, vieram conforme as expectativas do mercado e mantêm uma desaceleração lenta, em patamares bem acima da meta”, diz.
“O cenário para o curto prazo é ruim. A inflação dos combustíveis ainda não sentiu o impacto da guerra no Oriente Médio, que deve ser forte, dada a enorme incerteza quanto à duração do conflito e os aumentos nos postos mesmo sem reajustes oficiais pela Petrobras. Além disso, com o aperto no mercado de trabalho, a inflação sensível à demanda deve permanecer acima da meta.”
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AtlasIntel: 62% veem “taxa das blusinhas” como maior erro de Lula
Entrevistados também reprovaram a tentativa de fiscalização de operações via Pix e a retirada dos Correios do programa de privatização
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À espera do STF, CPMI do INSS vota convocação e quebra de sigilo. Siga
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Sob embates judiciais, pressões internas e polêmicas sobre a prorrogação dos trabalhos, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vota, a partir das 9h desta quinta-feira (26/3), dois requerimentos. Não há previsão de novos depoimentos hoje. Acompanhe aqui:
Inicialmente, os parlamentares decidirão pela convocação de Lourival Rocha Júnior, presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários (Anec), para prestar depoimento como testemunha.
Também pedirão ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações consistentes na elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Gomes Paixão Rosa, ex-secretário parlamentar do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), um dos investigados na fraude do INSS.
Alcolumbre e STF
O prazo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ler o requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS termina nesta quinta-feira.
As 48 horas para responder à prorrogação foram determinadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que “irritou” o presidente da Casa, conforme mostrou o Metrópoles.
O documento chegou à Casa Alta às 18h20 de terça-feira (24/3). Até o momento, Alcolumbre não se manifestou sobre a decisão da Corte em nenhuma sessão que presidiu.
Tempo estipulado
A decisão de Mendonça foi comemorada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
“Foi uma vitória do povo brasileiro, é uma vitória dos aposentados que foram roubados e que exigem respeito, foi uma decisão constitucional.
Nós, do Parlamento, temos que trabalhar muito pra resolver as questões legais. Quando há dúvidas, o Supremo tem que nos devolver”, disse.Inicialmente, a comissão, que investiga o escândalo de fraudes e desvios em benefícios de aposentados e pensionistas, pediu ao STF a prorrogação dos trabalhos por 120 dias.
A decisão de Mendonça, no entanto, estabeleceu que a prorrogação deve seguir o prazo definido por pelo menos um terço da minoria parlamentar, respeitando o limite máximo da legislatura estabelecido pelo regimento.
Segundo Viana, “60 dias são suficientes” para a entrega do relatório final.
Plenário do STF ainda pode reverter decisão de Mendonça
O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para esta quinta, no plenário da Corte, o julgamento da decisão do magistrado André Mendonça.
Com a data escolhida por Fachin, o plenário do Supremo tomará a decisão de prorrogar ou não os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito antes do prazo original de funcionamento do colegiado.
A decisão de Fachin pode beneficiar tanto Alcolumbre quanto a ala governista que não é favorável à prorrogação dos trabalhos da CPMI.